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Itens que não podem faltar em apartamentos studio de quem mora sozinho

Itens que não podem faltar em apartamentos studio de quem mora sozinho

Foto: Google

Morar sozinho é visto como algo solitário, mas nem sempre é assim. Geralmente, as pessoas saem da casa dos pais e compram o primeiro imóvel para morar sozinhos. Compactos, os apartamentos studio são perfeitos para essa situação. A decoração e a compra de todos os itens ficam sob a sua responsabilidade, saiba o que não pode faltar!

Se você ainda não mora sozinho, mas está pensando em morar, aproveite as dicas também! De acordo com dados divulgados pelo IBGE em 2015, cerca de 10,4 milhões de brasileiros vivem sozinhos.

Conte com um confortável sofá (mesmo que seja pequeno!)

Não há como comparar uma sala de um apartamento compacto com os grandes apartamentos em São Paulo, mas o conforto deve estar presente nos dois ambientes. O sofá é o principal item do espaço, precisando ser elegante, confortável e que caiba no espaço.

Hoje em dia, não é difícil achar um que tenha todas essas características. Embora você more sozinho, com certeza receberá amigos e parentes, não é? Por isso, um sofá não pode faltar na sua sala!

Uma dica bastante útil é preferir sofás que viram camas, caso você goste de receber muitas visitas. Unir funcionalidade e estética é o segredo!

Uma boa TV para distrair

Depois de um dia cansativo de trabalho, chegar em casa e não conversar com ninguém pode ser ruim para algumas pessoas. Use esse tempo para descansar e assistir aos filmes e programas favoritos na TV!

Com amigos, uma boa televisão faz diferença para fazer uma sessão de cinema ou torcer pelo seu time.

Cadeiras dobráveis

Quero chamar mais pessoas para a reunião de amigos, mas o meu apartamento studio em SP só tem um sofá para acomodar a galera. E agora? Ter cadeiras dobráveis é muito importante nesses momentos. Elas não ocupam espaço quando não estiverem sendo usadas e quebram um galho quando você recebe mais visitas em casa!

Nos apartamentos em SP ou em outra região, é comum ter móveis com mais de uma função. Existem bancos que também são usados para guardar itens, mesas que se abrem, entre outros, que são incríveis para espaços pequenos!

Já deu para perceber que você não ficará tão sozinho assim, principalmente em fim de semana, não é? Como muitas pessoas que procuram apartamentos à venda compactos são jovens e solteiros, reunir os amigos e dar boas risadas são atitudes comuns.

Mas durante a semana, a rotina festiva é menos agitada e o que ocupa a mente é o trabalho e/ou estudos. Por isso, é essencial que o seu apartamento studio tenha uma área para você fazer as atividades profissionais e acadêmicas.

Quando estiver procurando apartamentos à venda em SP, já pense no cantinho de estudos. Por ser pequeno, o imóvel precisa ser arrumado visando atender todas às suas necessidades.

Cada pessoa tem uma rotina diferente, mas todas precisam de um lar confortável!

Redação 

Por RAY SANTOS

Fonte: http://jornaldiadia.com.br/

Cultura doméstica: muito além da sustentabilidade

A consciência da sustentabilidade como uma ferramenta de integração amplia nossa responsabilidade como cidadãos co-criadores

Muito tempo atrás, quando não falávamos de sustentabilidade, tínhamos uma prática altamente sustentável, aproveitando o que o mundo nos oferecia, com respeito e compromisso pela continuidade da vida. Uma vez que, como humanidade, perdemos o respeito e a reverência zelosa pela natureza e pelos recursos que ela nos dá, as demandas pela sustentabilidade surgiram em diversas áreas, no início da década de 70.

E do grito solitário de alguns, passou a integrar um movimento de redenção nos anos 80, passando pelo modismo até começar a sedimentar seus conceitos e virar prática cotidiana, construindo uma cultura. Esse assunto é muito amplo, e vai além de mini hortas domésticas, reuso de água, compostagem, lixo reduzido e separado por tipo de reciclagem, lâmpadas de LED, etc. Integra áreas como economia, política, sociedade e cultura.

Os investimentos em tecnologia e ampliação das energias renováveis, seja eólica, solar ou hídrica, são capazes de suprir totalmente as demandas do nosso mundo. Deixando de fora questões político-econômicas, focando na nossa prática diária, já alcançamos a realidade de que cada edificação pode se tornar independente, com instalações de geração de energia solar, que estão mais acessíveis no mercado.

E é com base nesta premissa, que desenvolvo a reflexão aqui. Quero fazer uma ligação com a simplicidade e eficiência, que nossa ancestralidade carrega nas veias, considerando como uma prática esquecida. Estamos reaprendendo e resgatando essa atmosfera orgânica para dentro de nossos ambientes de vivência.

As novas gerações, já estão incorporando alguns conceitos como prática diária, que eu precisei reaprender, pensar e prestar atenção. Um exemplo bem típico, é a questão da reciclagem do lixo. Do discurso passou à prática, e hoje é um hábito!

A compostagem do lixo doméstico, já é algo bem mais difícil de incorporar, pois nem tudo que é orgânico (como carnes, queijos, salgados e comidas ácidas) pode entrar neste processo. Para quem mora em apartamento, então, as possibilidades são muito reduzidas. E a compostagem, só faz sentido, se você vai usar o resultado como adubo! Solução foi a coleta seletiva.

Os telhados verdes, começam a surgir. Ainda um pouco mais caros para executar, exigindo estrutura física e mão de obra técnica. Mas, vem ganhando adeptos no mundo todo, unindo várias pessoas, trazendo a certeza da força comunitária para a construção de qualidade de vida.

