Arquivo do autor:Wolney Marques Feres

Uma nova tecnologia pode ser usada na reconstrução da Catedral de Notre Dame

Crédito: Unsplash

processo de reconstrução da Catedral de Notre Dame, parcialmente destruída por um incêndio ocorrido no último dia 15, deve contar com a ajuda preciosa de uma das mais avançadas tecnologias computacionais da atualidade. Segundo uma reportagem da revista “Wired”, o governo francês estuda utilizar os arquivos do falecido estudioso em arte Andrew Tallon  que, em 2015, ficou famoso pelo escaneamento minucioso da catedral por meio de lasers.

De acordo com a reportagem, Tallon ficou conhecido por seu método inovador de reconstrução ou reforma de construções históricas. Hoje, historiadores utilizam técnicas consideradas arcaicas e que incluem objetos como cordas, réguas e lápis. Já o processo de Tallon realiza um mapeamento a partir de lasers e um computador avançado para mapear a superfície e também a estrutura da construção. Em quase uma década, a tecnologia foi usada para mapear toda a Notre Dame e ajudou, por exemplo, a entender o material usado e até precisar quantas reformas foram feitas no local.

Esse mapeamento resultou em uma espantosa e precisa maquete tridimensional da catedral, inclusive com imagens detalhadas de cada decoração entalhada nas paredes do espaços e até as cores usadas. Ao todo, Tallon registrou mais de 50 locais dentro e ao redor da catedral, resultando na incrível somatória de um bilhão de pontos de dados. Veja a reportagem sobre o escaneamento da catedral.

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O que precisa ser reconstruído

O incêndio que destruiu parcialmente a catedral de Notre Dame aconteceu no último dia 15 durante o concorrido horário de visita do local. Segundo o “The  New York Times”, o fogo demorou menos de uma hora para se espalhar do sótão da catedral ao telhado, derrubando assim o pináculo central. A construção da catedral começou em 1163 e terminou em 1345, de acordo com um artigo do NYT sobre a história do monumento. O telhado de madeira continha vigas históricas do ano de 1220, todas destruídas pelo incêndio.

Fonte: www.consumidormoderno.com.br

Por Ivan Ventura

Empresa conecta corretor a quem quer comprar imóvel

Startup que conecta corretores de imóveis a compradores tem 19 000 imóveis em São Paulo

Raio X do mercado imobiliário (RyanKing999/Thinkstock)

Se usar aplicativos na internet para procurar restaurantes, produtos e serviços já se tornou rotina para milhões de brasileiros, as companhias do setor imobiliárioquerem seguir a mesma tendência. Ao destravar as burocracias e possibilitar uma locação sem fiador e quase totalmente via internet, a plataforma de locação Quinto Andar, por exemplo, tornou-se uma das maiores startups do Brasil, avaliada em 1,1 bilhão de reais. E é para tentar fazer parte dessa onda de inovação no setor que o empresário Luiz Moraes decidiu criar a NewCore, plataforma que conecta corretores a quem deseja comprar um apartamento.

Ao contrário da Quinto Andar, que só funciona para quem quer alugar, a NewCore atende somente a clientes interessados em comprar um imóvel. Mas Moraes afirma que os verdadeiros clientes são os corretores: é deles que vêm os imóveis anunciados na plataforma. O foco da empresa está nos corretores independentes, isto é, aqueles que não trabalham para nenhuma imobiliária. Esse tipo de profissional costuma ter um catálogo próprio de imóveis disponíveis para a venda, e a NewCore tenta ajudar os imóveis de seus corretores a chegarem a potenciais clientes.

A empresa nasceu em meados de 2018 com um modelo pensado para suprir os descontentamentos que Moraes ouviu dos corretores durante os mais de cinco anos que passou trabalhando como diretor de tecnologia em uma grande imobiliária. “O objetivo é ajudá-los a atingir mais pessoas sem precisar se deslocar desnecessariamente pela cidade, e ganhando mais do que eles ganhariam trabalhando para uma imobiliária”, afirma Moraes.

Os imóveis dos corretores são anunciados não só no aplicativo da empresa, mas também em anúncios no Google e em conhecidos sites imobiliários, como o Viva Real, OLX e ZAP, o que aumenta o número de interessados. Quando um cliente se interessa por um imóvel, é colocado direto em contato com o corretor. A partir daí, o corretor tem liberdade para tocar toda a negociação com o cliente.

Por ora, a NewCore só atua em parte da grande São Paulo e no litoral, com 19.000 imóveis e 1.100 corretores. O objetivo é expandir para outras capitais ainda neste ano. Cada corretor fica focado em um distrito, de modo que consegue ser especialista naquela região. Os distritos têm um limite de corretores, calculado por algoritmo, de modo a não superlotar a área e não prejudicar os ganhos dos corretores parceiros. Como há esse limite por área, Moraes afirma que há uma fila de mais de 3.000 corretores esperando uma vaga para se integrarem à plataforma.

Se concluída a venda, o corretor paga uma taxa à NewCore, que varia a depender da faixa de valor do imóvel. A empresa também oferece, de forma opcional, serviço jurídico e financeiro para ajudar os corretores a fecharem o negócio. Se optar por esses serviços, o corretor também paga uma outra taxa pelo serviço. “Muito corretor não sabe mexer com esses tópicos, então é um serviço que ajuda muito”, afirma Susana Maia, corretora e embaixadora da NewCore em Santos – uma das regiões mais movimentadas de São Paulo, devido à alta procura por imóveis no litoral.

