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Descubra quem foi Luís Carlos Berrini

O engenheiro teve grande importância para a construção de diversas vias da cidade

 

O engenheiro Luís Carlos Berrini (1884-1949), nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, teve seu nome dado a uma das principais avenidas da cidade. A partir de 1919, projetou algumas obras no Estado de São Paulo, como o asilo Nossa Senhora da Candelária, em Itu. Em 1927, tornou-se avaliador oficial de terrenos e imóveis do Banco do Estado de São Paulo e especializou-se nessa área, na qual construiu uma grande reputação. Escreveu e publicou artigos sobre análise vetorial, agrupados no livro Análise Vetorial Elementar, de 1948.

Casou-se com Elvira de Almeida Prado Berrini e com ela teve quatro filhos, entre eles Luís Carlos Berrini Jr., que seguiu os passos do pai: foi engenheiro, teve larga participação no planejamento de linhas do Metrô, e também sistematizou, para o então prefeito Prestes Maia, um método científico de avaliação de imóveis, sem o qual as desapropriações necessárias para a construção da avenida Nove de Julho se mostrariam inviáveis. A via que recebeu o nome de seu pai, na década de 70, levantou polêmica: sua construção foi tachada de “ligar nada a lugar nenhum”. Hoje, o local na Zona sul apresenta mau uso do espaço, trânsito intenso e perda gradativa de relevância.

Fonte: https://abril.com.br/

Por Alice Padilha

Panamá ganha maior ponte de concreto protendido do mundo

Inaugurada em agosto, estrutura tem 4,6 quilômetros de extensão e vão de 530 metros, sustentado por estais

Ponte Atlântico: 175.760 m3 de concreto, 36 mil toneladas de aço reforçado, 14,2 quilômetros de pilares pré-moldados e 16 mil toneladas de cabos de protensão Crédito: AP


O Panamá inaugurou há 3 meses a Ponte Atlântico, a terceira sobre o Canal do Panamá. Trata-se da maior do mundo construída em concreto protendido. A estrutura tem 4,605 quilômetros de extensão e vão central de 530 metros, sustentado por estais. A vida útil projetada da obra é de 100 anos. 

A opção pelo concreto protendido se deve à sua maior resistência à tração do que o concreto armado. Normalmente, essa tecnologia é usada para pontes localizadas em regiões marítimas, e com grandes vãos, por ser menos propensa à corrosão das armaduras. O concreto protendido utiliza armadura ativa, sujeita ao pré-alongamento. A isso se dá o nome de protensão, ou seja, a compressão prévia da estrutura para minimizar ou anular as tensões de tração.

construção da Ponte Atlântico começou em 2013 e tem execução chinesa e francesa, com projeto francês. Foi construída pela China Communications Construction Company, em parceria com a Louis Berger Group, que também construiu as pontes das Américas e Centenária. O projeto é da Vinci Construction Grands Projects, cujo portfólio inclui as pontes da Normandia, na França, e a ponte da Confederação, no Canadá.

Trabalharam na obra 1.100 pessoas e foram utilizados 175.760 m3 de concreto, 36 mil toneladas de aço reforçado, 14,2 quilômetros de pilares pré-moldados e 16 mil toneladas de cabos de protensão. 

Sobre o Canal do Panamá também passam a Ponte das Américas, inaugurada em 1962, e a Ponte Centenária, de 2005, ambas localizadas no setor do Pacífico. A Ponte Atlântico é a primeira do lado do Oceano Atlântico e foi construída a um custo de 379 milhões de dólares (aproximadamente 1,5 bilhão de reais).

Ponte também é a mais longa estrutura de concreto protendido do mundo a possuir 4 pistas

O ponto mais alto do vão da ponte está a 75 metros de altura, a fim de permitir a passagem de grandes navios de carga. Acima, o tabuleiro com 4 pistas para veículos, calçada para pedestres e ciclovia está suspenso por estais conectados a dois pilares de 212 metros de altura cada um. Isso rende outro título à ponte. Trata-se da mais longa estrutura de concreto protendido do mundo a possuir quatro pistas.

