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Fechado há um ano e meio, o mirante do Martinelli continua sem turistas, sem projeto e sem prazo para reabrir.

O mirante do Martinelli. Foto Tiago Queiroz/Estadão

O edifício Martinelli é um dos melhores pontos para ver a cidade de cima. Tem uma vista sensacional do centro, tem a incrível história do edifício que já foi o mais alto de São Paulo e ainda é grátis. Ou melhor, era. Porque o mirante continua fechado.

O fechamento aconteceu em março de 2017, após uma tragédia em que um rapaz caiu lá de cima. Desde então, não há notícia oficial sobre o destino do local.

Mandei uma mensagem para a Secretaria de Comunicação da Prefeitura e para a Secretaria de Urbanismo, que é a responsável pelo prédio, para ter certeza. Recebi a confirmação de que não há projeto, nem prazo para a reabertura.

Na foto de Hildegard Rosenthal, na década de 1940, o Martinelli desponta imponente no centro.

É claro que há coisas mais prementes no Brasil e na cidade. Mas vale a pena lembrar que lugares como esse são parte da nossa memória e são pontos turísticos que deveriam ser valorizados.

Eu levei meus filhos lá para cima, quando eram pequenos, e a visita valeu ótimas conversas. Na saída, é só atravessar a praça Antonio Prado e o programa fica completo com os inevitáveis doces portugueses da Casa Matilde.

A praça Antonio Prado, vista de um dos andares intermediários do edifício Martinelli. Foto: M.Calliari

Na verdade, a Prefeitura poderia colocar uma lanchonete lá em cima do mirante; poderia também promover a guia oficial aquele simpático ascensorista que contava histórias do prédio; poderia colocar vidros de proteção como no Terraço Itália ou lunetas como no Empire State Building, em Nova York. Poderiam até pensar em cobrar ingresso, se isso fosse melhorar a experiência dos turistas. Mas preferiram não fazer nada mesmo, e um ano e meio já se passou.

O pior de tudo é que o mirante só havia sido reaberto em 2010, depois de três anos de reformas. E, depois de sete anos aberto, fechou de novo. Numa outra ironia, o Martinelli abriga a Secretaria de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo, o que quer dizer que os arquitetos e técnicos que poderiam fazer um projeto estão a um elevador de distância.

É triste ver que algo que está ali, prontinho para fazer, a custo irrisório, com alto valor simbólico, mas que sucumbe diante de prioridades difusas e burocracias.

Há sempre uma razão para algo não ser feito, mas o fato é que o mirante do Martinelli vem se juntar ao Museu do Ipiranga, que continua fechado depois de quatro anos, sem que a reforma tenha sequer começado, para nos lembrar que dá trabalho manter aquilo que construímos.

Fonte: sao-paulo.estadao.com.br

Moradia compartilhada ganha espaço e garante receita aos incorporadores.

Empresas como Gamaro e Mitre lançaram, este ano, empreendimentos exclusivos para aluguel voltados à geração millenial, que apresenta comportamento compatível à partilha de serviços.

A geração millenial ainda não tem condições de adquirir imóveis
FOTO: FOTOS: DIVULGAÇÃO E DREAMSTIME

Em função da baixa procura para a compra de imóveis durante a crise, incorporadoras encontraram na moradia compartilhada uma forma de garantir o faturamento. Seguindo tendências estrangeiras as empresas atingem, principalmente, a geração de millenials.

Este é o caso da incorporadora do Grupo Mitre, que inaugurou em agosto deste ano o Share Student Living, empreendimento voltado exclusivamente para moradia estudantil por meio de aluguel. Localizado na região da Consolação, na cidade de São Paulo, o edifício conta com cinco tamanhos de apartamentos a partir de 25m². O local conta com serviços de limpeza, academia, lavanderia, áreas de lazer, bicicletas compartilhadas, salas de estudo e aluguel de carro.

Acostumados com o desemprego e recebendo salários escassos, a alternativa dos millenials foi partir para os compartilhamentos, principalmente utilizando a tecnologia. “Para que haja a condição de compra do imóvel é preciso que o mercado responda com oferta de emprego para este público, juntamente com a movimentação da economia”, analisa a gerente de financial advisory da Deloitte, Ana Carnaúba.

Diferente do empreendimento da Mitre, que aceita somente estudantes, a Gamaro inaugurou, em julho deste ano, o Kasa, um edifício de moradia compartilhada voltado tanto para universitários quanto para executivos. O imóvel está localizado na Vila Olímpia, em São Paulo, e próximo a faculdades e centros empresariais. A incorporadora disponibiliza dois tipos de apartamentos: um individual (com apenas uma cama) e um compartilhado (com mais de uma cama), ambos com 64m².

No Share Student Living, os serviços já estão inclusos no preço do condomínio – com exceção do aluguel de carros e da lavanderia. Já no Kasa, todos os serviços são pagos à parte de acordo com as necessidades de uso de cada morador. “Não são todas as pessoas que utilizam academia, vagas de estacionamento e lavanderia, por isso achamos mais justo baratear o condomínio oferecendo somente o básico”, explica o gerente geral do Kasa, Renato Marostega.

