Arquivo do autor:Wolney Marques Feres

Apesar da pandemia, momento é propício para investir no mercado imobiliário

Neste período de pandemia de coronavírus, com queda grande no faturamento das empresas e na renda das famílias, e aumento do índice de desemprego, é natural concluir que a atividade econômica sofreria desaquecimento generalizado.

Porém, alguns setores demonstraram que não sentiram o impacto da pandemia ou, em alguns casos, até melhoraram seus indicadores, como é o caso do mercado de imóveis. Segundo dados da Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos para a compra e a construção de imóveis somaram R$ 7,13 bilhões em maio deste ano, crescimento de 6,5% na comparação com o mês anterior e de 8,2% frente a maio de 2019.

Alguns fatores ajudam a explicar a boa performance do mercado imobiliário, como a queda da Selic para 2,25% ao ano, a taxa mais baixa da série histórica do país. Esse movimento inviabilizou muitas das aplicações financeiras tradicionais e boa parte das pessoas não se aventura a fazer investimentos de maior risco, como na bolsa de valores, por exemplo. Imóveis ainda são considerados ativos mais seguros, com retorno anual na casa de 5%. Nesse mesmo contexto, o investimento em imóveis também se mostrou interessante para quem busca fugir do aluguel.

Além disso, a Caixa Econômica Federal, que responde por 70% do crédito imobiliário no país, lançou um pacote de ações de incentivo — como implantação do registro eletrônico de escrituras, novas linhas de crédito, redução das taxas de juros, ampliação do acesso ao crédito para a produção com redução das exigências, financiamento de impostos e taxas na compra dos bens —,  conseguindo, dessa forma, atrair mais investidores para o setor.

Todas essas medidas também são um sinal de uma rápida resposta do setor e constituem flexibilizações necessárias à adaptação ao novo cenário gerado pela pandemia. Isso é positivo pois demonstra a sensibilidade em agir rápido e enxergar oportunidades em um momento delicado.

Aliadas à alta demanda por moradia, principalmente em regiões específicas do país, como a própria capital de São Paulo, região Nordeste e Centro-Oeste, entre outras, todas as medidas citadas acima fazem deste um momento propício para investimentos em empreendimentos bem projetados, planejados e estruturados, requisitos básicos não só para o mercado imobiliário mas para todo investimento que se planeja realizar.

Fonte: https://spacemoney.com.br/

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Fipezap: preço dos imóveis residenciais supera inflação no 1º semestre

Crédito: Pexels

Em São Paulo foi registrada alta de 1,59% (Crédito: Pexels)

 

No semestre em que a economia global foi marcada pela pandemia do coronavírus, os imóveis residenciais no Brasil surpreenderam e apresentaram valorização. Isso é o que mostra o Índice Fipezap, pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base nos anúncios do portal Zap.

Segundo o levantamento, os preços pedidos subiram em média 1,1% no primeiro semestre, batendo a inflação (medida pelo IPCA) projetada para o mesmo período, de apenas 0,08%. Na prática, isso aponta para uma alta real de 1,03%.

Entre as 16 capitais pesquisadas, foram registradas altas em 13 delas no primeiro semestres: Florianópolis (4,16%), Curitiba (3,24%), Campo Grande (2,98%), Brasília (2,37%), Belo Horizonte (2,13%), Maceió (2,13%), Vitória (1,66%), São Paulo (1,59%), Manaus (1,35%), Salvador (0,99%), Goiânia (0,71%), Porto Alegre (0,51%) e Rio de Janeiro (0,37%). Já em outras 3 capitais, houve quedas no semestre: João Pessoa (-0,38%), Fortaleza (-1,35%) e Recife (-3,88%).

No mês de junho, os preços pedidos cresceram 0,18%. E no acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 0,81%. Com esses resultados, o preço médio pedido por metro quadrado no País atingiu R$ 7.307 em junho. Os valores mais altos estão no Rio de Janeiro (R$ 9.323), São Paulo (R$ 9.132) e Brasília (R$ 7.491).

O coordenador do Índice Fipezap, Eduardo Zylberstajn, avalia que a valorização dos imóveis no primeiro semestre mostra que o mercado contou com mais fatores positivos do que negativos.

Embora a pandemia tenha causado uma paralisação da economia, redução da renda de milhões de brasileiros e postergação de negócios, uma outra parte dos consumidores ainda vê sentido em trocar o aluguel pela casa própria, e pode contar com os juros mais baixos da história para financiar uma aquisição.

“Ainda que tenha um choque no emprego e na renda, há uma outra situação favorável, de juros baixos, o que é essencial para embasar essas negociações e sustentar o preço dos imóveis”, observa Zylberstajn.

O coordenador também lembra que havia uma demanda reprimida no setor, uma vez que muitas pessoas deixaram de comprar imóveis durante a crise anterior, iniciada em 2014. Essas transações estão acontecendo atualmente, diz. “E o preço dos imóveis no Brasil é rígido. Na pandemia, ninguém sai vendendo o imóvel com medo. Quem tem imóvel, fica receoso em dar um super desconto e perder dinheiro”, conta.

Zylberstajn acredita ainda que o preço dos imóveis continuará acima da inflação neste segundo semestre, ou seja, manterá a trajetória de valorização.

“Considerando um abrandamento da pandemia e uma retomada da economia, ainda que lenta, então temos condições para a manutenção desse cenário de valorização. Vai ser uma valorização pequena, nada de uma super alta, claro”, prevê.

“A inflação seguirá sob controle, os estoques de imóveis novos estão relativamente baixos, e os lançamentos de novos projetos diminuíram o ritmo. Isso tudo indica condições de continuarmos vendo aumento nos preços”, afirma.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/

“Avalanche” de lançamentos e volta da confiança estão no horizonte do mercado imobiliário”

“Foto: Antônio More/Arquivo/Gazeta do Povo| Foto: Gazeta do Povo”

O mercado imobiliário, assim como outros setores, não passa ileso aos impactos da pandemia da Covid-19. Isso, no entanto, não tem abalado o otimismo dos especialistas frente ao cenário que se apresenta para o segundo semestre de 2020, que deverá ser embalado pelo volume de lançamentos e também pela efetivação de vendas. 

