Arquivo do autor:Wolney Marques Feres

Preços dos imóveis devem subir na Grande São Paulo

O mercado de construção da região metropolitana está reaquecendo, após quedas nas vendas em 2015 e 2016, conforme dados divulgados pelo Secovi

Os preços de venda de imóveis em toda a região metropolitana de São Paulo tendem a aumentar em 2019. O cenário demonstra que o mercado de construção está voltando a se aquecer, prevendo uma recuperação gradual dos resultados perdidos nos anos de recessão, entre 2015 e 2016.

A análise é do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi SP). Segundo a entidade, na cidade de São Paulo, os lançamentos em 2019 devem se manter em números próximos do que foi percebido em 2018, de 32,8 mil unidades.

O valor registrado em 2018 e a projeção deste ano foram bem recebidos pelo setor, visto que a média de lançamentos gira em torno de 30 mil unidades desde 2004. Já o Valor Geral de Vendas (VGV) neste ano deve aumentar até 10% em relação a 2018, que fechou em R$ 14,4 bilhões. As outras cidades da região metropolitana de São Paulo, como Santo André e São Bernardo, também apresentam tendências de aumento no preço dos imóveis.

Segundo o presidente do sindicato, Basilio Chedid Jafet, os reajustes esperados são ainda mais altos do que os valores da capital. O mercado de construção nas cidades da região metropolitana de São Paulo deu “uma afrouxada” nos últimos anos, segundo ele.

“Muitas cidades não modernizaram sua infraestrutura e seu jeito de construir. Além disso, muitas delas fazem exigências que dificultam ou impossibilitam a construção de prédios do Minha Casa Minha Vida, projeto que ajudou a manter as vendas durante os anos de crise”, diz.

Na cidade de São Paulo, os apartamentos de até 45 metros quadrados, que abrangem os imóveis do Minha Casa Minha Vida, representaram 62% dos lançamentos em 2018.

Recuperação

Jafet diz que, após os anos de recessão em 2015 e 2016, o mercado começou a reacender em 2017, o que alavancou os resultados até maio de 2018, quando houve a greve dos caminhoneiros. Mesmo com os altos e baixos nos lançamentos e vendas do ano passado, o encerramento foi positivo. “Esperávamos um ano medíocre que, no fim, se tornou razoável e puxou as vendas em janeiro de 2019”, diz.

Segundo o vice-presidente de incorporação e terrenos urbanos do Secovi SP, Emílio Kallas, as incorporadoras estão trabalhando com uma baixa margem de lucro e, muitas vezes, sem considerar as atualizações de preços de terrenos para enfrentar a crise. Situação que deve começar a mudar em 2019, explica ele.

Kallas diz que a melhora do setor em 2019 ainda depende de algumas questões. A primeira delas é a aprovação da reforma da Previdência, que vai atrair mais investidores para o segmento, explica. As outras envolvem a flexibilização do Plano Diretor e do zoneamento da cidade junto a prefeitura. “Esperamos que até março isso se resolva”, diz.

Caso a flexibilização não seja aprovada pela prefeitura, as incorporadoras não terão terrenos o suficiente para a demanda de São Paulo, explica Jafet. “Os espaços vazios próximos da região central da cidade e de bairros mais valorizados têm muitas exigências para iniciar uma construção. A obrigatoriedade de recuos é uma delas, o local que realmente pode receber uma edificação é muito pequeno”, diz.

Segundo a entidade, o Plano Diretor implementado durante a gestão de Fernando Haddad (PT) não corresponde as necessidades de moradia da cidade.

Fonte: www.dci.com.br

Rebecca Emy • São Paulo

5 motivos para investir no mercado de loteamentos neste ano.

(Pixabay)

O mercado de loteamento, responsável pela criação e expansão das cidades, existe há mais de 100 anos no Brasil e é um setor que ainda tem muito a crescer. Pensando nisso, Mariana Tanaka, Head of Growth, Product & Marketing da Glebba Investimentos, apresenta cinco motivos para que você, pequeno investidor, comece a ficar de olho no mercado.

1. O mercado de loteamentos é quase tão grande quanto o de incorporação

Pode não parecer, já que não se vê muitos loteamentos nas grandes metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas existem muitos terrenos espalhados nas cidades vizinhas, o que faz esse mercado ser tão grande quanto o de incorporação.

Segundo o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), em 2015 e 2016, foram lançados 63,9 mil lotes para comercialização na região.

2. O mercado imobiliário promete para 2019

2019 é um bom ano para começar a investir em imóveis, aponta Tanaka. Desde 2017, o mercado imobiliário vem dando mostras de recuperação. Só no primeiro semestre de 2018, de acordo com a Associação Brasileira de Incorporação (Abrainc), o número de unidades comercializadas na cidade de Sâo Paulo subiu 52% frente ao mesmo período do ano anterior.

