Arquivo do autor:Wolney Marques Feres

8 Cidades mais Caras para comprar um imóvel

Já pensou como seria ter uma casa ou apartamento no exterior? Poderia ser o começo de um novo rumo na carreira, ou a oportunidade de conhecer e vivenciar novas culturas, um novo idioma, enfim, uma vida nova. Se a dificuldade financeira do momento impede até mesmo de sonhar, comece se informando sobre as cidades mais caras do mundo para ter um imóvel.

A relação foi elaborada pela Knight Frank, líder mundial em consultoria imobiliária, e traz oito cidades em seis países. Conheça a seguir quais são elas e os motivos que as fazem figurar nessa lista.

Imóveis de alto padrão colocam a capital britânica no topo entre as mais caras.

Top 8 imóveis: cidades mais caras do mundo

No primeiro lugar do ranking das cidades mais caras do mundo para se ter um imóvel está Londres. Segundo o levantamento da consultoria, os preços dos imóveis da capital britânica dispararam nos últimos tempos, subindo mais rápido do que qualquer outra região do planeta entre 2009 e 2019.

O principal motivo para isso é que os apartamentos e as casas de alto-padrão estão se tornando cada vez mais comuns na cidade, o que a torna o maior mercado imobiliário de luxo do planeta, com 1.668 imóveis avaliados em mais de US$ 5 milhões (quase R$ 20 milhões).

Confira o ranking completo:

1º Londres

2º Nova Iorque

3º Hong Kong

4º Sidney

5º Cingapura

6º Dubai

7º Miami

8º Los Angeles

A segunda colocação de Nova Iorque, na verdade, remete a um distrito. Com 796 propriedades milionárias em 2014, Manhattan ganhou 320 instalações luxuosas desde 2009.

Quando o assunto é o preço do metro quadrado, o ranking muda um pouco. Londres continua na primeira colocação, com um custo avaliado em US$ 3,8 mil (quase R$ 15 mil), mas Manhattan ganha a companhia de Hong Kong no segundo lugar, ambas com US$ 3,2 mil de custo estimado.

Outra mudança na relação inclui Dubai, que é ultrapassada por Miami e Los Angeles e, assim, passa a ocupar a oitava posição, com o valor do metro quadrado avaliado em 700 dólares.

As mais caras no Brasil

Apesar de não ter nenhum cidade entre as oito mais caras do mundo para se ter um imóvel, não se pode dizer que o metro quadrado brasileiro está barato. Mesmo com as quedas contínuas na valorização, divulgadas mensalmente pelo índice FipeZap, o preço segue alto.

Na comparação entre os meses de agosto e setembro deste ano, por exemplo, houve uma desvalorização média de 0,12% no preço do imóvel nas 20 cidades pesquisadas.

Com isso, o metro quadrado ficou mais barato em oito delas: Rio de Janeiro (-0,52%), Brasília (-0,16%), Recife (-0,04%), Porto Alegre (-1,26%), Florianópolis (-0,31%), Niterói (-0,15%), Goiânia (-0,09%) e Contagem (-0,22%)

Apesar das quedas, a capital carioca e a capital federal continuam sendo duas das três cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil, custando, respectivamente, R$ 10.530,00 e R$ 7.958,00. Entre elas, está São Paulo, com um custo estimado em R$ 8.614,00.

Fonte: https://www.genteemercado.com.br/

Parceria entre Bradesco e OLX permite financiamento de imóveis totalmente online

O Bradesco e a OLX anunciaram no dia, 13 de julho, uma parceria para facilitar a vida de seus clientes e usuários na hora de financiar uma casa: uma plataforma para fazer todos os processos de um financiamento totalmente online.

Dessa forma, os usuários dos serviços poderão negociar e comprar um imóvel novo ou usado pelo aplicativo de compras e vendas e contratar o financiamento imobiliário da instituição financeira.

De acordo com um levantamento realizado, cerca de 25% dos potenciais compradores de imóveis no Brasil utilizam a plataforma da OLX para encontrar uma casa e negociar sua compra. Mais de um milhão de pessoas acessam o aplicativo todos os dias na procura por uma casa nova ou usada. Já o Bradesco espera um aumento de 20% ao mês no volume de negócios de crédito imobiliário.

 

“A parceria com a OLX reforça a importância estratégica do crédito imobiliário para o Bradesco, assim como o posicionamento do Banco na jornada digital do produto. Conseguimos integrar os sistemas do Banco e da OLX via APIs, o que possibilitou trazer benefícios como segurança de dados e facilidade no envio de documentos, tudo de forma muito prática, o que dará maior agilidade na contratação.”

Octavio de Lazari Jr
Presidente do Bradesco

Marcelo Dadian, diretor de imóveis da OLX, indica que esse é um bom momento para investir na compra de um imóvel e destaca que o mercado imobiliário apresenta uma recuperação neste período. Para Dadian, essa iniciativa com o Bradesco visa proporcionar uma melhor experiência para os mais de 14 milhões de pessoas que utilizam sua plataforma para a compra de imóveis todo mês.

O serviço para financiamento de imóveis 100% fruto dessa parceria deve iniciar sua jornada nas próximas semanas.

Vale lembrar que, em março, a OLX adquiriu a ZAP Imóveis e Viva Real após uma transação de R$ 2,9 bilhões.

Fonte: https://www.tudocelular.com/

Brasileiro não desiste da casa própria e busca por imóveis aumenta na crise

Interesse volta a crescer após queda observada no início da quarentena

 

O primeiro momento da quarentena do coronavírus, em março, foi de impacto negativo em quase todos os setores da economia. O mercado imobiliário não ficou de fora. Mas, passada a estranheza do começo do isolamento, voltou também o interesse pela compra e pelo aluguel de imóveis, apontam dados de plataformas de busca de imóveis e de comparação de taxas.

