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Você não vai mais procurar um imóvel sem usar essas tecnologias

Não é novidade que a busca por produtos e serviços online já é um comportamento que faz parte da vida das pessoas. Dados do Instituto Euromonitor mostram que, em 2018, cerca de 80% dos consumidores usarão a tecnologia para visualizar produtos digitalmente de suas casas. 

Imóveis com fotos e descrições online, busca por opções só dentro da faixa de preço desejada, negociações por e-mails e mensagens… Todas essas práticas já são uma realidade em imobiliárias do país, mas os clientes desejam mais informações para essa pesquisa feita na internet. “Encontrar um imóvel online não foi tão fácil porque existe uma gama muito ampla de opções e de sites, mas muitos não possuem filtros específicos que atendam a nossa demanda”, relembra o bancário Ernesto Ribeiro que comprou um apartamento recentemente em Juiz de Fora, Minas Gerais

Pensando no comportamento do consumidor que pesquisa cada vez mais online, diversas inovações tecnológicas já estão sendo oferecidas por empresas do ramo de imóveis. 

Geolocalização 

Uma pesquisa de 2016 do portal Viva Real indicou que 81% daqueles que desejam mudar de imóvel acham essencial saber a localização exata do empreendimento logo no início da sua pesquisa. “A localização foi um dos critérios que utilizei nas minhas buscas em função, principalmente, da acessibilidade, segurança e liquidez de mercado”, reitera Ernesto. 

Mas foi-se o tempo em que se visitava a rua ou região de interesse a procura de imóveis com placas, por exemplo. “Faz muita falta conseguir visualizar facilmente todos os imóveis para venda em um bairro específico porque o dia a dia é muito corrido e precisamos de ferramentas que facilitem essa pesquisa”, completa a nutricionista Viviane Salles, lembrando como foi pesquisar pelo seu novo imóvel. 

Então, como garantir a precisão dos endereços de imóveis aos internautas? Um exemplo é através do recurso de geolocalização, em que os sites imobiliários já expõem as casas e apartamentos para compra e aluguel a partir de um mapa atualizado da cidade. 

“Os locais disponíveis rapidamente aparecem no mapa interativo, mas com a geolocalização ainda é possível filtrar a busca pelo bairro e aproximar as ruas para se ter uma visão mais detalhada. Selecionado o endereço, se tem o acesso de todas as informações daquele imóvel, incluindo fotos, taxas e descrições para uma comparação feita em segundos”, destaca o diretor da imobiliária Souza Gomes, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Diogo Souza Gomes

Bairro afora 

De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), são 236 milhões de smartphones no Brasil e será principalmente pelo celular que as pessoas continuarão procurando um imóvel. 

Se a geolocalização é uma aliada na hora de avaliar imóveis em regiões específicas, a dúvida passa a ser qual bairro escolher para morar. 

“Principalmente se os interessados forem de outra cidade, fica difícil conhecer a história do local e entender sobre suas características, como o fluxo de trânsito e que tipo de comércio certo local abriga, por exemplo”, completa Diogo Souza Gomes. 

Mais uma vez, a tecnologia traz uma prática que vem crescendo entre as imobiliárias: a captura de imagens aéreas por drone a fim de apresentar os bairros online e destacar seus atributos, principalmente para novos moradores. 

O “Bairro Afora” é um exemplo de projeto inédito em Juiz de Fora lançado em 2015 e que está sendo duplicado agora, em que bairros da cidade foram filmados, chamando a atenção para os pontos principais de cada localidade. 

Visão 360° 

“Quem compra um imóvel na planta, não deixa de imaginar como vai ser a vida morando naquele local. Mesmo que já tenham visitado a obra, as famílias sempre sonham com o dia a dia no novo imóvel, rotina que pode demorar alguns anos para se concretizar”, aponta Diogo. 

Para reconfortar os compradores mais ansiosos, a tecnologia dos óculos com imagens 360 graus é uma outra solução já presente no mercado de imóveis. Esse tipo de óculos foi utilizado durante as vendas de um empreendimento ainda construção em Juiz de Fora, a fim de que os interessados pudessem conferir como será o apartamento por dentro e a vista da sua janela simulando cada andar por um drone, captando todos os ângulos. 

Outras tecnologias acessadas online também são aliadas do mercado imobiliário, como os vídeos que esclarecem dúvidas de clientes e os atendimentos por chatbots. “Toda essa informação é muito benéfica e deixa o cliente mais seguro em suas transações. O que não podemos esquecer é que a tecnologia agiliza algumas etapas da negociação imobiliária, mas o cliente ainda não abre de visitar o imóvel antes de comprar com uma pessoa real o assessorando”, finaliza Diogo Souza Gomes.

Foto – DINO

Financiar imóvel de R$ 500 mil fica 16% mais barato com corte da Caixa.

Redução de gastos pode chegar a quase R$ 78 mil, com a redução da taxa de juros de 10,25% ao ano para 9% ao ano no âmbito do SBPE.

Imóveis: Caixa também anunciou aumento de 50% para 70% da cota de financiamento de residências usadas (Dado Galdieri/Bloomberg)

O corte nos juros do crédito imobiliário anunciado pela Caixa Econômica Federal nesta segunda-feira, 16, pode gerar uma economia de 15,6% no financiamento de um imóvel de R$ 500 mil, com prazo de 30 anos para quitação. Em gastos totais, a redução é de quase R$ 78 mil, saindo de R$ 1,113 milhão, quando valia a taxa antiga de 10,25%, para R$ 1,035 milhão, agora com juros a partir de 9%.

