Arquivo do autor:Wolney Marques Feres

Mercado imobiliário deve crescer mais que o PIB Brasileiro em 2020

A falta da garantia de empregos e as taxas altas que a crise econômica gerou levou com que as pessoas deixassem de investir em imóveis, paralisando o segmento. No entanto, assim como falamos nas últimas edições, cada vez mais o mercado imobiliário vem ganhando destaque, deixando para trás a crise que assola o país desde 2014.

Graças aos sinais de recuperação do mercado imobiliário registrados nos últimos dois anos, aliado ao crédito imobiliário que o governo federal promoveu, o ano de 2020 tenha tudo para retomar o ciclo de alta.

Isso fica claro quando observamos os dados divulgados no Raio-X do 3º trimestre pelo FipeZap, no qual 38% dos entrevistados admitiram querer comprar um imóvel nos próximos três meses. Desses, 88% desejam adquirir para moradia própria e 12% buscam investir.

Esse otimismo não é só do comprador ou investidor, mas também dos especialistas, que destacaram que de novembro de 2018 a novembro de 2019 foram construídos 290 mil imóveis, registrando uma alta de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Vale mencionar que, graças a redução da taxa selic (4,5%), considerada a menor da história, os bancos foram obrigados a reduzir suas taxas. Segundo presidente do Secovi (Sindicato da Habitação), o valor das parcelas do financiamento de 2020 podem ser cerca de 30% menor se comparado ao do inicio de 2019.

Vale lembrar que tanto a Caixa Econômica Federal como o Banco do Brasil abriram linhas de créditos especiais para o investimentos imobiliários, entre elas está a linhas de crédito corrigidas pelo IPCA, que privilegia a pessoa que é boa consumidora, ou seja, quem têm boas relações com o banco pagará taxas menores.

Outro fator que aponta o aquecimento do mercado imobiliário é a alta dos preços dos lançamentos dos imóveis. Segundo dados do Secovi, nos 10 primeiros meses de 2019 a média do metro quadrado dos imóveis novos de São Paulo ficou em R$ 8.862, contra R$ 8.029 em 2018, uma valorização de 10%. No entanto, mesmo com as expectativas positivas, não há unanimidade entre os especialistas se os preços dos imóveis irão subir.

Como estratégia do comprador ou investidor, vale a pena investir em um imóvel neste momento ainda quando não existe uma alta considerável em relação aos preços.

Levando em conta todos esses fatores, especialistas apontam que o PIB da construção civil será maior que os  2,30% esperados pelo mercado para o PIB do Brasil para 2020.

Fonte: https://www.jornalspnorte.com.br/

Como investir em imóveis sem comprar um

Diego Siqueira, da TG Core Asset Management, explica como funcionam os fundos imobiliários

O ano está começando e muita gente se pergunta como fazer o dinheiro render para ter mais estabilidade financeira. Com a poupança em baixa, uma alternativa é começar a investir. A compra de imóveis é um grande desejo dos brasileiros em busca de aumentar a fonte de renda, mas exige uma grande quantidade de dinheiro – o que a maioria das pessoas não tem para aplicar.

Com o aquecimento do mercado imobiliário no último ano, esse desejo se torna ainda maior. A recente alta chama cada vez mais atenção para o setor e muita gente se pergunta como investir em imóveis mesmo sem ter como comprar um. A boa notícia é que qualquer pessoa pode investir no setor imobiliário sem precisar aplicar rios de dinheiro. Com pouco mais de R﹩ 100, você já pode se tornar um investidor do setor.

Fundos imobiliários

Opção que tem atraído a muitos, o fundo imobiliário funciona como uma reunião de investidores interessados no mercado de imóveis. A grande diferença é que eles se juntam para adquiri-los, de modo que cada participante pode comprar a quantidade de cotas que desejar. Dessa forma, é possível que qualquer pessoa tenha participação nos resultados de diversos imóveis e até grandes empreendimentos, como shopping centers e prédios comerciais.

Na prática, os fundos imobiliários contam com uma gestão profissional, que é responsável por selecionar os imóveis com boas condições de rentabilidade para direcionar os recursos dos investidores. Assim, os fundos imobiliários – ou FIIs – são uma maneira muito mais simples e acessível de investir e conseguir ótimos retornos nesse mercado. A partir de valores bem menores, é possível ter participação em vários imóveis, sem precisar lidar com as responsabilidades de um proprietário.