Para o último quadrimestre do ano, por exemplo, 23% das construtoras e incorporadoras do país planejam manter seus calendários de lançamentos, enquanto 12% pretendem adiá-los em 60 dias. Em março, estes porcentuais correspondiam a 13% e 25% respectivamente. Chama atenção, também, a opção quase inexistente pelo cancelamento dos lançamentos (1%) – eram 2% em março. A maioria das 554 empresas ouvidas pela 3ª edição da pesquisa “Covid-19: impactos e desafios para o mercado imobiliário”, divulgada nesta quinta-feira (2) pela Brain Inteligência Corporativa em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), no entanto, sinaliza adiar os lançamentos por 120 dias (33%) ou sem previsão para o início das obras (27%). 

“A primeira impressão sobre os impactos que a pandemia poderia ter era a de que o mundo tinha acabado. Agora, percebemos que o mundo não acabou e as empresas começam a voltar a pensar em lançamentos a partir de julho”, avalia Celso Petrucci, presidente da Comissão de Indústria Imobiliária da Cbic e economista-chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Ele lembra que, habitualmente, 40% do que é lançado no país é feito no primeiro semestre, enquanto 60% ocorre no segundo semestre. Para este ano, a previsão é a de 20% esteja concentrada no primeiro semestre e 80% no segundo.

“Entre julho e agosto estamos prevendo o que vou chamar de ‘avalanche’ de lançamentos. Deve haver [muitas empresas] que estão segurando produtos esperando haver um pouco dessa adequação ao isolamento social para colocar o ‘bloco na rua’. Tenho a impressão de que vai ser surpreendente o que vai acontecer no segundo semestre”, projeta.

Os resultados em vendas, considerando as características do período, são outro ponto destacado pelos especialistas. Em junho, 75% das empresas ouvidas pelo levantamento relataram terem efetuado vendas já dentro do período da pandemia, com boa parte das negociações (84%) tendo sido iniciadas após 20 de março, ou seja, data em que várias cidades do país já contavam com medidas voltadas ao isolamento social.

“A conversão porcentual tem melhorado se comparado ao primeiro trimestre ou ao ano passado porque a chance de quem está procurando imóvel agora ser um especulador, que quer pesquisar preço, comparar, é bem menor. [É alguém que] realmente está precisando, querendo comprar o imóvel”, explica Guilherme Werner, sócio-consultor da Brain Inteligência Corporativa.

“Esse processo de pandemia acabou premiando todo mundo que acreditou na digitalização, na tramitação de documentos online. Quem ousou e acreditou nos lançamentos virtuais acabou se dando bem”, acrescenta Petrucci, destacando as vendas pela web como um dos legados positivos que vêm com a pandemia. “Acredito que vamos ter muitos lançamentos [no modelo] que estamos chamando de híbrido, ou seja, com o plantão de vendas com mais horas aberto, a cada avanço que exista no plano de retorno [às atividades], mas também virtualmente”, prevê.


Quem vai comprar?
Após queda de 11% entre março e abril, quando mais da metade (53%) dos 600 entrevistados que desejavam comprar um imóvel no período pré-coronavírus, entre outubro de 2019 e fevereiro de 2020, afirmarem terem desistido da compra, a intenção pela aquisição do bem voltou a subir neste último levantamento. 58% deles, que englobam respondentes em todas as faixas de renda, mantêm a decisão e superam, inclusive, os resultados de março, quando eram 55%.

Entre os 42% que abandonaram o objetivo, a perda de renda é a principal justificativa e responde por 41% entre os entrevistados com renda de até R$ 7.875. Para as famílias com rendas superiores, pesa mais a incerteza sobre a duração da pandemia, apontada por 44% deles.

Tais números elevam para 25% o grupo de pessoas que manifestam o desejo de adquirir o bem ante os 20% registrados em abril – tido como o piso do setor. Mesmo que positivo, no entanto, ele ainda está distante dos 43% que compunham o grupo no período pré-pandemia, segundo dados da terceira edição da pesquisa.

“É evidente que o nosso ano vai ser muito pior do que imaginávamos, porque prevíamos o melhor ano desde do boom. Mas temos que eliminar o pânico inicial, deixar ele para trás porque todos os indicadores para o nosso segmento são claramente positivos”, resume Fábio Tadeu Araújo, sócio-diretor da Brain.”

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/

Caixa Econômica anuncia pacote de medidas de crédito imobiliário

Para quem vai comprar a casa própria a iniciativa é um facilitador, segundo o presidente da Caixa

A Caixa Econômica Federal anunciou um pacote de medidas de crédito imobiliários, para pessoas físicas e jurídicas, comemorou o recorde de financiamentos em junho de 2020, apesar dos efeitos da pandemia. Entre as novidades, estão o registro o registro eletrônico de escrituras, que vai estar disponível a partir do próximo dia 13 de julho e o financiamento de Imposto sobre a Transmissão de bens imóveis (ITBI) e custas de cartório, para pessoas físicas. E também o financiamento para produção de empreendimentos, que foi muito elogiado pelas empresas do setor. 

Para quem vai comprar a casa própria a iniciativa é um facilitador, segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. “Todas as custas a partir de agora estão dentro do financiamento. A pessoa não precisa procurar outro crédito, mais caro, para fazer frente a essa despesa”, explicou. No caso do registro eletrônico, o tempo para fazer o registro dos imóveis no cartório, com as novas medidas, que era 45, caiu para 5 dias, apenas. “Traz mais tranquilidade e agilidade para as pessoas. Atualmente, 14 estados já estão no sistema integrado dos cartórios”, destacou o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Mahl

Construtoras 

Para as construtoras, o pacote trouxe a ampliação do acesso ao financiamento, com redução da quantidade mínima de vendas e da execução prévia de obras para contratação de empreendimentos com a Caixa. Segundo, Pedro Guimarães essa é uma das ações da instituição para ajudar o setor da construção civil a enfrentar os efeitos da crise pela pandemia do novo coronavírus. “São medidas objetivas para atender as demandas do segmento imobiliário, que analisamos e vimos que temos capacidade para atender matematicamente, como sempre fazemos nesta gestão”, diz o presidente. 

Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), destacou que a medida foi muito positiva e “encoraja as empresas a investir e a manter os empregos”. O Brasil, segundo ele, tem um déficit habitacional de 7,8 milhões de moradias, 70% delas para a população de baixa renda. Pelos cálculos do setor, nos próximos 10 anos, a necessidade de moradia vai subir para 9,8 milhões de cidadãos. “Algumas obras ficaram paradas. Elas precisam ser retomadas para que os empregos sejam mantidos. Isso é muito importante porque a construção civil movimenta 97 setores econômico”, reforçou França. 

Registro eletrônico de escrituras:

O registro eletrônico de escrituras para contratos pessoa física de empreendimentos financiados na Caixa será de forma eletrônica com troca de arquivos de dados estruturados entre o banco e o respectivo Cartório de Registro de Imóveis, informou o banco. O processo se dará por meio da Plataforma Centralizada do Colégio do Registro de Imóveis, habilitada inicialmente para a participação das demais Centrais de Serviços Eletrônicos Compartilhados dos Estados e do Distrito Federal, que funcionarão de forma padronizada. 

A medida permitirá acelerar o registro das operações, que antes levava em torno de 45 dias e agora poderá ser finalizado, em média, em 5 dias. Além de dispensar a necessidade de recebimento do contrato físico pelo cartório, o registro eletrônico traz benefícios para as construtoras e clientes que não precisam se deslocar. A adesão ao novo registro começa a partir do próximo dia 13 de julho. 

Custas Cartorárias e Despesas de ITBI

Os clientes que pretendem comprar o seu imóvel com crédito na Caixa podem agora contar com o financiamento das custas cartorárias e despesas de ITBI, para todas as operações residenciais com recursos do FGTS e, nas operações com recursos SBPE, para imóveis com valor de avaliação de até R$ 1,5 milhão. O limite das custas financiáveis é de 5% sobre o valor financiado pelo cliente para operações contratadas com recursos SBPE e, com recursos do FGTS, o limite é de 4%. 

O valor total do contrato do cliente (valor relativo à compra do imóvel mais o financiamento das custas cartorárias e ITBI) deve estar dentro dos limites aprovados e da capacidade de pagamento e o valor máximo permitido para o programa em que ele se enquadra. Atualmente, essas despesas representam em torno de 2% a 5% do valor do imóvel e são pagas pelo próprio cliente nos trâmites de registro do contrato de financiamento habitacional. O percentual varia de acordo com os valores praticados nas diversas regiões do país. 

Medidas para Pessoa Jurídica

O pacote traz como medida para as empresas a flexibilização da comercialização mínima de 30% para 15% para novos empreendimentos, “fomentando o mercado imobiliário para lançamento de novos empreendimentos”, de acordo com a Caixa. As outras medidas para PJ são a possibilidade de contratação da produção de empreendimentos sem exigência de execução prévia de obras e de destinação dos recursos das vendas das unidades habitacionais para pagamento dos encargos mensais. 

A expectativa da Caixa é contratar 1.280 novos empreendimentos, o que representa 156 mil novas moradias e 485 mil empregos diretos e indiretos. 

Ações para Pessoa Física em 2020

A Caixa divulgou diversas medidas para pessoa física neste ano. Entre as principais estão a pausa de 120 dias no financiamento habitacional para clientes com pagamento em dia ou com até duas parcelas em atraso, o prazo de carência de 180 dias para contratos de financiamento de imóveis novos e a renegociação de contratos com clientes em atraso entre 61 e 180 dias, permitindo pausa ou pagamento parcial das prestações. 

Caixa no Crédito Imobiliário

A carteira de crédito ampla da Caixa tem 5,46 milhões em contratos que somam R$ 478,4 bilhões, anunciou Pedro Guimarães. No primeiro semestre de 2020, as contratações alcançaram a marca de R$ 48,2 bilhões, que representa um crescimento de 21,73% em relação ao mesmo período do ano passado. No mês de junho, a Caixa atingiu o volume de R$ 11,1 bilhões em financiamentos habitacionais. 

Balanço da pausa no crédito imobiliário

Até o momento, de acordo com a Caixa, mais de 2,4 milhões de mutuários já solicitaram a pausa na prestação habitacional. Durante o período de pausa o contrato não está isento da incidência de juros, seguros e taxas. Os valores dos encargos pausados são acrescidos ao saldo devedor do contrato. 

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Os efeitos da pandemia começam a ser notados no mercado imobiliário.

O resultado de um conjunto generalizado de coisas tem sido notados no mercado imobiliário assim como em diversos outros, mas, no imobiliário especificamente a coisa passou a ser latente.

Já se notam nos stands de vendas e nos atendimentos online que o isolamento social, o trabalho HOME OFFICE, o distanciamento, mais espaços e a busca por melhores condições de habitabilidade e qualidade de vida familiar, são fatores fundamentais nas procuras por imóveis de moradia.

Fatores como a distância do trabalho, são suplantadas pela necessidade de dar a família uma melhor qualidade de vida. Nesse aspecto talvez estejamos na iminência de trazermos a baila a implementação das verdadeiras EDGE CITY, tão comuns e valorizadas pelos americanos. Nesse aspecto, tanto a infraestrutura viária quanto o crescimento ordenado dos centros periféricos das grandes cidades deverão ganhar corpo. Novos horizontes de crescimento e desenvolvimento tomarão forma nas urbanizações de cidades e núcleos de moradia, privilegiando o convívio.

Outro fator, até então levados com dificuldade pela cultura latino americana, o trabalho HOME deverá ditar as organizações dos novos lares. A busca por espaços e delimitação de um setor que se distinga da intimidade da família deverá ter uma nova preocupação.

As grandes aglomerações que ditavam as regras dos novos núcleos de moradia serão repensadas, afinal, o país chamado Brasil tem extensão territorial imensa  e ocupação física altamente concentrada.

Mais de 80% da população brasileira habita 0,63% do território nacional

Edson Simões, executivo do setor, diretor da SIMIL, Serviços Intelectuais de Marketing Imobiliário afirma que nos plantões de vendas da empresa esses sinais estão sendo evidenciados e foram detectados imediatamente depois de algumas dezenas de dias após o início do isolamento social e foi se sedimentando ao longo do tempo. “Até mesmo produtos que inicialmente estavam caracterizados como destinados ao lazer, tem hoje como público alvo espaços para moradia, como é o caso de Santo Antônio do Pinhal, nessa busca por distanciamento e qualidade de vida”. afirma o executivo.