Susana estima que um corretor independente vende, em média, um imóvel a cada dois meses – ou mais de um por mês se tiver uma boa cartela de clientes. Mas, na NewCore ou fora dela, a corretora avalia que a profissão mudou nos últimos anos. “O mercado imobiliário hoje gira em torno da internet, ninguém mais tem tempo de ir até a imobiliária. A conversa com os compradores é toda pelo WhatsApp”, diz Susana. A santista atua como corretora há cerca de cinco anos, e vende na NewCore desde o início da empresa, embora também continue vendendo de forma independente.

Modelo de negociação à parte, o fato é que o mercado imobiliário viveu uma grave crise a partir de 2014, acompanhando a crise econômica do país, e agora vem tentando uma retomada. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) divulgou aumento de 30% na compra e construção de imóveis no Brasil em 2018 em relação ao ano anterior. Em São Paulo, área de atuação da NewCore, a Pesquisa do Mercado Imobiliário, do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), também mostra otimismo para 2019: só em fevereiro, houve aumento de 50% no número de imóveis comercializados no estado em relação ao mesmo período de 2018. No acumulado de 12 meses, foram quase 31.000 unidades vendidas, aumento de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mercado imobiliário, assim como em outros setores, a retomada econômica virá junto a uma nova era de um mercado que segue em transformação. Mas a NewCore tenta mostrar que, mesmo que quase todo o processo de venda seja pela internet, um bom corretor ainda é essencial.

Fonte: exame.abril.com.br

Por Carol Oliveira

Saiba o que é solo-cimento e qual sua aplicação na construção civil

Construir com materiais provindos diretamente da terra é uma das práticas mais antigas da civilização humana, vide as obras vernaculares, por exemplo. O resgate desses modelos tem se intensificado nas últimas décadas, através da criação de novos sistemas, como a permacultura. E muitas pessoas já estão mais conscientes sobre a necessidade de se realizar arquiteturas sustentáveis. Por isso, elas têm voltado sua atenção para o passado, na busca de alternativas que possam substituir os materiais utilizados hoje, que apresentam um alto custo energético e se baseiam numa ideia errada de que os recursos naturais são inesgotáveis e acessíveis a todos.


(imagem extraída de Tijolo Solo Cimento)

Solo-cimento

Há pouco mais de três séculos, o homem deixou de valorizar a terra crua como material construtivo. Técnicas simples, como o adobe, a taipa de mão e o pau a pique, foram substituídas pelo tijolo cozido. Só que no Brasil, outra tecnologia, muito menos agressora, vem sendo difundida e consagrada desde o final da década de quarenta – embora seja conhecida há mais tempo em outras partes do mundo. Trata-se do tijolo ou bloco modular de solo-cimento, que mesmo de uso restrito, é uma excelente alternativa para a construção civil.

As peças em solo-cimento podem ser empregadas para vários fins e de inúmeras formas. Elas podem ser utilizadas, principalmente, para erguer paredes monolíticas, fundações, pisos, passeios, muros de arrimo e barragens. E, geralmente, são indicadas para construções de habitações populares ou instalações mais econômicas, como galpões, aviários e armazéns, em regiões rurais e suburbanas.


(imagem extraída de Tijolo Solo Cimento)

Fabricação dos tijolos

A fabricação dos tijolos ou blocos de solo-cimento é bastante simples. Não há necessidade de mão de obra qualificada. O serviço pode até ser feito de forma manual, com auxílio de pequenas fôrmas em madeira. Mas, no mercado, podem-se encontrar diversas empresas oferecendo prensas próprias para a criação das peças. Todos os modelos são de custo relativamente baixo. E a vantagem é que o processo torna-se mais ágil, permitindo uma produção de até mil e quinhentos tijolos por dia.


(imagens extraídas de Salo nem prendedor, Armazém automotivo)

(imagens extraídas de Recriar com Você, Recriar com Você)

Podem ser produzidos até cinco modelos diferentes de peças em solo-cimento, basta que se troquem os moldes metálicos das prensas. São exemplos os blocos maciços, de encaixe, canaletas, placas de revestimentos e outros padrões mais sofisticados, como elementos decorativos. Em poucos dias eles já adquirem a consistência compacta necessária. Essa variedade permitirá a elaboração de projetos com maior qualidade e a execução mais racional da técnica. Apenas as instalações hidráulicas e elétricas serão feitas de modo semelhante ao que se vê nas construções convencionais.


(imagens extraídas de Tijolo Solocimento e Portal Bonfinopolis)

Composição do material

O solo-cimento é um material obtido a partir de uma mistura simples, feita com terra, encontrada disponível, geralmente, no próprio local da obra. O preparo da massa é semelhante ao que se faz em outras argamassas. É usado água; cimento (preferencialmente do tipo Portland comum) e areia argilosa, sem pedregulhos maiores ou qualquer material orgânico, como raízes.

Quando a obra é de pequeno porte, a dosagem dos materiais pode ser feita in loco, mas o mais indicado é sempre se fazer a avaliação em laboratório. Desse modo, consegue-se atender melhor a qualidade final desejada, já que um traço exageradamente rico em cimento, por exemplo, poderia comprometer a construção. A mistura deve ser homogênea e de coloração uniforme. Existem vários procedimentos simples para se verificar a umidade da mistura, mas, apertando com os dedos, ela deve parecer semelhante à de um bolo comestível.


