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COVID-19: Home Office se torna o modelo de trabalho mais utilizado. Como conciliar com a vida familiar?

Em estado de quarentena, o trabalho passa a ser Home Office, deixando assim pais e filhos mais próximos, mas como conciliar com a vida familiar?

Após a Organização Mundial de Saúde decretar pandemia devido ao novo coronavírus (COVID-19), a orientação que foi divulgada é de que a população evite sair de casa e encarar aglomerações. Em diversos estados do país, governadores decretaram quarentena por duas semanas para evitar a proliferação dos vírus.

Devido aos decretos realizados, muitas empresas, comércios e até instituições educacionais tiveram que suspender suas atividades presenciais. Para não ficarem no prejuízo, empresários optaram pelo adiantamento das férias coletivas de seus funcionários e outras pelo modelo de Home Office, no qual o empregado realiza a sua carga horária normalmente, só que em sua casa.

Muitas escolas tiveram que fechar suas portas por tempo indeterminado, fazendo assim, com que pais e filhos fiquem em isolamento social. Agora muitos trabalhadores possuem o desafio de conciliar o trabalho com os cuidados com a família.

Para Flávio Thenorio, Presidente da Arena Baby – rede de franquia de brechó infantil, para ter uma rotina de trabalho organizada em casa é importante elaborar uma programação para começar as atividades, para que assim, consiga realizar todas as pendências e não ficar sobrecarregado. “Tomo um belo café da manhã para iniciar as atividades, depois procuro elencar quais são as prioridades e fazer uma agenda para ter maior eficiência. Os principais desafios com o Home Office no período de quarentena é o fato de estarem todos em casa, pois é inevitável a interação com todos”, comenta

Já para Marco Giroto, Fundador da SuperGeeks, primeira e maior escola de Programação e Robótica (Ciência da Computação) para crianças e adolescentes do Brasil, para o trabalho nessa modalidade ser bem executado, ele necessita que a pessoa tenha muita disciplina e acesso a um ambiente calmo, que comporte o modelo de trabalho. “O ideal é ter um lugar exclusivo para o Home Office, de preferência um escritório dentro de casa, se isso não for possível, criar um espaço compartilhado, mas que não seja perto de lugares com muita passagem de pessoas ou perto de distrações”, comenta Marco.

A Analista de Marketing da Seguralta, rede de corretora de seguros, Daniele Carareto, conta que o seu ambiente para o Home Office está sendo bem setorizado e organizado. “Anoto tudo que preciso fazer, faço listas e divido as minhas tarefas em categorias. Só inicio uma nova tarefa quando termino de fazer a anterior, já que executar mais de uma tarefa ao mesmo tempo, dá a sensação de que nada será finalizado”, comenta sobre como realiza a sua organização para o trabalho.

Para a empresária Julie Ane Guimarães Ferreira, Diretora de Novos Negócios da Neo Delivery, franquia de aplicativo de entrega via moto frete, o Home Office se tornou um desafio, já que possui uma criança pequena em casa. Ela fala sobre como a rotina da família mudou drasticamente com os decretos de quarentena. “Enquanto realizamos reuniões (videoconferências), tocamos e-mails, alternamos com brincadeiras, troca de fraldas e fazemos a sua alimentação, tudo isso, sem perder o foco do trabalho e o crescimento da nossa filha”, afirma Julie Ane.

O empreendedor Mario Gasperini, CEO da Primicia, empresa de varejo no setor de artigos de turismo, que tem duas crianças pequenas em casa, fala sobre como é a conciliação do Home Office com a educação das crianças nesse período de quarentena. “Dividimos as tarefas domésticas, inclusive atribuindo a elas tarefas mais fáceis de serem realizadas. Reservamos um horário fixo destinado para os estudos e para as participações das vídeo aulas do colégio. Desse modo, elas compreendem que enquanto trabalhamos, elas têm o momento delas, respeitando o nosso trabalho”, comenta Mario.

Para Eder Oliveira, Diretor de Expansão da MTCred, rede de serviços de crédito, o Home Office em tempos de quarentena é um grande desafio para todos aqueles que possuem filhos pequenos em casa e temos que fazê-los compreender que neste momento os pais estão ocupados trabalhando, mesmo estando em casa. “Para os pais que possuem filhos com idade de entendimento, esse momento sem dúvida é uma grande oportunidade de demonstrar o valor do trabalho, da disciplina e da dedicação e principalmente ter amor pelo que faz”.