Segundo cálculos do economista e professor da B3 Alexandre Cabral, blogueiro do Estadão, a redução do preço pode alcançar R$ 171,4 mil para uma casa de R$ 1 mil e R$ 257 mil para imóveis com valor venal de R$ 1,5 milhão. As simulações levam em conta um financiamento de 100%.

A Caixa anunciou a redução de até 1,25 ponto porcentual das taxas de juros do crédito imobiliário utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Além disso, o banco também anunciou o aumento de 50% para 70% da cota de financiamento de imóvel usado. As mudanças começam a valer já nesta segunda-feira.

A medida para baratear o custo do crédito imobiliário já havia sido antecipada ao Estadão/Broadcast pelo novo presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, no início do mês, quando assumiu o comando do banco.

Para ele, a redução facilita o acesso à casa própria e contribui para estimular o mercado imobiliário. “O objetivo da redução é oferecer as melhores condições para os nossos clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas”, disse em nota.

De acordo com a instituição, com a medida, as taxas mínimas passaram de 10,25% para 9% ao ano no caso de imóveis dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 11,25% para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Estão enquadrados no SFH os imóveis residenciais de até R$ 800 mil, para todo o País, exceto para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o limite é de R$ 950 mil. Já os imóveis residenciais acima dos limites do SFH são enquadrados no SFI.

Mais cortes

Para o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) Miguel José Ribeiro de Oliveira o movimento da Caixa corrige uma rota que vinha sendo prejudicial para a própria instituição. “A Caixa decidiu reduzir o porcentual financiado do imóvel e aumentou os juros. Com isso, começou a perder mercado para outras instituições, que não seguiram o mesmo movimento”, conta Oliveira.

O executivo da Anefac explica que, em média, cada ponto de redução do financiamento imobiliário impacta com a redução de 10% no montante final a ser desembolsado com o crédito. Esse porcentual tende a crescer conforme o tempo para quitação da dívida.

Segundo ele, com a queda da taxa básica da economia, a Selic, pela metade, ainda há espaço para novos cortes no financiamento imobiliário da Caixa. “A Selic não deve subir tão cedo e ainda há espaço para a Caixa cortar mais. Não devemos ter quedas grandes, mas alguma coisa ainda dá”, diz.

A Caixa Econômica Federal é hoje a principal instituição para concessão de crédito imobiliário, concentrando cerca de 70% das emissões, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip)

Fonte: exame.abril.com.br

Prédio criado por designers da Ferrari é inaugurado em São Paulo.

Prédio criado por designers da Ferrari é inaugurado em São Paulo

O primeiro condomínio residencial de alto padrão desenvolvido pelo estúdio de design italiano Pinifarina, que desenha carros para marcas de luxo como Ferrari e Maserati, foi inaugurado na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo.

Fruto de uma parceria com a incorporadora Cyrela, o empreendimento foi erguido próximo da valorizada Avenida Brigadeiro Faria Lima. A exclusividade encontrada em uma Ferrari também se faz presente no edifício de 23 andares. Com quatro unidades por andar – sendo duas de cada lado -, os imóveis medem entre 48 a 100 m², distribuídos em formato de loft, com apenas um dormitório e varandas que não se encontram.

A área social conta com uma piscina com revestimento vindo da Ásia e móveis próprios do Pininfarina, que representam as curvas de um carro. A garagem, por sua vez, tem piso de mármore e paredes texturizadas.

Para adquirir todo o luxo e inovação presentes no condomínio, o interessado terá que desembolsar a partir de R$31.850 por metro quadrado. Essa é a terceira investida do Pininfarina no mercado imobiliário, após o escritório ter participado de projetos em Cingapura e Miami.

 

Fonte: www.metrojornal.com.br

Qual o futuro do mercado imobiliário?

Apesar de poucas novidades implementadas no segmento, nos últimos 20 anos algumas ocorreram, e são muito relevantes

O mundo mudou, bem como a forma como nos relacionamos e fazemos negócios. E olhando para um futuro bem próximo, são as startups que vão transformar ainda mais este cenário. Para se ter uma ideia, São Paulo está entre as 10 cidades do planeta com o maior número de startups em atividade. É, sem dúvida, uma das metrópoles mais inovadoras na atualidade.

Mas como o mercado imobiliário vem se comportando diante desse novo contexto? Como será a atuação das imobiliárias neste cenário de maior dinamismo e totalmente dominado pela tecnologia?

O setor imobiliário é, tradicionalmente, bastante resistente às transformações, que, geralmente, acabam acontecendo de forma mais lenta. Apesar de poucas novidades implementadas no segmento, nos últimos 20 anos algumas ocorreram, e são muito relevantes, como o surgimento e a consolidação dos portais imobiliários, como o Imovelweb, um dos mais importantes do Brasil, por exemplo. Com eles, a troca de informações com o consumidor ficou mais ágil, os sistemas de busca bem mais avançados e as imagens em alta resolução passaram a ser fatores importantes para a tomada de decisão.

Tenho mapeadas, hoje, mais de 200 startups imobiliárias, que estão recebendo investimentos e começando a trazer contribuições importantes para o setor. Portanto, mesmo em um universo pouco afeito a inovações, é preciso estar atento e aberto para as novas tendências. Sempre ouvimos dizer que é o mais forte quem sobrevive. Esta interpretação é, notadamente, equivocada. Quem sobrevive é quem se adapta melhor e mais rápido!

Novo perfil do cliente

Antigamente, o cliente potencial passava em uma rua, se interessava por um imóvel e entrava em contato com o corretor responsável pela negociação. Tenho certeza que as imobiliárias, especialmente na capital paulista, quase não fecham mais negócios desta forma.

