Arquivo do autor:Wolney Marques Feres

Multipropriedades crescem mais de 46% em um ano e devem atingir VGV de R$ 15 bilhões.

O segmento de multipropriedades deve ultrapassar neste ano em tamanho o mercado de lançamentos residenciais da cidade de São Paulo, maior polo imobiliário do país. Pesquisa da Caio Calfat Real Estate Consulting, consultoria especializada no setor imobiliário e hoteleiro no Brasil, mostra que a mulitipropriedade cresceu em dois anos e tem se consolidado como um dos motores de avanço do setor imobiliário como um todo em um cenário de timidez na retomada da atividade econômica. 

O levantamento de 2017 de empreendimentos fracionados indicava um VGV (Valor Geral de Vendas) em lançamento, construção e em operação de R$ 11 bilhões. O estudo de 2018 aponta que o VGV nacional dos imóveis de posse compartilhada deve atingir R$ 15 bilhões. 

Para efeito de comparação, conforme dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), o mercado de novos imóveis residenciais da capital paulista, em 12 meses até março, registra um VGV de R$ 12,4 bilhões. 

O estudo completo será divulgado no evento ADIT Share, entre 18 e 19 de junho, em Porto de Galinhas (PE). O documento revela forte crescimento do número de imóveis fracionados e compartilhados desde o início do ano passado. A quantidade total saltou de 54 em 2017 para 79 até maio de 2018, um crescimento de 46,3%. Além destes, a pesquisa identificou 18 novos projetos em 10 cidades, como Rio de Janeiro, Gramado, Balneário Camboriú e Fortaleza, que ainda não chegaram ao mercado. 

Segundo Caio Calfat, diretor da consultoria e vice-presidente de Assuntos Turísticos -Imobiliário do Secovi-SP, o crescimento do segmento deve continuar forte, uma vez que as incorporadoras do mercado imobiliário convencional e as maiores redes hoteleiras passaram a se interessar pelo mercado. “O avanço do modelo chamou a atenção dos grandes grupos desde o ano passado e, com isso, cada vez mais empresas começam a planejar lançamentos dentro desse perfil”, afirma. 

Calfat enxerga ainda a multipropriedade como um modelo com grande potencial de ganho de escala, na medida em que se torne mais conhecida. Conforme o consultor, “O formato tem um apelo muito forte; imagine se, em lugar ser dono de apenas um imóvel de férias, você seja proprietário de cinco ou dez e não precise se limitar a apenas um destino?” 

O modelo atrai ainda proprietários de primeira viagem, aqueles que sonham com um imóvel para férias, mas não têm capital para comprá-lo. “Como o próprio nome indica, o valor para a aquisição é uma fração do total da propriedade e isso viabiliza a aquisição pelo custo de um carro”, compara. 

O estudo da Caio Calfat mostra que o valor médio por fração neste ano está em R$ 48 mil, e a quantidade média de semanas partilhadas pelos usuários por empreendimento se situa em 2,8. 

O conceito de propriedade compartilhada é simples: o imóvel, por exemplo, uma casa ou apartamento em um condomínio turístico ou resort, é dividido em frações, que são vendidas para diferentes pessoas. De acordo com a quantidade de compradores, cada proprietário tem direito a um determinado número de semanas para uso do local. 

Além de usufruir de um propriedade compartilhada, existe a possibilidade de os proprietários utilizarem o intercâmbio de férias através das duas maiores empresas do gênero, RCI e a Interval. Os grupos internacionais atuam no mundo inteiro e conectam donos de multipropriedades nos principais destinos do planeta. 

Calfat também ressalta a aprovação pelo Senado, do Projeto de Lei (PLS 54/2017), que dispõe sobre o regime jurídico da multipropriedade no Brasil. Segundo o consultor, a norma vai conferir segurança jurídica ao sistema. “Com o crescimento do segmento, a regulamentação se tornou essencial para trazer segurança tanto ao empreendedor quanto ao comprador”, afirma Calfat.

O consultor foi responsável pela criação do Grupo de Trabalho de Multipropriedades montado na Vice Presidência do SECOVI-SP, que desenvolveu o Projeto de Lei. O PL se encontra em aprovação na Câmara dos Deputados, onde no dia 13/06/2018 será realizada a Audiência Pública na Comissão de Turismo. 

Outra iniciativa da entidade para assegurar o desenvolvimento saudável do mercado, conforme o especialista é a criação de um “Manual de Melhores Práticas de Produção de Multipropriedades”. O documento deve seguir os mesmos moldes do “Manual de Melhores Práticas para Hotéis de Investidores Imobiliários Pulverizados”, referência no mercado de condo-hotéis. 

