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Arranha-céu em NY será o residencial mais alto do mundo.

Com inauguração marcada para 2019, o Central Park Tower deve chegar aos 472 metros de altura.

(Divulgação/Extell)

Na disputada Billionaire’s Row, na região do Central Park, em Nova York, o Central Park Tower deve se tornar o arranha-céu residencial mais alto do mundo quando for inaugurado, em 2019.

(Divulgação/Extell)

Assinado por Adrian Smith + Gordon Gill Architecture, o prédio fica na 225 West 57th Street e tem projeto que visa chegar aos 472 metros de altura. O metro quadrado dos apartamentos custará mais de sete mil dólares.

(Divulgação/Extell)

Nos andares inferiores, o Central Park Tower contará com uma loja da Nordstrom, que ocupará sete pisos, e um hotel. Entre as amenidades do prédio, os moradores poderão aproveitar um bar de charuto, uma sala de jantar privada e um grande salão, assim como espaços para conferências, áreas infantis e uma sala de cinema.

Atualmente, o arranha-céu residencial mais alto do mundo é o 432 Park Avenue, de Rafael Viñoly, que conta com 426 metros de altura.

Por: casaclaudia.abril.com.br

Fonte: Dezeen

Ter uma casa sustentável é possível e faz bem pra saúde!

O Foco Ambiental foi até a Feira Greenbuilding Brasil, no São Paulo Expo, para falar sobre as construções verdes! São casas e edifícios sustentáveis que economizam água e energia, poluem menos e ainda trazem benefícios para toda a comunidade! Será que essas construções são mais caras do que as tradicionais? Esse é o tema do Foco Ambiental de hoje!

Para começar, vamos ver o que um imóvel precisa ter para ser considerado sustentável e, quem sabe, até conseguir uma certificação ambiental da GBC – Green Building Council.

 

1.Sustentabilidade de localização

Exemplos:

  • Evitar poluição do ar/ luminosa/ sonora
  • Boas opções de transporte público/ciclovia nas proximidades

2. Economia de água

Exemplos:

  • Utilizar água da chuva
  • Sistema de reuso

3. Economia de energia e cuidados com as emissões de gases na atmosfera

Exemplos:

  • Usar fontes renováveis como a energia solar
  • Telhado verde

4. Otimização de materiais usados na construção

Exemplos:

  • Usar materiais de baixo impacto ambiental
  • Optar por matérias recicláveis

5. Qualidade ambiental no interior da casa/edifício

Exemplos:

  • Conforto
  • Cuidados com saúde e bem estar

Felipe Faria, diretor da GBC, explica quais vantagens uma casa ou um condomínio que tem todas essas características traz para o meio ambiente e para a comunidade ?

“Para o meio ambiente, nós conseguimos comprovar cerca de 40% de redução de consumo de água , 25% a 30% de redução de consumo de energia, 35% de redução de emissões de CO2 e de 70% a 80% de redução da geração de resíduos , que é algo complicado na construção civil”, explica, “então para o meio ambiente faz todo o sentido”.

Sobre as vantagens para as pessoas, ele diz, “Tem estudos recentes de cientistas da área médica que identificaram que das principais doenças crônicas como câncer e Alzheimer, apenas 5% tem razões genéticas, 95% a gente adquire ao longo da nossa vida . E uma edificação, pelo fato da gente passar 90% do nosso tempo em um ambiente fechado, seja casa, escola, restaurante ou academia, ela influencia e muito nos diversos fatores que podem causar doenças. Então, quando você tem um ambiente com uma boa acústica, uma boa qualidade interna do ar, vista para a área externa , perto de verde e natureza, você pode, em uma empresa, aumentar sua produtividade , em uma escola, aumentar sua capacidade de aprendizado e, em uma casa, aumentar seu conforto e bem estar” .

CUSTO

Quanto ao custo das construções verdes, o acrescimo, segundo Felipe, é de 0% a 6% em relação às construções tradicionais. “Por isso que é muito fácil a gente promover construção sustentável, porque faz todo sentido econômico e a gente já comprovou que essa é a melhor opção de negócio do mercado imobiliário , em qualquer setor e segmento. Então, quando você tem um pequeno acréscimo no custo de construção, você tem um payback rápido na operação. Faz todo sentido econômico”.

Como estaremos daqui a 10 anos?

O mercado está crescendo muito rápido. Nesses últimos dez anos o crescimento foi enorme. Como é que será que estaremos depois dos próximos dez anos? Será que todo mundo vai ter a oportunidade de morar em um empreendimento sustentável?

Felipe responde, “nós crescemos muito rápido. Esse sistema de certificação já está em 165 países. O Brasil é o quarto país com maior número de projetos. A nossa visão, nossa missão é para que todos ainda nessa geração possam progressivamente morar, viver ou trabalhar em uma edificação greenbuilding “.

E você, adota alguma prática sustentável na sua casa?

Fonte: https://www.terra.com.br

“Lei 13.465/2017 inova e possibilita criação de condomínio de lotes”

No Brasil tem sido muito comum o desenvolvimento dos denominados “condomínio de lotes” ou “loteamento fechado”. Apesar da existência de centenas de empreendimentos nestas modalidades, não havia, até então, regramento claro e específico no âmbito federal quanto a estes temas, que, apesar de parecidos, juridicamente possuem diferenças significativas.

