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Saindo do vermelho.

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Depois da crise econômica e política que abalou o país no biênio 2015/2016, a indústria da construção esperava iniciar a sua recuperação em 2017, com um modesto crescimento de 0,5%.
 
Muito distante desta expectativa, o PIB da construção deve fechar 2017 com queda estimada pela Fundação Getulio Vargas de 6,4%. Investimentos em infraestrutura e habitação população não aconteceram.
 
A maioria dos projetos de concessões ficou no papel. governos estaduais e municipais também puxaram o freio de mão na contratação de novas obras.
 
O mercado imobiliário foi afetado pelos distratos de aquisição de imóveis e por restrições ao crédito por parte dos bancos, levando ao adiamento de lançamentos. Nos últimos meses, os distratos começaram a diminuir e as vendas e lançamentos, a aumentar. Mas este crescimento e as últimas contratações do Programa Minha Casa, Minha Vida somente resultarão em obras no ano que vem.
 
Investimentos privados que poderiam alavancar a construção refluíram após o vazamento das gravações da JBS e a incerteza com a continuidade do governo. Afastada essa possibilidade, dúvidas sobre o sucesso da Reforma da Previdência e de outras medidas no reequilíbrio das finanças públicas voltaram a postergar decisões de investimentos.
 
Com isso, a construção voltou a desempregar pelo terceiro ano consecutivo. Nos 12 meses encerrados em outubro, o saldo negativo entre contrações e demissões era de 192 mil postos de trabalho. O setor empregava 2,45 milhões de trabalhadores com carteira assinada, número que deve cair para cerca de 2,3 milhões até o fim do ano. Isso significa uma redução de 1,2 milhão de empregados desde o fim de 2014, quando a construção empregava 3,5 milhões de trabalhadores.
 
Mas a boa notícia é a possibilidade do setor começar a se recuperar em 2018, crescendo 2%, estima a FGV. Para tanto, será preciso uma evolução positiva do cenário político, motivando os agentes financeiros a facilitarem o acesso ao crédito imobiliário. Espera-se também uma legislação específica para os distratos.
 
O crescimento do PIB da construção também deverá ser motivado pelo segmento de autoconstrução e reformas. Mas as obras da maioria dos segmentos de infraestrutura dificilmente terão um ritmo maior sem novas concessões e privatizações.
 
Continuarão sendo necessárias a Reforma da Previdência e outras medidas para a redução do déficit público.
 
Também se espera uma definição do quadro eleitoral que traga aos investidores confiança de que o próximo governo não se seduzirá por populismos e prosseguirá as reformas para o reequilíbrio das finanças públicas.
 
Finalmente, necessitam-se novas medidas facilitadoras do ambiente de negócios, como desburocratização e agilização no licenciamento e na aprovação de projetos de novos empreendimentos imobiliários, por parte da União, dos estados e dos municípios.
 

O patrimônio de afetação nas incorporações imobiliárias.

Regido pela Lei 10.931 de 2004, o patrimônio de afetação é um regime que tem por objetivo proteger o empreendimento imobiliário contra fraudes e uma eventual falência por parte do construtor/incorporador, promovendo uma espécie de blindagem aos recursos patrimoniais necessários para conclusão do empreendimento.

Através deste instituto, o patrimônio do empreendimento se torna individualizado e se aparta da seara patrimonial do incorporador, por esta razão os adquirentes não respondem por dívidas da incorporadora, exceto aquelas relacionadas ao negócio específico.

Por oferecer uma maior segurança jurídica, o patrimônio de afetação contrapõe a formação de pessoas jurídicas específicas, denominadas de Sociedade de Propósito Específico, ou SPE, uma vez que estas não oferecem a devida garantia diante de uma possível falta de recursos.

O Patrimônio de Afetação também serve para evitar o que o mercado apelidou de “efeito bicicleta” ou “pedalada”, que significa a situação das empresas em dificuldade econômica que desviam recursos de um novo empreendimento para um anterior e assim sucessivamente, formando um ciclo vicioso que tantos prejuízos já causou no passado, ainda vivos na memória recente do país.