Isso se dá porque o perfil do consumidor muda a cada nova geração que surge. Nesse sentido, há pouco tempo, falava-se muito da geração Millenium, que hoje está locando ou comprando o primeiro imóvel. Diferentemente de seus precursores, os Milleniuns estudaram mais, não largam seus smartphones, são muito conectados, mudam de cidade ou de país para trabalhar e desejam uma atenção diferenciada, ou seja, não querem mais ser atendidos pessoalmente ou falar ao telefone quando pretendem comprar algo. Se os Milleniuns já são diferentes, o que dizer da geração Z, que na próxima década estará procurando o primeiro imóvel?

Os representantes da geração Z já nasceram, praticamente, com tablets nas mãos. São muito desapegados, embora exibam um grau de maturidade respeitável. Eles, geralmente, não possuem uma conta de e-mail e são heavy users das redes sociais. São autônomos, mudam de emprego com frequência e preferem experiências a acumular coisas. Inclusive, já existem pesquisas que apontam que estes jovens não almejam um imóvel próprio.

E se a nova geração não sonha com a casa própria, quem serão os nossos clientes nas futuras operações de compra? Os investidores. Ou seja, venderemos para o investidor e alugaremos para o morador. Isso é uma tendência.

Novas tecnologias

Muitas novas tecnologias já surgiram ao redor do mundo e em breve chegarão ao Brasil, assim como muitas outras irão nascer em um curto espaço de tempo. É importante sermos capazes de nos adaptar a essas tecnologias. Um exemplo que gosto de dar vem do mercado financeiro.

O sistema financeiro está mudando drasticamente com o aparecimento das criptomoedas, e isso, certamente, vai impactar no mercado imobiliário, tanto no que se refere às formas de pagamento como em relação aos contratos. Atualmente, os contratos mais seguros são realizados em Blockchains, pois não são passíveis de fraudes. Em breve, esta metodologia poderá ser utilizada no mercado imobiliário brasileiro.

Além disso, já contamos com a inteligência artificial em todos os setores da economia. Já existe modelo de avaliação de imóvel que utiliza a ferramenta, como algoritmos estatísticos. Sem falar em impressão 3D e em realidade virtual e aumentada, que também impactarão o mercado imobiliário, certamente.

Também não é mais possível atender os clientes como fazíamos até pouco tempo atrás. É preciso personalizar o atendimento. E as novas tecnologias, como o chatbot, que já utiliza inteligência artificial, estão aí para ajudar neste processo.

Enfim, com toda essa evolução, temos que estar atentos e trazer essas mudanças para o setor, principalmente para dentro das imobiliárias. Nesse sentido, algumas medidas serão imprescindíveis:

1. Especializar-se – quanto mais especialista for no negócio, menor o risco de ser substituído. Especialização é saudável para negócio durar;

2. Atender com qualidade – diferencie-se pelo atendimento, pois a automação vai acabar com o atendimento massificado;

3. Usar tecnologia – escolha bem a tecnologia e empregue-a. Mantenha-se atualizado e preste atenção em quem é seu cliente e o que eles utilizam no dia a dia;

4. Por fim, mude a forma de trabalhar.

Você pode e deve inovar!

Guilherme Ribeiro — Professor, consultor e ministra treinamentos para o mercado imobiliário. É CTO e founder da startup SmartSíndico e Diretor da Inovação Imobiliária Consultoria e Treinamento. Tem 25 anos de experiência como executivo no setor de serviços, especialmente no mercado imobiliário.

Fonte: www.administradores.com.br

Abu Dhabi Aldar HQ – O maior prédio redondo do mundo.

Um edifício diferente dos outros, uma ideia simples que se tornou real, um edifício redondo, concebido com duas faces, como uma concha em pé no chão, um símbolo para um país com tradição marítima.

O edifício foi construído em uma ilha artificial, e enfrentou diversos desafios referente a projetos e execução. O primeiro problema encontrado pela equipe foi o prazo para a entrega do edificio, então a execução e o projeto caminharam paralelamente durante três anos, para a entrega do mesmo a tempo da primeira corrida de formula 1 de Abu Dhabi.

A construção da fundação enfrentou problemas referentes a pressão de água no solo, por se tratar de uma ilha artificial composta por areia. esta questão foi resolvida através da criação de um muro diafragma, o qual segurou a areia solta e a água que se formava, permitindo escavações para a construção de uma plataforma flutuante, a qual cria uma barreira contra a água, evitando que os pilares sejam empurrados contra o prédio e distribuir igualmente a carga sobre mais de 400 estacas que funcionam de duas maneiras, metade das estacas reagirá a fricção com o solo para segurar a estrutura nas rochas e na areia abaixo, a outra metade penetrará mais abaixo nas rochas, para dissipar as imensas cargas do edifício no solo.

 

Testes específicos foram necessários para determinar peculiaridades referentes a fundação e a resistência da estrutura dos painéis de vidro das fachadas e das laterais do empreendimento devido a existência de ventos provenientes do Golfo Pérsico.

O edifício conta com duas torres de concreto como centros reforçados com aço para segurar os dois arcos que sustentam os painéis da fachada, os centros foram construídos usando a tecnologia de slip forms.

O Aldar HQ é composto por escritórios de alto padrão, para as multinacionais instaladas no país, é um dos maiores centros empresariais do mundo e tem, no total, mais de 49 mil m². Cada um dos 23 andares tem entre 1700 e 2700 m², além de grandes áreas livres.