Isto porque, o loteamento (Lei 6.766/79) trata-se de uma modalidade de parcelamento do solo, em que uma gleba é subdividida em diversos lotes, totalmente separados juridicamente uns dos outros, com a criação de vias e espaços públicos que são transferidos à titularidade do município.

Já no condomínio (Lei 4.591 e Código Civil/2002), não há qualquer parcelamento do terreno, permanecendo íntegra a gleba originária, mas, por convenção, há instituição de um condomínio pro-diviso, dispondo que naquele imóvel haverá partes que serão de propriedade comum e outras de titularidade exclusiva de cada um dos condôminos, havendo o fracionamento do solo em partes ideais de propriedade e vinculadas, por ficção jurídica, a cada uma das partes exclusivas (unidades autônomas).

Ocorre, porém, que tanto a Lei 4.591/64 (artigo 1º), quando o Código Civil (artigo 1.331), estabelece que para ser possível a instituição de condomínio edilício é necessária a existência de edificações, o que, inicialmente, não se observa no caso da venda de lotes.

Pois bem, com o objetivo de superar tais entraves legislativos e de tentar conferir alguma segurança jurídica aos condomínios de lotes e loteamentos fechados, alguns municípios editaram leis estabelecendo a possibilidade de sua implementação.

Quanto ao “loteamento fechado”, o poder público municipal na maioria das vezes, concede o uso exclusivo das áreas públicas daquele empreendimento aos proprietários dos lotes, normalmente conferindo à associação formada pelos moradores a competência para gerir a “coisa comum” que, neste caso, é de propriedade pública, mas com uso cedido ao particular.

Apesar disso, não raras vezes vê-se ações questionando a destinação a particulares de bens que, inicialmente, seriam de uso comum do povo (ruas, praças, equipamentos públicos) e, ainda, a legitimidade do município para criar uma nova modalidade de loteamento, apesar de a competência para legislar sobre direito urbanístico ser concorrente apenas da União, Estado e Distrito Federal, cabendo ao município apenas a suplementação do que já existe e tratar assuntos de interesse local (artigos 24, I e 30, I e II, da CF/88).

Igualmente, observa-se a legislação de alguns municípios estabelecendo a possibilidade da criação do condomínio de lotes, através de normas que muitas vezes confundem os institutos do loteamento e do condomínio.

Neste caso, parece ser ainda mais questionável a competência do município para legislar sobre o tema, que indiscutivelmente trata-se de matéria afeta ao direito civil, em relação a que Constituição estabelece ser privativa da União (artigo 22. I).

Defendendo a possibilidade da criação do condomínio de lotes, alguns juristas argumentam que tais leis advêm do que já estabelece o Decreto-Lei 271/67, o qual equipara o condomínio ao loteamento. Ocorre, no entanto, que tal dispositivo deveria ser regulamentado dentro de 180 dias da sua publicação, o que, até então, nunca ocorreu.

Há, ainda, uma tentativa de equiparação ao condomínio horizontal de casas, previsto no artigo 8º da Lei 4.591/64. Neste ponto, a 4ª Turma do STJ, no julgamento do REsp 709.403/SP, deixou claro que para ser possível a instituição do condomínio horizontal é necessário que haja edificação pronta ou, ao menos, a aprovação de um projeto de construção.

Desta forma, com o objetivo de positivar na legislação federal a possibilidade da criação do “condomínio de lotes”, foi publicada, no último 11 de julho, a Lei 13.465, que incluiu o artigo 1.358-A no Código Civil.

Com isso, inaugura-se um novo conceito de lote, que, inicialmente, era somente formado a partir do desmembramento ou loteamento, e, agora, passa a ser também a correta denominação para unidade autônoma compreendida em condomínio de lotes, sem parcelamento do solo.

Apesar da imediata entrada em vigor da norma, o tema ainda carece amadurecimento, sobretudo diante da necessidade de adaptação das leis de uso e ocupação do solo dos municípios para contemplar este instituto, em especial quanto a regulação dos parâmetros urbanísticos aplicados ao empreendimento e às unidades autônomas, as quais ainda não têm área construída pré-determinada.

Além disso, com o condomínio de lotes ter-se-á o loteamento latu sensu de uma gleba, mas sem, inicialmente, a urbanização da cidade (vias, parques e espaços públicos). Por este motivo, é possível que a legislação municipal venha a exigir algum tipo de contrapartida do empreendedor, tema que merece artigo próprio, tendo em vista sua complexidade e diversidade de pontos de vistas a serem analisados.

Com efeito, a recém promulgada positivou, ainda, o chamado “loteamento de acesso controlado” que não trata propriamente do “loteamento fechado”, mas permite ao poder público municipal a regulamentação do controle de acesso, sem que haja, no entanto, “o impedimento de acesso a pedestres ou a condutores de veículos, não residentes, devidamente identificados ou cadastrados”.