O interesse das incorporadoras tradicionais, a segurança jurídica, o apoio das entidades de representação do setor imobiliário e a disseminação da cultura de compartilhamento vão sustentar o ritmo forte de avanço do segmento de multipropriedades nos próximos anos. Para Calfat, as propriedades fracionadas têm tudo para se consolidar como uma das principais apostas do mercado imobiliário, conforme o segmento também deve se beneficiar com a retomada econômica mais forte a partir de 2019. 

 

Jovens de Hong Kong vivem em ‘nanoapartamentos’.

Alta dos aluguéis obriga trabalhadores a viverem em espaços cada vez menores, em prédios compartilhados

Michelle Chau em sua cama, no espaço que aluga num prédio de áreas compartilhadas no distrito de Mong Kok, em Hong Kong: nanoapartamentos – ISAAC LAWRENCE / AFP

HONG KONG – Na antiga colônia britânica de Hong Kong, há muitos edifícios de miniestúdios, ainda que equipados com dispositivos eletrônicos de última geração. Os agentes imobiliários alegam que oferecem um estilo de vida diferente, com uma fatura mais acessível.

Adrian Law, de 25 anos, trabalha com finanças. Pagou mais de seis milhões de dólares de Hong Kong (US$ 760 mil) há dois anos por um estúdio de 27m² no bairro boêmio de Sai Ying Pun, oeste da ilha. Cada andar do edifício conta com quatro apartamentos, alguns deles nanoapartamentos, como se designam as acomodações com menos de 20m².

O jovem aproveita ao máximo o espaço com móveis modulados. A cama se dobra contra a parede e deixa um espaço para o escritório, enquanto a maioria de seus pertences estão na casa de seus pais. A fechadura, a lavadora e a televisão se ativam com sensores de impressões digitais, e Law assegura ter tudo que precisa.

“Os agentes imobiliários vendem aos compradores o conceito de que só necessitam de um lugar para dormir, e que tudo além disso pode ser feito fora de casa” – conta Law, que compra refeições prontas porque sua cozinha é muito pequena.

Seus pais o ajudaram com a entrada de 30% do imóvel e ele paga mensalmente 24 mil dólares de Hong Kong (US$ 3.050), ou seja, cerca de 40% do seu salário.

“Sendo proprietário, saio ganhando. Alugando você gasta todo seu salário para nada.”

Adrian Law, de Hong Kong, compra comida pronta porque a cozinha é muito pequena: tudo em um só cômodo – ANTHONY WALLACE / AFP

AMEAÇA À SAÚDE

Segundo o estudo de 2018 do Gabinete Especializado em Demografia, o mercado imobiliário de Hong Kong é o mais caro do mundo. O preço médio das habitações é 19,4 vezes maior do que a renda média. Isso se deve, sobretudo, aos ricos investidores chineses e aos agentes imobiliários.

O governo, que em 1997, voltou a ficar sob a soberania chinesa, é acusado de não fazer nada para frear essa espiral. Os investidores compram mais de 60% dos imóveis novos com menos de 40m², segundo números do governo da cidade de 7,4 milhões de habitantes. Como a legislação local não prevê um tamanho mínimo, as imobiliárias reduzem o espaço o máximo possível.

Ryan Ip, investigador da Fundação Nossa Hong Kong, denuncia uma tendência que, segundo ele, repercute na saúde mental e física das pessoas. Os aluguéis também estão pelas nuvens e o tempo de espera por uma moradia social é às vezes de cinco anos.

Segundo Ryan Ip, a única solução é aumentar a superfície terrestre, inclusive ganhando terras ao mar. Outros especialistas apostam em explorar antigos centros industriais ou terrenos públicos. O governo estuda um leque de possibilidades, como a criação de ilhas artificiais e o uso de parques naturais. Outros imaginam transformar contâineres de barcos em casas ou criar lugares para viver no interior de tubos de concreto. Entretanto, muitos alugam acomodações “subdivididas”, ou seja, distribuídas em espaços minúsculos e insalubres.

COMPARTILHAR O ESPAÇO

Para os que ganham bons salários também não é fácil. Jezz Ng, de 29 anos, ganha 32 mil dólares de Hong Kong por mês (US$ 4.000) como professora. Optou por viver em uma nova residência concebida para aluguéis compartilhados. No fim de semana, volta para a casa de seus pais.

Jezz Ng no pequeno espaço alugado em Hong Kong: nos finais de semana, ela volta para a casa dos pais – ISAAC LAWRENCE / AFP

Compartilha o imóvel com outras sete mulheres. Sua acomodação é pequena, com cama para uma pessoa e um escritório. O conjunto, chamado Biblioteca, ocupa um edifício residencial remodelado cujo proprietário aluga 166 camas em 15 andares a um preço que oscila entre 3.500 e 6.200 dólares de Hong Kong (entre US$ 420 e US$ 780). Os inquilinos compartilham os espaços comuns, como as duchas, a cozinha e os quartos dedicados aos estudos e outras atividades.

