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Imóveis se tornam opção de investimento em meio ao cenário de incertezas

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Segundo a pesquisa Raio-X FipeZap, o interesse na aquisição de imóveis como forma de ampliar renda apresentou expressivo aumento nos últimos meses

 

Com a taxa básica de juros no menor patamar da história, bancos reduzindo os índices de financiamento imobiliário e os preços dos imóveis caindo, há uma oportunidade de investimento em meio a um cenário de incertezas.

Segundo a pesquisa Raio-X FipeZap, o interesse na aquisição de imóveis como forma de ampliar renda apresentou expressivo aumento nos últimos meses.

O relatório mais recente aponta que 36% dos compradores no terceiro trimestre de 2019 apostaram nos imóveis para investir, número que saltou para 44% no último trimestre do ano passado.

Segundo o Índice FipeZap, nos últimos 12 meses houve estabilidade nos valores em termos nominais.

Porém, comparando esse resultado à inflação prevista de 4,34% para o horizonte de 12 meses (segundo o IPCA), o Índice FipeZap apresenta queda real de 4,13% no período. Ou seja, está mais barato comprar imóveis agora.

Hora para negociar

Também é uma boa hora para negociar. De acordo com a pesquisa Raio-X FipeZap, o percentual de transações com desconto sobre o valor anunciado nos últimos 12 meses foi de 14%.

No fim das contas, muita gente conseguiu um bom negócio na hora de comprar um imóvel.

A atratividade dos imóveis como opção de investimento pode ser explicada, em parte, pela queda da taxa básica de juros e, consequentemente, da rentabilidade de aplicações financeiras mais tradicionais.

Segundo Guilherme Sallum Nahas, diretor da Diálogo Engenharia, empresa com 33 anos de mercado e mais de 11 mil unidades entregues, o cenário é de oportunidade.

“A Selic baixa reflete em uma redução significativa de custo para financiar imóveis. Além disso, a taxa de juros reduzida aumenta a atratividade para o investimento imobiliário em relação a renda fixa. O retorno é maior”, diz Guilherme.

O diretor revela que os estoques das construtoras estão baixos e que isso dá margem para negociação.

“Estamos com o menor nível de estoque da nossa história. A comparação entre o que vendemos e o que entregamos está desigual. O interesse está muito grande”, afirma.

Para aproveitar o momento de oportunidade, a Diálogo Engenharia possui uma linha de financiamento direto com a construtora. Dessa forma, há mais agilidade nos processos e menos burocracia para o fechamento da compra.

Novos lançamentos

A construtora planeja vários lançamentos de médio e alto padrão em São Paulo para este ano, em especial na Zona Leste, mas para quem busca entrega imediata há alguns empreendimentos prontos com unidades disponíveis.

Um deles é Le Quartier, em Santo André. Com 90% dos apartamentos vendidos, o resort urbano no Grande ABC atrai por estar próximo às principais vias de acesso da região, com plantas inteligentes e área de lazer completa.

Outra opção pronta é o Tradição Vila Matilde, localizado em um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, próximo a grandes avenidas, como a Radial Leste, a poucos metros do metrô Vila Matilde.

“É uma boa hora para comprar imóveis. Para driblar esse momento de incertezas por conta do coronavírus nós intensificamos o atendimento online e por WhatsApp. A ideia é que nossos clientes não percam nenhuma oportunidade”, finaliza o executivo.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/

Secovi-SP divulga dados de março do mercado de imóveis residenciais novos

Lançamentos e vendas na capital paulista começaram a ser ligeiramente afetados pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus no final do mês

Em março deste ano, foram comercializadas na cidade de São Paulo 2.683 unidades residenciais novas, conforme apurou a Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário. Com esse resultado, as vendas do mês ficaram 36,0% abaixo das negociações de fevereiro (4.189 unidades) e 13,8% inferiores às de março de 2019 (3.114 unidades).

Entretanto, no acumulado de 12 meses (abril de 2019 a março de 2020), as 51.897 unidades comercializadas representaram um aumento de 66,9% em relação ao período anterior (abril de 2018 a março 2019), quando foram negociadas 31.088 unidades.

Em números de lançamentos, março contabilizou 1.761 unidades residenciais novas, volume 19,4% inferior ao apurado em fevereiro, quando se lançaram 2.184 unidades, e 36,4% abaixo do total de março do ano passado (2.769 unidades). Dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) mostram, ainda, que no acumulado de 12 meses (abril de 2019 a março de 2020), os lançamentos na capital paulista somaram 65.485 unidades, 70,6% acima das 38.394 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior (abril de 2018 a março de 2019).

Os indicadores da Pesquisa Secovi-SP sinalizam, principalmente no volume de lançamentos, um pequeno impacto da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Estandes fechados – O mercado imobiliário da Capital vinha apresentando bom desempenho, até que o prefeito Bruno Covas decretou o fechamento do comércio a partir do dia 20 de março, incluindo os estandes de vendas. Essa medida impactou negativamente os negócios imobiliários e já se notam os reflexos no volume de comercialização de março.

Ainda assim, no acumulado dos três primeiros meses do ano, foram comercializadas 9.585 unidades, uma marca impressionante, na avaliação do economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci. O resultado representa um crescimento de 38,7% em relação ao primeiro trimestre de 2019, quando foram vendidas 6.912 unidades.

“Os lançamentos no primeiro trimestre totalizaram 4.098 unidades, demonstrando que as empresas concentraram seus esforços na comercialização de unidades que estavam em oferta”, observa Petrucci.

