Arquivo do autor:Wolney Marques Feres

Melhores bairros para estudantes em São Paulo

É preciso ter atenção diante da variedade de imóveis para alugar e comprar imóveis 

Além de ser palco para grandes eventos, a  avenida paulista também abriga diversas faculdades como Anhembi Morumbi, Faculdade Cásper Líbero, UNIP, entre outras

Além de ser palco para grandes eventos, a avenida Paulista também abriga diversas faculdades como Anhembi Morumbi, Faculdade Cásper Líbero, UNIP, entre outras – Foto: Reprodução internet

A busca de estudantes por apartamentos no centro não é tão fácil quanto parece, sobretudo para quem nunca morou na cidade e precisa encontrar um apartamento studio às pressas para o ano letivo.

É preciso ter atenção diante da variedade de imóveis para alugar e comprar na região, tanto para apartamentos quanto casas. O fácil acesso ao transporte público e claro, às opções de lazer são algumas dicas que podem deixar a escolha um pouco mais fácil. Conheça os melhores  bairros para estudantes na cidade de São Paulo.

Avenida Paulista

A Avenida Paulista é um dos mais importantes cartões postais da cidade. Além de ser palco para grandes eventos, a  avenida também abriga diversas faculdades como Anhembi Morumbi, Faculdade Cásper Líbero, UNIP, entre outras.  

A região é privilegiada com 3 estações de metrô, Trianon Masp, Consolação, Brigadeiro  e  ainda  proximidade com a estação Paraíso. Há enorme diversidade de livrarias, exposições e centros culturais na região.

Bela Vista

Desde 2010 a construção de apartamentos no centro de São Paulo, no bairro Bela Vista está crescendo. A Universidade Mackenzie está a 8 minutos de carro do bairro e a 2,5 km da Avenida Paulista. O bairro é uma excelente opção para  quem quer aproveitar as facilidades do centro com conforto redobrado..

Vila Mariana

Quem opta por apartamentos studios na Vila Mariana estará próximo da melhor de uma das 10 melhores escolas de negócios da América Latina, conforme  o ranking da revista América Economia. O Campi da Vila Mariana oferece cursos como administração, Ciências Sociais e do Consumo, Cinema e Audiovisual, Design, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais e TECH.

O bairro é atendido por 5 estações de metrô: Paraíso, Ana Rosa, Vila Mariana, Santa Cruz e Chácara Klabin. A diversidade de opções para locomoção possibilita que os estudantes façam cursos em diversas regiões de São Paulo.

Vila Madalena

A Vila Madalena é ideal para estudantes de artes, possui mais de 15 galerias espalhadas pelas redondezas que podem ser conhecidas a pé. Em um único quarteirão, entre as ruas Purpurina e Wisard, é possível conhecer quatro galerias em uma única calçada.

Butantã

O bairro que abriga a cidade universitária, sede da USP, é um dos locais que mais concentra estudantes em São Paulo – segundo dados da prefeitura, 100 mil estudantes passam pelo local durante os dias da semana. Aos sábados o campus é aberto para prática de  algumas atividades de lazer. 

Outra vantagem dos apartamentos na zona oeste é que além da proximidade com a USP, o bairro também abriga outras instituições educacionais e de pesquisa como a Faculdade São Judas e o Instituto Butantã.

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada mensalmente pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), indicou que os apartamentos de 1 dormitório são alugados em uma média de 26 dias. A mesma pesquisa indicou que em 2018, 6.832 apartamentos novos com 1 dormitório foram lançados na cidade.

Fonte: acritica.net

5 Tecnologias para melhorar o desempenho na construção.

5 tecnologias para melhorar o desempenho na construção
Inserção da tecnologia é fundamental para que a construção civil se torne mais produtiva Créditos: Shutterstock

 

Conheça as tendências e processos construtivos que estão transformando o setor

No Brasil, um dos principais métodos construtivos utilizados é o de estruturas de concreto armado com alvenaria de vedação e argamassa de assentamento – o que demanda mão-de-obra profissional e faz com que o setor da construção civil seja um dos que mais gera empregos e renda para a população e, ao mesmo tempo, gera um dos maiores desafios dos gestores de obra atualmente: aumentar a produtividade em canteiro de obras.

De acordo com Luiz Henrique Ferreira, sócio-fundador da Inovatech Engenharia, com a retomada do mercado imobiliário, em breve, é possível que comece a faltar mão-de-obra, inicialmente na área de projetos, seguida por todo o restante da cadeia. Desta forma, processos construtivos industrializados que dependam de menor quantidade de mão-de-obra certamente se despontarão num horizonte de quatro a cinco anos. “Hoje vejo que os principais sistemas serão aqueles que já possuem NBR ou DATEC em vigor, destacando placas de concreto, wood frame e steel frame, sendo que os dois últimos ainda estão com as NBR’s em processo de elaboração”, explica. Para o engenheiro, que apresentou a primeira casa fabricada em 24h durante a FEICON 2019, existem três caminhos que podem melhorar o desempenho de uma edificação:

