Arquivo do autor:Wolney Marques Feres

Compra e venda de casas e apartamentos em SP cresce quase 10%

De acordo com o levantamento do Registro de Imóveis do Brasil, o número de registros de compra e venda de casas e apartamentos em São Paulo subiu 9,7% no acumulado de janeiro a novembro de 2019 em relação à 2018.

Especialistas afirmam que essa melhora foi causada pela inflação baixa, queda dos juros e mais empregos. Com isso, a tendência é que o mercado imobiliário continue crescendo em 2020. A expectativa é que o PIB da construção civil seja maior que 2,3%

Queda de juros

Com a taxa básica de juros baixa, as condições de financiamento se tornam mais vantajosas. Por isso, a Selic influencia no mercado imobiliário, assim como em praticamente todos os outro setores.

A cada queda de 1% nos juros de financiamento de imóveis, mais de 2,5 milhões de famílias entram no mercado imobiliário, segundo dados da Associação Brasileira das incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Aumento de empregos

O número de pessoas sem carteira assinada diminuiu em 2019, representando uma melhora nesse quadro. Com o crescimento da construção civil, 11% dos novos empregos formais partiram desse setor.

Segmentos

Casas e apartamentos à venda de médio e alto padrão foram responsáveis por 21,2% dos imóveis lançados. Além disso, representou 30,2% das unidades vendidas, seguindo os dados da Abrainc.

Por conta do cenário econômico, economistas dizem que é um bom momento para se investir em imóveis de alto padrão.

Preço

Mesmo com o otimismo do mercado, as pessoas estão preocupadas com o preço dos apartamentos à venda. Em relação à São Paulo, a média do metro quadrado de  de janeiro à outubro de 2019 estava em R$ 8.862.

Já no mesmo período de 2018, era de R$8.029. Portanto os dados do Secovi-SP apontam uma valorização de 10%.

Cuidados ao comprar comprar imóveis

Depois de saber que o mercado imobiliário neste ano está otimista, é necessário tomar cuidados ao comprar apartamentos em SP.

Como forma de economizar e ter as melhores condições, é importante verificar as taxas de financiamento imobiliário de vários bancos.

Para que você não se arrependa, recomenda-se pensar bastante nas necessidades da família, prezando pelo conforto. Existem vários estilos e tamanhos de apartamentos na planta, por isso você deve escolher o que tiver o melhor custo-benefício.

Outro ponto que merece muita atenção é a localização. A cidade de São Paulo é grande, tendo muitos bairros ótimos para morar. Além de analisar o perfil da região, você deve pensar no deslocamento.

Assim, apartamentos no centro de São Paulo são ideais para quem trabalha ou estuda perto. Passar menos horas no trânsito melhora a qualidade de vida.

Visando evitar problemas burocráticos, é necessário verificar se a documentação está em dia.

Fonte: https://www.forquilhinhanoticias.com.br/

Panorama dos lançamentos imobiliários e investimentos no setor

Panorama dos lançamentos imobiliários e investimentos no setor

O segmento de médio e alto padrão apresentou crescimento de 20% nos lançamentos e de 10% nas vendas. Créditos: shutterstock

 

Movimento gera o aumento da confiança dos investimentos no setor e também impulsiona o crescimento econômico

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) liberou, no final de 2019, dados referentes ao Produto Interno Bruto da Construção no Brasil, mais conhecido como PIB da Construção, que cresceu 1,3% no terceiro trimestre do ano, em comparação ao segundo trimestre de 2019 – o que contribuiu para o aumento de 0,6% do PIB brasileiro. Após 20 trimestres em queda, este foi o segundo trimestre seguido em que o PIB da construção teve um aumento significativo, o que contribui para perspectivas positivas de crescimento do setor. “O resultado reforça a percepção de que a crise do setor passou, com o início de um ciclo de recuperação”, salientou Odair Senra, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP), em coletiva para a imprensa em dezembro de 2019.

Nesse cenário de avanços, a distribuição de alvarás concedidos nos últimos 12 meses na cidade de São Paulo, por exemplo, subiu 44,4% totalizando 881 projetos aprovados para a construção de novas edificações verticais divididos entre a Zona Leste (região que concentrou 44,3% do volume de alvarás concedidos no período), seguida pela Zona Norte (19,5%), Zona Sul (18,8%), Zona Oeste (14,2%) e Centro (3,2%). Por conta desses dados favoráveis, o mercado imobiliário da construção também tem sentido um considerável aumento  na confiança do investidor, o que reflete diretamente no futuro aumento de empregos e também no crescimento do setor da construção civil.