(imagem extraída de Feita de Bem)

Características e benefícios

Os tijolos de solo-cimento proporcionam às construções excelentes índices de conforto ambiental e controle de pragas, atendendo às mínimas condições de habitabilidade. As peças também costumam ter aspecto visual muito bonito, serem muito resistentes, de perfeita impermeabilidade e, desse modo, de fácil conservação. Não há a necessidade da aplicação de chapisco, emboço ou reboco sobre as lisas paredes monolíticas. Pode-se fazer apenas uma aplicação de pintura com tinta à base de cimento.

A utilização de peças em solo-cimento se mostra sempre vantajosa. Fabricação, cura e secagem dos elementos, além da montagem das paredes ou pisos, são atividades muito simples e rápidas. Há muita economia de tempo e de material. Mas, talvez, o principal benefício esteja na questão ecológica, já que, diferente dos tijolos convencionais, nessa tecnologia não há a necessidade da queima de nenhum material.

Para mais informações sobre o tijolo de solo-cimento, recomendados a leitura da NBR 8491

Fonte: engenharia360.com

Referências: CEPLACFórum da ContruçãoTéchne.

Inovação e novas tecnologias na indústria da construção

Máquinas e robôs podem ser utilizados em funções que ofereçam riscos aos funcionários

Por Carla Rocha

É preciso incentivar a inovação dentro do setor, facilitando a integração entre os profissionais envolvidos Créditos: Shutterstock

Enquanto a Indústria 3.0 é mais focada na automação de máquinas e processos, a Indústria 4.0 está centralizada na digitalização de ponta a ponta em todos os ativos físicos e integração dos ecossistemas digitais em todos os vetores da cadeia da construção. Entre os recursos que trouxeram a revolução para um setor tão tradicional,estão a geolocalização e as pesquisas em alta definição, que servem para evitar diferenças entre a realidade do solo e o projeto. Além das máquinas automatizadas e robôs, que também podem ser utilizados em funções que ofereçam riscos aos funcionários e são programados para capturar dados que serão analisados e utilizados posteriormente para a melhoria de processos.

De acordo com Francisco Vasconcelos, diretor de mercado imobiliário do SindusCon-SP, o que se observa é que as construtechs têm atuado muito mais nas relações onde a empresa tem contato direto com o cliente do que na operação da construtora. “Na hora que você vai ver o processo produtivo, existem algumas coisas no sentido de controle de mão de obra e na relação da obra e do controle gerencial, mas no processo de produção em si, o uso das tecnologias ainda é bastante tímido”, aponta o diretor. Ainda de acordo com ele, o avanço maior das construtechs está muito mais ligado ao real state, ou seja, a relação da incorporadora com o seu cliente e toda a interface entre quem está vendendo o imóvel e o seu consumidor.

Porém as novas tecnologias têm um potencial imenso para melhorar os processos no canteiro de obras e os projetos das incorporadoras. “O BIM, por exemplo, é uma ferramenta fantástica que possui uma gama enorme de possibilidades e melhorias de processos, juntamente ao uso do Big Data, que começa a ser uma realidade na maioria das indústrias devido à queda dos custos”, destaca. A tecnologia pode ser utilizada em funções que ofereçam riscos aos trabalhadores, captura de imagens, transporte de objetos, topografia, estudos volumétricos e levantamento de áreas, que já começam a se tornar atividades facilmente substituídas pelo uso de drones.

Para André Medina, gerente de inovação da Andrade Gutierrez, a Indústria 4.0 não será apenas um diferencial no mercado de Engenharia e Construção, mas o que definirá as empresas que continuarão no mercado. “No Brasil, ainda estamos iniciando, mas já vemos uma tendência clara de crescimento das iniciativas do setor em relação à inovação”, afirma. Ainda de acordo com o especialista em inovação, são poucas startups atendendo ao mercado da construção e infraestrutura – que ainda se limitam a softwares e aplicativos para a melhoria de processos. “Existem poucas soluções reais de engenharia que alteram a forma de construir com novos materiais ou novas tecnologias de construção”. Por isso é preciso incentivar a inovação dentro do setor por meio da atualização para facilitar a integração entre os profissionais envolvidos, fazendo com que eles aprendam a lidar com o ambiente digital e, assim, criar novas soluções para demandas mais específicas dessa área.  

Algumas startups da construção ou construtechs, como são conhecidas, já possibilitam a gestão colaborativa de projetos e a comunicação integrada entre os envolvidos, e outras utilizam a tecnologia da Indústria 4.0 para otimizar processos e serviços:  

Gestão de obra

Além de gerenciar orçamentos, alguns aplicativos, como o Construon, são utilizados para acompanhar clientes, materiais e até as finanças da empresa. O sistema on-line é indicado para a gestão de empresas e obras.

Compra de insumos e materiais

O app Orça Aqui aperfeiçoa todo o processo de compra de insumos da construção civil, desde a cotação de materiais até a análise de compras das construtoras.

Uso de drones

Maply é uma construtech que possui drones que utilizam a plataforma cloud, permitindo geração de mapas e modelos de alta precisão por meio do processamento das imagens coletadas.

Gestão de estoques e resíduos

O VG Resíduos é um app onde é possível acompanhar a gestão de resíduos em obra, gera relatórios ambientais e ainda possibilita a venda desses materiais para reaproveitamento.

Gestão de projetos

O ConstruCode é um software de gestão de projetos de construção
que converte suas plantas em etiquetas, acessíveis por celulares e tablets.

