Arquivo do autor:Wolney Marques Feres

35 fatos sobre a Engenharia Civil

Se você está interessado na carreira de Engenharia Civil, você pode não saber que a ciência é tão antiga quanto as montanhas, ainda tão jovem quanto o século XVIII. Além disso, existem pelo menos 10 subdisciplinas inseridas nesta área que variam de construções de edifícios a paredões no mar, montanhas-russas e tobogãs. Se você já ficou maravilhado com a Hoover Dam ou com o Empire State Building, então você testemunhou a tecnologia, o design e a ciência da Engenharia Civil. Esta lista fornece 35 fatos fundamentais sobre a carreira, sua diversidade e as maravilhas da Engenharia.

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Sobre a Engenharia Civil

  • Até os tempos modernos, não havia distinção clara entre a Engenharia Civil e Arquitetura, e os termos “engenheiro” e “arquiteto”, muitas vezes, referiam-se à mesma pessoa até o século XVIII.
  • No século XVIII, o termo “Engenharia Civil” entrou em uso para descrever o trabalho de engenharia que foi realizado por civis para fins não-militares.
  • O primeiro engenheiro civil auto-proclamado era John Smeaton que, construiu o farol de Eddystone.
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  • Os engenheiros civis trabalham frequentemente em projetos complexos que envolvem muitos fatores técnicos, econômicos, sociais e ambientais.
  • Engenharia Civil tem lugar em todos os níveis: do setor público municipal aos governos nacionais, e no setor privado de proprietários individuais até empresas internacionais.
  • Os engenheiros civis também ajudam a preservar o meio ambiente, auxiliando na limpeza da poluição já existente e planejando maneiras para reduzir a poluição futura do ar, terra e água.
  • A primeira faculdade particular para ensinar Engenharia Civil nos Estados Unidos foi a University Norwich, Vermont, fundada em 1819 pelo Capitão Alden Partridge.
  • O primeiro diploma em Engenharia Civil nos Estados Unidos foi premiado pelo Instituto Politécnico Rensselaer, em 1835.
  • O primeiro diploma em Engenharia Civil de uma mulher foi concedido pela Universidade de Cornell para Nora Stanton Blatch em 1905.
  • O “Institute of Civil Engeneering” (ICE) foi fundado em um café em Londres em 1818 por oito jovens engenheiros civis, o mais jovem tinha 19 anos.
  • A “American Society of Civil Engineers” (ASCE – Sociedade Americana de Engenheiros Civis) foi fundada em 1852. É a mais antiga Sociedade de Engenharia Civil dos Estados Unidos.
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  • Todos os 50 estados dos EUA e o Distrito de Columbia exigem licenciamento para engenheiros que oferecem seus serviços diretamente ao público.
  • De acordo com uma pesquisa de 2009, realizada nos EUA, as pessoas com um grau de bacharel em Engenharia Civil ganhavam, em média, 52.048 dólares por ano, ou seja, aproximadamente 189 mil reais.

Subdisplinas de Engenharia Civil

  • Engenharia costeira está preocupada com a gestão das zonas costeiras. O termo “defesa costeira” é o mais tradicional, mas a “gestão costeira” se tornou mais popular com a expansão da área para incluir técnicas que permitem a erosão para reivindicar terras.
  • Engenharia de Construção envolve planejamento e execução dos projetos de transporte, desenvolvimento local, hidráulica, ambiental, estruturas e geotecnia.
  • Engenharia de Terremoto é dedicada a reduzir o risco de terremoto avançando a prática desta ciência.
  • Engenharia Ambiental pode envolver a redução da poluição, engenharia verde, ecologia industrial, protegendo, assim, o meio ambiente e a saúde humana.
  • Engenharia Geotécnica é uma área de Engenharia Civil preocupada com a rocha e solo, que apoia projetos de engenharia civil.
  • Engenharia de Materiais e ciências lidam com materiais como concreto, asfalto, misturar concreto, metais, bem como tintas e acabamentos.
  • Engenharia Urbana envolve a especificação, concepção, construção e manutenção de ruas, calçadas, redes de abastecimento de água, esgotos, iluminação pública, gestão de resíduos sólidos urbanos e eliminação, depósitos para vários materiais a granel usados ​​para manutenção e obras públicas, parques públicos e ciclovias.
  • Engenharia Estrutural está preocupado com a concepção de estruturas seguras e úteis para seus usuários.
  • Engenharia de Transportes lida com a movimentação de pessoas e bens de forma eficiente, segura e de um modo conducente a uma comunidade vibrante.
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  • Engenharia de Recursos Hídricos é uma disciplina que combina hidrologia, ciência ambiental, meteorologia, geologia, conservação e gestão de recursos.