Para administrar o empreendimento, a Mitre conta com parceria da Redstone Residential, operadora de residências estudantis presente nos EUA e no Canadá. No caso da Gamaro, a gestão é totalmente realizada pela própria incorporadora. Segundo Ana, é preciso cuidado ao gerenciar negócios deste tipo: “É uma receita que deve ser cautelosa, porque a empresa é responsável por garantir a qualidade a longo prazo e evitar a evasão de aluguéis”, ressalta.

A Mitre investiu em torno de R$ 45 milhões no primeiro empreendimento com a marca Share Student Living e pretende construir mais unidades, uma delas no bairro do Butantã, também em São Paulo. Para a especialista em negócios imobiliários, Paula Farias, a taxa de retorno para as incorporadoras acaba saindo acima da média de mercado: “Ao invés de apenas vender os imóveis na planta ou após a inauguração, as empresas conseguem aplicar o aluguel sobre a valorização, que tende a crescer.” Segundo índice da Fipe Zap, o retorno médio anualizado do aluguel foi de 4,4% em agosto de 2018. Já para Ana, este investimento, diferentemente de apartamentos construídos para venda, conta com retorno a um prazo bem maior.

Tendência ou não?

A cultura brasileira, segundo ambas as especialistas, prega uma necessidade de adquirir a casa própria. “Incorporadoras e imobiliárias ainda enfrentam a barreira da ideia de que comprar imóveis ainda é necessário, tanto para o futuro quando por questões de necessidade”, comenta Paula. Entretanto, para Ana, esta tendência é passageira e está mais ligada à necessidade de uma geração do que a uma mudança por escolha: “O discurso mostra que, futuramente, pretendem adquirir bens como imóveis.”

Fonte: www.dci.com.br

Giovanna Bueno Dagnino • SÃO PAULO

Sustentabilidade é a nova tendência no alto padrão.

Busca por imóveis que oferecem máximo de conforto, mas racionalizando os recursos naturais, tem crescido no mercado imobiliário. Construtoras e incorporadoras oferecem diferenciais que incluem o reaproveitamento de água, uso da energia solar para geração de eletricidade ou até mesmo implantação de energia eólica.

Tecnologias de sustentabilidade são a nova tendência dos empreendimentos imobiliários de alto padrão. Essa novidade vai ao encontro de um novo perfil de consumidor, que está cada vez mais exigente e específico em suas necessidades e objetivos, como também a uma crescente preocupação com o meio ambiente e uso racional dos recursos.

Como a construção civil já está, há alguns anos, de olho nos impactos à natureza, o segmento tem desenvolvido tecnologias e processos que permitem ter alta qualidade de vida, mas sem agressão ambiental. Nesse sentido, construtoras e incorporadoras oferecem diferenciais que incluem o reaproveitamento de água, uso da energia solar para geração de eletricidade ou até mesmo implantação de energia eólica. Em consequência disso, o Brasil já é o quarto país com mais construções sustentáveis no mundo, segundo uma pesquisa da Green Building Council (USGBC), organização não-governamental (ONG) que visa fomentar a indústria da construção sustentável.

De acordo com Ricardo Teixeira, especialista em mercado imobiliário e CEO da URBS RT Lançamentos Imobiliários, o mercado oferece aquilo que o comprador exige. “A procura por imóveis sustentáveis está em constante crescente. Já é uma necessidade e uma exigência do novo comprador”, explica.

Em Goiânia, por exemplo, o Kingdom Park Residence – maior edifício residencial da região centro-norte do Brasil – está sendo construído nas proximidades do Parque Vaca Brava e oferece uma série de inovações sustentáveis. A torre de luxo, com apenas um apartamento com medida de 487,16 487,76 m² por andar, oferece uma série de inovações sustentáveis. Hugo Alexandre Araújo, engenheiro responsável pela obra que tem previsão de entrega para dezembro de 2019, destaca cinco dessas tecnologias que trazem, além de conforto, mais racionalidade na uso de recursos naturais.

Vidro com consciência energética – Segundo o engenheiro Hugo Alexandre, este recurso irá compor a fachada do empreendimento e fará com que os apartamentos absorvam menos calor e reflitam a incidência da luz solar. “A utilização dessa ferramenta faz com que o morador tenha um conforto térmico maior, fazendo com que se diminua a necessidade de uso do ar condicionado”, explica o engenheiro, ao relembrar que o Kingdom terá 173 metros de altura e será todo revestido em pele de vidro.

Sistema de ar condicionado VRF – A torre será entregue com toda a estrutura física e de cabeamento para a instalação do sistema VRF (do inglês “variable refrigerant flow”, cuja tradução é “vazão de refrigerante variável”) é um modelo de ar condicionado desenvolvido especialmente para edifícios comerciais e residenciais de médio e grande porte. Possui um mecanismo multi-split, composto por um condensador de ar condicionado externo ligado a múltiplos equipamentos internos que podem operar individualmente em cada ambiente do apartamento. O sistema é conhecido por ter máquinas mais modernas e eficientes no consumo de energia elétrica.