Para Francisco, toda mudança e evolução industrial e tecnológica é positiva, mas é sempre uma questão dúbia. “Você tem uma série de coisas extremamente positivas e uma série de coisas negativas, e o trabalho é para maximizar cada vez mais os efeitos positivos e minimizar os negativos”, complementa.

Para que todas essas soluções sejam utilizadas de maneira que possam auxiliar no desenvolvimento do mercado da construção civil, é preciso capacitar todos os profissionais envolvidos no projeto. “Sou bem positivo quanto ao futuro da construção, acredito que as startups e inovações virão mudar todo o cenário do setor e, assim, teremos obras mais rápidas, mais seguras, mais sustentáveis e com menores custos” prevê Medina.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Casa conectada: Como a inteligência artificial muda sua relação com a casa

O mundo conectado está passando por uma revolução, dessa vez dentro de casa. Isso vai mudar nosso jeito de viver


(Foto: Thinkstock)

Quando você pensa em uma casa do futuro, o que vem em sua mente? Provavelmente, um ambiente supertecnológico com eletrodomésticos e móveis conectados entre si e o aconchego que um lar deve ter. A grande surpresa é que a projeção imaginada já existe. Em muitos lares dos Estados Unidos, por exemplo, é possível pedir por comando de voz a uma assistente virtual que tranque as portas de casa, ligue o ar-condicionado e informe você das últimas notícias. Em alguns casos, como o da Alexa, desenvolvida pela Amazon e com mais de 100 milhões de unidades vendidas, é provável até que ela avise que as luzes da garagem ficaram acesas.

O mercado de automação residencial deverá movimentar até 2020 cerca de US$ 100 bilhões em todo o mundo, de acordo com mapeamentos realizados pela WGSN, agência global de previsão de tendências. A análise também aponta que cada casa poderá conter mais de 500 dispositivos domésticos conectados à Internet das Coisas (IoT, sigla em inglês). O potencial de mercado é promissor. Atualmente, das 63 milhões de residências brasileiras, apenas 300 mil têm alguma automação, segundo a Aureside — Associação Brasileira de Automação Residencial e Predial —, mas a expectativa é que, em dois anos, a tecnologia chegue a dois milhões de lares. De toda a cartela de serviços que a Inteligência Artificial (IA) oferece, os mais comuns por aqui são: sistemas de iluminação, segurança e automação de cortinas.

A tríade popular permite aos usuários controlar suas funcionalidades pelo smartphone, mas o software de gerenciamento já começa a aparecer em outros aparelhos. Na edição de 2019 da CES — Consumer Electronics Show —, em Las Vegas, nos Estados Unidos, a maior feira de tecnologia do mundo, a Samsung anunciou a nova geração do refrigerador Family Hub, que oferece dos serviços mais óbvios para a cozinha, como controle de alimentos, lista de compras e receitas, a previsão do tempo, notícias do dia, acesso a aplicativos como Uber e Spotify e conectividade com outros membros da família, com direito a reconhecimento de voz de cada um. “A novidade deve chegar ainda esse ano ao Brasil”, revela Ilan Kibrit, gerente de produto da divisão de digital appliance da Samsung Brasil.

Com tantas funcionalidades, a grande preocupação da indústria é como democratizar o acesso aos consumidores brasileiros. Para atender a demanda, a TCL oferece TV com comando de voz e assistente do Google já na linha de entrada da marca, com preços a partir de R$ 1.299. “Tivemos, no ano passado, um crescimento de dois dígitos na venda desses produtos no Brasil”, revela João Paulo Rezende, gerente de produtos da Semp TCL. Apesar de não contar com a central de automação, a marca oferece aos usuários um possível primeiro contato com a experiência, importante para criar o desejo de consumo. De acordo com a WGSN, os consumidores britânicos só despertaram para o anseio de investir em dispositivos inteligentes após perceber seu uso descomplicado. “Nos outros países, é muito comum o próprio usuário instalar os aparelhos. Aqui no Brasil optamos pela mão de obra especializada, o que encarece o produto”, explica Luiz Roberto Muratori, diretor executivo da Aureside.

Ainda assim, no último ano, os custos de instalação caíram 50%. “A partir de R$ 2.500, é possível instalar um sistema que controle iluminação, sensores de porta e cortinas”, aponta Anderson Piche, gerente de produtos e marketing da Somfy Brasil, multinacional francesa de motorização e automação de itens de fachada. Já no mundo dos eletrodomésticos, para criar uma casa conectada é preciso investir em produtos que conversem entre si via Wi-Fi. Para suprir tal necessidade, “até2020, todos os devices da Samsung oferecerão conectividade”, revela Guilherme Campos, gerente de produtos de TV da Samsung Brasil.

Com todos os sistemas interligados e uma central de comando única, que promete incluir até os automóveis, a privacidade e a segurança são as maiores preocupações dos consumidores. Em vista dos escândalos de vazamentos de dados de grandes empresas mundiais, a aposta da WGSN é que a confiança dos usuários cresça conforme a IoT ganhe espaço em suas rotinas.

Diante das possibilidades de criar casas inteligentes, a próxima demanda de mercado atinge as construtoras que terão de entregar infraestruturas para automação e conectividade. Já é possível comprar apartamentos com entradas USB, tomadas no teto e indicação do melhor ponto para instalar o roteador. “Projetamos uma infraestrutura que facilita a automação da casa” explica Felipe Cunha, diretor de incorporação Living da Cyrela. O empreendimento Living Wish Panamby é um exemplo, com apartamentos de 110 m² que custam em média R$ 764.500. Já a EZTEC classifica os novos atributos como uma demanda da geração millennial e oferece os itens de conectividade em empreendimentos pensados para os nascidos entre os anos 1980 e 2000. Por exemplo, o Fit Casa Brás, no centro de São Paulo, tem apês de até 38 m², com preço a partir de R$ 4.920 por metro quadrado.