Itens como segurança e lazer, que já vinham sendo bastante procurados continuam sendo importantes na hora da compra, mas, o fator decisório hoje leva em conta outros itens que atendam essa nova demanda causada pela pandemia. Exemplo disso são os loteamentos fechados e os bairros planejados numa distância média da capital que tenham terrenos de tamanhos médios para construção de uma boa residência.

“A verdade é que novos padrões de exigências estão surgindo e precisamos atender esse novo publico alvo. É preciso que o mercado imobiliário se adapte aos novos tempos e isso nosso setor sabe fazer rapidamente como nenhum outro, afinal somos a vanguarda do desenvolvimento.” afirma Edson.

Para atender esse novo público, mais exigente e sabedor do que procura, será necessário que também o Corretor de Imóveis se atualize e se modernize com as novas ferramentas e formas de apresentação dos produtos levando acima de tudo a informação completa e visual de seu negocio ate o cliente, rápida e facilmente.

Já ao Consultor Imobiliário, cumpre a tarefa de formatar bons produtos atendendo essa demanda sem inviabilizá-los comercialmente, antenados com os anseios do empreendedorismo, casados com o comprometimento do desenvolvimento das cidades e atualizados com o crescimento brasileiro que embora tenha tido a necessidade de recuar um pouco como aconteceu com o mundo, certamente vai acontecer. A urbanização racional esta apenas começando! 

Por Edson Simões

As novas táticas do mercado imobiliário para se adaptar à pandemia

O uso de métodos digitais tem tornado o processo de compra e aluguel de imóveis mais simples, permitindo que muitos clientes escolham seu novo lar sem nunca terem conhecido o local fisicamente

Searching the internet for real estate or new house with model home and key (Foto: Getty Images/iStockphoto)

Quando Carlos Naupari precisou se mudar do exterior para São Paulo a trabalho, em fevereiro, ele começou a procurar por imóveis para alugar sem achar nenhum do qual gostasse realmente. Em março, ele encontrou, online, um apartamento no Itaim Bibi, em um prédio que já conhecia. Por conta da urgência em conseguir alugar um local e devido à toda a situação de quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus, o jeito foi arriscar e alugar o local que havia conhecido somente pelas telas. E não é que deu certo? “O fato de não poder visitar pessoalmente não comprometeu muito o processo, eu diria. Eu já gostava muito desse prédio, já tinha ido a outros apartamentos naquele prédio anteriormente, e isso facilitou minha decisão. Hoje em dia, temos fotos, o corretor também me mandou um vídeo. Então eu me sinto muito confortável com a minha decisão”, diz. O empresário avalia que a experiência de alugar um imóvel 100% online, prática que deve se tornar cada vez mais recorrente, foi boa e bastante simples. 

Carlos talvez tenha sido um dos primeiros, no Brasil, a experimentar a nova realidade de imobiliárias, incorporadoras e construtoras brasileiras, que precisaram se adaptar rapidamente à situação de isolamento social imposta pelo coronavírus. Para continuar a fazer negócios, o ramo imobiliário brasileiro começou a fazer uso de uma série de tecnologias que antes, ou simplesmente não eram usadas ou ainda estavam restritas. “Com base nas experiências das empresas filiadas, constatamos que a digitalização veio, para boa parte das empresas, não como um processo normal. As empresas tiveram que pular toda uma programação e se digitalizar de uma hora para outra. Quem estava preparado conseguiu tirar mais proveito. Mas quem não estava teve de correr à beça para se ajustar às necessidades do ‘novo normal’”, diz o arquiteto Márcio Schneider, presidente da ABMI (Associação Brasileira do Mercado Imobiliário)

E muitas destas mudanças trazidas pela digitalização forçada pela qual passa grande parte do mercado, provavelmente, vieram para ficar. Confira, a seguir, as principais novidades do mercado imobiliário que não devem ir embora tão cedo:

Contratos eletrônicos

Online real estate concept - male hands typing on computer keyboard with house shaped icons over the image. (Foto: Getty Images/iStockphoto)

A possibilidade de fechar um negócio de maneira totalmente digital é, provavelmente, a maior e mais significativa mudança que imobiliárias e corretoras adotaram durante a pandemia. “Não se falava em assinar contrato imobiliário digitalmente. Você assinava um contrato digital para coisas como uma assinatura de streaming, mas não para comprar um imóvel. E, de repente, isso se tornou imperativo. Hoje, nem pensamos mais em um mundo sem contrato digital para o mercado imobiliário”, diz o diretor de Marketing e Novos Negócios da construtora MRV, Rodrigo Resende. “Todos aqueles paradigmas que existiam foram atropelados. Não deu nem tempo de discutir a adoção destes contratos com o departamento jurídico, foi tudo atropelado. E esse atropelamento veio no sentido de favorecer o cliente e construtora. Os dois tiveram vantagem. O cliente pode, da sua casa, ler o contrato, com calma, consultar seu advogado e tomar uma decisão de forma pensada, sem pressa de assinar”.

Para a construtora e incorporadora Even, a adoção dos contratos digitais também tem sido positiva. “A nossa experiência com a digitalização tem sido muito positiva, auxiliando corretores e clientes. A digitalização permite que todo o processo de compra de um imóvel seja feito remotamente, de forma rápida e cômoda. Atualmente, é possível comprar um imóvel da Even em outra cidade ou Estado e não precisar comparecer nem mesmo para assinar a escritura do imóvel. Isso é uma conveniência com a qual o cliente não contava há tempo atrás”, afirma Marcelo Dzik, Diretor Comercial e de Clientes da Even. 

close up young man hand press on calculator to check and summary expense of home loan mortgage for refinance plan , people lifestyle concept (Foto: Getty Images/iStockphoto)

Para além do mercado imobiliário, movimentos de outros setores e ramos econômicos também vêm facilitando a compra de imóveis durante o período atual de pandemia. A queda histórica na taxa Selic (taxa básica de juros do País) certamente auxilia na retomada do setor, que foi impactado sobretudo entre os meses de março e abril, quando a pandemia começou a se espalhar no Brasil. Com os juros baixos, a aprovação facilitada e digital de crédito para possíveis compradores de imóveis também tem um papel importante, como ressalta Rodrigo Resende, da MRV. “Aprovar crédito não era uma tarefa simples. Tinha que imprimir documento, fazer xerox, levar pessoalmente, e hoje não. Hoje, você aprova o crédito tirando a foto do seu documento a partir do seu celular, na sua casa, e em questão de minutos você tem a resposta se seu crédito foi ou não aprovado, e aí você pode comprar uma casa. Isso é uma revolução para o mercado imobiliário”.