  • Sistemas construtivos: quanto mais soluções forem incorporadas na fábrica, maior a chance de melhorar a performance de uma construção. Uma estrutura metálica de pilares e vigas pode ser considerada um sistema industrializado, porém, se todo o restante for construído em sistema convencional (lajes, alvenarias, etc.), provavelmente, o desempenho não será o mesmo. Por outro lado, se a estrutura for projetada em BIM e pensada para ser integrada a outros sistemas de fachadas prontas, banheiros prontos, etc. e tudo for somente encaixado na obra, a chance de melhora de desempenho é muito maior. No caso de sistemas em painéis de concreto pré-fabricados, light steel frame wood frame, existe a possibilidade da parede vir literalmente pronta de fábrica, e dependendo do sistema construtivo somente as ligações são feitas em obra. “Isso, se bem pensado, inevitavelmente levará a uma melhora da qualidade e do desempenho de uma edificação”, ressalta.
  • BIM: de acordo com Luiz, projetar de maneira fragmentada é algo que já deveria ter morrido há muito tempo. “É um absurdo pensar em desempenho e qualidade sem projetar e executar em BIM”.
  • Materiais: materiais inovadores surgem a todo o momento, porém, é importante pensar que estes materiais farão parte de um sistema, que por sua vez, será integrado a outros sistemas para que se torne uma construção. “Não adianta nada falar em desempenho de materiais desconectado do conceito de sistema”, ressalta o representante da Inovatech.

 

Com a implantação de tendências que estão em alta na construção civil como bioconcreto, BIM, drones, pré-fabricados, entre outras, muitos processos existentes podem ser melhorados – isso pode mudar a realidade do setor como é conhecida hoje quando se fala de produtividade. O surgimento de novas tecnologias da indústria 4.0 – que vem sendo implementado no setor por meio das construtechs – além do desenvolvimento de novos processos construtivos que ajudam no dia a dia dos profissionais envolvidos como engenheiros civis, arquitetos e profissionais da obra. Conheça um pouco mais como essas tendências podem auxiliar no aumento da produtividade em canteiro:

 

Bioconcreto: o bioconcreto é obtido a partir de uma combinação de bactérias e outros nutrientes, que são misturados à base de argamassa. As bactérias são ativadas apenas em contato com a água, permanecendo em estado latente durante quase todo o tempo. Assim – apenas quando chove – a água da chuva penetra nas fissuras e faz com que as bactérias sejam ativadas regenerando o concreto.

 

BIM: o Building Information Modelling (BIM) ou Modelagem da Informação da Construção é o conjunto de tecnologias e processos integrados que permite a criação, a utilização e a atualização de modelos digitais de uma construção, de forma colaborativa, o que auxilia todos os envolvidos na construção potencialmente durante todo o ciclo de vida útil do empreendimento. Entenda:

 

 

Pré-fabricados: a utilização de modelos pré-fabricados em obra está diretamente relacionada às novas formas de construção automatizada e a aplicação de novos materiais. A construção modular permite redução de resíduos, diminuição do tempo de construção, designs flexíveis e construções mais limpas e sustentáveis.

Sistemas robóticos: sistemas robóticos tais como impressão 3D e 4D permitem automatizar alguns processos e gerar, por exemplo, novas formulações e combinações do concreto que pode ser impresso diretamente em obra ou/e também a impressão de equipamentos e casas inteiras: a casa 24h é um exemplo que foi apresentado durante a FEICON de 2019.

Drones: os pequenos aparelhos controlados à distância podem ser utilizados em funções que ofereçam riscos aos funcionários e são programados para capturar imagens e dados que serão analisados e utilizados posteriormente para a melhoria de processos.

Pensar em construção civil sem cumprir normas técnicas é algo que precisa ser analisado com muita cautela. “O futuro é de mão-de-obra cada vez mais qualificada, com cada vez menos gente nos canteiros de obras e obras cada vez mais rápidas. Vejo que assim como na indústria automobilística, no futuro, as unidades habitacionais serão escolhidas não só pelo preço, mas por sua performance e custo operacional. Para mim, a industrialização na construção é uma questão de pouco tempo. É irreversível”, prevê Luiz.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br

Construção tem sexto mês com saldo positivo na geração de empregos

O setor da construção civil registrou em setembro de 2019 um saldo de 18.331 novas vagas com carteira assinada, segundo o mais recente relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Resultado da relação entre 126.439 admissões e 108.108 desligamentos, o número foi divulgado nesta quinta-feira (17) pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia. A quantidade de trabalhadores formais no setor, em todo o País, passou de 2,073 milhões em agosto para 2,092 milhões em setembro, o que representou um crescimento de 0,89%.

Foi o sexto mês consecutivo de números positivos no mercado de trabalho formal do setor e o melhor resultado para um mês de setembro dos últimos seis anos. Nos primeiros nove meses do ano, a construção contabiliza um saldo de 116.530 vagas, o que representa uma expansão de 5,90% no número de trabalhadores e, em 12 meses, 50.122 vagas (aumento de 2,45%). O acompanhamento do tema tem interface com o projeto Banco de Dados da Construção, desenvolvido pela CBIC com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

Apesar de ainda distantes do necessário para recuperar as vagas perdidas nos últimos anos, o resultado de setembro comprova, segundo Martins, uma reversão de sinais nas atividades da construção. “Estes números representam um certo alento para o setor, pois confirmam que a construção voltou a caminhar”, afirma o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

Ampliação do uso do FGTS pode prejudicar emprego e moradia

Apesar do resultado, o setor continua preocupado com questões como o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS). Qualquer alteração no direcionamento dos recursos que garantem o financiamento da habitação popular pode trazer efeitos insatisfatórios do ponto de vista socioeconômico, tanto em termos de acesso à moradia como geração de postos de trabalho.