Independentemente da demanda, a indústria de inovação continua criando novos desejos no consumidor. Durante a CES 2019, a Samsung apresentou o Bot Care, um robô simpático que promete cuidar da saúde da família, emitindo um relatório diário com dados de pressão sanguínea e outros detalhes. A LG trouxe a CLOi, que funciona como assistente no dia a dia. “O desenvolvimento da IA é tamanho que não temos mais aquele comando básico: ‘Ligar TV’. É uma conversa: ‘Ligue aTV, por favor. ’Com reconhecimento de diferentes sotaques”, explica Kati Dias, gerente geral de produtos e vendas de linha branca e ar-condicionado da LG.

A casa do futuro já está disponível agora. E o mercado brasileiro deve superar as expectativas dos consumidores nos próximos cinco anos, oferecendo dispositivos inteligentes, de fácil manuseio e a custos cada vez mais baixos graças à acirrada concorrência entre as marcas. Se ainda assim você se pergunta para onde caminha a humanidade, fique de olho na computação quântica, que dá seus primeiros passos, e, acredite ou não, já há projeções de aplicá-la em residências daqui a 20 anos.

Bot Care (Foto: Divulgação)

Com 1m de altura, o Bot Care, da Samsung, promete cuidar da saúde da família. Ele mede a pressão sanguínea, a frequência cardíaca e a respiração, além de emitir um relatório do sono dos usuários. Todas as informações podem ser enviadas por e-mail para um contato cadastrado (Foto: Divulgação)

Domgy (Foto: Divulgação)

Já imaginou um pet robô? O Domgy, da Roobo, foi desenvolvido para fazer companhia aos moradores, vigiar a casa por meio de sistema de segurança integrado, brincar com as crianças e ainda auxiliar em tarefas do dia a dia (Foto: Divulgação)

Ajudantes virtuais
As gigantes de tecnologia já desenvolveram suas assistentes inteligentes, que armazenam os dados de comando na nuvem e os propagam. É dessa maneira que, a cada dia, as máquinas aprendem mais. Mas os devices ainda não estão disponíveis no Brasil.

Alexa, a assistente de voz da Amazon (Foto: Divulgação)

Alexa, a assistente de voz da Amazon (Foto: Divulgação)

Siri, da Apple (Foto: Divulgação)

Siri, da Apple (Foto: Divulgação)

Google Assistente, da Google (Foto: Divulgação)

Google Assistente, da Google (Foto: Divulgação)

Um toque de design

Awair (Foto: Divulgação)

Awair, o purificador de ambiente inteligente que analisa e informa a qualidade do ar. Custa US$ 199, no site oficial getawair.com (Foto: Divulgação)

OnHub (Foto: Divulgação)

OnHub, roteador do Google, ganhou um site em que artistas criam propostas de design para o produto. Na imagem, o modelo com função de fruteira criado pela ceramista Helen Levi. A peça ainda não está disponível no mercado (Foto: Divulgação)

Dual Inverter Artcool (Foto: Divulgação)

Dual Inverter Artcool, o ar-condicionado inteligente da LG, é espelhado e está à venda no Brasil por R$ 3.243, na Fast Shop (Foto: Divulgação)

Soluções incríveis

Ori, um móvel que serve de rack, cama, mesa e guarda-roupa (Foto: Divulgação)

Um móvel que serve de rack, cama, mesa e guarda-roupa e funciona basicamente como um origami. Desenvolvido pela Fuseproject em parceria como MIT Media Lab, o Ori é conectado à IoT e aceita comandos de voz como: guardar a cama (Foto: Divulgação)

Office 3.0 (Foto: Divulgação)

O Office 3.0, do arquiteto italiano Carlo Ratti, é um escritório totalmente conectado à IoT e personalizável. Cada funcionário tem a sua bolha, que funciona apenas como separação virtual, já que o ambiente é todo integrado. Cada bolha tem o seu controle de temperatura e de luz (Foto: Divulgação)

Live OS,  mesa inteligente (Foto: Divulgação)

A Live OS, da Herman Miller, é uma mesa inteligente que armazena dados anônimos no ambiente de trabalho e fornece avaliações de desempenho. Além disso, avisa o funcionário quando é hora de trocar de posição (Foto: Divulgação)

Fonte: revistacasaejardim.globo.com

Brasil segue no top 5 da construção sustentável mundial

Com 531 certificações LEED até o final de 2018, país está atrás de Estados Unidos, China, Canadá e Índia


Construções sustentáveis enfrentaram a crise e redefiniram o mercado imobiliário no Brasil. Crédito: GBCI

De acordo com o ranking anual dos países com maior área certificada LEED, o Brasil se manteve em 2018 no top 5 dos países com o maior volume de construções sustentáveis do mundo. A lista abrange os mercados reconhecidos pela Green Business Certification Inc. (GBCI), criadora do selo LEED há 25 anos. A certificação busca criar espaços mais saudáveis ​​para as pessoas, além de priorizar a economia de energia e de água, a redução na emissão de carbono e, consequentemente, economizar recursos financeiros para famílias e empresas.