A consciência da sustentabilidade como uma ferramenta de integração, une o discurso e prática, amplia nossa responsabilidade como cidadãos co-criadores, revigorando nossa mente, direcionando nosso olhar para nosso pequeno mundo do dia a dia, que constrói a base para possibilidades de sobrevivência e bem-estar.

Aos poucos temos incorporado hábitos, fundamentados em conhecimento sólido de como fazemos a limpeza dos nossos ambientes e quais produtos usamos. Simplificando nossa casa, nossas empresas, simplificamos nossa carga de preocupação com higiene e limpeza. Conhecimento tão importante, hoje, em plena pandemia do COVID-19! Algo sem muita importância, sobe o ranking e ocupa primeira posição, exigindo que a complexidade do momento seja simplificada. Senão, nós não aguentamos mais uma complicação.

As áreas de serviço e lavanderias se tornam ambientes com muita atenção, pois é lá que encontramos algum tipo de segurança, higienizando nossas roupas, sapatos, e tudo aquilo chega de fora. Bancadas bem planejadas, armários para guardar o que já foi higienizado, evitando novo contato com possíveis contaminações, produtos em lugar de fácil acesso. Voltamos nosso olhar para um lugar sem muita fama nos projetos!

Um aspecto que faz parte da nossa história é a agricultura familiar. Percebo um ensaio, da população urbana, na retomada e adaptação dessa cultura, no cultivo de mini hortas, seja no quintal, ou nas varandas dos apartamentos. O artista Zin Cruz propõe, com verdadeiras obras de arte, as hortas verticais e vasos com pinturas especiais, que acolhem de forma estética e harmônica esse cultivo doméstico.

O cultivo do próprio alimento, já é uma prática, com muitos adeptos. Neste sentido, pessoas que se importam com a alimentação, que encontram prazer no cultivo paciente, no cuidado e observação do crescimento dos brotos, grãos e temperos, integram uma grande parte da população que volta às raízes da agricultura doméstica.

No cultivar, aprendemos com a natureza o respeito por ciclos, a persistência necessária, a surpresa do novo surgindo. E você? Como é sua experiência? O que essa prática contribui com seu desenvolvimento e crescimento?

Bia Sartori , designer de interiores formada pelo SENAC e pós-graduada pelo IPOG; personal organizer formada pela OZ!, pedagoga com especialização em Orientação Educacional pela PUCC.

Fonte: https://pleno.news/

Cidades turísticas estão revendo o modelo de negócios?

Com a queda no número de viajantes causada pela contaminação de Covid-19, governos e moradores de cidades impactadas pelas moradias de temporada, têm uma nova chance de transformar a atividade turística

 
Nos últimos anos, um terço da cidade de Lisboa era ocupado com aluguel de temporada, estilo Airbnb. | Foto Unsplash.

Nos últimos 10 anos, plataformas como o Airbnb ajudaram a bombar o número de viajantes de cidades turísticas como Lisboa e Amsterdã, o que levou à escalada do custo de vida para os habitantes destes locais. Com menos de 830 mil habitantes, a cidade de Amsterdã recebeu, só em 2019, cerca de 19 milhões de turista. Na França, o número bateu 80 milhões. Em Portugal, foram 23 milhões de pessoas.

O que os dados sozinhos não revelam é o enorme impacto do turismo nesses países. Se, por um lado, a receita gerada pela atividade traz muito dinheiro – só na economia portuguesa foram 34,8 bilhões de euros no último ano – por outro, os efeitos colaterais dessa sobrecarga de viajantes podem virar um fardo na vida de moradores locais.

Momento de mudanças

Agora, com a escassez de visitantes causada pela pandemia, lugares antes superlotados têm a chance de rever esse modelo. Para se ter ideia, nos últimos anos, um terço da cidade de Lisboa era ocupado com aluguel de temporada, estilo Airbnb. Inflacionado pela alta procura por  locações de curto prazo, o mercado imobiliário viu os preços explodirem. A vida não só se tornou mais cara para os habitantes, como o processo de gentrificação acabou expulsando muitos deles para bairros afastados ou mesmo para outras cidades.

Até o início de 2020, esse jogo ainda estava a favor dos proprietários, que tinham uma demanda absurda por seus imóveis. Com o coronavírus, no entanto, eles viram a procura despencar, ao mesmo tempo que precisam continuar pagando hipotecas altíssimas, sem contar a dívida de impostos. Assim, cidades europeias estão sendo praticamente obrigadas a repensar uma forma de turismo com consequências menos agressivas para seus habitantes, sem no entanto deixar  de socorrer os donos de imóveis.

Outras formas de alugar ?

Lisboa, por exemplo, está substituindo o Airbnb por aluguéis seguros. “Estamos oferecendo incentivos fiscais e financeiros aos proprietários por até cinco anos, através do programa Renda Segura”, explica o prefeito Fernando Medina. A ideia é transformar esses imóveis em moradias para trabalhadores essenciais, que foram afastados dos centros devido à inflação do setor imobiliário.

“Queremos que o turista tenha uma cidade mais limpa, sustentável, saudável e equitativa quando retornarem para cá. Ou fazemos isso agora, ou corremos o risco de nos tornarmos apenas um belo museu”, afirma Medina.

Em Paris, a Prefeitura também tem investido na compra de imóveis que foram arrendados como investimento para aluguéis de curto prazo. Amsterdã proibiu o uso de Airbnb no centro da cidade. Moradores de Veneza pressionam para um futuro menos turístico e debatem um outro renascimento para a cidade. Barcelona está forçando os proprietários a alugarem seus imóveis sob o risco de perdê-los. Budapeste planeja limitar a quantidade de diárias por mês com aluguel de curta temporada.

