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A retomada da confiança no setor imobiliário.

 
O DNA do empreendedor brasileiro possui a capacidade de se reinventar, principalmente no setor imobiliário, que possui um potencial ímpar para a reativação da economia.
 
O mercado imobiliário vem ensaiando uma recuperação gradual e lenta. Houve avanço nas vendas de novos imóveis e aumento da procura por novos negócios no setor, o que não ocorria desde o último trimestre de 2016 e meados do primeiro semestre deste ano. Segundo as últimas pesquisas do Secovi-SP, foi registrado um aumento no volume de vendas e de lançamentos na capital paulista e nota-se que a confiança do consumidor o estimulou a tomar decisões que há tempo adiava. Esse processo promete ser alavancado agora com a redução da taxa básica de juros para 8,25% ao ano, decidido pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Pela primeira vez em quatro anos, a Selic chega a um patamar abaixo de 10% ao ano e espera-se que a trajetória de queda continue, repercutindo diretamente no crédito, tornando-o mais barato e estimulando a produção e o consumo.
 
Grandes bancos também reagiram com os anúncios do Copom e, no intuito de reforçar o estímulo ao consumo de modo geral, informaram que repassariam o corte dos pontos percentuais da taxa básica em suas principais linhas de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas. No entanto, causa apreensão aos empreendedores do país as dificuldades enfrentadas pela Caixa Econômica Federal, em função das restrições às operações de financiamento imobiliário e crédito em geral, em função dos índices necessários para alavancagem determinados pelo Acordo de Basiléia III.
 
Os empreendedores também são agraciados com esse movimento propulsor. O comportamento mais confiante do consumidor e os bons indicadores econômicos contribuem com a perspectiva de melhoria nos negócios, motivando-os a desenvolver novos projetos ou a tirar da prateleira aqueles que estavam pausados devido à incerteza do momento. Claro que após um receoso período de instabilidade e incerteza econômica, será necessário que o mercado imobiliário apare diversas arestas para retomar a produção em quantidade adequada à demanda e, por conseguinte, ajudar a reduzir o déficit habitacional brasileiro. O nosso DNA de empreendedor tem a capacidade de se reinventar, principalmente no setor imobiliário, que apresenta potencial ímpar para reativar a economia, desde que em circunstâncias e ambientes macroeconômicos favoráveis.
 
Mesmo com algumas adversidades persistentes, o horizonte menos desanimador dá impulso para empreender e superar as dificuldades. Em setembro, pelo quarto mês consecutivo, o Índice de Confiança da Construção (ICST) evoluiu positivamente – de 76,1 pontos em agosto para 77,5 pontos -, conforme apuração do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e pode significar, neste segundo semestre, um cenário menos negativo para as empresas de construção. Mesmo com muitos desafios, que sempre existirão, as oportunidades persistem e, com elas, as soluções para aproveitá-las. O povo brasileiro tem criatividade de sobra e não falta coragem para perseverar. Basta acreditar na capacidade de reinvenção e trabalhar para o crescimento coletivo e em prol do País.
 
Celso Petrucci é economista-chefe do Secovi-SP, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC) e colaborador da FIABCI-BRASIL.
 

Apartamento de 65 m² com décor clean e áreas integradas.

O apartamento pequeno ganha espaço com a integração dos ambientes e soluções de marcenaria planejada.

 

(Bia Soave/Divulgação)

A poucos meses do casamento, o casal buscava o espaço perfeito para iniciar a vida a dois. Sem filhos, mas com vários amigos, os moradores desejavam viver em um lugar onde receber as visitas não fosse um problema. Em quatro meses, o apartamento de 65 metros quadrados em Valinhos ganhou forma e a cara dos recém-casados.

Quem assina o projeto é a arquiteta Beatriz Fiano. Como a planta original previa dois dormitórios, a profissional optou por ampliar a suíte e transformar o segundo quarto em um closet, adequando-se às necessidades dos moradores e proporcionando ainda mais espaço.

(Bia Soave/Divulgação)

A integração das áreas sociais foi a alternativa encontrada para deixar o apê funcional no dia a dia do casal e das visitas. Na sala de estar, a estante feita sob medida serve de abrigo para duas banquetas, que também podem ser utilizadas como mesinhas de apoio. 

(Bia Soave/Divulgação)

decoração segue um estilo clean, com tons suaves e pontos de cor no mobiliário. As cores mais usadas foram cinza, branco e madeira, além do toque em azul nas cadeiras da sala de jantar. Para abrigar mais pessoas, o jantar foi equipado com um banco estofado em L, mesclado às cadeiras. 

(Bia Soave/Divulgação)

Ideal para apartamentos pequenos, a cozinha estilo corredor deixa o ambiente compacto, mas organizado. Para quebrar o branco predominante, a arquiteta apostou no mix de azulejos coloridos para compor o backsplash.

(Bia Soave/Divulgação)

Fonte: casaclaudia.abril.com.br

Qual a diferença entre Condomínio Fechado e Loteamento Fechado?