Lançamentos imobiliários: Programa Minha Casa Minha Vida

De acordo com dados divulgados recentemente pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a maioria dos empreendimentos lançados (76,0%) e das vendas (69,9%) realizadas nos últimos 12 meses corresponde a unidades comercializadas no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV)*, ao passo que os empreendimentos de Médio e Alto Padrão (MAP) se manteve responsável por 24,0% das unidades lançadas e 30,1% das unidades vendidas durante o período analisado.

Com relação às variáveis, os lançamentos e vendas no segmento MAP subiram 18,8% e 2,2%, respectivamente, em relação ao período anterior, enquanto as vendas líquidas do segmento MAP apresentaram um aumento expressivo de 23,9% no mesmo período. Quando comparamos o número de lançamentos residenciais em empreendimentos do Programa MCMV durante os últimos 12 meses, o aumentou foi de 10,9% em relação ao período anterior, enquanto as vendas aumentaram 2,2% no mesmo período. Finalmente, as vendas líquidas do segmento MCMV acumulam alta de 7,8% na sondagem dos últimos 12 meses.

Para o presidente da Abrainc, Luiz França, os números validam a retomada do setor: “Quando fazemos a comparação do terceiro trimestre deste ano com o de 2018, o resultado é ainda melhor. No segmento de médio e alto padrão, teve um crescimento de 20% nos lançamentos e de 10% nas vendas. Nos imóveis do Minha Casa Minha Vida, o resultado é de 10% no número de lançamentos e 3,2% nas vendas no comparativo trimestral. Isso demonstra que as empresas estão mais seguras para investirem e que o poder de compra dos consumidores está aumentando, através da queda dos juros e das novas opções de financiamento imobiliário”, destaca França.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/

CBIC cria cartilha sobre coronavírus, com orientações a empresas

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) lançou, nesta quarta-feira (18), a cartilha Coronavírus, que apresenta um resumo sobre o tema para as entidades do setor da construção e para seus associados. O material já está disponível no site da CBIC, no endereço cbic.org.br/publicacoes/.

A publicação foi apresentada durante o evento Diálogos
CBIC: setor e a crise do Coronavírus
, realizado na tarde de hoje, via internet. O documento inclui desde cuidados para identificar os sintomas da doença até orientações sobre direitos de contratados.

“A cartilha reúne informações que devem ser avaliadas nesse momento de pandemia de Covid-19, trazendo os principais alertas para as entidades do setor da construção e para seus associados”, explicou o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

O conteúdo está dividido em seis tópicos principais:

            • O que é o coronavírus?
            • Quais os principais sintomas identificados?
            • Como prevenir a disseminação do vírus?
            • Como prevenir a disseminação do vírus no ambiente de trabalho?
            • O que fazer no canteiro de obras?
            • Quais são os direitos dos contratados nos contratos de obras públicas?

A cartilha Coronavírus pode ser atualizada à medida que surgirem novas informações relevantes sobre o tema. Ela foi produzida pelos advogados Erika Albuquerque Calheiros (assessora jurídica e coordenadora do Conselho Jurídico da CBIC), Fernando Vernalha Guimarães (consultor jurídico da Comissão de Infraestrutura da CBIC) e Fernando Guedes Ferreira Filho (vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas da CBIC).

Fonte: https://cbic.org.br/

Dados reforçam a força da construção para a economia

Em 2019 pudemos sentir os reflexos positivos na economia regional, com retomada de investimentos e geração de empregos

A semana que passou trouxe dados importantes para a economia brasileira. Mas especificamente para o setor da construção civil, responsável por mais de 9% do Produto Interno Bruto (PIB), índice que mede a geração de riqueza do País. Após cinco anos de queda, o segmento fechou 2019 com crescimento de 1,6%. Para os mais críticos, a alta divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) pode parecer pequena. Mas quando olhamos o período que vai de 2013 a 2018, foram seis anos de quedas consecutivas.

A retração do setor trouxe na esteira conseqüências sérias, como redução de lançamentos, de investimentos, geração de receitas para municípios, estados e União e, o mais grave, na dispensa em massa de empregados. Em 2019 pudemos sentir os reflexos positivos na economia regional, com retomada de investimentos e geração de empregos, com a construção civil sendo a maior geradora de vagas na Região Metropolitana de Campinas.