Este é um empreendimento que se torna um marco, de inovação e beleza para o campo da construção, mostrando que designes inovadores podem ser implementados com êxito e excelência.

Fonte: blogdopetcivil.com

Comprar imóvel na planta é um bom negócio?

Consultores respondem e dão dicas para evitar armadilhas

Por Sandra da Motta, da Arena do Pavini

Plantão de vendas: mutuário deve analisar a procedência do imóvel, taxas e tipo de reajuste aplicado no contrato antes da compra (Daniela Toviansk/EXAME)

São Paulo – Comprar um imóvel novo, na planta, é sonho de consumo de muita gente, mas exige cuidados básicos para o negócio não acabar dando mais dor de cabeça do que bom resultado financeiro e satisfação pessoal. Por mais que as maquetes e croquis e desenhos sejam atraentes, é preciso levar em conta que se está entrando em um projeto, que vai depender de inúmeras variáveis, desde a capacidade da construtora em executa-lo até as licenças e as condições de mercado, que podem elevar demais os custos ao longo da obra.

A compra na planta pode ser bom negócio, sobretudo para quem vai adquirir o primeiro imóvel para moradia, mas exige muita atenção às armadilhas no caminho, afirma Annalisa Blando Dal Zotto, especialista em gestão financeira, investimentos e mercado de capitais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e sócia da empresa de investimento financeiro Par Mais.

Entre os principais cuidados está verificar a procedência do imóvel e todas as taxas que serão cobradas, além de atenção para o reajuste pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), usado na maioria desses contratos. Além disso, Annalisa destaca “que nem sempre o risco de comprar o imóvel compensará o custo de oportunidade de deixar o dinheiro investido”.

De olhos nas regras de correção de parcelas e distrato

Ricardo Humberto Rocha, especialista em Economia e Finanças e professor da Saint Paul Escola de Negócios, destaca pelo menos cinco pontos que considera fundamentais quando se pensa em adquirir imóvel na planta, seja para moradia ou investimento. São eles: certificar-se da idoneidade da construtora ou incorporadora; ter clareza do contrato estabelecido entre as partes; saber bem como será feita a correção das parcelas, antes e depois da fase de construção, principalmente se houver complemento com crédito bancário; ter conhecimento prévio das regras e multas em caso de distrato, além de buscar o máximo possível de informações sobre o preço do metro quadrado na região e no tipo de imóvel escolhido.

Decisão de compra exige racionalidade e pesquisa prévia

Rocha lembra que também é preciso ser racional na hora da aquisição, embora muitos se deixem levar mais por componentes emocionais. “Antes da decisão de compra a pessoa deverá buscar informação para sentir-se segura de que terá mesmo capacidade de pagamento, e também estudar as possibilidades de valorização daquele imóvel que ela deseja”, orienta.

Para quem busca a opção mais como investimento ou para geração de renda, com foco em imóveis entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, Rocha lembra que as unidades com um ou dois dormitórios podem ser mais interessantes, pois são as que costumam ter maior demanda. Já para quem pretende aplicar valores maiores e gosta de investir no ramo de imóveis, ele sugere investir não diretamente em imóvel, mas em fundos imobiliários de lajes corporativas, que dão menos trabalho para administrar, pois a tarefa fica na mão dos gestores dos fundos. Esses fundos têm possibilitado melhor rentabilidade, inclusive porque seu rendimento não é tributado, ao contrário dos aluguéis, que pagam o carnê leão.

Como checar regularidade do empreendimento

O Procon-SP dá orientação sobre onde os interessados devem ir e o que é preciso checar para se assegurar da regularidade do empreendimento. Antes de dar qualquer sinal ou reserva, será preciso verificar, na Prefeitura Municipal, se a planta do imóvel foi aprovada. E no Cartório de Registro de Imóveis correspondente, se a incorporação do empreendimento foi devidamente registrada; se o imóvel não está hipotecado e se as plantas, as áreas e metragem do imóvel estão de acordo com a aprovação da Prefeitura do Município. Além disso, o memorial descritivo discriminará o material e equipamentos a serem empregados no imóvel, devendo esse documento integrar o Contrato de Compra e Venda.

Dicas e cuidados que ajudam a evitar problema

Anallisa Dal Zotto fez uma lista com os seis principais pontos a serem observados por quem pensa em comprar um imóvel na planta. Confira:

1 – Verificar a procedência do imóvel – Uma das maiores dores de cabeça que se pode ter com um imóvel é o atraso da obra. Verificar a procedência de quem vai realizar o empreendimento é importante e construtoras de confiança têm mais a perder caso algo dê errado. Não são poucos os casos de construtoras que faliram por má-administração dos seus recursos, deixando os seus clientes na mão;

Vale lembrar que atrasos de até 180 dias na obra geralmente estão previstos em contrato, mas ainda assim devem ser justificados. No caso de atraso superior a esse prazo, o consumidor pode pedir o seu dinheiro de volta, assim como indenização por danos morais e materiais junto à Justiça. Essa, no entanto é uma medida drástica que pode ser bastante demorada. Portanto, verificar a procedência pode evitar sérias dificuldades;

2 – Ficar alerta a taxas indevidas: Há uma série de taxas que são cobradas na hora de comprar um imóvel na planta. É importante ficar atento às taxas que são devidas pelo consumidor e as que não são. A cobrança dessas taxas indevidas geralmente é bem alta, pois são relacionadas ao valor do imóvel, portanto, vale saber quais delas pode-se evitar pagar:

(a) – Taxa de corretagem: a taxa de corretagem serve para pagar o profissional que efetuou a venda. Na maioria dos casos esse é um profissional contratado pelas construtoras, então, seriam elas que deveriam pagá-lo, e não o comprador;

(b) – Sati: Sigla de Serviço de Assessoria Técnico-Imobiliária: essa taxa serve para pagar o serviço de advogados que vão assessorar a compra do imóvel e analisar o contrato, e, geralmente, é no valor de 0,8% do imóvel. No entanto, não é um serviço obrigatório nem isento. E o comprador não deveria ser responsável por pagar para que um advogado da empresa analise o contrato da própria empresa;

(c) – Taxa de interveniência: essa é uma taxa que é cobrada caso o comprador opte por financiar o imóvel com um banco diferente do que financiou a obra. Ela, no entanto, fere a liberdade de escolha do consumidor, sendo assim indevida.