“No início do isolamento social compulsório, de fato, houve abrupta queda nas vendas. No entanto, passado o solavanco, a rápida e surpreendente absorção da nova realidade reascendeu o mercado. O índice FipeZap informa crescimento nas vendas de 0,18% em março, 0,20% em abril e 0,23% em maio, observa João Teodoro, presidente do Sistema Cofeci-Creci, que representa corretores de imóveis.

Ele conta que o setor de vendas passou por uma pressão, mas se adaptou. Segundo Teodoro, a maioria das vendas imobiliárias são realizadas com apoio da internet, com pouca interação presencial.

O déficit habitacional no Brasil chegou a 7,8 milhões de unidades (casas e apartamentos) em 2017, aponta um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Quando há tanta gente ainda sem casa própria e caem as taxas de juros do financiamento, como vimos recentemente, o ritmo tende a ser de maior procura. Além disso, o preço dos imóveis tem ficado estagnado desde 2017, oscilando entre meses de leves altas e outros de quedas abaixo da inflação.

Enquanto a prometida retomada da construção civil e setor imobiliário não chega, as pessoas seguem procurando imóveis e pesquisando condições de pagamento, o que não significa necessariamente que vão fechar negócio agora.

A plataforma que compara taxas de juros e condições do crédito imobiliário Melhortaxa registrou aumento de 64,4% na busca por crédito imobiliário no país nos primeiros 5 meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2019.

As taxas atuais já são as mais baixas vistas no mercado imobiliário, o que favoreceu o aumento da capacidade de compra dos tomadores, mesmo nesse ambiente de incerteza. Acredito que nos próximos meses, com a retomada da economia pós-pandemia, há maior probabilidade de um repasse mais forte para as taxas de crédito imobiliário, afirma o cofundador da Melhortaxa, Rafael Sasso.

Compras e crédito

De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarãesas contratações de crédito imobiliário cresceram 21,73% em 2020. O banco tem a maior porção de mercado de financiamento imobiliário entre os cinco maiores bancos.

Os dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que os financiamentos para a compra e a construção de imóveis somaram R$ 7,13 bilhões em maio, alta de 6,5% em relação a abril e crescimento de 8,2% em comparação a maio do ano passadoAinda segundo a entidade, em maio, o crédito imobiliário com recurso de poupança cresceu 22,6%.

De janeiro a maio de 2020, os total de financiamentos atingiu R$ 34 bilhões em crédito, alta de 23,2% em comparação a igual período de 2019.

No acumulado de 12 meses, entre junho de 2019 e maio de 2020, o crédito chegou a R$ 85,1 bilhões, superando em 30,5% o montante total dos 12 meses anteriores.

A maior parte da alta é justamente na liberação de crédito para pessoa física, para quem quer comprar para morar ou investir nesses bens (para alugar ou revender).

A concessão de crédito para compra somou R$ 5,3 bilhões em maio, uma alta de 12%, e R$ 27,1 bilhões no acumulado de 2020, crescimento de 30%.

O maior volume de dinheiro usado para o financiamento não é necessariamente um reflexo de inflação nos preços dos imóveis. Eles não ficaram tão mais caros, a ponto de exigir um valor mais alto de crédito.

Ainda segundo a Abecip, as unidades financiadas de janeiro a maio de 2020 também superam em 20% os financiamentos do mesmo período do ano passado. Portanto, não se trata só de mais crédito. Os dados sugerem aumento nas vendas.

Uma pesquisa da consultoria Brain Inteligência Estratégica constatou que, entre as pessoas que tinham intenção de comprar um imóvel, 22% efetivaram a compras em junho, seis pontos percentuais acima dos dados de março (primeiro mês da pandemia), e três pontos percentuais do registrado em abril. Este levantamento da Brain também revelou um discreto aumento na intenção de compra.

Para Yslanda Barros, diretora da assessoria de imóveis Ética Soluções Imobiliáriaso movimento de procura é resultado do cenário de juros baixos e queda no custo do financiamento, algo que só foi reforçado com a pandemia, após mais cortes da Selic.

“Para quem quer comprar um imóvel, seja para morar ou investir, além de ter reserva financeira para manter os planos, as condições de financiamento hoje são vantajosas e há oportunidades a serem avaliadas. Além da queda da Selic, o Brasil apresenta hoje um cenário de baixa rentabilidade da poupança e da renda fixa, alta volatilidade no mercado de ações e subida dos preços dos imóveis em ritmo abaixo da inflação”, afirma.

 

Mudanças na pandemia

Um levantamento do site de anúncios de compra e venda OLX revelou que mais da metade (54%) dos 430 entrevistados estão em busca de comprar um imóvel, e o restante está em interessado em alugar.

Dentro do primeiro grupo, 53% deles admitem que o interesse na compra diminuiu, enquanto os outros 47% dos compradores em potencial mantiveram ou aumentaram o interesse em comprar um imóvel, mesmo diante da crise. Ou seja, os números mostram que o interesse em ter um imóvel nem de longe arrefeceu da forma que se imaginava no início da pandemia.

Se no setor de vendas os resultados foram de mais cautela, para o aluguel, a procura cresceu. A pesquisa da OLX apontou que 59% responderam que mantiveram ou aumentaram o interesse por locação. Os dados foram coletados entre abril e maio.

“No caso dos inquilinos, existem fatores como término do contrato e necessidade de diminuir o valor do aluguel, que não podem ser adiadas”, comenta Marcelo Dadian, diretor de Imóveis da OLX Brasil.

De qualquer forma, o consumidor também entendeu que a pandemia vai atrasar a compra da casa própria. Entre os consultados na pesquisa, 51% disseram que o processo para conseguir um novo imóvel pode se arrastar por um ano além do planejado.