Com o isolamento social dificultando as viagens, a Ópera de Sydney, na Austália, os mercados noturnos de Bangcoc, o Museu do Louvre em Paris ou o Coliseu em Roma estão esvaziados. Velhos espaços agora têm sido ocupados por um novo tipo de turista: os próprios moradores, que estão redescobrindo suas cidades.

Isso tem dado impulso a planos para a indústria turística, só que o incentivo agora é local. Parisienses no Louvre, venezianos na Praça São Marcos, espanhóis de férias nos arredores de Barcelona. Os monumentos agradecem o respiro – e as cidades ganham mais tempo para se levantar.

Fonte: https://www.consumidormoderno.com.br/

POR  – 6 DE AGOSTO DE 2020

Financiamentos imobiliários têm maior alta semestral em 10 anos. É hora de comprar a casa própria?

Redução nos juros, mudança de comportamento com a pandemia e digitalização impulsionaram os financiamentos; veja se é hora de comprar um imóvel

SÃO PAULO – Apesar da chegada da pandemia, 133.786 imóveis foram financiados por pessoas físicas no primeiro semestre de 2020, um aumento de 35,2% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. A alta é a maior para o período dos últimos dez anos.

Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e consideram os financiamentos contratados por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que utiliza recursos da poupança e representou 62% dos financiamentos de janeiro a junho de 2020.

De acordo com dados do Banco Central, publicados nesta semana, o volume total transacionado nos financiamentos imobiliários cresceu 20,5% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, somando R$ 50,8 bilhões no período.

Os dados do BC representam o valor total financiado por pessoas físicas no ano em todas as linhas de crédito, tanto aquelas que usam recursos do SBPE, FGTS e fazem parte do programa Minha Casa Minha Vida, quanto aquelas incluídas no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), voltadas a financiamentos de imóveis mais caros.

Selic baixa 

Entre os motivos para o aumento significativo dos financiamentos, o principal, segundo especialistas, é a redução da taxa básica de juros da economia, a Selic, que está em 2,25% ao ano, menor patamar da série histórica – e deve cair ainda mais a partir da semana que vem, segundo expectativas do mercado.

Na prática, a queda da Selic está diretamente relacionada aos custos dos empréstimos imobiliários porque as instituições financeiras, responsáveis por ofertar esse tipo de financiamento, costumam repassar parte dos cortes da taxa básica de juros às taxas cobradas nos contratos – o que torna as prestações mais suaves e pode viabilizar a negociação para mais pessoas.

Eduardo Zylberstajn, head de pesquisa e inovação da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), explica que justamente pelo baixo patamar dos juros, essa crise é diferente da que enfrentamos em 2015, quando os efeitos no mercado imobiliário foram mais severos.

“Há cinco anos tínhamos juros muito altos, desemprego, falta de confiança. Tudo conspirava contra. Agora, por mais que ainda tenhamos desemprego e um certo receio em relação ao curto prazo, os fatores estruturais do mercado, principalmente pelo lado da demanda seguem firmes. No Brasil, o juro baixo é determinante para impulsionar a demanda no mercado imobiliário”, diz Zylberstajn.

Para ter uma base de comparação, no primeiro semestre de 2015 os financiamentos imobiliários caíram 17,5%, na comparação com o mesmo período de 2014, segundo a Abecip.

A taxa média do financiamento imobiliário caiu de 11,8% para 7,5% ao ano de junho de 2015 até junho deste ano, segundo dados do Banco Central. “Uma redução dessa magnitude em um financiamento de 30 anos possibilita o acesso de muitas famílias que não tinham condições anteriormente. Qualquer ponto percentual já faz diferença na prestação”, explica Cristiane Portella, presidente da Abecip.

Uma simulação da fintech digital de crédito CrediHome mostra que no fim de 2015, com a Selic em 14,25% ao ano e uma taxa média de 11% ao ano no financiamento imobiliário, um empréstimo no valor de R$ 200 mil com prazo de 30 anos, tinha parcela inicial de cerca de R$ 2.600. Hoje, esse mesmo financiamento, mas com a Selic em 2,25% ao ano e 7,5% ao ano de juros, tem parcela de cerca de R$ 1.550, ou 40% menor.

E a economia vale também para quem já está com o financiamento aberto. Reportagem anteriormente publicada pelo InfoMoney mostra que ao migrar um financiamento de um banco para outro, por meio da chamada portabilidade de crédito, é possível trocar uma taxa alta por outra mais baixa, condizente com o atual patamar da Selic, e obter economias de R$ 200 mil ou mais.

Boa oportunidade

Zylberstajn avalia que os preços de vendas dos imóveis estão em recuperação. O Índice FipeZap, um dos principais termômetros sobre os preços dos imóveis comercializados no país, mostra que o valor médio do metro quadrado no Brasil registrou alta nominal (sem considerar a inflação) de 1,11% no primeiro semestre ou de 1,03%, descontando a inflação.

Já nos últimos 12 meses, apesar do avanço nominal de 0,81%, ao considerar a inflação acumulada no período – de +2,11% -, os preços tiveram queda real de 1,27%.

“Existe uma demanda clara pela aquisição de imóveis, e conforme a situação da pandemia for se estabilizando, com o juro baixo e bastante crédito disponível no mercado, a demanda vai aumentar. A oferta não deve acompanhar na mesma velocidade, o que vai gerar um aumento mais sólido nos preços. Mas tudo depende da evolução da pandemia. Por enquanto, há boas oportunidades”, diz o head de pesquisa da Fipe.

Arthur Vieira de Moraes, professor de finanças do Ibmec e especialista em fundos imobiliários, diz que a combinação de fatores como a taxa de juros básica no menor patamar já registrado e a expectativa de alta nos preços, faz com que este momento seja propício para a compra de um imóvel.