A necessidade de viver com mais segurança motiva as pessoas a buscarem casa a venda em condomínios fechados. Ao pesquisar o mercado deparam-se com inúmeras ofertas, inclusive imóveis, em loteamentos fechados – que podem facilmente ser confundidos com um condomínio.

Foto: DINO

Como alguns loteamentos fechados, no período de vendas, mantêm uma estrutura de segurança com guarita para controle de acesso e monitoramento por câmeras, além de oferecer áreas de lazer, fica fácil confundi-lo com um condomínio fechado. Você sabe diferenciar esses tipos de empreendimentos imobiliários?

Condomínio e loteamento têm leis específicas

O primeiro passo é conhecer a legislação, pois para cada empreendimento existem leis específicas. A lei 6.766/79 dispõe sobre parcelamento de solo urbano (loteamentos), classificando o loteamento fechado com uma gleba subdividida em lotes edificáveis, na qual serão abertas vias públicas. A lei 4.591/64 é restrita à condomínios fechados, com finalidade residencial ou não. O condomínio também é regido pelo Código Civil (artigos 1331 a 1358). Os loteamentos estão enquadrados nos artigos 53 ao 61 do Código Civil (capítulo II), segundo Evandro Silva, proprietário da imobiliária Nero Imóveis.

Áreas privativas e espaços comuns

Ao comprar um terreno em um condomínio fechado, você estará adquirindo a fração ideal da área, o que abrange, além do terreno de uso privativo, espaços de uso comum como a estrutura de lazer (quadras, playground, piscina, salão de festas), áreas verdes, praças e as vias de acesso. Existe controle de acesso, ou seja, só podem entrar no condomínio as pessoas autorizadas por moradores e responsáveis pela administração.

Mas ao adquirir um terreno em loteamento fechado, você só terá direito sobre seu próprio lote, pois, quando a prefeitura aprova o sistema viário, o acesso é livre à população. O que poderá ocorrer é um controle de circulação, ou seja, para quem não reside ou trabalha no loteamento fechado, a entrada é liberada mediante apresentação de documentos.

Não existe restrição à entrada no loteamento fechado. A prefeitura pode conceder o direito de uso ao loteamento fechado, porém, a qualquer momento, a municipalidade poderá reverter esse consentimento.

Administração de áreas comuns em condomínios e loteamentos

Quando um loteamento fechado é aprovado é criada também uma associação, com a qual a prefeitura poderá assinar o contrato de comodato para o fechamento do loteamento e autorizar a instalação de portaria para controlar o acesso. Dessa forma, a responsabilidade pela manutenção do sistema viário passa ao loteamento enquanto vigorar a concessão de uso.

Esta associação poderá cobrar, dos moradores, a taxa de manutenção e custear outras melhorias para o empreendimento como uma área de lazer privativa, mas os moradores não são obrigados a fazer parte da associação. Entretanto, observe, antes de comprar um imóvel em loteamento fechado se consta uma cláusula de condição no memorial descritivo e na minuta do contrato de compra e venda sobre a existência de associação de moradores com a finalidade de prestar serviços aos proprietários de lotes.

Quanto ao condomínio fechado, existe a obrigatoriedade do pagamento da taxa de condomínio para a manutenção das áreas comuns. O condômino que deixar de efetuar o pagamento torna-se inadimplente perante o condomínio e estará sujeito a várias penalidades, inclusive a perda do patrimônio para quitar os débitos, via execução judicial.

Devido à existência de infraestrutura de uso comum dos condôminos, o condomínio precisa ter uma administração para controlar a arrecadação da taxa mensal e gerenciar os serviços de manutenção. Tudo isso é realizado pelo síndico. No loteamento, a figura do administrador existe quando há uma associação encarregada de prestar serviços aos proprietários.

Quem mora em condomínio tem que seguir o que for decidido em convenção e o que estiver contido no regulamento interno. Já os moradores de loteamento fechado seguem os dispositivos do estatuto social. O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é cobrado sobre a fração ideal de imóvel em condomínio fechado (isto inclui as áreas privativa e comum). O morador de loteamento fechado paga IPTU relativo ao seu imóvel (terreno ou terreno + casa), pois as áreas comuns são consideradas públicas.

Antes de fechar a compra do imóvel, consulte o cartório de registro de imóveis e a prefeitura para obter informações sobre o empreendimento, se é um condomínio ou loteamento fechado, se está totalmente legalizado ou ainda existem pendências que poderão trazer complicações futuras aos compradores.

Outro detalhe importante: consulte seu advogado sobre todas as cláusulas do contrato de compra e venda e o memorial descritivo do empreendimento para fazer um investimento com segurança, sabendo exatamente quais serão seus direitos e obrigações.

Fonte: http://www.neroimoveis.com.br

Três cidades que usaram o urbanismo para se reinventar.

Conheça três cidades diferentes que planejaram muito bem o uso do espaço urbano.