Oferta – A capital paulista encerrou o mês de março com a oferta de 34.205 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados ficou 1,8% abaixo da registrada em fevereiro (34.846 unidades) e 63,4% acima do volume apurado em março do ano passado (20.937 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (abril de 2017 a março de 2020).

Econômicos – De acordo com a Pesquisa Secovi-SP, imóveis com faixas de preço enquadradas nos parâmetros do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) totalizaram em março 1.350 unidades vendidas e 700 unidades lançadas. A oferta somou 16.702 unidades disponíveis para venda, com indicador VSO (Vendas Sobre Oferta) de 7,5%.

No segmento de mercado de médio e alto padrão, a pesquisa identificou 1.333 unidades vendidas, 1.061 unidades lançadas, oferta final de 17.503 unidades e VSO de 7,1%.

Compactos – Os imóveis compactos (com menos de 45 m²) e os de 2 dormitórios apresentaram os melhores desempenhos em março. Unidades com essas características, além de geralmente possuírem tíquete mais baixo, também são beneficiadas pela queda da taxa de juros.

No mês, os apartamentos com menos de 45 m² de área útil participaram com 1.947 unidades vendidas e 1.402 unidades lançadas. A pesquisa Secovi-SP registrou a venda de 1.681 unidades de 2 dormitórios e o lançamento de 955 unidades com essa tipologia.

Análise – Os impactos da Covid-19 não atingiram com mais intensidade o setor porque a atividade de construção civil foi enquadrada como essencial no decreto de quarentena, desde que implantadas medidas rígidas de higienização e proteção à saúde dos trabalhadores nos canteiros de obras.

“O momento é de cautela, planejamento e criatividade, não só para vencer a crise, mas também para enfrentar o período pós-pandemia”, afirma Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação Imobiliária e Terrenos Urbanos do Secovi-SP. “A continuidade das obras foi uma decisão importante, pois é que vai permitir que os prejuízos não sejam maiores. No entanto, é fundamental que os empreendedores estejam atentos ao caixa e que busquem alternativas para garantir a sobrevivência de suas empresas e os empregos de seus colaboradores.”

Kallas acredita que, devido à baixa utilização dos terrenos e aos custos exagerados de outorga onerosa, não haverá redução de preços dos imóveis. “Contudo, agora é um dos melhores momentos para se adquirir um apartamento”, recomenda.

Para o presidente do Sindicato, Basilio Jafet, as empresas precisam de crédito mais barato para poderem atravessar este período de crise sanitária. “As linhas de crédito disponibilizadas pelas instituições financeiras privadas têm juros que não são adequados à realidade de hoje, e muitas exigências que inviabilizam o acesso ao financiamento, sobretudo para as micro e pequenas empresas”, acentua, lembrando ser este um dos itens que constam da agenda de reivindicações que vem sendo mantida pelo Secovi-SP.

“É necessário resolver os atuais gargalos e contribuir para que as empresas possam enfrentar e vencer os desafios pós-pandemia, que não serão poucos”, diz. Apesar das incertezas, Jafet ressalta que as mudanças impostas pela pandemia representam um caminho sem volta e certamente irão influenciar positivamente o mercado. “A tecnologia entrou de vez na vida das pessoas, das empresas, nos relacionamentos, nas transações imobiliárias, no fechamento de negócios, na assinatura de contratos, entre muitas outras atividades”, afirma, destacando que este novo cenário representa muitas oportunidades.

Fonte: https://www.segs.com.br/

A segurança que um imóvel traz

Se deseja proteger os seus recursos e garantir ganhos em longo prazo, os imóveis surgem como uma das principais opções para enfrentar os tempos de crise

O surpreendente e veloz efeito das contaminações pelo novo coronavírus pelo mundo causaram impactos por todos os setores.

No mercado de imóveis, houve uma repentina diminuição do número de lançamentos de empreendimentos e obras em preparação entraram em compasso de espera.

Mas, para o investidor, optar pela compra de um imóvel neste momento pode ser uma das melhores opções.

Investir em imóveis

Sem os riscos e a volatilidade da renda variável, esse tipo de ativo combina segurança e capacidade de valorização de longo prazo, prometendo rentabilidade superior à renda fixa, que pode perder para a inflação agora que a taxa de juros Selic está na casa dos 3%.

“Sempre vai existir uma demanda por imóveis. Ele é historicamente um dos investimentos mais estáveis”, diz Cyro Naufel, diretor da consultoria de imóveis Lopes.

“As pessoas vão continuar casando, se separando, mudando de casa e tendo filhos. A demanda é constante.”

Isso tem uma importância maior num país como o Brasil, com suas diversas instabilidades econômicas e políticas, e que ao mesmo tempo conta com enorme déficit habitacional.

São fatores que garantem uma valorização perene aos imóveis, não encontrada em outros ativos financeiros.

Proteção de patrimônio

Segundo o estudo Global Wealth Report de 2019, realizado pelo Credit Suisse, historicamente o investimento em imóvel acabou sendo no País uma das melhores formas de proteção de patrimônio para enfrentar períodos de inflação e de muitas incertezas, como as que marcaram os últimos anos.

O imóvel é um investimento tangível que mantém o seu valor, mesmo em crises mais agudas.

Até por isso, o setor acredita que mais investidores vão se dirigir a essas escolhas no momento.

Alguns fatores incentivam essa tendência.