A retomada do PIB também foi e esta sendo sentida fortemente através dos créditos imobiliários, outro indicador importante para medir a temperatura desse mercado. No último dia 28 de fevereiro, números divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mostram que os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para aquisição e construção de imóveis cresceram 42,7% em janeiro em comparação ao mesmo período de 2019, atingindo R$ 7,27 bilhões. Foi o melhor resultado para o mês desde 2016.

No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2020, foram aplicados R$ 80,9 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, alta de 37,9% sobre os 12 meses anteriores.

Os números positivos, no entanto, não param por ai. Com as quedas das taxas de juros para o menor patamar da história, a busca de investidores pelos Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) também teve um salto impressionante. Somente em 2019 o Brasil ganhou 427 mil investidores novos. Terminamos o ano passado com um total de 633 mil investidores em fundos imobiliários no total. As pessoas físicas, que antes buscavam garantir uma renda extra com ganhos de juros, já respondem por 72% do volume negociado.

Um quarto dado, também importante e bastante significativo, é com relação às empresas do setor imobiliário. Aproveitando a queda da taxa de juros (Selic) e a redução de ganhos do mercado, as construtoras decidiram buscar recursos através de lançamento de ações no mercado. Somente nesta semana tivemos três construtoras anunciando pedidos de registros para IPO na bolsa de valores.

Os números trazem boas perspectivas, tanto para o setor como a economia, para os próximos anos. Seja para os negócios, para os cofres públicos e, principalmente, para os trabalhadores. Tudo isso vai resultar em mais contratações em todos os setores.

Vale lembrar que a construção civil é a maior geradora de empregos do país. Ela vai além das construtoras e imobiliárias, e fabricantes e peças e materiais. Ela abrange ainda urbanismo, estradas e infraestrutura. Para cada vaga direta, outras 4,5 indiretas são criadas em toda a cadeia construtiva e outros setores, como eletrodomésticos, veículos, entre muitos outros.  

Francisco de Oliveira Lima Filho Presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp), entidade que reúne empresas associadas e 60 empresas parceiras como construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais, investidores e profissionais que atuam em toda a cadeia da construção civil. https://habicamp.com.br/

Fonte: https://www.acidadeon.com/

Home office altera projetos arquitetônicos de edifícios

Mudança conceitual na forma de trabalhar impacta, principalmente, as edificações no sul e sudeste do Brasil

Levantamento feito por um grupo de consultorias em recursos humanos mostra que, após a entrada em vigor da nova legislação trabalhista, 45% das empresas brasileiras já aderiram parcialmente ao home office para seus funcionários. Significa que pelo menos duas vezes por semana essas corporações permitem que seus colaboradores atuem remotamente, ou seja, trabalhando de casa. Essa mudança conceitual no mercado de trabalho impacta também os projetos arquitetônicos de edifícios residenciais, principalmente nas regiões sul e sudeste. 

Há prédios que já projetam o home office dentro do apartamento. Outros lançam mão de um espaço batizado de meeting room (sala de reuniões), que funciona com um coworking para os condôminos. O ambiente é projetado para atender as demandas do morador que trabalha em home office. A ideia é importada, já que em países como Holanda, Alemanha, Espanha e Canadá boa parte dos projetos arquitetônicos dos edifícios residenciais já vem com o conceito de meeting room em suas plantas.

O que incorporadoras e construtoras estão fazendo é captar os sinais de um novo mercado de trabalho que surge. Levantamento da consultoria de recursos humanos Randstad, realizado com empresas de 33 países – incluindo o Brasil -, mostra que 7 em cada 10 entrevistados gostariam de trabalhar de casa. Na mesma pesquisa, 45% dos consultados reconhecem que a maneira tradicional de trabalho está mudando para formas mais flexíveis. 

Outros estudos apontam para a mesma tendência. Por exemplo, a Pesquisa Home Office Brasil 2018, realizada pela SAP Consultoria em Recursos Humanos, detectou crescimento de 22% na modalidade home office, desde 2016. A maioria das empresas adeptas atua nas áreas de Tecnologia da Informação, Telecom ou serviços. Juntas, elas somam 44% das que dão flexibilidade aos colaboradores. Por região do país, o sudeste tem uma adesão de 89% das empresas ao home office, seguido do sul, com 8%. 