Não deixou claro o legislador se tal controle de acesso pode vir a ser feito em relação aos loteamentos já existentes ou, ainda, os requisitos para criação do referido controle, o que dá uma maior liberdade ao Poder Público municipal quanto a implementação desta nova modalidade.

É fato que a referida norma trouxe muitas e importantes inovações para o direito imobiliário, não apenas em relação aos temas aqui tratados, garantindo, sem dúvidas, uma maior segurança jurídica ao empreendedor, apesar da necessidade de amadurecimento da matéria, em especial quanto aos aspectos urbanísticos envolvidos.

*Emília Belo é sócia do Queiroz Cavalcanti Advocacia.

**Rafael Accioly é sócio do Queiroz Cavalcanti Advocacia.

Fonte: http://www.cnbsp.org.br

São Paulo terá apartamentos com 10 metros quadrados.

Prédio na região central da cidade terá 72 unidades com a área, que serão vendidas por 100 mil reais cada uma.

Perspectiva do microapartamento de 10m² / Vitacon

Alexandre Frankel, presidente da Vitacon, disse, em 2015, ser possível construir imóveis menores do que 14 metros quadrados, o tamanho das unidades que a incorporadora havia lançado naquele ano.

E, de fato, foi possível: a Vitacon acaba de anunciar que irá lançar um empreendimento em São Paulo com 72 apartamentos com 10 metros quadrados. O preço? 100 mil reais. Ou seja, cada metro custará 10 mil reais.

Apesar de a incorporadora anunciar de forma genérica que o empreendimento está localizado em Higienópolis, ele será erguido no bairro Vila Buarque. Portanto, seu valor, segundo estudo do portal VivaReal, está acima da média da região, que fica próxima ao Centro e no qual o metro quadrado tem custo médio de 7.362 reais.

Por outro lado, o custo é menor do que um apartamento de 18 metros quadrados lançado pela concorrente Setin em pleno boom imobiliário. Também localizado na região central da cidade, na época, o apartamento foi anunciado por 270 mil reais.

Anunciado pela incorporadora como o mais compacto da América Latina, a planta do menor apartamento do empreendimento Palmeiras-Nova Higienópolis tem espaço para um sofá-cama, TV e um pequeno guarda-roupa. Ao lado, fica o banheiro e, na área comum à sala-quarto, há ainda uma pequena bancada com espaço para um cooktop, pia e uma pequena mesa embutida. Minimalismo: 11 documentários na Netflix para repensar a vida na Terra

O empreendimento terá, nas áreas comuns, unidade para visitas, cinebar, horta, guarda-entregas, bikes para alugar, lavanderia, espaço para coworking, ferramentas e academia equipada. No piso térreo, terá lojas e espaço aberto à população, o que enquadra o empreendimento no novo Plano Diretor da cidade.

O Palmeiras-Nova Higienópolis terá, no total, 111 unidades. Serão 72 unidades com 10 metros quadrados, 14 unidades com 15 metros quadrados, duas unidades de 19 metros quadrados, 22 de 33 metros quadrados e apenas uma com 77 metros quadrados.

Em países que sofrem com a falta de espaço para a construção de novos empreendimentos, como o Japão, apartamentos chegam a ter oito metros quadrados.

Veja abaixo o vídeo que mostra o espaço:

 

Fonte: http://exame.abril.com.br

Prefeitura quer instalar mais cinco corredores verdes na capital.

Depois de inaugurar o da Avenida 23 de Maio, projetos do gênero podem se entender para as marginais e Radial Leste.

Repaginação na altura do Paraíso: obra de 9,7 milhões de reais (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Um jardim vertical lotado de samambaias, além de temperos como manjericão, alecrim e orégano, está exposto na Avenida 23 de Maio desde sábado (5). O corredor verde tem 10 950 metros quadrados de área e quase 6 quilômetros de extensão. Começa no Viaduto Tutoia e termina no Jaceguai. São 250 000 mudas montadas em uma placa de 163,7 toneladas.

O paredão de plantas surgiu para cobrir o cinza da paisagem daquela via, depois que a operação Cidade Linda apagou quase todos os grafites dos setenta muros. Só permaneceram sete pinturas. Na época, João Doria prometeu que o muro não ficaria daquela forma por muito tempo. Coube ao paisagista Guil Blanche, CEO do Movimento 90º, especializado em projetos dessa espécie, tirar a ideia do papel.

A Tishman Speyer, empresa do mercado imobiliário, bancou o negócio, estimado em 9,7 milhões de reais, e também se comprometeu a cuidar da manutenção anual, no valor de 137 500 reais, até 2020.

A primeira grande iniciativa desse tipo na capital surgiu em 2015, no Minhocão. O trabalho também foi financiado pela Tishman Speyer, em conjunto com as construtoras Max Haus e WTorre, que investiram um total de 3,7 milhões de reais para instalar um mural de plantas em sete prédios do entorno.

“Além de ele melhorar a paisagem, muitos moradores dizem que os apartamentos ficaram menos barulhentos e mais frescos”, elogia Cristiane Andreatta, coordenadora da associação Conselho Gestor do Parque Minhocão. Há críticas também. “Alguns síndicos reclamam de mosquitos e infiltrações”, diz Francisco Machado, vice-presidente da Coordenadoria Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) de Santa Cecília.