(d) – Taxa de anuência ou cessão de direitos: caso o consumidor queira vender o imóvel ainda na planta ele precisa de prévia autorização da construtora, o que, às vezes, é cobrado. Essa taxa é indevida pois também contraria o Código de Defesa do Consumidor ao remunerar a construtora sem que ela tenha prestado um serviço;

3 – Ter atenção com a correção pelo INCC : No contrato da maioria dos imóveis comprados na planta existem cláusulas de reajuste pelo INCC – Índice Nacional de Custo da Construção Civil. O índice de inflação reajusta o valor do imóvel enquanto ele está na planta e ainda não pode ser financiado diretamente pelo banco. Isso faz com que o valor devido pelo imóvel aumente constantemente, muitas vezes acima da inflação oficial;

Para efeito de comparação, a consultora destaca que nos últimos 12 meses o INPC, que costuma reajustar os salários, acumulou alta de 1,81%, enquanto o INCC foi de 3,61%, praticamento o dobro. Caso as parcelas no período sejam pequenas demais, a pessoa pode acabar devendo mais na entrega da chave do que no começo da obra. Além disso, quando o financiamento do banco começar, o comprador poderá ter de pagar um valor maior que o esperado. É fundamental, portanto, acompanhar as correções no informativo que a construtora envia para prestar contas;

4 – Considerar aspectos como rendimento e valorização do imóvel: A consultora chama atenção, principalmente para quem pensa em adquirir imóvel como investimento, que existe o mito de que imóveis só valorizam e que investimento imobiliário tem retorno garantido. Na avaliação dela, apesar de esse ter sido o caso com vários imóveis no passado, hoje isso já não é verdade absoluta. “Os imóveis não têm um benchmark, dessa forma, pode ser difícil comparar a rentabilidade do seu imóvel em relação a uma média de mercado”, destaca.Lembra também que mesmo os imóveis se valorizando com o tempo, tal valorização pode ser menor que o seu custo de oportunidade, ou seja, aquele representado pela opção de se juntar esse dinheiro e o deixar rendendo.

5 – Fazer exercício financeiro pode ajudar no planejamento: Ela menciona um exemplo prático. Supondo que em janeiro de 2008 uma pessoa comprou um imóvel que na planta custava R$ 300 mil. Ela deu uma entrada de R$ 50 mil e continuou pagando parcelas fixas de aproximadamente R$ 2 mil ao mês. No primeiro ano (que é o da construção), o imóvel foi reajustado pelo INCC e, depois, o banco cobrou 9% ao ano no financiamento, num prazo de 320 meses.

O aluguel que a pessoa economizou ficou no valor de R$ 1 mil/mês (0,33% do valor do bem), reajustado anualmente pelo IGPM. Depois de 10 anos, essa pessoa conseguiu vender seu imóvel pelo dobro do preço, ou seja, R$ 600 mil. Mesmo parecendo um ótimo negócio, diz a consultora, vale observar a comparação do que teria ocorrido se ela simplesmente tivesse aplicado o valor da entrada e das parcelas, mês a mês, em um ativo que rendesse 100% do CDI.

6 – Efeitos do tempo na rentabilidade das aplicações e dos juros no financiamento devem ser considerados: Na ponta do lápis, apesar de o apartamento ter dobrado de preço, o saldo devedor ao final de 10 anos ainda era alto (no exemplo, de R$ 216.019,65). E a rentabilidade final obtida com a venda do apartamento ficou em R$ 254.998,25, já considerando que o que a pessoa economizou em mensalidades de aluguel. Com uma aplicação que rendesse 100% do CDI, ela teria pouco menos do dobro que aplicou há 10 anos. No entanto, não haveria dívidas, e o rendimento nesse prazo seria 5,22% maior, de R$ 268.321,58. Lembrando ainda que, nesse cálculo, não foram consideradas eventuais reformas e reparos no imóvel, nem o rateio de reformas do condomínio.

“Isso acontece porque muitas vezes desconsideramos o impacto que o tempo (no nosso exemplo, 10 anos) gera na rentabilidade de uma aplicação financeira. Além disso, os juros pagos no apartamento também prejudicam a rentabilidade”, pondera a consultora e planejadora financeira.

Fonte: https://exame.abril.com.br

Retomada do mercado imobiliário já pode ser vista em quase todo o País.