Consultorias já detectaram que home office não funciona para todos

Melhorias na qualidade de vida dos colaboradores (70%), mobilidade urbana (63%) e concessão de benefícios (47%) são as principais motivações para a adoção do home office, segundo as companhias. Entretanto, a flexibilidade da jornada de trabalho ainda é um benefício do “alto escalão” (executivos, diretores, coordenadores e supervisores), sendo que 66% têm carga horária definida, mesmo podendo trabalhar de casa.

Os levantamentos das várias consultorias que estudam o home office no mercado de trabalho também já detectaram que a modalidade não funciona para todos os colaboradores nem para todas as empresas. Adaptam-se melhor os que possuem idade acima de 34 anos, tem familiaridade com o trabalho informatizado e fazem parte das classes A, B e C. Para ilustrar, existem os exemplos conhecidos mundialmente de IBM e Yahoo, que implantaram o home office e, meses depois, chamaram seus funcionários de volta ao escritório, por causa da queda na produtividade. Por outro lado, as mesmas pesquisas veem potencial na geração Z (1990-2010) para o trabalho remoto com bom desempenho. É nessa população que o mercado imobiliário está focado.

Entrevistado
Reportagem com base em pesquisas de consultorias de recursos humanos, como Randstad, SAP Consultoria em Recursos Humanos e MindMetre Research (via assessorias de imprensa)

Contatos
marketing@randstad.com.br
sap@sapconsultoria.com.br
info@mindmetre.com 

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

CNN Brasil estreia no domingo

No próximo domingo 15, o jornalismo brasileiro assiste a estreia do canal de notícias CNN Brasil, em português, nas principais operadoras de televisão, redes sociais e plataformas digitais do País. Ela vai ser destaque na grade dos canais da SKY TV
 
O projeto é audacioso, e vem sendo preparado com um ano de antecedência para chegar com poder ao mercado de notícias. Exemplo disso é a quantidade de acontecimentos ao vivo que o canal enfrentará logo em sua data de estreia. No dia 15 de março o Brasil estará fervendo com as manifestações a favor do governo Bolsonaro e contra o Congresso Nacional e o STF. 
 
As condições do dia escolhido mostram o quanto a equipe se sente preparada para a proposta de comentar e reportar os principais acontecimentos do dia com uma programação em tempo real, e 100% digital, em diferentes plataformas.
 
O investimento é estrondoso. Por trás dele, está Rubens Menin, principal acionista da franquia do canal americano. Cofundador e CEO da MRV, maior construtoras do Brasil, Meni ocupa a lista dos bilionários do mundo da Forbes
 

Aplicativos trazem inovação e novas demandas

Eles facilitaram as compras online e agora desafiam condomínios a atenderem necessidades de comodidade e segurança

Espaço para armazenamento de entregas da Vitacon, o Vita Entrega/ Crédito: divulgação
 
 

Fazer compra no mercado sem carregar peso, providenciar o jantar sem sair do sofá, usufruir de um carro particular só pelo tempo de que precisar. As vantagens dos aplicativos têm modificado cada vez mais profundamente a maneira como consumimos, como nos locomovemos e como moramos. “Eu trabalho das 8h às 18h. Paro pouquíssimo em casa. Posso adquirir um item a qualquer momento e, quando chegar, retiro. Mesmo comida congelada, que chega enquanto estou fora, recebo depois em perfeito estado”, conta Leon Carvalho, 33 anos, técnico em sinistro de automóveis. Ele diz que desfruta do espaço de guarda-entregas do condomínio onde mora desde que se mudou, em abril deste ano. “É extraordinário. Recebo uma mensagem quando a compra chega. Para mim, que moro sozinho, tem uma comodidade e segurança incríveis.”

Leon mora no Vita Bom Retiro, um condomínio que conta com lavanderia coletiva, espaço gourmet, academia, salão de festa e um roof top “com uma vista fantástica da cidade”. Além disso, o espaço chamado “Vita Entrega” está preparado para receber e armazenar encomendas feitas pelos moradores pelo tempo que for necessário, equipado com prateleiras, armários privativos, geladeira e congelador. “Desde a fundação da empresa, pensamos em inovação constantemente e estudamos para onde estão se encaminhando os novos hábitos de consumo. Entendemos que a habitação deve acompanhar”, declara Alexandre Lafer Frankel, fundador e CEO da Vitacon.