A Ponte Atlântico foi projetada para receber um fluxo diário de 40 mil veículos. Estima-se que a estrutura e seu complexo de viadutos garantam a fluidez do tráfego por pelo menos 50 anos. Porém, outra ponte já está em planejamento. Essa ligará o canal diretamente à Cidade do Panamá, e por ela passará uma nova linha de metrô. 

projeto e a execução da quarta ponte sobre o Canal do Panamá será 100% de um consórcio chinês, formado pela China Communications Construction Co (CNC) e pela China Harbour Engineering Company (CHEC). O grupo venceu um contrato de 1,42 bilhão de dólares (cerca de 5,7 bilhões de reais).

As obras estão previstas para começar em 2020, com duração de 3 anos. O complexo viário terá 6,5 quilômetros de extensão, com seis faixas para veículos, além da linha de metrô. O Panamá também está prestes a inaugurar outra ponte, que ligará o país à Costa Rica. Batizada de Ponte Binacional Sixaola, a estrutura está 62% no território costarriquenho e 38% no panamenho. Sua extensão é de 260 metros de comprimento e 17 metros de largura, e será concluída no primeiro trimestre de 2020.

Veja vídeo da Ponte Atlântico

Entrevistados
China Communications Construction Company, Louis Berger Group e Vinci Construction Grands Projects (via departamentos de comunicação)

Contatos
media.relations@vinci.com
ir@ccccltd.cn
lbg@louisberger.com

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Construtoras aderem a projetos sustentáveis em seus empreendimentos

87% dos brasileiros preferem empresas que praticam a sustentabilidade, sendo que 70% não se importam em pagar mais por estes produtos ou serviços

Pouca gente sabe a origem da palavra “sustentabilidade”, que vem do termo “sustentável”, que, por sua vez, tem sua origem no latim “sustentare”, cujo significado é sustentar, defender, favorecer, apoiar, conservar, cuidar. Por outro lado, muita gente prefere comprar de empresas sustentáveis: no início de 2019, uma pesquisa realizada pela agência norte-americana Union + Webster concluiu que 87% dos brasileiros preferem consumir produtos e serviços de empresas que praticam a sustentabilidade.

A pesquisa também mostra que 70% dos entrevistados não se importariam em pagar um pouco mais por estes produtos ou serviços. “Com as atuais taxas de desmatamento, a preocupação com o aquecimento global, a extinção das espécies e o esgotamento de recursos naturais, a população não quer mais saber de empresas que não dão valor ao meio-ambiente”, diz o diretor de engenharia da empresa, Roberto Júnior.

Sustentabilidade empresarial

Com um conjunto de políticas e ações econômicas e sociais responsáveis, a sustentabilidade no meio imobiliário busca minimizar os impactos negativos no meio- ambiente e na sociedade. Gerenciar os recursos de toda a sua cadeia produtiva, além de atuar de maneira transparente e responsável, é o desafio das construtoras. “Para nós, já é realidade adotar práticas, criar programas e ações que estabeleçam um padrão sustentável em nossos canteiros de obras e nas comunidades do entorno. Além de satisfazer nossos clientes, nos comprometemos com a melhoria do produto final e com a promoção de sustentabilidade e ações sociais”, afirma Roberto.

Ciente dos impactos socioambientais ocasionados por um canteiro de obras e acompanhando as tendências do mercado da construção civil, a Trisul adotou como política a preferência por canteiros sustentáveis e socialmente responsáveis. Para tanto, criou o Programa de Sustentabilidade das Obras (PSO), que tem como objetivo estabelecer um padrão sustentável em seus canteiros e nas comunidades do entorno.

O compromisso com o futuro está presente em cada empreendimento da Trisul — e desde o início da obra. A construtora reaproveita a massa respingada, faz destinação correta de latas de tintas, utiliza agregado reciclado e usa água de reuso para limpeza das obras. “Nossa meta é reciclar 80% dos resíduos de obra. Também promovemos a destinação correta de lâmpadas queimadas, fazemos a proteção de árvores da calçada, utilizamos redutores de vazão, realizamos a coleta seletiva com a comunidade e temos parcerias com cooperativas”, o diretor de engenharia.