Mais efetiva nos centros urbanos, a retomada do mercado imobiliário já pode ser vista, mesmo que heterogênea, em quase todo o País

“Se for confirmada a projeção de crescimento do PIB em 2017 em torno de 1%, a economia deverá continuar acelerando em 2018, o que anima alguns setores do mercado a preverem um crescimento de 2,5% a 3% neste ano”. O trecho da nota publicada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em 22 de janeiro. “O ano de 2017 foi menos ruim do que 2016. Não tivesse havido tantas encrencas políticas, a economia teria se recuperado mais rápido. Com a queda dos juros e o desemprego deixando de aumentar, os reflexos no mercado começaram a ser sentidos”, explica Odair Senra, vice-presidente de Imobiliário do SindusCon-SP. O ano sofrível, segundo Senra, foi melhor do que o anterior. Para este ano, o vice-presidente da entidade espera reflexos ainda mais consistentes no mercado imobiliário. “Com a inflação sob controle, o emprego aumentando e a manutenção dos juros baixos, quem está empregado se sente mais seguro, o que corrobora para a tomada de decisões importantes, como a compra de imóveis”, completa. Executivos do setor e diretores de entidades relacionadas são unânimes em dizer: 2018 será um ano curto. Copa do Mundo e eleições, acabam atravancando importantes passos dessa esperada recuperação.

“O ano de 2017 foi menos ruim do que 2016. Não tivesse havido tantas encrencas políticas, a economia teria se recuperado mais rápido. Com a queda dos juros e o desemprego deixando de aumentar, os reflexos no mercado começaram a ser sentidos.”
Odair Senra, vice-presidente de Imobiliário do SindusCon-SP

É fato que o processo vivido ao longo de 2017 ainda sofreu com a inércia da crise que teve início em 2013. “O setor de forma geral vem apresentando um desempenho muito fraco principalmente a partir de 2014. Tem sentido a recessão e a sua longa duração de forma intensa. São anos sucessivos de retração em suas taxas de investimento e de crescimento. O ano de 2017 inseriu-se dentro deste processo. O ano também foi agressivo para a vida das empresas e dos agentes, pessoas ou grupos atuantes e com interesses neste segmento”, explica o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Agostinho Pascalicchio. Segundo o especialista, este processo foi particularmente sentido pela construção civil voltada para obras populares, de infraestrutura e do segmento voltado para a construção de unidades comerciais ou industriais. Estes são segmentos que foram muito mais sensíveis ao período duradouro da recessão e ao congelamento dos investimentos tanto governamentais quanto do setor privado no mercado. Entretanto, este processo também determinou alguns aprendizados e ajustes para algumas empresas. Elas encontraram alguns nichos ou setores específicos para atuação. Mesmo diante do cenário desanimador dos últimos anos, o acadêmico entende que 2018 sinaliza a inversão da lógica da crise. “O começo do processo de melhorias de expectativas do ambiente de negócios, a retomada do crescimento do setor de consumo- mesmo que progressivo-, o aumento de renda e do crédito, a queda da inflação e dos juros e a retomada gradativa dos investimentos deverão gerar um ambiente propício para posicionar-se diante de um crescimento ainda que muito cauteloso do setor”, analisa. Para Pascalicchio, as intenções de investimento para o setor da construção deverão ser particularmente mais manifestadas a partir do último trimestre deste ano.

Expectativas para o setor
A formação de expectativas positivas já pode atrair investidores, — pessoas físicas ou jurídicas — que desejem aproveitar algumas oportunidades favoráveis de investimento no setor de construção civil voltado, principalmente, para moradias para classe de renda alta ou mais sofisticadas. O aumento da atividade econômica, o crescimento do consumo, o surgimento e crescimento dos novos negócios e dos investimentos são aspectos acompanhados muito de perto pelo setor. “O setor é parceiro do crescimento e do desenvolvimento econômico. Geralmente, em períodos de crescimento, considerando as características estruturais da sociedade brasileira, o setor cresce muito mais do que a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB)”, explica Pascalicchio.

“O país hoje dá sinais de recuperação, com inflação controlada, juros. Todos os indicadores econômicos e levantamentos mostram recuperação do setor. Mas esta recuperação está condicionada necessariamente pela aprovação da Reforma da Previdência. Isso vale não só para o setor da construção civil, mas Brasil como um todo”, opina Flávio Amary, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo, Secovi-SP. Segundo Amary, essa recuperação não ocorrerá de forma homogênea. “Cada região tem um comportamento diferente. Regiões que dependem do agronegócio, pela força desse setor nos últimos anos, tiveram menos impacto nos anos de crise. No Rio de Janeiro e na Baixada Santista, o impacto negativo teve resultado bem ruim. No interior paulista, não há uma explosão de vendas em tempos de bonança, mas a queda, em tempos de crise, também não ocorre na mesma proporção dos grandes centros urbanos. Cada região tem um comportamento distinto. Mas é fato que os lançamentos e as vendas voltaram a acontecer”, completa.

O desenvolvimento brasileiro, a caminhar para um crescimento sustentável, com geração de renda, desonerações tributárias sobre a produção, redução dos custos financeiros, aumento do crédito, apenas para citar alguns fatores, estimulará certamente a justa relevância que o setor da construção civil merece para o crescimento do país. Medidas deste tipo garantirão o crescimento e desenvolvimento no longo prazo. Pascalicchio também concorda com a ideia da recuperação heterogênea do crescimento do país. “A safra agrícola favorável pelo segundo ano consecutivo garante uma renda melhor para as cidades que possuem maior ligação com o agronegócio. Mas a boa safra não favorece homogeneamente todo o território nacional e algumas áreas sequer foram favorecidas. Da mesma forma, nem todas as metrópoles nacionais recebem homogeneamente os benefícios da melhoria do consumo de bens não duráveis como vestuário e alimentos ou não-duráveis como veículos e dos segmentos de mobiliário e de eletrodomésticos. Dependem de suas indústrias instaladas na área”, explica.