O investidor também conta com muita flexibilidade no investimento, já que as cotas podem ser negociadas na bolsa, com maior liquidez, e é possível obter isenção de Imposto de Renda na distribuição de dividendo. Mas por onde começar? Contratar uma boa gestora de investimentos é fundamental. Isso permitirá que você conte com o auxílio de profissionais especializados que, além de intermediar as operações, poderão prestar uma consultoria específica e de qualidade.

Fonte: https://www.segs.com.br/

Oportunidade ou dor de cabeça?

Especialistas afirmam que adquirir imóveis por meio de leilão pode ser mais vantajoso para investidores do que para pessoas em busca da casa própria.

Pagar pelo imóvel dos sonhos apenas metade do valor de mercado é algo tentador — e que por isso mesmo já deixou de ser um privilégio de quem só quer investir. “Mais da metade da minha carteira de clientes hoje é de pessoa física com a finalidade de moradia”, afirma Cláudia Frazão, leiloeira da Frazão Leilões. Ela prepara o leilão presencial de 32 imóveis ofertados pelo Itaú Unibanco para o dia 31 deste mês. “É um mercado cíclico: na crise, com o aumento da inadimplência, os bancos adotam a alienação fiduciária, alimentando a carteira para os leilões. Já com economia aquecida aparece o comprador pessoa física em busca de oportunidades”, diz Cláudia. Os lotes oferecidos no leilão do final do mês estão distribuídos em sete estados brasileiros: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, Sergipe e São Paulo.

Antes de dar um lance é bom saber que esse mercado envolve questões delicadas. A principal: saber se o imóvel está ocupado. Os leiloeiros dizem que é comum a situação ser resolvida amigavelmente, mas, como há custos processuais, o interessado deve prever gastos com advogados. Além do custo, ações de desocupação podem demorar meses — ou anos.

Outro complicador é quando o banco leiloa uma propriedade antes de notificar o inadimplente, o que pode pedir a anulação do leilão, como alerta a advogada Paula Farias, especialista em negócios imobiliários. “Se o devedor comprovar que não foi intimado, o juiz pode anular o leilão e dar novo prazo de pagamento. Se for pago, o imóvel volta para o dono inicial”. Existe a possibilidade de reaver os valores judicialmente, mas não é a dor de cabeça que as pessoas desejam ter. A advogada orienta que o interessado deve ler o edital do leilão, já que nele estão todas as informações sobre o imóvel. “Além disso, como o endereço está disponível, vale visitar a vizinhança, o imóvel (se estiver desocupado) e conversar com o síndico (em caso de condomínio), uma vez que o bem pode constar como ocupado no edital, mas já estar desocupado”, afirma Paula Farias.

Movimento cíclico: Para a leiloeira Claúdia Frazão, a recuperação da economia atrai novos interessados em imóveis. (Crédito:Divulgação)

ALUGAR OU REVENDER

Outra recomendação: verificar a matrícula do imóvel para conferir se há débitos com a prefeitura. O investidor visa o lucro com a venda ou com aluguéis, enquanto o comprador pessoa física procura por moradia e imagina que vai se mudar em pouco tempo. O leilão pode ser uma ótima oportunidade para o investidor, mas não é tão indicado para famílias que desejam realizar o sonho da casa própria. “De forma geral, essa não é uma boa forma de compra para quem tem pressa”, diz. Segundo ela, há vários casos em que os leilões abrem brechas jurídicas que podem levar à anulação. Até que haja uma definição na Justiça, o dinheiro pago pela propriedade fica em poder do banco. A correção, diz Paula, é irrisória, menor que o rendimento da poupança. Para evitar esse tipo de situação, a advogada recomenda contratar um consultor. “Ele pode ajudar na melhor escolha com a avaliação do imóvel antes de o interessado dar o primeiro lance”. Esse tipo de trabalho é realizado por advogados e custa entre 3 a 5% do valor do imóvel. Os custos e aborrecimentos que tendem a frustrar quem procura imóvel para moradia entram na conta do investidor como parte do risco envolvido, em geral compensado pelo alto desconto em relação ao valor de mercado. O retorno sobre o investimento pode vir na forma de aluguel ou na revenda. O investidor compra pela metade do preço, resolve as pendências e coloca de volta à venda pelo valor cheio. “Com os imóveis de leilão, tudo tem que ir para a ponta do lápis, afinal pode acontecer de o desconto não compensar”, afirma a especialista em direito imobiliário.