Dentre as ações, merecem destaque: compra de materiais sustentáveis; controle do ruído; responsabilidade social e comunidade do entorno; educação ambiental e terreno sustentável. “Além disso, a Trisul conta com um sistema on-line de gerenciamento de dados para acompanhamento e geração de indicadores econômico-ambientais do uso racional da água, da energia e da gestão de resíduos em seus canteiros de obra”, conta Roberto.

Economia e redução de impacto ambiental

Criado na França e aplicado no Brasil pela Fundação Vanzolini, o processo AQUA, do qual a Trisul obtém certificação, tem como principal objetivo promover edificações que, durante sua construção, vida útil e desconstrução, gerem baixos impactos ambientais, garantindo sempre o bem-estar, a saúde de seus usuários e a viabilidade econômica dos empreendimentos.

Na prática os benefícios e vantagens são diversos. “Para nossos clientes é a garantia de mais conforto e saúde com economia de água e energia, economia nas despesas de condomínio como água, energia, limpeza, conservação e manutenção. A conscientização e o menor impacto na vizinhança e na sociedade, com redução das emissões de gases de efeito estufa e da poluição é também uma vantagem”, reconhece Roberto.

A valorização do empreendimento é outra vantagem. “Com a certificação e nossas políticas sustentáveis, obtemos um portfólio diferenciado no mercado, fazemos economia de recursos no canteiro de obra, construímos empreendimentos com alta qualidade ambiental, além do reconhecimento nacional e internacional”, conclui.

Sobre a Trisul

A Trisul está há mais de 30 anos no mercado. São mais de 200 empreendimentos, 20 mil clientes atendidos, o que corresponde aproximadamente a 2,5 milhões de metros quadrados de áreas, entre prédios entregues e os que estão em construção. Em 2007 a companhia abriu seu capital por meio de oferta pública de ações, mediante a adesão ao Novo Mercado da Bovespa.

Fonte: https://www.segs.com.br/

Escrito ou enviado por  Graziela Massonetto

O mercado imobiliário deve impulsionar o crescimento o crescimento da construção?

O mercado imobiliário deve impulsionar o crescimento da construção?
Dados do primeiro semestre de 2019 apontam para crescimento do mercado imobiliário Créditos: Shutterstock

Com mais lançamentos imobiliários e resultados positivos em vendas, a perspectivas para o setor é de crescimento até o final do ano

Com forte impacto na construção civil, o mercado imobiliário tem apresentado bons resultados no início de 2019. Com mais lançamentos imobiliários e resultados positivos em vendas, a perspectivas para o setor é de crescimento até o final do ano. Porém, além do mercado imobiliário, o setor de infraestrutura é um dos responsáveis por alavancar os resultados da construção civil devido à importância que tem no desenvolvimento da construção.

Este setor, no entanto, está sofrendo há alguns anos os impactos da recessão econômica. Com obras de infraestrutura paralisadas, que envolvem grandes construções de mobilidade urbana, como rodovias e aeroportos, além de obras básicas, de saneamento e creches, 2019 ainda não é o ano em que esse segmento deve apresentar resultados expressivos e aquecimento – levando em consideração que muitos leilões e concessões ocorreram e as obras estão em fase de projeto.

mercado imobiliário, logo, se torna o principal responsável por garantir que a construção civil não feche o ano negativamente. “O setor da construção é consequência do mercado imobiliário. Se o mercado imobiliário aquece, se percebe claramente que todo o setor da construção também aquece e se movimenta novamente. Nós passamos por dois anos mais difíceis, mas esse ano claramente o mercado deu uma retomada muito forte”, acredita Ricardo Teixeira, diretor da Urbs – imobiliário com atuação em Goiânia. No entanto, ele destaca que a participação da infraestrutura para os resultados da construção civil também é bastante significante: “O primeiro grande investimento de escora do país é a infraestrutura, mas a gente está num patamar de crescimento de estruturas muito pequeno. Todas as nossas rodovias e aeroportos estão também aguardando o crescimento do país para se desenvolver”, complementa.