Rafael Matos, Sócio Fundador do N1 Chicken, rede de franquia de delivery de frango frito, informou que liberou todos os colaboradores de sua franqueadora para trabalhem em Home Office, mas antes forneceu um treinamento para que todos estivessem aptos a essa modalidade de trabalho. “O conceito de Home Office ainda é muito novo para nós brasileiros, mesmo sendo praticado por muitas empresas. Existe ainda questões a serem exploradas para manter e aumentar a produtividade da modalidade, como com certas ferramentas de comunicação, controle e execução de tarefas”, comenta Rafael.

Fonte: https://www.segs.com.br/

Moema: qualidade de vida e localização estratégica

Próximo ao Parque do Ibirapuera, o bairro foi o primeiro da cidade a contar com uma ciclofaixa

Parque do Ibirapuera
Parque do Ibirapuera é destaque entre as atrações de Moema. Foto: iStock
 
 

O bairro de Moema, que era oficialmente chamado de Indianópolis no passado, começou a crescer e ganhar notoriedade na década de 70, quando as construtoras pensaram em investir na região, nos terrenos planos e nos grandes lotes de baixo custo. Os investimentos na construção de moradia atraíram outros segmentos, como o comércio, com a inauguração do Shopping Ibirapuera, em 1976.

Hoje o distrito faz parte da lista dos bairros nobres de São Paulo e inclusive já foi considerado como o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade, maior até do que o da Noruega. O comércio e a estrutura das ruas que levam nomes de pássaros ou de substantivos indígenas diferenciam o bairro.

Preço

O valor atual do m² de um imóvel usado em Moema vai de R$ 6.800 a R$ 7.000, segundo a Pesquisa de Mercado da Capital do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP). No caso de aluguel, o m² chega a custar R$ 43, de acordo com o Storia Imóveis.

Mobilidade

Em meados de 1880, a chegada de uma pequena ferrovia para bondes elétricos da Light and Power Company facilitou a locomoção na região. Hoje, a inauguração quase total da Linha 5 -Lilás do metrô conecta, por meio das estações Moema e Eucaliptos, o morador ou frequentador do bairro à zona sul (baldeação com a linha de trem 9- Esmeralda) e a região da Paulista (Linha 2-Verde e Linha 1-Azul). Outra grande vantagem do bairro são as ciclovias e ciclofaixas. Moema foi o primeiro distrito da cidade de São Paulo a contar com uma ciclofaixa. Por ser uma região plana, as pessoas são privilegiados ao transitar de bicicleta, de patinete elétrico ou até mesmo a pé pelas avenidas Iraí, Aratãs, Pavão e Rouxinol.

Educação

Em Moema há unidades prestigiadas de ensino particular e bilíngue, como o Colégio Maple Bear, Be living, Twice, Play Care e o My Gym. E os tradicionais Colégio Itatiaia e o Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida.

Existem também instituições de ensino público, como a Escola Municipal Educação Infantil Prof. Ignácio Henrique Romero (Alameda Jauaperi, 1639), a EMEI Dona Anita Costa (Alameda dos Jurupis, 254) e o Centro de Educação Infantil Diret Indianópolis (Alameda Irae, 35). Além da Escola Estadual César Martínez (Alameda Iraé, 55) e a Escola Estadual Prof. Napoleão de Carvalho Freire (Rua Itaúna, 815).

Saúde

O morador de Moema pode contar com o Hospital Alvorada para fazer tratamentos particulares ou utilizar o pronto-socorro. Também existem unidades hospitalares nos bairros bem próximos, como o Hospital da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE) e o Hospital Santa Paula. O serviço público oferece a Unidade Básica de Saúde de Indianópolis Dr. Sigmund Freud.

Lazer

Por ficar muito próximo ao Parque do Ibirapuera, muitas vezes o local é a opção de lazer dos moradores do bairro, mas existem outras atrações na região, como o Parque da Bicicleta (Alameda Iraé, 35). Em seus 44.545 m² de área verde, é possível fazer outras coisas além de andar de bicicleta. A pista atende também aos usuários de patins e skate, além de oferecer uma academia ao ar livre e espaço para caminhadas. O parque faz parte de um complexo que reúne também a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação (SEME) e o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP). Para prática esportiva tem também os tradicionais Clube Atlético Monte Líbano (Avenida República do Líbano, 2267) e o Esporte Clube Sírio (Avenida Indianópolis, 1192).