“O País vivencia um momento onde é necessária a união de esforços de todos os agentes para consolidar o crescimento econômico. Por isso, é preciso cuidar especialmente de setores tão importantes como a construção civil, para que os resultados positivos não sejam temporários, e sim, permanentes”, comentou o presidente da CBIC.

Nesta semana, José Carlos Martins defendeu a manutenção dos recursos do FGTS como fonte de recursos para financiamentos à casa própria, a saneamento e infraestrutura, durante entrevista a O Estado de São Paulo. O vídeo está disponível no perfil do jornal no Youtube

Fonte: https://cbic.org.br

Sem limites: Vitacon lança hotel cápsula com quarto de 2m²

A incorporadora lança studios a partir de 15 metros quadrados e tem até projetos de “co-living”, com espaços compartilhados

Os Pods, como são chamados os espaços, são inspirados em hotéis cápsula em Nova York e Washington e serão os menores da América Latina. O hotel On Pods Itaim será lançado nas próximas semanas na região da Vila Olímpia, em São Paulo. Há outro projeto em construção na região da Paulista, também em São Paulo, que deve ser inaugurado até o fim do ano. 

O hotel é voltado para pessoas de passagem na cidade, que viraram a noite no escritório trabalhando ou que precisam de um cochilo depois de uma festa, ou do almoço. O custo será de 25 reais por hora. Ou seja, para uma noite de sono de oito horas, será necessário desembolsar 200 reais. 

Sem restrições para horários de check in ou check out, as reservas são feitas pelo site e aplicativo da HOUSI, startup de moradia da Vitacon. Depois de fazer o check-in digital, os hóspedes deixam seus pertences em um armário privativo e recebem um kit com pijama, máscara de dormir, toalhas e chinelo. Itens de higiene, como shampoo, sabonete, escova e pasta de dentes serão opcionais.

De acordo com a empresa, as cápsulas são totalmente higienizadas a cada check-in e toda roupa de cama é substituída. Os vestiários, lockers e chuveiros também passarão por nova limpeza a cada uso.

O On Pod Itaim conta com lounge com WiFi para trabalhar, estudar ou apenas se manter conectado, conveniências como geladeira Grab and Go, cafeterias, armários e chuveiro privativo com vestiário. O empreendimento também terá à disposição vários modais de transporte, como carro compartilhado, patinete e bicicleta, que já existem em outros empreendimentos da Vitacon.

Mudança de comportamento

Criada em 2010 pelo engenheiro paulistano Alexandre Frankel, a Vitacon entregou 61 projetos e tem 46 lançamentos. Para a incorporadora, a tendência é morar em lugares menores, próximos ao trabalho, e se mudar com mais frequência. Por isso, acredita que comprar um apartamento é cada vez menos um sonho de consumo para jovens, solteiros ou famílias pequenas.

incorporadora lança studios a partir de 10 metros quadrados e tem até projetos de “co-living”, com apartamentos pequenos e espaços como lavanderias e sala de estar compartilhados entre todos os moradores. 

Em outubro do ano passado, a companhia lançou seu primeiro prédio voltado totalmente para a locação. Ergueu um prédio com 100 apartamentos, mas não irá vender nenhum deles, alugando os espaços por períodos de poucos dias até três anos.

Por meio do site e do app Housi, gerencia reservas, contratos, check in e check out e limpeza. A plataforma de moradia sob demanda Housi, spin-off da Vitacon, foi criada neste ano. Em maio, anunciou a conexão com a Rappi, aplicativo colombiano de delivery de tudo, para a locação dos espaços. 

Já são três prédios voltados exclusivamente para a locação. A empresa aposta tanto nesse modelo que, a partir de 2020, não deverá vender mais nenhum apartamento a moradores finais. 

“Não acredito no modelo em que a pessoa imobiliza seus ativos, financiando um imóvel por 30 anos. Ou vive indo ao cartório e enfrentando burocracias ao longo de sua vida de proprietário. Nosso objetivo é prover um estilo de vivência mais leve”, afirmou Frankel em entrevista a EXAME em julho de 2019.

Para a Vitacon, alugar os apartamentos é uma forma de manter a ocupação em seus lançamentos, o que ficou mais duro durante a crise econômica. A construção civil encolheu 20,5% de 2014 a 2018. A expectativa é que haja crescimento em 2019 — um tímido 1,3%.

A incorporadora está de olho em jovens desapegados e em busca de experiências mais leves e digitais. Para impulsionar seus hotéis cápsula, precisará convencê-los de que toda essa praticidade compensa a experiência de uma noite em apenas dois metros quadrados.