“Quando comecei a buscar um aluguel, meu limite era de oito mil dólares de Hong Kong (US$ 1.000), mas um estúdio pode superar facilmente essa soma” – explica Jezz Ng, que agora paga 5.600 dólares de Hong Kong (US$ 700) por mês por um aluguel compartilhado.

Fonte: https://oglobo.globo.com

Caça ao terreno pressiona o preço de áreas em SP.

 
Desde o final de 2017, a procura por terrenos aumentou, afirma o diretor geral da Tegra São Paulo, Thiago Castro. Para ele, isso é indicador de uma retomada do mercado imobiliário, com as empresas pensando mais na frente com base no crescimento. “Já noto encarecimento”, diz. “Perdemos um negócio porque outra empresa pagou um valor acima do que havíamos negociado com o dono.”
 
Para 2018, a Tegra tem previsão de VGV potencial de R$ 2,3 bilhões com seu banco de terrenos, sendo R$ 2 bilhões em São Paulo. “Vamos ter R$ 250 milhões, verba já aprovada pelos acionistas, para compra de terrenos”, diz. “Em 2017, foram investidos R$ 140 milhões, com VGV de R$ 1,5 bilhão.”
 
A Tegra formou um banco de terrenos em bairros nobres, para um perfil de produtos de alto padrão e também de luxo, como é o caso do Curitiba 381 Ibirapuera. Em construção na Rua Curitiba, nº 381, em terreno de 2 mil m², o empreendimento de apenas 15 unidades, de frente para o Parque Ibirapuera, foi lançado no ano passado. O tipo padrão tem 332 m² e a cobertura, 715 m². Com preço médio de R$ 10,6 milhões, segundo a Embraesp, foi o segundo lançamento mais caro de São Paulo em 2017 – atrás somente do Heritage, da Cyrela. “Foram vendidas oito unidades do Curitiba 381”, diz Castro.
 
O sócio diretor da Plano & Plano, Rodrigo Luna, concorda que a perspectiva de um novo ciclo de crescimento é uma razão para o aumento da procura de terrenos. Mas, na sua opinião, está desequilibrada. “Nas áreas destinadas ao médio padrão, a redução dos gabaritos de altura e o baixo coeficiente de aproveitamento dificultam a recuperação desse mercado, que está ainda estagnado”, diz.
 
Para ele, os negócios estão concentrados em uma duas pontas do mercado: o segmento de classes altas em terrenos “excepcionalmente localizados e muito valorizados”, como os eixos das grandes avenidas, como por exemplo a Avenida Rebouças, e nas áreas para o programa Minha Casa Minha Vida.
 
“Outro produto em alta são os terrenos próximos às estações de metrô e trem e dos corredores de ônibus”, declara.
 
A Plano & Plano, segundo Luna, dobrou o investimento na compra de terrenos em São Paulo no ano passado. Agora, o landbank tem VGV potencial de R$ 4,5 bilhões para os próximos três anos.
 
Os preços dos terrenos para habitação social estão relacionados à disponibilidade de infraestrutura, redes de abastecimento de água, redes de coleta e tratamento de esgoto, explica a diretora de operações da Tenda, Daniela Ferrari. No primeiro trimestre do ano, a ampliação do landbank foi para R$ 6,9 bilhões com uma aquisição no volume de R$ 443 milhões. Ela não diz quanto se refere a São Paulo. Todos os projetos serão viabilizados dentro do programa Minha Casa Minha Vida.
 
Terrenos bem localizados como o do Grand Reserva Paulista, em Pirituba, zona norte de São Paulo, são cada vez mais raros, afirma o diretor comercial de vendas da MRV em São Paulo, Sérgio Paulo dos Anjos. Na avaliação da MRV, os mercados já mostram uma competição maior em determinadas praças, mas o momento ainda está propício para a compra. O landbank da empresa saltou de R$ 41 bilhões em 2016 para R$ 46 bilhões em 2017 com potencial de construção de 305 mil unidades. “Procuramos espaços bem localizados, próximos a centros comerciais e de serviços, abastecidos por transporte público.”
 
“Com certeza, há aumento na procura por terrenos”, afirma o diretor de negócios da Cury Construtora, Leonardo Mesquita. Ele também acredita que as empresas estão se preparando para atuar em novo ciclo, “se as condições macroeconômicas deixarem”. O banco de terrenos da Cury tem um VGV potencial de R$ 2,2 bilhões.
 
No final do ano passado, a Cyrela adquiriu cinco terrenos, sendo três em São Paulo. “Com a retomada da economia e juros mais baixos, pequenos incorporadores voltaram ao mercado”, diz o co-presidente da Cyrela, Efraim Horn. O estoque de terrenos da empresa fechou 2017 com 13 milhões de m² de área útil comercializável, sinalizando um potencial de vendas total de R$ 45 bilhões. 
 