O comércio de rua na região também é atração, principalmente no lado das ruas com nome de pássaros, onde é possível encontrar lojas de grife como a Bo.bô, os outlets da Jogê e da Lacoste, entre outras.

Talvez a rua mais famosa do distrito seja a Normandia, não só pelas lojas famosas, como a L’Occitane, a outlet da Uncle K, pela sorveteria Freddo ou pelo restaurante Phillipe, mas principalmente pela decoração de Natal, que recebe muitos turistas no final do ano.

A Feira da Arte de Moema, na Praça da Nossa Senhora Aparecida, reúne artesãos com diversos trabalhos. Em termos de atrações culturais, o bairro também abriga a Livraria da Vila (Avenida Moema, 493), a Toca da Leitura (Rua Canário, 1035), o Sebo Casa Puebla (Alameda dos Jurupis, 1256) e a casa de jazz Bourbon Street (Rua dos Chanés, 127).

Gastronomia

Quem frequenta Moema pode enfrentar problemas de indecisão ao escolher o local para comer e beber. Há diversas opções de restaurantes, bares e lanchonetes na região, lugares tradicionais e conhecidos. A alameda dos Arapanés oferece uma variedade deles, como o Aoyama, Stop Dog, Koban, Tony Roma’s, Burguer Lab Experience e Applebee’s.

As porções de pastéis e a cerveja gelada do famoso Bar do Giba chamam atenção de um grande público que, nos finais de semana de calor, lota as calçadas do local. E é em outro tradicional boteco, no Bar do Alemão, que alguns pratos típicos da Alemanha fazem sucesso, além do brasileiro bife à parmegiana.

Fonte: https://imoveis.estadao.com.br/

 

Covid-19: Governo garante contratações com recursos do FGTS em 2020

 

As contratações de habitação de interesse social, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), estão garantidas até o final do ano, a partir da Portaria 761/2020 do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). A normativa regulamenta os desembolsos com recursos do Orçamento-Geral da União (OGU) para o exercício de 2020. Essa sinalização é essencial para a sobrevivência das empresas e vinha sendo pleiteada pela CBIC.  “O MDR está de parabéns pela rapidez na edição da portaria, competência e sensibilidade do ministro Rogerio Marinho”, afirma o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

“Era algo desejado pelo setor desde o final dezembro de 2019. Ela dá um pouco mais de tranquilidade a todos nós”, reforça o presidente da Comissão de Habitação de Interesse Social da CBIC, Carlos Henrique Passos.

De acordo com a portaria, para as contratações de financiamentos com pessoas físicas realizadas a partir do ateste, pela autoridade competente, do esgotamento da disponibilidade orçamentária e financeira previstas Lei n. 13.978, de 17 de janeiro de 2020, para o aporte de recursos do OGU previsto no art. 2º, I da Lei nº 11.977/2009, a política de concessão de descontos em tais financiamentos será executada exclusivamente com os recursos de que trata a Resolução nº 955/2020, do Conselho Curador do FGTS, que reformula os orçamentos financeiro, operacional e econômico do FGTS para o exercício de 2020, e o orçamento plurianual de aplicação para o período 2021-2023.

Fonte: https://cbic.org.br/

Linha 2-Verde do Metrô será a maior do sistema com a chegada até a Penha

Nesta segunda-feira, 30 de março de 2020, o Via Trolebus divulgou informações de uma das construtoras que o prazo de finalização por parte da construtora é de 6,5 anos, após os inícios dos trabalhos de expansão da Linha 2-Verde, da Vila Prudente até a Penha.

Seguindo na repercussão, a publicação lembra de um fato interessante: Quando a expansão para a Penha estiver concluída, a Linha 2-Verde terá 23 km de extensão, com 22 estações, e será a linha maior do sistema, deixando para trás a Linha 3-Vermelha, que liga Itaquera até a Barra Funda, que conta com 22 km.