“É uma boa escolha. Esta crise passa, mas a decisão do financiamento é de longo prazo. Por isso, vale aproveitar o momento de Selic baixa para comprar o imóvel e ter prestações mais atrativas no financiamento. A tendência de alta nos preços é mais um motivo para considerar a aquisição agora”, explica.

Mudança de comportamento

Zylbertajn diz que o aumento observado nos financiamentos não deixa de estar relacionado com o cenário de pandemia. “Com o isolamento social forçado, a relação das pessoas com as suas casas foi fortalecida”. Segundo ele, esse é um fator que pode ter contribuído para estimular as compras.

Nesse sentido, com mais tempo em casa, as pessoas estão buscando mais qualidade de vida e um movimento de êxodo urbano começa a ser identificado. Mas não em uma intensidade suficiente para ser responsável por uma parte majoritária desse incremento nos financiamentos, segundo Bruno Gama, CEO da ChediHome.

No primeiro semestre, 34,92% dos financiamentos fechados pela CrediHome foram para compra de imóveis localizados na cidade de São Paulo. Do “top cinco”, as duas primeiras cidades do interior são Jundiaí e São José do Rio Preto, que aparecem em quarto e quinto lugar, respectivamente, mas ambas representam apenas 3,17% dos empréstimos do período.

Adicionalmente, de acordo com dados do Grupo Zap, a busca por casas em bairros e condomínios no interior, em cidades a 100 quilômetros ou menos de distância da capital, cresceu 480% no primeiro semestre. Em janeiro a procura por esses imóveis era de 0,5% e em junho o número subiu para 2,9%. Por outro lado, a capital ainda representava 96,8% de todas as buscas em junho.

“Não é todo mundo que consegue trabalhar no home office definitivamente ou que pensa em mudar de vida agora. Vemos uma tendência, mas que ainda é pequena quando colocada em perspectiva. Dificilmente veremos perda da relevância dos centros urbanos como zona de atração de grandes sistemas produtivos, como o de serviços e a indústria. São micromovimentos”, pontua o CEO da fintech.

Digitalização

Com a pandemia, a digitalização ganhou espaço no mercado imobiliário, e evitou que as restrições impostas pelo isolamento social prejudicassem as compras de imóveis.

Incorporadoras e imobiliárias começaram a oferecer tours virtuais, integraram simuladores de financiamentos, atendimento virtual, entre outras alternativas que até então tinham menos força. A plataforma E-Notariado, que permite que todos os cartórios do país prestem serviços à distância, também foi um avanço positivo.

A Caixa anunciou recentemente o registro eletrônico de escrituras para contratos pessoa física e jurídica, que antes levava cerca de 45 dias e agora poderá ser finalizado, em média, em cinco dias – mais um exemplo de inovação acelerada pela pandemia que veio para ficar. 

Segundo levantamento exclusivo da CrediHome para o InfoMoney, a procura por financiamentos de imóveis na plataforma em junho teve um aumento de 181,27%, em comparação ao mês de maio e o maior desde o início do ano.

“Inicialmente, com as agências bancárias fechadas, vimos clientes com dificuldades em buscar crédito e dar sequência em operações imobiliárias em alguns bancos. Vimos um aumento da busca porque a nossa experiência é totalmente digital, da aprovação do crédito e envio da documentação até o registro eletrônico em cartório”, diz Gama.

Panorama do mercado

Cristiane, da Abecip, ressalta que o mercado imobiliário como um todo teve uma recuperação importante em 2019, depois de sofrer os efeitos da crise econômica em 2015. “Considerando financiamentos imobiliários com recursos da poupança para pessoas físicas e jurídicas, tivemos crescimento de 37% no ano passado em relação a 2018. Foi um divisor de águas para o setor. Para 2020, a nossa previsão é de um crescimento em torno de 12%”, explica.

Ela explica que em 2019, o salto mais robusto de aquisições e construções foi no segundo semestre, por isso o aumento significativo observado nesses primeiros seis meses de 2020 – que cai de 35,2% para 29% ao incluir pessoas jurídicas-, pode não se repetir entre julho e dezembro comparativamente ao ano passado devido ao cenário de crise.

“Entre janeiro e junho de 2019 tivemos um início de retomada mais forte. Precisamos esperar para ver se o crescimento se concretizará neste ano”, diz Cristiane.

Essa retomada recente também foi notada pelo banco que mais realiza financiamentos imobiliários no país, a Caixa. Recentemente o presidente do banco, Pedro Guimarães, ressaltou que a Caixa nunca teve uma demanda por crédito tão alta nos seus 159 anos de existência como em alguns meses deste ano – em parte impulsionada pelos financiamentos imobiliários.

Guimarães disse que em janeiro e fevereiro deste ano a demanda por crédito foi 20% superior à do mesmo período do ano passado, ainda que março, abril e maio tenham sido meses mais fracos devido ao susto inicial da crise. Mas ele pontuou que em junho já foi observada uma retomada “muito forte” e que julho deve apresentar resultados ainda melhores.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/

Pandemia já muda projetos de incorporadoras

Mesmo com atuação em faixas de mercado diferentes, Trisul e Cury reconfiguram apartamentos e áreas comuns

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus estão levando incorporadoras a repensar seus projetos. A Trisul já está fazendo adaptações para se ajustar às mudanças de hábitos e necessidades dos compradores. A configuração em apartamentos com três dormitórios e uma suíte, por exemplo, deve mudar para três suítes. E o banheiro de empregada volta com força total, segundo o presidente executivo da Trisul, Jorge Cury

Uma novidade importante em tempos de pandemia é um espaço planejado para retirar os sapatos antes de entrar na casa. O ambiente para escritório, antes opcional, agora se torna obrigatório, em consequência da disseminação do home office. “Certamente, agora tem um grande peso na escolha de um imóvel”, afirma o empresário.