Tour virtuais com fotos e vídeos em 360º

As câmeras e aplicativos de realidade aumentada têm se tornado grandes aliados do ramo imobiliário durante o período. Com a redução do número de visitas diárias realizadas aos imóveis e a adoção rígida de novos procedimentos de segurança, os clientes têm achado cada vez mais cômodo conhecer bem a casa ou apartamento pelo qual têm interesse antes de visitar o local.

Para muitas imobiliárias, as fotos e vídeos em 360º dos imóveis não são novidades, mas foram muito intensificadas com a pandemia. É o caso da construtora Even e da incorporadora Idea!Zarvos. “Estamos atualizando nosso site com Tour Virtual 360 de todos os nossos imóveis decorados, para que o cliente consiga sentir como é uma visita”, diz o diretor comercial da Even, Marcelo Dzik. A Idea!Zarvos ressalta que o momento exige que todos, clientes e time de vendas, aprendam a usar cada vez mais este tipo de recurso. “Já usávamos o tour virtual, a diferença é que intensificamos esse uso uma vez que as visitas aos decorados não era possível. Acredito que todos nós aprendemos a lidar melhor com as novas tecnologias, tanto o time de vendas como os clientes. Muitas delas vieram sim para ficar, como é o caso do tour virtual, das assinaturas digitais, e do atendimento por vídeo”, afirma Fernando Moliterno, gerente comercial da empresa.

Já a imobiliária Axpe achou uma maneira de tornar os tours virtuais um pouco mais pessoais para os clientes interessados em um imóvel. “Muitos proprietários se disponibilizam a gravar vídeos dos seus imóveis mostrando em detalhes a vista da janela, o hall de entrada… É inclusive uma oportunidade para que eles apresentem o imóvel, que conhecem melhor do que ninguém, enquanto filmam e falam. É algo bem caseiro, mas já conseguimos fechar negócios desta forma”, explica Martim Cazarin, sócio da Axpe. “Mas, claro, também temos um fotógrafo que vai nos imóveis, quando os proprietários permitem. Ele, além de fazer um vídeo profissional dos imóveis, ele também faz fotos em 360º,  que ajudam bastante o interessado sem que ele precise visitar os imóveis para conhecê-los”.

E, para a JHSF, que também já tinha uma presença digital marcante há alguns anos, a maior procura por fotos e tour virtuais vem a partir dos aplicativos da empresa. “No ano passado, lançamos o ‘JHSF Real Estate Sales’, plataforma que permite ao usuário conhecer e comprar imóveis desenvolvidos pela JHSF 100% por meio digital. E, nos últimos meses, notamos aumento significativo de procura e visita ao aplicativo. Isso aconteceu junto com o processo de queda de juros e durante a pandemia, tanto pelo maior interesse em ter uma propriedade, quanto pela restrição de visitar stands físicos. Na medida em que passarmos a ter imóveis para locação, esse app integrará também essa possibilidade”, avalia Thiago Alonso de Oliveira, CEO da JHSF.

Visitas mais assertivas

Não é exagero falar em uma possível mudança cultural quando se trata de negócios imobiliários. Pense em como você tradicionalmente escolheria um imóvel antes da pandemia: provavelmente, você visitaria uma grande quantidade de propriedades pessoalmente e caminharia pelos diversos bairros onde estão antes de tomar sua decisão. A pandemia pode alterar bastante esta realidade: o que a imobiliária Axpe tem feito, por exemplo, são visitas cada vez mais assertivas. “Nós agora fazemos um filtro muito bom antes de realizar uma visita com um cliente interessado. Fazemos este filtro mandando vídeos e fotos, então o cliente só vai visitar aquele imóvel que tem certeza absoluta de que  já gostou. Isso é uma mudança de comportamento muito grande”, diz Martim Cazarin, sócio da imobiliária.

É claro que, assim como na maioria dos negócios, a experiência física e o fator humano sempre serão relevantes quando falamos em comprar uma casa ou apartamento. O que  Márcio Schneider, presidente da ABMI, acredita é que o mundo digital, digamos, otimizou algumas etapas de todo este processo. “O imóvel, muitas vezes, é o sonho de uma vida inteira. Por isso é fundamental utilizar o mundo digital para romper burocracias, acelerar processos, sem nunca, porém, esquecer – com pandemia ou sem – que somos seres humanos, e nossos negócios são feitos com outros seres humanos”, reflete.

Fonte: https://casavogue.globo.com/

Por Luiza Queiroz | Fotos Getty Images

Arquiteto comenta as mudanças na casa pós coronavírus

Diego Revollo comenta sobre o novo modo de viver em período de quarentena e isolamento social

Diego Revollo comenta sobre as mudanças enfrentadas no lar pósma pandemia de coronavírus. Projeto Hao Design (Foto: Reprodução)
Diego Revollo comenta sobre as mudanças enfrentadas no lar pós pandemia de coronavírus. Projeto Hao Design (Foto: Reprodução)

Em meio à avalanche de informações que chegam até nós nessa época de pandemia, fica difícil assumir um pensamento crítico e realmente livre, já que tantas vozes atropelam nossas telas e insistem em nos falar. Do meu lado, tenho evitado até “lives” desnecessárias, porque não me vejo acima da maioria das pessoas e tampouco me coloco na posição de achar que o meu dia a dia é, de alguma forma, especial ou que mereça ser exibido.

Na contra mão das mídias sociais, cada vez mais tenho valorizado a boa e velha análise da imprensa tradicional, seja em jornais, revistas e até na televisão, esta última descartada por mim em tempos anteriores. Em épocas que se busca a verdade, a curadoria bem feita e o velho e bom jornalismo feito com preparo e muito trabalho certamente se tornam essenciais e nos mostram que o papel de “separar o joio do trigo” precisa existir.