Na hipótese de ocorrer uma má gestão ou a falência do construtor/incorporador, os adquirentes poderão dar continuidade à obra, contratando outra empresa, o que gera maior credibilidade ao empreendimento e ocasionará um incremento nas vendas em planta, favorecendo os interessados na aquisição.

Arthur de Souza Luz Lopes

OAB/RJ 212.254-E

Fonte: http://avozdacidade.com

Construtoras fazem mobilização a favor da reforma da Previdência.

Entidades filiadas à Cbic pressionam deputados por votos favoráveis ao projeto.

Imóveis novos ; prédios em construção ; construção civil ; construtoras ;  (Foto: Reprodução/Facebook)

Com a justificativa de que sem um sinal de avanço da reforma da Previdência os investimentos em 2018 ficarão retraídos, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), decidiu mobilizar toda a sua estrutura para pressionar deputados pela aprovação da proposta. Com 85 associações e sindicatos filiados, a entidade passou o último fim de semana em contato com parlamentares para votos em favor do projeto.

Além disso, pelo menos 100 deputados deverão comparecer à festa de confraternização de fim de ano da Cbic, que a entidade oferece nesta semana em Brasília. Na ocasião, os parlamentares também serão pressionados, disse o presidente da entidade, José Carlos Martins.

“Nós mobilizamos o Brasil inteiro, pedimos ao nossos associados que conversassem com os indecisos demonstrar a importância da reforma. Investimento é confiança. Quem que vai acreditar num país que se sabe que não vai pagar as contas? Não vão trazer dinheiro para cá. Isso é de vital importância para o país. Para o Brasil estar bem é necessário aprovar a reforma da Previdência”  disse Martins.

O presidente da Comissão de Infraestrutura da Cbic, Carlos Eduardo Lima, frisou a necessidade de aprovação de mudanças das regras de aposentadoria e pensões para caminhar para a estabilidade fiscal, o que é fundamental para que em 2018 aconteça uma retomada dos investimentos.

“Se aprovada neste ano, é forte o sinal que se dá para caminhar para o equilíbrio fiscal”, disse.

Reforma trabalhista

Após a construção civil fechar 105 mil postos de trabalho formais neste ano, dirigentes da Cbic acreditam que a reforma trabalhista vai reduzir o desemprego estrutural no Brasil. A avaliação é de que as novas regras barateiam os custos relativos à mão de obra e aumenta a segurança jurídica.

Fernando Guedes, responsável na Câmara da Construção Civil pela questão da reforma trabalhista, avalia que a medida deve ter impacto positivo para o setor porque 50% do custo de uma construção é decorrente de mão-de-obra.

“A reforma trabalhista é um exemplo do que o setor privado procurada, uma vez que ela privilegia o negociado sobre o legislado, sem interferência estatal, deixa que os atores sociais resolvam os seus problemas”, disse Guedes.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Veja qual é a tendência para habitações populares.

Neste episódio da série “Voz do Corretor”, o economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci, explica quais são as tendências para as habitações populares no Brasil.

Os programas de habitações populares dependem do programa Minha Casa, Minha Vida. O governo já garantiu recursos para este ano, designados as faixas 2 e 3 e a faixa nova (3), que atende famílias com renda de até R$ 9 mil reais por mês.

 (Foto: Shutterstock)

Segundo o economista-Chefe do SECOVI, Celso Petrucci, recentemente o governo comunicou que vai reativar a construção de mais ou menos 30 mil unidades no faixa 1 do programa MCMV.

A boa notícia é que o governo mantém o seu planejamento no programa Minha Casa, Minha Vida.

Fonte: https://www.zappro.com.br

São Paulo ganhará roda gigante feita por arquitetos que projetaram a London Eye.

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London Eye, a quarta maior roda gigante do mundo

A cidade de São Paulo deve ganhar um novo cartão postal em breve. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, a capital paulista planeja construir uma roda gigante como novo ponto de entretenimento.

O aparelho será projetado pelo mesmo escritório que foi responsável pelo desenvolvimento da London Eye, a quarta maior roda gigante do mundo e que faz parte da paisagem de Londres desde a virada do ano de 1999 para 2000.

A versão paulistana teria 150 metros de altura e 32 cabines que abrigam 32 pessoas cada uma.