O que influencia o mercado imobiliário?

Nos últimos anos, a recessão econômica e o aumento do desemprego foram fatores determinantes para os resultados negativos da construção civil. “Por mais que se tenha uma demanda muito grande pelo mercado imobiliário, ela fica aguardando enquanto está insegura porque não tem emprego e quer evitar fazer um investimento de longo prazo sem ter a certeza de que o país está crescendo”, explica Ricardo Teixeira.

demanda por imóveis, apesar disso, existe no Brasil e é latente. “O setor da construção civil este ano está caminhando em sentido à retomada, tanto na atividade como um todo, na empregabilidade, no desenvolvimento de novos projetos, como também na recuperação de preços, mais especificamente agora no mercado imobiliário em si”, analisa Leonardo Pissetti, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR). “O setor do mercado imobiliário está muito otimista, acredito que esteja vindo mais ou menos o dobro de empreendimentos do cenário ano passado”, complementa o representante da Ademi-PR.

Outro ponto destacado por Ricardo Teixeira, de Goiânia, é referente ao momento do bônus demográfico que ainda vive o país. “A população economicamente ativa é superior a de idosos e crianças e essa é uma demanda natural do país até 2040. Você tem uma população jovem e um país onde mais gente nasce do que morre, com projeção de que isso se mantenha até 2040”, ressalta positivamente, o representante da Urbs.

Com relação aos financiamentos imobiliários, a queda da taxa SELIC é positiva para que os juros não afetem tanto o consumidor. “Agora, claramente, com uma redução da taxa SELIC, que vai bater a patamares de 6%, o que faz com que caia a taxa por financiamento imobiliário e, consequentemente, já impulsiona uma demanda muito grande de novos compradores que, até então, não conseguiam comprar porque o crédito era caro”, explica Ricardo. “Todos esses fatores criaram um movimento muito grande no mercado imobiliário e com a situação atual do país crescendo, pode-se voltar a impulsionar. Isso sim é o grande motor para o mercado imobiliário”, complementa o representante da Urbs.

Dados do mercado imobiliário

Segundo dados dos Indicadores ABRAINC | FIPE, publicados pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, os lançamentos de imóveis no período de maio somaram 8.135 unidades. No acumulado do ano, considerando janeiro a maio de 2019, os lançamentos foram de 27.878 unidades. Esses resultados, comparando o mesmo período de 2018, apontam um crescimento de 4,1%. As vendas de imóveis, de acordo com o indicador: foram 10.134 unidades vendidas no último mês e, no acumulado de 2019, esse número salta para 45.016.

Leonardo Pissetti, presidente da Ademi-PR, acredita que o mercado imobiliário na região deva crescer em 50% quando comparado ao ano passado. “Tirando a faixa do Minha Casa, Minha Vida, que é um programa que está em transição, acredito que todos os setores devam apresentar crescimento. A classe média é sempre a mais afetada, que seriam os imóveis de R$ 400 a R$ 700 mil, essa linha sofre um pouco mais, então, pode ser que ainda não apresente um resultado tão favorável”, destaca.

Os Indicadores Abrainc/Fipe do Mercado Imobiliário são desenvolvidos e calculados pela Fipe em parceria com a Abrainc, com base em informações disponibilizadas pelas incorporadoras associadas. A metodologia completa está disponível em www.fipe.org.br

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br

Setor de imóveis de luxo e superluxo é ponto fora da curva

Para esse segmento não existe a palavra crise e expectativa de crescimento em 2019 deve se aproximar dos 20%

 

Prédio superluxo tem como característica oferecer apartamento com jeito de mansão Crédito: Banco de Imagens

Apartamentos que variam de 2 milhões a 25 milhões de reais, dependendo da região do país, pertencem a um segmento do mercado imobiliário que é considerado um ponto fora da curva. Para ele, não existe a palavra crise.