Túnel de via dupla

A empresa da conta de que uma máquina de perfuração de túnel EPB (Earth Pressure Shields) deve ser utilizada, com um diâmetro de escavação de 11,65m, para um túnel de via dupla. Na seção de estações, a estação subterrânea de Vila Formosa começará com um grande poço circular de quarenta e quatro metros de diâmetro e quarenta e três de profundidade.

Após a escavação, o maquinário deverá ser montando e seguir com os trabalhos rumo a Penha.

Prazos

A previsão é que a expansão até Penha seja concluída em 2026, conectando o ramal à Linha 3-Vermelha. Os trabalhos vão envolver a construção de mais 8,3 km e oito novas estações.

Serão investidos R$ 6 bilhões em recursos exclusivos do Estado para a elaboração dos projetos, desapropriações e execução das obras civis deste trecho.

Fonte: https://viatrolebus.com.br/

Construção civil está na contramão da crise gerada pelo corona vírus

Ao contrário de vários setores, a construção civil em Minas não foi paralisada | Crédito: Charles Silva Duarte

 

Embora a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) tenha paralisado diversas atividades pelo País, a construção civil mineira continua a todo vapor, uma vez que as proibições de funcionamento não abrangem o segmento no Estado. Diante desse cenário, as previsões mais pessimistas ainda não chegaram ao setor.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares Júnior, as obras paradas no Estado não chegam a “1% ou 2%”.

O presidente do Sinduscon-MG garante, contudo, que diversas medidas de segurança têm sido tomadas na área, como as que envolvem trabalho home office, concessão de férias coletivas, flexibilização da jornada, afastamento dos indivíduos que se encaixam nos grupos de riscos, entre outras.

Além disso, lembra ele, em relação às pessoas que trabalham diretamente nas obras, elas estão sendo monitoradas de perto, tendo a temperatura medida quando chegam aos locais, atuando com um espaço físico de distância e demais cuidados indispensáveis no dia a dia.

Dessa forma, o setor tem conseguido manter a normalidade na medida do possível e ainda não fala em demissões em massa, grandes perdas financeiras ou cortes substanciais em investimentos. A situação seria bem diferente, no entanto, segundo Geraldo Jardim Linhares Júnior, se as atividades parassem. “A continuidade é importante. Se pararmos, teremos problemas sociais e financeiros. A maioria das empresas do segmento é pequena, não terá condições de arcar com tudo o que precisa”, salienta.

Embora o cenário hoje no setor ainda não esteja apontando para números negativos por todos os lados, isso não quer dizer que não exista uma preocupação com o futuro do segmento. O presidente do Sinduscon-MG ressalta que as condições macroeconômicas poderão interferir na área, dependendo de como ficará o quadro brasileiro e estadual com a pandemia do novo coronavírus.

“Esse futuro nos preocupa. Ainda não sabemos com exatidão como será daqui para frente. É preciso que as pessoas tenham confiança para comprar a casa própria”, destaca ele.
No entanto, mesmo se as vendas diminuírem, ainda não se pode falar em excesso de oferta de imóveis na capital mineira. Isso porque, de acordo com Linhares Júnior, Belo Horizonte está com estoques muito baixos.

Futuro – Esse cenário de preocupação com o futuro e com a venda de imóveis também é apontado pela vice-presidente das administradoras de imóveis da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Flávia Vieira.

Contudo, ela lembra que o setor é muito dinâmico e se adapta a cenários diversos. Além disso, diz ela, como há muito tempo não se via um bom número de obras, os imóveis novos tenderão a já ter clientes.

Essa adaptação mencionada por Flávia Vieira pode ser vista em diferentes frentes. Uma delas está em alguns tipos de compradores que se intensificam neste momento. De acordo com a vice-presidente das administradoras de imóveis da CMI/Secovi-MG, já se vê um movimento de pessoas que estão deixando outros investimentos, devido à crise econômica, para focarem os imóveis. “É uma tendência natural. O imóvel é um ativo que não perde valor e dá muita segurança”, diz ela.

Além disso, os próprios corretores e interessados nas compras continuam fechando negócios. Agora, por meio das visitas virtuais. Os corretores vão até os locais, realizam videochamadas, mostram detalhes do imóvel e acabam comercializando o produto.
Flávia Vieira lembra que esse tipo de transação, entretanto, é realizada com clientes específicos, que já estavam à procura de imóveis, haviam visitado alguns lugares, conhecem bem determinados bairros, entre outras características.