Além de atrair pelo preço, o mercado de leilões também chama a atenção de investidores pelas facilidades de negócio. Antes, eles eram apenas presenciais. Hoje, grande parte ocorre pela internet. Basta um cadastro, com um processo simples de envio de documentos. Os imóveis ficam listados no site do leiloeiro, com fotos e informações como o endereço e o valor inicial. Durante um período (em geral de 20 a 30 dias), os interessados podem dar ofertas — e o lance mais alto leva a propriedade. Além do valor dado pelo imóvel, quem arremata é quem paga os 5% de comissão ao leiloeiro, uma taxa estabelecida por decreto federal de 1932.

Por fim, vale lembrar que leilões oferecem tanto imóveis em bom estado quanto caindo aos pedaços. Quando se tem a sorte de encontrar um que está bem conservado e com preço baixo, o potencial de lucro costuma compensar o investimento.

Área de lazer para pets vira item obrigatório em novos prédios de São Paulo

O mercado de animais de estimação invadiu de vez o setor imobiliário de São Paulo. A área de lazer para os bichinhos, o pet place, que surgiu há cerca de uma década como diferencial nos condomínios, agora é item básico nos lançamentos na cidade.

Em alguns deles, há ainda espaços de uso coletivo para dar banho nos bichinhos, atividade impensável de se fazer dentro da área compacta dos estúdios que dominam os novos empreendimentos paulistanos.

Com o boom imobiliário iniciado em 2007, as incorporadoras paulistanas foram atrás de terrenos maiores. Foi quando cresceu o conceito de condomínio-clube, aliado a atrativos como o pet place, diz Ricardo Grimone, diretor de incorporação da Gamaro Desenvolvimento Imobiliário.

O movimento das incorporadoras surfa nos números do mercado. São 139,3 milhões de animais de estimação no Brasil, segundo projeção do Instituto Pet Brasil. Só em São Paulo, de acordo com dados da prefeitura, 28,6% dos domicílios possuem cães, 7,7% têm gatos e 6,7% reúnem os dois.

Uma pesquisa realizada pelo Grupo ZAP com 30 mil usuários de seu portal aponta que 48% dos brasileiros pretendem criar animais de estimação no imóvel que estão procurando. Ainda, 60% relataram ser desejável ou fundamental que o imóvel buscado possibilite a presença de pets.

“Os animais de estimação ganharam status de filhos nas famílias das gerações mais novas”, afirma a economista Deborah Seabra, do Grupo Zap. É de esperar, portanto, que infraestrutura voltada aos animais seja pré-requisito dos compradores de imóveis.

Nos projetos da construtora Gamaro, o playground dos pets fica em área de fácil acesso e inclui bebedouro e brinquedos para que o animal possa se exercitar ou até mesmo fazer aulas com um adestrador.

Na Vila Madalena, o empreendimento Seed tem uma área destinada aos animais que ocupa 87 m² pouco mais que os 82 m² da planta de cada um de seus 80 apartamentos, vendidos a R$ 1,6 milhão cada.

Ali, fica um piso permeável, que ajuda a reduzir os odores da urina dos animais. A área conta ainda com um espaço cercado, com torneira, para o banho dos bichinhos.

No mesmo bairro, a construtora Even ergue o Misce Vila Madalena, com apartamentos de 70 a 111 m² e um espaço na área comum dedicado aos cães. Batizada de Pet Play, a estrutura inclui área verde e brinquedos.

É um empreendimento projetado para o cliente que quer reunir lazer, conforto e conveniência em um só lugar, define Marcelo Dzik, diretor comercial da Even. A incorporadora conta mais dois lançamentos com pet place na área de lazer: o Stella Campo Belo, no Campo Belo, e o VM 303, na Vila Mariana.

Em Osasco, na região metropolitana da capital, a Gamaro também apostou no projeto de pet place para o Piscine, empreendimento de 900 unidades, com aptos de 40 a 70 m², vendidos por preços a partir de R$ 450 mil. O espaço conta com brinquedos que visam a estimular a agilidade dos cães, como rampa e pneu para salto.