Na locação, 65% vêm atraso acima de um ano do esperado. Antes da pandemia, mais da metade dos consumidores tinha a expectativa de fechar negócio no aluguel ou na compra em menos de 6 meses.

Entre os fatores citados para a demora maior no processo estão:

  • Não poder visitar presencialmente (60%)
  • Insegurança em relação ao meu trabalho/renda atual (55%)
  • Impossibilidade de efetivar a transferência do imóvel (46%)
  • Dificuldade em conseguir financiamento/fiador (43%)

Outro levantamento, este realizado pelo portal imobiliário Imovelweb também reitera que a procura por imóveis voltou a crescer, após uma queda de 33% em marçoHouve crescimento de 19% nas buscas realizadas na primeira semana de abril em relação à última semana de março.

Em comparação entre as semanas anteriores à quarentena e o final de abril, a alta nas buscas de aluguel e compras foram de 13%.

“Notamos uma queda na procura, assim que a pandemia se instalou no Brasil. Porém, antes da quarentena, o cenário estava muito positivo para quem estava pretendendo comprar imóveis, com as menores taxas de juros dos últimos tempos, estabilização nos preços, redução dos estoques e novas soluções de crédito. As variáveis eram e ainda são muito atrativas, o que explica esse aumento nas buscas no mês de abril”, diz, em nota, o diretor financeiro do Imovelweb, Tiago Galdino.

Fonte: https://valorinveste.globo.com/

Por Isabel Filgueiras, Valor Investe — São Paulo

De que forma a sustentabilidade pode ajudar na recuperação do setor de construção civil em meio a pandemia?

A pandemia do novo coronavírus fez com que todos os âmbitos da sociedade fossem afetados, trazendo consigo, diversos problemas socioeconômicos que serão difíceis de serem solucionados a curto prazo. Apesar de integrar a lista de serviços essenciais, a construção civil também está sofrendo impactos significativos com a pandemia.

Uma pesquisa realizada em abril deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), revelou que 94,3% das empresas de construção classificaram como prejudiciais e nocivos os reflexos da pandemia de Covid-19 sobre os seus negócios.

De acordo com o diretor comercial da empresa de revestimentos inteligentes Ecogranito, Renato Las Casas, esse cenário complexo demandou diversas mudanças que influíram diretamente no potencial de produção do setor de construção civil. “Muitas práticas e processos foram colocados em prática para que o nosso segmento sustentasse as suas atividades. Para evitar aglomerações e diminuir os riscos de disseminação do vírus, foi necessário replanejar a atuação dos profissionais envolvidos nas obras, alternando seus turnos de trabalho e reduzindo as equipes presentes nos canteiros. Ainda foi preciso implementar modificações no transporte dos profissionais até os locais das construções, reforçar os métodos de proteção e limpeza e realizar testes de segurança”, explica.

Segundo Renato, estas alterações atrasaram a finalização de obras, acarretaram o descumprimento de prazos, aumentaram os distratos, causaram a elevação de gastos com materiais e mão de obra e a diminuição de caixa. “Além destes problemas, o setor também lida com o avanço da insegurança e desestabilidade emocional entre os trabalhadores, que se mostram cada vez mais preocupados com a possibilidade se serem infectados pela covid-19 e levarem a doença para suas casas”, ressalta.

Renato aponta que um dos caminhos para a recuperação do setor de construção civil é a adoção de práticas sustentáveis, que não só podem minimizar os grandes impactos ambientais gerados por esse segmento industrial, como também diminuir os seus gastos, aumentar os seus lucros e proporcionar melhor qualidade de vida aos trabalhadores envolvidos e população em geral.

“A aplicação da sustentabilidade no âmbito da construção civil pode proporcionar ganhos tanto para o empreendimento quanto para o meio ambiente. Um projeto de iniciativa sustentável pode agregar maior qualidade ao trabalho oferecido, trazer segurança aos colaboradores, possibilitar a diminuição de custos financeiros, otimizar processos, promover o melhor aproveitamento dos recursos naturais e energéticos, além de permitir a redução e gerenciamento adequado de resíduos. Todos estes fatores podem ser decisivos para a recuperação do setor”, destaca.

Conforme Renato, empregar práticas ambientalmente corretas ainda é um grande desafio para a construção civil, mas algumas atitudes podem mudar essa realidade. “Ações simples como a criação de planejamentos de obras bem definidos e que não gerem retrabalho, a escolha de fornecedores e produtos sustentáveis e a reutilização de matérias-primas, já podem colaborar de forma significativa para a diminuição dos impactos do setor na natureza e ainda contribuir para o desenvolvimento do segmento em meio a pandemia”, conclui. 

Fonte: http://jornaldiadia.com.br/

Apesar da pandemia, momento é propício para investir no mercado imobiliário

Neste período de pandemia de coronavírus, com queda grande no faturamento das empresas e na renda das famílias, e aumento do índice de desemprego, é natural concluir que a atividade econômica sofreria desaquecimento generalizado.

Porém, alguns setores demonstraram que não sentiram o impacto da pandemia ou, em alguns casos, até melhoraram seus indicadores, como é o caso do mercado de imóveis. Segundo dados da Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos para a compra e a construção de imóveis somaram R$ 7,13 bilhões em maio deste ano, crescimento de 6,5% na comparação com o mês anterior e de 8,2% frente a maio de 2019.

Alguns fatores ajudam a explicar a boa performance do mercado imobiliário, como a queda da Selic para 2,25% ao ano, a taxa mais baixa da série histórica do país. Esse movimento inviabilizou muitas das aplicações financeiras tradicionais e boa parte das pessoas não se aventura a fazer investimentos de maior risco, como na bolsa de valores, por exemplo. Imóveis ainda são considerados ativos mais seguros, com retorno anual na casa de 5%. Nesse mesmo contexto, o investimento em imóveis também se mostrou interessante para quem busca fugir do aluguel.