Foto: Bigstock

Bruxelas

Foi na capital da Bélgica que o novo pensamento urbanístico nasceu. A pós-doutorada em geografia urbana e plano espacial pela Universidade Saint-Louis de Bruxelas, Sofie Vermeulen, explica que a cidade adotou, no início dos anos 2000, um planejamento urbano capaz de a transformar em metrópole internacional. Desde então, além das políticas bem-sucedidas de mobilidade urbana e descentralização de serviços públicos, Bruxelas trabalha na revitalização de áreas centrais. O status de cidade cosmopolita atrai cada vez mais turistas de negócios, além de variados congressos mundiais.

Foto: Bigstock

Cidades têm de acompanhar o ritmo da sociedade. Por isso, se reinventam. Ou deveriam. Pois, quando o pensamento urbanístico é deixado de lado, os problemas aparecem. A falta de acessibilidade, a centralização de serviços públicos, o pouco estímulo ao uso do espaço urbano e até a violência são alguns dos pontos que acometem as cidades mal planejadas.

Pensando nisso é que arquitetos e urbanistas europeus e norte-americanos se reuniram em 2003 para discutir e estabelecer o novo urbanismo, com base em casos que deram certo e antes que se instaurasse o caos.Afinal, o pensamento vigente de organização não atende mais às necessidades das metrópoles contemporâneas.

Após essa primeira reunião, o Conselho Europeu de Urbanismo foi criado. Os arquitetos belgas Christian Lasserre e Joana Alimanestianu, e Lucien Steil, de Luxemburgo, passaram a liderar o novo movimento de urbanismo, que se inspira em alguns bons exemplos, como Tapiola, na Finlândia, Bruxelas, na Bélgica, e Bogotá, na Colômbia, cidades que criaram soluções simples, mas impactantes para a vida contemporânea.

E na base do novo urbanismo, estão aspectos como minimizar os efeitos da urbanização dispersa; estimular o uso misto do espaço urbano; valorizar a circulação de pedestres; incentivar o uso da bicicleta; dar máxima atenção às demandas da comunidade organizada em pequenos núcleos ou distritos; e preservar os bens de interesse histórico, por meio da atribuição de usos atuais para os espaços incorporados ao projeto urbano.

Bogotá

Atualmente com sete milhões de habitantes, a capital da Colômbia chamou atenção pela forma com que diminuiu o índice de violência urbana. De acordo com informações do governo local, Bogotá baixou de 82 para 16 homicídios por 100 mil habitantes entre 1998 e 2008. Para o ex-prefeito da metrópole, Enrico Peñalosa, que esteve no Brasil em 2010 para explicar o processo, a razão principal para a solução da violência urbana foi a mobilidade. Criou-se um sistema binário de transporte urbano, com canaletas exclusivas para os ônibus e priorização de pedestres e ciclistas nas vias da cidade. “O estacionamento não é garantido constitucionalmente. Se há carros estacionados numa rua, o governo pode tira-los e fazer uma ciclovia”, explica. E foi essa uma das soluções colocadas em prática por lá.

Foto: Bigstock

Tapiola

Fundada em 1953, Tapiola foi planejada para ser uma cidade-jardim. Isso foi um reflexo do pós-guerra, quando a Europa passou a tratar da preservação e conservação de bens naturais. A cidade-jardim, localizada na costa sul da Finlândia, convida os cidadãos a interagir com o sistema de espaços livres e verdes e desenvolvimento sustentável. Essa relação, para o mestre em projeto urbano pela Graduate School of Design da Universidade e Harvard, Adilson Macedo, recuperou o potencial imobiliário de algumas regiões e descentralizou serviços e comércio.

Foto: Bigstock

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

Economista diz que a hora de investir é agora.

Apesar da crise política, marcada por sucessivas denúncias e comprovações de corrupção, a economia brasileira vai bem, obrigada. E a tendência é melhorar ainda mais, sem que o presidente Michel Temer, o mais rejeitado da história, precise fazer nada. Como timming é o principal fator de sucesso de um negócio, o momento de investir é agora. Essa é a visão do economista Ricardo Amorim, apresentada no Encontro de Administradoras de Condomínio, promovido pelo Secovi-SP, sindicato que representa os empresários do setor imobiliário.

Amorim lembrou que, historicamente, a economia tem ciclos ascendentes e descendentes, que se alternam. “Após uma crise, sempre há uma reação positiva na economia”, disse ele, citando a grande depressão, no período Vargas, o golpe militar de 1964, o impeachment de Dilma Roussef, entre outros, que foram seguidos pela recuperação econômica. Em geral, este padrão só é quebrado em três situações: crise internacional, guerra e escândalo político de proporções catastróficas. No Brasil, apesar de grandes escândalos, como as denúncias do empresário Joesley Batista envolvendo o presidente da República e a descoberta das malas do ex-ministro Geddel Vieira Lima, com mais de 50 milhões em dinheiro, o governo se manteve e a economia também.