O pet place tem peso como atrativo de venda, também pela segurança, evitando que os moradores tenham de circular na rua à noite com seus cães, afirma Grimone, da construtora.

Já a construtora MAC reservou 166 m² da área comum do empreendimento Conviva, no Parque São Domingos, para os animais de estimação que habitarão os apartamentos de 59 e 71 m². Com direito a obstáculos para salto, pneu recreativo e slalom.

No Raiz São Paulo Parque Resort, no Alto da Boa Vista, o playground canino é ainda maior, com 298 m², uma rampa dupla, slalom e salto com pneu. Os animais podem ainda aproveitar os 18 mil m² de parque privativo que farão parte do empreendimento. O preço das unidades é de R$ 489 mil.

“É um projeto que vem de encontro com o desejo do consumidor paulistano, de ficar a maior parte do tempo com a família e o contato com a natureza”, diz Andrea Possi, diretora de incorporação da MAC.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/

Sem custo extra, acessibilidade vira item obrigatório em novos apartamentos

Os novos projetos deverão considerar, por exemplo, largura de portas e corredores, desníveis e altura de janelas

Heloísa Rocha, de 35 anos, convive com a osteogênese imperfeita desde que nasceu — uma doença mais conhecida como ossos de vidro. É uma condição rara que tem como principal característica a fragilidade dos ossos.

Por conta disso, Heloísa se depara com dificuldades até mesmo dentro de casa. “O meu apartamento, onde eu moro, é plano, então facilita minha locomoção. Entretanto meu canheiro é muito estreito, então não consigo entrar com a cadeira. Por ter baixa estatura, preciso utilizar o banheiro sendo carregada.”

Um decreto que entra em vigor neste mês promete mudar esse cenário. A partir do dia 27 de janeiro, as construtoras e incorporadoras serão obrigadas a construir apartamentos que possam ser adaptados às pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.

A norma faz parte da nova Lei de Inclusão. Os projetos deverão considerar, por exemplo, largura de portas e corredores, desníveis e altura de janelas.

O vice-presidente de Tecnologia do Sindicato da Habitação de São Paulo, Carlos Borges, afirma que a nova regulamentação vai beneficiar toda a população e não só pessoas com deficiência. 

Segundo a advogada especialista em direito imobiliário, Jéssica Wiedtheuper, do Mota Kalume Advogados, os proprietários poderão solicitar as adaptações antes mesmo do prédio ficar pronto. 

“Outro ponto importante do decreto é a previsão da compra na planta já com as alterações necessárias. O consumidor deve fazer um requerimento escrito a construtora indicando as adequações necessárias.”

A Heloisa mora em um condomínio antigo na região central de São Paulo e diz que mudança nos novos prédios residenciais vai dar mais autonomia para pessoas com deficiência.

“Para mim, como pessoa com deficiência, essa Lei é muito positiva porque ela vai além do senso comum. Vai além da rampa e do elevador. Vai pensando em como incluir o deficiente em todos os setores.”

A nova Lei de Inclusão também prevê áreas externas acessíveis e 2% das vagas de garagens reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As construtoras estão proibidas de cobrar valores adicionais pelos serviços.

Construção civil tem melhor desempenho desde o 1º trimestre de 2014

Créditos: Shutterstock

Setor considerado termômetro para investimentos e emprego acumula alta de 4,4% no ano

O setor da construção civil apresentou no terceiro trimestre de 2019 o melhor desempenho para o setor desde o primeiro trimestre de 2014, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O segmento cresceu 4,4% ante o resultado do terceiro trimestre de 2018. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. 

O resultado foi impulsionado pelo setor imobiliário e pelo aumento da ocupação de 1,3% segundo dados da Pnad Contínua. A economia brasileira avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com os três meses anteriores.

Análise: Consumo das famílias lidera a alta do PIB, sustentado por emprego informal A construção civil é apontada como um bom termômetro para investimentos e emprego, pois mobiliza muita mão de obra. O motor desse segmento costuma ser um misto de ganho de renda da população, confiança do empresariado e das famílias de que dias melhores virão e investimento público, cada vez mais restrito.

“É um crescimento puxado principalmente pela construção imobiliária, não pela infraestrutura. A construção cresceu esses dois trimestres, mas ainda está 30% abaixo do maior dado, que foi no primeiro trimestre de 2014 — ressalta Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais.