“O mercado travou um pouco, mas não está paralisado. Os negócios estão acontecendo. No entanto, existe, sim, a preocupação do segmento com a crise que está instalada”, analisa a vice-presidente das administradoras de imóveis da CMI/Secovi-MG.

O diretor da PHV Engenharia, Marcos Paulo Alves, também destaca que, assim como as obras da construção civil, os negócios no setor não tendem a parar, inclusive por causa da insegurança econômica. “O investidor procura algo seguro e, aliado a isso, temos as baixas taxas de juros, não só no Brasil. Acredito que terá demanda para o mercado imobiliário”, diz ele.

No entanto, não são em todos os locais do Brasil que as atividades de construção civil estão sendo permitidas. A MRV Engenharia, em fato relevante, destacou que “está seguindo as determinações das legislações municipais e/ou estaduais e paralisando, pelo período exigido nas referidas leis, suas atividades nas localidades em que ocorreram determinações neste sentido”. Ainda segundo a companhia, o número de obras paralisadas equivale a 20% do total em andamento.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br/

Governo anuncia R$ 40 bilhões em linha de crédito para garantir empregos

Foto: Divulgação

Brasil – Medida é voltada a pequenas e médias empresas; empregadores que aceitarem o financiamento não poderão demitir por dois meses
O governo federal anunciou, sexta-feira (27/3), uma linha de crédito emergencial a juros reduzidos para pequenas e médias empresas no valor de R$ 40 bilhões. O objetivo da medida é financiar a folha de pagamento dessas empresas e garantir empregos. Pela iniciativa, o governo vai arcar com os salários de funcionários que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.090) durante dois meses.

O anúncio foi feito pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelos presidentes do Banco Central, Roberto Campos Neto; da Caixa Econômica, Pedro Guimarães; e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano.

Durante o anúncio, o presidente Bolsonaro destacou a preocupação do governo em proteger a população e atender as vítimas do coronavírus e em manter os empregos ameaçados em função das dificuldades enfrentadas diante da pandemia da Covid 19.

Durante esse período, a empresa que aceitar o financiamento não poderá demitir seus trabalhadores. A linha de crédito prevê juros de 3,75% ao ano, com zero de spread bancário, ou seja, não haverá lucros para os bancos nesta operação. Haverá também uma carência de seis meses para as empresas começarem a pagar o empréstimo, que poderá ser parcelado em até 36 meses.

A medida vai beneficiar, em todo o país, mais de 12 milhões de trabalhadores e 1,4 milhão de pequenas e médias empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$10 milhões ao ano. Novas medidas para beneficiar trabalhadores informais e micro empresas também estão em estudo pelo governo.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, enfatizou que o foco do pacote foi direcionado às pequenas e médias empresas porque são elas que precisavam de um socorro imediato, já que encontram maior dificuldade para contrair empréstimos no setor bancário, ao contrário das grandes. Campos Neto ainda destacou que esse público nunca teve acesso a uma taxa de juros tão baixa no Brasil.

Do total dos recursos do programa, 85% são provenientes do Tesouro Nacional (R$ 34 bilhões) e 15% dos bancos privados. O financiamento será operacionalizado pelos bancos com os quais os empresários já possuam relacionamento. Já os pagamentos dos salários serão direcionados diretamente para as contas dos trabalhadores e estarão ligados aos CPFs dos funcionários. Empregadores poderão fazer a complementação de funcionários com salários maiores.

Nesse sentido, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, destacou que o pacote foi pensado de forma responsável, de modo a garantir o equilíbrio financeiro da estatal. Segundo ele, as medidas anunciadas são um exemplo de que é possível utilizar o Tesouro Nacional para suportar 85% dos recursos destinados aos potenciais tomadores da modalidade de crédito.

Novas linhas de crédito

O governo também disponibilizará, via Caixa Econômica Federal, uma linha de financiamento de R$ 5 bilhões para as Santas Casas – que são entidades sem fins lucrativos – de todo o país a uma taxa de 10% ao ano. Até então, essa taxa era de 20%. Contratos antigos também serão revisados.