Para o economista, considerado o mais influente no Brasil pela revista Forbes,o pior da crise econômica já passou. “O PIB encolheu US$ 420 bilhões entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de agosto de 2016, o equivalente a toda a economia de Goiás, Pernambuco, Espírito Santo, Ceará, Pará, Mato Grosso, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Piauí, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima somados. Seria como se, dos 26 estados brasileiros, 19 deixassem de existir e só sobrassem os sete maiores”, comparou.

Hoje, ele vê sinais de recuperação, como o crescimento de 1% do PIB no primeiro semestre, retorno de empregos, taxa de juros em queda, inflação sob controle, facilidade de crédito e muitos investimentos externos. Esse contexto tende a favorecer o mercado imobiliário, que deve crescer exponencialmente, na opinião de Amorim.

O economista afirmou que a renda per capita mundial cresceu mais nos últimos 15 anos, do que nos últimos dois mil anos anteriores, como resultado dos impactos da Era da informação. No mesmo período, três a cada quatro dólares gerados vieram de países emergentes, entre eles o Brasil.

Fonte: http://experienceclub.com.br

Sonia Nabarrete

50 cidades que dão aula de planejamento urbano no Brasil.

Santos, no litoral de São Paulo, encabeça o ranking da Urban Systems de cidades inteligentes

Visão panorâmica da praia de Santos ao amanhecer (iStock/Thinkstock)

São Paulo – A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, é a melhor do país no quesito urbanismo, segundo o ranking Connected Smart Cities da Urban Systems.

Logo em seguida, aparecem Belo Horizonte (que saltou da 22ª para a segunda posição no ranking), Curitiba (que perdeu o primeiro lugar), Maringá (PR) e Jundiaí (SP).

Diferentemente de outros municípios do mesmo porte, Santos tem uma legislação desta década para reger o planejamento urbano, o que faz com que ela se destaque.

Além disso, segundo a Urban Systems, há investimento em inovação e tecnologia e em obras de infraestrutura. Nesse sentido, a cidade pretende implantar bilhete único entre o VLT e os ônibus municipais, além de empregar um sistema inteligente de estacionamento.

Ainda no quesito transporte, a cidade se destaca pela extensão das ciclovias e pelo tamanho da cobertura do VLT (15 quilômetros).

Mas o que foi realmente decisivo para garantir o primeiro lugar no ranking, segundo a Urban Systems, foram as ações de integração que devem tornar Santos uma cidade inteligente, especialmente a construção do Centro Integrado de Gestão do Atendimento e Monitoramento Urbano de Santos (COS).

O novo centro operacional vai funcionar nos setores de trânsito, serviços públicos e segurança, e deve modernizar e proporcionar uma resposta mais rápida às situações de crise e de grandes mobilizações. 

Critérios

São considerados 13 critérios para montar o ranking de urbanismo. Quatro deles têm a ver com transportes: proporção entre ônibus e automóveis; idade média da frota de transporte público; quantidade de ônibus por habitante; e presença de outros meios de transporte.

Seis critérios se referem ao planejamento urbano propriamente dito: lei de zoneamento; lei de operação urbana consorciada; plano diretor estratégico; emissão de certidão negativa e alvará on-line; vias pavimentadas e despesas municipais com urbanismo.

Por fim, o ranking ainda leva em conta o atendimento urbano de água, de esgoto e a arborização do município.

Confira o ranking completo:

2017 2016 Município (UF) Pontos
Santos (SP) 7,719
22º Belo Horizonte (MG) 7,631
Curitiba (PR) 7,53
Maringá (PR) 7,425
Jundiaí (SP) 7,41
São Paulo (SP) 7,238
36º Patos de Minas (MG) 7,143
10º Ribeirão Preto (SP) 7,125
35º Cascavel (PR) 7,099
10º 47º Campinas (SP) 7,093
11º Itaúna (MG) 7,09
12º Juiz de Fora (MG) 7,017
13º Colatina (ES) 6,994
14º 37º Presidente Prudente (SP) 6,911
15º Salvador (BA) 6,909
16º 15º São Bernardo do Campo (SP) 6,881
17º Cambé (PR) 6,818
18º Caieiras (SP) 6,81
19º 19º Petrópolis (RJ) 6,768
20º 26º Santo André (SP) 6,757
21º 12º Betim (MG) 6,742
22º Americana (SP) 6,687
23º Itumbiara (GO) 6,667
24º Campo Grande (MS) 6,66
25º 34º Jataí (GO) 6,658
26º Iturama (MG) 6,644
27º 18º Várzea Paulista (SP) 6,626
28º 25º Uberaba (MG) 6,623
29º 48º Linhares (ES) 6,612
30º 20º Piracicaba (SP) 6,595
31º Porto Ferreira (SP) 6,566
32º Cachoeiro de Itapemirim (ES) 6,554
33º 80º Indaiatuba (SP) 6,548
34º Londrina (PR) 6,538
35º Vitória Da Conquista (BA) 6,518
36º São Caetano do Sul (SP) 6,515
37º Itápolis (SP) 6,507
38º 23º Paulínia (SP) 6,5
39º Itatiba (SP) 6,499
40º Feira de Santana (BA) 6,494
41º Foz do Iguaçu (PR) 6,478
42º Porto Alegre (RS) 6,473
43º Tatuí (SP) 6,454
44º Palmas (TO) 6,441
45º Mauá (SP) 6,424
46º Jaboticabal (SP) 6,422
47º 21º Salto (SP) 6,377
48º Praia Grande (SP) 6,343
49º Ipatinga (MG) 6,342
50º Botucatu (SP) 6,34

Fonte: exame.abril.com.br

Por Luiza Calegari

Venda de imóvel em SP cresce 20,8%, diz Secovi.