Feitos da Engenharia Civil

  • A rua mais longa do mundo é Yonge Street de Toronto, listada com 1.178 milhas (1.896 km) de comprimento – aproximadamente a distância de San Diego, na Califórnia, para Seattle, Washington.
  • Um engenheiro civil criou a parte escorregadia do toboágua. Sem o fluxo correto de água, não há passeio.
  • O “Chanel Tunnel” é uma das maiores obras de engenharia civil do século XX, tem uma capacidade de receber 600 comboios por dia em cada sentido sob o Canal Inglês.
  • A Akashi-Kaikyo Bridge, também conhecida como a ponte da pérola, tem o maior vão central de qualquer ponte pênsil. O vão central é um escalonamento de 1.991 metros.
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  • Demorou um século para superar águas profundas, ventos fortes, e grande chance de terremotos para construir a ponte Rion-Antirion. Concluído em 2004, abrange o Golfo de Corinto e ganhou um prêmio “Achievement Engenharia Civil Outstanding”.
  • A Usina de Itaipu, localizada na fronteira Brasil-Paraguai, é a segunda maior usina hidrelétrica que opera em termos de capacidade de geração anual.
  • A Golden Gate Bridge é uma das mais longas pontes suspensas do mundo e tornou-se um símbolo internacionalmente reconhecido de San Francisco e Califórnia.
  • O Empire State Building foi construído em apenas 18 meses durante a Grande Depressão, e foi um dos primeiros a empregar a então nova técnica de construção da via rápida. Após a destruição do World Trade Center em 2001, o Empire State Building voltou a ser o edifício mais alto de Nova York.
  • A Hoover Dam, de 726.4 pés de altura, é uma das mais altas barragens de concreto já construído e criou um dos maiores lagos artificiais nos EUA.
  • O Burj Al Arab é um luxuoso hotel de 5 estrelas, localizado em Dubai, Emirados Árabes Unidos. Com 321 m (1.053 pés), é o quarto hotel mais alto do mundo. A forma da estrutura foi concebida para mimetizar a vela de um barco.
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  • A “Netherlands North Sea Protection Works” (Construções de proteção marítima da Holanda) é uma maravilha da engenharia costeira criada para proteger uma grande área de terra em torno do delta Rhine-Meuse-Scheldt do mar.
  • A montanha-russa “Millenium Force” em Sandusky, Ohio, é mais alta (310 pés) e mais rápida (92 mph) montanha-russa do mundo, e é apoiada por 226 rodapés usando 9.400 jardas de concreto. Levou 175 caminhões de aço para criar o quadro.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

Rio de Janeiro tem o metro quadrado mais caro do Brasil

Por Felipe Lucena

Segundo o índice FipeZap, que monitora os valores praticados em 50 cidades do Brasil, o Rio de Janeiro, mesmo com queda de 0,22% em maio deste ano, tem o metro quadrado mais caro do país. No geral, esta metragem custa R$ 9,455 aqui na Cidade Maravilhosa. Contudo, no bairro que tem o custo mais elevado, o Leblon, o valor alcança R$ 20 mil.

Todavia, não é incomum vender um imóvel no Leblon a 30 ou até 40 mil reais o metro quadrado, por exemplo. De acordo com a Sergio Castro Imóveis, o mercado imobiliário na orla do Rio é bastante agressivo.

Atrás do Leblon, os bairros com o metro quadrado mais caro são: Ipanema, Lagoa, Gávea e Jardim Botânico.

“Indiscutivelmente, o Rio de Janeiro continua com uma liderança muito importante para o mercado imobiliário, por ainda ter os imóveis, em geral, mais desejados. Isso decorre do fato que a parte mais importante e desejável da cidade é aquela imprensada entre as montanhas e o mar. E esse lugar onde todos querem morar ainda tem lagoas, morros, montanhas de todo tipo. Sempre vai ter procura no Rio”, afirma Claudio Castro, diretor da Sérgio Castro Imóveis.

Outro fato que torna a orla do Rio de Janeiro interessante no ponto de vista imobiliário é a grande quantidade de imóveis troféus, que são imóveis que as pessoas, por algum motivo, sentem a necessidade de ter.

No outro lado da lista, os mais baratos ficam na Zona Norte, Pavuna lidera, seguido de Cavalcante, Bangu, Coelho Neto.

“O Rio de Janeiro é, e acredito que sempre será, a cidade brasileira mais valorizada para se adquirir um imóvel residencial”, pontua Claudio Castro.

Na comparação nacional, em segundo lugar está São Paulo. Na Terra da Garoa, a média geral do metro quadrado fica em R$ R$ 8.914.

Fonte: diariodorio.com

Em São Paulo, quatro em cada dez apartamentos novos não têm garagem

Das 37,1 mil unidades lançadas em 2018 na capital, 15,1 mil eram sem vaga, aponta Sindicato da Habitação do Estado (Secovi-SP); imóveis do tipo são mais comuns no centro, onde há mais oferta de transporte público e demanda por moradias menores

Supervisora de atendimento em um hospital, Elaine de Lima, de 36 anos, vai morar mais perto do trabalho. Ela não tem carro – nem pretende mais ter. No ano passado comprou um apartamento pequeno, sem vaga de garagem, no Cambuci, região central da cidade. Pesou na escolha a chance de usar transporte público ou um aplicativo para ir ao serviço, na zona sul, sem ficar presa no trânsito.

“Tinha plano de comprar carro, mas o custo de manutenção é absurdo e o trânsito está complexo. É mais conveniente andar de táxi, Uber ou metrô. Coloquei na ponta do lápis e não compensa.” No lugar das vagas de garagem, o prédio de Elaine colocou um bicicletário. As áreas arborizadas no condomínio, a piscina e academia encheram os olhos de Elaine. “Era meu sonho de consumo”, afirma ela, que também pensa em aprender a andar de bicicleta para aproveitar a ciclovia que passa por ali.

Cinco anos após a aprovação do Plano Diretor de São Paulo, lei que orienta o desenvolvimento da cidade, o número de apartamentos sem vaga de garagem, como o de Elaine, aumentou. Só em 2018, quatro em cada dez unidades lançadas na capital não tinham estacionamento, tendência que acompanha novas formas de ocupar a cidade e se deslocar.

Dados do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) indicam que, das 37,1 mil unidades lançadas no ano passado, 15,1 mil eram sem vaga de garagem (40,9%). Em números absolutos, a maioria se concentra nas zonas leste e sul, mas é no centro, onde a oferta de serviços e transporte público é maior, que as unidades sem vaga superam lançamentos para quem tem veículos. Só até março foram inaugurados 844 apartamentos sem estacionamento.

Para especialistas, os lançamentos acompanham tanto a exigência da nova lei quanto mudanças no perfil do paulistano, menos conectado com os carros. Também atendem à necessidade de baratear os empreendimentos, enquadrando-os em regras de financiamento do programa Minha Casa Minha Vida, para caber no bolso do comprador, em meio à crise.