José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), destaca que o setor vai manter o crescimento:

“O crescimento da construção civil é uma boa notícia para a economia do país. É movimento já consistente em São Paulo, mas com força também no Centro-Oeste, puxado pela renda gerada pelo agronegócio. Tradicionalmente, a recuperação começa por São Paulo e, depois, chega aos demais estados. Por ora, contudo, a retomada na construção está restrita ao segmento residencial do mercado imobiliário, que representa apenas uma pequena fatia do potencial do setor”, explica Martins.

A construção civil, continua ele, conta com quatro grandes pilares. Um deles é o de obras públicas, parado pela falta de capacidade de investimento do governo. Há ainda o vetor de obras de infraestrutura realizadas pelo modelo de parceria público-privada, como o usado nas grandes concessões sendo feitas em rodovias, aeroportos e outras. Existem as obras de projetos industriais e corporativos e, por fim, o imobiliário residencial.

“O governo aposta em grandes PPPs, mas são projetos que demandam maior prazo de maturação, licenciamento, até acontecerem. Na indústria e no corporativo ainda há grande capacidade ociosa. É um pilar forte em investimento, mas só virá com a recuperação econômica mais forte”,  diz o executivo. “O imobiliário residencial está indo, mas com um fator preocupante: ancorado nas classes média e média alta. Na moradia popular, onde o mercado é maior, faltam recursos e política de habitação definida”.

Apesar do resultado positivo, o nível de desempenho da construção ainda está 30% abaixo do maior nível registrado para atividade econômica, no primeiro de 2014.

O resultado para o trimestre acompanha a alta registrada no segundo trimestre de 2019, quando foi interrompida a série de 20 trimestres consecutivos, na comparação anual, de retração do setor. Além disso, acumula o segundo trimestre consecutivo de avanço da atividade econômica, tanto na comparação anual quanto na trimestral. Nessa última, apresenta alta de 1,3%

Carne: Com apetite chinês, preços da carne podem ficar altos por Segundo dados divulgados pelo IBGE, a economia brasileira avançou 0,6 % no terceiro trimestre de 2019, na comparação com os três meses anteriores, divulgou o IBGE nesta terça-feira. Analistas projetavam que o Produto Interno Bruto ( PIB ) do país registrasse alta de 0,4%, de acordo com a mediana das projeções compiladas pela agência Bloomberg. Apesar da recuperação, a economia brasileira está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2012 e 3,6% abaixo do pico de produção anterior à crise, registrado no primeiro trimestre de 2014.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Este é o primeiro hotel do Mundo impresso em 3D

Kisawa Sanctuary deve abrir no verão de 2020 na costa de Moçambique.

Este é o primeiro hotel do mundo impresso em 3D
 

Kisawa Sanctuary está localizado na costa leste de Moçambique, nas praias de areia branca da Ilha de Benguerra e define um novo padrão para arquitetura sustentável.

Foi usada uma tecnologia inovadora e patenteada de impressão de areia em 3D, encomendada especificamente para este projeto e usada na sua construção, juntamente com o artesanato e materiais têxteis locais.  

A estrutura foi criada em computador e enviada para uma impressora 3D, onde foi dividida em várias camadas. A impressora ligou os materiais (areia e água do mar) para criar a estrutura.

As decorações do hotel são 100% locais, de forma a evitar as emissões de CO2 provenientes do transporte de materiais.

Kisawa Sanctuary tem 12 bungalows de um, dois ou três quartos distribuídos ao longo de 300 hectares de praia, floresta e dunas de areia na ilha.

Cada bungalow tem praia privada, uma piscina, uma cozinha ao ar livre, um espaço de massagem e transporte elétrico para passear pelo resort

Os bungalows de um quarto custam 5 mil euros por noite e os hóspedes têm acesso ao seu próprio chef de cozinha, staff, spa, instalações de mergulho e a um safari marinho.

A impressora 3D também será implantada no outro lado da ilha para imprimir recifes de coral em areia e habitats marinhos para a Bazaruto Center for Scientific Studies, uma organização sem fins lucrativos.