As vendas de imóveis na cidade de São Paulo cresceram 20,8% no acumulado de janeiro a agosto frente ao mesmo período de 2016. Ao todo, foram 10.991 unidades comercializadas no período, segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), na Pesquisa do Mercado Imobiliário, que será divulgada hoje.

De julho para agosto, a entidade apurou um aumento de 50,6% no número de imóveis vendidos. O destaque no mês foi a venda de imóveis pequenos e baratos, com 863 unidades de um dormitório comercializadas. “Com a exceção de alguns apartamentos, nosso mercado é feito por quem está comprando a primeira moradia ou que vê no imóvel um ativo”, conta o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. Segundo ele, parte dessa demanda é financiada pelo programa Minha Casa, Minha Vida nas faixas 2 e 3, que abrange unidades de R$ 180 a R$ 240 mil.

As unidades maiores também sinalizam uma retomada. De acordo com o levantamento do Secovi, os imóveis residenciais de quatro ou mais dormitórios registraram 113 unidades lançadas e vendas de 98 unidades. Para Petrucci, o incremento nas vendas de maior metragem surpreende, já que nos últimos anos a demanda ficou concentrada em um e dois dormitórios.

Projeção

Apesar da alta acumulada de 20% até agosto, o economista-chefe do Secovi mantém a previsão de avanço dos lançamentos e vendas em 10% para o ano. “Temos essa alta (atual) nas vendas, mas a base de comparação com o ano passado ainda é fraca”, explica.

A melhora dos números do setor, acrescenta Petrucci, também reflete um certo descolamento do mercado do cenário político. No ano passado, o impeachment de Dilma Rousseff em agosto, levou o mercado imobiliário a um dos piores desempenhos da série histórica.

Por isso mesmo, com a base deteriorada, na comparação com agosto passado as vendas dispararam 73% em igual período de 2017. O último ano também marcou o recorde de baixa na comercialização, conforme a série iniciada pelo Secovi em 2004.

O número de lançamentos na capital também está em trajetória de alta com volume 11,7% maior no acumulado de janeiro a agosto, totalizando 9.215 unidades residenciais. “Ficamos muitos meses sem lançamentos voltados para a classe média e alta, porque houve pouca aderência nesse segmento nos últimos dois anos”, diz o economista.

Já o estoque (unidades lançadas e não comercializadas) ficou em 19.630 unidades em agosto. Segundo Petrucci, o pico de estoque foi de 27 mil unidades e o nível atual não preocupa, já que a tendência é de baixa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: istoe.com.br/autor/estadao-conteudo/

Planejados por todos os lados.

Investir em móveis planejados é quase uma regra para quem deseja repaginar o lar e maximizar os espaços. Sem contar que a mudança também ajuda a valorizar o imóvel. E para que tudo saia perfeito na empreitada, Humberto Furlanetto, diretor do Grupo Bambuí, afirma que escolha da empresa é o primeiro passo para o projeto dar certo. “Antes de fechar negócio, verifique a idoneidade da empresa contratada e as dimensões de cada ambiente. Liste todos os eletrodomésticos e demais aparelhos eletrônicos e verifique os pontos hidráulicos e elétricos para evitar problemas futuros“, alerta o diretor do Bambuí.

Hoje, todos os ambientes podem ser feitos com os planejados. Neste caso, verifique apenas com a empresa que tipo de material é mais indicado para cada ambiente. Além da Bambuí, empresas como Dellano, Todeschini e Inusittá também oferecem móveis planejados de acordo com as necessidades de cada cliente. Confira mais dicas da Bambuí para acertar na escolha:

MDF X MDP

Muitas pessoas têm dúvidas sobre qual material escolher para os móveis planejados, mas o primeiro passo é entender a diferença entre eles. O MDF é feito de placas de madeira coladas umas sobre as outras com resina, e fixadas através de pressão, e suas espessuras variam de 3mm a 60 mm. Já o MDP é uma placa de aglomerado constituído de partículas de MDF, fixada em alta pressão, sendo mais sustentável e tão resistente quanto o MDF.
A diferença entre eles é que o MDP, por ser feito de partículas, é mais resistente à água, mas pode ser usado em todos os ambientes. Já o MDF, quando em contato com a água, tende a expandir; no entanto, para acabamentos com laca é mais indicado por não ter porosidades.