O Plano Diretor estabeleceu que prédios no entorno de corredores de ônibus e estações de metrô tenham, no máximo, uma vaga de garagem por apartamento – é preciso que a construtora pague valor extra à Prefeitura caso queira mais espaço para veículos. Antes, uma vaga era o mínimo exigido. As diretrizes do plano foram detalhadas pela Lei de Zoneamento, de 2016. O objetivo é justamente desestimular o uso de carros em áreas adensadas, onde há oferta de transporte público.

Segmentados. O resultado das mudanças foi uma diversificação nos novos empreendimentos. “Tem prédios com apartamentos de duas vagas e estúdios sem vagas”, exemplifica Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. Em média, os apartamentos sem vagas lançados no ano passado tinham 36 m² – bem menores do que a média com vaga, de 68 m².

“É um movimento natural quando a cidade fica muito adensada. Em Nova York, as pessoas não têm carro privado e a nova geração tem a mentalidade de que o carro é quase um prejuízo”, afirma Deborah Seabra, economista do Grupo ZAP, portal de imóveis.

Para Valter Caldana, professor de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, a lei sobre uso do solo em São Paulo “escutou” uma demanda. “Havia um segmento muito grande desejoso de morar em zonas centrais, pagando mais barato. E esse segmento dispensa o automóvel.”

Os jovens são a cara desse movimento, diz Caldana, mas não são os únicos entusiastas. Mudanças nos padrões de família (que estão cada vez menores) e de consumo (de mais experiências e menos volume) ajudam a explicar a onda. O compartilhamento de serviços também impulsiona a escolha pelos novos apartamentos. “É para preferencialmente andar a pé, de patinete ou bicicleta. É um novo perfil de pessoas que preferem morar em lugar menor, mas próximo do trabalho, escola, lazer e áreas de consumo.”

No lugar de carros, bikes e patinetes

No lugar da garagem, empréstimo de bicicletas e patinetes. Novos empreendimentos sem estacionamento apostam na diversidade de meios de locomoção para atrair moradores. “Nossa tese é de que a pessoa pode usar outros modais ou transporte público. Cada vez menos pessoas querem pagar pelas vagas”, diz Alexandre Frankel, CEO da Vitacon. No ano passado, a construtora lançou um empreendimento na região da Avenida Paulista sem vagas, mas com patinetes para compartilhar.

Aposta parecida foi a da MAC Construtora e Incorporadora, com dois novos empreendimentos sem vagas – um na Liberdade, na região central, e outro em Moema, na zona sul. Nesses, foram instalados bicicletários com bikes à disposição dos condôminos – os moradores é que regulam o uso dos equipamentos, explica Ricardo Pajero, gerente comercial da MAC.

Outra tendência é trazer o trabalho para dentro do condomínio. “Os prédios vão começar a receber um ou dois andares de coworking. Essa mudança vai começar a aparecer em breve”, afirma Antonio Claudio Fonseca, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie.

Fonte: https://www.terra.com.br

Por: Júlia Marques e Priscila Mengue

Moradora de apê de 25 m² dá dicas para quem vive m uma quitinete

A jornalista Thassiana Carias decidiu criar um perfil no Instagram para dividir dicas de como se adaptar a espaços pequenos

Entrevista Thassiana Carias (Foto: Reprodução/Instagram)

Thassiana Carias e Bilbo no studio de 25 m² (Foto: Reprodução/Instagram)

Nascida em Cataguases, uma cidadezinha no interior de Minas Gerais, a jornalista Thassiana Carias mudou-se para o Rio de Janeiro em 2010. Lá dividiu apartamento por sete anos, até que decidiu que era hora de ter um cantinho para chamar de seu. “Eu não pensava em conjugado, porque tinha um ‘pré-conceito’ desses lugarzinhos tão pequenos. Me dava a impressão de bagunça, tumulto. Mas quando fiz as minhas contas, vi que não conseguiria arcar com um apartamento maior. Então não teve muito jeito”, conta a jornalista.

O primeiro passo foi chamar as amigas mais próximas para ajudar na busca pelo kitnet perfeito. “Fiz uma planilha de todos os apês que eu gostaria de visitar e nas colunas ao lado, os detalhes de preço e os pontos fortes de cada um”, explica. Apesar de ter visitado mais de 10 apartamentos em um único dia, foi o primeiro deles, com 25 m², o eleito. “A janela enorme me encantou”, afirma. “Em uma semana agitei tudo o que precisava e me mudei. Dia 01/12/2017 começava a minha história com essa caixinha alugada.”

A mudança aconteceu bem na época da black friday e as promoções ajudaram a economizar nas compras. “Em um primeiro momento sugiro adquirir os básicos: geladeira, fogão, micro-ondas. Mas sempre considero alguns itens de decoraçãojunto, só pra começar a dar aquela cara de lar, sabe? No meu caso foram o sofá e o papel de parede, que entraram junto comigo no apê”, revela Thassiana. Outra dica na hora de decorar é olhar sempre os móveis em lojas de usados. “Minha arara e cômoda foram compradas em um site desses e eram quase novos. Paguei bem barato por eles”, conta.

Morar em um apê pequenino deu vários insights para a jornalista que, impulsionada pelas amigas, decidiu criar um perfil no Instagram – o @apertoape – para dividir as dicas de como otimizar espaço e deixá-lo mais aconchegante. “Fiz uma pesquisa rápida e não encontrava perfis nacionais que mostrassem ideias possíveis e acessíveis só para conjugados, kitnets, studios e caixinhas. Vi uma oportunidade de dividir conteúdo, de criar uma rede de troca entre pessoas que vivem nesses pequenos espaços. Foi assim que, em novembro de 2018, nasceu o Apertô”, explica Thassiane.