Fonte: https://viagens.sapo.pt/

A aceleração chegou? O que esperar do PIB do terceiro trimestre

Consumo das famílias deve protagonizar efeito positivo da economia no período. Por outro lado, crise na Argentina e desaceleração global limitam expansão

Na próxima terça-feira (03), o IBGE divulga o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, e a expectativa é de que o dado mostre uma continuidade da recuperação da economia brasileira protagonizada pelo consumo das famílias.

Por outro lado, a crise na Argentina, importante parceiro comercial do Brasil, e a tensão global ligada à desaceleração das principais economias do mundo devem ofuscar esse resultado, uma vez que afetam o desempenho das exportações.

“O terceiro trimestre foi um período de início de melhora das expectativas. De uma recuperação lenta, gradual e, o que é importante, sem grandes choques, como o que sofreu a indústria extrativa no primeiro trimestre por conta do rompimento de barragem em Brumadinho“, diz Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

A previsão da consultoria é que o PIB cresça 0,5% no terceiro trimestre sobre o trimestre anterior e 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A acalmada de ânimos, segundo o economista, tem muito a ver com a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, que aconteceu em primeiro turno em julho e o segundo turno em agosto.

“A questão toda era sobre o que poderia acontecer na Câmara. A conclusão dessa fase trouxe maior tranquilidade de que o texto passaria no Senado, como acabou acontecendo”, diz. 

Despesas previdenciárias representam mais da metade dos gastos do governo federal e a reforma do sistema de aposentadorias desacelera a escalada da dívida da União.

A partir daí, as expectativas em torno da inflação medida pelo IPCA tiveram uma queda acentuada. “Até o segundo trimestre, essas expectativas estavam subindo. A gente via inflação a 4% neste ano e, agora, a gente vê números próximos de 3%”, diz Vale. 

O cenário de reforma bem encaminhada e expectativas sobre inflação em queda ajudou a abrir espaço para que o Banco Central baixasse os juros.

O atual ciclo de afrouxamento monetário começou em julho. Desde lá, já houve três quedas consecutivas de 0,5 ponto percentual na taxa básica da economia (Selic), que deve chegar a 4,5% ao ano em dezembro, segundo sinalização do BC e expectativas de mercado.

Os juros em queda favoreceram tanto a expansão do consumo das famílias — que tem um peso grande no PIB, de 70% — como os investimentos privados, com destaque para o setor de construção civil.

“A taxa de juros reduz o custo dos financiamentos, então fica mais barato para as pessoas pegarem dinheiro emprestado para comprar imóveis e também reduz o custo de oportunidade, então em vez de manter o dinheiro num fundo de renda fixa, o investidor tem mais incentivo a não deixar o dinheiro parado”, diz José Carlos Faria, economista-chefe do BNP Paribas. O banco espera que o PIB do terceiro trimestre avançe 0,4% ante o trimestre anterior. Na comparação anual, a elevação prevista fica em 1%. 

A aprovação de novos saques do FGTS pelo governo, que começou a ser liberada em setembro, também deve ter algum impacto positivo no consumo das famílias, segundo Silvia Matos, coordenadora do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV), embora esse efeito seja mais sentido no PIB do quarto trimestre.

“Setembro deve ter dado alguma contribuição para o crescimento dessa demanda, mas não foi só isso. Houve uma melhora gradual do mercado de trabalho, da renda, juros menores, inflação menor. Tudo isso tem ajudado a criar um consumo mais forte, embora muito gradual. Mas o consumo já mostra esse protagonismo no resultado do PIB”, diz.

A expectativa do Ibre é que o consumo das famílias mostre avanço de 0,6% no terceiro trimestre ante o período imediatamente anterior. Esse número é o dobro daqueles registrados nos dois primeiros trimestres do ano, de 0,3% na mesma base.

Em relação ao PIB, o Ibre espera um avanço no terceiro trimestre de 0,4% na comparação trimestral e 0,9% na comparação anual. 

A construção civil deve continuar crescendo, na esteira do mercado imobiliário, que mostra recuperação em algumas regiões, sobretudo no estado de São Paulo, que teve aceleração dos lançamentos imobiliários. “Mas ainda não vemos lançamentos em outros estados”, destaca Faria. 

O setor de construção vinha mostrando resultados negativos desde a recessão e veio positivo no segundo trimestre, na comparação anual, pela primeira vez depois de 20 recuos consecutivos. O Ibre espera que o setor cresça perto de 2% no ano e tenha seu primeiro resultado positivo em cinco anos.