Cada cápsula tem capacidade para 25 pessoas – London Eye

A medida é um pouco maior que a britânica, que tem 135 metros.

London Eye, em Londres

Em São Paulo, ainda não se sabe onde a roda será construída. Quatro terrenos estariam sendo analisados por um grupo do qual fazem parte Charles Nogueira e o advogado Aroldo Camillo.

São Paulo terá roda gigante.

A London Eye é assinada pelos arquitetos Julia Barfield, Mark Sparrowhawk, Nic Bailey, Malcolm Cook, Frank Anatole, Steve Chilton e David Marks, falecido em outubro de 2017.

Fonte: http://www.hypeness.com.br

Concreto Reciclado. Conheça os benefícios da utilização desse material.

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Dos métodos construtivos, as estruturas de concreto estão entre os que menos geram resíduos. “Em média, de 2% a 3% de tudo que uma concreteira produz acaba retornando para as plantas e é descartado como resíduo. Estimando uma produção nacional de concreto usinado perto de 40 milhões m³/ano, é gerado cerca de 1 milhão de m³ de resíduos em todas as concreteiras brasileiras”. afirma o engenheiro Luiz de Brito Prado Vieira, consultor especialista em Pesquisa e Desenvolvimento da Votorantim Cimentos.

A devolução de material não utilizado no canteiro ocorre de duas formas diferentes. A primeira é o lastro, material que fica impregnado no interior da betoneira após o descarregamento total do concreto. Já a sobra diz respeito a qualquer volume residual não descarregado na obra e devolvido à concreteira. “Enquanto o volume de lastro varia de acordo com as características do material, a sobra caracteriza-se por ocorrer eventualmente”, comenta.

reciclagem para o aproveitamento do concreto fresco e do endurecido começa a ser feita no país, gerando ganhos ambientais e econômicos.

Concreto fresco

Há duas maneiras para reciclar concreto fresco. A primeira se dá através de aditivo estabilizador que reduz a velocidade de hidratação do concreto, prolongando o tempo do material em estado fresco.

A segunda envolve o uso de equipamentos mecânicos conhecidos como recicladores e envolve a lavagem forçada do material, com água sob pressão, que separa o cimento dos agregados. O agregado obtido deste processo de reciclagem é conhecido como agregado recuperado.

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Concreto endurecido

Para reciclar concreto endurecido, é utilizado um britador especificamente desenvolvido para essa finalidade, que tritura o material. “Por se tratar de britador de mandíbula ou de impacto, de grande porte, é usual que seja operado nas instalações das recicladoras ou em canteiro de obras maiores, como as de infraestrutura, onde há espaço físico para o equipamento”, diz.

O agregado que é produzido na britagem das sobras de concreto endurecido é conhecido como agregado reciclado. O concreto com agregado reciclado está normalizado pela ABNT NBR 15116 para uso em concretos não estruturais. “Neste momento, a norma está em revisão para ampliar o aproveitamento do material em concretos estruturais, como já ocorre no exterior”, conta Brito.

Concreto-Reciclado.jpg

Tipos de concreto recicláveis

Praticamente, todos os tipos podem ser reciclados. As exceções são os especiais, como o pigmentado que, ao ser aproveitado, resultará em um concreto colorido. O mesmo vale para aquele que recebe adições de fibras.

Onde usar?

Hoje, está ultrapassada a ideia de que o concreto reciclado só pode ser empregado como sub-base de pavimento. “Fizemos um trabalho com a Universidade de São Paulo para uso em pavimento e, cada vez mais, o concreto reciclado é utilizado para a execução de elementos estruturais de 30 até 40 MPa. Basta ter tecnologia”, conta o especialista.

Normalmente, o reaproveitamento do material com aditivo é feito com conhecimento do cliente. Esse processo é utilizado em obras que dão mais importância à questão da sustentabilidade, pois a metodologia, apesar de ser um pouco mais trabalhosa, reduz muito a geração de resíduos em obra.

Benefícios

principal benefício da reciclagem do concreto é o ambiental. “Porém, é importante avaliar o balanço ambiental caso a caso, considerando quesitos como método de reciclagem, equipamentos, demanda de energia do processo e qualidade do produto resultante”, ensina Brito.