Outros fatores, como a inflação em baixa, a diminuição da taxa de juros e de financiamento, o aumento do PIB Nacional e a regulamentação da Lei de Distrato fizeram com que a confiança de empresários e consumidores subisse.

3. O setor de loteamentos resiste muito bem a qualquer tipo de crise econômica

Em tempos de crise, um dos setores que continua resistindo é o de loteamentos, justamente porque o preço do lote é inferior ao preço de uma casa ou apartamento. “Os baixos preços permitem que os consumidores adquiram um imóvel próprio mesmo com a crise, e também atrai consumidores que têm o sonho do imóvel próprio mas, com a crise, não têm condições de adquirir uma casa ou um apartamento”, explica Tanaka.

4. Loteamentos podem ser mais rentáveis do que incorporações para o empreendedor

O custo de obra de um loteamento é muito menos expressivo do que o de uma incorporação. Por isso, as rentabilidades dos terrenos conseguem ser superiores, mesmo com preços de venda mais baixos.

5. Os loteamentos fomentam a economia local

Um bairro planejado pode fazer a economia de uma cidade girar. “Sua implantação beneficia não só seus futuros moradores, como toda a população do município, pois cria uma nova centralidade, levando infraestrutura a uma região da cidade que, até então, não a possuía”, ressalta a executiva.

Além dos moradores, comerciantes e prestadores de serviço locais e regionais também acabam se beneficiando, tendo a oportunidade de desenvolver seus negócios e, por consequência, agregar valor tanto ao bairro planejado quanto às regiões vizinhas.

Fonte: moneytimes.com.br

Diana Cheng

Após três anos de queda, classe média reaquece o mercado imobiliário.

De acordo com a Abecip, juros menores e a confiança dos consumidores são alguns dos fatores que explicam a retomada do setor no ano passado Créditos: Shutterstock

Tomada de crédito para adquirir casas e apartamentos sobe em 2018, segundo entidade do setor. Lançamentos totalizaram 103.342 em 12 meses

O mercado imobiliário, historicamente conhecido por ser o primeiro a entrar em crise e o último a sair dela, está em rota de crescimento novamente, após três anos de retração consecutiva. É o que constata o mais recente levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), referente aos financiamentos para aquisições ou construções de imóveis em 2018. De acordo com a entidade, alguns fatores justificam a providencial retomada: juros menores, mais confiança dos consumidores, especialmente da classe média na mira dos empreendimentos mais caros, e a promessa do governo de apertar o cinto das contas públicas e outros itens que resgatam o sonho da casa própria. No entanto, o salto de 33% no dinheiro proveniente da poupança é o que provocou o maior impacto na estatística positiva. O movimento financeiro chegou a R$ 57,4 bilhões, como aponta Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

Antes, a demanda era sustentada muito mais pelo modelo popularizado Minha casa, minha vida. “A hipótese de que as contas públicas fiquem sob controle ajudou a derrubar os juros de longo prazo. A medida é fundamental na composição das taxas imobiliárias nos bancos”, explica o economista Renato Torres, especialista em mercado de crédito pela Fundação Getulio Vargas (FGV). “Antes das eleições presidenciais, os contratos a vencerem em 2029 mantinham taxas a 12%, mas recuaram a 9%”, diz.

A pesquisa da Abecip aborda o crédito apenas para imóveis prontos, mas a entidade prevê aumento da demanda também nos estandes de vendas, com imóveis na planta. Já os lançamentos para essa faixa evoluíram 54% nos 12 meses, até novembro de 2018, como expõe o último relatório da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). O comparativo se refere a igual período em 2017. Os empreendimentos do Minha casa, minha vida subiram menos (24%), mas representam 75% das unidades construídas neste segmento.

Os dados da Abrainc, em linha com os da Abecip, endossam um ambiente mais positivo para a indústria da construção e da volta da classe média às compras da casa própria. Pelos números da associação, os lançamentos de imóveis atingiram 10.853 unidades em novembro de 2018 e totalizaram 103.342 no acumulado de 12 meses. O volume é 31,1% superior ao registrado nos 12 meses anteriores. As vendas de imóveis novos somaram 11.262 unidades no último mês para 115.876 unidades nos últimos 12 meses — alta de 7,4% frente aos 12 meses precedentes.