Além disso, a Caixa Econômica Federal, que responde por 70% do crédito imobiliário no país, lançou um pacote de ações de incentivo — como implantação do registro eletrônico de escrituras, novas linhas de crédito, redução das taxas de juros, ampliação do acesso ao crédito para a produção com redução das exigências, financiamento de impostos e taxas na compra dos bens —,  conseguindo, dessa forma, atrair mais investidores para o setor.

Todas essas medidas também são um sinal de uma rápida resposta do setor e constituem flexibilizações necessárias à adaptação ao novo cenário gerado pela pandemia. Isso é positivo pois demonstra a sensibilidade em agir rápido e enxergar oportunidades em um momento delicado.

Aliadas à alta demanda por moradia, principalmente em regiões específicas do país, como a própria capital de São Paulo, região Nordeste e Centro-Oeste, entre outras, todas as medidas citadas acima fazem deste um momento propício para investimentos em empreendimentos bem projetados, planejados e estruturados, requisitos básicos não só para o mercado imobiliário mas para todo investimento que se planeja realizar.

Fonte: https://spacemoney.com.br/

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Fipezap: preço dos imóveis residenciais supera inflação no 1º semestre

Crédito: Pexels

Em São Paulo foi registrada alta de 1,59% (Crédito: Pexels)

 

No semestre em que a economia global foi marcada pela pandemia do coronavírus, os imóveis residenciais no Brasil surpreenderam e apresentaram valorização. Isso é o que mostra o Índice Fipezap, pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base nos anúncios do portal Zap.

Segundo o levantamento, os preços pedidos subiram em média 1,1% no primeiro semestre, batendo a inflação (medida pelo IPCA) projetada para o mesmo período, de apenas 0,08%. Na prática, isso aponta para uma alta real de 1,03%.

Entre as 16 capitais pesquisadas, foram registradas altas em 13 delas no primeiro semestres: Florianópolis (4,16%), Curitiba (3,24%), Campo Grande (2,98%), Brasília (2,37%), Belo Horizonte (2,13%), Maceió (2,13%), Vitória (1,66%), São Paulo (1,59%), Manaus (1,35%), Salvador (0,99%), Goiânia (0,71%), Porto Alegre (0,51%) e Rio de Janeiro (0,37%). Já em outras 3 capitais, houve quedas no semestre: João Pessoa (-0,38%), Fortaleza (-1,35%) e Recife (-3,88%).

No mês de junho, os preços pedidos cresceram 0,18%. E no acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 0,81%. Com esses resultados, o preço médio pedido por metro quadrado no País atingiu R$ 7.307 em junho. Os valores mais altos estão no Rio de Janeiro (R$ 9.323), São Paulo (R$ 9.132) e Brasília (R$ 7.491).

O coordenador do Índice Fipezap, Eduardo Zylberstajn, avalia que a valorização dos imóveis no primeiro semestre mostra que o mercado contou com mais fatores positivos do que negativos.

Embora a pandemia tenha causado uma paralisação da economia, redução da renda de milhões de brasileiros e postergação de negócios, uma outra parte dos consumidores ainda vê sentido em trocar o aluguel pela casa própria, e pode contar com os juros mais baixos da história para financiar uma aquisição.

“Ainda que tenha um choque no emprego e na renda, há uma outra situação favorável, de juros baixos, o que é essencial para embasar essas negociações e sustentar o preço dos imóveis”, observa Zylberstajn.

O coordenador também lembra que havia uma demanda reprimida no setor, uma vez que muitas pessoas deixaram de comprar imóveis durante a crise anterior, iniciada em 2014. Essas transações estão acontecendo atualmente, diz. “E o preço dos imóveis no Brasil é rígido. Na pandemia, ninguém sai vendendo o imóvel com medo. Quem tem imóvel, fica receoso em dar um super desconto e perder dinheiro”, conta.

Zylberstajn acredita ainda que o preço dos imóveis continuará acima da inflação neste segundo semestre, ou seja, manterá a trajetória de valorização.

“Considerando um abrandamento da pandemia e uma retomada da economia, ainda que lenta, então temos condições para a manutenção desse cenário de valorização. Vai ser uma valorização pequena, nada de uma super alta, claro”, prevê.

“A inflação seguirá sob controle, os estoques de imóveis novos estão relativamente baixos, e os lançamentos de novos projetos diminuíram o ritmo. Isso tudo indica condições de continuarmos vendo aumento nos preços”, afirma.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/

“Avalanche” de lançamentos e volta da confiança estão no horizonte do mercado imobiliário”

“Foto: Antônio More/Arquivo/Gazeta do Povo| Foto: Gazeta do Povo”

O mercado imobiliário, assim como outros setores, não passa ileso aos impactos da pandemia da Covid-19. Isso, no entanto, não tem abalado o otimismo dos especialistas frente ao cenário que se apresenta para o segundo semestre de 2020, que deverá ser embalado pelo volume de lançamentos e também pela efetivação de vendas. 

Para o último quadrimestre do ano, por exemplo, 23% das construtoras e incorporadoras do país planejam manter seus calendários de lançamentos, enquanto 12% pretendem adiá-los em 60 dias. Em março, estes porcentuais correspondiam a 13% e 25% respectivamente. Chama atenção, também, a opção quase inexistente pelo cancelamento dos lançamentos (1%) – eram 2% em março. A maioria das 554 empresas ouvidas pela 3ª edição da pesquisa “Covid-19: impactos e desafios para o mercado imobiliário”, divulgada nesta quinta-feira (2) pela Brain Inteligência Corporativa em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), no entanto, sinaliza adiar os lançamentos por 120 dias (33%) ou sem previsão para o início das obras (27%). 