No caso do uso de equipamentos como o reciclador ou o britador, há o impacto da energia empregada e do transporte do material, o que torna o balanço menos amigável. “Em geral, o balanço é mais positivo quando o reaproveitamento é feito através de aditivos estabilizadores de hidratação, porque a pegada do aditivo é muito pequena”, ressalta.

A reciclagem do concreto traz, também, ganhos econômicos para concreteiras e construtoras. “Destacam-se as reduções nos custos de produção decorrentes da economia de matéria-prima e de retirada e disposição de resíduos. Pode haver, ainda, uma queda no custo de diesel por volume transportado. Isto se deve à menor perda de tempo na lavagem das betoneiras e ao aumento da produtividade, quando o processo utilizado elimina a necessidade de retirada do lastro a cada carregamento”, conclui Brito.

Fonte: Mapa da Obra – Votorantim.

Inaugurada no Piauí a maior fazenda solar da América Latina.

Nada menos do que 930 mil painéis solares. Este é um dos números que dá a dimensão da usina solar de Nova Olinda, que acaba de entrar em funcionamento completo na região do semiárido do Piauí.

Construída em uma área de 690 hectares, ela tem capacidade instalada de 292 MW e com potencial para produzir 600 GWh, eletricidade suficiente para atender a demanda de 300 mil casas. Esta é a maior fazenda solar da América Latina.

Um projeto da Enel Green Power, companhia multinacional de energia renovável, com operações nos cinco continentes, a usina de Nova Olinda ficou pronta em apenas 15 meses.

Para isso, o investimento foi de aproximadamente 300 milhões de dólares. Segundo a companhia, a construção seguiu as normas do Creating Shared Value (CSV), modelo de negócio criado na Universidade de Harvard, que preconiza, entre outras coisas, o estímulo à economia local. Na obra de Nova Olinda, foram contratados 1.700 colaboradores, mais da metade deles moradores da região.

Além disso, os trabalhadores receberam treinamento em eletromecânica para poder montar os equipamentos da planta e também participaram de workshops de reciclagem criativa, utilizando material que sobrou da obra. Outra iniciativa em andamento na comunidade é o projeto CineSolar, que como o próprio nome diz, emprega energia solar para a exibição de filmes em locais públicos.

De acordo com a Enel, o funcionamento da usina de Nova Olinda e com ela, a produção de energia limpa, contribuirá para a não emissão, por ano, de 350 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), gás responsável pelo aquecimento global.

Além de Nova Olinda, a Enel tem outras usinas solares e eólicas em operação no Brasil, além de algumas em construção.

No início de outubro, a empresa já havia inaugurado o primeiro parque solar de grande porte do país, em Bom Jesus da Lapa, na Bahia. Este tem capacidade de produzir 340 GWh por ano, o suficiente para atender o consumo de 166 mil residências.

O Brasil é considerado o segundo país do mundo em capacidade para gerar energia solar.

Fonte: www.ie.org.br

Por que o Brasil precisa da construção civil para voltar a crescer?

Setor tem impacto direto na geração de empregos e na melhoria de áreas como infraestrutura e habitação

Ela é considerada o “termômetro da economia”. Se a construção civil está bem, o Brasil está bem. Estima-se que são cerca de 13 milhões de pessoas trabalhando no setor, considerando empregos formais, informais e indiretos. É uma cadeia gigante. A notícia boa é que agora ela começa a sinalizar a retomada do crescimento, mesmo ainda moderada. Em julho deste ano, pela primeira vez depois de 33 meses, as contratações com carteira assinada nas obras superaram as demissões, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Mas por que isso é bom para o país?

Na prática, a melhora do cenário na construção civil tem impacto em diversos outros campos da atividade econômica. Os investimentos em obras impulsionam áreas importantes para o desenvolvimento urbano. A construção de mais moradias diminui o déficit habitacional, a ampliação do saneamento básico melhora as condições de saúde da população e a expansão da mobilidade urbana oferece praticidade ao cotidiano, trazendo qualidade de vida.

Além disso, à medida que as pessoas voltam aos seus postos de trabalho, as famílias recuperam sua capacidade de consumo, o que faz o comércio enxergar melhoras nas vendas, aumentando também a demanda da indústria. E o governo também ganha. A cada R$ 100 investidos na construção, R$ 25 voltam para os cofres públicos em forma de imposto.