Por exemplo, a proteção contra a inflação continua sendo importante, mesmo em períodos de aumento de preços menores do que no passado.

E esse investimento traz isso. As parcelas pagas pelo comprador do imóvel é corrigida pelo INCC, o índice nacional de custo de construção do mercado.

Já quem opta por alugar o seu imóvel pode ganhar em torno de 0,5% ou 0,6% ao mês, ao mesmo tempo que os valores são ajustados pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado).

Isso garante um rendimento protegido da inflação e que pode ficar em torno dos 6% ou 7% ao ano.

Trata-se de um ganho importante em comparação com os fundos e títulos vinculados à Selic, que correm o risco de renderem abaixo do aumento da inflação, neste ano.

“Além de tudo isso, o imóvel é uma opção de diversificação para a carteira”, lembra Naufel.

Compras virtuais

Quem pensa que será preciso aguardar o momento de distanciamento social passar para buscar o seu imóvel, está bem enganado.

Mesmo sem poder prever a chegada de um momento como o atual, empresas como a Lopes se prepararam para a digitalização das ofertas. Em 2019, a companhia – que faz a intermediação tanto em lançamentos quanto em revendas de imóveis, além de promover financiamentos – realizou uma oferta de ações na bolsa de valores.

O objetivo principal era captar recursos para investir em sua digitalização.

Ela, então, preparou nos últimos tempos tours virtuais, filmou decorados, criou chats online e contratos assinados digitalmente, tudo para facilitar a interação à distância entre o corretor e o cliente.

Agora, a Lopes está pronta para um momento tão desafiador.

Ela oferece um showroom virtual que permite aos interessados visualizar de forma muito realística as dimensões e decorações de cada cômodo de cada projeto, numa estrutura 3D.

O corretor apresenta, numa sala virtual, os imóveis sem o interessado pela compra nem precisar sair de sua casa.

A tecnologia tornou a experiência digital bastante agradável.

Isso tudo pode facilitar a decisão de compra dos clientes que estão buscando imóveis. “Antes da crise, o mercado vinha de seis anos de demanda reprimida, e no ano passado a Lopes cresceu 40%, porque nos preparamos para a retomada”, afirma Mirella Parpinelli, diretora da empresa.

“Temos ainda uma demanda grande, de um mercado que não foi atendido nos últimos anos. Por isso, acredito que as vendas voltarão rapidamente nos próximos meses.”

Essa análise é corroborada por pesquisa da Brain Inteligência Corporativa, que identificou que 45% das pessoas que tinham intenção de visitar imóveis no período anterior à chegada do coronavírus no Brasil desistiram desses planos momentaneamente por conta do isolamento social.

Mas, ainda assim, a maioria deles, 55%, continua desejando fechar negócios.

Por isso, iniciativas como os showrooms digitais da Lopes possuem apelo.

Segundo o Sindicato dos Corretores Imobiliários, o movimento nos plantões digitais aumentou muito, e foi 50% maior do que o normal para o período do ano.

Momento certo

Crises também podem ser oportunidades.

Para o investidor, boas opções de compras surgem em momentos como o atual, em que proprietários e incorporadoras estão colocando imóveis à venda com condições especiais.

A taxa Selic mais baixa também facilita tomar crédito de forma menos custosa.

Desde o início da crise, a Caixa Econômica Federal tem promovido diversas medidas para diminuir o impacto da epidemia no setor imobiliário.

Ela já anunciou R$ 154 bilhões em ajuda para bancar a atividade desse mercado e em linhas de crédito para financiar construções. Houve também redução de taxas de juros.

Além disso, pessoas e empresas poderão adiar parcelas de financiamento por três meses e antecipar recebimento de recursos.

Todos esses fatores fazem do imóvel um investimento – desde que feito com a segurança da fonte de renda garantida para os próximos anos – dos mais confiáveis e de grande oportunidade para o momento.

Fonte: www.infomoney.com.br

Coronavírus veio para quebrar paradigmas na construção civil

Presença de drones no canteiro de obras prova que a construção digital já é realidade

Grupo de experientes engenheiros civis entende que pandemia vai acelerar uso da tecnologia nas obras

Antes da chegada da pandemia de Coronavírus, a construção civil já estava no caminho de implantações tecnológicas nos canteiros de obras. Agora, esse processo tende a acelerar. Jorge Batlouni Neto, vice-presidente de tecnologia do SindusCon-SP, ressalta mudanças que já vinham ocorrendo lentamente. O engenheiro civil lembra que há 30 anos, se faltasse energia elétrica no local da obra, ela continuava a operar. Hoje, isso é impossível. “A quantidade de equipamentos elétricos e eletrônicos na construção, e de kits prontos, aumentou exponencialmente. São sinais da chegada da tecnologia no nosso setor”, diz. 

Na opinião de Batlouni Neto, a pós-pandemia não vai alavancar apenas o uso da tecnologia no canteiro de obras, mas da industrialização também. “Tudo o que puder ser feito fora do canteiro de obras será feito. Esse caminho não tem volta”, afirma. A avaliação é apoiada pelo empresário da construção, Joe Yaqub Khzouz, que vai além. “Entendo que as empresas do setor serão cada vez mais digitais. Internet das Coisas, Realidade Aumentada, Inteligência Artificial e BIM são ferramentas das quais a construção civil não poderá mais se dissociar. Hoje, drones mapeiam o solo, controlam a produtividade no canteiro por manchas de calor e, conectados ao BIM, checam a correta execução do projeto. A construção digital já é realidade”, completa.