Murais no Minhocão: sete prédios da região receberam a cobertura (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Doria afirma que haverá novos jardins verticais pela metrópole. “As iniciativas serão bancadas por doações”, diz. Ele não revela detalhes, mas, nos bastidores, sabe-se que há cinco projetos em andamento, ainda sem data de implantação. A prefeitura tem conversado com alguns escritórios de paisagismo sobre a execução e ainda negocia com empresas para fechar uma parceria.

O primeiro seria um parapeito formado por trepadeiras na pista do Minhocão, a um valor estimado em 3 milhões de reais. Outro, um jardim na parte de baixo do viaduto, de 12 milhões de reais. Doze pontes das marginais Pinheiros e Tietê seriam cobertas com plantas, numa área total de 12 000 metros quadrados, e os muros do Aeroporto de Congonhas virariam um corredor verde.

A ideia mais ambiciosa, entretanto, é uma obra que se estenderia por 26 500 metros quadrados da Radial Leste, a 23,6 milhões de reais.

Além do poder público, empresas privadas vêm investindo no negócio desde 2010. Com isso, há hoje cerca de 100 paredes verdes na cidade, boa parte das quais fica na região dos Jardins. Entre elas está a obra do Hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista, uma das maiores no país, inaugurada em 2015. São quase 1 000 metros quadrados de área, que abrigam 80 000 plantas de 42 espécies na fachada.

Outros murais de destaque são o da Fiesp, na Alameda Santos, e o do HCor, no Paraíso. A tendência começou na França, com o botânico Patrick Blanc, que cobriu o Museum of Science and Industry em 1988. Depois, surgiu em países como Estados Unidos e Singapura.

Corredor verde na 23 de maio (Alexandre Battibugli/Veja SP)

Um dos projetos mais icônicos do mundo atualmente é a floresta Bosco Verticale, criada em 2014 por Stefano Boeri, em Milão, na Itália. São duas torres de 112 e 80 metros de altura, com varandas externas tomadas por árvores de médio porte e arbustos.

Naquele mesmo ano, o projeto ganhou na Alemanha o International Highrise Award, considerado o Nobel da arquitetura dedicada aos arranha- céus, por “proporcionar uma simbiose entre homem e natureza em plena metrópole”.

Alguns ativistas criticam esse tipo de construção como contrapartida ambiental. “A árvore absorve 300 vezes mais gás carbônico que a mesma metragem de um jardim vertical”, afirma Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da USP. O ambientalista Ricardo Cardim ressalta o alto custo de implantação: uma muda sai por cerca de 300 reais, enquanto o metro quadrado do mural, por quase 900 reais.

Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, por sua vez, é a favor do método. Segundo ele, trata-se de uma medida que ajuda a repor o desmatamento e a resfriar a capital. “As ilhas de calor causam mortalidade precoce por problemas cardíacos. Por ora, os vizinhos do Minhocão e do novo corredor terão esse risco diminuído.”

“Paredões” em fase de projeto

Parapeito Minhocão: a ideia é fazer uma barreira formada por trepadeiras na pista do viaduto.

Marquise Minhocão: a parte de baixo também receberia um jardim em toda a sua extensão.

Radial Leste: trata-se de um corredor nos mesmos moldes da 23 de Maio, que se estenderia por 26 500 metros quadrados da via.

Marginais Pinheiros e Tietê: doze pontes seriam cobertas com plantas, numa área total de 12 000 metros quadrados.

Aeroporto de Congonhas: 3 000 metros quadrados de muros virariam um corredor verde.

Fonte: http://vejasp.abril.com.br

Retrofit de investidores renasceu pioneiro flat na Santa Ifigênia.

Há mais de 70 anos, este art déco, que faria sombra aos congêneres baixinhos de Miami, abriga hóspedes no largo Santa Ifigênia. Seus contemporâneos há tempos foram demolidos ou viraram repartições públicas. Em plenos anos 1940, o pioneiro flat já oferecia pequenos apartamentos equipados, principalmente para fazendeiros do interior, a poucas quadras da Estação da Luz. Nos anos 1950, aproveitando as políticas de estímulos para a criação de hotéis (às vésperas dos 400 anos de São Paulo), surgiu ali o elegante Hotel Alvear, em reforma pilotada pelo arquiteto polonês Lucjan Korngold, sobre o projeto original de Enrico Brand e Archimedes Barros Pimentel.

A cobertura, de 330 m² e com vista para o Martinelli e o Banespa, era a residência dos donos do edifício, o casal formado pela condessa francesa Germaine Lucie Burchard e pelo príncipe polonês Roman Sanguszko. O pai dela, Martinho Burchard, foi o loteador que criou o bairro de Higienópolis e deixou para a filha terras nos então pouco habitados Perdizes, Pinheiros, Água Branca e Sumaré.

Décadas depois, já com o glamour apagado, o Alvear deu lugar ao Marian, que abrigava atacadistas que frequentavam a 25 de Março. O hotel fechou e um grupo de investidores, liderados pelo arquiteto Pierre Mermelstein, comprou o prédio em 2010. Depois de um retrofit, muitos apartamentos foram vendidos, mas uma dúzia deles hoje hospedam visitantes à cidade. E a cobertura virou o escritório do arquiteto Mermelstein, que zela pela nobreza do Germaine.