“A primeira impressão sobre os impactos que a pandemia poderia ter era a de que o mundo tinha acabado. Agora, percebemos que o mundo não acabou e as empresas começam a voltar a pensar em lançamentos a partir de julho”, avalia Celso Petrucci, presidente da Comissão de Indústria Imobiliária da Cbic e economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Ele lembra que, habitualmente, 40% do que é lançado no país é feito no primeiro semestre, enquanto 60% ocorre no segundo semestre. Para este ano, a previsão é a de 20% esteja concentrada no primeiro semestre e 80% no segundo.

“Entre julho e agosto estamos prevendo o que vou chamar de ‘avalanche’ de lançamentos. Deve haver [muitas empresas] que estão segurando produtos esperando haver um pouco dessa adequação ao isolamento social para colocar o ‘bloco na rua’. Tenho a impressão de que vai ser surpreendente o que vai acontecer no segundo semestre”, projeta.

Os resultados em vendas, considerando as características do período, são outro ponto destacado pelos especialistas. Em junho, 75% das empresas ouvidas pelo levantamento relataram terem efetuado vendas já dentro do período da pandemia, com boa parte das negociações (84%) tendo sido iniciadas após 20 de março, ou seja, data em que várias cidades do país já contavam com medidas voltadas ao isolamento social.

“A conversão porcentual tem melhorado se comparado ao primeiro trimestre ou ao ano passado porque a chance de quem está procurando imóvel agora ser um especulador, que quer pesquisar preço, comparar, é bem menor. [É alguém que] realmente está precisando, querendo comprar o imóvel”, explica Guilherme Werner, sócio-consultor da Brain Inteligência Corporativa.

“Esse processo de pandemia acabou premiando todo mundo que acreditou na digitalização, na tramitação de documentos online. Quem ousou e acreditou nos lançamentos virtuais acabou se dando bem”, acrescenta Petrucci, destacando as vendas pela web como um dos legados positivos que vêm com a pandemia. “Acredito que vamos ter muitos lançamentos [no modelo] que estamos chamando de híbrido, ou seja, com o plantão de vendas com mais horas aberto, a cada avanço que exista no plano de retorno [às atividades], mas também virtualmente”, prevê.


Quem vai comprar?
Após queda de 11% entre março e abril, quando mais da metade (53%) dos 600 entrevistados que desejavam comprar um imóvel no período pré-coronavírus, entre outubro de 2019 e fevereiro de 2020, afirmarem terem desistido da compra, a intenção pela aquisição do bem voltou a subir neste último levantamento. 58% deles, que englobam respondentes em todas as faixas de renda, mantêm a decisão e superam, inclusive, os resultados de março, quando eram 55%.

Entre os 42% que abandonaram o objetivo, a perda de renda é a principal justificativa e responde por 41% entre os entrevistados com renda de até R$ 7.875. Para as famílias com rendas superiores, pesa mais a incerteza sobre a duração da pandemia, apontada por 44% deles.

Tais números elevam para 25% o grupo de pessoas que manifestam o desejo de adquirir o bem ante os 20% registrados em abril – tido como o piso do setor. Mesmo que positivo, no entanto, ele ainda está distante dos 43% que compunham o grupo no período pré-pandemia, segundo dados da terceira edição da pesquisa.

“É evidente que o nosso ano vai ser muito pior do que imaginávamos, porque prevíamos o melhor ano desde do boom. Mas temos que eliminar o pânico inicial, deixar ele para trás porque todos os indicadores para o nosso segmento são claramente positivos”, resume Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da Brain.”

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/

Caixa Econômica anuncia pacote de medidas de crédito imobiliário

Para quem vai comprar a casa própria a iniciativa é um facilitador, segundo o presidente da Caixa

A Caixa Econômica Federal anunciou um pacote de medidas de crédito imobiliários, para pessoas físicas e jurídicas, comemorou o recorde de financiamentos em junho de 2020, apesar dos efeitos da pandemia. Entre as novidades, estão o registro o registro eletrônico de escrituras, que vai estar disponível a partir do próximo dia 13 de julho e o financiamento de Imposto sobre a Transmissão de bens imóveis (ITBI) e custas de cartório, para pessoas físicas. E também o financiamento para produção de empreendimentos, que foi muito elogiado pelas empresas do setor. 

Para quem vai comprar a casa própria a iniciativa é um facilitador, segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. “Todas as custas a partir de agora estão dentro do financiamento. A pessoa não precisa procurar outro crédito, mais caro, para fazer frente a essa despesa”, explicou. No caso do registro eletrônico, o tempo para fazer o registro dos imóveis no cartório, com as novas medidas, que era 45, caiu para 5 dias, apenas. “Traz mais tranquilidade e agilidade para as pessoas. Atualmente, 14 estados já estão no sistema integrado dos cartórios”, destacou o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Mahl

Construtoras 

Para as construtoras, o pacote trouxe a ampliação do acesso ao financiamento, com redução da quantidade mínima de vendas e da execução prévia de obras para contratação de empreendimentos com a Caixa. Segundo, Pedro Guimarães essa é uma das ações da instituição para ajudar o setor da construção civil a enfrentar os efeitos da crise pela pandemia do novo coronavírus. “São medidas objetivas para atender as demandas do segmento imobiliário, que analisamos e vimos que temos capacidade para atender matematicamente, como sempre fazemos nesta gestão”, diz o presidente. 

Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), destacou que a medida foi muito positiva e “encoraja as empresas a investir e a manter os empregos”. O Brasil, segundo ele, tem um déficit habitacional de 7,8 milhões de moradias, 70% delas para a população de baixa renda. Pelos cálculos do setor, nos próximos 10 anos, a necessidade de moradia vai subir para 9,8 milhões de cidadãos. “Algumas obras ficaram paradas. Elas precisam ser retomadas para que os empregos sejam mantidos. Isso é muito importante porque a construção civil movimenta 97 setores econômico”, reforçou França. 