Com 531 certificações LEED até o final de 2018, o Brasil está atrás dos Estados Unidos, que lideram com 33.632 construções sustentáveis, seguido de China, Canadá e Índia. Por causa da disparidade para os demais países, os EUA são mantidos como “hors concours” da lista. O país é o berço da LEED e os conceitos da certificação já foram incorporados por inúmeras políticas públicas. “As nações que integram o ranking representam uma comunidade global comprometida em melhorar a qualidade de vida”, resume Mahesh Ramanujam, presidente e CEO do USGBC e da GBCI.

Além de Estados Unidos, China, Canadá, Índia e Brasil, o top 10 da certificação LEED ainda conta com Coreia do Sul, Turquia, Alemanha, México e Espanha. Para o CEO da Green Building Council Brasil, e presidente do Comitê Regional das Américas pelo World Green Building Council, Felipe Faria, a posição consolidada pelo Brasil no ranking mundial mostra o quanto os prédios verdes se tornaram a melhor opção para o mercado imobiliário nacional. “Mesmo enfrentando um período longo de desafios políticos e econômicos, e que afetaram a construção civil, essa posição é mais que uma vitória para o movimento de construções sustentáveis, relata.

Recente estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) confirma que as construções verdes são as melhores opções ao mercado imobiliário. Os dados da pesquisa mostram que o reconhecimento de uma construção comercial como sustentável promove valorização que varia de 4% a 8% por m2. “Através das certificações, conseguimos contribuir para a inovação tecnológica da construção civil, além de conciliar o desenvolvimento com aspectos ambientais, interesses coletivos e melhor experiência de conforto das pessoas”, afirma Felipe Faria.

Na comparação com 2018, a construção sustentável deve crescer 40% no país em 2019

Atualmente, a certificação LEED se expandiu para outros níveis, que não medem apenas a sustentabilidade de edifícios, mas também de bairros e de cidades. Trata-se da LEED v4.1, que abrange construções que passaram por retrofit (LEED v4.1 O + M), novas construções (LEED v4.1 BD + C) e interiores (LEED v4 .1 ID + C). O LEED v4.1 enfatiza a saúde humana e adota métricas de desempenho mais eficazes para monitorar as construções ao longo de sua vida útil. No Brasil, já existem 22 registros de pedidos de certificação na categoria LEED ID+C, que engloba projetos internos em escritórios comerciais, lojas de varejo e estabelecimentos de hospedagem, como hotéis, motéis, pousadas e outros estabelecimentos que forneçam alojamento. Quanto ao LEED O+M, existem 39 pedidos de registros. Para 2019, a Green Building Council Brasil estima crescimento de 40% nas construções sustentáveis, comparado ao ano anterior.

Entrevistado
Green Building Council Brasil (via assessoria de imprensa)
Contato: ffaria@gbcbrasil.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Secovi-SP registra dados positivos do mercado imobiliário de São Paulo em fevereiro


Foto: Divulgação Secovi-SP registra dados positivos do mercado imobiliário da Capital em fevereiro

Em fevereiro de 2019, a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP referente à cidade de São Paulo apresentou bons resultados em relação às vendas e aos lançamentos, tanto na comparação com janeiro como em relação ao mesmo mês do ano passado. Conforme apurado pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação, no mês, foram comercializadas 2.176 unidades residenciais novas. O resultado superou em 34,2% as 1.622 unidades comercializadas em janeiro e em 50,3% as vendas de fevereiro de 2018 (1.448 unidades).

No acumulado de 12 meses (período de março de 2018 a fevereiro de 2019), foram vendidas 30.587 unidades – aumento de 20,7% em comparação ao mesmo período de 2018, quando as vendas totalizaram 25.349 unidades.

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em fevereiro, o total de 870 unidades residenciais lançadas, resultado 204,2% superior ao mês de janeiro de 2019 (286 unidades) e 155,1% acima do volume de fevereiro de 2018 (341 unidades).

No acumulado de 12 meses (março de 2018 a fevereiro de 2019), foram lançadas 32.829 unidades residenciais na capital paulista, 4,0% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, com 31.571 unidades.

Segundo Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, o destaque da pesquisa foi a falta de lançamentos de imóveis econômicos. “Contudo, esse tipo de imóvel continuou a registrar bom desempenho de vendas em fevereiro”, avalia.

Em termos de tipologia, houve equilíbrio na distribuição dos lançamentos entre os imóveis de 1, 2 e 3 dormitórios. Unidades de 2 dormitórios destacaram-se na quantidade vendida, com 1.385 imóveis e participação de 63,6% do total.

Com indicador VSO (Venda Sobre Oferta) de 12 meses de aproximadamente 60%, imóveis de 1 e 2 dormitórios comprovaram o bom desempenho dessas tipologias. Os imóveis de 3 e 4 dormitórios também apresentaram bom comportamento, com VSO de 12 meses em torno de 45%.

Outro fato importante é que o VGV (Valor Global de Vendas) acumulado do ano apresenta crescimento de 17,0%. Esta variação positiva acompanha a alta da quantidade de unidades comercializadas (21,0%), demonstrando consistência entre o aumento das unidades vendidas e dos valores.

Oferta – A capital paulista encerrou o mês de fevereiro de 2019 com a oferta de 19.553 unidades disponíveis para venda. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (março de 2016 a fevereiro de 2019). A quantidade de imóveis ofertados reduziu 6,8% em relação a janeiro (20.989 unidades) e 0,9% em comparação a fevereiro de 2018 (19.728 unidades).