Diante de tantos artigos e mensagens motivacionais que nos dizem que nasce um “novo mundo” ou que viveremos um “novo normal” mais ético, humano e verdadeiro é preciso enxergar o que disfarçado de virtudes novamente não é apenas marketing ou mera auto-ajuda que sempre agrada e tem público fiel disposto a consumi-la, sem restrições. Vale aqui lembrar que em cenários anteriores, apocalípticos e de guerras, as virtudes se tornaram raras e não o contrário. Ainda assim, eu que me considero um otimista e ainda sensível, enxergo por essa razão algumas mudanças boas que refletem a forma como vivemos. Se elas irão permanecer conosco quando a engrenagem do mundo voltar a funcionar no ritmo acelerado ainda é cedo para afirmar, mas vale ainda assim mencionar algumas que tenho observado apesar do excesso de incertezas.

1. Fortalecimento da casa

É inegável que o mundo todo, não necessariamente ao mesmo tempo, da noite para o dia inverteu completamente o espaço físico em que costumava permanecer. Até então passávamos mais tempo no trabalho e a casa era aonde íamos para descansar, recarregar as baterias ou no caso de muitos aqui, a pausa em si do trabalho, este último a razão e motor da vida, essa inversão nos obrigou a realmente olhar para a nossa casa. Se antes pensava ser um fenômeno que só me atingia, já que é meu ofício, ao longo dessa quarentena conversando com amigos e principalmente com clientes pude constatar que todos passaram a examinar com lupa cada espaço e cada função. Logicamente se temos que permanecer mais tempo em casa, passamos a analisar e a dar maior importância, valorizando o lugar que habitamos. Se até então todos tentavam cada vez mais nos dizer que a vida só acontecia do lado de fora de nossas casas, agora percebemos o contrário e voltamos a ter a percepção de que aprimorar a forma como moramos é fundamental para nos sentirmos bem.

2. Espaço físico e luz natural

Certamente e ao contrário do que falávamos, até esse momento da história, viver em mais metros quadrados pode sim resultar em ganho de qualidade de vida. A partir do momento em que a vida acontece dentro de casa e não nos espaços públicos ou em áreas de convivência, o grande chamariz de venda da maioria dos lançamentos imobiliários, nas grandes cidades, talvez esteja agora enfraquecido. Por mais que o ser humano se adapte e que um bom projeto seja capaz de resolver todas as questões funcionais e estéticas dos micro-espaços, sairemos dessa valorizando a amplitude, espaços mais livres e iluminados. Estar ao ar livre sem limites físicos ou simular ao máximo essa sensação dentro de nossas casas nunca foi algo tão desejado. Certamente ambientes até então pouco utilizados ou mal resolvidos por muitos, como varandas e terraços, pelo excesso de luz natural e sensação de estar do lado de fora estão nesse momento se tornando espaços de convívio amplamente utilizados e desejados por muitos. A vontade de respirar ou viver ao ar livre, com mais espaço, mas dentro dos limites de nossa casa, passa a ser sonho de consumo.

3. Cozinha usada por todos

Se a frase “não entro na cozinha” já era cada vez menos utilizada e proferida pela maioria dos clientes agora ela definitivamente foi banida. Um dos pontos que talvez tenha mais mexido e transformado a nossa rotina refere-se ao uso da cozinha. Mais democrática do que nunca, passa ser comum e aceito, todos os membros de uma família envolvidos no preparo de refeições. Colocar a mão na massa e principalmente na louça nunca esteve tão presente no nosso dia a dia. Tirando a parte do trabalho físico, que realmente toma tempo, o que mais gosto de ver é que, tanto para mulheres e homens, cozinhar passou a ser uma atividade novamente valorizada. Se em outras épocas mulheres buscaram a todo custo tratar o ato de perder horas na cozinha, como algo menor ou menos engrandecedor quando comparado à suas carreiras, agora vejo muitos exibirem com orgulho e serem admirados por terem essas habilidades. E o resultado disso tudo é que controlando e terceirizando menos a nossa comida, estamos mais conscientes do que ingerimos e talvez muitos como eu comendo melhor e de maneira mais saudável. Se a maioria das pessoas apostava no aumento dos serviços de entrega e na consolidação dos aplicativos de comida no início da pandemia, eu quero acreditar que o hábito de cozinhar é que aumentou. E prefiro apostar que crianças e principalmente os mais jovens não adotem, apesar da pressão e do excesso de publicidade contrária, ou que pelo menos não acreditem que receber um pacote de comida em casa, preparada de forma mágica por outra pessoa é a melhor maneira de se alimentar.

4. Consumo consciente

Como muitos de vocês, eu também passei a valorizar o essencial. E nesse sentido não só acumular ficou fora de propósito, mas mais do que isso questionar diariamente o nosso estilo de vida passou a ser recorrente. De repente é como se uma nova ética pairasse sobre todos e que, mesmo que não concordemos, o momento demanda cautela e principalmente humanidade em tudo que falamos, postamos e consumimos.

Sai de cena, pelo menos neste momento, o supérfluo, o que de fato não precisamos, e principalmente o que era consumido apenas como excesso de vaidade ou auto-afirmação. Para um profissional que se coloca ciente do cenário de mundo que se apresenta, no meu ponto de vista, passa ser fundamental entender que se antes ostentar um estilo de vida ou hábitos de consumo era considerado até inspirador para alguns, hoje é desnecessário e, mais do que isso, inadequado e até ofensivo. Talvez seja a hora de procurarmos ser realmente úteis no nosso trabalho, apresentando soluções que realmente importem e que de fato possam melhorar a vida das pessoas dentro de suas casas. Consumir menos e melhor e evitar os exageros reflete a necessidade o nosso despertar para um mundo mais real, menos encenado e mais verdadeiro.