A ideia é que o morador possa comprar, receber e retirar sem qualquer interação humana. Os edifícios residenciais da empresa contam também com carros compartilhados, um por Alexandre Frankel: unidade predial, que fica disponível aos moradores e pode ser alugado por meio do aplicativo da Turbi. A empresa ainda aposta em espaço de coworking e até salas especiais para consultas médicas remotas, com conectividade e privacidade na mesma estrutura predial da residência. “Fazemos pesquisas antes e depois de implantar novas tecnologias, medimos a aderência e procuramos melhorar as soluções baseados no retorno dos clientes e nos dados.”

Comodidade acima de tudo

Outras empresas também estão modificando seus projetos a fim de se adequarem às novas demandas. É o caso da Setin. Com os lançamentos de SP Code Paulista e Downtown Nova República, pretendem alcançar moradores com perfil que os define como adeptos de um estilo de vida mais fluido, que querem estar em qualquer ponto da cidade sem muito esforço, segundo Eduardo Saviolli Pompeo, diretor de incorporação da Setin. Além dos espaços compartilhados, como lavanderia, coworking, salão gourmet, área de convívio e brinquedoteca, o térreo ainda abriga lojas e uma “Central de Delivery”. “É uma sala dentro da área comum do condomínio, próxima à guarita, com um funcionário responsável por receber a encomenda e armazená-la corretamente.” 

Pompeo lembra de que a disseminação do uso de aplicativos é um fenômeno recente, de quatro ou cinco anos pra cá. “Essa demanda vem dos usuários dos nossos condomínios, que podem ser hóspedes por temporada, investidores, moradores ou inquilinos clássicos. Temos área fitness generosa e espaços de convivência que não podem mais ser um simples hall.” O executivo explica que até o lugar de circulação com animais de estimação dentro do condomínio está previsto e que a empresa aposta muito na mobilidade urbana, com apartamentos próximos aos metrôs e vias de fácil acesso aos principais pontos centrais da cidade.

Consumidores online

De acordo com pesquisa conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), sete em cada dez consumidores utilizam smartphone para compras online. O estudo, divulgado em junho deste ano, mostra ainda que 86% dos consumidores conectados realizaram ao menos uma aquisição em lojas online nos últimos 12 meses. Nesse período, o e-commerce brasileiro cresceu 37,5%, segundo dados do Perfil do E-Commerce Brasileiro, levantamento feito em parceria entre o Instituto BigData Corp e o PayPal Brasil.

“As compras pela internet aumentaram muito e têm pouca rejeição. Já é um negócio bem estabelecido. Em São Paulo, é cada vez mais comum que as pessoas façam vários pedidos e demandem áreas mais estruturadas”, reflete Marcelo Dzik, diretor comercial e de clientes da Even. Para ele, a correria durante a semana e o conforto nos finais de semana levam as pessoas a comprar cada vez mais online. “Antes, quando a gente pensava em uma portaria, era basicamente para receber correspondências. Hoje, o cenário é outro. Precisamos armazenar quentes, frios, congelados, encomendas grandes.”

O “Safe Storage” oferecido pela empresa conta com geladeira e compartimentos individuais que podem ser trancados, armários com isolamento térmico e outras áreas comuns pensadas como uma extensão da unidade residencial do usuário. “Acompanhamos esse tipo de demanda para produzirmos condomínios robustos e seguros, que se adequem à inovação dos aplicativos.”

 

Fonte: https://imoveis.estadao.com.br/

Mercado imobiliário se movimenta ao redor da futura linha 6-Laranja do metrô

Mesmo com obras paralisadas, novos lançamentos e busca por imóveis em bairros das futuras estações crescem; clientela também se antecipa à demanda

A atual paralisação das obras da futura linha 6-Laranja do metrô de São Paulo não significou a paralisação da movimentação imobiliária ao redor da promessa de ampliação da rede. Apelidada de linha universitária, ela irá conectar o centro da cidade (desde a estação São Joaquim) com a zona norte, passando por bairros como Higienópolis, Pacaembu e Pompeia até chegar à Brasilândia.

Somente no bairro de Perdizes, em 2019, mais de 500 unidades residenciais foram inauguradas, segundo dados do Secovi-SP (o sindicato da habitação). No ano anterior, a Bela Vista registrou mais de 700 lançamentos.