Registro eletrônico de escrituras:

O registro eletrônico de escrituras para contratos pessoa física de empreendimentos financiados na Caixa será de forma eletrônica com troca de arquivos de dados estruturados entre o banco e o respectivo Cartório de Registro de Imóveis, informou o banco. O processo se dará por meio da Plataforma Centralizada do Colégio do Registro de Imóveis, habilitada inicialmente para a participação das demais Centrais de Serviços Eletrônicos Compartilhados dos Estados e do Distrito Federal, que funcionarão de forma padronizada. 

A medida permitirá acelerar o registro das operações, que antes levava em torno de 45 dias e agora poderá ser finalizado, em média, em 5 dias. Além de dispensar a necessidade de recebimento do contrato físico pelo cartório, o registro eletrônico traz benefícios para as construtoras e clientes que não precisam se deslocar. A adesão ao novo registro começa a partir do próximo dia 13 de julho. 

Custas Cartorárias e Despesas de ITBI

Os clientes que pretendem comprar o seu imóvel com crédito na Caixa podem agora contar com o financiamento das custas cartorárias e despesas de ITBI, para todas as operações residenciais com recursos do FGTS e, nas operações com recursos SBPE, para imóveis com valor de avaliação de até R$ 1,5 milhão. O limite das custas financiáveis é de 5% sobre o valor financiado pelo cliente para operações contratadas com recursos SBPE e, com recursos do FGTS, o limite é de 4%. 

O valor total do contrato do cliente (valor relativo à compra do imóvel mais o financiamento das custas cartorárias e ITBI) deve estar dentro dos limites aprovados e da capacidade de pagamento e o valor máximo permitido para o programa em que ele se enquadra. Atualmente, essas despesas representam em torno de 2% a 5% do valor do imóvel e são pagas pelo próprio cliente nos trâmites de registro do contrato de financiamento habitacional. O percentual varia de acordo com os valores praticados nas diversas regiões do país. 

Medidas para Pessoa Jurídica

O pacote traz como medida para as empresas a flexibilização da comercialização mínima de 30% para 15% para novos empreendimentos, “fomentando o mercado imobiliário para lançamento de novos empreendimentos”, de acordo com a Caixa. As outras medidas para PJ são a possibilidade de contratação da produção de empreendimentos sem exigência de execução prévia de obras e de destinação dos recursos das vendas das unidades habitacionais para pagamento dos encargos mensais. 

A expectativa da Caixa é contratar 1.280 novos empreendimentos, o que representa 156 mil novas moradias e 485 mil empregos diretos e indiretos. 

Ações para Pessoa Física em 2020

A Caixa divulgou diversas medidas para pessoa física neste ano. Entre as principais estão a pausa de 120 dias no financiamento habitacional para clientes com pagamento em dia ou com até duas parcelas em atraso, o prazo de carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos e a renegociação de contratos com clientes em atraso entre 61 e 180 dias, permitindo pausa ou pagamento parcial das prestações. 

Caixa no Crédito Imobiliário

A carteira de crédito ampla da Caixa tem 5,46 milhões em contratos que somam R$ 478,4 bilhões, anunciou Pedro Guimarães. No primeiro semestre de 2020, as contratações alcançaram a marca de R$ 48,2 bilhões, que representa um crescimento de 21,73% em relação ao mesmo período do ano passado. No mês de junho, a Caixa atingiu o volume de R$ 11,1 bilhões em financiamentos habitacionais. 

Balanço da pausa no crédito imobiliário

Até o momento, de acordo com a Caixa, mais de 2,4 milhões de mutuários já solicitaram a pausa na prestação habitacional. Durante o período de pausa o contrato não está isento da incidência de juros, seguros e taxas. Os valores dos encargos pausados são acrescidos ao saldo devedor do contrato. 

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Os efeitos da pandemia começam a ser notados no mercado imobiliário.

O resultado de um conjunto generalizado de coisas tem sido notados no mercado imobiliário assim como em diversos outros, mas, no imobiliário especificamente a coisa passou a ser latente.

Já se notam nos stands de vendas e nos atendimentos online que o isolamento social, o trabalho HOME OFFICE, o distanciamento, mais espaços e a busca por melhores condições de habitabilidade e qualidade de vida familiar, são fatores fundamentais nas procuras por imóveis de moradia.

Fatores como a distância do trabalho, são suplantadas pela necessidade de dar a família uma melhor qualidade de vida. Nesse aspecto talvez estejamos na iminência de trazermos a baila a implementação das verdadeiras EDGE CITY, tão comuns e valorizadas pelos americanos. Nesse aspecto, tanto a infraestrutura viária quanto o crescimento ordenado dos centros periféricos das grandes cidades deverão ganhar corpo. Novos horizontes de crescimento e desenvolvimento tomarão forma nas urbanizações de cidades e núcleos de moradia, privilegiando o convívio.

Outro fator, até então levados com dificuldade pela cultura latino americana, o trabalho HOME deverá ditar as organizações dos novos lares. A busca por espaços e delimitação de um setor que se distinga da intimidade da família deverá ter uma nova preocupação.

As grandes aglomerações que ditavam as regras dos novos núcleos de moradia serão repensadas, afinal, o país chamado Brasil tem extensão territorial imensa  e ocupação física altamente concentrada.