Lançamentos e vendas de unidades em edifícios de luxo e superluxo devem fechar 2019 com crescimento próximo de 20%, na comparação com 2018. Segundo pesquisa da Brain Inteligência Corporativa, o sucesso dos prédios de alto padrão está diretamente relacionado com o perfil de seus compradores. São empresários, agricultores, profissionais liberais, advogados, médicos, profissionais de TI, exportadores, atletas de ponta, artistas e agentes públicos (políticos, ocupantes de cargos comissionados e funcionários públicos com chefia).

Quando a análise é estratificada, o potencial de venda do segmento de edifícios de luxo e superluxo se mostra ainda mais impressionante. São os casos de cidades como Curitiba-PR e São Paulo-SP, onde esse mercado promete encerrar 2019 com as vendas crescendo entre 70% e 90%, respectivamente, e com o preço do metro quadrado experimentando alta de 40% – ambos na comparação com 2018.

Uma explicação para essa valorização do mercado imobiliário de alto padrão está na política de juros adotada pelo governo, que vem derrubando a taxa Selic mês a mês. Com o fim dos rendimentos de dois dígitos ao ano, os investidores migram para outros “portos seguros”. “O segmento de imóveis de luxo e superluxo no Brasil é um desses portos seguros”, avalia a Bloomberg Consultoria.

Dados das ADEMI (Associações dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário) e de outros analistas confirmam que, para o setor de imóveis de luxo e superluxo, 2019 já é o melhor ano desde 2014. As perspectivas são ainda mais otimistas para os próximos anos e devem preservar o viés de alta até 2022, pelo menos.

A aposta é que o Brasil torne seu mercado imobiliário de alto padrão interessante para investidores estrangeiros. Esse cenário já é realidade nos Estados Unidos, aponta a Forbes. Desde a crise financeira de 2008, 65% das unidades de luxo e superluxo no país foram compradas pelos novos ricos chineses e pelos magnatas do petróleo do Oriente Médio.

Saiba o que caracteriza um imóvel de luxo ou superluxo

Localização
Endereço do imóvel precisa ser reconhecido como nobre.
Área de lazer
Inclui desde piscina, academia, spa e cinemas, até marinas.
Infraestrutura
De  heliporto a centro comercial dentro do condomínio.
Tecnologia
Portarias e elevadores com biometria, piso aquecido, uso de energia solar, lareiras com acendimento automático, luzes reguladas de acordo com a iluminação do dia, sistema de aquecimento e refrigeração controlado por meio de dispositivo eletrônico, persianas que abrem sozinhas e banheiras que se enchem com água na temperatura ideal.
Arquitetura
Prédio tem a assinatura de um renomado arquiteto.
Preço
Varia de R$ 2 milhões a R$ 25 milhões a unidade, dependendo do município.

Entrevistado
Reportagem com base em análise de mercado feita por consultorias como Brain Inteligência Corporativa, Bloomberg e organizações como ADEMI (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário)

Contatos
release@bloomberg.net
pesquisa@ademi.org.br
brain@brain.srv.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Lançamento e venda de imóveis batem recorde em São Paulo

Lançamento e venda de imóveis batem recorde em São Paulo

A retomada gradual da economia já tem reflexos na venda e no lançamento de imóveis da cidade de São Paulo, o principal mercado do País. Até setembro tanto a quantidade de imóveis novos vendidos como lançados foram recordes para o período na capital paulista desde que o Secovi, sindicato que reúne entidades do setor da habitação, iniciou a pesquisa do mercado imobiliário em 2004.

De janeiro a setembro, foram comercializadas 30,5 mil unidades, mais do que as 29.929 vendidas em São Paulo no ano inteiro de 2018. É um volume quase 70% maior do que no mesmo período do ano passado. De acordo com a pesquisa obtida pelo Estado, só em setembro foram comercializados 4.055 imóveis a maior marca para o mês e um volume cerca de 50% maior do que a média histórica para o período.

Na tentativa de conquistar novos consumidores, o ritmo de lançamentos das construtoras está acelerado. Até setembro, elas ofertaram 32 mil unidades neste ano, quase o dobro dos lançamentos feitos nos mesmos meses de 2018.

Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi, observa que o ritmo mais acelerado de vendas e lançamentos que ocorre desde meados do ano atingiu todos os tipos de imóveis em setembro. No mês passado, por exemplo, os lançamentos foram concentrados em imóveis de um dormitório, enquanto os apartamentos de dois quartos lideraram vendas. As unidades de três e quarto dormitórios, por sua vez se destacaram com maior velocidade de vendas sobre a oferta e no Valor Geral de Vendas, respectivamente.

“A economia começa a andar e nós somos o reflexo do momento que o País está entrando, com queda dos juros, redução do desemprego e aprovação de reformas”, afirma Petrucci.

Pelo desempenho alcançado até agora e como normalmente os últimos meses do ano recebem um injeção extra de recursos com o pagamento do 13º salário, férias, ele acredita que o ano de 2018 será recorde de vendas. “Não tenho bola de cristal, mas essa é a expectativa.”

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/

Carro elétrico influencia novas construções em São Paulo

Cresce número de lançamentos de prédios com tomadas para abastecimento de carros elétricos; foco é público de alto padrão, mas há prédios de médio padrão com a tecnologia

Ainda que com baixa representatividade no Brasil, o mercado dos carros elétricos e híbridos crescem como alternativa aos veículos movidos a combustíveis fósseis e puxam mudanças em outros setores. Em São Paulo, construtoras e incorporadoras se preparam para um volume cada vez maior desses veículos nas ruas e lançam empreendimentos principalmente de alto padrão com vagas específicas para o carregamento deles, caso de Mitre, Benx, Nortis, Eztec, Vitacon, Cyrela e Tegra.

O volume de vendas de elétricos e híbridos no Brasil de janeiro a agosto deste ano foi de apenas 0,2% das vendas totais de automóveis no período. Apesar da baixa participação no mercado, o volume vem crescendo – até agosto, foram 4.172 veículos desses tipos, ante 3.970 unidades em 2018.

A demanda é puxada por um público de classe alta, já que o carro elétrico mais barato no Brasil custa em torno de R$ 120 mil, três vezes o preço de um carro popular. Por isso, bairros como Jardins, Itaim Bibi, Pinheiros e Perdizes, na zona oeste da capital paulista, concentram a maior parte dos lançamentos.

Ainda assim, a aposta da Mitre é tão grande que todos os empreendimentos lançados desde o ano passado já contêm tomadas para carros híbridos e elétricos, independentemente do público-alvo, com metros quadrados que vão de R$ 6,7 mil (Vila Guilhermina, zona leste) a R$ 12 mil (Vila Mariana, zona sul).

Projeção digital de garagem do prédio Siga, da Nortis, em Moema. Foto: Projeção digital

A linha Haus Mitre já conta com três empreendimentos em fase de construção – Butantã, Brooklin e Vila Mariana – e outros dois que ainda serão lançados em novembro – Pinheiros e Alto Butantã.

A quantidade de lançamentos com esse serviço reflete uma tendência sustentável, na opinião da diretora de produto e licenciamento da Mitre, Juliana Monteiro Gamba. “A ideia é lançar empreendimentos para atender um público cada vez mais consciente do seu papel na sociedade e busca alternativas sustentáveis. Independentemente do perfil do consumidor, entendemos que em um futuro próximo essa tecnologia estará mais acessível.”

O fundador e CEO da Vitacon, Alexandre Frankel, concorda com a necessidade de atualização do mercado. “Entendemos que é um dever nosso antecipar as tendências e deixar os prédios mais preparados para novos hábitos de consumo.”

Na Vitacon, o primeiro empreendimento lançado com vagas para carros elétricos foi o Affinity, ainda em 2010. Desde 2012, prédios com esse serviço começaram a ser mais frequentes na construtora, com pelo menos um lançamento por ano. Em 2018, foram nove, e a expectativa é que todos os próximos lançamentos já trarão o serviço, focado no público de alto padrão. Cinco seguem em construção: dois em Pinheiros, dois nos Jardins e um na Consolação.

Na Nortis, o segmento voltado para o público de alto padrão com arquitetura autoral se desenvolve há um ano e meio. Até agora, são quatro empreendimentos com tomada para carro elétrico, em bairros como Moema e Vila Madalena.