Foi concedida, ainda, outra uma linha de crédito a partir de recursos do BNDES para empresas de saúde, no valor de até R$ 2 bilhões Os juros aplicados serão de 10% ao ano. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, acrescentou que novas medidas serão anunciadas pelo banco nos próximos dias com foco, principalmente, em empresas de transporte aéreo e terrestre de passageiros.

A Caixa Econômica anunciou também nova redução de juros e aumentou prazos para pagamentos. Os juros do cheque especial e rotativo do cartão de crédito foram fixados em 2,9% ao mês

Outra medida adotada pela Caixa é o adiamento, por três meses, do pagamento das parcelas de quem tem financiamento imobiliário, beneficiando 800 mil famílias.

Fonte: https://portalcm7.com/

Fonte: Ministério da Economia

Projetar apartamentos com acessibilidade agora é lei

Características construtivas da edificação deverão constar na documentação protocolada junto às prefeituras

Desde 27 de janeiro de 2020 estão em vigor as alterações feitas na Lei Brasileira de Inclusão (LBI), e que impactam diretamente na forma de construir edifícios residenciais no Brasil. A mudança torna obrigatória a acessibilidade em todas as novas unidades, cujos projetos forem protocolados nas prefeituras a partir da data da sanção da nova LBI. O texto estabelece que os projetos deverão prever a possibilidade de adequação aos portadores com restrições de mobilidade, ou seja, precisam ter características construtivas que permitam alterações de layout, dimensões internas ou quantidade de ambientes sem que sejam afetadas a estrutura da edificação e as instalações prediais. 

A lei diz ainda que nos empreendimentos com sistemas construtivos que não permitam alterações posteriores, como alvenaria estrutural e paredes de concreto, deve-se construir no mínimo 3% de unidades com adaptações à acessibilidade. As características construtivas da edificação deverão constar no projeto apresentado às respectivas prefeituras. No caso de quem comprar imóvel na planta, o cliente pode requerer à incorporadora ou à construtora que a unidade contemple as características de acessibilidade, sem qualquer custo adicional. Só estão isentas da lei as residências com 1 dormitório e área útil de até 35 m² ou com dois dormitórios e área útil de até 41 m².

Para os imóveis abrangidos pela lei, o dimensionamento de banheiros e cozinhas deve possibilitar o giro de 180° de cadeiras de rodas. Já os corredores passam a ter 90 centímetros de largura. A lei ainda estabelece que os projetos não poderão ser pensados apenas para atender os portadores de mobilidade. Ela inclui também os que possuem nanismo, deficiências auditivas e visuais e deficiências transitórias, além de idosos. O artigo 58 da LBI lista ainda as adaptações construtivas que deverão estar disponíveis em cada unidade, como puxador horizontal na porta do banheiro, barras de apoio no box e na bacia sanitária e torneiras com acionamento por alavanca ou sensor.

Alterações na Lei Brasileira de Inclusão tiveram como referência a ABNT NBR 9050

As alterações na Lei Brasileira de Inclusão tiveram como referência a ABNT NBR 9050 (Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos). A redação do decreto ficou a cargo do ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Para orientar incorporadores e construtores, o setor imobiliário, junto com organismos de engenharia e de arquitetura, começou a elaborar uma cartilha para orientar o mercado. O grupo reúne Secovis, Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), SindusCons e CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). Ainda não há prazo para a publicação da cartilha.

O advogado Carlos Del Mar, jurídico do Secovi-SP e do SindusCon-SP, esclarece que a lei não vale para edificações existentes ou projetos protocolados antes da data do decreto. Aplica-se somente aos projetos protocolados a partir de 27 de janeiro. Nestes casos, as mudanças mexem com memorial de incorporação, convenção de condomínios, memorial descritivo da obra e manual do proprietário. Del Mar ressalta ainda que o decreto está acima das normas técnicas, que também devem ser cumpridas. “A desobediência à lei pode resultar em ações por parte do Ministério Público”, finaliza.

Entrevistados
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) (via assessoria de imprensa)

Contato
imprensa@mdh.gov.br
juridico@secovi.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Covid-19: Indústria Imobiliária divulga ações para proteger trabalhadores

A saúde do trabalhador da construção civil está em primeiro lugar e, para proteger a todos, foram implantados protocolos de segurança e normativas que têm sido seguidas com muita seriedade neste momento de pandemia do coronavírus (Covid-19). Confira as ações do setor imobiliário no vídeo disponibilizado pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Com duração de 2min e 10s, é possível acompanhar as ações de uma atividade primordial para atender as demandas da sociedade, que garante, além da entrega de produtos e serviços, a empregabilidade e a renda para as famílias desses trabalhadores.