Nos planos da empresa, 10ª colocada no ranking de Incorporadoras e Construtoras do Top Imobiliário, na área comum haverá vestiários para que os empregados do condomínio possam tomar banho e trocar de roupas, antes de iniciar o trabalho. “E ainda criamos áreas específicas para receber encomendas, pois o delivery deixou de ser só de alimentação e passou a atender a uma gama extensa e variada de produtos”, diz.

Popular

Cury Construtora e Incorporadora, que tem 80% de seus empreendimentos voltados ao público do programa Minha Casa Minha Vida, planeja novas configurações nas áreas comuns – até por causa do espaço reduzido das áreas privativas dos apartamentos.

De acordo com Leonardo Mesquita, vice-presidente comercial da construtora e incorporadora, onde antes havia salões de festa, haverá pequenos estúdios com infraestrutura para ser usado como home office depois da pandemia.

“Adotamos uma configuração que permite privacidade e que tem boa infraestrutura de internet para que nossos clientes tenham um local apropriado para reuniões de trabalho”, descreve Mesquita.

Outra novidade que a empresa pretende implementar em seus empreendimentos é a instalação de minimercados com autoatendimento para que os moradores não precisem se deslocar para fazer suas compras. “Já estamos em contato com algumas redes de supermercados para viabilizar o projeto”, diz o vice-presidente da Cury, 8.ª colocada no ranking Construtoras e 9.ª no Incorporadoras.

Em 2019, a Cury lançou nove empreendimentos com 3.390 unidades em 244 mil metros quadrados de área construída e com R$ 645,2 milhões em valor global de vendas líquido (VGVL), de acordo com os dados da Embraesp.

Recuperação

Em relação ao impacto da pandemia nos negócios, Trisul e Cury dizem que os meses de março e abril foram preocupantes, com a paralisação quase total dos negócios. Mas contam que se surpreenderam com a reação das vendas nos meses de maio e junho.

Na contabilidade da Trisul, as vendas líquidas do segundo trimestre totalizaram R$ 174 milhões, alta de 30% ante igual período de 2019, segundo Cury. Ele acredita que o pior já passou para os empreendimentos residenciais. “Diria que somos a versão em concreto e aço do agronegócio, que é o único setor no Brasil que desconhece a crise”, afirma o presidente executivo da Trisul.

“Estamos otimistas e o nosso guidance continua valendo para os lançamentos e vendas programados para este ano, entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão”, afirma Cury. Segundo ele, a taxa básica de juros da economia brasileira, que está no menor patamar da história, fez com que muitos investidores migrassem do mercado financeiro para o imobiliário.

Para Cury, da Trisul, o fato de a empresa ter um bom estoque de terrenos em áreas nobres, adquiridos na baixa de preços de 2014 a 2017, e oferecer imóveis de acordo com o que o cliente demanda contribuiu para que a Trisul se saísse bem numa conjuntura econômica adversa.

No caso da Cury, Mesquita afirma que a comercialização subiu cerca de 10%, na comparação com os mesmos meses do ano passado. Ele acredita que o primeiro efeito do pânico trazido pela pandemia foi alterar a lista de prioridades do consumidor. “Em geral, nosso cliente divide a casa com outros familiares, pais, sogros. São trabalhadores que passavam o dia fora e, de uma hora para a outra, se viram trancados em uma casa com todos os inconvenientes que essa situação traz.”

Segundo Mesquita, apesar do medo do desemprego, o cliente da Cury já está acostumado a viver na pressão de ter de desembolsar o valor do aluguel e quem entra no programa Minha Casa Minha Vida, só começa a pagar as parcelas do financiamento após a entrega das chaves.

Digital

Se antes da chegada da pandemia o comprador de imóveis ainda relutava em lançar mão da tecnologia para viabilizar a transação, ou mesmo para conhecer o produto, agora 90% das visitas aos empreendimentos são virtuais e o fechamento dos negócios é feito de forma digital. “Antes, o cliente queria ir ao escritório e assinar folha por folha dos contratos”, diz Mesquita, da Cury.

Segundo ele, nos últimos quatro anos, a empresa investiu algo próximo a R$ 5 milhões em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. “O que mudou é que tivemos de acelerar o passo”, acrescenta.

A Trisul informou que também intensificou os investimentos que já vinha fazendo em tecnologia.

Fonte: https://www.terra.com.br/

Por Eliane Sobral
 
 

Mercado imobiliário brasileiro aponta melhora nas vendas e fala em retomada

Depois das quedas em abril e maio, setor vê com otimismo números preliminares de junho, indicando que as vendas chegaram a 85% do esperado para o mês em São Paulo.

Por Estadão Conteúdo
 

A recuperação em “V” (cai rápido, sobe rápido), tão sonhada por diversos setores em meio à crise do coronavírus, pode estar a caminho de se tornar realidade no mercado imobiliário de São Paulo, o mais pujante do País. Os negócios apurados até aqui evidenciam quedas nas vendas de abril e maio, mas que foram abrandadas ao longo de junho, despertando otimismo entre empresários e analistas.

“A sensação é que ocorreu mais um adiamento do que uma desistência das compras”, relata o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Basílio Jafet. “Após a reabertura do estandes, o movimento começou a subir”, emenda. O Secovi-SP contabilizou vendas de 1.923 imóveis novos em abril e 2.405 em maio, o que configura quedas de 27,7% e 26,7%, respectivamente, em relação aos mesmos meses do ano passado. O tamanho da queda foi considerado brando em comparação com outros setores, diz Jafet.