Segundo Hugo Alexandre, o grande diferencial nesse sistema VRF é a combinação de tecnologia com sistemas de controle microprocessados, aliado à combinação de múltiplas unidades internas num só ciclo de refrigeração. “Sua instalação é muito simples, mantém a arquitetura sem alterar as características do empreendimento, produzindo um baixo nível de ruído e baixo consumo elétrico”, explicou.

Aproveitamento da água da chuva – Outra medida sustentável adotada no projeto do Kingdom e que irá gerar economia é o aproveitamento da água da chuva. O empreendimento será capaz de armazenar até 60.000 litros de água. A coleta ocorrerá junto às lajes da cobertura e por meio de tubulações específicas e será conduzida para armazenamento em reservatórios localizados no subsolo. A água pluvial armazenada será destinada à limpeza de áreas comuns e manutenção de jardins.

De acordo com o engenheiro Hugo Alexandre, esse reaproveitamento também contribuirá para reduzir as enchentes.A coleta ocorrerá junto às lajes da cobertura e por meio de tubulações específicas e será conduzida para armazenamento em reservatórios localizados no subsolo.

Apartamento preparado para automação – Todos os apartamentos do Kingdom Park Residence serão preparados para receber a automação residencial. O engenheiro Hugo Alexandre destaca que essa tecnologia, além de tornar o imóvel muito mais moderno e prático, também permite que o morador faça o uso racional da eletricidade.

Ele explica que isso ocorre porque o sistema automatizado permite a programação para redução de consumo da corrente de stand by do imóvel. Assim, quando o morador sair de casa ou quando for dormir, o comando interrompe o envio de energia para os equipamentos. “Ao executar essas tarefas em horários programados, mesmo não estando em sua casa, a automação permite otimizar consumo de eletricidade, sem interferir no conforto”, pontua o engenheiro.

Hugo Alexandre destaca ainda que o fato das luzes acenderem de maneira gradual aumenta a vida útil das lâmpadas em até dez vezes, gerando economia de materiais e serviços. Ele explica ainda que ativação do módulo de áudio/vídeo do sistema de automação permite controlar a temperatura do ar condicionado evitando gasto excessivo de eletricidade. “O sistema de automação avalia a diferença de temperatura e por meio de módulos solicita o aumento ou diminuição da potência do ar condicionado”, justifica.

Recirculação de água parada – O Kingdom terá em seu apartamentos aquecimento de água por meio de aquecedor a gás, atendendo às pias da cozinha e varanda gourmet, lavatórios dos banheiros e todos chuveiros da unidade. Normalmente, a água quente parada na tubulação perde naturalmente calor para o meio ambiente e ao liberar a água no ponto de consumo ocorre desperdício até a chegada da água aquecida, jogando literalmente “água pelo ralo”.

Para evitar isso o projeto prevê o isolamento térmico dos ramais aéreos de água quente e a implantação de “anel” de recirculação de água quente conectado a equipamento apropriado – SMARTSTART (a ser adquirido futuramente pelo cliente). Isso permitirá a recirculação da água fria parada na tubulação até o aquecedor, mantendo assim a água aquecida no momento da utilização. O equipamento opera de maneira automática, por meio de programação ou manualmente, evitando gastos desnecessários com o aquecimento de água.

Energia eólica – O Kingdom Park Residence irá adotar um inovador sistema de geração de energia eólica, que irá suprir a necessidade de eletricidade demandada na iluminação das áreas comuns da torre.

O principal componente do sistema será uma turbina eólica RAZEC 266 de eixo vertical, própria para áreas urbanas, pois apresenta baixa velocidade rotacional, baixíssimo nível de ruído e é adequada para ventos turbulentos e com direção variável. O sistema será instalado no topo do prédio e totalizará 187 metros de altura. Esse sistema, inicialmente, não estava previsto no projeto, mas foi incorporado após os empreendedores do Kingdom perceberem a potencialidade da região para a geração desse tipo de energia.

“É uma ação de preservação e conscientização ambiental, que está de acordo com o que o nosso público deseja. O Kingdom é um prédio de luxo, mas o maior luxo que podemos oferecer para o futuro é a qualidade de vida”, destaca o executivo. Ele explica também que ainda não sabe ao certo quanto de energia poderá ser gerado pelo sistema. “Precisamos esperar a instalação para que os testes tenham início. Porém, estamos muito animados”, finaliza.

Fonte: www.segs.com.br

Escrito ou enviado por  Fernando Cappellesso

Pesquisa Secovi-SP do mercado imobiliário apresenta bons índices em agosto.