Fonte: https://exame.abril.com.br

Por Karin Salomão

Cidades inteligentes: conheça quatro projetos incríveis pelo mundo

Só na América do Norte, mais de 81% das pessoas estão em áreas urbanas. A América Latina e Caribe praticamente igualam os EUA com 80% de urbanização, sendo a Europa a terceira colocada, com 74%. Na Ásia o índice está em (49%). Já na África, (41%).

O contexto incentiva a construção de megaprojetos de cidades inteligentes, construídas do zero e tendo por trás grandes companhias ou marcas. Conheça abaixo algumas dessas cidades fantásticas.

Japão – Fujisawa Sutainable Smart Town
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Idealizada pela Panasonic e outras sete empresas japonesas e uma norte-americana, a Fujisawa Sutainable Smart Town (Fujisawa SST) é totalmente sustentável, ecológica e muito humanizada. Com investimento estimado de R$ 1,3 bilhões, a cidade conta com rede elétrica inteligente, energia solar e baterias em cada casa, iluminação pública interconectada, além de vias públicas projetadas para bicicletas, pedestres e veículos elétricos. Os moradores ainda podem acompanhar os gastos gerados por aplicativo e identificar qual equipamento consome mais energia.

Carros movidos a combustível não são bem-vindos à cidade. Há smart spots, lugares onde os moradores podem alugar bicicletas e veículos elétricos. As reservas podem ser feitas por meio do aparelho televisor da sala, por exemplo.

Brasil – Smart City Laguna e Smart City Natal: bem-estar humano
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O Grupo Planet pretende implantar 10 cidades inteligentes no Brasil até 2022. Duas cidades já foram inauguradas: a Smart City Laguna, no Ceará, e a Smart City Natal, no Rio Grande do Norte. Com projeto que une inovação, tecnologia, sustentabilidade, planejamento urbano moderno e soluções de mobilidade, as cidades foram pensadas com alto padrão. Porém, os valores são acessíveis.

Há espaços com várias atividades gratuitas abertas também à comunidade residente no entorno da cidade. São oferecidos cursos de inglês e empreendedorismo, biblioteca e cinema, por exemplo.

Malásia – Forest City
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Projetada para abrigar 700 mil pessoas, a Forest City, da Malásia, terá 14 quilômetros quadrados, quatro vezes maior que o Central Park de Nova York. O empreendimento não terá carros. Arranha-céus cobertos de plantas buscam reduzir o ruído e a poluição do ar. A obra tem conclusão prevista para 2035 e poderá gerar 220 mil empregos.

Siri Lanka – Porto de Colombo
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A Cidade do Porto de Colombo será construída em terras recuperadas e estende artificialmente a costa do Sri Lanka em mais de 200 hectares no Oceano Índico, na rota de navegação mais movimentada do mundo. Ela está estrategicamente posicionada para se tornar um dos mais importantes centros de investimentos independentes. O empreendimento poderia impulsionar a posição econômica do Sri Lanka no mundo.

Os desenvolvedores, Belmont Brothers, afirmam que a cidade se concentrará na qualidade de vida e na conectividade à internet. São esperados 182 mil habitantes e a presença de carros autônomos e semáforos inteligentes para minimizar o congestionamento.

Fonte: https://portogente.com.br

Telhados verdes refrescam as construções e contribuem para o meio ambiente

 

Telhados verdes refrescam as construções e contribuem para o meio ambiente  — Foto: Cassiano Zaparoli/Arquivo pessoal

Telhados verdes refrescam as construções e contribuem para o meio ambiente — Foto: Cassiano Zaparoli/Arquivo pessoal

A consciência com o meio ambiente e a sustentabilidade na hora de erguer construções vem ganhando cada vez mais força. Em vista disso, o telhado verde ou terraço verde surge como uma opção de menor impacto para a natureza e tem se expandido pelas capitais e cidades do interior.

Quem deseja ter uma área verde em casa e não conta com muito espaço no andar térreo pode optar por instalar o telhado verde no terraço. A vegetação no topo da casa regula a temperatura do ambiente, deixando o local mais fresco e economizado energia no uso de ar-condicionado, por exemplo.

Mas, apesar da funcionalidade, os profissionais alertam: nem todas as construções suportam este tipo de estrutura. Primeiramente, a casa deve ser reforçada desde o levantamento da estrutura, contando com o projeto de um arquiteto ou engenheiro.

“Quem deseja instalar o telhado verde em casa deve fazer uma avaliação junto a um profissional desde o levantamento da obra ou optar por uma reforma. Um dos motivos é que a terra encharca com a chuva, aumentando o peso da estrutura, o que pode colocar em risco os moradores da casa”, explica a arquiteta Camila Alamino.

Não há limites de terrenos e altura de construções para instalar a vegetação no topo. “Topos de prédios ou casas térreas podem contar com o terraço verde, independente do terreno do local e da altura em que se localiza a construção. O reforço está mesmo na estrutura do local”, continua.

Estrutura específica e reforçada

Além do reforço da estrutura, a arquiteta explica que a construção é feita de camadas e conta com um sistema de escoamento próprio.