No balanço parcial de 2018, os lançamentos e vendas de imóveis novos totalizaram, respectivamente, 89.642 e 104.590 unidades. Em comparação ao mesmo período do ano passado, os resultados representam um aumento de 30,3% nos lançamentos e de 6,6% nas vendas de novos. Entre os destaques até novembro último, cresceram os lançamentos residenciais de médio e alto padrão (MAP) — aumento de 50,6% em volume comparativo a igual período em 2017. “Tenho a certeza de que tudo começou a mudar para muito melhor. As medidas já adotadas estão aí para confirmar meu otimismo”, disse Luiz Antônio França, presidente da Abrainc. Quanto aos últimos 12 meses, os empreendimentos de médio e alto padrão significaram 23,3% das unidades residenciais lançadas e 29,5% das unidades residenciais vendidas. Ou seja, a classe média está, indiscutivelmente, de volta aos plantões de venda.

Locação

Se por um lado há uma clara demanda em crescimento, por outro, o mercado de locações passa por uma superoferta de opções. Com isso, nem os proprietários nem os inquilinos conseguem encontrar facilmente um denominador comum quanto ao preço mensal do imóvel. O cálculo recomenda um detalhado comparativo entre os preços de imóveis idênticos ao que se pretende alugar. O mercado estava habituado a cobrar 0,5% do valor do imóvel. Assim, um apartamento avaliado em R$ 500 mil teria um possível aluguel de uns R$ 2,5 mil. É o que se via em 2013 às vésperas da recessão de 2014. Em 2018, o aluguel representava pelo menos 0,37% do valor presumível do imóvel.

Durante a crise que castigou o ramo imobiliário, os preços nas vendas pararam de subir. Consequentemente, as ofertas nas locações disparavam como nunca. Os reajustes nos aluguéis oscilavam abaixo dos índices inflacionários. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que calcula mensalmente a taxa de rentabilidade, em janeiro de 2015 o valor de venda dos imóveis havia subido 12,7%, em 12 meses. Em 2017, último ano da crise, esse valor de venda havia caído apenas 0,74%, em 12 meses. As locações, que subiram 1,6% em janeiro de 2015, caíram 2,9% em janeiro de 2017. Comprar ou alugar o imóvel depende basicamente das conveniências dos interessados.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

O papel da imobiliária na compra do imóvel.

imov - O papel da imobiliária na compra do imóvel

Comprar imóvel não é uma tarefa fácil, principalmente quando levamos em conta o alto investimento necessário. Muitas pessoas economizam durante toda a sua vida para conseguirem a conquista desse sonho. No entanto, é comum que várias dúvidas surjam nesse período, fazendo com que os interessados busquem pela ajuda de profissionais especializados. Contar com o auxílio de uma imobiliária, por exemplo, pode ser de grande valia.

Além de solucionar as principais dúvidas, os profissionais desse tipo de empresa poderão assumir algumas responsabilidades, facilitando o processo de aquisição de um imóvel. Atividades como o acompanhamento de negociações, o conhecimento sobre as principais práticas do mercado, a responsabilidade civil do intermediador e o dever da probidade e da fé são algumas vantagens consideráveis. Existem, ainda, outros pontos positivos de se contar com esse apoio. Sabendo a importância desse assunto a Construtora Trisul listou o papel principal da imobiliária no processo de compra de um imóvel:

Qual a função da imobiliária?

A imobiliária é um tipo de empresa que tem como função principal intermediar a venda de um imóvel. Em outras palavras, podemos dizer que é a responsável por encontrar uma casa ou apartamento para uma pessoa interessada e, também, encontrar um comprador para os imóveis cadastrados. Muitas pessoas preferem contar com a ajuda de um corretor autônomo ou tentar realizar todo o processo sem a ajuda de profissionais especializados. Entretanto, uma imobiliária renomada no mercado trará total credibilidade para a negociação.

Você saberá exatamente com quem está lidando, tendo certeza que pode confiar nas decisões tomadas durante todo o processo. Os anos de mercado e as diversas transações realizadas por essas empresas são experiências únicas e válidas. Dificilmente um profissional autônomo terá a mesma gama de conhecimento a oferecer que uma imobiliária. Além disso, será mais fácil encontrar uma imobiliária que tenha total domínio sobre determinado tipo de imóvel que você busca e, também, sobre as principais ofertas em uma localidade específica. Essa alternativa é uma grande vantagem, principalmente quando o morador decide mudar a região onde mora, buscando estar mais próximo de seu trabalho ou de outras atividades corriqueiramente realizadas. Essa será uma forma de ter em mãos as melhores oportunidades de negócio disponíveis no mercado. Não podemos deixar de mencionar que a imobiliária tem como uma de suas atribuições acompanhar o processo de negociação. Assim, todo o processo de transação será realizado sem maiores problemas, de uma forma simples e rápida.