Para Joe Yaqub Khzouz, a industrialização também será uma tendência na pós-pandemia. “Já vínhamos adotando algumas inovações, como as fachadas prontas, e a tendência é aumentar. Agora, depois que isso tudo passar, a construção civil tem uma prioridade: conseguir do governo novas políticas tributárias para acelerar a industrialização no canteiro”, destaca. O também empresário do setor, Hugo Marques Rosa, avaliza a opinião. “Temos que deixar de ser construtores para nos tornarmos montadores. Precisamos de sistemas que sejam entregues prontos no local da obra, e a gente apenas monte”, reforça.

Construção 4.0 não gera desemprego, mas altera o perfil de quem trabalha no setor

Da mesma forma, Hugo Marques Rosa lembra que o Brasil não precisa “inventar a roda” para incorporar de vez a tecnologia nas obras. Segundo ele, basta fazer o que os principais países do mundo estão fazendo, ou seja, transformando os canteiros em linhas de montagem. Também participando do debate, Milton Meyer Filho cita que, ao contrário do que se possa imaginar, a construção 4.0 não gera desemprego, mas altera o perfil de quem trabalha no setor, trazendo mais segurança e melhorando a saúde dos operários. “É como a situação que estamos vivendo agora. Em um primeiro momento assusta, mas depois vem a adaptação”, comenta.

Reunidos em uma webinar, os engenheiros civis e proprietários de construtoras em São Paulo-SP concordam unanimemente com a tese de que a construção civil terá novos desafios na pós-pandemia. “Temos que nos preparar para esse novo mundo que iremos viver”, avalia Hugo Marques Rosa. “Estamos vivendo um período também de aprendizado, cujas lições ficarão para sempre”, complementa Milton Meyer Filho. Por fim, Joe Yaqub Khzouz entende que o setor continuará dando sua contribuição ao país, fazendo o que melhor sabe: trabalhar sério e arduamente. “É isso que nos dá confiança”, encerra. 

Assista ao webinar “Os desafios na execução de obras em tempos de Coronavírus” (cadastre-se para acessar)

Entrevistados
Reportagem com base no webinar “Os desafios na execução de obras em tempos de Coronavírus”, promovido pela AECweb, e com participação dos engenheiros civis Hugo Marques Rosa, fundador e CEO da Método Engenharia; Joe Yaqub Khzouz, fundador e CEO da BKO; Milton Meyer Filho, sócio e vice-presidente da MPD Engenharia, e Jorge Batlouni Neto, fundador e superintendente da Tecnum Construtora e vice-presidente de tecnologia do SindusCon-SP

Contato
contato@email.aecweb.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Casas maiores, escritórios menores: pandemia revoluciona mercado imobiliário

Cerca de 35% das empresas venderam em negociações durante a pandemia, mostra pesquisa de mercado

SÃO PAULO – O mercado imobiliário foi impactado pela pandemia de coronavírus, mas o tom entre os especialistas é otimista em relação aos efeitos que a crise pode trazer. 

Entre as mudanças mais significativas, está um processo reverso ao que vinha sendo observando: “se antes a tendência era a diminuição de espaços e de vivência em espaços compartilhados, a pandemia exige o oposto: espaços maiores e mais confortáveis, já que as pessoas passam muito mais tempo dentro de suas respectivas casas e estão sentindo falta de uma varanda, de um escritório bem estruturado e vão querer mudar”, afirmou Fábio Tadeu Araújo, sócio Dirigente da Brain Inteligência Estratégica, durante a live mediada pelo professor do InfoMoney, Ricardo Reis, nesta segunda-feira. 

Também participaram Giancarlo Nicastro, CEO da Siila Brasil, Fernando Didziakas, Sócio da Buildings, Thomaz Assumpção, da Urban Systems, Fábio Tadeu Araújo, sócio Dirigente da Brain & Guilherme Werner, Marcus Araujo, CEO e Fundador da Datastore, Cristiano Rabelo, CEO da Prospecta Inteligência Imobiliária e Danilo Igliori, economista chefe do Grupo ZAP e Chairman da DataZAP – Inteligência Imobiliária. Assista à mesa redonda completa no vídeo acima.

Segundo Fábio Tadeu Araújo, é preciso se atentar às tendências demográficas a partir de agora. “As grandes cidades do Brasil já possuem, em sua maioria, famílias de no máximo três pessoas. O futuro do mercado imobiliário vai ser se adaptar à relação entre compartilhamento e redução espaços e viver em ambientes maiores e de mais qualidade”, afirma.

Home office

Fernando Didziakas, Sócio da Buildings, que monitora principalmente escritórios corporativos, afirma que, segundo uma pesquisa da empresa, 80% das empresas de SP acreditam que a partir de agora terão escritórios menores. “E isso é um processo: casas maiores, escritórios menores. Vamos observar uma redução da metragem da empresa e uma melhora na qualidade do home office, que vem funcionando”, diz.

Thomaz Assumpção, da Urban Systems, também acredita que a mudança de comportamento terá forte impacto no mercado imobiliário.

“Tudo vai mudar e vamos viver de forma mais integrada e buscando mais qualidade, o valor das coisas vão aflorar e isso vai trazer significado. Por isso, nosso olhar para a cidades tem sido no desenvolvendo bairros planejados, cujos produtos são sistêmicos e complementares e incluem varejo, hotelaria, residencial, escritórios, vários segmentos. Produtos de nicho vão surgir, vamos diminuir a mobilidade urbana e isso vai trazer uma nova logística mais fragmentada. Temos que monitorar o processo do novo ciclo [do mercado imobiliário].