Espelho da economia

Por todos esses motivos ela é um espelho da economia. Nos anos de maior crescimento do país, como em 2010, quando o PIB do Brasil teve aumento de 7,5%, o PIB da construção civil cresceu 13,1%. Em 2014, último ano em que o PIB brasileiro registrou variação positiva (0,5%), o PIB da construção civil ficou em -2,1%, conforme dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

É por isso que, ao menor sintoma de melhoras, é na construção civil que aparecem os primeiros resultados positivos. É um ciclo virtuoso que, para ser retomado, precisa do investimento. A recuperação do nível de emprego dos trabalhadores nas obras é um dos principais fatores para que a economia volte a crescer.

Demanda habitacional

Além disso, o investimento em construção civil é fundamental para resolver outro problema do país: a demanda habitacional. Levantamento feito pelo Secovi-SP em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima que, entre 2015 e 2025, o Brasil precisa construir 14,5 milhões de novos domicílios para suprir o déficit por moradia. “Esse outro lado da demanda também é muito forte, e é preciso que os níveis de confiança da população voltem a crescer”, observa Amary.

Aos poucos, isso começa a acontecer. Segundo o Secovi-SP, entre o primeiro semestre de 2016 e o primeiro semestre de 2017, houve um crescimento próximo de 10% em vendas e lançamentos imobiliários. “Se a gente prestar atenção, vemos um aumento no volume de lançamentos. São sinais de recuperação que, gradualmente, tomam forma”, conclui Amary.

Fonte: https://www.ie.org.br

 

O peso da habitação social nas incorporações.

Entre 2008 e agosto de 2017, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) respondeu por 4,9 milhões (77,8%) de 6,3 milhões de unidades produzidas no País, segundo a Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe-USP).

Entre 2008 e agosto de 2017, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) respondeu por 4,9 milhões (77,8%) de 6,3 milhões de unidades produzidas no País, segundo a Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe-USP). Os números mostram a importância das unidades de baixo custo para a área da construção, em contraste com a participação das unidades destinadas aos vários estratos da classe média.

A incorporação de unidades de médio e de alto padrões respondeu, no período, por 20,7% da produção (1,3 milhão de moradias) e as edificações comerciais, por 1,3% (pouco mais de 80 mil unidades).

O déficit habitacional é mais elevado nas faixas de menor renda, o que justifica a expansão dos investimentos nesse segmento, que depende dos financiamentos com recursos públicos ou do FGTS. Há, no entanto, um desbalanceamento do mercado: é mais difícil a situação das companhias que não atuam nesse segmento.

O trabalho da Fipe mostrou a importância da incorporação para a economia brasileira, com ênfase na geração de empregos e na arrecadação de tributos. Patrocinado pela associação dos incorporadores (Abrainc), que reúne as principais empresas do ramo no País, o estudo mostra que 286,9 milhões de metros quadrados (m²) foram construídos entre 2010 e 2017.

As atividades relacionadas à incorporação geraram, em média, 1,9 milhão de empregos por ano – o auge ocorreu em 2014 (2,5 milhões de vagas) e o mínimo (1,3 milhão), em 2017.

Em razão da extensa cadeia de valor da incorporação – que começa na promoção e construção de edifícios e termina na demanda de acabamento e decoração, eletrodomésticos e serviços básicos –, a geração de empregos ocorre em vários segmentos, como indústria de transformação, comércio varejista e atacadista e construção propriamente dita. A receita de tributos foi em média de R$ 19,7 bilhões anuais, dos quais R$ 8,2 bilhões na esfera federal, R$ 6,6 bilhões na estadual e R$ 5,7 bilhões na municipal.

Nos últimos anos, o segmento de incorporação viveu duas grandes crises, a primeira entre 2008 e 2010 e a segunda entre 2014 e 2016. A partir do pior momento, em novembro de 2016, houve lenta retomada, que se torna mais clara com o avanço de lançamentos e vendas. Os preços caíram a partir de junho de 2014 e não dão sinais de recuperação real.