Conclusão – Apesar dos bons números do mercado imobiliário no início deste ano, nunca é demais ressaltar a preocupação dos empreendedores com a falta de calibragem na Lei de Zoneamento. “Esperamos que os ajustes propostos, e que não impactam os princípios centrais do Plano Diretor Estratégico, sejam aprovados para que se possa viabilizar novos empreendimentos na cidade de São Paulo. Temos de atender a demanda desassistida em razão dos entraves da lei de zoneamento atual”, reforça Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Na capital paulista, é evidente o esgotamento de terrenos disponíveis para novos empreendimentos, principalmente porque há uma concentração de lançamentos nas áreas dos Eixos de Estruturação da Transformação Urbana, que ficam ao longo dos sistemas de transporte coletivo, como metrô, trem e corredores de ônibus. De acordo com Kallas, esta limitação tem levado os incorporadores a oferecerem o mesmo tipo de produto. “Além disso, essa falta de oferta pressiona os preços dos apartamentos, que tendem a subir”, enfatiza.

“Em meio à atual conjuntura, com um novo governo e a necessidade de as reformas essenciais saírem, as perspectivas para 2019 permanecem elevadas. Acreditamos em um bom ano para o setor nacionalmente, e os números da Capital, até agora, apontam para essa retomada. Contudo, se a Nova Previdência não for aprovada, seremos profundamente afetados, assim como a macroeconomia”, explica Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

Fonte: www.investimentosenoticias.com.br

5 maneiras como a IA mudará a construção civil

Você deve ter percebido que, nos últimos tempos, um conceito que está bombando na área de tecnologia é a Inteligência Artificial (IA). A verdade é que nossa expectativa de criar máquinas inteligentes não é nova (um exemplo são os filmes que já retratavam o assunto há anos), mas estamos cada vez mais perto. Tanto que várias ferramentas já estão inseridas em nosso dia a dia, facilitando nossas vidas. Nesse sentido, listamos algumas formas que a IA mudará a construção civil. Confira!

Como a IA mudará a construção civil?

1. Otimização do projeto

Engenheiros, arquitetos e designers passaram do lápis e do papel para os computadores em algum momento entre o século passado e os tempos atuais. Tanto que, atualmente, é difícil (ou praticamente impossível) encontrar algum profissional da área que não use uma ferramenta computacional.

A questão é que, nos últimos anos, a computação também evoluiu e, com isso, a inteligência artificial conquistou seu espaço. Na construção civil, é possível usar softwares de IA para coleta de dados e análise das melhores opções de alocação e criação de obras. Por exemplo, na escolha do melhor local para a construção, dos materiais que serão usados, etc. Os construtores poderão fazer uma grande análise de dados em segundos e em tempo real, tornando tudo muito mais rápido.

IA mudará a construção civil
Imagem: constructionmanagermagazine.com

2. Controle de qualidade

No quesito controle de qualidade, a IA pode ser usada para avaliar imagens de drones e comparar com modelos existentes. O processo é relativamente simples para quem opera o sistema. Basta usar um drone (já muito comum na construção civil) para registrar fotos dos locais e, em seguida, rodar um software de comparação.

Assim, é possível detectar problemas de uma forma que o olho humano não seria capaz de fazer. E nós sabemos que, quanto mais cedo o problema é detectado, mais fácil é a correção.

IA mudará a construção civil
Imagem: designbuildexpo.com.au

3. A forma de fazer negócios

Nós já sabemos que dados são o ouro da era da informática. Com dados dos clientes, a IA é capaz de avaliar o que eles desejam, permitindo criar experiências personalizadas. Assim, o processo de compreensão das novas tendências é muito mais rápido e pode ser feito em tempo real.

4. Realização de projetos e impressão 3D inteligente

Pode parecer muito assustador por enquanto, mas é bem provável que, no futuro, criar projetos seja muito mais fácil. Um sistema baseado em inteligência artificial pode coletar os dados do cliente, fazer um projeto otimizado e, quem sabe, até enviar robôs para a construção.

Se você achou que isso foi longe demais, vale lembrar que muitas casas já são construídas com impressoras 3D, ou seja, robôs. O processo envolve uma quantidade de pessoas muito menor que o convencional e é feito em um tempo mínimo.

IA mudará a construção civil
Imagem: ukconstructionmedia.co.uk

5. Gerenciamento de projetos

Gerenciar um projeto pode ser um processo árduo. É preciso que todos os fatores sejam considerados e estejam alinhados para que tudo ocorra no tempo adequado. Porém, enquanto pode ser difícil para um humano lidar com isso, a inteligência artificial pode fazer o procedimento sem muito esforço. Espera-se que os futuros programas de construção sejam capazes de gerenciar todo o projeto, fornecendo o risco, a capacidade de construção e várias soluções técnicas.

IA mudará a construção civil
Imagem: 7wdata.be

Fonte: engenharia360.com

Referências: Interesting EngineeringMC Kinsey & CompanyGenieBelt.

Por Larissa Fereguetti

Redução de Custos: Como comparar sistemas construtivos

Análise de sistemas deve considerar também o tempo de cronograma de obras

Nos sistemas construtivos devem ser considerados valores com mão de obras e matéria prima Créditos: Shutterstock

A etapa de projeto de qualquer obra envolve tomada de decisões que vão traçar todo o caminho da construção e determinar os resultados que podem ser alcançados com ela. Nesse primeiro passo, uma das necessidades é realizar comparativos de sistemas construtivos.