A movimentação, no entanto, não veio apenas na forma de lançamentos. Sites de buscas de imóveis também registraram maior procura por imóveis em bairros por onde a linha irá passar. É o caso do ImovelWeb, que apontou entre novembro e dezembro de 2019, cerca de 86% de aumento de buscas nos bairros da Água Branca e Bela Vista. Em Perdizes, o crescimento foi de 26%. Vila Albertina, na Freguesia do Ó, viu mais de 400% de aumento nas buscas, analisando venda e locação de casas e apartamentos.

De olho na demanda e na valorização das regiões por onde a linha 6-Laranja irá passar, as construtoras não ficaram para trás. No eixo Perdizes-Pompeia, por exemplo, a REM lançou um empreendimento de localização estratégica: próximo ao Allianz Parque, ao shopping Bourbon e à futura estação Sesc Pompeia.

Não foi a única a investir nas áreas por onde a linha irá passar. Em 2019, os bairros que terão estações da futura linha do metrô registraram, juntos, mais de 800 unidades residenciais novas, segundo o Secovi-SP.

Projeção digital de prédio da REM em Perdizes.

Além da conexão entre o centro e a zona norte, o itinerário irá facilitar o acesso a diversas instituições de ensino (daí o apelido de linha universitária), como Fundação Getúlio Vargas (Bela Vista), Mackenzie (Higienópolis), Faap (Pacaembu), PUC (Perdizes), Unip e FMU (Água Branca).

As empreiteiras não são as únicas de olho nas oportunidades que a futura linha 6-Laranja pode gerar. A empresária Claudia da Silva recentemente comprou dois apartamentos, um na Pompeia e outro na Vila Romana, para colocá-los para locação e venda.

“Eu vejo o entorno, se tem faculdade, hospital, centro empresarial. Mas foquei no metrô, porque realmente facilita na hora de alugar.” Ela, que mora na Vila Romana e trabalha em Higienópolis, afirma que a futura linha não vai ajudar só na hora de alugar ou vender as unidades, mas também em seu próprio deslocamento diário.

E o acesso fácil ao transporte público dá indícios de se manter como um dos principais fatores na escolha de moradia. Segundo o Indicador de Antecedente do Mercado Imobiliário, estudo produzido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o comportamento do consumidor previsto para o ano de 2040 aponta o que já se vê hoje: as pessoas preferem morar perto de onde há transporte público.

Segundo levantamento realizado pelo QuintoAndar, o comportamento do mercado após a inauguração de estações de metrô em outras regiões da cidade dá uma ideia da valorização imobiliária que vem por aí: no Morumbi, houve valorização de 2,7% no preço do aluguel médio; em Moema, a alta foi de 3,5%; e no Brooklin chegou a quase 12%.

Adensamento e verticalização

Bairros como Perdizes e Pompeia já vinham sofrendo adensamento com novos prédios nos últimos anos por registrarem muitos terrenos com casas e potencial construtivo após demolições. Esse chamariz já atraía as incorporadoras e, com a linha do metrô, os bairros ficaram ainda mais atraentes.

Combinado a isso, a verticalização está prevista pelo Plano Diretor Estratégico da cidade, que estabelece que as regiões por onde passam linhas de metrô devem ter adensamento populacional.

Além disso, o plano incentiva edifícios de uso misto, que tenham comércio e serviços no andar térreo. Segundo o arquiteto e urbanista Marcio Coelho, professor da Faap, prédios de uso misto são capazes de gerar mais movimento nas ruas e uma vida urbana mais saudável.

Linha 6-Laranja irá conectar o centro da cidade com a zona norte. Fonte: Metrô SP

“Ali tem moradia, comércio, trabalho. E aí existe uma chance maior de gerar vida na rua. Você sai de casa e conhece o padeiro, a pessoa que trabalha na loja em frente ao seu prédio, a farmácia, o mercadinho. Isso é muito rico para a cidade.”

Segundo Coelho, quando uma cidade se espalha demais horizontalmente, como é o caso de São Paulo, ela se torna pouco eficiente. “Além do impacto ambiental grande, fica caro levar infraestrutura a todas as áreas e isso gera uma série de desequilíbrios.”

Um desses desequilíbrios, explica, é o chamado movimento pendular, no qual a maior parte dos trabalhadores da cidade mora longe dos seus locais de trabalho e precisa percorrer grandes distâncias na ida e na volta para casa.

Vaivém das obras da linha 6-Laranja

Após quatro anos de obras paradas, o governo de São Paulo tem até o dia 9 de fevereiro para lançar o novo cronograma de obras para as 15 estações da linha 6-Laranja do metrô. A previsão é que a linha fique pronta em quatro anos.