A função do comprador

O comprador também apresenta algumas funções e obrigações que devem ser realizadas para que o processo de compra seja considerado um sucesso.O registro da propriedade e o pagamento dos impostos, como o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) é de inteira responsabilidade do comprador, bem como o pagamento das demais taxas para a escrituração. É válido ressaltar que, caso haja uma negociação entre as partes, será possível que o vendedor arque com o pagamento das taxas (ou, pelo menos, uma parte delas). Contudo, essa prática não é muito comum. Outra função do comprador é definir a forma e o estabelecimento responsável pelo financiamento. Os corretores podem ajudá-los nesse processo, mostrando as opções mais vantajosas, bem como as taxas de juros. Todavia, a decisão final é de inteira responsabilidade do comprador.

As vantagens de comprar um imóvel por meio de uma imobiliária

Como você pôde perceber ao longo deste artigo, existem algumas vantagens de se contar com uma imobiliária para comprar um imóvel. Dentre os pontos positivos, podemos destacar: segurança, praticidade, mais oportunidades de negócio e maiores possibilidades de negociação.

Segurança

Garantir a segurança na transação é fundamental para a transação. Uma imobiliária experiente é capaz de analisar toda a documentação referente ao imóvel e verificar se o bem está devidamente registrado, certificando que não há nenhum impedimento. Além disso, o know-how desse tipo de empresa pode fazer toda a diferença. Por conhecer as principais áreas da cidade e estarem familiarizados com os tipos de imóveis, os corretores saberão se a avaliação apresentada pelo vendedor está dentro da realidade ou não. Dessa forma, será possível encontrar grandes oportunidades, por conta de vendedores que estejam vendendo seus imóveis a preços abaixo do mercado — seja por uma necessidade financeira ou por outros motivos.

Praticidade

A praticidade que se ganha quando contamos com o apoio de uma imobiliária é quase imensurável. Não será necessário passar horas e horas procurando por um imóvel adequado a suas necessidades e muito menos gastar tempo visitando os bairros procurando pelas placas de “vende-se”. Todo esse processo será realizado pela imobiliária. Você precisará apenas conversar com seu corretor. Nessa conversa, ele reunirá as informações necessárias para encontrar exatamente o que você está querendo. É possível dizer que o tempo necessário para encontrar o imóvel também será consideravelmente reduzido, facilitando a compra, melhorando a experiência e realizando seu sonho de uma maneira mais rápida.

Mais oportunidades de negócio

Outro ponto positivo é que, por ter uma base de imóveis cadastrados e por conhecer as regiões da cidade, as imobiliárias poderão oferecer oportunidades que você provavelmente não encontraria sozinho. É válido dizer que a busca pelo seu imóvel não se restringirá em algumas opções, mas sim em inúmeras alternativas. Analisando suas preferências, a imobiliária poderá oferecer opções em bairros que você ainda não tinha considerado, mas que se encaixam em seu perfil. Pense nisso!

Maiores possibilidades de negociação

A negociação talvez seja o momento mais tenso do mercado imobiliário. Muitas vezes os vendedores são irredutíveis e os compradores precisam se desdobrar para conseguir realizar a compra. Alguns, inclusive, assumem um financiamento acima do limite permitido por sua realidade financeira simplesmente por não querer perder a oportunidade encontrada.

Contudo, a presença de uma imobiliária pode simplificar — e muito! — esse processo. Como os corretores já tiveram um contato inicial com os vendedores é possível que eles consigam aliar as expectativas dos vendedores com as necessidades dos compradores, permitindo que o negócio seja concretizado. Contar com uma imobiliária é essencial para o sucesso desse procedimento. Além de garantir toda a segurança necessária em um investimento de alto valor, será possível encontrar as melhores alternativas do mercado. Pense nisso antes de iniciar a busca pela realização do seu sonho.

Fonte: revistanews.com.br

Crescimento pré-moldado.

A tão esperada recuperação do mercado imobiliário no Brasil já movimenta os negócios do setor. Uma prova disso é a construção da maior fábrica de pré-moldados do Brasil, da Protendit. Depois de 60 anos de operação, a companhia decidiu erguer uma unidade de R$ 50 milhões na cidade de Potirendaba, no interior paulista. Esta será a terceira planta do grupo (as outras duas estão localizadas em São Paulo e São José do Rio Preto). Mais de 70% das obras estão concluídas. “Estamos aproveitando a retomada da economia brasileira que voltou a aquecer o ramo da construção civil. Tivemos um aumento na procura por orçamentos e de negócios fechados”, afirma o presidente do conselho, Roberto Senna. “Para atender um maior número de clientes, entramos no ramo das grandes obras, como shoppings e indústrias de grande porte, e investimos em Potirendaba, uma cidade de fácil acesso às rodovias e com disponibilidade de área.”

Veja o vídeo : 

(Nota publicada na Edição 1106 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Felipe Mendes)

Fonte: www.istoedinheiro.com.br

Como a Inteligência Artificial mudou a forma de vender imóveis no Brasil.