Entrevista Thassiana Carias (Foto: Reprodução/Instagram)

Bilbo posa na cama, ao fundio o papel de parede queridinho de Thassiana (Foto: Reprodução/Instagram)

O perfil já acumula mais de 8 mil seguidores que além de conferir as dicas diárias da jornalista, também acompanham as poses de Bilbo, o buldogue francês cheio de charme da moradora. Para saber mais sobre a experiência de morar um apartamento pequeno alugado, conversamos com Thassiane que listou ainda algumas ideias para quem também mora em uma “caixinha”, como ela apelidou seu apê.

Casa e Jardim | Quais foram as maiores dificuldades para se adaptar aos 25 m²?
Thassiana Carias | 
Acho que a maior dificuldade foi perceber que não daria para colocar muita coisa ali. Morar em uma caixinha não significa morar em uma casa tumultuada. É preciso repensar cada detalhe, priorizando sempre a ideia de otimizar o espaço. Qualquer peça muito grande, pode engolir o (mini)ambiente. Por isso, é MUITO importante medir tudo antes de comprar. Pode acreditar: não é um mero detalhe. É necessidade. E claro, pesquisar inspirações é uma ótima opção para encontrar soluções maravilhosas.

CJ | E os maiores aprendizados?
TC | 
Que mesmo os lugares bem pequenos podem virar cantinhos aconchegantes. Lar independe dos metros quadrados que a gente tem. Se a gente usa a nossa criatividade, vai ver que tem sempre uma solução para deixá-lo do jeito que a gente quer. Apesar de aprender a ficar comigo mesma e amar os meus momentos em casa, só eu e o Bilbo, eu adoro receber pessoas. E isso não é impossível morando em um conjugado! Em um aniversário, reuni 10 mulheres no apê. Foi maravilhoso!

CJ | Uma pesquisa revelou que quem vive em espaços pequenos é mais amigo do meio ambiente, pois produz menos lixo e usa menos recursos naturais. Você concorda? Como funciona na prática?
TC |
 Viver em um lugar pequeno faz com que a gente gaste menos luz, água e gás. É verdade mesmo. O que, além de ser uma forma sustentável, também é uma economia para o bolso. Outro ponto a se considerar são os gastos materiais. Por exemplo: eu tenho uma arara e uma cômoda. Decidi abrir mão do guarda-roupa porque queria ter algo mais funcional, que trouxesse um ar mais decorativo para casa. Com isso, tive que manter só as peças-chaves. Blusas e saias que se combinam, sapatos que servem para todas as roupas. Não chega a ser um armário-cápsula, mas certamente é muito mais consciente do que o que eu sustentava antes. 

Entrevista Thassiana Carias (Foto: Reprodução/Instagram)

Os objetos de decoração fazem a diferença para quem mora em miniespaços. Os quadros são os coringas de Thassiane (Foto: Reprodução/Instagram)

CJ | Quais dicas de decoração você dá para quem está mudando para um miniapê?
TC |
 Acho que primeiro de tudo é fazer uma decoração que tenha a sua cara. Tem que descobrir o estilo que você gosta, o que te traz um ar de aconchego. Depois disso decidido é hora de adaptar esse desejo para a sua realidade. Tem coisa que não vai caber (por isso é importante ter sempre uma fita métrica em mãos!), mas acredite: dá pra substituir por algo menor e que proporcione o mesmo sentimento. Por exemplo: eu não tenho divisória entre o quarto e a sala. Pensei em colocar um biombo ou um móvel dividindo, mas vi que ficaria muito apertado. O que eu fiz pra criar essa divisória imaginária foi aplicar um papel de parede feito de tecido, na largura da cama. Pronto! Ficou uma gracinha e dá a impressão de que temos dois cômodos em um só.  Sofá foi outra questão. É difícil achar um pequeno que fique confortável. Mas as promoções estão aí pra isso: encontrei um de dois lugares e por um precinho maravilhoso. Por ele ser rosa, uma cor pouco comum, acabou saindo por um valor bem menor.

Tem gente que acha que apartamento pequeno deve ter pouca cor. Nada disso! Ele pode ser, sim, colorido. Só tem que ter o bom senso em respeitar o espaço de cada decoração. E entender que até uma agulha faz a diferença.

CJ | O que você mais valoriza na experiência de morar em um apartamento pequeno?
TC |
 Eu acho que a gente precisa encorajar mais as pessoas a fazerem as suas próprias mudanças em casa. É tão gratificante quando a gente decide pintar uma parede ou aplicar um papel de parede sozinha (como foi o meu caso) e ver o resultado depois. Claro que vai dentro das limitações de cada um, mas decorar a casa usando seu instinto é maravilhoso. É o que eu sempre falo: lar é para ser uma extensão de quem você é. A gente pode ver coisas lindas nos outros perfis, nas revistas, nos sites, mas a decoração da sua casa tem que fazer sentido pra você. Nada melhor do que se ver em cada detalhe. É o que dá sentido à frase “ se sentir em casa”.

Entrevista Thassiana Carias (Foto: Reprodução/Instagram)

Thassiana optou por não ter guarda-roupa, assim armazena suas vestimentas em arara e cômoda (Foto: Reprodução/Instagram)

Fonte: revistacasaejardim.globo.com

POR JULYANA OLIVEIRA

Mercado imobiliário de São Paulo mantém ritmo de crescimento em abril

A Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP apurou em abril de 2019 a comercialização de 2.541 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado foi 14,9% inferior ao total comercializado em março (2.987 unidades) e 41,0% superior às vendas de abril de 2018 (1.802 unidades).

No acumulado de 12 meses (de maio de 2018 a abril de 2019), as 31.700 unidades comercializadas representaram aumento de 16,0% em relação ao mesmo período entre 2017 e 2018, quando as vendas totalizaram 27.319 unidades.