Sua história prolonga há anos. As obras deveriam ter sido iniciadas em 2010, tiveram prazo estendido até 2013 e começaram de fato em 2015, com o consórcio Move São Paulo.

Obras paradas na futura estação da Freguesia do Ó, zona norte. Foto: Werther Santana/Estadão-13/11/2019

O consórcio contava com as empreiteiras Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia e, por elas estarem envolvidas na Operação Lava Jato, não conseguiram o financiamento necessário e as obras foram paralisadas no ano seguinte.

O governo deveria ter retomado as obras até 2017, o que acabou não acontecendo. Somente em dezembro de 2018 os contratos foram rescindidos e novas negociações foram cogitadas com grupos internacionais. No fim do ano passado, a empresa espanhola Acciona assumiu as obras.

Lorena Lara

Especial para o Estado

* Colaborou Anna Victória Barbosa, estagiária sob a supervisão do editor de Economia, Alexandre Calais

Fonte: https://economia.estadao.com.br/

55% dos paulistanos viveriam em apartamento compartilhado, indica pesquisa

Fenômeno mundial, movimento coliving desponta como uma das principais tendências de habitação nas grandes cidades

Dividir o mesmo teto com amigos ou desconhecidos não é um hábito exatamente novo, mas tudo indica que, no futuro próximo, esta será uma prática tão comum quanto são as repúblicas universitárias hoje ou as pensões foram no passado. De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), 55% dos paulistanos viveriam em espaços residenciais compartilhados durante um período a longo prazo. 

A pesquisa aponta para uma das principais tendências de habitação nas grandes cidades – e que já pode ser vista em metrópoles como Nova York e Londres: a era dos colivings. 

Nela, o compartilhamento de espaços comuns, recursos e atividades diárias por pessoas desconhecidas dentro da mesma casa surgem como alternativa viável para quem busca por soluções de moradia mais flexíveis e econômicas. 

Encomendado pela construtora Vitacon, o estudo sugere que os próximos anos revolucionarão ainda mais a forma de morar em sociedade. Cada vez mais, pessoas dividirão espaços de sua residência com outros moradores desconhecidos, que buscam economizar nas despesas de aluguel, mas ter serviços compartilhados de acordo com sua filosofia de vida e faixa etária. 

Com o objetivo de entender como o brasileiro se coloca diante da alternativa de morar em uma residência compartilhada, o estudo ouviu 800 pessoas, de ambos os sexos, moradores de São Paulo e com idade acima de 16 anos. 

Da amostra pesquisada, 31% dos entrevistados aceitam compartilhar espaços com pessoas desconhecidas ou conhecidas na mesma casa, enquanto 22% declaram admitir a possibilidade de, a longo prazo, viver em moradia compartilhada, desde que conheçam as pessoas com quem dividirão o espaço. Outros 8% consideram a hipótese mesmo não conhecendo os demais moradores. 

“Ao considerarmos São Paulo como uma capital de tendência para outras cidades, podemos afirmar que 60 milhões de brasileiros já aceitam morar em imóveis com espaços compartilhados, e que mais de 100 milhões estão dispostos a morarem em colivings nos próximos anos”, projeta Alexandre Frankel, CEO da Vitacon. “É possível compor uma história de vida sem sequer pensar no velho conceito do ‘sonho da casa própria’. No Brasil, essa parece ser uma ideia bastante arraigada, a estabilidade ligada à casa própria. Mas tudo indica que é hora de mudar: na vida prática, na conta financeira, na vida cotidiana”, diz. 

Para quem considera o coliving uma opção, a principal vantagem é a econômica. 34% dos entrevistados adotariam o modelo de moradia compartilhada para dividir custos e economizar, enquanto 27% encontram na ideia a chance de morar num lugar mais moderno e em uma vizinhança melhor. “O coliving permite a seus moradores viver uma vida mais rica, com mais serviços, e a resgatar o sentido de pertencimento numa metrópole que tem mais de 12 milhões de habitantes”, pondera Gui Perdrix, vice-presidente da ONG Co-Liv e estudioso da tendência no mundo

Além das motivações econômicas, outra questão desponta como benefício de viver em apartamentos compartilhados: a socialização. A possibilidade de conhecer novas pessoas e não se sentir só é a segunda principal razão apontada pelos entrevistados com interesse em morar num coliving

“O afluxo às grandes cidades continua a crescer, levando ao aumento dos preços dos imóveis e da demanda por habitação de um custo mais acessível. Por outro lado, o desejo de superar uma epidêmica e global solidão, presente de forma predominante em áreas urbanas, mostra como a sociedade está mudando valores. Tudo isso cria a base perfeita para a inovação do jeito de viver”, conclui Perdrix. 