Foto: Divulgação Pesquisa Secovi-SP do mercado imobiliário apresenta bons índices em agosto

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou que em agosto de 2018 foram comercializadas 2.581 unidades residenciais novas. O resultado é 67,4% superior em comparação às 1.542 unidades vendidas em julho; e 38,4% acima das 1.865 unidades de agosto de 2017.

No acumulado de janeiro a agosto, foram vendidas 16.124 unidades – 46,7% acima das 10.991 unidades do mesmo período do ano passado.

Agosto registrou a segunda maior quantidade de unidades residenciais novas vendidas do ano. “O mês apresentou também um forte ritmo de vendas, demonstrado pelo indicador VSO de 13,4%, o maior do ano”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

O crescimento das vendas foi potencializado, sobretudo, pelo bom desempenho de comercialização dos imóveis econômicos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, de 1 ou 2 dormitórios. “Este produto atende principalmente a demanda das famílias que buscam adquirir a primeira casa própria, e que se encaixam nos parâmetros do programa”, ressalta Petrucci.

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em agosto, 1.410 unidades residenciais lançadas, resultado 46,4% inferior ao de julho (2.629 unidades) e 10,7% abaixo do mesmo mês de 2017 (1.579 unidades).

De janeiro a agosto, foram lançadas 12.107 unidades residenciais na capital paulista, 16,0% acima do registrado no mesmo período do ano anterior (10.437 unidades). Os lançamentos do ano continuam inferiores às vendas.

Passados dois terços do ano, o mercado imobiliário vem demonstrando sinais positivos de recuperação. “Mas é necessário nos prepararmos para o futuro”, alerta Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP. “A falta de calibragem da Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo ainda prejudica a viabilização de novos projetos”, complementa.

Para o presidente da entidade, Flavio Amary, apesar das incertezas no cenário político, ocasionadas principalmente pelo período eleitoral, os dados do mercado vêm comprovando que existe demanda e que o setor tem muito a produzir para atendê-la. “No médio e no longo prazo, as perspectivas são positivas. Até porque, os presidenciáveis reconhecem a importância da indústria imobiliária como forte indutor da economia e importante gerador de emprego e renda”, afirma o dirigente.

Imóveis econômicos – Do total vendido nos oito meses deste ano, 39% foram de unidades econômicas (6.253 unidades). Houve crescimento da participação desse tipo de imóvel comparativamente com o mesmo período do ano passado, que era de apenas 14% (1.593 unidades).

“Apesar de a participação percentual dos outros mercados ter diminuído, saindo de 86% para 61%, houve um aumento de 5% na comercialização, se compararmos as 9.871 unidades vendidas este ano com as 9.398 unidades do ano passado”, explica Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP.

Nos segmento econômico, foram identificados 3.080 unidades ofertadas em agosto – 18,5% do total disponível da cidade de São Paulo (16.692 unidades) –, 875 unidades vendidas, 411 lançamentos e VSO de 22,1%.

Os demais segmentos de mercado foram representados com a oferta de 13.612 unidades (81,5% do total), com as vendas de 1.706 unidades, os lançamentos de 999 unidades e o VSO de 11,1%.

Oferta – A capital paulista encerrou o mês de agosto com a oferta de 16.692 unidades disponíveis para venda. Houve redução de 8,8% em relação a julho de 2018 (18.306 unidades) e de 15,0% em comparação a agosto de 2017 (19.630 unidades).

Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se em quase todos os indicadores do mês de agosto. Eles registraram maior volume de vendas (1.594 unidades), lançamentos (885 unidades), oferta (9.268 unidades) e melhor VGV (R$ 508,4 milhões). Os apartamentos de 1 dormitório, por sua vez, tiveram o melhor desempenho de vendas, com VSO de 20,8%. Foram 815 unidades comercializadas desta tipologia dentre as 3.912 unidades ofertadas e lançadas no mês.

Imóveis com menos de 45 m² de área útil destacaram-se em todos os indicadores: maior quantidade de vendas (1.723 unidades), de lançamentos (686 unidades), de imóveis ofertados (6.577 unidades), VGV (R$ 493,2 milhões) e VSO (20,8%). Unidades com valor de até R$ 240.000,00 lideraram em quantidade de vendas (1.393 unidades), lançamentos (624 unidades) e VSO (24,7%). Na faixa de preço de R$ 240.001,00 a R$ 500.000,00, foi registrada a maior oferta (5.718 unidades).

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

(Redação – Investimentos e Notícias)

Remediação de áreas contaminadas para empreendimentos.

Remediação de áreas contaminadas para empreendimentos

Remediação de terrenos contaminados contribui para melhoria da saúde pública Créditos: Shutterstock

Descontaminação de solo abre oportunidades de investimentos em novos terrenos para incorporadoras.

Enfrentando a escassez de terrenos, principalmente, em áreas urbanas, torna-se cada vez mais necessário para as incorporadoras analisar todas as possibilidades de incorporação. Uma delas, que envolve um trabalho complexo de análise técnica, é a remediação de áreas contaminadas.