“Cada região tem um comportamento diferente. Regiões que dependem do agronegócio, pela força desse setor nos últimos anos, tiveram menos impacto nos anos de crise. No Rio de Janeiro e na Baixada Santista, o impacto negativo teve resultado bem ruim.”
Flávio Amary, presidente do Secovi-SP

Para Senra, do SindusCon-SP, essa heterogeneidade, inclusive de aspectos econômicos específicos, como é o caso do Rio de Janeiro, influencia diretamente na recuperação. O especialista afirma que a demanda dos grandes conglomerados urbanos é resultado da alta densidade populacional. “O mercado imobiliário tem força onde há grande concentração de gente. Em Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Prudente, ou seja, grandes cidades do interior paulista, o mercado imobiliário é mais tímido”, garante. Para Senra, a escassez dos bons terrenos é que movimenta o mercado. Nessas cidades, ainda existe espaço para conseguir terreno fácil. Por isso, as obras têm como perfil condomínios de casas, com baixa verticalização. Sobre o mercado fluminense, Senra acredita num efeito cíclico que culminará na recuperação. “O Rio de Janeiro está numa crise estrutural grande, que transcende o mercado imobiliário. Mas vai recuperar. E pode até ser que venha a sofrer com escassez de imóveis diante da velocidade da retomada. O volume de gente que quer cada vez mais morar em centros urbanos consolidados, como a capital fluminense, é que movimenta esse ciclo”, explica.

São Paulo, carro-chefe da recuperação
“Dá pra sentir o clima positivo. Os lançamentos têm ocorrido. Vendas boas têm sido fechadas, ainda num patamar de preços que o mercado aceita. Quem tem terrenos comprados na época da alta, ainda tem dificuldades de viabilizar empreendimentos que valham a pena. Mas, em muitos casos, opta-se por assumir o prejuízo e lançar mesmo assim”. Para ele, um fator que deve contribuir na liquidez é o plano diretor de 2014, que ainda não foi aplicado de fato. “A prefeitura agora, com um decreto, criou o ‘Aprova Rápido’, que pretende desburocratizar processos parados na prefeitura”, comemora Senra. Continue lendo

Como o mercado imobiliário tem usado a inteligência artificial para vender mais.

Ferramentas de IA ajudam a pré-qualificar clientes; Com isso é possível atender melhor e economizar o bem mais valioso para o profissional: o seu tempo

Por Rafael Meireles Yoshioka*

No começo da década, havia no Brasil uma demanda enorme de um mercado imobiliário em ebulição. Por parte das construtoras e incorporadoras, com frequência eram investidos milhões de reais em publicidade e eventos de premiação para vendedores de imóveis (apesar de um sentimento quase unânime de desperdício).

Apesar disso, alguns clientes chegavam a esperar uma semana para receber uma resposta por e-mail de um corretor. Dá para imaginar isso? Você estava comprando um dos itens mais valiosos da sua vida e tinha que esperar tudo isso para receber uma simples mensagem.

O mercado imobiliário, sempre muito orientado ao volume (ou seja, quanto mais ligações, mais clientes e, teoricamente, vendas) havia criado uma cultura no ecossistema de marketing e publicidade totalmente voltado para a quantidade, com termos como mais, maior e mais rápido se transformando em mantras do segmento. Com isso, esquecia que, em geral, mais contatos e menor custo iam na contramão da qualidade, quando falamos em vendas.

Mas a chegada da inteligência artificial ao mercado imobiliário, com o uso dos robôs de atendimento, está alterando esse cenário. Ao adotar ferramentas de atendimento virtual é possível utilizar robôs para pré-qualificar os clientes. O que isso significa? O atendente virtual entrevista previamente o possível comprador e consegue, graças ao recurso de inteligência artificial, entender sua intenção de compra e direcioná-lo, então, ao corretor.

Estudos do setor mostram que apenas 40% das pessoas que entram em contato estão realmente interessadas em falar com o corretor. Com os robôs, é possível atender melhor o cliente e economizar o bem mais valioso para o profissional de imóveis, que é o seu tempo (afinal, esses minutos e horas ganhos resultam em novos negócios e, consequentemente, em mais dinheiro). 

Assim o corretor recebe o chamado lead enriquecido, com dados como nome, e-mail, telefone, como pretende receber o contato do corretor, quanto pode pagar, quando pretende tomar a decisão, o que mais leva em consideração para tomar essa decisão.  

O resultado, em um levantamento feito pela empresa Hypnobox com uma base de 2.200 atendimentos por meio de robôs, indicam que a conversão entre “lead” e venda, quando pré-atendida pelo robô, teve uma taxa de conversão 8 vezes maior. 

tecnologia de inteligência artificial chegou para ficar. E as empresas e profissionais precisam estar preparados para lidar com ela, para atender melhor o cliente e manter a competitividade de seus negócios. Você com o poder da IBM: Saiba como a inteligência artificial projetada para negócios está transformando o mercado   

*Rafael Meireles Yoshioka é CEO da Hypnobox, empresa que oferece soluções e serviços para o mercado imobiliário destinadas a aumentar a produtividade e a eficiência no processo de vendas

Fonte: http://idgnow.com.br

Caixa terá nova taxa de juros no crédito imobiliário.

 

São Paulo. A Caixa Econômica Federal vai reduzir ainda neste mês os juros do crédito imobiliário que utiliza recursos da caderneta de poupança. O corte, no entanto, não levará o banco a oferecer, novamente, as taxas mais baixas do mercado. “Não podemos botar banca se não tivermos condição”, disse Nelson Antônio de Souza, novo presidente da instituição financeira, durante o Summit Imobiliário Brasil 2018. Foi sua primeira entrevista desde que assumiu o comando do banco há uma semana no lugar de Gilberto Occhi, que foi deslocado para o Ministério da Saúde.