Mais de 80% da população brasileira habita 0,63% do território nacional

Edson Simões, executivo do setor, diretor da SIMIL, Serviços Intelectuais de Marketing Imobiliário afirma que nos plantões de vendas da empresa esses sinais estão sendo evidenciados e foram detectados imediatamente depois de algumas dezenas de dias após o início do isolamento social e foi se sedimentando ao longo do tempo. “Até mesmo produtos que inicialmente estavam caracterizados como destinados ao lazer, tem hoje como público alvo espaços para moradia, como é o caso de Santo Antônio do Pinhal, nessa busca por distanciamento e qualidade de vida”. afirma o executivo.

Itens como segurança e lazer, que já vinham sendo bastante procurados continuam sendo importantes na hora da compra, mas, o fator decisório hoje leva em conta outros itens que atendam essa nova demanda causada pela pandemia. Exemplo disso são os loteamentos fechados e os bairros planejados numa distância média da capital que tenham terrenos de tamanhos médios para construção de uma boa residência.

“A verdade é que novos padrões de exigências estão surgindo e precisamos atender esse novo publico alvo. É preciso que o mercado imobiliário se adapte aos novos tempos e isso nosso setor sabe fazer rapidamente como nenhum outro, afinal somos a vanguarda do desenvolvimento.” afirma Edson.

Para atender esse novo público, mais exigente e sabedor do que procura, será necessário que também o Corretor de Imóveis se atualize e se modernize com as novas ferramentas e formas de apresentação dos produtos levando acima de tudo a informação completa e visual de seu negocio ate o cliente, rápida e facilmente.

Já ao Consultor Imobiliário, cumpre a tarefa de formatar bons produtos atendendo essa demanda sem inviabilizá-los comercialmente, antenados com os anseios do empreendedorismo, casados com o comprometimento do desenvolvimento das cidades e atualizados com o crescimento brasileiro que embora tenha tido a necessidade de recuar um pouco como aconteceu com o mundo, certamente vai acontecer. A urbanização racional esta apenas começando! 

Por Edson Simões

As novas táticas do mercado imobiliário para se adaptar à pandemia

O uso de métodos digitais tem tornado o processo de compra e aluguel de imóveis mais simples, permitindo que muitos clientes escolham seu novo lar sem nunca terem conhecido o local fisicamente

Searching the internet for real estate or new house with model home and key (Foto: Getty Images/iStockphoto)

Quando Carlos Naupari precisou se mudar do exterior para São Paulo a trabalho, em fevereiro, ele começou a procurar por imóveis para alugar sem achar nenhum do qual gostasse realmente. Em março, ele encontrou, online, um apartamento no Itaim Bibi, em um prédio que já conhecia. Por conta da urgência em conseguir alugar um local e devido à toda a situação de quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus, o jeito foi arriscar e alugar o local que havia conhecido somente pelas telas. E não é que deu certo? “O fato de não poder visitar pessoalmente não comprometeu muito o processo, eu diria. Eu já gostava muito desse prédio, já tinha ido a outros apartamentos naquele prédio anteriormente, e isso facilitou minha decisão. Hoje em dia, temos fotos, o corretor também me mandou um vídeo. Então eu me sinto muito confortável com a minha decisão”, diz. O empresário avalia que a experiência de alugar um imóvel 100% online, prática que deve se tornar cada vez mais recorrente, foi boa e bastante simples. 

Carlos talvez tenha sido um dos primeiros, no Brasil, a experimentar a nova realidade de imobiliárias, incorporadoras e construtoras brasileiras, que precisaram se adaptar rapidamente à situação de isolamento social imposta pelo coronavírus. Para continuar a fazer negócios, o ramo imobiliário brasileiro começou a fazer uso de uma série de tecnologias que antes, ou simplesmente não eram usadas ou ainda estavam restritas. “Com base nas experiências das empresas filiadas, constatamos que a digitalização veio, para boa parte das empresas, não como um processo normal. As empresas tiveram que pular toda uma programação e se digitalizar de uma hora para outra. Quem estava preparado conseguiu tirar mais proveito. Mas quem não estava teve de correr à beça para se ajustar às necessidades do ‘novo normal’”, diz o arquiteto Márcio Schneider, presidente da ABMI (Associação Brasileira do Mercado Imobiliário)

E muitas destas mudanças trazidas pela digitalização forçada pela qual passa grande parte do mercado, provavelmente, vieram para ficar. Confira, a seguir, as principais novidades do mercado imobiliário que não devem ir embora tão cedo:

Contratos eletrônicos

Online real estate concept - male hands typing on computer keyboard with house shaped icons over the image. (Foto: Getty Images/iStockphoto)

A possibilidade de fechar um negócio de maneira totalmente digital é, provavelmente, a maior e mais significativa mudança que imobiliárias e corretoras adotaram durante a pandemia. “Não se falava em assinar contrato imobiliário digitalmente. Você assinava um contrato digital para coisas como uma assinatura de streaming, mas não para comprar um imóvel. E, de repente, isso se tornou imperativo. Hoje, nem pensamos mais em um mundo sem contrato digital para o mercado imobiliário”, diz o diretor de Marketing e Novos Negócios da construtora MRV, Rodrigo Resende. “Todos aqueles paradigmas que existiam foram atropelados. Não deu nem tempo de discutir a adoção destes contratos com o departamento jurídico, foi tudo atropelado. E esse atropelamento veio no sentido de favorecer o cliente e construtora. Os dois tiveram vantagem. O cliente pode, da sua casa, ler o contrato, com calma, consultar seu advogado e tomar uma decisão de forma pensada, sem pressa de assinar”.