Para se adaptar ao novo comprador, cada vez mais online, o mercado imobiliário, até então avesso a grandes mudanças, abraçou a tecnologia

Nos últimos anos, os brasileiros passaram por mudanças radicais em seus hábitos de consumo, guiados por fatores como a disseminação da internet e dos smartphones no País. Hoje, já somos mais de 116 milhões de pessoas conectadas à rede mundial (segundo dados do IBGE) e há mais celulares inteligentes ativos no Brasil que habitantes, de acordo com um estudo da FGV.

Para se adaptar a esse novo comprador, cada vez mais online, o mercado imobiliário, até então avesso a grandes mudanças, abraçou a tecnologia. E não foi só na estrutura de novos empreendimentos, que agora trazem itens como infraestrutura para internet das coisas, pontos para recarga de carro elétrico ou mesmos aplicativos de smartphones que conectam moradores.

A tecnologia chegou também à forma de vender imóveis. Os tradicionais panfletos distribuídos no semáforo, anúncios de jornal e feirões perderam espaço quando o assunto é conquistar compradores. Saiu de cena o tradicional e entrou o digital, representado por ações como mídia programática, robôs de atendimento com Inteligência Artificial, redes sociais, óculos de realidade virtual e muito mais. Algumas construtoras, por exemplo, simplesmente não investem mais em mídia impressa. O motivo disso? Vejamos um levantamento feito pela Hypnobox (empresa que criou o robô de atendimento Chatbox): ao pegar uma base de 12.000 atendimentos por meio de robô, foi constatado que a conversão entre lead e venda, quando atendida por chatbot, tem uma taxa 8 vezes maior.

No centro dessa mudança radical está a Inteligência Artificial, que é cada vez mais presente na nossa sociedade. Hoje ela já permite que o consumidor tire dúvidas na hora de comprar eletrodomésticos, peça uma pizza, faça transações bancárias e inicie o processo de escolha e aquisição de imóveis, tudo isso sem falar com seres humanos. Segundo dados da consultoria IDC, os gastos mundiais com os sistemas de Inteligência Artificial e os sistemas cognitivos chegarão, em 2022, a nada menos que US$ 77,6 bilhões. Vale lembrar que a previsão para 2018 nesta área é de despesas na ordem US$ 24 bilhões, o que deixa claro o potencial dessa área.

Na hora de atender o consumidor, nada da velha ligação, recebida por uma telefonista e encaminhada para o corretor que está disponível. E não se trata de algo distante, pouco usado no país. Os robôs de atendimento já são utilizados na venda de milhares de prédios no Brasil. E como isso funciona? O atendente virtual entrevista online previamente o possível comprador e consegue, graças ao recurso de inteligência artificial, entender sua intenção de compra (e até o seu estado de humor!). Também fornece com rapidez informações como as plantas dos imóveis. E agenda visitas. Só então esse cliente é direcionado para o corretor de imóveis.

E esses robôs vão substituir as pessoas? O corretor vai perder seu emprego? Estudos do mercado imobiliário apontam que apenas 40% das pessoas que entram em contato estão realmente interessadas em falar com o corretor. Mas eles não devem substituir os humanos, mas sim nos ajudar a trabalhar apenas com as funções nas quais somos bons e necessários.

Com os robôs, é possível atender melhor o cliente e economizar o bem mais valioso para o profissional de imóveis, que é o seu tempo (esses minutos e horas ganhos resultam em novos negócios e, consequentemente, em mais dinheiro). O corretor recebe o chamado lead enriquecido, com dados como nome, telefone, como pretende receber o contato do corretor, quanto pode pagar, quando pretende tomar a decisão…

Além disso, as informações de todo o processo de contato ficam armazenadas, alimentando um grande banco de dados (Big Data), que é essencial para entender o comportamento do cliente e impulsionar as vendas. Vale lembrar que, no processo tradicional, muitas vezes essa informação simplesmente se perdia, pois muitos corretores não inseriam esse dado no sistema, seja por falta de tempo ou mesmo de interesse.

Pode parecer estranho, mas, seja para saber onde fica a agência bancária mais próxima, seja para comprar a casa dos nossos sonhos, cada vez mais vamos conversar com robôs.

Fonte: olhardigital.com.br

Rafael Meireles Yoshioka 

Produzir energia, poupar água e reduzir a poluição: imóveis sustentáveis são nova tendência.

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A preocupação com o meio ambiente é tema recorrente nos dias de hoje. Os imóveis sustentáveis possuem excelente potencial de valorização, poupam a natureza, é um a ótima maneira de economizar. O objetivo de se construir uma casa com tecnologias sustentáveis é permitir uma redução significativa da geração de poluentes, seja do ar ou contaminação do solo e água.