“Não se trata apenas de implementar um jardim, é preciso todo um sistema de calhas de escoamento da água da chuva, sistema de drenagem e camadas impermeabilizantes até que se coloque a terra ou substrato específico, que imita a terra. Uma conversa com um profissional deve sanar todas as dúvidas do dono do imóvel.”

Quem deseja instalar o terreno verde em uma construção deve se conscientizar que, mesmo que tenha grama no local, ainda não se está em “chão firme”.

“É importante que o dono do local plante apenas aquilo que a estrutura permite e o que vá se desenvolver nos limites da profundidade da terra. O substrato que imita a terra é indicado para estes casos, pois permite um bom aproveitamento do espaço em poucos centímetros de terra”, conta.

Vegetação ideal

Telhados verdes ajudam a deixar a casa menos abafada — Foto: Reprodução/TV TEM

Telhados verdes ajudam a deixar a casa menos abafada — Foto: Reprodução/TV TEM

A arquiteta também alerta que nem todos os tipos de vegetação e plantas podem ser cultivados no terraço. “Por haver poucos centímetros de terra ou substrato, utilizam-se plantas menos complexas e de raízes menos profundas. É preciso haver um acordo entre a necessidade da planta e o espaço disponível para plantá-la”, comenta.

Em relação ao espaço limitado e à pouca profundidade de desenvolvimento das plantas, a bióloga e paisagista Bel Harris comenta sobre a importância do planejamento do jardim.

“É preciso respeitar a construção e os objetivos do cliente. Muitas vezes, ideias do paisagista ou biólogo precisam ser abortadas por falta de estrutura adequada ou até mesmo entram com uma reforma no local, que poderia ter sido evitada”, conta.

A bióloga ainda comenta que o principal tipo de vegetação para este tipo de jardim são as forrações. “Grama Esmeralda é sempre indicada e todas as outras com cerda de 10 a 15 centímetros. Quem deseja cultivar uma horta no local precisa reforçar a estrutura e conversar com um arquiteto ou engenheiro.”

Benefícios de quem adotou o terraço

O líder de expedição e guia turístico Cassiano Zaparoli Zaniboni, morador de São José do Rio Preto (SP), conta com um amplo terraço verde no topo de casa, que foi projetada para receber o modelo.

Terraço verde ajuda a regular a temperatura da casa em dias de calos intenso — Foto: Cassiano Zaparoli/Arquivo pessoal

Terraço verde ajuda a regular a temperatura da casa em dias de calos intenso — Foto: Cassiano Zaparoli/Arquivo pessoal

“Na cidade em que moro faz muito calor. Como sempre amei a natureza, antes mesmo de construir a casa já pensava e estudava sobre o modelo de terraço para implementar. Conciliei a sustentabilidade com o bem estar de ter um jardim no topo de casa”, conta.

Cassiano comenta que os benefícios podem ser sentidos assim que se entra no local. “É como ficar embaixo de uma árvore. Comparando a temperatura dentro e fora da casa, podemos sentir a diferença de cinco graus a menos dentro do ambiente. Na maioria das vezes, é como estar com o ar-condicionado ligado.”

Para deixar o local mais funcional, o líder de expedição fez o uso do substrato tecnológico para aproveitar e desfrutar mais do ambiente. “A terra molhada encharca muito e pode pesar o telhado. Pensando nisso, comprei e implementei um substrato tecnológico enriquecido, que substitui a terra e me permite aproveitar melhor o espaço”, comenta.

Em um dia de chuva forte, um telhado feito de terra comum pode pesar cerca de 600 quilos por m². Já o substrato específico cerca de 5 quilos por m².

Com um telhado de extensivo, o calor é absorvido em dias de altas temperaturas e não é irradiado para as outras casas. “Além do telhado ajudar no escoamento da água da chuva, minha casa não irradia calor para os vizinhos e, sim, o absorve, trazendo benefícios para mim e para quem mora ao lado”, conta Cassiano.

Fonte: https://g1.globo.com

*Colaborou sob supervisão de Ana Paula Yabiku.

  Por Marília Moraes*, G1 Sorocaba e Jundiaí

Redes sociais já respondem por 44% das vendas de imóveis

Eduardo Berto: redes sociais se transformaram em ponto de partida para o consumidor comprar imóvel Crédito – ADEMI – PR

Para o mercado imobiliário, ferramentas se transformaram em filtros que ajudam a alcançar o público-alvo

Em seminário promovido recentemente pela ADEMI-PR, o gestor de estratégia de vendas e marketing para o mercado imobiliário, Eduardo Berto, apresentou números que mostram que as redes sociais já viraram o jogo quando o assunto é vender imóveis. Ele destaca que 44% das negociações têm como ponto de partida as ferramentas Facebook e Instagram. “As redes sociais se transformaram em ponto de partida para o consumidor comprar imóvel. Já, para o mercado imobiliário, elas (redes sociais) se transformaram em filtros para atingir o público-alvo e desenvolver um marketing assertivo”, diz Berto.

O estrategista afirma que as redes sociais, juntas com os softwares que decifram os dados de quem as frequenta, permitem definir estratégias de vendas com características próprias para cada empreendimento. “Os planos de ação nunca são os mesmos para cada produto. As redes sociais permitem traçar um perfil mais preciso do potencial comprador. Isso influencia o tipo de equipe de venda e toda a jornada de compra. Além disso, ajuda a criar gatilhos mentais, usando programação neurolinguística, para despertar no consumidor o que a gente chama de AIDA: Atenção, Interesse, Desejo e Ação. Vender imóvel é usar cada vez mais a psicologia”, explica. 