O vídeo destaca que:

  • Grupos de risco, como funcionários acima de 60 anos, portadores de doenças e pessoas com baixa imunidade ou com qualquer sintoma estão afastados do trabalho, sendo constantemente monitorados.
  • Foram estabelecidos horários alternativos para garantir segurança durante o trajeto dos profissionais.
  • A temperatura corporal é medida logo na entrada e sistematicamente ao longo do dia.
  • Há sempre por perto um local para lavar as mãos com água e sabão e álcool em gel disponível para repetir a limpeza diversas vezes.
  • Os equipamentos e instrumentos são limpos com muita frequência.
  • Durante as refeições é mantida a distância mínima de um metro no refeitório, que só recebe grupos pequenos para evitar aglomerações.

Fonte: https://cbic.org.br/

“O Brasil continua atraente”

Na primeira entrevista a um veículo brasileiro, Park Hyeon-Joo, fundador da maior instituição financeira coreana, fala em aumentar investimentos no país

 

Reformas, reformas, reformas. Diante da elevadíssima incerteza por causa do novo coronavírus, Park Hyeon-Joo, fundador e presidente do conselho de administração da Mirae, maior instituição financeira da Coreia do Sul, está focado nas perspectivas de longo prazo para o Brasil. Em rara entrevista, Park contou à EXAME, durante visita a São Paulo no início de março, que quer aumentar os investimentos no país.

Quão danoso será o impacto da covid-19 para a economia global?

Difícil responder agora. O mundo ainda está tentando entender de que maneira a pandemia vai reduzir os gastos do consumidor, interromper a produção industrial e quebrar as cadeias de suprimento em toda parte.

Por que a Mirae está investindo no Brasil em um momento de tantas incertezas?

Desde 2003, a Mirae já se expandiu para 15 países. O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo. Vemos grande potencial para o crescimento do mercado financeiro. O governo segue firme nas reformas. Queremos, a partir do Brasil, avançar e nos tornar um dos principais grupos financeiros da América Latina.

Quais similaridades tem o Brasil com a Coreia do Sul?

A Coreia do Sul estava crescendo a taxas de 2 dígitos nos anos 1990. Mas, no começo dos anos 2000, logo após a crise asiá­tica, precisou implementar reformas para tornar a economia mais orientada para o mercado. Assim, as taxas de juro caíram dramaticamente. Hoje, estão em 0,7% ao ano. Nós, que trabalhamos no mercado financeiro, nos lembramos do que aconteceu com a economia da Coreia do Sul ao se transformar em um país de juros baixos, e essa mudança pode ser muito empolgante para o Brasil também. O Brasil é uma economia importante tanto pelo tamanho de seu mercado doméstico quanto pela exportação de matérias-primas. Esperamos que as reformas impulsionem o potencial de consumo e o crescimento.

Em que outros tipos de negócio a Mirae pretende investir no Brasil?

A Mirae tornou-se uma das maiores investidoras no mercado imobiliário internacional. Está perto de finalizar a compra de 15 dos maiores hotéis dos Estados Unidos, como o The Ritz-Carlton, o Half Moon Bay e o Four Seasons Silicon Valley. Gostaríamos de buscar novos investimentos como esse no Brasil. Já temos vários ativos de escritórios de primeira linha nos Jardins e na região da Avenida Berrini, em São Paulo. Estamos também interessados no agronegócio, como uma opção de investimento privado em participações, e no comércio eletrônico.

Com a severa depreciação do real neste ano, mais investidores estrangeiros devem vir para o Brasil?

Vemos espaço e desejo dos estrangeiros em investir no Brasil porque veem o país como um mercado próspero. Considerando que a inflação está se estabilizando e que há planos para uma reforma administrativa e para uma reforma tributária, vai haver um cenário propício ao aumento do potencial de crescimento e à redução da dívida pública.

A confusão no cenário político do Brasil o assusta?

Respeito o fato de o Brasil ter uma sólida e bem estabelecida democracia, e de seus políticos serem eleitos pela população numa eleição justa. Espero que, com as reformas, haja um ambiente melhor de negócios para empreendedores como eu.