Uma pesquisa conduzida pela Brain Inteligência e mais parceiros, mostra que 56% das empresas de incorporação venderam durante a crise. “Desse total, 60% foram vendas derivadas de uma negociação iniciada durante a pandemia. Ou seja, podemos dizer que cerca de 35% das empresas venderam em negociações durante a pandemia, o que indica que com certeza existe venda neste momento”, afirma Araújo.

Segundo ele, isso é reflexo da preparação das empresas, já que o mercado imobiliário vinha se recuperando da crise de 2014. “As empresas estão mais preparadas para vender digitalmente e contatar digitalmente, se essa pandemia tivesse acontecido quatro, cinco anos atrás o impacto teria sido muito maior. Muitas empresas estão avançando para oferecer a jornada de compra do imóvel 100% online”.

Guilherme Werner, sócio da Brain Inteligência Estratégica, informa que, paralelamente, uma pesquisa mensal com 600 consumidores feita em abril mostra que 20% deles têm a intenção de compra de um imóvel novo.

“É natural que diante do cenário que vivemos que essa intenção seja postergada, mas também o encolhimento não denota um pânico, apenas um receio prudente”, diz.

Ainda, nessa mesma pesquisa, na edição de março, 1% dos entrevistados tinha acelerado a compra de um imóvel por conta da pandemia. Em abril, o número subiu para 5%. Para Verner, os motivadores são de necessidade e não desejo, mas já é um sinal positivo.

Recuperação do setor

Sobre a recuperação de fato do setor, ainda há um caminho a ser percorrido. Segundo Cristiano Rabelo, CEO da Prospecta Inteligência Imobiliária, é difícil prever algo em um cenário como o que estamos passando e acredita em uma recuperação de médio prazo com a ajuda da internet.

“Hoje, não chegamos nem perto dos números da gripe espanhola, por exemplo, mas temos um fator a mais: a tecnologia. Ela tem capacidade de propagação de incerteza muito grande, ao mesmo tempo que tem a capacidade de reestruturação muito maior. Ou seja, o ponto de retomada pós pandemia vai acontecer embora no médio prazo no setor. A depender, claro, das regiões que sofreram mais com a crise. O mercado imobiliário deve ser analisado de maneira local, microrregião por microrregião”, diz.

Segundo ele, empreendimentos de baixo padrão, por exemplo, têm tendência à inadimplência pela perda da capacidade de compra de muitos brasileiros de baixa renda,” mas o reflexo é pontual. “As cidades diversificadas economicamente não se veem um aumento de inadimplência brusco, enquanto regiões que vivem de indústrias e comércio são severamente mais afetadas”, explica Rabelo.

Danilo Igliori, economista chefe do Grupo ZAP, afirma que analisa o momento sob três perspectivas: choque, transição e o novo ciclo. “Hoje estamos no choque e vai durar enquanto não tivermos controle da economia e enquanto não tivermos o tamanho do custo de econômico para lidar com a crise. A principal característica do choque é a enorme contração da demanda junto com a contração da oferta”, diz.

E explica: “o choque negativo na demanda contrai a quantidade de transações e também contrai os preços, enquanto o choque negativo na oferta contrai as transações também, mas faz o preço subir. Somados, o resultado inequívoco é o de diminuição de transações [compra e venda de imóveis], mas o preço fica relativamente fixo, porque um anula o outro. É o que estamos vendo, preço não teve muita alteração. E agora só o essencial importa e qualquer decisão que pode ser postergada assim será”, afirma.

Shoppings: hubs de distribuição

Giancarlo Nicastro, CEO da Siila Brasil, afirma que o setor vem enfrentando muitas dificuldades. “Mesmo com cerca de 70 reabertos no Brasil, nem todos com todas as lojas abertas, a ocupação representa 20% a 30% do que os shoppings costumavam ter. Além disso, as áreas de entretenimento serão as últimas a serem liberadas, incluindo vallet, cinema, e praça de alimentação. É um segmento que precisará se reinventar”, afirma.

Para ele a solução de curto prazo com o objetivo de sobreviver será a transformação dos shoppings em hubs de consumo. “Os shoppings se adaptam facilmente e uma das saídas é virar o chamado ‘last mile’, que serve como alternativa do ‘self storage’. Passar a ser um distribuidor em microrregiões. Os shoppings têm espaço e localização, então, se tirar as pessoas de dentro, continua tendo espaço e distribui de forma mais rápida. Vai ser a saída para a sobrevivência”, afirma.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/

Obras sustentáveis: o uso de tubos de papelão na construção civil

O avanço contínuo da tecnologia ocorre devido, principalmente, à demanda de satisfazer as necessidades de consumo da sociedade atual. No entanto, tal feito tem aumentado consideravelmente a exploração inadequada dos recursos naturais e a quantidade de resíduos existentes no meio ambiente. Nesse contexto, as ações humanas têm gerado grandes impactos ambientais que põem em risco tanto o meio ambiente quanto as gerações futuras.

Ao mesmo tempo, a crescente desigualdade social vem acentuando os problemas relacionados ao déficit habitacional. Boa parcela da sociedade com menor poder aquisitivo não possui pleno acesso à recursos básicos de infraestrutura, educação, saúde, segurança, entre outros serviços essenciais, e a causa disso está diretamente relacionada ao fato dessas pessoas habitarem moradias precárias ou não possuírem uma moradia.