Mercado imobiliário se transforma para manter-se ativo.

 

As mudanças no segmento refletem no comportamento de quem quer comprar imóvel para morar ou como investimento. Empresa segue antenada a essas transformações

Em meio às mudanças decorrentes das crises econômicas e das projeções macroeconômicas, como a redução das taxas de juros e a queda da inflação, o mercado imobiliário tende a se transformar como forma de se manter ativo. Neste cenário de instabilidade e diante de uma sociedade que muda com os avanços tecnológicos, o setor sofre impactos diretos e indiretos.

De acordo com Rui Gondim, sócio-diretor da Vivar Imóveis, como qualquer setor produtivo, o mercado sofre, porém se beneficia com as mudanças, quer por via normal ou por via da crise. “A empresa que não acompanhar a evolução do mercado em que está inserida, morre. Então, sempre estamos e estaremos atentos às mudanças de comportamento de quem quer comprar, alugar e vender um imóvel. O mercado é um corpo vivo em constante mudança”, pontua. 

Essa transformação de mercado acaba refletindo no perfil de um novo consumidor, mais consciente e precavido. “O mercado vem mudando bastante, mas isso sempre foi assim. A forma como nosso cliente busca e compra seu imóvel já não é mais como antes. Hoje, nosso cliente tem uma jornada de compra mais consciente, faz muitas pesquisas e coleta o máximo de informações sobre o imóvel antes de fechar um negócio. O ir e vir, o deslocamento e o tempo são variáveis muito caras para todos”, ressalta o diretor da Vivar Imóveis. 

A mais recente mudança no mercado foi a redução das taxas de juros do crédito imobiliário e o aumento do percentual do valor do imóvel usado financiado pela Caixa Econômica Federal. A medida foi considerada positiva pelo setor imobiliário. As taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9%, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Além de voltar a financiar até 70% do imóvel usado. “Extremamente interessante para quem quer investir ou comprar. Toda vez que os juros caem, o mercado imobiliário se beneficia de forma geral com novos lançamentos e a especulação financeira fica prejudicada.” 

Com as transformações trazidas pelo marketing digital e a popularização do acesso à internet, as imobiliárias e corretores começaram a se preocupar cada vez mais em atrair e facilitar o acesso às novas tendências. “Estamos atento às mudanças de mercado e ao comportamento do consumidor. Percebemos que o mercado está mais digital e começamos a reforçar nossa presença nesse meio de forma mais contundente e expressiva”, salienta Rui Gondim. 

As eleições em 2018 também são fator de preocupação para o mercado. Para Gondim, todo ano eletivo, especialmente no período eleitoral, é sempre conturbado para todos os mercados, já que a instabilidade política provoca insegurança do investidor. “Por outro lado, essa mesma instabilidade política causa uma turbulência maior na área financeira, o que favorece a decisão para um investimento mais seguro no setor imobiliário.” (EM)

Fonte: http://gestor-imobiliario.blogspot.com.br

Vila Madalena vira atração turística e vê imóveis novos crescerem 300% após a Copa-2014.

Bares só vão poder exibir jogos do lado de dentro para evitar aglomerações nas ruas.

A Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo, se transformou com a experiência de festas, baladas e confusão promovidas na última Copa do Mundo, em 2014. O bairro virou atração para turistas estrangeiros, o número de apartamentos novos aumentou 300% e os moradores lutam para evitar a bagunça.

Para evitar as confusões vistas quatro anos atrás, os bares só poderão transmitir os jogos do lado de dentro, nada do lado de fora.

Ilustração no Beco do Batman, na Vila Madalena (Foto: TV Globo/Reprodução)

Marina Moretti, dona de um hostel, diz que o bairro ficou famoso entre os estrangeiros. “Com a Copa, a Vila Madalena virou um ponto turístico, as pessoas querem vir pra cá, querem se hospedar aqui, querem conhecer os grafites do Beco do Batman.”

Vila Madalena ganhou fama mundial após a Copa de 2014 (Foto: TV Globo/Reprodução)

“Está sendo bem legal, essa lembrança não só de hóspedes, mas de pessoas que vieram aqui assistir ao jogo voltando a nos procurar, não para se hospedar, mas para assistir aqui de novo como se a Copa fosse no Brasil”, disse Pedro Moretti.

De 2014 para cá, o hostel dobrou de tamanho.

A Vila Madalena não voltou ao que era antes do mundial, e isso vale para o bem e para o mal.

“As pessoas aglomeravam, as calçadas, as ruas, carro não conseguia passar, você não conseguia trabalhar direito, clientes não conseguiam chegar e começaram a mudar depois, mudar de lugar e assim foi com todos os outros eventos”, diz Alberto Altman, dono de um bar.