Uma casa sustentável também deve poupar água, assunto muito relevante nos tempos em que vivenciamos períodos de crise hídrica. Esses imóveis geram menos impacto na natureza, e isso vai desde a captação e o reaproveitamento da água da chuva, até a instalação de placas de energia fotovoltaica.

“Trata-se de um sistema de placas que é adaptado nos telhados das residências. Essas placas produzem a energia solar, e no mesmo momento que é gerada é abatida diretamente na rede de produção de energia da sua cidade. Caso seja produzida mais energia do que é gasto pela família ou empresa, esse valor pode ser utilizado em até cinco anos, fica como crédito na operadora”, disse Washington Costa, dono de empresa que instala placas solares.

Em cada residência é instalada a quantidade de placas necessárias para o consumo médio daquela casa. O morador acaba pagando só as taxas de conexão com as redes de energia e a taxa de iluminação pública e continua utilizando tudo o que requer energia elétrica para o seu funcionamento como ar condicionado, chuveiro quente e ferro de passar roupas, que são grandes vilões da conta de energia.

Hoje, mais de 80% dos municípios capixabas tem ao menos um imóvel que gere energia por meio do sol.  Só na Grande Vitória são 454 imóveis que estão produzindo sua própria energia. O norte do Estado é o campeão, com 29 municípios que já possui produtores de energia, somando 524 instalações. No Brasil inteiro, o número subiu de 20 mil para 48 mil sistemas, em 11 meses.

As placas não precisam estar instaladas no local onde a energia será consumida. “Moradores de prédios, por exemplo, podem ter suas placas instaladas em algum terreno ou residência cuja conta de energia chegue pelo mesmo CPF, abatendo o valor da conta nos dois locais”, disse.

“Para se ter uma ideia do motivo da energia fotovoltaica ser considerada uma fonte limpa, a cada KWh gerado por fontes de energia alternativa, como a energia solar,  são economizados 3600 litros de água nos reservatórios das hidrelétricas do país”, disse o Washington.

COHOUSING X COLIVING: Como essas comunidades influenciam no mercado.

Cohousing x Coliving: Como essas comunidades influenciam no mercado

Empreendimentos compartilhados são novo tipo de configuração observado pelo mercado imobiliário Créditos: Shutterstock

Mudanças no comportamento da demanda abrem espaço para novos tipos de modelos de empreendimentos

As mudanças comportamentais da população se refletem nos novos tipos de demandas que chegam ao mercado imobiliário. Prova disso é a demanda crescente que tem solicitado empreendimentos do tipo cohousing e coliving. “Esse segmento do coliving foi bastante procurado e teremos uma amostragem maior quando o mercado voltar com mais força. O mais importante, no fim das contas, é que as pessoas não buscam hoje apenas o tijolo na hora de comprar o apartamento. Toda a parte referente aos serviços e como elas vão morar no dia a dia, ganha uma relevância muito grande”, afirma Alexandre Lafer Frankel, coordenador dos Novos Empreendedores do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Os dois novos modelos no mercado têm aspectos semelhantes. O cohousing, de acordo com Frankel, é um tipo de empreendimento que traz o conceito de república, onde pessoas alugam o imóvel, que é, geralmente, menor, e compartilham como se fosse um espaço de convivência. Além disso, existe uma administração conjunta dividida entre os moradores e pode-se considerar um aspecto familiar.

Já o coliving é um tipo de empreendimento que consiste em um prédio multifamiliar que tem como conceito a promoção de um encontro em uma série de áreas de convivência. “Ele já é uma versão mais evoluída do que a gente conhece como prédios tradicionais no quesito sociabilidade, explica o coordenador dos Novos Empreendedores do Secovi-SP.

A diferença principal com relação aos empreendimentos convencionais que já possuem áreas de convivência, é que no caso do coliving, essas áreas não são de uso exclusivo justamente para gerar convivência entre os moradores do empreendimento. Ou seja, a área de lazer que possui churrasqueira também não será exclusiva. Esses empreendimentos também têm espaços como coworking, que proporciona mais interação.

Projeto e Sistema Construtivo

Do ponto de vista de concepção, o cohousing não é um tipo de empreendimento que necessita de alterações de layout ou especificações de sistemas construtivos. A sua construção é igual a uma obra de empreendimento comum, sendo que a alteração do modelo se dá de acordo com a sua forma de utilização. Ou seja, as adaptações que são feitas, do ponto de vista de como o imóvel será utilizado, é que devem classificá-lo como cohousing.

Já no caso do coliving, além de ser pensado em projeto, onde deve-se considerar as áreas de convivência, geralmente, localizadas no térreo dos empreendimentos, é preciso pensar no sistema construtivo que será executado, no caso de alvenaria estrutural pode se restringir a realização. “Por termos uma compartimentação maior, principalmente, no térreo, temos uma restrição com alvenaria estrutural. Porque a alvenaria tem que chegar até a fundação, então, ela dificulta bastante a concepção do coliving”, explica Frankel.