A SALA
Os móveis planejados ajudam a criar vários tipos de ambientes. Para quem quer algo clean, a dica é apostar em tons mais neutros, cores claras, materiais como laca, sem texturas. Se a ideia é ter uma sala bastante acolhedora, os tons marrom-acinzentados e amadeirados são ótimas opções.

OS QUARTOS
As portas de correr têm sido bastante usadas. Gavetas internas, sapateiras deslizantes, também são itens presentes na sua composição. “Já o quarto de um homem solteiro tem algumas particularidades. Muitos apostam em tons mais fechados, de concreto ou aço corten, preto ou azul petróleo. Enquanto para as crianças, o ambiente pede tons mais claros, lisos ou amadeirados. A laca traz um charme a mais ao espaço, que pode ter nichos e painéis para ajudar na decoração”, conta o diretor do Bambuí.

LEVANTAMENTO
Antes de definir seus armários, principalmente na cozinha, faça o levantamento de tudo o que vai precisar (fogão, geladeira, micro-ondas, forno, máquina de lavar louças, entre outros), com suas dimensões e especificações. Baseado nestes itens, os profissionais conseguirão planejar uma cozinha que aproveite bem todos os espaços.

NO BANHEIRO
Móveis com maior durabilidade são uma exigência de banheiros e lavabos; por isso, opte por materiais que sejam mais resistentes à água. Armários aéreos (menos profundo) com porta de correr são excelentes para os itens de perfumaria. Para o lavabo, faça móveis com rodízio ou o pranchão (prateleira mais grossa embaixo da bancada).

HOME OFFICE
Bancadas, prateleiras, gaveteiros e armários ajudam a trazer funcionalidade para o ambiente. Para não se tornar cansativo, aposte em cores mais frias e mais claras.

CORES E TENDÊNCIAS
Como em qualquer projeto de decoração, o cliente deve seguir o estilo que mais se adequa ao seu gosto. “No entanto, se depois de um tempo cansar de um determinado móvel, é possível trocar as frentes, sendo elas portas e gavetas alterando o material, tanto para vidro quanto MDF ou MDP, dando uma cara nova ao ambiente”, informa Humberto.

MUDANÇA
Em caso de mudança, é possível desmontar e readequar os móveis para outro ambiente. “Porém, é difícil isso acontecer. Até porque os planejados valorizam o apartamento no caso de uma revenda ou para quem vai alugar”, alerta o diretor.

Fonte: http://www.ademi.org.br

O Dia, Cristiane Campos, 08/out

Como será a casa dos brasileiros nos próximos tempos?

O que mudou na forma como os brasileiros moram nos últimos anos?

Qual sua relação com a casa, a decoração, a arquitetura? Existem diferenças entre as gerações? 

Foi pensando em dar respostas a essas inquietações e em estudar a fundo essas mudanças que a área de estratégia da agência de propaganda Young & Rubicam realizou, com o apoio de CASA CLAUDIA, um estudo, que incluiu longas entrevistas com arquitetos, antropólogos, psicanalistas e designers, para captar a essência desse novo morar.

“Queríamos entender as múltiplas tendências e os principais valores que foram se adaptando ao longo do tempo e hoje influenciam a relação das pessoas com sua casa”, explica Sumara Osório, diretora de planejamento da agência. “Os perfis foram montados de acordo com essas tendências e esses valores, permitindo interpretar como se transformam em comportamentos e hábitos de consumo”, completa.

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(Nicolau El-Moor/Revista CASA CLAUDIA)

O trabalho, que faz parte de uma pesquisa maior, em andamento, chegou a quatro perfis, que representam as novas formas de morar: CASA CLUBECASA EMPRESACASA HOTELCASA GALERIA
Idealizada para atender aos desejos de moradores e de seus convidados, a CASA CLUBE tem vida social intensa. Está sempre cheia de amigos em jantares, almoços e baladas. Os ambientes de convivência são os mais valorizados e o foco das atenções. Outro perfil é o da CASA EMPRESA. Ali as pessoas dividem a intimidade com o trabalho, administrando o tempo, o dinheiro e a qualidade da relação entre os moradores. Em geral, atrai quem está mais preocupado com o consumo consciente e o segredo-chave é a otimização.
 

Cada vez mais presente nas grandes cidades, a CASA HOTEL é para quem tem vida prática e precisa de espaço funcional para dormir confortavelmente e com vários serviços de conveniência ao redor. Quase o oposto, a CASA GALERIA tem presença marcante de obras de arte e design. O décor de seus espaços generosos e abertos vive em ritmo fast fashion com mudanças frequentes de visual. Costuma ser a cara de seus donos, que amam exclusividade. Esses são indicadores do que, de certa forma, já começa a virar realidade. Mesmo porque a relação das pessoas com a moradia vive em constante transformação.