Os dados de junho ainda estão sendo computados, mas uma sondagem preliminar feita junto aos associados indica que as vendas já chegaram a 85% do esperado para o mês. “É um resultado espetacular para este momento em que ainda há receio de sair de casa e o atendimento tem restrições de horário e fluxo”, avalia Jafet. “Os lançamentos e as vendas são menores do que antes da crise, claro, mas as atividades melhoraram em maio e junho. Para mim, isso foi uma grande surpresa”, diz o analista do BTG Pactual, Gustavo Cambaúva.

Atrativo na crise

Há algumas hipóteses que explicam a melhoria dos negócios . A principal delas é que taxa de juro média do financiamento imobiliário no Brasil está no menor patamar da história, de acordo com dados do Banco Central. Em maio, ela chegou a 7,16% ao ano. Já no começo de 2019, estava em 8,31%, e no começo de 2017, 10,90%. O setor estima que a redução de cada ponto porcentual nos juros represente um desconto de 8% na parcela do financiamento, o que significa que ela passa a caber no bolso de cada vez mais consumidores.

Levantamento realizado pelo banco Credit Suisse neste mês aponta outros fatores que reforçam o otimismo com o mercado. Um deles é que as vendas de imóveis residenciais ficaram em torno de 60% do seu nível histórico na última crise, entre os anos de 2015 e 2017. Isso gerou uma demanda reprimida, o que ajuda a explicar o bom movimento nos estandes.

Outro fator é que os imóveis estão relativamente baratos, uma vez que a alta de preço não acompanhou a inflação. Pelos cálculos do banco, isso resultou numa desvalorização média de 25% nos últimos cinco anos das moradias nas capitais. “A demanda deprimida, associada às taxas de juros no recorde de baixa e ao desempenho fraco dos preços de moradias, criaram um ambiente único para o setor”, descreveram os analistas Daniel Gasparete e Eduardo Costa, responsáveis pelo estudo do Credit Suisse.

Além disso, o aluguel de imóveis voltou a ser um investimento atrativo. O rendimento gira em torno de 5% ao ano, nada mal frente a uma taxa básica de juros (Selic) de 2,25% ao ano.

Há também uma questão comportamental, aponta o copresidente da MRV, Eduardo Fischer. “O imóvel passou a ganhar mais importância na vida das pessoas, porque elas passam mais tempo em casa e querem ter um lugar agradável para ficar”, comenta. Esse ponto de vista pode levar muitas pessoas a trocar o aluguel pela casa própria ou até mesmo buscar um “upgrade” para uma moradia melhor, explica.

Fonte: https://www.gp1.com.br/

Caged: construção civil volta a registrar números positivos

Enquanto o Brasil fechou 10.984 vagas com carteira assinada em junho, o setor da construção civil criou 17.270 novos empregos. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados hoje (28) pelo Ministério da Economia.

De acordo com o Caged, a construção civil registrou 113.162 admissões e 95.892 demissões no mês de junho. Foi o melhor resultado para o setor desde fevereiro, quando 25.837 novas vagas foram geradas. Além disso, foi o primeiro saldo positivo após o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

As admissões cresceram 29,29% ao passarem de 87.526 trabalhadores em maio para 113.162 trabalhadores em junho. Por outro lado, as demissões recuaram 11,60%. Isso significa que em maio foram registradas 108.476 demissões no setor, enquanto, em junho, foram 95.892.

Na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, embora a duração e os efeitos da pandemia ainda sejam incertos, ao que tudo indica o pior já ficou para trás. “Os números do Caged vêm se somar a uma série de outros indicadores que têm mostrado a recuperação e a força do setor para gerar empregos e puxar a retomada econômica do país. Simplesmente nos deram condições e prazo para pagar, mantiveram nossos contratos, e nós respondemos de forma positiva”, disse.

A construção civil vem realizando esforço para manter o ritmo de sua atividade e contribuir com o processo de recuperação da economia. Além dos números do novo Caged, os dados do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) comprovam isso. De acordo com o Ministério da Economia, o programa realizou, até 27/07, 14,8 milhões de acordos, sendo quase 44% para a suspensão do contrato de trabalho (6,5 milhões). Desagregando por setor de atividade, a construção civil aparece com cerca de 359 mil acordos celebrados, ou seja, 2,42% do total, demonstrando a importância das atividades do setor. Caso não tivesse acontecido paralisação de atividades da construção em algumas localidades, esse número seria ainda menor.

No contexto dos resultados positivos para a construção civil, é preciso destacar ainda o incremento no financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Conforme os dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o número de unidades financiadas com recursos do SBPE no primeiro semestre de 2020 correspondeu a 160,7 mil unidades. Foi o melhor resultado para o período desde 2015. O volume de empréstimos avançou 28,6% na comparação dos primeiros seis meses de 2020 em relação a igual período de 2019, atingindo R$ 43,35 bilhões.

O mês de junho de 2020 também foi o melhor mês dos últimos quatro anos em contratações de financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal, que detém 70% do mercado.

Veja mais sobre o resultado do Caged na análise da economista do Banco de Dados da CBIC, Ieda Vasconcelos, no Informativo Econômico.

Fonte: https://cbic.org.br/

Secovi: venda de imóveis novos em São Paulo cresceu 24,1% em junho

 
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Crédito: Reprodução/infomoney

 

A venda de imóveis novos em São Paulo cresceu 24,1% em junho na comparação com maio. Foi isso o que apontou a pesquisa do Secovi-SP nesta segunda.

De acordo com os dados divulgados pelo Sindicato da Habitação, foram comercializadas 2.984 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo no último mês.