“Muitos terrenos que estão localizados dentro da cidade eram antigas fábricas que estão se mudando para o interior, depósitos de lixo ou antigos postos de combustível. Só que esses terrenos, devido à atividade industrial de décadas, por exemplo, possuem solos contaminados”, explica Rodrigo Cury Bicalho, advogado especializado em direito imobiliário e sócio do escritório Bicalho e Mollica Advogados.

De acordo com Bicalho, que ganhou o 23º Prêmio Master Imobiliário em 2017, na categoria “Soluções Jurídicas” com o trabalho “Remediação de áreas contaminadas para empreendimentos”, hoje, na cidade de São Paulo já existem aproximadamente 2 mil áreas reabilitadas.

Para utilizar esses terrenos para o mercado imobiliário é preciso, primeiro, realizar um plano de remediação que deve ser aprovado mediante a agência ambiental de cada estado. Essa análise deve identificar que tipo de contaminação compreende aquele terreno e estabelecer como que a área vai ser tratada para que sejam atingidos os padrões de contaminação aceitáveis.

Cada área tem um determinado grau de contaminação e um tipo de contaminante. Para que essa remediação seja feita, existem algumas técnicas que podem ser adotadas. A incorporadora precisa então analisar com a sua consultoria ambiental quais são elas e se são viáveis de realizar, do ponto de vista de prazo e de custo.

“A remediação acaba sendo também um dos custos do empreendimento, além da própria construção, compra do terreno e aprovações. E também é preciso verificar se o tempo necessário vai ser compatível com o desenvolvimento do empreendimento. Isso significa que essa análise ambiental acaba sendo fundamental para as incorporadoras tomarem a decisão de comprar ou não o terreno”, explica o advogado.

Ainda é preciso verificar se existe viabilidade para remediar o terreno. Por exemplo, existem terrenos em que somente a iniciativa privada não conseguiria remediar toda a área necessária, como na região de Jurubatuba, perto das represas, no sul de São Paulo.

“A contaminação de água, por exemplo, que já permeia áreas muito grandes e está em subsolos de diversos terrenos. Então, é quase impossível você reabilitar um terreno porque essa água está em comunicação com um lençol de contaminação muito maior. Ainda que se fizesse a remediação, ainda assim, você ficaria eternamente tentando, precisaria de um plano integrado com os outros proprietários, com governo”, explica Bicalho.

Remediação de áreas contaminadas e legislação

O trabalho premiado de Rodrigo Cury Bicalho teve como um dos pontos falar sobre a questão da legislação brasileira. De acordo com o advogado, existe um entendimento de parte do Ministério Público de que a remediação que está prevista na lei e que é aceita e regulamentada tanto pelo Conama no Brasil inteiro, quanto pela Cetesb em São Paulo, seria ilegal. “Eles entendem que a remediação deveria ser integral, ou seja, até você ter uma eliminação integral dos contaminantes e não nos níveis que eliminam os riscos à saúde humana, como é previsto na lei”, explica Bicalho.

Porém, o trabalho demonstra que o posicionamento que o Ministério Público prevê, inclusive, que quem não fizer isso tem que reparar os danos, além de ser tecnicamente inviável, praticamente inviabilizaria a remediação porque as empresas incorporadoras teriam um custo muito alto para esse trabalho, e deixariam de comprar essas áreas contaminadas para tratá-las, assim continua o risco para a sociedade.

“Felizmente, o próprio Tribunal de Justiça, nas decisões existentes até agora sobre o tema, das ações diversas propostas pelo Ministério Público, tem decidido no sentido de que a legislação é válida e as normas previstas na Cetesb e no Conama devem ser seguidas”, complementa.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br

Entenda como a arquitetura influencia a valorização das cidades ao redor do mundo.

Hoje, as maiores empresas do mundo possuem menos de 30 anos. E, em apenas três décadas, o mundo mudou de forma drástica. Os que souberam seguir a mudança alcançaram outro nível de desenvolvimento.

Grandes indústrias como Google, Facebook, Amazon, Apple, Netflix, entre outra gigantes, estão procurando se estabelecer em cada canto do mundo. Cada executivo enviado para a construção de uma nova sede, opta por cidades que possam oferecer oportunidades e mostrar que estão de portas abertas para o futuro.

Conheça os projetos de algumas dessas, e como isso mudou totalmente o cenário do mercado imobiliário daquela região.

Singapura 

Tudo levava a crer que seria apenas mais uma pálida cidade no sudeste asiático. Sem recursos naturais, pobre de solo para plantio e um índice de desemprego nas alturas em meados dos anos 60. Após sua independência, os dirigentes de Singapura perceberam que para prosperar deveriam ter uma mentalidade de mercado aberta, fácil e dinâmica. O objetivo era conseguirem atender aos mais diversos interesses globais. E deu muito certo.

Singapura possui em torno de 5,6 milhões de habitantes, sendo 3 milhões de estrangeiros. A sua diversidade étnica não só influencia na economia (que só vem expandindo), mas também na sua arquitetura única.