Já os lançamentos, de acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), totalizaram 3.136 unidades residenciais na Capital, volume 50,7% superior ao mês de março de 2019 (2.081 unidades) e 161,1% acima do apurado em abril de 2018 (1.201 unidades). De maio de 2018 a abril de 2019, os lançamentos somaram 39.641 unidades, 25,4% acima das 31.619 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior.

O destaque de abril ficou com os imóveis de 2 dormitórios, que lideraram em quase todos os indicadores, registrando maior volume de vendas (1.602 unidades), lançamentos (1.866 unidades), imóveis ofertados (13.048 unidades) e maior VGV (R$ 472,9 milhões).

Imóveis econômicos

O levantamento apurou 887 unidades vendidas e 1.525 unidades lançadas no mês no segmento econômico. A oferta totalizou 6.426 unidades disponíveis para venda e o VSO (Vendas Sobre Oferta) foi de 12,1%. Nos outros segmentos de mercado, a pesquisa identificou 1.654 unidades vendidas, 1.611 unidades lançadas, oferta final de 14.724 unidades e VSO de 10,1%.

Conclusão
Desde fevereiro, a Pesquisa do Mercado Imobiliário vem apresentando números de vendas e lançamentos superiores aos registrados no ano passado, quando comparados os dados mensais. Tal comportamento demonstra que, apesar das dificuldades da economia, os negócios imobiliários continuam sendo realizados.

Os dados de abril apontam crescimento de 41,0% nas vendas e 161,1% nos lançamentos, ambos em relação ao mesmo mês de 2018. As vendas apresentaram queda de 14,9% em relação a março, quando foi registrado um dos melhores resultados dos últimos seis anos para o mês. O lançamento de 3.136 unidade em abril representou aumento de 50,7% frente a março, mês em que foram lançadas 2.081 unidades, com importante participação de empreendimentos econômicos.

Segundo Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, o comportamento reflete o bom momento do segmento econômico, mas desperta preocupação por parte das empresas em relação ao futuro dos programas habitacionais do governo, bem como aos recursos disponíveis para financiar a demanda. “Os ajustes ao Minha Casa, Minha Vida são fundamentais, para a sobrevivência desse segmento, que, no ano passado, respondeu por parcela significativa do mercado”, disse.

Além disso, apesar dos resultados positivos no ano, a escassez de terrenos que possibilitem a incorporação imobiliária na cidade de São Paulo, devido à falta de calibragem da Lei de Zoneamento, continua a preocupar os empreendedores. “Nunca é demais lembrar que nossa atividade é de longo prazo. Da aquisição do terreno até o lançamento, o ciclo de uma incorporação demora anos e qualquer gargalo em alguma etapa do processo pode comprometer a oferta futura de imóveis”, reitera Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos da entidade.

Para o presidente em exercício do Secovi-SP, Caio Portugal, é importante que as autoridades públicas olhem para o setor com uma visão mais ampla. “Além de oferecer moradias, por meio de suas diversas atividades, o setor contribui para o planejamento das cidades e estimula o desenvolvimento econômico e social, à medida que aciona uma extensa cadeia produtiva, gera empregos, diretos e indiretos, renda e tributos.”

Portugal reforça ainda a necessidade urgente de aprovação da reforma da Previdência, a fim de que o País consiga equilibrar as contas públicas, atrair mais investimentos e retomar o rumo do crescimento econômico sustentável.

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

(Redação – Investimentos e Notícias)

Small is beatiful (ou o que dá prá pagar). Bem-vindo ao “co-living”

Em um prédio de 243 micro apartamentos na Vila Olímpia, 350 jovens experimentam um novo jeito de morar.

Os apartamentos de 23m² a 44m² são decorados, mas nenhum tem sala de estar, de jantar, ou lavanderia: tudo é compartilhado na área comum do prédio, que conta ainda com lounges, academia, espaço de coworking, wifi, tv a cabo e porteiro 24 horas.

A convivência nas áreas comuns é tanta que de lá já saiu até uma empresa de audiovisual – fundada por dois moradores que se conheceram em evento de networking.

O Kasa 99 foi inaugurado pela Gamaro há menos de um ano e está com 90% dos apartamentos locados (a R$ 3.050 por mês). É um dos primeiros empreendimentos coliving no Brasil – um jeito de morar que cada vez mais atrai os millennials no mundo todo.

Moradias comunitárias não são exatamente uma novidade: que o digam os hippies e as repúblicas estudantis. Mas agora, o mercado imobiliário está transformando a coisa num produto.

A bem da verdade, ainda não está claro o quanto os co-livings refletem simplesmente a busca por um estilo de vida mais despojado e ‘cool’ – ou apenas a falta de recursos dos millennials, que os empurra para os imóveis compactos.

Nos EUA, com os preços dos imóveis nas alturas e os jovens adiando a formação de famílias, a Cushman & Wakefield (http://www.cushmanwakefield.com/en/research-and-insight/2019/coliving-report) estima que a oferta de unidades de co-living deve triplicar nos próximos dois ou três anos.

O próprio WeWork já capturou a tendência e adaptou seu modelo para o mercado residencial criando a WeLive, que já está em Nova York e Crystal City, na Virgínia, a cidade que vai receber o segundo HQ da Amazon. Seattle é o próximo destino.

Outra startup desbravando o nicho é a Ollie, mais upmarket e cujos serviços se parecem mais com uma hotelaria de longa permanência – o inquilino não precisa levar nem lençol ou xampu. A maioria dessas empresas só opera os empreendimentos.

Em São Paulo, esse tipo de prédio começou a aparecer com mais força há cerca de cinco anos, após mudanças no plano diretor que estimularam o adensamento de prédios em terrenos localizados próximos ao metrô e a corredores de ônibus – dispensando a garagem.