Quer saber mais sobre esses tipos de empreendimentos? Confira: https://www.mapadaobra.com.br/inovacao/cohousing/

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Por Carla Rocha/Agência Visia

São Paulo terá o primeiro empreendimento com apartamentos Compartilhados à Venda pelo sistema de Multipropriedades desenvolvido pela SmartSharing e BKO.

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O compartilhamento imobiliário é uma tendência mundial que está em processo de expansão no Brasil

A economia Compartilhada já não é mais uma tendência, mas sim uma realidade. O mundo vive uma nova era, onde as gerações atuais vêm buscando novas formas de utilizar ou adquirir seus bens. Investir com inteligência e pertencer a uma comunidade. No fim das contas as pessoas buscam experimentar mais por menos. E com o crescimento urbano e a redução de espaços, o compartilhamento imobiliário – que é uma tendência mundial – vem ganhando mais adeptos e novos formatos. A cidade de São Paulo, maior metrópole brasileira, costuma ser o berço de inovações nesta área e agora passa a abrigar o primeiro projeto de Multipropriedades e Apartamentos do Brasil. Quem está implantando a novidade é a SmartSharing, que em 2018 desenvolveu o primeiro Time Sharing Urbano Multidestinos no país.

O projeto de Multipropriedades e Apartamentos se iniciará com um edifício contemporâneo, em construção pela Incorporadora BKO em parceria com o Fundo BREI, com apartamentos modernamente decorados para até quatro pessoas nas proximidades da Avenida Paulista e da Rua Consolação. “O sistema terá, a princípio, 20 unidades para comercialização de cotas de Multipropriedade, com todos os benefícios que o compartilhamento proporciona, como o rateio dos custos do condomínio e todas as demais despesas. “Quem investe neste tipo de empreendimento são pessoas que querem usufruir de um apartamento bem localizado em São Paulo sem, porém, ter que arcar com os custos e trabalhos que teriam em um apartamento adquirido de forma tradicional, principalmente quando é para uso ocasional”, ressaltam Clovis Meloque e Fabiano Cordaro, da SmartSharing.

Nesse jeito novo de investir em imóveis, as pessoas têm a opção de comprar somente a quantidade de dias que irão utilizar, sem deixar de ter a escritura regularizada em mãos. “Imagine ter um apartamento mobiliado a seu dispor, com escritura em seu nome — bem localizado em São Paulo —, no qual investe menos de 50 mil reais e paga um condomínio inferior a 70 reais por mês! Vamos exemplificar aqueles profissionais ou empresários que precisam vir à capital com frequência para reuniões de negócios, feiras, congressos, entre outras atividades, e não querem mais perder tempo com reserva, pesquisa, cotação — ou outros trabalhos envolvidos — e todo o desconforto que envolve a hospedagem em hotéis. Neste novo sistema eles poderão baixar o aplicativo e, sempre que necessário, desbloquearão o uso, conforme já previsto na escritura”, explica Cordaro.

O mercado imobiliário é um dos setores mais dinâmicos da economia e tem se adequado gradualmente às novas tendências mundiais na área de compartilhamento: “O mercado de Multipropriedades deverá ter uma consolidação, tendo em vista que houve uma lei complementar sancionada em dezembro de 2018 reforçando a estabilidade do setor imobiliário e de compartilhamento. Desde 2017, quando decidimos investir neste segmento, já tínhamos esta perspectiva positiva em mente“, declara ele.

O projeto de Multipropriedades irá se expandir para locais como o interior e litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e no sul da Bahia. “Seguindo a disposição da modernidade no ramo de compartilhamento no Brasil, em 2018 a SmartSharing abriu uma loja em Fortaleza para comercializar as primeiras unidades na modalidade de Time Sharing Vacation e, em seis meses, foram comercializadas todas as unidades. Agora retornamos à capital paulista para este novo investimento, no qual já estamos trabalhando há cerca de um ano”, finaliza Cordaro.

Para conhecer mais, acesse: http://www.smartsharing.com.br/.

Fonte: www.segs.com.br

Escrito ou enviado por  Aryane Costa

Os lugares da cidade de São Paulo que marcaram a revolução de 1932.

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Pelo menos duas avenidas (23 de maio e 9 de julho) marcam no território da cidade a presença da Revolução Constitucionalista de 1932. Mas na paisagem da capital paulista vários outros locais referenciam a memória de um conflito armado que se tornou o grande mito da história do Estado de São Paulo, celebrada desde 1997 com um feriado.