Fonte: https://casavogue.globo.com/

 

 

Por que apartamentos compactos fazem sucesso no mercado imobiliário

Menores, mais baratos e práticos, esses tipos de imóveis refletem um novo estilo de vida

Muitos são os fatores que precisam ser levados em conta por quem quer alugar apartamento. A localização, a vizinhança e a distância para o trabalho são alguns deles. As características do próprio apartamento também são avaliadas, como número de quartos, mobília e tamanho dos cômodos.

Nos últimos anos, têm ganhado destaque no mercado imobiliário, seja para alugar ou comprar, os apartamentos compactos. Menores, eles têm chamado a atenção justamente pelo seu espaço pequeno, uma vez que isso é refletido no preço do aluguel ou de venda.

(Imagem ilustrativa/Divulgação)
(Imagem ilustrativa/Divulgação)

Esta é uma tendência que cresceu bastante ao longo da última década em várias das grandes cidades mundiais, como Pequim (CN) e Nova York (EUA). No Brasil, as capitais também estão tendo cada vez mais condomínios feitos nesse parâmetro, com as cidades do interior também seguindo o padrão.

Mas não se trata apenas de uma questão financeira. Esses microapartamentos também refletem o novo estilo de vida dos consumidores, que procuram lugares mais simples e minimalistas para morar. Aqui, o grande objetivo é encontrar lugares que sejam práticos para residir.

Esses imóveis, que têm um tamanho variável de 20 a 40 metros quadrados, não seguem uma separação de ambientes convencional. Um mesmo cômodo pode desempenhar duas, e até mesmo três funções: uma sala também funciona como um quarto e, com alguns ajustes, vira um escritório.

Outro fator que chama a atenção de possíveis interessados é o fato dos móveis serem feitos sob medida, o que dá a sensação do espaço interno ser bem maior do que realmente é. Essa versatilidade da mobília permite que o morador use o espaço do microapartamento de forma inteligente e prática.

Um exemplo dessa praticidade são camas embutidas nas paredes. Durante o dia, ela se transforma em um guarda-roupa e não ocupa espaço dentro do quarto. Na hora de dormir, basta o morador puxar a cama para baixo e ela já fica pronta para deitar.

Armários móveis também são uma possibilidade para dar mais variações ao que se pode fazer dentro do apartamento. A mobilidade deles ajuda até a ressignificar o espaço interno, aumentando ou diminuindo o tamanho de um cômodo de acordo com a necessidade do morador.

Perfil dos moradores

Não são apenas pessoas que querem morar de forma mais prática que optam por esse tipo de imóvel. Os microapartamentos também se aproveitam de diferentes perfis de moradores que se adéquem ao espaço reduzido, como quem mora sozinho ou casais que não têm filhos.

Os imóveis também podem ser uma opção atrativa para idosos, principalmente nos casos dos que vivem sozinhos. Os móveis para cuidar e o espaço para limpeza são bem pequenos, e eles encontram, com facilidade, serviços essenciais no entorno, como supermercados, padarias, farmácias e postos de saúde.

De uma maneira geral, essas pessoas deixam de lado lugares maiores e mais caros, que não têm um bom custo-benefício. Condomínios com microapartamentos exploram o compartilhamento de serviços comuns entre os moradores, como a lavanderia, o que dispensa a necessidade de haver uma área de serviço no imóvel.

Acessibilidade

Um fator decisivo para a escolha de imóveis é a sua acessibilidade, principalmente no caso das grandes cidades. As pessoas preferem morar em lugares menores, mas que sejam próximos a tudo que elas precisam, como lojas, escolas e o trabalho.

Ficar próximo a pontos de ônibus e estações de metrô também interfere bastante na escolha, sobretudo para quem não tem carro. Quem tem automóvel, um fato que pesa na escolha é o fato de as ruas da região ou serem congestionadas, ou apresentarem um trânsito mais livre. Afinal, ninguém quer ficar horas parado no trânsito.

Fonte: https://www.folhageral.com/