Essas realidades mobilizam os diferentes setores da sociedade a buscarem caminhos alternativos para que, gradualmente, tais problemáticas sejam solucionadas.

Na indústria da construção, o uso do papel vem crescendo, aos poucos, devido a sua capacidade de ser reciclável, suas propriedades mecânicas para suportar cargas estruturais e sua acessibilidade – o Brasil produziu cerca de 15,8 milhões de toneladas de papel em 2018, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). Assim, uma alternativa sustentável para substituir alguns dos materiais convencionais de construção, que, em geral, produzem muitos resíduos e não atendem as necessidades de baixo custo da população de classe pobre, é a utilização de tubos de papelão, os quais podem ter uma função estrutural dentro da edificação.

O arquiteto Shigeru Ban foi o pioneiro na utilização de tubos de papelão como estrutura de suas obras. Apesar de, desde 1950, o papelão já ser largamente utilizado como molde para colunas de concreto, Ban buscou novas formas de aplicação desse material em suas estruturas arquitetônicas. Em 1989, após estudos sobre a resistência dos tubos de papelão, o arquiteto utilizou, pela primeira vez, esse material com função estrutural em um caramanchão. Depois disso, Ban aplicou a estrutura em várias outras construções como abrigos, escolas, catedrais, etc.

Além do caráter sustentável, o interesse pelo papelão surge também devido ao fácil manuseio na montagem e desmontagem da estrutura, uma vez que é um sistema composto por encaixes e vínculos e não necessita de mão de obra especializada. Ademais, é válido ressaltar que, por ser um material de baixa densidade, não necessita de fundações muito profundas, o que favorece os aspectos de custo e tempo de obra.

No Brasil, o papelão não é utilizado como elemento estrutural ou de vedação, existindo poucas normas referentes a esse material no acervo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os tubos de papelão são mais usado na construção civil como fôrmas para concretagem, sendo um modelo prático e leve, necessitando de pouco tempo e mão de obra para a sua utilização, aumentando com isso a produtividade da obra em questão.

Seguem alguns exemplos de construções que utilizam tubos de papelão como elemento estrutural:

Catedral temporária da cidade de Christchurch, Nova Zelândia, 2014:

Fonte: Prêmio Pritzker 2014: Novas fotos da Catedral de Papelão de Shigeru Ban na Nova Zelândia – ArchDaily Brasil.1
Fonte: Prêmio Pritzker 2014: Novas fotos da Catedral de Papelão de Shigeru Ban na Nova Zelândia – ArchDaily Brasil.2

Domus de papel, Japão, 1998:

Fonte: Tubos de Papelão: Arquitetura e Design – Slide Serve.³

Escola temporária em Hualin, China, 2008:

Fonte: Os projetos humanitários de Shigeru Ban – ArchDaily Brasil.4

Pavilhão da Copa do Mundo na Embaixada do Brasil em Tóquio, Japão, 2014:

Fonte: Shigeru Ban usa papelão no projeto do pavilhão da Copa em Tóquio – SustentArqui.5

Assim, apesar dos tubos de papelão ainda estarem em estado de teste, é possível dizer que esse material já pode ser utilizado em pequenas construções e em obras temporárias, como a escola primária de Hualin, na China, onde ocorreu um terremoto em 2008 que destruiu boa parte das construções da cidade. Com a regularização do uso dos tubos, o acesso à moradia digna para aqueles que não a possuem será facilitado, uma vez que o material é de baixo custo, acessível e de simples manuseio. Além disso, é composto de material reciclado, o que contribui para a redução na emissão de gases do efeito estufa, sendo uma alternativa sustentável na construção civil.

Fonte: https://civilizacaoengenheira.wordpress.com/

Por: Alana Maria Prado e Carolina de Souza Lopes

Empresa lança primeira rodada de meeting imobiliário online multimarcas

YMK irá reunir várias incorporadoras para apresentação de imóveis de 12 a 15 de maio

A residência nunca foi tão valorizada quanto nas últimas semanas. Com as medidas de isolamento social, pessoas de todas as classes sociais encontraram no lar o seu verdadeiro porto seguro. Não por acaso, muitas se questionam sobre a necessidade de um imóvel mais espaçoso, confortável e com um local adequado para a realização de home office, que deve se tornar novas proporções depois da pandemia. Após a freada busca a retomada deve incluir inclusive novos clientes, e opções não faltam. A fim de reunir as melhores oportunidades do mercado, o Grupo YMK, holding com unidades de negócios dedicadas à venda de imóveis, crédito e investimentos imobiliários, irá realizar a primeira rodada de meeting imobiliário online multimarcas. Os encontros acontecem de 12 a 15 de maio.

Ao todo, serão nove incorporadoras e construtoras participantes, ao longo da semana. Tudo será transmitido pelo canal do Grupo YMK no Youtube. Serão dois meetings por dia, o primeiro às 10h30 e o segundo às 16h. Uma empresa pela manhã e outra à tarde. Cada meeting durará em torno de 1h30. “O Grupo YMK apresentará a construtora, que assumirá a palavra e apresentará seus produtos, lançamentos, oportunidades, diferenciais. Ao final, abriremos para um bate papo virtual, onde corretores, profissionais e clientes poderão fazer perguntas por chat”, explica Daniel Magalhães, CEO do Grupo YMK. A expectativa é atingir amplamente os profissionais do mercado imobiliário, clientes e investidores.