Por outro lado, Berto destaca que o método tradicional de venda, que envolve montar um estande no local e esperar o cliente, está cada vez mais perdendo espaço. “É um processo que não atinge mais nem 10% do volume de vendas, principalmente nas grandes cidades brasileiras”, afirma o estrategista. Ele salienta ainda que, no Brasil, cada região tem uma cultura para comprar imóvel. “Curiosamente, em cidades do interior (com até 100 mil habitantes) funciona bem a venda porta a porta. É quando o corretor vai às empresas oferecer o produto imobiliário para os funcionários e os diretores. Em alguns casos, essa estratégia representa 30% das vendas”, revela.

Compra virtual cresce e, em alguns casos, já responde por 20% das vendas

Eduardo Berto alerta também que começa a crescer a compra virtual, ou seja, aquela em que o consumidor fecha o negócio sem ir ao local do empreendimento. “Para alguns tipos de lançamentos, a compra virtual já responde por 20% das vendas. Normalmente, são loteamentos ou edificações ainda na planta. A maioria desses compradores é formada por investidores”, cita. 

O palestrante ressalta ainda que as redes sociais também fazem com que as incorporadoras e construtoras tenham dados mais precisos para fazer o lançamento de suas obras. “As empresas hoje conseguem fazer o que a gente chama de represamento de clientes. Ela testa o produto, ouve os sinais do mercado e espera o equilíbrio para fazer o lançamento na hora certa. E qual a hora certa? É quando se percebe que tem um público interessado em comprar e outro que está em dúvida, mas disposto a ser convencido a comprar”, finaliza.    

Entrevistado
Reportagem com base na palestra do gestor de estratégia de vendas e marketing para o mercado imobiliário, Eduardo Berto, no seminário “Mercado Imobiliário em foco”, promovido pela ADEMI-PR

Contato: ademipr@ademipr.com.br

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Home office altera projetos arquitetônicos de edifícios

Mudança conceitual na forma de trabalhar impacta, principalmente, as edificações no sul e sudeste do Brasil


Levantamento feito por um grupo de consultorias em recursos humanos mostra que, após a entrada em vigor da nova legislação trabalhista, 45% das empresas brasileiras já aderiram parcialmente ao home office para seus funcionários. Significa que pelo menos duas vezes por semana essas corporações permitem que seus colaboradores atuem remotamente, ou seja, trabalhando de casa. Essa mudança conceitual no mercado de trabalho impacta também os projetos arquitetônicos de edifícios residenciais, principalmente nas regiões sul e sudeste. 

Há prédios que já projetam o home office dentro do apartamento. Outros lançam mão de um espaço batizado de meeting room (sala de reuniões), que funciona com um coworking para os condôminos. O ambiente é projetado para atender as demandas do morador que trabalha em home office. A ideia é importada, já que em países como Holanda, Alemanha, Espanha e Canadá boa parte dos projetos arquitetônicos dos edifícios residenciais já vem com o conceito de meeting room em suas plantas.

O que incorporadoras e construtoras estão fazendo é captar os sinais de um novo mercado de trabalho que surge. Levantamento da consultoria de recursos humanos Randstad, realizado com empresas de 33 países – incluindo o Brasil -, mostra que 7 em cada 10 entrevistados gostariam de trabalhar de casa. Na mesma pesquisa, 45% dos consultados reconhecem que a maneira tradicional de trabalho está mudando para formas mais flexíveis. 

Outros estudos apontam para a mesma tendência. Por exemplo, a Pesquisa Home Office Brasil 2018, realizada pela SAP Consultoria em Recursos Humanos, detectou crescimento de 22% na modalidade home office, desde 2016. A maioria das empresas adeptas atua nas áreas de Tecnologia da Informação, Telecom ou serviços. Juntas, elas somam 44% das que dão flexibilidade aos colaboradores. Por região do país, o sudeste tem uma adesão de 89% das empresas ao home office, seguido do sul, com 8%. 

Consultorias já detectaram que home office não funciona para todos

Melhorias na qualidade de vida dos colaboradores (70%), mobilidade urbana (63%) e concessão de benefícios (47%) são as principais motivações para a adoção do home office, segundo as companhias. Entretanto, a flexibilidade da jornada de trabalho ainda é um benefício do “alto escalão” (executivos, diretores, coordenadores e supervisores), sendo que 66% têm carga horária definida, mesmo podendo trabalhar de casa.

Os levantamentos das várias consultorias que estudam o home office no mercado de trabalho também já detectaram que a modalidade não funciona para todos os colaboradores nem para todas as empresas. Adaptam-se melhor os que possuem idade acima de 34 anos, tem familiaridade com o trabalho informatizado e fazem parte das classes A, B e C. Para ilustrar, existem os exemplos conhecidos mundialmente de IBM e Yahoo, que implantaram o home office e, meses depois, chamaram seus funcionários de volta ao escritório, por causa da queda na produtividade. Por outro lado, as mesmas pesquisas veem potencial na geração Z (1990-2010) para o trabalho remoto com bom desempenho. É nessa população que o mercado imobiliário está focado.