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(Guilherme Galembeck/Revista CASA CLAUDIA)

Há dez ou 20 anos, os espaços eram mais determinados e não havia a integração entre os ambientes. Hoje a divisão mais tradicional (sala, quartos e cozinha) quase não existe mais. E as mudanças só foram possíveis na medida em que as relações interpessoais das famílias também se alteraram – ficaram mais democráticas, transparentes. Receber as visitas mais chegadas junto do fogão e da geladeira e as formais no living é coisa do passado. As áreas “escondidas” começam a se mostrar e a compor o cartão de visita, assumindo um status parecido com o dos espaços mais nobres. “Com a internet e as mídias sociais, o conceito de intimidade é outro, os limites entre o público e o privado ficaram tênues e a casa se abriu”, diz Pedro de Santi, psicanalista, especializado em comportamento humano.

Tudo isso influencia de maneira direta o mercado imobiliário. Basta observar como as casas maiores ganharam projetos em que os grandes espaços estão integrados e também a quantidade de microapartamentos lançados nos dois últimos anos, de olho em uma geração mais jovem, que vive com menos e tem seu foco maior voltado para o espaço público.

“Com a internet e as mídias sociais, o conceito de intimidade é outro, os limites entre o público e o privado ficaram muito tênues e a casa se abriu”

Pedro De Santi, psicanalista

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(Paul McCredie/Revista CASA CLAUDIA)

Em total sintonia com as tendências, o projeto da casa do arquiteto australiano Andrew Simpson (à esq.), de sua própria autoria, tem como principal característica facilitar a circulação das pessoas em ambientes integrados e abertos, banhados por muita luz natural.

 

 

 

 

 

 

 

 

Crise econômica, violência urbana e dificuldades de mobilidade – com transporte público longe do ideal e trânsito pesado – levaram as pessoas a repensar a dinâmica do morar. “A ideia de compartilhar a casa com os amigos ficou mais presente do que nunca”, diz Abadia Haich, arquiteta e designer. Gente que hoje tem entre 30 e 40 anos e prefere reunir as pessoas para pequenos jantares ou para um bate-papo. É mais seguro, agradável e, na maioria das vezes, sai mais em conta. “Com isso, aparece também o desejo de mostrar uma casa bonita, acolhedora e, ao mesmo tempo, a necessidade de investimento em serviço de qualidade e em design autoral.”

Junto dessas mudanças, cresce a preocupação ambiental, com forte influência no novo morar. Na mesma proporção, a arrebatadora presença da tecnologia vira protagonista na maioria dos departamentos da vida contemporânea, em especial no cotidiano doméstico. Só mesmo quem cultiva o velho “bicho grilo way of life” não sente falta de micro-ondas e de celular com todos os aplicativos – hoje imprescindíveis para manter contas em banco e hábitos prosaicos, como usar serviços de táxi, de delivery dos mais variados tipos e até acessar sites de relacionamento para esquentar a vida amorosa. Tudo praticamente sem sair de casa.

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(André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Nos megacentros urbanos, como São Paulo, Nova York e Tóquio, continua a busca pelo silêncio e pela privacidade, seja em enormes espaços de luxo, seja em microapartamentos, caros, bem localizados, cheios de comodidades, muito procurados por solteiros, divorciados e viúvos, interessados em simplificar a rotina com o que precisam à mão. É a tendência ao desapego, que também começa a entrar em cena em outra vertente, nas mesmas metrópoles, entre pessoas pouco ligadas em ter.

Em geral, jovens que alugam casas ou suítes, passam mais tempo fora, no trabalho ou na rua, e procuram viver o presente sem medo de ser feliz. Mudam de atividade e de endereço com certa frequência. A maioria só anda de bike e defende o consumo consciente. Acumular está fora de moda e não faz sentido. As demandas do planeta inviabilizam o desperdício”, diz Facundo Guerra, um descolado empresário da noite, sempre ligado no que virá e em pleno processo de reavaliação do seu jeito de morar – ele vive sozinho num casarão em um bairro nobre de São Paulo. “As pessoas preferem experiências memoráveis, em vez de, como nos anos 1990, trabalhar feito loucos para comprar casas incríveis no futuro.”

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(Guilherme Galembeck/Revista CASA CLAUDIA)

Na mesma linha, há uma nova geração arriscando maneiras incomuns de relação com o trabalho, o que influencia os conceitos de morar. Compartilhar é a palavra-chave. Por isso, a presença dos co-works, casas escritório e de empresas com cara de casa. “A cada dia, fica distante a noção de tempo específico para cada atividade, como trabalho, lazer, entretenimento, ócio”, diz o sociólogo e jornalista italiano Francesco Morace, coordenador do Future Concept Lab, um dos mais importantes centros de pesquisa sobre tendências do mundo.

O tempo segmentado não existe mais, assim como exercer apenas uma função em um local fixo (um escritório fora de casa, por exemplo) tende a ser coisa do passado. Os home offices ou qualquer lugar com wi-fi assumem usos múltiplos para quem tem mais de uma profissão. Já não surpreende alguém exercer a função de jornalista freelancer durante do dia e à noite a de DJ ou fazer sites e se dedicar à produção e venda de pão orgânico. Tudo junto, sem horários rígidos, dentro de casa para o mundo – e sempre online, claro.