Fonte: https://revistacasaejardim.globo.com/

Setor imobiliário segue imune a distratos e inadimplência

Pesquisa nacional mostra que construtoras e incorporadoras não sofreram impactos relevantes em seus balanços

Mercado imobiliário nacional está em posição de reavaliar projetos futuros e manter as obras já iniciadas

A pandemia de Coronavírus não fez crescer o volume de distratos de contratos imobiliários nem aumentou o volume de inadimplência entre os que financiam imóveis. A constatação está na pesquisa nacional realizada pela consultoria KPMG, com as principais construtoras e incorporadoras do país. Os dados apresentados revelam que 57% das empresas não sofreram impactos relevantes com distratos e que 43% disseram não ter registrado aumento de inadimplência. Porém, 57% admitiram renegociações com clientes.

Outra informação relevante trazida na pesquisa é que 67% das que responderam não enfrentam nenhum risco de liquidez. Da mesma forma, 76% não estimam alguma quebra de covenants financeiros, ou seja, não possuem indicadores que possam influenciar negativamente em seus balanços. Para Alan Riddell, sócio da KPMG Corporate Finance São Paulo, construtoras e incorporadoras estão tomando as decisões certas ao capitalizar com venda de ativos não-estratégicos, diversificar fundings, prolongar dívidas e analisar oportunidades de crescimento.

A pesquisa também revelou que a maior preocupação dos CEOs e CFOs das empresas é com a pós-pandemia. Grande parte dos entrevistados revelou que fará mudanças relevantes nos projetos a serem lançados. Por isso, 57% das respondentes disseram que postergarão novos empreendimentos até que exista um cenário mais claro. Segundo Eduardo Tomazelli, sócio do departamento de auditoria e membro de Financial Services da KPMG, essa já era uma situação esperada no setor da construção civil.

Com dados obtidos através da pesquisa, o especialista avalia que as empresas saíram da zona de impacto com a pandemia e estão, no momento, atravessando as etapas de resiliência e reação, que envolvem preocupação com a gestão de caixa, manutenção de liquidez, adesão a medidas governamentais, estabilização operacional, bem-estar de funcionários e manutenção do trabalho remoto. Quanto à posição de reavaliar projetos, Eduardo Tomazelli disse que essa é uma tendência mundial no mercado imobiliário.

Cenário internacional de real estate é de adaptação ao “novo normal”

De acordo com os coordenadores da pesquisa no Brasil, os entrevistados nos Estados Unidos percebem a busca por apartamentos maiores, a fim de adequar uma área de home office ou de casas mais espaçosas em regiões suburbanas dos grandes centros urbanos. Já na Europa observa-se um movimento contrário, ou seja, investidores e demais interessados em comprar imóveis estão sinalizando que preferem novas unidades nas regiões mais centrais das cidades para facilitar os deslocamentos. Percebeu-se isso mais intensamente em Portugal, Espanha e França. 

Na Ásia e na Austrália, há cenários diferentes. Países como Japão e China, por exemplo, acreditam que o período de resiliência será maior. No mercado japonês existe ainda um fator que tem pesado no mercado imobiliário: o adiamento dos jogos olímpicos para 2021. Houve grande investimento em construção de hotéis e unidades residenciais na região de Tóquio, os quais agora não encontram consumidores. Quanto à China, onde o mercado imobiliário representa 25% do PIB do país, existe a expectativa de que uma fatia maior de chineses invista suas economias em imóveis no pós-pandemia. Antes da COVID-19, 80% da riqueza dos chineses já era alocada em imóveis. Com relação à Austrália, o país vive sua primeira recessão em 40 anos e a KPMG detectou que o mercado imobiliário precisará de um período maior para reagir ao impacto da crise.  

Assista à apresentação detalhada da pesquisa

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Cenários e perspectivas do mercado imobiliário residencial”, realizada pela KPMG

Contato
csertorio@kpmg.com.br
eremedi@kpmg.com.br
daviwu@kpmg.com.br
ariddell@kpmg.com.br
csefrin@kpmg.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Do Maracanã aos estádios de 2020: o que mudou em 70 anos?

Tecnologia tem sido utilizada cada vez com mais intensidade na construção de novas arenas esportivas

Maracanã foi construído entre 1948 e 1950 e consumiu 80 mil m³ de concreto. Em 2014, passou por uma ampla reforma
Crédito: Governo do Rio de Janeiro

O Maracanã está comemorando 70 anos. Seu projeto arquitetônico e sua construção foram um marco para a engenharia mundial do final dos anos 1940. Erguido com 80 mil m3 de concreto armado, o estádio passou por uma completa reconstrução para a Copa de 2014. Ganhou cobertura mais leve e até um sistema de amortecimento nas arquibancadas. A tecnologia está presente no novo Maracanã e tem sido utilizada cada vez com mais intensidade na construção de novos estádios.

É o que fica evidente nos projetos em andamento para a Copa de 2022, no Catar. Coincidentemente, em 17 de junho de 2020 – data em que o Maracanã completou 70 anos de sua inauguração -, Doha anunciou a conclusão do Diamante do Deserto. Com 45.350 lugares, o estádio é um dos oito que sediarão partidas do mundial, dos quais 3 já tiveram os projetos de execução finalizados. Repletas de soluções tecnológicas, as arenas do século 21 não podem mais ser definidas como “gigantes de concreto armado”.  Melhor chamá-las de “palcos da engenharia inovadora”.

Hoje, em suas construções, predominam os pré-moldados de concreto, estruturas mistas de concreto e aço e até materiais alternativos, como madeira e contêineres, além de novos tipos de concreto, que vão dos autoadensáveis aos de alta resistência. Sem contar que suas coberturas utilizam elementos levíssimos, como policarbonato, vidro e membranas de tecidos impermeáveis, que repelem a água e os raios ultravioletas. O Diamante do Deserto é um exemplo. A fachada do estádio tem revestimento de tecido metálico com figuras geométricas em forma de losangos e triângulos. As placas mudam de cor conforme o movimento do sol e à noite emitem luz.

O estádio também atende requisitos de sustentabilidade. Ganhou avaliação 5 estrelas do Global Sustainability Assessment System (GSAS) (Sistema Global de Avaliação de Sustentabilidade) tornando-se o primeiro estádio do mundo a obter esse reconhecimento. Pelo menos 55% dos materiais utilizados no projeto são provenientes de fontes sustentáveis ​​e 28% dos materiais de construção são recicláveis. Localizado no campus da Cidade da Educação do Catar, a arena terá sua capacidade reduzida para 20 mil depois da Copa. O projeto arquitetônico é do escritório espanhol Fenwick Iribarren e do britânico Arup A. Pattern. A execução ficou a cargo da Buro Happold Engineering.