Na Vitacon, o CEO Alexandre Frankel viu aí uma oportunidade – e levou o conceito de adensamento ao extremo, com studios a partir de 10m² (Ele jura que as condições de sobrevivência são humanas.)

Enquanto o mercado olhava pra longe em busca de amplos terrenos, a Vitacon se voltou para áreas centrais, próximas a centros comerciais, universidades e linhas de metrô. Para o negócio ficar de pé, o jeito foi encolher o apê.

Na última década, a área útil média dos lançamentos em São Paulo caiu de 107m² para 69m², segundo dados do Grupo ZAP. O segmento de apartamentos compactos foi o único que se mostrou resiliente durante a crise. Apartamentos de até 30m² já representam 14% dos lançamentos – mais que o dobro de três anos antes.

A Vitacon nasceu incorporando para vender, mas cada vez foca menos em bricks e mais em bytes.

Fonte: incorporacaoimobiliaria.com

6 Apartamentos de 30 m² com ótimas ideias de decoração


Dicas para aproveitar a pouca metragem do imóvel, integrando ou não os ambientes

Cabe uma vida inteira em 30 metros quadrados. Duvida? Trazemos a seguir 6 projetos que aproveitam com sabedoria a pouca metragem e dão algumas ideias de decoração, seja você um fã de ambientes integrados ou do mínimo de privacidade. Para conferir mais detalhes de cada projeto, basta clicar no título ou na foto.

1. PRIVACIDADE COM COBOGÓ

Um apartamento pequeno que fosse aconchegante e se destacasse dos demais – essa foi a demanda para este imóvel de apenas 27 m² no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. As profissionais do escritório TRIA Arquitetura utilizaram o cobogó para garantir a entrada de luz natural no imóvel, dando certa privacidade ao quarto, mas sem fechar completamente o ambiente.

projeto-tria-arquitetura-apartamento-studio (Foto: Alessandro Guimarães / Divulgação)

SALA E QUARTO | Mesa de centro da Oppa. Tapete da Tok & Stok. Base da cama que se estende como banco, de madeira freijó. Futon da Leroy Merlin. Ao fundo, atrás da cama, persianas da Dekora escondem a parede de vidro do banheiro
(Foto Alessandro Guimarães / Divulgação)

2. MÚLTIPLAS FUNÇÕES

Destinado para aluguel, este apê estúdio de 30 m², projetado por Leandro Neves, é inteiramente conectado. Isso significa que pode-se ver a luz do janelão, ao lado da cama, transbordar pela cozinha e banhar a sala no meio do caminho. Cores sóbrias dominam a construção e o destaque fica por conta das texturas. O aparador tem múltiplas funções, servindo de banco para a mesa, tendo gavetas para armazenamento de objetos e se estendendo até a estante ganhando ares de rack.

Os 30 m² são iluminados pelo janelão ao lado da cama. A luz transborda dali e chega até a cozinha em prisma (Foto: Divulgação)

Os 30 m² são iluminados pelo janelão ao lado da cama. A luz transborda dali e chega até a cozinha em prisma (Foto: Divulgação)

3. ESPAÇO 3 EM 1

Como parte de um projeto que visa mostrar como o design pode aproveitar ao máximo um espaço pequeno, o arquiteto canadense Graham Hill montou um apartamento de 33 m² que “funciona como se tivesse o dobro do tamanho”. O mesmo espaço que serve como living ou sala de jantar também se transforma em um quarto. A cama desce de um armazenamento na parede, enquanto portas dos dois lados podem ser abertas para revelar criados-mudos.

Apartamento LifeEdited2 (Foto: Divulgação)

Os assentos podem ser direcionados à televisão, formando uma sala de TV, ou então reorganizados ao redor da mesa, para formar um espaço de jantar. A mesa de madeira pode se extender e acolher até 10 pessoas
(Foto: Divulgação)

4. MÓVEIS COMO DIVISÓRIAS

Quando escolheu viver em um apartamento de apenas 33 m², o jovem morador buscava funcionalidade em cada espaço, para isso, procurou o escritório Sesso & Dalanezi. A grande aposta dos profissionais foi no uso da marcenaria para delimitar os espaços da sala, cozinha e quarto, e aproveitar cada cantinho do apartamento. O estúdio tem ainda uma varanda, que foi pensada para receber os amigos com mesa de jantar e sofá.

projeto-sesso-dalanezi (Foto: Mariana Orsi/Divulgação)

AMBIENTE ÚNICO | O apartamento é composto por um espaço integrado. Ao fundo, varanda foi pensada para receber os amigos. Cortina da Sol & Art (Foto Mariana Orsi/Divulgação) (Foto: Mariana Orsi/Divulgação)

5. MARCENARIA PLANEJADA

Transformar 30 m² em uma casa completa exigiu planejamento por parte da arquiteta Ana Cecília Toscano e da designer de interiores Flávia Lauzana. Sala de estar, quarto, cozinha e banheiro foram todos encaixados na planta, com circulação livre e confortável. Onde há espaço, existe um armário: gavetões sob a cama guardam o enxoval, e um alçapão ainda armazena um colchão extra.

A cozinha é pequena, mas completa. Cooktop, forno e microondas dividem espaço com as prateleiras suspensas e seu vitrô móvel. Na parte de baixo, um armário guarda os utensílios do dia a dia  (Foto: Evelyn Müller/Divulgação )

A cozinha é pequena, mas completa. Cooktop, forno e microondas dividem espaço com as prateleiras suspensas e seu vitrô móvel. Na parte de baixo, um armário guarda os utensílios do dia a dia (Foto: Evelyn Müller/Divulgação )

6. ESPELHOS POR TODO LADO

Neste apartamento de 30 m² em Santo Amaro, São Paulo, a primeira decisão foi demolir a parede que separava o quarto e a sala, tornando o dormitório e a área social integrados. O sofá-cama posicionado em frente à cama permite receber amigos e familiares e o espaço extra da cama tipo baú ajuda a organizar o espaço do dormitório. Para trazer a sensação de amplitude, o armário e a parede ao lado da cama foi toda revestida com espelhos.