Fonte: http://opiniao.estadao.com.br

Mercado imobiliário tem recuperação lenta e reação depende da normalização do acesso ao financiamento.

Estudo nacional divulgado pela CBIC indica que setor deve manter-se estável em 2018 

Fotos – Divulgação

As expectativas para o mercado imobiliário, em 2018, são positivas. No entanto, para serem confirmadas, vão depender da retomada do financiamento e de maior segurança jurídica, com o restabelecimento das garantias de que os contratos serão respeitados. “Atualmente, existe um grande número de imóveis sendo devolvidos às construtoras e isso tem dificultado novos lançamentos, uma vez que as empresas terminam suas obras sem conseguir pagar aos bancos credores”, afirmou José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em São Paulo, durante apresentação dos resultados do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais referentes ao terceiro trimestre. O estudo é uma iniciativa da CBIC, em correalização com o Senai Nacional. Segundo ele, a demanda por habitação aumenta em função do crescimento e comportamento da população. “No entanto, são as questões macroeconômicas que vão determinar o momento da aquisição do imóvel. E elas precisam melhorar.” 

Segundo o estudo apresentado, as vendas, entretanto, caíram 5,1% e lançamentos diminuíram 11% em comparação com o segundo trimestre de 2017. Esta tendência vem se mantendo ao longo do ano. De janeiro a setembro de 2017, as vendas em unidades registram leve queda de 1,5% em relação ao acumulado do ano anterior, enquanto que os lançamentos imobiliários, por sua vez, recuaram 8,6%. Quanto considerado o desempenho do setor em 2016, os dados do terceiro trimestre de 2017 apontam uma melhora de cenário em relação ao igual período de 2016. Tanto as vendas quanto os lançamentos cresceram 4,2% e 14,7%, respectivamente.

Na avaliação do economista Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, responsável pelo estudo, em um cenário com maior volume de lançamentos, as vendas de 2017 já teriam superado as de 2016. A redução de oferta final (estoque e lançamentos) de unidades no terceiro trimestre foi de 3,8% em relação ao período anterior. Essas quedas de oferta disponível têm sido apuradas em todos os trimestres avaliados. O estudo da CBIC apurou ainda que as vendas no terceiro trimestre deste ano superaram os lançamentos em 5.202 unidades, número que representa 26% das unidades vendidas. A maior procura (55% das vendas) está nas unidades com dois dormitórios.

RECUPERAÇÃO LENTA – 

O terceiro trimestre de 2017 contou com o lançamento de 15.593 unidades residenciais verticais. Uma queda de 12,2% com relação ao segundo trimestre de 2017, mas um aumento de 4,1% com relação ao terceiro trimestre de 2016, considerando o total geral.  No entanto, a período apresentou desempenho inferior à média histórica dos seis trimestres anteriores.

As vendas no terceiro trimestre totalizaram 21.074 unidades residenciais, uma queda aproximada de 7,4% em relação ao trimestre anterior. Nota-se que a queda em lançamentos veio acompanhada da redução das vendas. No entanto, o cenário é de recuperação do mercado, pois tanto os lançamentos como as vendas cresceram em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho das regiões, contudo, tem sido desigual. Na comparação do terceiro trimestre de 2017 contra o terceiro trimestre de 2016, 12 regiões aumentaram lançamentos e 7 regiões reduziram os lançamentos. Na mesma comparação, houve crescimento em vendas em 9 regiões e queda em 8 regiões. Tudo isso sinaliza que não se pode generalizar o desempenho de todas as regiões, conquanto os resultados agregados tenham sido melhores que no mesmo trimestre de 2016.

O estudo Indicadores Imobiliários Nacionais é uma iniciativa da CBIC para acompanhar o desempenho do mercado imobiliário brasileiro, com vistas a oferecer um panorama nacional do setor. Desencadeado em 2015, em correalização com o Senai Nacional, o estudo traz como avanço a criação de uma metodologia única para a coleta de amostras e compilação de resultados, permitindo a comparação periódica e garantindo mais consistência aos dados. A primeira rodada foi publicada em maio de 2017. Com esse estudo, a entidade apresenta um termômetro do setor, para que empresas privadas e entes públicos possam tomar melhores decisões e antever tendências.

Fonte: http://cbic.org.br/