 “As pessoas preferem experiências memoráveis, em vez de, como nos anos 1990, trabalhar feito loucas para comprar casas incríveis no futuro”

Facundo Guerra, empresário

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(Gui Morelli/Revista CASA CLAUDIA)

Fonte: casaclaudia.abril.com.br

O empresário da noite Facundo Guerra, que está revendo os conceitos de moradia, em uma das salas do casarão onde mora sozinho, num bairro nobre de São Paulo, rodeado de móveis, objetos e coleções. “Não preciso de tudo isso, mesmo porque nos dias de hoje não faz sentido acumular.”

Conheça o “retrofit” e saiba suas vantagens.

Técnica pode ter custo semelhante ao de uma obra começada “do zero”

Você pode não conhecer a palavra “retrofit”. Mas certamente já esteve ou viu um local onde a técnica foi aplicada. A explicação é simples, “retrofit”’ é uma reforma que tem como principal objetivo modernizar, adaptar e melhorar um imóvel aproveitando a maior parte da sua construção e materiais. O conceito nasceu na Europa, devido ao grande número de edifícios e construções antigas e históricas. Depois chegou aos Estados Unidos e, recentemente, ganhou o Brasil. Pode ser aplicado justamente em construções que precisam de um novo tipo de adequação, como imóveis antigos, além de construções com valor histórico e cultural com grandes projetos arquitetônicos.

Valorização e preservação são algumas das vantagens oferecidas pelo retrofit (Foto: Shutterstock)

Os benefícios do “retrofit” são vários. A renovação urbana de bairros muitas vezes esquecidos é uma delas. “Traz uma ‘nova vida’ e um novo conceito de moradia sem gerar remanejamento de vias públicas para atender uma quantidade maior de pessoas, o que ocorre quando são criadas novas edificações. O respeito, valorização e preservação do patrimônio histórico também são pontos muito positivos do ‘retrofit’”, explica o arquiteto Pedro Bazani.

Em muitos casos, o custo do “retrofit” em relação a uma obra iniciada “do zero” é parecido. Em outras vezes, ele supera pelo grau de dificuldade na restauração e reforma. A justificativa é por causa do tempo e gasto com materiais de obras civis. Por outro lado, os benefícios da qualidade de materiais antigos e cômodos maiores também deve ser levada em consideração e trazem um custo/benefício considerável para o cliente.

Vantagens e desvantagens

Uma das maiores vantagens da técnica é o aproveitamento dos espaços de construções antigas, o que dificilmente é encontrado hoje em dia. O arquiteto explica que antigamente, os imóveis eram construídos com espaços maiores para uma quantidade menor de habitantes. “A tecnologia não era avançada e os cômodos eram projetados para que a iluminação natural e a ventilação funcionassem de forma agradável, já que o pé direito alto era padrão”, conta.

A qualidade de materiais encontrados nessas construções é outro ponto forte. “São assoalhos de madeira maciça, tacos, divisórias de tijolos entre outros. Quando restaurados, os imóveis podem gerar grande economia para os proprietários, já que o uso do ar-condicionado é bastante reduzido”, pontua o profissional. E se por um lado esses materiais encontrados nos imóveis agradam, por outro a parte de infraestrutura pode ser um problema. “Existem casos em que os locais exigem uma restauração completa, passando pelas partes hidráulica, elétrica, predial, assoalhos, entre outros. Adequá-los aos moldes atuais tornaria a obra muito mais cara”, opina Bazani.

Para o arquiteto, o “retrofit” pode ser ainda um aliado de corretores e do mercado imobiliário em geral. Ainda segundo ele, muitas vezes, os novos empreendimentos são feitos sem planejamento urbano, dificultando o trânsito e até mesmo a vida dos próprios moradores que dividem o elevador com muitas outras famílias. “O ‘retrofit’ traz para o mercado uma forma de moradia diferente dos moldes atuais, já que estamos falando de cômodos maiores, melhor aproveitamento dos ambientes e de uma construção já consolidada no bairro”, completa.

“Retrofit verde”

A reformulação de edifícios antigos para torná-los com uma aparência contemporânea pode e deve ser feito com o uso do paisagismo, o chamado “retrofit verde”, que insere novas áreas vegetadas nos edifícios, como os jardins verticais e os telhados verdes. Segundo o arquiteto paisagista Artur Craveiro, na utilização do paisagismo como “retrofit”, assim como para uma obra nova, existem diversas técnicas que precisam ser implementadas para que o projeto funcione, como irrigação da vegetação, impermeabilização das paredes e cobertura, proteção contra enraizamento, escolha adequada das espécies, estudos de sombra, entre outras. “É preciso também se tomar um cuidado especial na preservação das estruturas antigas, que geralmente já estão abaladas pelo tempo, para que não haja infiltrações e para que as raízes não penetrem”, completa.

Fonte: www.zappro.com.br