A cama, com almofadas da Codex, tem cabeceira da Crezildo Couros (Foto:  Mariana Orsi/Divulgação)

A cama, com almofadas da Codex, tem cabeceira da Crezildo Couros
(Foto: Mariana Orsi/Divulgação)

Fonte: revistacasaejardim.globo.com

Caixa anuncia redução de juros do crédito imobiliário


O banco público anunciou hoje a redução dos juros do crédito imobiliário e igualou as taxas do Sistema Financeiro da Habitação e do Sistema Financeiro Imobiliário

A partir da próxima segunda-feira, os mutuários da Caixa Econômica Federal vão poder contrair financiamentos para a casa própria com juros menores.

A taxa mais alta cobrada pelo banco caiu de 11% ao ano mais a TR, Taxa Referencial, para 9,75% ao ano mais a TR. Atualmente a TR está em zero. A taxa mais baixa, paga pelos correntistas ou quem tem algum tipo de relacionamento com a Caixa, passou de 8,75% ao ano mais TR para 8,5% ao ano mais TR. A Caixa concentra cerca de 70% do crédito imobiliário no país.

O Sistema Financeiro de Habitação é voltado para os financiamentos de imóveis de menor valor e tem parte das unidades financiadas com recursos do FGTS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Enquanto o Sistema Financeiro Imobiliário é destinado a imóveis com valor acima de 1 milhão e meio de reais, sem cobertura do FGTS. Por abranger unidades mais caras, tradicionalmente o SFI cobrava juros mais altos que o SFH.

As novas taxas valerão não apenas para a aquisição de imóveis novos, mas também para o financiamento de imóveis usados, a compra de terreno para construção, a construção em terreno próprio, além de ampliações e reformas.

O banco anunciou, ainda, a renegociação de dívidas imobiliárias de pessoas físicas. O devedor poderá pagar uma entrada à vista e incorporar as parcelas atrasadas nas prestações seguintes. O mutuário também poderá abater das prestações o saldo do FGTS ou mudar a data de vencimento das parcelas.

Segundo a Caixa, o cliente terá a opção de procurar uma agência para tentar um acordo personalizado. O banco está disposto a perdoar multas em alguns contratos.

Conforme a Caixa, a renegociação vai beneficiar 600 mil famílias devedoras, o que representa mais de 2 milhões de pessoas.

Fonte: http://radios.ebc.com.br

Minimalista, colaborativo, sustentável e de alto padrão: esse é o imóvel do futuro

Quais as inovações e os itens mais procurados nos produtos imobiliários de alta demanda? Essa questão foi respondida pelo arquiteto e paisagista, Benedito Abbud, e o pelo estatístico e presidente da Datastore, Marcus Araújo, no ciclo dois do roadshow sobre tendências do mercado imobiliário, promovido pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), em Curitiba/PR.

Leonardo Pissetti, presidente da Ademi-PR,

“O mercado imobiliário tem passado por grandes transformações. A maior delas está relacionada à redução das metragens para as novas famílias, bem como o surgimento de novos programas imobiliários para apartamentos e casas em que impera o minimalismo, e não apenas quanto estilo de decoração. A particularidade dessa nova demanda quanto a interesses e usos impacta diretamente a concepção dos empreendimentos”, comenta o presidente da Ademi-PR, Leonardo Pissetti.

Segundo Marcus Araújo, a tendência é de um enxugamento de 10% a 15% da área privativa dos apartamentos para qualquer programa imobiliário. Mas atenção: a redução do tamanho não vale para a suíte, nem para a varanda gourmet. “Hoje as pessoas compram o que precisam”, ressalta o presidente da Datastore.

Marcus Araújo, estatístico e presidente da Datastore

O processo de redução dos apartamentos se dá pela mudança no estilo de vida e na composição familiar da nova geração – em que as pessoas que moram sozinhas e os casais sem filhos são maioria – e se reflete numa diminuição na área dos terrenos. Araújo estima que, até 2025, os terrenos devem ficar até 50% menores do que os atuais, tendo entre 200 e 300 metros quadrados. “O tamanho dos imóveis diminuiu, mas não o padrão”, ressalta.

Os solteiros convictos entram na era digital e, segundo Araújo, a partir de 2020, os apartamentos de 1 quarto tornam-se espaços de 20 a 40 metros quadrados, com vão livre para formatar o ambiente da maneira que desejar, com direito até à varanda gourmet.

Os apartamentos de 4 quartos começam a se tornar produtos de nicho, atendendo às raras famílias com mais de um filho. E ganham um adicional em sua configuração: criam-se mini plantas dentro dos apartamentos maiores para locação nos aplicativos, como o Aibnb. As multipropriedades, baseadas mais em adesão, do que em domínio, crescem em relevância na preferência dos compradores.

Além disso, as áreas de lazer dos empreendimentos imobiliários passam por um processo de reformulação, afastando-se do conceito de condomínio-clube. “A prioridade será por itens clássicos e mais compactos, que gerem menos manutenção e um valor menor de taxa de condomínio”, explica Araújo.

Benedito Abbud, arquiteto e paisagista

Experiência – Os serviços do condomínio também devem seguir essa era de mudanças, com aplicativos para moradores com acesso a câmeras de vigilância, recados e cotidiano do condomínio e locais para armazenamento de itens comprados pela internet (inclusive espaços refrigerados). A palavra de ordem será “compartilhar”: em casa, no trabalho e até a bicicleta.