*

Edifício Germaine Burchard
(1938-1942)
Av. Cásper Líbero, 59

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

MP dos distratos prevê regra para inadimplentes.

Distrato é quando se desiste da compra ou venda de um imóvel na planta

A proposta do governo para regulamentar os distratos (quando se desiste da compra ou venda de um imóvel na planta) está na reta final. A minuta da Medida Provisória, obtida pelo ‘Estado’, estabelece, entre outros pontos, regras para os casos que envolvem consumidores inadimplentes.

As empresas poderão reter uma parte do que foi pago pelo cliente a depender da quantidade de meses em que ele ficou sem pagar as parcelas. De acordo com a minuta, a incorporadora poderá ficar com 50% dos valores pagos pelo consumidor que estiver inadimplente por mais de seis prestações mensais e 30% nos casos em que os atrasos forem de três até seis prestações mensais. Nos dois casos, a empresa terá de comprovar que o cliente foi notificado a pagar a dívida e teve prazo de dez dias para quitá-la. O valor retido não pode ultrapassar 10% do valor do imóvel.

No caso de distrato por iniciativa do comprador (mesmo que ele esteja com as prestações em dia), a regra será de retenção de 50% dos valores pagos pelo cliente, limitado também a 10% do valor do contrato.

Na quinta-feira, 3, representantes do governo e do setor imobiliário se sentarão mais uma vez na busca de entendimento para fechar o texto. Ainda estão sem consenso o prazo que as empresas terão para devolver o que foi pago em caso de distrato, descontada a multa (se 90 ou 30 dias) e a multa que terão de pagar se não entregarem os imóveis dentro do prazo – se 0,5% ou 0,25% do valor do imóvel ou do que foi pago pelo consumidor.

“As discussões continuam e queremos chegar a um bom termo para dar mais segurança jurídica às empresas e maior proteção ao comprador“, afirma José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostram que, de cada 100 imóveis vendidos, 40 foram devolvidos dos últimos 12 meses terminados em junho.

Como informou a reportagem há um mês, a regra geral de multa para os distratos permitirá exceções para os imóveis enquadrados em programas de habitação de interesse social, como o Minha Casa Minha Vida. A incorporadora poderá reter até 30% do que foi pago pelo cliente, limitado a 5% do valor do imóvel desse tipo de empreendimento.

Em todos os casos, além da retenção de parte do que foi pago pelo consumidor, as empresas também poderão ficar com os custos da corretagem, que podem chegar a 6% do valor do imóvel. “Essa proposta ainda está desequilibrada prejudicando o consumidor e favorecendo as empresas”, afirma Cláudia Almeida, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Ela afirma que embora o setor imobiliário tenha cedido um pouco nas exigências, permitir que construtoras e incorporadoras retenham até 16% do valor do imóvel (juntando o limite de 10% das prestações que foram pagas mais o custo da corretagem) ainda é “abusivo”.

Em duas situações, o consumidor ficará livre de pagar multa: se achar um comprador substituto ou se desistir da compra, num prazo de até sete dias corridos, depois de ter assinado o contrato em um estande de venda fora da incorporadora.

Disputas

Sem regulamentação, os distratos têm sido fonte de longas disputas judiciais entre compradores e construtoras. Em 2016, foi assinado um acordo no Rio entre representantes do governo federal, do setor imobiliário, dos Procons e da Justiça para deixar mais claro os direitos e deveres de consumidores e empresas e evitar que os casos fossem parar na Justiça.

Embora não tenha força de Lei, o acordo embasou a proposta que está sendo editada agora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.atarde.uol.com.br

Por que a Torre de Pisa é inclinada?

pisa

Por ter sido construída sobre um terreno de argila e areia, materiais pouco firmes para sustentar uma edificação daquele porte. Projetada para abrigar o sino da catedral de Pisa, no norte da Itália, a torre foi iniciada em 1173: seus três primeiros andares mal tinham acabado de ser erguidos quando foi notada uma ligeira inclinação, devido ao afundamento do terreno e ao assentamento irregular das fundações.

Explicando de uma forma um pouco mais técnica, a Torre de Pisa representa um exemplo clássico de um caso em que a edificação promoveu um grande adensamento do solo sob suas fundações, gerando um elevado recalque diferencial. Isso é, alguns elementos da fundação da Torre de Pisa sofreram rebaixamentos diferentes entre si, acarretando a inclinação evidenciada na foto acima.

Na época da construção, o engenheiro encarregado do projeto, Bonnano Pisano, tentou compensar a inclinação construindo os demais cinco andares ligeiramente mais altos do lado em que a estrutura pendia para baixo – mas o excesso de peso só fez a torre afundar ainda mais!