Número de apartamentos novos aumentou mais de 300% na Vila Madalena (Foto: TV Globo/Reprodução)

O Alberto tem três bares num dos pontos mais movimentados da Vila Madalena. Ele conta que nem para os comerciantes é bom que o bairro fique tão lotado. Mas, que vazio demais também é ruim. Nos carnavais pós-copa, por exemplo, a prefeitura criou regras, limitou horários e a passagem de blocos.

Se foi complicado para os comerciantes, imagina para os moradores. De 2014 pra cá, o número de apartamentos novos na Vila Madalena aumentou 300%.

O Beco do Batman ficou ainda mais movimentado depois da Copa. Muitos turistas vão ao local para tirar fotos dos grafites nos muros do beco. Mas isso incomoda muitos moradores. “Você acorda com gente gritando, tirando fotos porque o povo não sabe conversar, acaba gritando.” A associação de moradores promove reuniões para deixar a Vila Madalena pós-Copa um lugar melhor para todo mundo.

Torcedores argentinos comemoram a classificação para a final da Copa de 2014, no cruzamento das ruas Aspicuelta com Morato Coelho na Vila Madalena em São Paulo (Foto: Alice Vergueiro/ Estadão Conteúdo)

Fonte: https://g1.globo.com

Por Philippe Guedes, SP1, São Paulo

Secovi vê reação à pior crise do setor.

Capital paulista respondeu por 35% dos lançamentos e 25% das vendas do País, carregando o crescimento acumulado de todas as regiões.

O início da retomada no mercado imobiliário de São Paulo, a partir do segundo semestre, fechou o ano com crescimento de 48% nos lançamentos de novos projetos e de 46% nas vendas de imóveis novos , de acordo com os dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Foram lançados 28,7 mil apartamentos e comercializados 23,7 mil, brecando as quedas consecutivas entre 2014 e 2016.

No primeiro trimestre, as vendas registram aumento de 117%, subindo para 5,8 mil unidades. Fechando os dados de abril, o economista- chefe do Secovi, Celso Petrucci, diz que agora é hora de “consolidar a reação do ano passado”. Segundo ele, 2017 marcou o ano da retomada em São Paulo. Para o presidente do Secovi, Flavio Amary, os fundamentos da economia deram impulso para uma “recuperação consistente” do mercado em 2018. Segundo ele, a redução da taxa básica de juros fez compradores capitalizados voltarem a buscar no ativo imobiliário um melhor retorno para seus investimentos.

Brasil. Em lançamentos, a performance de São Paulo puxou a subida do mercado nacional, que cresceu 5% em 2017, quando foram registrados 82,3 mil novos imóveis residenciais no País, uma diferença de 4 mil a mais que no ano anterior. 

São Paulo e região metropolitana somaram 36,6 mil apartamentos, ou seja, 45% de todos os lançamentos. Especificamente, a capital teve uma diferença de 9,3 mil unidades no mesmo período. “É uma das melhores participações da cidade de São Paulo e da região metropolitana”, diz Petrucci, acreditando que vai haver “diluição” no porcentual.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) também apurou um volume de vendas que chegou a 94,2 mil unidades. A cidade de São Paulo, neste caso, representou um quarto do total do Brasil. Petrucci declara que outros mercados estão reagindo. “Existe delay entre o que acontece aqui e em outras praças”, avalia. “Não sei se a cidade termina o ano com 25% de participação nas vendas.” 

Retomada. Flavio Amary explica que a recuperação do mercado imobiliário em São Paulo, como no restante do Brasil, está se consolidando, com crescimentos em vendas e lançamentos. Os resultados no primeiro trimestre, segundo ele, foram “consideravelmente superiores” aos de 2017. “Porém, as empresas não estão suficientemente estimuladas a lançarem dentro do limite de seu potencial”, analisa o presidente do Secovi.

Na sua opinião, a recuperação do setor ainda “não foi suficiente” para estimular as empresas. “O que está havendo é o atendimento da demanda reprimida dos últimos anos”, afirma. Petrucci vai no mesmo tom. “Está faltando mais coragem do incorporador em acreditar na economia”, diz. “E colocar seu produto no mercado.”

Tipologia. No primeiro trimestre, o volume de lançamentos apresentou queda de 8%. Foram 2,4 mil novas moradias. Petrucci crê que o resultado deste ano será bem próximo do registrado em 2017. “Havendo outra distribuição de tipologias”, ressalva, referindo-se à predominância dos lançamento de imóveis populares sobre os outros segmentos durante o ano passado. No caso das vendas, ele prevê que o setor, “talvez, feche o ano com 20% a mais”.