Foi em 23 de maio de 1932 que centenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Na mesma noite, os protestos se intensificaram. Um comício de estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco tentou invadir o clube 3 de outubro — formado por tenentes que apoiavam o golpe de Getúlio —, que funcionava na sede do partido PPP (antiga Liga Revolucionária), na rua Barão de Itapetininga, esquina com a praça da República. O grupo foi recebido a balas. Cinco jovens morreram no confronto: Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Américo Camargo de Andrade. Orlando de Oliveira Alvarenga, também ferido, veio a falecer meses depois. Seus corpos e de outras centenas de mortos na Revolução estão sepultados no Obelisco do Ibirapuera.

 

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A morte dos quatro estudantes, Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo (MMDC), simbolizou um marco para a mobilização estudantil, a qual se somaram lideranças políticas, militares paulistas e civis que já estavam, desde 1931, articulados em torno da Liga de Defesa Paulista, sediada na esquina da rua da Boa Vista com o largo São Bento, no anexo do Hotel do Oeste. No dia seguinte à morte dos estudantes é fundada uma sociedade secreta do movimento constitucionalista no restaurante Pocilipo, na rua das Flores, na Sé. Uma dos bastiões do grupo, que se intitulou MMDC, ficava no Edifício Clube Comercial, no Anhangabaú. O comando ficava na Faculdade de Direito.

A eclosão do movimento ocorreu em 9 de julho, às 23h30 , em frente à Chácara do Carvalho, sede da 2ª Região Militar, seguida pela tomada de outros pontos estratégicos como Companhia Telefônica, dos Correios e Telégrafos, da Rádio Educadora e da Rádio Record.

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Ao movimento, liderado pelo MMDC, uniram-se o PRP, o Partido Democrático e a grande imprensa paulista, que defendiam a volta ao poder do candidato dos paulistas, Júlio Prestes, eleito à presidência, mas que não pode tomar posse, impedido pela Revolução de 1930 de Getúlio. A aliança entre o movimento constitucionalista e a oligarquia paulista contrariada com o alijamento do poder sustentou então um conflito armado que duraria quatro meses, mobilizando mais de 200 mil voluntários entre soldados e grupos de apoio, em vários fronts no interior do Estado, e que acabou sendo derrotada pelas tropas federais.

Como as fronteiras do estado foram fechadas, não havia como adquirir armamento para o conflito fora do país. Assim, muitos voluntários levaram suas armas pessoais, e engenheiros da Escola Politécnica do Estado (hoje EPUSP) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) passaram a desenvolver armamentos a serem produzidos pelo próprio estado para suprir as tropas, como autos e trem blindados, munição e armamento. Para financiar o esforço de guerra, São Paulo criou moeda própria, lastreada pelo ouro arrecadado pela campanha “Ouro para o bem de São Paulo”, também chamada de “Ouro para a vitória”.

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Com o fim do confronto armado, temendo que os fundos levantados durante a campanha que ainda sobravam, acabassem nas mãos do governo federal, o governo paulista doou-os à Santa Casa, que, com parte deles, construiu o Edifício Ouro para o Bem de São Paulo, no Largo da Misericórdia, no centro da cidade. O prédio tem treze andares, o mesmo número de listras da bandeira paulista, assim como uma forma ondulada que sugere uma bandeira ao vento.

Esta geografia dos acontecimentos de 1932 na capital não pretende interpretar o conflito, que teve motivações de diversas naturezas. A adesão das elites paulistas ao movimento pode ser atribuída à perda do domínio político de São Paulo que, até a ascensão de Getúlio Vargas se alternava no poder nacional por meio de seu Partido Republicano com Minas Gerais, desde a proclamação da República. São Paulo também era responsável pela maior parte do orçamento do País, em função da economia do café, desenvolvida principalmente em terras paulistas. Os paulistas temiam portanto perda de controle sobre as decisões referentes à política econômica, mas também setores desta mesma oligarquia rejeitava a legislação trabalhista em formulação no governo de Vargas.

Por outro lado, a pauta de redemocratização e da volta de um Estado de direito no Brasil era parte fundamental da agenda dos revolucionários de 1932, que rejeitavam a ditadura imposta por Vargas. Porém, com exceção do estado de São Paulo, no restante do país prevalece a versão de Getúlio Vargas e seus apoiadores sobre o conflito, isto é, a tese de que foi uma conspiração orquestrada pela elite paulista para derrubá-lo e que com o fracasso desse objetivo inicial, a rebelião teria assumido um caráter separatista.

As interpretações sobre derrotados e vencedores também varia: uma nova Constituição foi finalmente promulgada em 1934 e algumas reivindicações dos paulistas, como a nomeação de um interventor civil e paulista para governar o estado, foi atendida por Getúlio. E a Avenida 9 de julho, símbolo inconteste da Revolução de 1932, foi inaugurada em 1938… por Getúlio.

Fonte: raquelrolnik.wordpress.com