A construção só terminou na segunda metade do século XIV e, ao longo dos séculos, foram feitas várias tentativas de aprumar a estrutura de oito andares, mas de nada adiantaram. No século XX, a torre passou a se inclinar cerca de 1,2 milímetro por ano. Quando essa pendência em relação ao eixo chegou a 4,5 metros, em 1990, ela foi fechada ao público, sob risco de desmoronar. Desde então, várias propostas foram feitas para salvar a torre, até que uma delas, formulada por uma comissão de 14 especialistas, foi finalmente escolhida. Os trabalhos começaram em 1997. “A proposta vencedora era simples e, ao mesmo tempo, extremamente eficaz: tirar, aos poucos, terra do lado inclinado e reforçar a fundação com placas de chumbo para evitar qualquer perigo de desmoronamento enquanto o trabalho era realizado”, diz o engenheiro civil Henrique Lindenberg, da USP. Além disso, foi injetado cimento nos muros que circundam a torre.

A obra consumiu 25 milhões de dólares e só terminou em junho de 2001, reduzindo em 40 centímetros a inclinação da torre, que foi reaberta ao público em 15 de dezembro do mesmo ano.

Fonte: Mundo Estranho Wikipédia

Após 3 anos do Plano Diretor, prédios de uso misto começam a surgir em SP.

Três anos depois da aprovação do Plano Diretor de São Paulo, – que visa a organizar o crescimento urbanístico da cidade – uma das características fundamentais da nova legislação começa a se revelar, ainda que timidamente, nas ruas paulistanas: os edifícios de uso misto, com torres residenciais e comércio. E com os primeiros projetos concebidos sob as novas diretrizes começando a ser lançados, especialistas avaliam que a paisagem da cidade só deve começar a mudar mesmo na próxima década.

“O Plano Diretor é uma lei de médio e longo prazo, então para que se note realmente os efeitos, é preciso tempo. Demora mais de dez anos para que se consolidem os primeiros efeitos reais do novo plano, mas nesse meio tempo algumas coisas já começam a se perceber”, afirma o arquiteto e urbanista Valter Luis Caldana Junior, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, onde coordena o Laboratório de Políticas Públicas. “A fachada ativa é o retorno da conscientização de que a cidade precisa ser de uso misto. E essa ideia já pegou”, completa.

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo mostrou com exclusividade em 2015, um ano após a aprovação do Plano Diretor a emissão de licenças para prédios de uso misto mais do que dobrou na cidade. Foram liberados no período 120 edifícios que mesclam moradia, comércios e escritórios, ante 55 empreendimentos do tipo no ano anterior à aprovação da legislação.

O empreendimento VN Capote Valente, em Pinheiros, é um exemplo das consequências do novo código. Originalmente concebido sob a legislação urbanística anterior, o projeto – da construtora Vitacon – teria inicialmente 12.480 metros quadrados de área construída estritamente residencial. Seriam 188 unidades espalhadas em 8 andares188 vagas para carros, nenhuma para bike. Com a aprovação do Plano Diretor, o projeto foi revisto e mudou de cara. Os mesmos 2,8 mil metros quadrados de terreno vão abrigar agora um prédio de uso misto com área total de 28.429 metros quadrados – dos quais 1,7 mil destinados para lojas. Serão 27 andares, com 269 unidades. Na garagem, 255 vagas para carros e 70 para bicicletas.

“Anteriormente tínhamos um residencial que quase se negava para a (avenida) Rebouças. Com a nova legislação, decidimos rasgar o projeto anterior e começar um novo, do zero, para aproveitarmos o aumento do potencial construtivo que a lei permite”, diz o arquiteto Douglas Tolaine, do escritório Perkins+Will.

O empreendimento, porém, tem lançamento previsto apenas para o fim de agosto. A construção só deve começar em março do ano que vem e, com pelo menos 18 meses de obras, só será inaugurado de fato no segundo semestre de 2019.

‘Conjuntos nacionais’

De certa forma, o Plano Diretor atual vai incentivar a criação de vários “conjuntos nacionais” pela cidade – usando aqui o caso do famoso condomínio da Avenida Paulista, uma verdadeira praça aberta e movimentada, como referencial. Não que tais obras já não existissem antes – o próprio Conjunto Nacional, dos anos 1960, é exemplo. “Mas agora, com a legislação que dá esse incentivo, ficou mais fácil convencer nossos clientes, mostrar para eles aquilo que já acreditávamos: que empreendimento de uso misto são mais interessantes para a vida na cidade”, diz a arquiteta Grazzieli Gomes Rocha, do escritório Aflalo/Gasperini.

É desse escritório, por exemplo, o projeto do edifício FL 4300, na Avenida Brigadeiro Faria Lima. Anterior ao Plano Diretor em vigência, ele já compreende um uso misto. “Queríamos que o projeto ‘chamasse’ a Faria Lima para dentro. Criamos no terreno uma grande praça, atrás da torre de escritório, arborizada e confortável”, diz o arquiteto Luiz Felipe Aflalo Herman.

Outro exemplo de projeto concebido antes do atual Plano Diretor, o Habitarte, no Brooklin, teve sua primeira parte entregue este ano. É residencial, mas conta com supermercado no térreo. No interior, tem uma verdadeira praça pública com uma obra de arte assinada pelos irmãos Campana e brinquedos para a criançada.

Modo de viver.