A cidade possui temperatura média de Cuiabá, com a umidade de Manaus. Eles não querem que o clima seja um obstáculo para o desenvolvimento. Então, criaram estufas que dão a impressão de ter ar condicionado pela cidade toda.

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Aos poucos Singapura foi se embelezando, e chamando a atenção de quem vinha de fora.

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Só que Singapura quer ir ainda mais longe. Existe projeto de construção de um noivo bairro. Todo verde, integrado, com água por todos os lados, com inúmeros lugares para lazer (teatros, auditórios, parques)… A ideia é que esta nova população, com 20 mil apartamentos, adote um novo estilo de vida. A previsão é que o novo empreendimento fique pronto em 2030. Nisso, os corretores e imobiliárias estão bem ocupados ajudando a fazer esse novo futuro acontecer.

Singapura percebeu que pode concorrer com qualquer grande metrópole do mundo, oferecendo uma qualidade de vida diferenciada e atraindo esses investimentos de forma eficaz.

Nova York

Em Manhattan, próximo ao Madison Square Garden, existe uma garagem onde ficam estacionados os vagões de trens que saem de Manhattan em sentido New Jersey. Uma área enorme, e sem objetivo, pois Nova York havia perdido para Londres a oportunidade de sediar as Olimpíadas de 2012 – e o projeto inicial de construir um estádio ali, morreu.

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Então, o ex prefeito da cidade, Michael Bloomberg, idealizou a construção de um novo bairro nesta região. Era a soma de vários fatores: mais moradores, mais impostos, mais investimento privado e mais desenvolvimento.

Nasce então o Hudson Yards, um desenvolvimento imobiliário que está em construção desde 2012, e 50% já concluído. De acordo com a revista Fortune, é “uma cidade dentro de uma cidade”, e é o maior projeto de construção civil da história dos Estados Unidos. Avaliado em 20 bilhões de dólares, será um centro comercial e residencial, possuirá prédios com 50 a 100 andares.

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Houveram algumas exigências das autoridades municipais: a garagem deve continuar funcionando, deve existir uma bela estação de metrô, uma grande praça aberta, um centro cultural e uma grande obra de arte para embelezar ainda mais o bairro. A incorporadora responsável aceitou o desafio e ofereceu o melhor resultado possível.

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Vessel, como é conhecida essa obra, pode se tornar um dos pontos turísticos mais registados de Nova York.

Em tempo recorde, Nova York ganha um novo bairro, que atrai novas empresas, prédios muito mais modernos e um novo ponto turístico.

Hudson Yards é a prova de que com o trabalho efetivo da política pública e da arquitetura para potencializar o mercado imobiliário, qualquer cidade pode construir projetos incríveis.

Pequim

Pequim vem surpreendendo não só em sua economia – já que a China está prestes a se tornar a 1ª economia mundial. Mas já vinha mostrando sua capacidade arquitetônica desde os jogos olímpicos de verão de 2008.

Mas hoje ela surpreende com uma nova área chamada de Jianwai Soho. A construção é dos anos 2000, mas surpreende por ser um conglomerado de condomínios (apartamentos e escritórios) com áreas multi comerciais no térreo. É uma área de 700 mil m², onde a arquitetura surpreende pela possibilidade de se circular entre os prédios.

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São Paulo

No Brasil costumamos ter o chamado “complexo de vira lata” onde tudo parece ser mais difícil e não funciona. Mas São Paulo conta uma história incrível de ousadia nos anos 50 e 60, e possui uma relação direta ao que vem acontecendo na China, nos EUA ou em Singapura.

Foi a soma de um poder público que não criava tantos obstáculos, uma elite bastante viajada e ambiciosa e vontade de agitar o mercado imobiliário. Por conta disso, São Paulo hoje possui inúmeros prédios que envelheceram muito bem. A exemplo dos prédios do Vale do Anhangabaú e os edifícios Copan e Itália.

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Esse investimento aconteceu na época em que o número de habitantes de São Paulo dobrava a cada década. Justamente porque São Paulo possuía escasso transporte público e por isso todo mundo preferia morar na área central. Pois era lá que existia emprego, bondes e cinema (a opção de lazer preferida da época).

A área que hoje é o Conjunto Nacional na Av. Paulista, ocupava antes a área de uma única residência. Hoje esse empreendimento possui 3 grandes blocos com áreas comerciais e residenciais. E no térreo uma grande área como uma praça coberta, com obras de arte, livraria, cafeterias, etc. É um dos prédios mais vivos da cidade.

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O mercado imobiliário, com o incentivo certo, consegue modificar o futuro de uma cidade, ou o rumo de um país. Influencia na maneira como as pessoas vivem, trabalham, viajam e sonham. Por isso cada pessoa desse setor tem um papel importante em como isso é aplicado, seja do corretor ao arquiteto, do engenheiro à incorporadora.

O mercado imobiliário vive de tornar sonhos possíveis, e é aí que reside a maior beleza deste negócio.