Segundo Araújo, até a forma de vender o imóvel vai passar por transformação. “A compra será ponta a ponta, ou seja, o produto será adquirido direto pelo consumidor, por meio da internet”, prevê.

A sustentabilidade vira um imperativo e o verde invade os prédios, os loteamentos e as cidades retrofitadas, explorando os cinco sentidos através do projeto arquitetônico e do paisagismo. É isso que prevê o arquiteto e paisagista, Benedito Abbud. “Entramos numa era em que o luxo é para todos, independentemente do tamanho do imóvel, e mesmo o econômico precisa ser bem feito. Morar torna-se sinônimo de experiência, especialmente para o esporte o lazer, e os projetos ganham um toque de gentileza urbana”, explica.

Fonte: cbic.org.br

Mercado imobiliário se molda a preferências de paulistanos

84% dos contratos firmados nos primeiros 4 meses de 2019 foram para apartamentos, indica pesquisa Foto: DREAMSTIME


Ao alugar ou comprar imóvel, consumidores consideram mais a proximidade com metrô e linhas de ônibus que com o espaço físico do empreendimento

O mercado imobiliário vem percebendo mudanças nas preferências dos paulistanos em relação à compra de imóveis. O tamanho dos empreendimentos está perdendo para a localização. Além disso, a opção de alugar ao invés de comprar tem se fortalecido.

Para o vice-presidente de intermediação imobiliária e marketing do Secovi-SP, Elbio Fernandez Mera, as principais mudanças nas preferências dos paulistanos seguem dois modais. O primeiro é o de mobilidade, ou seja, os consumidores têm apostado mais em comprar ou alugar imóveis considerando sua proximidade com estações de metrô e linhas de ônibus do que em relação ao tamanho.

“As pessoas querem morar a, no máximo, 30 minutos de onde onde trabalham”, afirma. Esse critério, segundo ele, acaba sendo mais importante que as características do apartamento ou da casa negociada, como o tamanho.

Outro modal que tem conduzido as preferências do paulistano, na visão de Mera, é a proximidade com as opções de lazer da cidade. Ele explica que as regiões ao entorno de parques, por exemplo, estão bem valorizadas e com grande demanda. “Os consumidores querem estar próximos de áreas verdes e ter um local para ‘esticar as pernas’ no fim de semana”, comenta o executivo.

Já para o economista-chefe do Grupo ZAP, portal de informações sobre o mercado imobiliário e de classificados, Sergio Castelanni, a principal mudança no perfil do consumidor foi o crescimento das buscas por aluguel.

Na visão do especialista, o gatilho para essa alteração foi o período de crise enfrentado pelo segmento nos últimos anos. “Os consumidores que queriam comprar um empreendimento, com a crise, passaram a querer alugar. Ou então procuraram por uma casa menor”, analisa.

De acordo com ele, o ápice da crise no mercado imobiliário ocorreu entre 2012 e 2013, com preços estagnados e, em alguns casos, com queda. Segundo um estudo da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), divulgado nesta semana, em 2012, foram comprados ou vendidos 146.779 imóveis. Nos últimos 12 meses, encerrados em março, esse número caiu para 112.956 unidades.

Castelanni avalia que, embora a procura por locação esteja cada vez maior, o mercado nacional de aluguéis de imóveis ainda é pequeno em comparação com o de países desenvolvidos. A previsão, porém, é que o segmento se consolide nos próximos anos. “As famílias estão cada vez menores e não valorizam tanto a casa própria ou imóveis muito grandes”, diz.

Fonte de renda

Mera, do Secovi-SP, considera que a percepção dos consumidores mais velhos em relação ao retorno financeiro que o mercado imobiliário oferece está fomentando a procura por locação. Ou seja, o interesse dos paulistanos, principalmente os que estão na chamada “terceira idade”, na compra de imóveis para, posteriormente, alugá-los vem ganhando força nos últimos anos.

“Quem está com mais idade pensa como vai ser sua aposentadoria. Por isso, ao analisar o cenário atual, acabam preferindo comprar um imóvel e contar com a renda de aluguel”, afirma o especialista.

Ele explica que, atualmente, o mercado vende ou aluga imóveis para três gerações diferentes. Segundo Mera, é preciso considerar as preferências dos Baby Boomers (pessoas nascidas até a década de 1960); os Millennials (nascidos entre 1980 e 1990); e os jovens da “geração z” (nascidos em meados de 2000). “Quanto mais jovem, maior a preferência por praticidade e por morar perto de locais com fácil acesso ao transporte e ao lazer”, afirma.

Além disso, os especialistas consideram que os bairros do centro ou aqueles mais consolidados e, logo, os mais valorizados, estão com a maior vantagem na preferência dos paulistanos. Segundo um levantamento divulgado pela imobiliária Lello nesta semana, considerando o primeiro quadrimestre de 2019, a média do valor de aluguéis nos bairros Pinheiros e Itaim é de R$ 3,5 mil mensais. Já em Santana, a média é de R$ 1,9 mil.

Garagens

A pesquisa realizada pela Lello também revelou que 84% dos contratos firmados foram para apartamentos, os outros 16% para casas residenciais. Um dos pontos que favorecem a escolha por apartamentos, segundo Mera, é que a maior parte das pessoas que moram na capital não necessita mais utilizar garagens.

“Pelo mesmo valor, as pessoas trocam as casas com garagem por outras que não tem espaço para veículos, mas compensam com um ou dois cômodos a mais”, diz.

Para atender a esta demanda, de acordo com Castelanni, o mercado já vem se adaptando há algum tempo. Ele explica que os lançamentos já estão sendo menores e, em muitos casos, sem garagens. “Atender a essas mudanças é um processo demorado, envolve planejamento e construção. No entanto, o segmento já está se moldando para isso”, afirma o especialista.

Fonte: www.dci.com.br

Por: Rebecca Emy • São Paulo