Fonte: https://exame.abril.com.br/

Por Denyse Godoy

Alugar ou comprar imóveis? Veja o que compensa com a Selic em baixa

Se a intenção for moradia e o valor financiado for menor do que locar, pode ser interessante adquirir a casa própria, mas o momento exige cautela

Se a dúvida é sair do aluguel, pode sim valer a pena comprar com a Selic em queda, mas outras questões devem ser avaliadas/ Foto: Getty Images

 

Comprar ou alugar um imóvel sempre exigiu muitos cálculos para não transformar o sonho em pesadelo. Até o início de 2019, a aquisição não era a alternativa mais recomendável. Os juros do financiamento eram altos e deixar o recurso na renda fixa dava um retorno melhor. Mas agora o cenário é outro. A taxa básica de juros sofreu novo corte em março de 2020, passando de 4,5% para 3,75% ao ano, seu menor nível histórico. Assim, os juros do financiamento imobiliário também caíram para os mais baixos percentuais já registrados. Será então que chegou a hora de fechar negócio? Se o objetivo é sair do aluguel, a depender do quanto será financiado, pode sim valer a pena comprar. Mas outras questões devem ser avaliadas.

“Provavelmente o mundo nunca passou por um período tão conturbado e sujeito a variações tão rápidas e profundas como as que nos afetam atualmente, por causa do coronavírus. Qualquer previsão que se faça pode perder fundamento em questão de horas, pelas decisões que são tomadas pelos órgãos governamentais e pelos índices econômicos e cambiais, que sofrem alterações terrivelmente expressivas, bem como a divulgação das estatísticas”, afirma o advogado especialista em direito imobiliário, Bence Pál Deák.

Diante disso, o especialista avalia que levará meses para que os danos ao ambiente macroeconômico sejam superados e os países retornem ao contexto pré-crise, além de ser impossível precisar quanto tempo isso levará. “Mas a superação deverá ocorrer, porque as bases da economia serão as mesmas que haviam antes do vírus. Assim, com otimismo, pode-se esperar um hiato recuperável”, declara Deák.

Consequências da variação

A Selic é um índice calculado pelo Banco Central do Brasil e é considerado a taxa básica de juros da economia. Ele se reflete diretamente nas taxas praticadas pelos bancos e, consequentemente, nos investimentos e nos empréstimos, inclusive nos financiamentos para obtenção de imóveis e mesmo para a construção civil. Umas das consequências da variação da taxa Selic é que ela define o direcionamento dos recursos de investimento e, em caso de aumento, ocorre consequentemente uma desaceleração da economia. Em caso de diminuição, ocorre a aceleração.

Os financiamentos imobiliários têm como indexadores mais usuais a Taxa Referencial (TR) e o Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA), que são afetados pela Selic. “Portanto, quanto mais baixa a Selic, mais recursos financeiros são encaminhados para o setor imobiliário e as taxas de financiamento e empréstimos também sofrem redução, aumentando a disponibilidade e a possibilidade de obtenção dos créditos. Assim, a Selic tem reflexo direto no nível de atividade do setor imobiliário, na medida em que taxas mais baixas trazem mais recursos ao setor e tendem a diminuir os custos de construção”, explica Bence.

Isto posto, a decisão de adquirir ou não um imóvel não pode ser tomada apenas com base na variação da Selic. O índice é apenas um dos fatores a ser considerado, mas não pode ser o único. Questões pessoais também devem ser levadas em consideração. A urgência, por exemplo. Para quem procura um imóvel para uso próprio, pode não querer ou mesmo poder esperar por uma definição mais clara do ramo. Imagine quem está se casando e precisa ter onde morar?

Por outro lado, alguns investidores poderão adiar as aquisições, esperando por uma eventual desvalorização do mercado imobiliário e uma aquisição mais vantajosa no futuro. “Mas quem decide postergar a compra de uma casa na expectativa de que ocorra uma queda nos preços, pode acabar, eventualmente, perdendo uma boa oportunidade de negócio.” As incorporadoras também devem manter o nível de atividade, porque seus planos de investimento e o período de maturação são a longo prazo e certamente elas estão apostando na plena recuperação do setor.

Fonte: https://imoveis.estadao.com.br/

Verônica Lima