O movimento da Caixa de cortar os juros para o financiamento da casa própria vem com atraso em relação aos concorrentes privados que começaram a reduzir as taxas à medida em que o Banco Central cortou a Selic, taxa básica de juros. Entre os maiores bancos, a Caixa é o único que ainda cobra juros de dois dígitos no crédito imobiliário.

A redução já estava em estudo na gestão de Occhi, mas foi impulsionada com a recente decisão do BC de diminuir os depósitos compulsórios – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no Banco Central, sem poder usar para novos empréstimos, por exemplo.

“Vamos anunciar (a redução de juros) o mais breve possível. Nesta semana já não dá mais, mas ainda em abril nós queremos divulgar a nova taxa de juros da Caixa no crédito imobiliário”, disse Souza. “Eu diria que a Caixa vai ter taxas compatíveis ao mercado. Não gosto muito de dizer que é a menor. Nós só podemos botar banca se tivermos condições”, frisou, quando questionado se o banco voltaria a oferecer as taxas mais atrativas do mercado.

Gestão

Considerando que deve ficar pouco tempo à frente do banco, já que o Governo deve mudar nas próximas eleições, Souza toma como prioridade dar continuidade ao trabalho que Gilberto Occhi vinha fazendo. Ele ressalta que esse trabalho permitiu um lucro considerável ao banco no ano passado, de R$ 12,5 bilhões (no critério ajustado).

“Mas eu diria que trabalhar em áreas que tenham um balanço social forte, que é o caso da habitação. Vejo também que as PPPs (parcerias público privadas) são outra saída que podemos chegar, mas não sei se teríamos um resultado já em 2018. E sempre colocando esses produtos para setores que gerem emprego e renda”, destacou Souza.

“Esse é o foco. Em harmonia com o Conselho de Administração sob o ponto de vista de utilizar uma política de governo sem, contudo, abrir mão da governança e da consistência de resultados econômicos e financeiros da Caixa”, arremata ainda Nelson Souza.

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br

Principais fatores que influenciam na produtividade de uma obra estrutural.

Motivar a equipe pode ser estrategicamente positivo para o andamento da obra
Créditos: Shutterstock

Materiais de construção, equipamentos, mão de obra e gerenciamento são itens que podem afetar positiva ou negativamente a sua obra

produtividade de uma obra estrutural está totalmente relacionada com o bom gerenciamento do projeto e do canteiro de obras. Fazer com que sejam cumpridos os objetivos de gastos, prazo e qualidade, evitando problemas relacionados aos atrasos e aumento de custos, assim como administrar de forma eficiente toda a equipe e mão de obra, são fatores que podem influenciar diretamente na produtividade da sua obra.

A quantidade de trabalho realizado em um espaço de tempo, no caso, horas, é o que pode definir a produtividade da sua equipe, porém, o cálculo não é tão simples, o acesso aos materiais e equipamentos, o nível de complexidade das tarefas, intempéries e até mesmo o pagamento em dia podem afetar o desempenho.

arquiteto, engenheiro e até o mestre de obras devem estar alinhados e treinados adequadamente para contornar situações e aplicar as metodologias necessárias, além de lidar também com questões de relacionamentos pessoais. Para que seja obtido os resultados esperados, alguns fatores são determinantes.

 

Mantenha a equipe motivada

Ter um funcionário satisfeito com o seu dia a dia na obra é fundamental. Uma conversa simples antes do trabalho mantém a comunicação alinhada e evita que o funcionário tenha um possível retrabalho. Elogiar esforços ou algum serviço bem feito pode ser uma alternativa eficaz de motivação. Outra solução é treinar e capacitar a equipe para determinados serviços, isso faz com que eles se sintam valorizados.

 

Delegue as tarefas, mas não sobrecarregue uma mesma pessoa

Seja claro e objetivo na hora de delegar as tarefas de forma com que nenhuma atividade fique para trás. Muitas vezes os profissionais ficam esperando que o outro complete a tarefa e no final ninguém acaba fazendo, gerando, assim, atrasos desnecessários.

Tenha em mente que na obra cada pessoa tem habilidades e funções específicas, não sobrecarregue um profissional com tarefas que não são pertinentes ao cargo, isso acaba prejudicando o andamento da construção.

 

Tenha ferramentas, equipamentos e materiais que sejam produtivos

Ferramentas, equipamentos e materiais de construção podem aumentar ou diminuir a produtividade na obra, tudo depende da tecnologia disponível no seu projeto. Alguns materiais, como cimento ou argamassa que assentam ou secam mais rapidamente, diminuem o tempo da obra e aumentam a produtividade. Equipamentos modernos também diminuem gastos desnecessários com mão de obra.

 

Mantenha o canteiro de obras limpo e organizado para a obra estrutural

Manter o canteiro de obras limpo e organizado facilita o trabalho dos funcionários que circulam pela construção evitando atrasos e perda de materiais.

 

Fique de olho nos prazos

Ter fornecedores de confiança e saber quanto tempo os insumos demoram para chegar até a obra estrutural, é fundamental para manter o cronograma em dia. Saber identificar uma possível necessidade de troca sem que atrase o andamento da obra faz parte de um bom gerenciamento.

Lembre-se que uma obra produtiva precisa que o material chegue antes do prazo e não depois.

Aplicar essas dicas pode otimizar a sua obra e evitar possíveis contratempos com mão de obra ou até mesmo fornecedores.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br