Apesar dos resultados positivos de 2017, os números ainda estão abaixo da média histórica anual, observada no período de 2004 a 2017, que é de 30 mil unidades lançadas e 27,4 mil comercializadas.  Em 2017, o valor global de lançamentos (VGL) foi R$ 14,7 bilhões, também abaixo da média histórica, que é de R$ 19,8 bilhões, segundo Petrucci .  No valor geral das vendas (VGV), a média é de R$ 17,6 bilhões. “Ano passado, vendemos R$ 11,5 bilhões, quase R$ 1 bilhão por mês”, diz, enfatizando que os valores são atualizado pelo Índice Nacional da Construção Civil (INCC). “Este ano, deve chegar ao que vendemos em 2014, com R$ 14 bilhões.”

Fonte: https://economia.estadao.com.br

Heraldo Vaz ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

Futuro de prédio na Avenida Indianópolis ainda é incerto.

Em 2011, o histórico prédio que já foi sede da fábrica de pordutos óticos DF Vasconcelos, na Avenida Indianópolis, foi vendida por R$ 22 milhões. O imóvel, de 1947 e que conta até com uma cúpula para observação astronômica, havia sido comprado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo – o Creci/SP. Em 2013, um projeto de reforma com proposta de preservação dos espaços chegou a ser apresentado, com promessas de detalhamento posterior e acompanhamento das obras…

Mas, quase sete anos após a aquisição do imóvel, o Creci ainda não tem sequer previsão de início das obras, muito menos de transformar o endereço em sua sede própria administrativa.

Procurado, o Creci informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que a demora na apresentação pública do Retrofit se justifica pelas indefinições na Lei de Zoneamento na capital. Em especial, o problema está na permissão de ser construído ali um auditório.

Vale destacar que a sede fica no coração de um bairro de uso estritamente residencial, o Planalto Paulista, onde não pode haver comércio ou prédios. Uma sede administrativa até pode funcionar ali, com algumas limitações.

O Creci, que planejava inclusive recuperar a cúpula com observatório e abrir o espaço para visitação da comunidade, uso por estudantes e envolvimento com o entorno, agora admite até a possibilidade de desistir do projeto e vender o imóvel, como já vêm apontando alguns rumores que circulam pela região.

De acordo com a assessoria de comunicação, o CRECISP poderá “eventualmente vender o prédio, caso essa seja a alternativa que melhor atenda as necessidades dos corretores de SP e da sociedade”.

O Conselho nega que o imóvel que ocupa um quarteirão inteiro na esquina com a Alameda dos Guainumbis, esteja abandonado.

“O prédio não está abandonado. Está em uso efetivo pelo CRECISP desde a sua aquisição. Só não temos lá instaladas unidades administrativas”, diz a nota da entidade, depois de questionamento pelo jornal São Paulo Zona Sul. acrescentando que cerca de 80 funcionários diariamente circulam por aquela unidade.

Efetivamente, foram realizados especialmente leilões de automóveis usados pertencentes à entidade no endereço da Avenida Indianópolis.

O Creci também tem cuidado da segurança e manutenção da área. “Dispomos de vigia 24 horas, monitoramento com câmeras de vídeo com imagens gravadas à distância proporcional regulamentada. O prédio contou com desratização, dedetização, carpinagem contante e acompanhamento para evitar focos do mosquito da dengue”.

Outra ação desenvolvida na área do imóvel foi a iluminação de led na Alameda Irerê, paralela à Av. Indianópolis, que teria sido proporcionada pelo Creci para, segundo a assessoria “ tentar afastar a prostituição do local”.

Por fim, o Conselho de Corretores de Imóveis paulista, com atuação em todo o estado, admite que não há um cronograma previsto ou definição dos planos futuros.

“Dependemos das alterações do Plano Diretor e da lei que interfere no uso de solo naquela região, que se encontram em tramitação na câmara.”, conclui a nota.

DF Vasconcelos

A antiga fábrica de equipamentos óticos foi construída em 1947, quando a Indianópolis era ainda uma estrada de terra batida em região completamente deserta.

Ali eram feitos equipamentos de precisão como microscópios, telescópios e outros produtos óticos. Só na segunda metade do século XX foram mais de 50 mil microscópios cirúrgicos. Em 2010, a empresa mudou-se para a cidade de Valença e passou a manter no prédio da Indianópolis apenas alguns vigias, que foram definitivamente removidos de lá em setembro de 2011, quando a venda foi concretizada.

 

Fonte: http://jornalzonasul.com.br

Texto: Ully de Andrade Nambu

 

Enfim, leis incentivam reúso de água em edificações.