Para o arquiteto Fernando Vidal, do escritório Perkins+Will, o uso misto não é decorrência apenas do Plano Diretor. “Há um modo de viver que está evoluindo. A vida das pessoas está mais dinâmica, então o trabalhar, o morar, o se divertir e o se alimentar estão cada vez mais em conjunto nas grandes metrópoles”, avalia.

O uso misto foi o que levou a fisioterapeuta Beatriz Bratefiche, de 25 anos, a alugar um apartamento no tradicional edifício Copan, na República, região central, há dois meses. Ela vivia em Pirituba, zona norte, mas queria estar mais perto do trabalho, no centro. “Olhei vários prédios na região. O que me fez escolher o Copan foi justamente a facilidade de ter tudo no mesmo local, principalmente restaurantes e lanchonete”, conta.

É com o uso, com a ocupação, que vem a sensação de segurança, aliás. “Começamos a pensar nisso como solução para segurança. Vivemos em uma cidade onde este é um tema de grande inquietação”, diz Aflalo Herman. “Não adianta fazermos condomínios murados, com um verdadeiro clube dentro, e os moradores não se sentirem seguros nem para sair passear com o cachorro na calçada.”

Para Lúcio Gomes Machado, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, incentivar fachadas ativas e “forçar que os prédios deixem de ter uso único” foi o grande trunfo do Plano Diretor. “O uso múltiplo é muito importante para a cidade”, diz. “Por outro lado, precisamos cobrar agora que sejam feitas leis para detalhar o plano, que é genérico.”

Praticidade do formato é ponto forte, dizem moradores

Para quem já vive em prédios de uso misto, a praticidade de contar com comércios no mesmo imóvel os faz não querer voltar a morar em empreendimentos imobiliários tradicionais.

Nascida na Síria, a dona de casa Margot Lagnato, de 83 anos, vive em São Paulo há cerca de 42 anos, todos eles em um apartamento no Conjunto Nacional, na Consolação (região central).

“Além da localização, perto da Avenida Paulista, tenho tudo muito prático. Para ir ao cinema, é só descer no elevador. Também gosto muito de ir à livraria”, conta ela, referindo-se a serviços presentes no andar térreo do conjunto.

A única reclamação de Margot fica por conta do valor do condomínio. “É bem caro, uns R$ 3 mil, mas meus filhos me ajudam”, conta.

O Copan, projeto de Oscar Niemeyer da década de 1950, é outro famoso edifício de uso misto na cidade de São Paulo. Localizado na República, também região central, recebe só elogios de seus habitantes. “Tem restaurantes, cafés, bancas de jornal: tudo muito fácil”, conta a aposentada Margarida Cavalcanti Pessoa, de 69 anos, 40 deles vividos no edifício. O grande fluxo de pessoas estranhas no andar térreo do condomínio é visto como vantagem pela moradora. “Eu acho que isso favorece quem vive aqui porque a gente se sente mais segura com tanta gente passando”, opina ela.

A enfermeira Silvia Bonfim, de 47 anos – 10 dos quais vividos no Copan – diz que, após conhecer o prédio, não quis mais morar em outro local. “Vim visitar um paciente aqui e me encantei com o formato e a localização. Já morei em bairros nobres, como Vila Nova Conceição, Jardim América e Morumbi, mas não troco esse apartamento por nada.”

Ao contrário do que ocorre no Conjunto Nacional, o valor do condomínio no Copan é motivo de alegria das moradoras: R$ 300 mensais. (Colaborou Fabiana Cambrioli)

Fonte: http://www.ademi.org.br

Projeto da Nova Cracolândia prevê 90% de unidades habitacionais para população de baixa renda.

Conselho gestor terá que aprovar projeto para obras saírem do papel. Modelo proposto pela Prefeitura de SP também prevê construção de CEU e creche.

Imagem mostra projeto proposto pela Prefeitura em torres e equipamentos coloridos. Demais prédios em preto e branco são área da PPP da Habitação (Foto: Divulgação/Secretaria da Habitação)

O projeto da Prefeitura de São Paulo para a Nova Cracolândia, na região da Luz, Centro de São Paulo, prevê a construção de 3 torres com unidades habitacionais voltadas para famílias de baixa renda, uma torre de unidades de mercado popular, um CEU (Centro Educacional Unificado) e uma creche.
Para sair do papel, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Gestor da Cracolândia, que deverá ser eleito neste sábado (29). Caso seja aprovado ou sofra apenas pequenas modificações, a estimativa é a de que as obras tenham início no começo do primeiro semestre de 2018.
A área de intervenção prevista é um quadrilátero que engloba o Largo Sagrado Coração de Jesus, Alameda Dino Bueno e Rua Helvétia, local que era ocupado pelo fluxo de usuários de crack antes da megaoperação policial contra o tráfico de drogas há 2 meses. A área fica ao lado do terreno em que será realizada a PPP da Habitação do estado, outro projeto para revitalizar a região.
O projeto da Prefeitura prevê 394 unidades de habitação de interesse social (HIS) e outras 42 unidades que serão comercializadas para o mercado popular, que são famílias com renda de até 5 salários-mínimos. Ou seja, cerca de 90% das unidades serão de interesse social, destinadas para as camadas mais pobres da população.
“Quase 90% das unidades habitacionais são de interesse social, que é renda de até 4 salários mínimos”, afirmou o secretário municipal da Habitação Fernando Chucre.