Fonte: www.zappro.com.br

Este robô instala Drywall de uma maneira inacreditável.

Quando se trata de robôs realistas, a Boston Dynamics tem assumido a liderança com seus impressionantes modelos inspirados em cães. Mas, no entanto, a empresa tem visto uma concorrência .

Agora, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada do Japão (AIST, na sigla em inglês) lançou um vídeo que deve preocupar todas as outras empresas robóticas. Esta máquina humanóide um pouco assustadora, mas super acessível, pode ser o robô mais útil até agora!

Chamado de HRP-5P, este robô instala o drywall de forma totalmente autônoma e, talvez até melhor, do que um ser humano. Este vídeo mostra claramente o HRP-5P pegar uma folha de drywall, trazê-lo para uma parede e, por último, mas definitivamente não menos importante, use uma chave de fenda sem fio sozinho para colocá-lo no lugar.

Antes de entrar em pânico com esse robô ágil assumindo tarefas humanas, deve-se notar que o HRP-5P é um pouco lento e não consegue usar a chave de fenda corretamente uma vez. Ainda assim, parece muito próximo de uma máquina que funcione perfeitamente sem qualquer supervisão humana.

E o HRP-5P não é o único. O robô é apenas o mais recente em uma linhagem da coleção de máquinas da AIST que pode ser usada em tudo, desde aplicações de industrialização até o bartending (o HRP-4P serve bebida).

Parece que o futuro está aqui de fato e é movido por robôs. Podemos também adotar esses aliados robóticos e procurar maneiras novas e aprimoradas de viver entre eles.

Fonte: http://engenhariae.com.br

Homecoworking e coliving já influenciam construção civil
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Construções versáteis, capazes de se adaptarem às necessidades do usuário e não ao contrário: esses são os conceitos de coworking e coliving. Crédito: Divulgação

Projetos arquitetônicos se voltam para atender a economia compartilhada, uma tendência mundial que chega ao Brasil

Conceitos de coworking (compartilhamento de local de trabalho) e coliving (compartilhamento de moradia) já influenciam a arquitetura de edificações com finalidades corporativas e habitacionais. Os projetos arquitetônicos se voltam para atender a economia compartilhada. De que forma? Não se constrói mais para uma classe social, uma faixa etária, um modelo de negócio. Antes de consolidar o perfil da edificação, a arquitetura agora precisa intensificar as pesquisas sobre as várias comunidades que a construção possa atender.

No Brasil, algumas obras já estão saindo do papel com essas características. Em Porto Alegre-RS, uma incorporadora decidiu direcionar seus produtos para o público que se interessa por coworking e coliving. A empresa entende que empreendimentos imobiliários sejam 100% fruto da inteligência coletiva, ou seja, o desafio para a arquitetura é atingir o equilíbrio entre as várias tendências que vão habitar os novos espaços construídos. No entender de quem atua nesse tipo de mercado, os conceitos de economia compartilhada permeiam todas as fases do projeto.

Em São Paulo-SP, o setor imobiliário também começa a se preparar para essa nova realidade e o Secovi já promove até workshop sobre construções com foco no coliving. Entre os palestrantes convidados, se destaca a arquiteta norte-americana Laura Fitch, especializada em coliving e com projetos já consolidados na Dinamarca e nos Estados Unidos. Ela conta que para montar um empreendimento com características de coliving é preciso primeiro detectar os grupos interessados e promover reuniões que ajudem a delinear o projeto da moradia. “É decisivo entender como eles querem morar e quais espaços comuns estão dispostos a compartilhar”, diz.

Fitch lembra que a construção de um projeto para coliving é mais longo. “A consolidação pode levar de dois a três anos ou mais. Para ter êxito, é recomendável que seja conduzido por um profissional como mediador. Seu papel é essencial e pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso”, explica.

Coworking valoriza o retrofit e o coliving as obras sob medida

Já no caso do coworking, o que tem predominado é o retrofit de espaços já construídos, e que são adaptados para o compartilhamento de profissionais. Neste caso, deve ser priorizada a pluralidade de quem frequenta o local, o que obriga que a adaptação do ambiente seja guiada pela neutralidade na escolha do mobiliário e das cores.

Na opinião dos arquitetos alemães Susanne Brandherm e Sabine Krumrey, do escritório Brandherm + Krumrey (b-k-i), está consolidado que os espaços para coworking serão construídos a partir de retrofit e os coliving a partir de novas construções, pensadas para essa finalidade. “Estes espaços estão se desenvolvendo em escala global. No caso do coworking, são necessárias soluções de retrofit. Já para o coliving é importante pensar projetos arquitetônicos exclusivos”, reforçam Brandherm e Krumrey.

Entrevistados

Reportagem com base em workshop promovido pelo Secovi-SP sobre coliving e coworking (via assessoria de imprensa)

Contato: aspress@secovi.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Primeiro hotel subterrâneo do mundo está quase 100% pronto em Xangai.