Os meetings já são tradicionais no mercado imobiliário. Cada construtora organiza seu próprio evento, normalmente em um hotel, para apresentar seus produtos, lançamentos e perspectivas de mercado. Com a pandemia, o processo de digitalização se intensificou. “O diferencial da proposta da YMK é não apenas trazer o meeting para o ambiente digital, mas principalmente reunir várias empresas em um mesmo evento, promovendo uma experiência multimarca para o público”. Corretores de imóveis, profissionais da indústria da construção civil, compradores de imóveis, investidores imobiliários e outros interessados poderão acompanhar todas as novidades das marcas sem sair de casa.

Apenas imóveis novos, entre lançamentos e estoques (prontos ou em construção), serão apresentados. O objetivo da rodada de meeting é preparar melhor o corretor de imóveis para, conhecendo melhor os produtos e diferenciais, poder vender mais e melhor. “No entanto, como estaremos na internet, não há impedimento do cliente final participar também, ou mesmo, o corretor, levar “online” um cliente dele para ouvir diretamente a construtora e comprar com ele”, esclarece Magalhães.

As expectativas são altas. Mesmo a pandemia tendo adiado os planos de compras de muitos clientes até o cenário econômico diminuir as incertezas, muitos investidores profissionais entendem que crise é sinônimo de oportunidade e estão saindo às compras. “O mercado imobiliário continua sendo um investimento seguro e que, em muitos cenários, alia segurança a altas rentabilidades, principalmente em tempos de juros baixos. Sendo assim, acreditamos que em pouco tempo retomaremos ao incrível crescimento que estávamos, já que muita gente irá preferir concentrar investimentos em ativos imóveis”, finaliza.

Serviço:

1ª Rodada Meeting Online Multimarcas do Mercado Imobiliário
De 12 a 15 de maio | Horários: 10h30 e 16h00
Inscrições: https://bit.ly/3b9hjY3

Fonte: https://www.segs.com.br/

QR Code: nunca a construção civil precisou tanto dele

Braçadeira com QR Code identifica em que setor o trabalhador atua e se está em condições plenas de desempenhar suas funções. Crédito: Banco de Imagens

Tecnologia permite verificar se colaborador segue protocolos de segurança e de saúde, e se requer treinamento

QR Code (Quick Response Code), ou código de resposta rápida, surge como o novo parceiro da construção civil em tempos de Coronavírus. A tecnologia se torna essencial, principalmente nos canteiros de obras. Com ela, é possível verificar quando o colaborador precisa de treinamento e se ele está seguindo os protocolos de segurança e de saúde no local de trabalho. 

“Esta é realmente uma solução inovadora para garantir que a equipe seja treinada e certificada adequadamente para as funções que desempenha em um canteiro. Basta escanear a etiqueta de QR Code no capacete ou na roupa do trabalhador para saber qual função ele executa na obra, se está apto e se seus testes de saúde estão em dia”, diz a desenvolvedora de sistemas Sarah Persad.

A especialista britânica fala de uma tecnologia que recentemente tornou-se imprescindível em outros países, por causa da pandemia de Coronavírus. Com o distanciamento social, a ferramenta possibilita fazer uma série de checagens dos trabalhadores sem que haja contato físico. Além do Reino Unido, China, União Europeia, Índia, países árabes, Austrália, Estados Unidos e Canadá também intensificaram seu uso na construção civil. 

Um exemplo australiano mostra bem a eficácia do QR Code. A Master Builders Association of Victoria (Associação de construtores-mestres de Vitória) fez parceria com as construtoras locais e espalhou etiquetas inteligentes nos canteiros de obras.  Quando o trabalhador decifra o código com seu smartphone tem acesso a vídeos educativos sobre como se proteger da Covid-19.

Ferramenta também é útil para compartilhar projetos no canteiro de obras

Mas não é apenas pela questão sanitária e de segurança que o QR Code prolifera nos canteiros de obras. A ferramenta também é útil para compartilhar projetos. Através dos códigos espalhados pela construção, todos os que atuam no empreendimento podem saber se houve alterações nas plantas. Isso repele eventuais erros e evita o retrabalho, o que dá ganho de produtividade para a obra. 

Além disso, o QR Code revela-se igualmente útil para disseminar manuais de instrução, para controlar o uso de equipamentos e para delimitar áreas de atuação dos operários. A aplicação da ferramenta se mostra tão positiva que desde 2011 o código de construção da cidade de Nova York-EUA só libera licenças para a execução de projetos se houver QR Code nos canteiros de obras e nos EPIs dos trabalhadores.  

No Brasil, a construtech ConstruCODE desenvolveu app que realiza a conversão automática de projetos em QR Code. O CEO da startup, o engenheiro civil Diego Mendes, explica que, entre as vantagens do aplicativo, está a de mitigar dúvidas construtivas e comunicar alterações de projeto de forma dinâmica. “Quando a obra é concebida dentro da ferramenta BIM, as alterações são transmitidas ao canteiro em tempo real”, diz. 

Outra aplicação do QR Code é que ele permite que o comprador de um imóvel na planta tenha acesso ao andamento da obra. A construtora disponibiliza um código que abre imagens filmadas por drones no smartphone ou no computador do cliente. A ferramenta ainda possibilita ações de marketing do empreendimento.