Entrevistado
Reportagem com base em pesquisas de consultorias de recursos humanos, como Randstad, SAP Consultoria em Recursos Humanos e MindMetre Research (via assessorias de imprensa)

Contatos
marketing@randstad.com.br
sap@sapconsultoria.com.br
info@mindmetre.com 

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Cai número de escritórios vazios em regiões nobres de SP, diz pesquisa

Levantamento realizado pela empresa Buildings monstra que taxa vacância desses imóveis em regiões como Faria Lima está abaixo de 4%

No início de 2019, a empresária Juliana Saraiva inaugurou seu novo escritório, localizado na Avenida Paulista, um cartão-postal da cidade e também uma das principais vias da capital. Antes disso, a sede de seus negócios funcionava em um imóvel próprio de 120 m² em Santo Amaro, na Zona Sul.

Sócia da empresa Certifique-se – Inteligência da Informação, que atua no mercado de investimentos e consultoria em tecnologia, Saraiva decidiu se mudar para um espaço alugado, com quase o dobro do tamanho (220 m²) e uma vista privilegiada para o Instituto Moreira Sales. Todo mês, a empresária paga cerca de 16.500 reais de aluguel.

A decisão de trocar de endereço foi motivada por uma série de fatores. Além de agora estar em uma região mais centralizada e mais próxima aos seus clientes, Saraiva aproveitou o crescimento da empresa para dar mais comodidade aos funcionários. “Com o crescimento dos negócios, era importante estarmos em uma região com mais opções de transporte público e alimentação, beneficiando quem trabalha aqui”, diz a empresária.

Saraiva faz parte de um movimento detectado por um levantamento realizado pela Buildings, empresa especializada em pesquisa imobiliária corporativa. No estudo mais recente feito pela companhia e divulgado na sexta-feira (4), a Buildings identificou que o número de grandes escritórios desocupados em edifícios de alto padrão localizados em regiões importantes da cidade, como a Avenida Paulista, está caindo nos últimos anos. 

Segundo a pesquisa, imóveis em algumas regiões de São Paulo apresentaram taxa de vacância abaixo de 4% no terceiro trimestre de 2019, sinal de que o mercado de edifícios corporativos de alto padrão está se recuperando. Esse índice chegou a 24,11% no mesmo período de 2016.

A Buildings realiza esse levantamento desde 2005. Na tabela abaixo, é possível comparar as taxas de vacância na capital identificadas nos terceiros semestres de cada ano.

Ano Índice de
vacância em SP (%)
2005 13,42
2006 9,5
2007 7,01
2008 5,13
2009 6,17
2010 4,95
2011 2,42
2012 6,77
2013 14,54
2014 16,54
2015 18,72
2016 24,03
2017 18,82
2018 19,21
2019 13,66

Na edição deste ano, a empresa apontou que houve queda significativa de vacância de imóveis comerciais de alto padrão na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima (3,7%), Avenida Paulista (8,5%) e Vila Olímpia (8,5%), bairro da Zona Sul de São Paulo.

Para o sócio da Buildings Fernando Didziakas, as empresas têm se mudado para bairros onde o valor dos aluguéis chegou até a aumentar nos últimos anos. “Vemos nesse ano um crescimento mais orgânico no mercado, onde as empresas continuam expandindo suas operações e os proprietários conseguem praticar valores de locação maiores que os vistos nos últimos anos”, afirma.

Didziakas diz ainda que a vacância caiu nessas regiões por serem áreas muito procuradas pelas empresas e onde o número de empreendimentos comerciais se manteve estável. “Tudo o que tem para ser ocupado nesses locais já está ocupado. São pouquíssimos os novos empreendimentos na região. Na Faria Lima, por exemplo, tem dois previstos para os próximos anos. E já sabemos que há duas empresas interessadas neles”, avalia.

A título de comparação, o sócio da Buildings citou o exemplo da Avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini, na Zona Sul da capital. Lá, segundo as pesquisas da empresa, a taxa de vacância chegou a 27% no primeiro trimestre de 2017. “Isso é bem alto. No primeiro trimestre de 2019, esse índice caiu para 13,9%”, afirma. “Se a empresa quiser alugar 12.000 m² nessa região, ela ainda vai conseguir. Na Vila Olímpia, Paulista ou Faria Lima, ela não consegue mais”.

Em São Paulo, o levantamento realizado pela empresa abrange imóveis distribuídos em 240 edifícios comerciais. A Buildings também realiza levantamentos sobre a vacância de imóveis comerciais de alto padrão em cidades da região metropolitana.

Em Alphaville, bairro nobre das cidades de Barueri e Santana do Parnaíba, que no passado recente atraiu uma série de empresas a partir de incentivos fiscais, o número de imóveis comerciais desocupados continua alto. De acordo com o levantamento da Buildings, o índice de vacância na região era de 2% em meados de 2010. Atualmente, está na casa dos 29,7%.