Reúso da água começa a se transformar em política pública no Brasil. Crédito: Divulgação

Projetos que tramitam na Câmara dos Deputados estimulam empreendimentos que reutilizam águas pluviais e águas cinzas em suas instalações

Projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados busca incentivar edificações que contemplem o reúso de água. O objetivo é dar prioridade a projetos com essas características, quando construtoras pedirem financiamento na Caixa Econômica Federal. A proposta também define taxas menores de juros. No caso de ambientes residenciais, como condomínios de casas e apartamentos, as linhas de crédito para projetos que contemplem sistemas de reúso vão possibilitar aumento de 65% no limite financiável, redução de 25% na menor taxa de juros do mercado e prazo de 30 meses para o início do pagamento.

O projeto de lei foi aprovado no começo de maio na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e será incluído na Política Nacional de Gestão e Manejo Integrado de Águas Urbanas, que abrange o tratamento e o reúso de águas pluviais (chuvas) e das chamadas águas cinzas (chuveiros, lavatórios, banheiras, tanques e máquinas de lavar roupas). A proposta tem caráter conclusivo e agora será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, não passará por votação em plenário, salvo solicitação contrária dos partidos, e seguirá para o Senado.

Os empreendimentos habitacionais de interesse social também poderão contar com subsídios do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS). O texto do projeto de lei sugere ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destine 0,5% de seu orçamento anual ao financiamento de projetos com essas características.

Paralelamente ao projeto de lei sobre reúso da água, tramita na Câmara dos Deputados a Política Nacional de Racionalização e Combate ao Desperdício do uso da Água. Segundo o texto, terão prioridade para receber recursos de convênios com a União os municípios que instalarem equipamentos de controle de consumo de água em edifícios não-residenciais de uso público, como prédios comerciais, escolas públicas e privadas, hotéis, motéis e clubes. Entre os equipamentos a serem usados, estão torneiras para pias, registros de chuveiros e válvulas de mictórios que sejam desligados automaticamente quando não estiverem em uso.

Proposta também sugere uso de água do mar em equipamentos sanitários

A política prevê ainda torneiras com acionamento restrito em áreas externas e vasos sanitários com volume de descarga reduzido. Também fica prevista a captação, nos edifícios, de água das chuvas para regar jardins e lavar veículos, calçadas e pisos. A proposta ainda estabelece, como objetivos na nova política nacional, a promoção de campanhas de conscientização dos consumidores sobre o uso eficiente da água e a integração com as políticas de saúde, meio ambiente, saneamento, recursos hídricos e de desenvolvimento urbano e rural.

O tema reúso da água também levou a Comissão de Desenvolvimento Urbano a aprovar projeto de lei que permite o uso de água do mar em equipamentos sanitários das instalações prediais das cidades litorâneas do país, como tanques, privadas, pias e tubulação correspondente. A proposta ainda incentiva o uso da tecnologia de dessalinização de água do mar e da água salobra (aquela que apresenta nível de salinidade intermediário entre a da água doce e a da água salgada).

Entrevistado
Reportagem com base em informações da Agência Câmara

Contato
imprensa@camara.leg.br

Câmara aprova distrato com multa de 50%.

Proposta prevê que clientes que desistirem da compra de um imóvel negociado na planta terão de pagar multa de até 50% do valor já pago à incorporadora; texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

Clientes que desistirem da compra de um imóvel negociado na planta terão de pagar até 50% do valor já dado à construtora como multa para se desfazer do negócio. O valor só não será pago se o consumidor encontrar interessado que aceite a transferência de toda a dívida do imóvel. Casos julgados na Justiça nos últimos anos previam retenção bem menor nesses casos: de 10% a 25% como multa.

Após tramitar por mais de três anos na Câmara, deputados aprovaram nesta quarta-feira, 06, novas regras para a devolução de imóveis comprados na planta. O chamado “distrato” pode acontecer se o cliente desistir do negócio ou em caso de inadimplência. Agora, o texto irá para o Senado antes da sanção presidencial.

Projeto prevê que clientes que desistirem da compra de um imóvel negociado na planta terão de pagar multa Foto: Pixabay/Reprodução

A multa de metade das parcelas já pagas será aplicada à maioria dos imóveis construídos atualmente no Brasil que usam o chamado regime de afetação – o empreendimento é constituído legalmente separado da construtora, com CNPJ e contabilidade próprios. Esse sistema, que protege o patrimônio de cada projeto, foi adotado nos anos 2000 após problemas que afetaram milhares de clientes em efeito cascata, como na Encol. Caso o imóvel não esteja nesse regime, a multa máxima será de 25%.

Só haverá uma possibilidade de desistir do negócio e fugir da multa: caso o comprador encontre um novo interessado em assumir a dívida e o imóvel. O cliente substituto ficará com todos os direitos e obrigações do original e precisa ser aprovado pela construtora.