Os números superaram os de maio, quando foram vendidos 2.405 novos imóveis, mas ficaram 56% abaixo das vendas registradas em junho do ano passado – 6.789 unidades.

Na soma dos últimos 12 meses – de junho a junho -, houve aumento de 23,7% na comparação com o período entre junho de 2018 e 2019.

Foram negociadas 46.480 unidades contra 37.569 do período anterior.

“Apesar desse cenário desafiador, o mercado imobiliário apresentou crescimento no mês de junho em relação ao mês de maio, quando as vendas já tinham apresentado recuperação em relação a abril. A tendência de retomada da vida, dentro de um ‘novo normal’, está colaborando com esse comportamento”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

VGV de imóveis cresceu, segundo Secovi

A Secovi informou que o VGV (Valor Global de Vendas) cresceu em junho na comparação com maio.

Segundo o órgão, o total atingiu R$ 1,24 bilhão, resultado 43,5% acima do apresentado no mês anterior, que foi de R$ 862,8 milhões.

Apesar da alta, o número segue bem abaixo do volume de junho de 2019 (64,8%), cuja soma chegou a R$ 3,51 bilhões.

Lançamentos crescem 28,3% em São Paulo

Um dado interessante divulgado pela Secovi e compilado pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) mostrou que a cidade de São Paulo registrou, em junho, o lançamento de 2.015 unidades residenciais.

Esse volume foi 28,3% superior ao apurado em maio (1.570 unidades), e 79,9% abaixo do total de junho de 2019 (10.002 unidades).

Na soma total dos últimos 12 meses (julho de 2019 a junho de 2020), os lançamentos na capital paulista somaram 54.740 unidades, 12,3% acima das 48.751 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior (julho de 2018 a junho de 2019).

Ofertas e destaques em imóveis

De acordo com o relatório mais recente da Secovi-SP, a capital paulista fechou junho com a oferta de 31.225 unidades disponíveis para venda.

A quantidade é 3,7% menor do que a de maio, mas 31,8% superior ao registrado em junho do ano passado.

O órgão considera unidades disponíveis a gama composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (julho de 2017 a junho de 2020).

Entre as opções comercializadas, os principais destaques ficaram para os imóveis de 2 dormitórios.

Segundo o relatório, eles lideraram em todos os indicadores: vendas (2.044 unidades), oferta (17.894 unidades), Valor Global de Venda (R$ 584,7 milhões), Valor Global de Oferta (R$ 5,6 bilhões), lançamentos (1.231 unidades) e no índice Venda Sobre Oferta (10,3%), resultado das 2.044 unidades comercializadas em relação aos 19.938 imóveis ofertados.

“Esta pandemia, entre outros aspectos, mostrou a importância do imóvel para a segurança das famílias, muito além de seu benefício patrimonial e econômico”, apontou Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

Fonte: https://www.euqueroinvestir.com/

Construção Civil: A importância para a economia pós-pandemia

Não há dúvidas sobre o fato de que a pandemia deixará sua marca nos mais diversos setores.

Transformações que já eram previstas por muitos especialistas foram forçadas a acontecer – afinal, era mudar ou mudar, sem mais opções.

Na construção civil, há alguns exemplos interessantes do que acredito ser tendência para o futuro e do que pode ter provocado grandes expectativas agora, mas não devem ter impacto significativo a longo prazo.

O primeiro temor é sobre o fim do aluguel.

Boa parte dos proprietários já observam uma debandada de inquilinos.

Muitas empresas sentiram que seus funcionários se adaptaram bem ao home office e decidiram adotar o trabalho remoto como algo permanente.

Portanto, não faz sentido para elas pagar o caríssimo aluguel de um imóvel bem localizado – ou, pelo menos, não de todo o imóvel.

Uma sala pode suprir as necessidades de espaço, não mais todo o andar de um prédio comercial.

Da mesma forma, muitas pessoas voltaram para a casa dos pais ou se mudaram para apartamentos e casas menores, e com preços mais compatíveis com seus orçamentos, por dificuldades financeiras.

Esta, porém, é apenas uma questão de renovação de mercado.

As pessoas não pararam de comprar carros por causa dos aplicativos de carona. 

Há sempre alguém que vá querer um modelo esportivo, para viajar para a casa na praia, ou um mais compacto, porque mora sozinho e não precisa de tanto espaço.

Maiores ou menores, luxuosos ou mais acessíveis, fato é que este mercado sempre está pronto para atender aos mais diversos tipos de consumidores.

E isso é algo que ainda falta à construção civil.

Grandes centros de construção, que gastam fortunas alugando espaços quilométricos, já começam a optar pela sublocação.

Dividir aquele espaço enorme com um lojista parceiro é uma opção economicamente viável, pois fica mais barato para os dois, e também atende às expectativas dos clientes.

A loja vira um cartão de visitas. Ao invés do home center vender móveis planejados, ele reduz seu preço de aluguel ao sublocar para uma loja de móveis.

Pode ser que, daqui a um tempo, tenhamos um verdadeiro coworking de lojas.

É preciso enxergar o setor como um todo, e isso só é possível a partir de dados e informações. 

Se houve queda no número de compra de imóveis, por outro lado, a quantidade de reformas aumentou. Tudo é uma questão de equilíbrio e de saber analisar a situação e as tendências com um olhar mais analítico.

Boa parte das novidades desse momento vieram para ficar. A construção civil raramente dá um passo em falso – até por isso, ela caminha devagar.

As transformações ainda são feitas de maneira gradual, por mais que a pandemia tenha acelerado esse processo.

O que deve permanecer é a necessidade de atendimentos mais ágeis, como a possibilidade de fazer orçamentos de materiais pela internet e o delivery de materiais, e o relacionamento com o cliente a partir do digital. 