“Para a empresa, ficou desinteressante se mudar para Alphaville, principalmente pela quantidade de oportunidades que se encontra em São Paulo”, argumenta Didziakas. “Na capital, ainda há muitos escritórios vazios, a preços bem baixos”.

Fonte: https://vejasp.abril.com.br

Por Ricardo Chapola

Imóveis novos mantêm bom desempenho em agosto

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou em agosto a comercialização de 4.405 unidades residenciais novas. O resultado foi 34,1% superior ao total comercializado em julho (3.284 unidades) e 70,7% acima das vendas de agosto de 2018 (2.581 unidades).

No acumulado de 12 meses (setembro de 2018 a agosto de 2019), as 40.239 unidades comercializadas representaram um aumento de 39,9% em relação ao período anterior (setembro de 2017 a agosto 2018), quando as vendas totalizaram 28.762 unidades.

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou o lançamento de 6.064 unidades residenciais, volume 70% acima do mês de julho (3.567 unidades) e 158% superior ao apurado em agosto do ano passado (2.350 unidades).

No acumulado de 12 meses (setembro de 2018 a agosto de 2019), os lançamentos na Capital somaram 51.403 unidades, 48,2% acima das 34.676 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior (setembro de 2017 a agosto de 2018).

Oferta – O mês de agosto encerrou com a oferta de 25.321 unidades disponíveis para venda na capital paulista. A quantidade de imóveis ofertados cresceu 9,3% em relação a julho (23.168 unidades) e 51,7% em comparação a agosto de 2018 (16.692 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (setembro de 2016 a agosto de 2019).

Análise – O mercado imobiliário da cidade de São Paulo registrou quantidade recorde de lançamentos e vendas no mês de agosto, com 6.064 unidades lançadas e 4.405 unidades comercializadas.

No acumulado de janeiro a agosto de 2019, foram lançadas 28.013 unidades e vendidas 26.434 unidades, o melhor resultado acumulado da série da pesquisa, iniciada no ano de 2004.

“Devemos registrar neste ano o maior desempenho de lançamentos residenciais na cidade de São Paulo desde o início da pesquisa. A expectativa é que as vendas acompanhem esse mesmo ritmo”, ressalta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

No mês, destaque para imóveis de 3 dormitórios, com 602 unidades lançadas e 386 unidades comercializadas. “Este desempenho foi o melhor para o mês de agosto nos últimos seis anos”, destaca Petrucci.

Empreendimentos com 1 dormitório também registraram números expressivos, com 2.040 unidades lançadas e 1.304 unidades vendidas. Conforme a Pesquisa, os imóveis se enquadraram majoritariamente na categoria Outros Mercados, com preços de até R$ 500 mil, localizados nas zonas Sul, Oeste e Leste da Capital e lançados nas Zonas de Eixo de Estruturação da Transformação Urbana, sem vaga de garagem, com menos de 45 m² de área útil e de uso misto – ou seja, empreendimentos residenciais e não residenciais.

Uma novidade desta edição da pesquisa é a inclusão do indicador VGO (Valor Global da Oferta), que traz a ótica monetária em relação à oferta disponível. A capital paulista encerrou agosto com a oferta de 25.321 unidades, o que corresponde a R$ 14,3 bilhões em termos financeiros. “O valor médio dos imóveis não vendidos equivale a R$ 565 mil, resultado da divisão do VGO pelo total de unidades disponíveis”, explica o economista-chefe.

Algumas medidas que interferem diretamente no comportamento macroeconômico tiveram andamento nos últimos meses, como aprovação no Senado, em primeiro turno, do texto-base da Reforma da Previdência. Outro aspecto positivo foi a retomada da geração de empregos formais. “Em agosto, registramos mais um mês de saldo positivo na construção civil, com a contratação de 17 mil trabalhadores. Com isso, chegamos a quase 100 mil contratações no acumulado dos primeiros oito meses do ano”, comemora Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

Ele destaca, contudo, que esse bom momento do mercado imobiliário da cidade de São Paulo pode ser abalado por restrições urbanísticas legais. “Ainda pesa sobre nós a falta de calibragem da Lei de Zoneamento, necessária para equilibrar oferta e demanda”, observa.

Aliam-se à essa preocupação apontada pelo dirigente a burocracia excessiva no licenciamento de novos projetos e a insegurança jurídica que afeta empreendimentos lançados, sujeitos aos riscos de mudanças de regras. A Reforma Tributária também é motivo de apreensão, já que as propostas em discussão no Congresso Nacional não atendem às peculiaridades das atividades do setor imobiliário.

Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos da entidade, alerta para outra questão que se avista diante do aumento da demanda: os preços dos terrenos, principal insumo do setor. “Os proprietários de terrenos estão elevando demais os preços durante as negociações. Essa pressão vai acabar impactando os valores dos apartamentos e, consequentemente, chegará ao bolso do comprador”, considera.

“As incorporadoras estão mais criteriosas no momento de fechar negócio para aquisição de terrenos, principalmente nas áreas fora dos eixos, os chamados miolos de bairros, onde só é possível lançar empreendimentos de padrão mais alto”, ressalta Kallas.

(Redação – Investimentos e Notícias)

Fonte: www.investimentosenoticias.com.br