Quem paga a conta da energia?

Para quem já tem um carro elétrico ou híbrido e para quem ainda pensa em comprar, as tomadas nos prédios são um grande atrativo. Mas uma dúvida é como o condomínio dividirá o custo da energia, já que os moradores sem carros do tipo podem se sentir lesados ao pagar por algo que não usaram.

A opção mais comum é o rateio do consumo de forma igualitária por meio da taxa de condomínio, como será feito nos prédios da Vitacon e da Mitre. Frankel, da Vitacon, reconhece que essa forma de cobrança pode gerar incômodo, mas acredita que o serviço deve ser encarado como mais uma área comum do prédio.

Projeção digital de lançamento residencial da Tegra. Foto: Projeção digital

“Da mesma forma que há moradores que usam muito a piscina ou a academia, também há outros que nunca vão utilizar. Mas isso é temporário (nos prédios da Vitacon). Futuramente, será possível direcionar a tarifa para cada usuário”, diz ele.

Já a Benx antecipou esse problema e vai lançar os empreendimentos com um tipo de tecnologia que distribui o custo do consumo apenas entre os usuários. De acordo com o diretor-geral da incorporadora, Luciano Amaral, a divisão será feita por meio de cartões distribuídos para cada morador. Ao passar o cartão por um dispositivo, a energia é liberada e o custo é debitado na taxa de condomínio daquele usuário.

Dos oito empreendimentos lançados neste ano pela Benx, dois são de alto padrão e possuem tomadas para carros híbridos e elétricos. O Simmetria, em construção no Campo Belo, zona sul, terá uma vaga desse tipo para uso comum de todos os moradores. Já no The Frame, que será lançado em novembro, a projeção é que das quatro vagas para cada apartamento, uma tenha tomada

Fonte: https://economia.estadao.com.br/

Julliana Martins

Com a queda dos juros, setor imobiliário inicia ciclo de expansão

Com aumento de 70% nas vendas de imóveis residenciais em SP até setembro e melhora no mercado corporativo, setor se prepara para aceleração

O mercado imobiliário pode estar perto de uma retomada vigorosa. De julho para cá, seis construtoras e incorporadoras captaram R$ 3,8 bilhões em novas ofertas de ações para colocar o pé no acelerador em seus projetos residenciais e comerciais. Com a queda dos juros – a taxa Selic atingiu 5% ao ano na última semana – e o maior interesse de investidores no setor, a expectativa é de que as captações possam dobrar nos próximos meses, já que outros grupos se preparam para ir à Bolsa.

O ânimo do setor é uma boa notícia para a economia como um todo. “Tradicionalmente, esse segmento antecipa o cenário de crescimento econômico. Há expectativa de recuperação do PIB, a expansão deve ser menos intensa, mas sustentável no longo prazo”, diz Alessandro Farkuh, responsável pela área de banco de investimento do Bradesco BBI, que coordenou boa parte das operações das construtoras na Bolsa.

Com esses recursos, as construtoras pretendem abrir novos canteiros de obras, sobretudo em São Paulo. E isso já se reflete em outros setores da indústria. “Começamos a sentir nas últimas semanas maior demanda por aço vinda do setor imobiliário”, disse Gustavo Werneck, presidente da Gerdau. O mesmo movimento deve acontecer com o cimento e outras matérias-primas

Quem se movimenta pela capital paulista percebe que guindastes voltaram a fazer parte do cenário. Dados do Secovi-SP, obtidos pelo Estado, mostram que, de janeiro a setembro, foram comercializadas 30,5 mil unidades residenciais só na capital, número 70% maior do que o do mesmo período do ano passado. “Isso é mais do que as 29,9 mil vendidas em 2018 inteiro”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. Só em setembro foram comercializados 4.055 imóveis – a maior marca para o mês e cerca de 50% acima da média histórica.

A retomada do setor, que usa mão de obra intensiva, poderá ser um alento para um indicador que se recusa a apresentar melhora significativa nos últimos anos: o desemprego. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da semana passada mostraram que a taxa ainda é de 11,8% no País, com 12,5 milhões de pessoas sem trabalho. Dos empregos gerados, a maioria é de vagas informais.