O PIB da construção encolheu 28% entre os anos de 2014 e 2018, tendo sido um dos mais atingidos pela crise. Vale ressaltar que o setor é um grande empregador, principalmente em fases nas quais as obras estão aquecidas. 

Silva ressalta que o IBGE deve anunciar revisões dos resultados anteriores, o que é praxe e pode mudar um número ou outro da série, mas, no geral, “o histórico continua o mesmo”.

O fim do terceiro trimestre também marca uma reação dos principais indicadores da atividade econômica: indústria, comércio e serviços. O comércio varejista ampliado avançou 4,3% em setembro, na comparação anual. No mesmo mês, a indústria de transformação cresceu 1,6% nessa comparação, depois de cair por três meses seguidos.

Sobre as exportações brasileiras, Silvia Matos diz que a previsão é de que esse resultado venha “ruim”, como reflexo da tensão externa e da crise econômica da Argentina. “A crise na Argentina tem influenciado o PIB brasileiro o ano todo. É um parceiro importante para as manufaturas brasileiras. O país teve um choque no ano passado e, de lá para cá, a situação só piora”, diz.  

Entre janeiro e outubro deste ano, o volume das exportações brasileiras mostra queda de 1,9% ante o mesmo período de 2018. Na mesma comparação, as importações cresceram 3,6%, segundo dados do Ibre.

“É bom lembrar que, apesar do terceiro trimestre mostrar que foi melhor do que o anterior, estamos falando de uma economia que não vai mostrar nenhuma recuperação espetacular. Ainda cresce cerca de 1% ao ano”, diz Vale. 

Fonte: https://exame.abril.com.br/

Mão de obra no canteiro de obras: menos pode ser mais

Construtoras que preferem a boa engenharia têm priorizado contratar trabalhadores compromissados com a qualidade

Créditos: Shutterstock

A estratégia é seguida por construtoras que tratam seus profissionais como investimento, ou seja, oferecem treinamento, ferramentas e materiais adequados. Empresas com esse perfil minimizaram o mito de que mão de obra especializada encarece a construção. Elas aprenderam que o custo se dilui em outros processos ao longo da execução da obra.

A produtividade eficaz reduz o risco de imprevistos, os quais geram retrabalho e desperdício. O tema é recorrente em congressos e seminários da construção civil, como o 1º Congresso Nacional da Produtividade na Construção Civil, onde (https://www.cimentoitambe.com.br/obra-sem-problemas-passa-por-recrutamento-correto/) foi dado o seguinte alerta: “Não é recomendável contratar observando apenas a redução de custos com a mão de obra. Também é importante não contratar em excesso. Existem ferramentas e empresas para fazer esse dimensionamento corretamente.”

Tudo passa pelo gerenciamento da obra. Quando a incorporadora e a construtora não se sentem seguras para fazer esse tipo de gestão, o recomendável é contratar empresas especializadas. Algumas chegam a garantir em contrato que conseguem reduzir o custo da obra entre 5% e 10%.

Mestres de obra qualificados influenciam positivamente na contratação da mão de obra

O gerenciamento abrange as seguintes gestões: projeto, compra e fornecimento de materiais, segurança no canteiro de obras, logística e supervisão da mão de obra. No que tange à aquisição de profissionais para a construção, mestres de obra (https://www.cimentoitambe.com.br/mestre-de-obras/) qualificados e com experiência podem dar uma excelente contribuição no momento da contratação. Com conhecimento necessário para avaliar o desempenho das equipes, eles são os mais indicados para ajudar no preenchimento das vagas.

No que se refere à escolha de mão de obra para a construção civil, toda a ajuda é possível. Pesquisa da multinacional de recrutamento ManpowerGroup mostra que o setor tem uma das mais altas taxas de escassez de qualificação no Brasil. Segundo os dados apurados, 63% dos que trabalham em canteiros de obra são pouco especializados. O percentual representa quase o dobro da média mundial (36%).