Se o cliente apenas devolver as chaves, será preciso ter paciência para reaver o dinheiro de volta. Caso o imóvel seja construído no regime de afetação, o cliente será reembolsado em uma única parcela até 30 dias após o habite-se, autorização para que os compradores possam ocupar o imóvel. Portanto, o cliente terá de esperar a conclusão do empreendimento. Caso o projeto não seja nesse regime, a devolução do dinheiro ocorrerá em até 180 dias após a assinatura do distrato.

Além da multa que poderá chegar a 50%, também serão descontados do consumidor a comissão de corretagem, impostos, taxas de condomínio e, caso a desistência ocorrer após o comprador começar a morar no local, poderá ser cobrado valor como uma espécie de aluguel a ser decidido pela Justiça.

Reação. Construtoras comemoraram. “Esse projeto é um avanço, pois garante os direitos do consumidor que paga seu imóvel em dia e vinha sendo prejudicado pela distrato”, avalia o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. O setor argumenta que o grande volume de distratos acaba atrasando a conclusão dos imóveis – o que prejudica bons pagadores.

Para o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, o projeto inibirá novos distratos. “A compra de imóvel será definitiva, como deve ser, e não especulativa.” Nos últimos 12 meses até fevereiro, foram registrados 33,3 mil distratos no País, ou 29,7% das vendas brutas no mesmo período, segundo dados da Abrainc.

Para Marcelo Tapai, advogado especialista em direito imobiliário e sócio do escritório Tapai Advogados, o projeto é “inconstitucional, pois retrocede direitos já adquiridos na Justiça pelos consumidores”.

O texto aprovado prevê o direito ao arrependimento caso a compra seja feita em estandes de venda ou fora da sede do incorporador. Nesse caso, o cliente poderá desistir sem qualquer ônus em até sete dias e receberá todos os valores pagos, inclusive taxa de corretagem.

Deputados da oposição tentaram aprovar emendas reduzindo a multa para 10%, sem sucesso. Opositores prometem agora mudar o porcentual da multa no Senado.

O texto prevê ainda que atraso de até 180 dias para a entrega do imóvel não gerará ônus para a construtora. Caso haja atraso superior a seis meses, a empresa terá de devolver todo o valor já pago pelo comprador e a multa prevista em contrato em até 60 dias. Caso o contrato não preveja multa, o comprador terá direito a indenização de 1% do valor já pago à incorporadora por cada mês de atraso.

Corretagem. Mais do que a proposta de multa de até 50% sobre o valor pago em caso de distrato, Bruno Magiezi, de 33 anos, lamenta que a legislação mantenha o desconto da taxa de corretagem – que o pegou de surpresa quando procurou reverter sua decisão.

Há dois anos e meio, ele comprou na planta um imóvel de R$ 257 mil em São Bernardo do Campo, onde mora com seus pais. Só que, há um ano, ele, que trabalhava como coordenador de produção, perdeu o emprego.

Rapidamente entrou em contato com a construtora. Porém, lhe foi dito que, dos R$ 18 mil que já havia pago, mais de R$ 16 mil eram só da taxa de corretagem – que normalmente varia de 3% a 6% do valor do contrato e é paga logo no início.

“A condição atual para quem desiste da compra já está difícil. Agora imagina se esse projeto, que favorece ainda mais as construtoras, for aprovado. Isso vai inibir muito a compra de imóveis.”

Fonte: https://economia.estadao.com.br

 

Nova lei pede que hidrantes sejam instalados nos prédios de SP.

Foto: Joshua Hoehne/Unsplash

Lei passa a valer a partir da terça-feira (5) e será regulamentada nos próximos 90 dias

Uma nova lei municipal publicada no Diário Oficial na última terça-feira (5) obriga que prédios comerciais, residenciais e industriais de mais de quatro mil metros quadrados instalem hidrantes públicos de incêndio nas suas proximidades.

Segundo o projeto, o hidrante urbano de incêndio deverá ser do tipo “de coluna”, com diâmetro mínimo de 100 milímetros, conforme padrão da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), acompanhado de um registro de gaveta de junta elástica de diâmetro mínimo de 100 milímetros, com as respectivas conexões à rede de distribuição de água.

A lei e será regulamentada nos próximos 90 dias. Os empreendimentos e situações que exigem a instalação de hidrantes públicos são:

  • Novos loteamentos ou condomínios residenciais, horizontais ou verticais com mais de 40 unidades;
  • Loteamentos ou condomínios, industriais ou comerciais, com qualquer número de unidades;
  • edificações com área construída igual ou superior a 4 mil m², exceto aquelas de uso residencial unifamiliar.

A nova regra também determina que os edifícios que estiverem localizadas no raio de alcance de 300 metros de hidrante já instalado deverão instalar um novo ou realizar a manutenção de um hidrante pré-existente em local a ser definido pela concessionária do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Fonte: http://www.destakjornal.com.br