Os outros dois estádios concluídos para a Copa do Catar são o Khalifa International Stadium, que foi reformado e ampliado para receber 48 mil pessoas, e o Al Janoub, projetado pelos arquitetos Zaha Hadid e Patrik Schumacher. Assim como o Diamante do Deserto e o Khalifa, o Al Janoub também conta com sistema de ar-condicionado nas arquibancadas, para o público suportar as altas temperaturas da região.

Multifuncionalidade é característica marcante dos estádios modernos do Catar

Popularmente chamada de Diamante do Deserto, o Education City Stadium é considerada a arena mais sustentável do Mundo. Crédito: Qatar 2022

Em 1º de julho de 2020 está prevista a conclusão do 4º estádio: o Al Bayt. O design lembra o de uma tenda árabe e a cobertura também utiliza tecidos de alta resistência. Seu projeto prevê uma redesignação após a Copa do Mundo. A estrutura será transformada em um hotel 5 estrelas e em um shopping center.  A multifuncionalidade, aliás, é característica dos estádios modernos do Catar. Boa parte das edificações não vai operar como arenas esportivas depois do mundial. O Al Rayyan, por exemplo, será transformado em um parque aberto ao público.

Mas o caso mais peculiar será do Ras Abu Aboud. O estádio em construção à beira da West Bay, em Doha – a Mônaco dos Emirados – está reutilizando contêineres, transformando-os em peças de aço modular para erguer a estrutura externa e a fachada. Por dentro, nas arquibancadas, predomina o concreto pré-moldado. Trata-se do 1º estádio 100% “descartável” do mundo. Depois da Copa do Mundo, será inteiramente desmontado. No local nascerá um parque à beira-mar. Destino semelhante terá o Al Thumama. O estádio será desmontado após o mundial e doado a outro país árabe que se candidate a recebê-lo.

A Copa de 2022 terá como estádio da abertura e da final o Losail, com 80 mil lugares. A arena é parte de uma cidade-inteligente, a Lusail City. A obra inclui em seu projeto um sistema de reciclagem que promete economizar 40% da água utilizada no estádio, se comparada às arenas convencionais. Depois do mundial, as instalações do Losail serão transformadas em um centro comunitário, com escolas, lojas e clínicas de saúde. Do Maracanã aos estádios do Catar para 2022, cada um no seu tempo, todos podem ser considerados marcos da engenharia e da arquitetura.

Veja os 8 estádios da Copa do Mundo de 2022, no Catar

Khalifa International Stadium

Education City Stadium (Diamante do Deserto)

Al Bayt Stadium

Al Rayyan Stadium

Al Thumama Stadium

Lusail Stadium

Al Janoub Stadium

Ras Abu Aboud Stadium

Entrevistado
Comitê organizador da Copa do Mundo de 2022 e Superintendência de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) (via assessoria de imprensa)

Contato
imprensa@suderj.rj.gov.br
media@sc.qa

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados

Tijolo é feito inteiramente de materiais reciclados, e pode ser usado na construção de diversos espaços

 
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)

A companhia indiana Rhino Machines, que produz equipamentos para construção civil, desenvolveu um tijolo sustentável feito inteiramente de materiais reciclados e resíduos industriais. Chamado de “Silica Plastic Block” (SPB), o tijolo tem 80% de sua composição feita de areia de fundição e os outros 20% de resíduos plásticos. Enquanto a poluição causada pelo plástico já é relativamente conhecida pelo público, os impactos ambientais da areia de fundição não são tão discutidos, mas também representam um problema para o meio ambiente. Por isso, a empresa afirma que focou em utilizar estes dois resíduos para produzir o “tijolo do desperdício zero”, como chamam o projeto. No Brasil e no mundo, outras iniciativas sustentáveis para a construção civil também estão em andamento. Entenda:

Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)

Não foi fácil: nos primeiros testes, a empresa precisou usar uma grande quantidade de água, solo fértil e cimento para chegar a um material resistente o suficiente para ser utilizado na construção. Ou seja, no final das contas, o consumo de recursos naturais e a produção de CO2 (no caso do cimento) necessários ainda geravam um impacto ambiental negativo, e que não compensava. No entanto, após mais análises, os pesquisadores perceberam que o uso de plástico junto à areia de fundição eliminava a necessidade do uso de água, e representava uma economia muito maior de recursos naturais.

Sabe o que mais? Além de sustentáveis, eles são cerca de 2,5 vezes mais resistentes do que os tijolos tradicionais de argila. Ao longo do desenvolvimento do projeto, os pesquisadores procuraram diversas empresas, hospitais e organizações sociais para coleta dos resíduos produzidos, de modo que possam ser utilizados para fabricação dos tijolos. Estes, por sua vez, podem ser usados tanto para pavimentação quanto para construir paredes e espaços como banheiros, campus escolares, clínicas de saúde, etc. Segundo a empresa, já foram coletadas seis toneladas de resíduos plásticos e dezesseis toneladas de areia de fundição para serem reciclados.

Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)

Parede feita com o tijolo sustentável 

Existem diversas pesquisas no mundo e no País para tornar os materiais da construção civil mais sustentáveis. A criação da Rhino Machines se relaciona também a diversas iniciativas em custo que buscam tornar o concreto mais sustentável. Assim como os tijolos, o concreto é feito a partir de uma mistura de materiais agregados (como brita) e cimento, que dá resistência ao material para que possa ser usado em construções. No entanto, a produção de cimento emite muito CO2 na atmosfera. Pesquisas em andamento buscam formas de tornar o concreto mais sustentável, substituindo os agregados por resíduos reciclados da construção civil, como a areia de fundição. Já uma outra linha de pesquisa investiga como diminuir o uso do cimento no material e na construção civil, para diminuir as emissões de CO2 na atmosfera. Você pode ler mais sobre as pesquisas na área desenvolvidas pelo Brasil aqui

Fonte: https://casavogue.globo.com/

Luiza Queiroz | Fotos: Divulgação