Estamos entrando em uma era em que proprietários e arquitetos de hotéis do mundo inteiro estão entendendo a importância de melhorar a experiência do hóspede de maneiras dinâmicas e emocionantes, com ofertas que incluem desde hotel 5 estrelas em uma estação espacial a opções mais sustentáveis, como o hotel futurista movido por energia das marés.

Junto com esta linha de pensamento, o Intercontinental Shanghai Wonderland foi concebido. Projetado e executado em um estilo verdadeiramente dramático, o hotel de 5 estrelas é quase completamente subterrâneo.

Para atingir este objetivo, a equipe responsável pelo hotel criou um plano que o colocou dentro de uma antiga pedreira de 90 metros de profundidade, que fica na parte da Cordilheira Sheshan, no centro da China.

O grupo britânico de engenharia, design e gerenciamento de projetos por trás do projeto, a Atkins Global , tem dado os últimos retoques no projeto. O hotel está no alvo para abrir no próximo mês.

Para os viajantes que fazem de Xangai um dos destinos em seu itinerário, o hotel fica a apenas 30 km do Aeroporto de Hongqiao, em Songjiang.

Fonte: http://engenhariae.com.br

 

Confira dicas para ter um jardim em seu apartamento.

Resultado de imagem para jardins em apartamentos

Qualquer comida fica mais saborosa quando se usa ingredientes frescos – o gosto fica ainda mais especial se colhidos na horta de casa. Mas se você não mora em um lugar com quintal, não pense que terá de se privar desse pequeno prazer: é possível manter uma hortinha também em apartamentos.

Como a maior parte dos apartamentos não costuma ter muita abertura para a entrada de luz solar, nem muito espaço para a disposição da horta, o mais indicado é o cultivo de ervas aromáticas e temperos.

Vaso com salsinha

“Uma pessoa sem muito tempo para cultivar pode optar por plantas como hortelã, manjericão e salsinha”, diz o paisagista Eduardo Mera.

O cultivo dessas plantas não tem muito mistério: é necessário apenas aguá-las com alguma periodicidade (basta regá-las quando a terra estiver seca, com o cuidado de não encharcar muito o vaso) e deixá-las expostas a um pouco de luz solar (leia no texto ao lado). Coentro, cebolinha, alecrim e algumas variedades de pimenteiras (como a malagueta) também são plantas indicadas a quem não tem muito tempo ou paciência para dedicar muitos cuidados.

Mas seria adequado ter dentro do apartamento pés de frutas? A paisagista Renata Villar diz que alguns tipos de plantas frutíferas podem ser cultivados sem problemas. “As mais usadas são os pés de jabuticaba, romã, pitanga e laranjinha kinkan. Mas nunca em vasos pequenos”, alerta. Eduardo Mera concorda: “É necessário respeitar o sistema radicular, ou seja: são plantas que precisam de vasos compatíveis a suas raízes.”

Mas se temperos e frutas se adaptam à vida em apartamentos, o mesmo não se aplica a legumes e verduras, pois requerem maiores cuidados, segundo Renata Villar.

Algumas variedades, porém, como o tomate-cereja, são de fácil cultivo.

Horta em apartamento projetada pela paisagista Renata Villar, com manjericão, pimenta e hortelã

Hortaliças precisam de 4 horas de sol por dia

Não são todos os apartamentos que têm um espaço mais arejado para abrigar uma horta. Mas é possível cultivar hortaliças em áreas internas, desde que atentando para alguns cuidados.

“É necessário que a planta esteja próxima de uma janela ou de uma fonte de luz natural. Para o plantio de temperos e hortaliças, é preciso que se tenha pelo menos 4 horas de sol por dia”, explica o paisagista Eduardo Mera.

E a proximidade de uma janela é essencial também por outro motivo. “É importante que a planta receba ventilação natural”, diz Mera. Mas a paisagista Renata Villar alerta: “Só é preciso cuidado com as correntes de ar. Os temperos não costumam suportar ventos”.

Muitas pessoas preferem juntar várias plantinhas e ervas em um mesmo vaso ou em um mesmo canteiro. Pode até ficar bonito, mas em termos práticos, talvez não seja a melhor das ideias. “A pessoa pode juntar as plantas no mesmo local, mas por questão de facilidade no manuseio e manutenção. O ideal é que o plantio dos temperos e hortaliças sejam feitos em vasos separados”, aconselha Mera.

Três plantas para seu apartamento

Tomate-cereja: São plantas que podem ser cultivadas em vasos de tamanho reduzido. Em pouco mais de um mês, já dão frutos, que podem ser usados em saladas ou para fazer molhos para massas.

Pimenta-malagueta: Dizem que ajuda até a espantar a inveja, absorvendo as energias negativas do ambiente. Além disso, são plantas vistosas (o vermelho da pimenta pode ser um elemento estético em uma horta) e fáceis de cultivar.

Manjericão: São fartas e costumam produzir bastante folhas, garantindo rotineiramente um toque especial para saladas, molhos e fica ótimo em sucos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: https://www.metrojornal.com.br