Quadra da Cracolândia que passará por intervenção entre Largo Coração de Jesus, Alameda Dino Bueno e Rua Helvétia.

De acordo com o secretário da Habitação, os proprietários de imóveis desapropriados serão indenizados pela Prefeitura e os moradores que residem no local pagando aluguel permanecerão na região.
“Nós queremos aproveitar o número de famílias que têm nesse quadrilátero, são 275, e gerar um empreendimento que requalificasse essa região e se integrasse ao projeto que está sendo implantado pelo governo do estado e ao mesmo tempo atendesse integralmente as famílias com melhores condições de habitação”, afirmou.

Análise em conselho

O projeto Redenção, idealizado pela Prefeitura de São Paulo, que teve a lacração e demolição de imóveis, prevê a revitalização da área. Mas, para o projeto sair do papel, terá que ser aprovado pelo Conselho Gestor da Cracolândia, já que a quadra é classificada como ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) 3 pela Lei de Zoneamento.
“É uma zona que delimita áreas onde existe moradia precária, especialmente cortiços como havia naquela quadra”, explicou o secretário. “Essa legislação é para garantir o direito dessas famílias de continuarem morando na mesma região para que não fossem transferidos para regiões periféricas da cidade”, afirmou.
No dia 21 de maio, uma megaoperação policial contra o tráfico de drogas na região prendeu traficantes e fez com que os usuários migrassem para outro local. No dia seguinte, teve início o cadastramento dos moradores do quadrilátero que identificou 689 domicílios (cômodos ocupados) em 74 imóveis.
Ao todo, foram 275 famílias e 525 pessoas cadastradas, sendo que a maioria possui alguma fonte de renda e paga aluguel. Após a demolição dos imóveis, os moradores das quadras delimitadas devem receber auxílio-aluguel enquanto as torres não fiquem prontas.

Secretaria Municipal de Habitação Fernando Chucre (Foto: Tatiana Santiago/G1)

Detalhes do Projeto

A área que será revitalizada pela Prefeitura está localizada entre o Largo Sagrado Coração de Jesus, Alameda Dino Bueno e Rua Helvétia. O projeto prevê a construção de 4 torres residenciais, um CEU em uma área de 12 mil metros quadrados e uma creche em um terreno de 2 mil metros quadrados.
O local onde estão previstas as obras da Prefeitura não é o mesmo onde será implantado a PPP (Parceria Público-Privada) do estado. No entanto, as áreas são vizinhas e serão interligadas. Inclusive, o projeto arquitetônico previsto pela Prefeitura é o mesmo modelo adotado pelo estado. “No projeto, foi usado a mesma tipologia do estado para manter um padrão urbanístico de intervenção”, declarou Chucre. Com isso, formato e fachada dos apartamentos serão iguais.
Os novos prédios preveem um conceito de integração com a comunidade local e terão a parte térrea livre para a circulação de qualquer pedestre como um grande boulevard.
“A ideia é ligar todo aquele núcleo da Santa Ifigênia até o Largo Coração de Jesus, ficar aberto como uma grande praça, um grande boulevard que unifique essas áreas, inclusive com a Praça Júlio Prestes”, explicou Chucre.
A verba para execução das obras é esperada para após a publicação de uma Medida Provisória do Ministério das Cidades que prevê recurso do governo federal.
Caso esse mecanismo de financiamento não se torne viável, a administração municipal estuda outras possibilidades, como cada pasta assumir suas despesas ou uma PPP em parceria com o governo do estado para a construção dos apartamentos. O valor total dos recursos necessários não foi informado.

Projeção de projeto proposto pela Prefeitura de SP para Cracolândia (Foto: Divulgação/ Secretaria Municipal da Habitação)

Conselho

Desde maio foram feitas mais de dez reuniões com a sociedade civil para a formação do conselho. A eleição ocorre neste sábado (29) e terá 38 candidatos concorrendo. Após a definição do conselho, os eleitos terão um período de dez dias para para a aprovação do regulamento.
O Conselho Gestor será formado por dez membros titulares e seus suplentes. A equipe deverá ter integrantes da sociedade civil e poder públicos, sendo 3 representantes dos moradores (residentes no perímetro da intervenção), sendo um proprietário; 2 representantes de movimentos de moradia do Centro; 2 representantes de entidades vinculadas às áreas de arquitetura, urbanismo e universidades; 1 representante de entidades da área de política urbana com atuação na região; 1 representante de ONG / OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) com atuação social na região; 1 representante do setor produtivo, 2 representantes da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab); 1 representante da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL); 1 representante da Secretaria de Serviços e Obras (SMSO); 1 representante da Secretaria de Governo (SGM); 1 representante da Prefeitura Regional da Sé; 1 representante da Secretaria de Habitação do Estado; 1 representante da Secretaria de Assistência Social; 1 representante da Secretaria Municipal de Saúde e 1 representante da Secretaria de Direitos Humanos.

Fonte: http://g1.globo.com