Para a construtora e incorporadora Even, a adoção dos contratos digitais também tem sido positiva. “A nossa experiência com a digitalização tem sido muito positiva, auxiliando corretores e clientes. A digitalização permite que todo o processo de compra de um imóvel seja feito remotamente, de forma rápida e cômoda. Atualmente, é possível comprar um imóvel da Even em outra cidade ou Estado e não precisar comparecer nem mesmo para assinar a escritura do imóvel. Isso é uma conveniência com a qual o cliente não contava há tempo atrás”, afirma Marcelo Dzik, Diretor Comercial e de Clientes da Even. 

close up young man hand press on calculator to check and summary expense of home loan mortgage for refinance plan , people lifestyle concept (Foto: Getty Images/iStockphoto)

Para além do mercado imobiliário, movimentos de outros setores e ramos econômicos também vêm facilitando a compra de imóveis durante o período atual de pandemia. A queda histórica na taxa Selic (taxa básica de juros do País) certamente auxilia na retomada do setor, que foi impactado sobretudo entre os meses de março e abril, quando a pandemia começou a se espalhar no Brasil. Com os juros baixos, a aprovação facilitada e digital de crédito para possíveis compradores de imóveis também tem um papel importante, como ressalta Rodrigo Resende, da MRV. “Aprovar crédito não era uma tarefa simples. Tinha que imprimir documento, fazer xerox, levar pessoalmente, e hoje não. Hoje, você aprova o crédito tirando a foto do seu documento a partir do seu celular, na sua casa, e em questão de minutos você tem a resposta se seu crédito foi ou não aprovado, e aí você pode comprar uma casa. Isso é uma revolução para o mercado imobiliário”.

Tour virtuais com fotos e vídeos em 360º

As câmeras e aplicativos de realidade aumentada têm se tornado grandes aliados do ramo imobiliário durante o período. Com a redução do número de visitas diárias realizadas aos imóveis e a adoção rígida de novos procedimentos de segurança, os clientes têm achado cada vez mais cômodo conhecer bem a casa ou apartamento pelo qual têm interesse antes de visitar o local.

Para muitas imobiliárias, as fotos e vídeos em 360º dos imóveis não são novidades, mas foram muito intensificadas com a pandemia. É o caso da construtora Even e da incorporadora Idea!Zarvos. “Estamos atualizando nosso site com Tour Virtual 360 de todos os nossos imóveis decorados, para que o cliente consiga sentir como é uma visita”, diz o diretor comercial da Even, Marcelo Dzik. A Idea!Zarvos ressalta que o momento exige que todos, clientes e time de vendas, aprendam a usar cada vez mais este tipo de recurso. “Já usávamos o tour virtual, a diferença é que intensificamos esse uso uma vez que as visitas aos decorados não era possível. Acredito que todos nós aprendemos a lidar melhor com as novas tecnologias, tanto o time de vendas como os clientes. Muitas delas vieram sim para ficar, como é o caso do tour virtual, das assinaturas digitais, e do atendimento por vídeo”, afirma Fernando Moliterno, gerente comercial da empresa.

Já a imobiliária Axpe achou uma maneira de tornar os tours virtuais um pouco mais pessoais para os clientes interessados em um imóvel. “Muitos proprietários se disponibilizam a gravar vídeos dos seus imóveis mostrando em detalhes a vista da janela, o hall de entrada… É inclusive uma oportunidade para que eles apresentem o imóvel, que conhecem melhor do que ninguém, enquanto filmam e falam. É algo bem caseiro, mas já conseguimos fechar negócios desta forma”, explica Martim Cazarin, sócio da Axpe. “Mas, claro, também temos um fotógrafo que vai nos imóveis, quando os proprietários permitem. Ele, além de fazer um vídeo profissional dos imóveis, ele também faz fotos em 360º,  que ajudam bastante o interessado sem que ele precise visitar os imóveis para conhecê-los”.

E, para a JHSF, que também já tinha uma presença digital marcante há alguns anos, a maior procura por fotos e tour virtuais vem a partir dos aplicativos da empresa. “No ano passado, lançamos o ‘JHSF Real Estate Sales’, plataforma que permite ao usuário conhecer e comprar imóveis desenvolvidos pela JHSF 100% por meio digital. E, nos últimos meses, notamos aumento significativo de procura e visita ao aplicativo. Isso aconteceu junto com o processo de queda de juros e durante a pandemia, tanto pelo maior interesse em ter uma propriedade, quanto pela restrição de visitar stands físicos. Na medida em que passarmos a ter imóveis para locação, esse app integrará também essa possibilidade”, avalia Thiago Alonso de Oliveira, CEO da JHSF.

Visitas mais assertivas

Não é exagero falar em uma possível mudança cultural quando se trata de negócios imobiliários. Pense em como você tradicionalmente escolheria um imóvel antes da pandemia: provavelmente, você visitaria uma grande quantidade de propriedades pessoalmente e caminharia pelos diversos bairros onde estão antes de tomar sua decisão. A pandemia pode alterar bastante esta realidade: o que a imobiliária Axpe tem feito, por exemplo, são visitas cada vez mais assertivas. “Nós agora fazemos um filtro muito bom antes de realizar uma visita com um cliente interessado. Fazemos este filtro mandando vídeos e fotos, então o cliente só vai visitar aquele imóvel que tem certeza absoluta de que  já gostou. Isso é uma mudança de comportamento muito grande”, diz Martim Cazarin, sócio da imobiliária.

É claro que, assim como na maioria dos negócios, a experiência física e o fator humano sempre serão relevantes quando falamos em comprar uma casa ou apartamento. O que  Márcio Schneider, presidente da ABMI, acredita é que o mundo digital, digamos, otimizou algumas etapas de todo este processo. “O imóvel, muitas vezes, é o sonho de uma vida inteira. Por isso é fundamental utilizar o mundo digital para romper burocracias, acelerar processos, sem nunca, porém, esquecer – com pandemia ou sem – que somos seres humanos, e nossos negócios são feitos com outros seres humanos”, reflete.

Fonte: https://casavogue.globo.com/

Por Luiza Queiroz | Fotos Getty Images