Entrevistado
Reportagem com base em levantamento do site britânico The Construction Index e do desenvolvedor ConstruCODE

Contato
editor@theconstructionindex.co.uk
news@theconstructionindex.co.uk
contato@construcode.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

REUNIÃO: Coalizão Indústria com o presidente Jair Bolsonaro

Bolsonaro assinou um decreto que classifica a construção civil como mais um serviço essencial ao país

 
 

A Coalizão Indústria, integrada por 15 entidades do setor, esteve reunida nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, em Brasília, com o presidente Jair Bolsonaro para apresentar a situação das diferentes atividades produtivas em função da crise da Covid-19, assim como as ações que estão sendo empreendidas pela indústria nacional no enfrentamento dessa situação, além das preocupações em relação à vulnerabilidade externa atual do Brasil.

Foram discutidas também as perspectivas para a retomada das atividades após a crise ser vencida, com foco em construção civil, infraestrutura e edificações, exportações e valorização do produto nacional. Outro ponto apresentado durante o encontro foi o trabalho conduzido pelo governo federal quantificando o Custo Brasil e suas variadas facetas – o estudo relaciona as despesas geradas por entraves brasileiros com países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto; da Economia, Paulo Guedes; da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos; da Justiça e Segurança Pública, Andre Mendonça; da Infraestrutura, Tarcisio de Oliveira, e o secretário e o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa. 

Em seguida, os representantes da Coalizão Indústria participaram de reunião, a convite do presidente Bolsonaro, entre ele e seus ministros de governo, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, a quem foram apresentadas as preocupações do setor industrial com a retomada das atividades e a manutenção dos empregos. A segunda agenda se deu na sede do STF.

A Coalizão Indústria foi organizada antes das eleições presidenciais de 2018 para discutir os assuntos relevantes a indústria nacional. Ela reúne representantes de quinze setores produtivos, que juntos equivalem a 45% do Produto Interno Bruto da indústria brasileira (R$ 485 bilhões); 65% das exportações manufatureiras (R$ 167 bilhões); 30 milhões de empregos diretos e indiretos; e contribuem com R$ 250 bilhões em pagamento de impostos.

Ainda hoje, Bolsonaro assinou um decreto que classifica a construção civil como mais um serviço essencial ao país. A medida facilita a continuidade de obras desde que respeitados os cuidados para prevenir a transmissão da Covid-19. “A partir de agora não tem mais problema para que o pessoal possa trabalhar nessa área, obviamente respeitando algumas determinações do Ministério da Saúde”, afirmou Bolsonaro.

Integram a coalizão:

Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA);
Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (ABRINQ).
Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (ABICALÇADOS);
Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (INTERFARMA);
Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB);
Associação Brasileira Indústria Elétrica Eletrônica (ABINEE);
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ);
Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST);
Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM);
Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT);
Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP);
Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (ELETROS);
Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC);
Instituto Aço Brasil;
Grupo FarmaBrasil (FARMABRASIL).

Com a Agência CBIC

Fonte: https://www.ultimoinstante.com.br/

Mercado imobiliário: Um negócio de confiança

“Quem compra terra não erra” e “tijolo não enferruja” são algumas das várias frases que se ouve quando o assunto é investimento em produtos imobiliários, sejam eles lotes, casas, apartamentos ou, mais recentemente, fundos imobiliários. E isso se justifica por inúmeras razões, uma delas é a materialidade do bem, ou seja, é o fato do imóvel ser algo físico, com a possibilidade de se ver e tocar, o que representa uma segurança para o comprador ou investidor.

Porém, existem outros fatores que fazem o mercado imobiliário – e seus produtos – um negócio confiável. Todos nós necessitamos de um local para morar, um local para trabalhar, para fazer as compras do mês, banco, academia, clube do bairro, etc. Em todas as atividades da nossa vida, há sempre um imóvel envolvido.

Segundo números do IBGE, existe um déficit habitacional no Brasil de 5,5 milhões de residências. Esse fato, somado ao aumento populacional, gera um aumento consistente na busca por imóveis. O efeito desse aumento da procura é uma valorização dos imóveis existentes, pois as empresas do setor não têm capacidade de produção para atender toda a demanda.

Além disso, a crise provocada pelo novo coronavírus acaba por promover cenários de oportunidades para aqueles que desejam adquirir um ativo imobiliário. Aumento do crédito para financiamento e diminuição ou congelamento das taxas de juros são algumas das medidas à disposição dos investidores.

Reflexo disso é o resultado do Índice de Confiança da Construção, da Fundação Getúlio Vargas, que aponta que a média de confiabilidade no mercado imobiliário no primeiro trimestre de 2020 é maior do que a média do quarto trimestre de 2019. Em outras palavras, mesmo com o alastramento da Covid-19, a confiança e a procura por ativos sólidos e confiáveis aumentaram em relação ao período em que a pandemia nem ao menos existia.

Esses dados confirmam o que a história já comprovou: o mercado imobiliário é estável e resistente às crises e, apesar delas, consegue se mostrar confiável ao ponto de se reafirmar o ditado de que quem investe nele não erra.

Fonte: https://diariodegoias.com.br/

Márcio Moraes é Advogado especialista em Direito Público pela UCAM/RJ. Membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico da OAB-GO, coordenador do Fórum Permanente dos Advogados do SECOVI/GO e assessor jurídico da Associação dos Desenvolvedores Urbanos do Estado de Goiás e da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás – ADEMI Professor de Pós-graduação e palestrante.