Comparar sistemas construtivos é fundamental para conseguir uma redução de custos de forma responsável, considerando todos os aspectos de cada um dos sistemas, como: durabilidade, desempenho, mão de obra e matéria-prima. Mas, antes de verificar esses itens, é necessário atestar que o sistema construtivo comparado siga os requisitos presentes nas suas Normas Regulamentadoras (NR), desenvolvidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Uma das recentes publicações normativas da ABNT é a NBR 15.575:2013 – Edificações Habitacionais. Essa norma define os requisitos de acústica, conforto e segurança que um empreendimento habitacional deve apresentar. Na realização do projeto é importante considerar essa norma para realizar a edificação e, consequentemente, atrelar os sistemas construtivos a essa necessidade.

Como analisar os sistemas

Ultimamente, o mercado de construção civil tem ganhado várias alternativas para os seus processos construtivos, incluindo o uso da tecnologia. Com a chegada de construtechs – startups especializadas no desenvolvimento de soluções para a construção civil – as novidades aumentaram.

No entanto, para utilizar qualquer tipo de solução é preciso ter garantias de que aquele sistema é válido e além de apresentar os resultados que ele expõe, também atende às questões relacionadas à segurança.

É preciso verificar com os fabricantes quais obras já implantaram o seu tipo de sistema a fim de conhecer modelos semelhantes e seus resultados. Também é preciso verificar minuciosamente as fichas técnicas dessas soluções e verificar se foram realizados testes para controle de qualidade.

Análise de custos

Em qualquer tipo de sistema que for implantado em uma obra é preciso considerar e analisar alguns aspectos, como:

– Será preciso gastar com alguma questão logística? Como construções provisórias no canteiro de obras?

– Será preciso comprar algum equipamento ou locar? Ferramentas?

– Será preciso instalar alguma fábrica para produzir o material?

– A mão de obra precisará ser capacitada ou já é especializada?

– Existe assistência técnica após a obra pronta? Esse custo está incluso?

O modelo mais comum realizado pelas construtoras é por meio de uma planilha que relaciona os custos de cada sistema construtivo considerando seu valor unitário e o valor da mão de obra.

Há que se considerar que, dependendo do tipo de sistema, ele pode reduzir o cronograma de obras e, consequentemente, diminuir os custos com mão de obra e contas básicas no canteiro de obras.

Também existem sistemas que, inicialmente, podem ter uma matéria prima mais cara, mas que podem gerar uma economia seja por proporcionar mais agilidade à obra ou por depender de menos mão de obra em canteiro. Por isso, fazer todas essas contas ajuda a tomar a decisão mais assertiva.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Jardins verticais permanentes: a nova tendência na decoração de ambientes.


Especialista no ramo vê com otimismo o crescimento dessa tendência e chama a atenção para os custos interessantes de se optar por esse item de decoração.

A diminuição dos espaços de morar, a racionalidade, a ausência de mão de obra, a praticidade, a beleza, a necessária reaproximação com o verde, ou na questão da sustentabilidade, tudo leva a crer que o crescimento pelos Jardins Verticais passou a ser uma tendência de mercado no item Decoração de interiores ou exteriores.

“Absolutamente versátil do ponto de vista de suas combinações, um jardim vertical pode ficar absolutamente incrível da parede de um pequeno lavabo ate o preenchimento absoluto de uma parede de um imenso living ou terraço gourmet” garante Viviane Domingues que tem preenchido seus dias trabalhando para atender a demanda nesse setor.

O custo parece ser um fator interessante quando se trata de optar por essa solução decorativa. Podendo preencher pequenos espaços até ocupar grandes vazios ou divisórias, os jardins verticais são orçados por metro quadrado, de forma que se adaptam ao espaço e ao bolso do dono da propriedade. Outro fator interessante é que se pode optar por plantas de diferentes tipos e preços.
“Por vezes podemos optar por uma divisão de ambientes, outrora podemos esconder defeitos estruturais e em outras combinar com peças decorativas, que, em todos os casos os jardins verticais certamente serão soluções criativas para um ambiente que sempre
transmite paz, tranquilidade e beleza”
, afirma Viviane Domingues.

Os jardins verticais: uma solução decorativa que veio para ficar, afinal, quem, de alguma maneira não se sente bem ao lado de um jardim verde e colorido?


Não ocupando espaços de locomoção e passagem, os jardins verticais contribuem para a harmonia da decoração, quebrando a frieza do concreto e a dureza das paredes que separam ambientes, podendo mesmo funcionar como divisórias.

Além de tudo isso sua execução é rápida e pratica não sujando ambientes ou criando complicações em sua implantação, isso claro, desde que um profissional e um projeto bem elaborado sejam contratados.

Os jardins verticais são uma solução prática, casada com a sustentabilidade que se almeja para nossa necessária proximidade com o verde e sem grandes custos ou minimamente com soluções adaptadas ao bolso de quem pretende implementar um item genial a sua decoração.

Decorativo e muito encantador o projeto de jardins verticais ou paredes verdes como podem ser chamados, ocupa hoje um espaço em casas, apartamentos, escritórios e espaços públicos.

Importante salientar que os jardins verticais por serem artificiais, além da manutenção zero, dispensa regas e limpeza, hoje tão difíceis por ausência de tempo e profissional.

São permanentes e cabem em qualquer ambiente combinando em harmonia com qualquer decoração, podendo especialmente ser personalizado.

“Todo mundo pode ter o seu”, sugere e garante Viviane Domingues, que pode ser consultada sem compromisso no e-mail: jardinsverticais@vividomingues.com.br ou no whatsapp 11-96718-8240.

Viviane Domingues,
design de Interiores