A pesquisa também confirma dados de outros levantamentos: que trabalhadores da construção civil brasileira levam um dia para produzir o equivalente ao que um operário norte-americano faz em 5 horas; um alemão, em 6 horas, e um chinês em 8 horas. Estudo recentemente desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (https://www.cimentoitambe.com.br/veja-o-que-leva-a-baixa-produtividade-na-construcao-civil/) vai ao encontro dessa tese. Ele constatou que, além das correções estruturais necessárias para aumentar a produtividade, o Brasil precisa trilhar dois caminhos: melhorar a educação em todos os níveis (inclusive técnico) e investir na modernização do capital físico (máquinas e equipamentos das empresas).

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Escassez de Talentos”, da multinacional de recrutamento ManpowerGroup

Contato: enquiry@manpowergroup.com

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

O resultado para o setor imobiliário de um ano de Jair Bolsonaro no poder

 

Acompanho o humor do mercado há mais de uma década, em relacionamento direto com investidores nacionais e estrangeiros, e observei de perto o sobe-e-desce das expectativas ao longo dos últimos 12 meses – da lua-de-mel logo depois da eleição do presidente Jair Bolsonaro e no início do seu mandato, passando por decepções com o ritmo da agenda reformista e da recuperação econômica, e agora com a sedimentação do entendimento de que os negócios, pouco a pouco, vão voltando aos trilhos. Essa retomada de um horizonte promissor é essencial para os negócios imobiliários crescerem de maneira continuada e sustentada, pois sinaliza uma demanda mais firme e abre caminho para a efetivação de investimentos em novos projetos, lançamentos de empreendimentos e atração de mais capital com visão de longo prazo.

No GRI Club, realizamos a cada trimestre a pesquisa Termômetro do GRI, que ouve os principais executivos e empresários do mercado imobiliário. Logo agora que o governo Bolsonaro completa um ano, os dados mostram que, na comparação com o período imediato à eleição, houve melhora significativa em diversos indicadores, ainda que o pico do otimismo com a gestão federal e seus impactos, registrado no primeiro trimestre de 2019, tenha ficado para trás. A impressão que fica, das conversas que mantenho com os comandantes das principais empresas do mercado, é de que a gestão dos negócios vem buscando se descolar das oscilações na esfera política e se calcar fundamentalmente nos graduais progressos micro e macroeconômicos.

Hoje, 71% dos consultados pela nossa pesquisa dizem que suas companhias estão investindo e/ou ampliando negócios no País, um excelente sinal diante do momento que vivemos. Outro aspecto positivo é que, agora, 82% acreditam em melhora do desempenho do setor nos próximos 12 meses, bem mais do que os 69% que tinham a mesma opinião no final de 2018. Mantidas essas tendências, 2020 promete ser o ano mais favorável da nossa história recente.

O melhor de tudo, porém, é perceber que o crescente bom humor já se comprova na prática. Por exemplo, os Indicadores de Registro Imobiliário, produzidos pela Fipe em parceria com as Associações dos Registradores Imobiliários, revelam que, só no estado de São Paulo, principal pólo imobiliário do País, foram registradas mais de 919 mil transferências imobiliárias entre julho de 2018 e junho de 2019, sendo 613 mil relativas a compra e venda. Para se ter uma ideia, no ano passado inteiro, esse número não passou de 908 mil e, em 2017, de 848 mil. Ou seja, o mercado está, sim, se movimentando mais intensamente e concretizando transações, o que significa mais negócios, investimentos, moradias, espaços corporativos e desenvolvimento sócio-econômico.

Comparando com outros países emergentes, podemos ver que o Brasil, que já despontava, também conforme nossas pesquisas, como o preferido da América Latina na ótica dos investidores imobiliários, tem tudo para se consolidar nessa posição e canalizar cada vez mais investimentos – sobretudo diante da crescente instabilidade vivida pela região.

Vale destacar ainda que o otimismo do setor imobiliário aqui no Brasil, durante 2019 todo, vem se mostrando mais acentuado do que na maior parte dos mais de 20 países em que nosso grupo atua. Esse é o sentimento que vou levar ao encontro dos principais líderes do mercado imobiliário global que organizamos a cada começo de ano na Suíça. É hora de juntar esforços, locais e internacionais, para que a retomada do mercado imobiliário brasileiro seja sólida e consistente, e para que o setor continue desempenhando seu papel vital para a economia brasileira e o bem-estar da população.

Fonte: https://politica.estadao.com.br/

*Gustavo Favaron, CEO e Managing Partner do GRI Group