Se era difícil encontrar marcas e lojas de materiais de construção nas redes sociais, hoje esses contatos estão muito mais acessíveis.

A informatização do mercado é algo que sempre defendo.

Afinal, é a partir de dados que são feitos os maiores investimentos.

O proprietário de um imóvel precisa saber quanto se cobra de aluguel em determinada região, assim como é interessante para uma loja de materiais de construção saber que uma construtora está levantando um prédio.

Essa troca enriquece todo o setor, permitindo que a indústria seja mais assertiva em sua produção, o comércio não venda produtos com preço inflacionado e o consumidor pague mais barato.

Por fim, é importante destacar o papel importantíssimo da construção civil como motor da economia.

Por ter uma cadeia enorme de produção que envolve os três setores – indústria, comércio e prestação de serviços – este é um setor que merece ser valorizado.

Por ele, se gera renda para diversas famílias, acelerando o consumo e fortalecendo as vendas.

A construção de conjuntos habitacionais e casas populares, com incentivo do governo, pode ser uma forte alavanca para a retomada econômica pós-pandemia.

Assim, poderemos sair mais fortes como país.

Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/

Por: Wanderson Leite, formado em administração de empresas pelo Mackenzie e fundador das empresas ProAtiva, app de treinamentos corporativos digitais, ASAS VR, startup que leva realidade virtual para as empresas e escolas; e Prospecta Obras, plataforma de relacionamento do segmento de construção civil.

O preço do imóvel vai subir muito no Brasil, diz empresário

Por Isabel Filgueiras, Valor Investe — São Paulo

O preço do imóvel vai subir muito no Brasil, diz empresário
Getty Images

O custo da construção civil fará com que os imóveis no Brasil passem por nova alta de preços, depois de um período de queda. É o que diz o empresário Antonio Setin, que criou a incorporadora Setin, sobre o mercado imobiliário no setor pós-covid-19.

“O preço do imóvel vai subir muito no Brasil. Achei que o custo de obra ia despencar, mas aço, cimento, elevador subiram de preço. E terreno está subindo”, diz em painel virtual sobre imóveis da Expert XP, evento da corretora.

A exceção, pontua, serão os imóveis da linha do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida, que precisam obedecer o teto de financiamento da Caixa Econômica para continuarem sendo financiados. 

Setin diz ainda que, até pouco tempo, os as incorporadoras conseguiam adquirir os terrenos por permuta e, assim, ter um projeto com custo inicial menor. Mas o preço do “solo” está cada vez mais caro.

“Hoje o dono do terreno escolhe comprador. E diferente do que a gente pensava não está mais barato. Está encarecendo”, afirma.

Desde 2017, o mercado imobiliário vem enfrentando desaceleração. Os preços dos imóveis ficaram em média abaixo da inflação. A expectativa vem sendo de recuperação do setor, mas até o momento, ela ainda não aconteceu.

Apesar da crise, o empresário aposta no crescimento do mercado imobiliário, no curto prazo, em razão das taxas de juros estarem no patamar mais baixo da história.

“Se fosse no tempo da (presidente) Dilma Rousseff com uma Selic a 15%, ninguém ia tirar dinheiro de aplicação para colocar no mercado imobiliário, não importa que pandemia tivesse. Mas agora o cenário é outro, com juros baixos”, argumenta.

Outro motivo para o otimismo é o déficit habitacional do país que, segundo ele, mantém viva a demanda por produtos imobiliários.

Para o executivo, apesar de as taxas do financiamento imobiliário terem caído, elas ainda não estão baixas o suficiente e novas modalidades de crédito terão de surgir para fomentar o mercado.

Também participou da conversa Álvaro Coelho da Fonseca, dono da imobiliária Coelho da Fonseca, com mais foco em unidades de alto padrão. Ele afirma que o momento é de valorização de ativos reais e não mais de investimentos que remunerem em juros.

“Brasileiro gosta de imóvel, se sente seguro tendo imóvel. Com uma taxa de juro dessa, uma inflação controlada como a que estamos vivendo, aonde colocar o dinheiro? Se meu dinheiro não vale nada, vou colocar em imóveis ou em ações. É uma valorização dos ativos reais, imóveis ou parte de empresas”, diz.

Tendências

Segundo Setin, apesar de a pandemia ter feito a demanda por imóveis maiores crescer, a tendência vai continuar sendo de construção de unidades pequenas.

Ele justifica que, com custo de terreno cada vez maior, a construção de apartamentos maiores nos centros urbanos ficará mais cara e pode ser inviável para a maioria do público comprador, que são de classes mais baixas.

“É uma tendência termos apartamentos menores e mais inteligentes. A compensação que damos é ter no térreo áreas comuns mais preparadas, mais tecnologia, eliminando custo de mão de obra dos condomínios”, defende.

A explosão do home office, trabalho de casa, também vem transformando as demandas de imóveis.

A partir de agora, os clientes deverão ficar mais atentos a partes técnicas, como projeto de acústica para conseguir trabalhar de casa e talvez um espaço para o escritório.

Para Coelho da Fonseca, a pandemia vai deixar uma marca cultural de se preocupar cada vez mais com a qualidade de vida.

“Essa discussão da qualidade de vida, antes relegada ao segmento de luxo e alta pirâmide, vai chegar mais perto da base da pirâmide. Estamos vendo as pessoas irem morar em casa, sair do apartamento”, afirma.

“Os condomínios de campo e na praia estão bombando, porque ali se encontrou um lugar de respiro, longe dos centros urbanos. Agora não se avalia só o tipo de moradia, mas também entra na equação novas experiências, que é o home office”, completa.

Fonte: https://valorinveste.globo.com/