Concentração
As obras, contudo, ainda estão concentradas em edifícios residenciais e comerciais de médio e alto padrão, diz Ana Maria Castelo, analista da FGV/Ibre. “Não vejo um boom generalizado como em 2007, quando muitas companhias foram à Bolsa. A recuperação mais robusta da construção civil virá com a retomada das obras de infraestrutura.”

Diversas fontes de mercado ponderaram ao Estado que a expansão do setor imobiliário ainda se resume a São Paulo, cujo mercado se descolou do resto do País. De olho nessa oportunidade, a MPD Engenharia, líder em apartamentos de alto padrão em Alphaville, vai investir até R$ 2 bilhões em empreendimentos nos próximos três anos. Segundo o presidente da empresa, Mauro Dottori, entre 70% e 80% dos recursos serão direcionados para a capital paulista. “São Paulo tem maior dinamismo e retoma primeiro do que outros mercados.”

Além das ofertas subsequentes em Bolsa, que são uma importante fonte de financiamento para construtoras, os proprietários de edifícios têm sido assediados por fundos de investimento imobiliário de bancos. Para garantir retorno a seus cotistas, as instituições financeiras estão comprando edifícios corporativos “maduros”, que já estão alugados para empresas.

A Tishman Speyer, que desenvolve prédios residenciais e corporativos, vendeu por R$ 1,2 bilhão a torre que abriga a sede corporativa do BB, em Brasília, a um desses fundos. A empresa já tem R$ 1 bilhão captado para investimento adicional no mercado brasileiro. “Além desse dinheiro captado, está mais fácil conseguir crédito nos bancos para viabilizar projetos”, afirma Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer no Brasil.

Fonte: https://www.metropoles.com

Crédito imobiliário em setembro registra melhor resultado desde 2015

Financiamentos imobiliários chegaram a R$ R$ 7,59 bilhões no mês, resultado 13,2% superior em comparação a agosto e 54,5% maior do que o observado em setembro do ano passado

Foram financiados 27,2 mil imóveis em setembro nas modalidades de aquisição e construção, apontando alta de 3% face a agosto (Créditos: Tero Hakala/ Shutterstock)


Conforme apurado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), no mês de setembro, os financiamentos imobiliários chegaram a R$ R$ 7,59 bilhões, o maior valor mensal desde maio de 2015. O resultado representa alta de 13,2% em comparação a agosto e de 54,5% frente ao observado em setembro do ano passado.

No acumulado dos primeiros nove meses de 2019, o montante financiado atingiu R$ 54,7 bilhões, aumento de 34,1% sobre o mesmo período de 2018. Nos 12 meses encerrados em setembro, o valor total financiado foi de R$ 71,3 bilhões na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, crescendo 39% em relação ao apurado nos 12 meses precedentes. O resultado foi o mais elevado em quatro anos.

Ainda segundo o levantamento, foram financiados 27,2 mil imóveis em setembro nas modalidades de aquisição e construção, apontando alta de 3% face a agosto. Na comparação com setembro de 2018, houve elevação de 31,5%.

Em 2019, o crédito imobiliário viabilizou a aquisição e construção de 207,7 mil imóveis, crescimento de 28,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 12 meses até setembro, foram financiadas 274 mil unidades na aquisição e construção de imóveis com recursos do SBPE, o que indica alta de 33,1% comparando com os 12 meses anteriores, quando 205,9 mil unidades foram objeto de financiamento bancário.

Fonte: https://www.aecweb.com.br

Painel solar transforma água do mar em potável

Aparelho gera simultaneamente eletricidade e água usando apenas energia renovável

Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah, na Arábia Saudita, desenvolveram um aparelho multifuncional capaz de capturar o calor presente nos painéis solares fotovoltaicos, expostos ao Sol, para dessalinizar a água do mar, gerando água potável. Dessa maneira, o aparelho gera simultaneamente eletricidade e água usando apenas energia renovável.

O responsável pelo estudo, Wenbin Wang, construiu uma série de canais de água e os empilhou, separando-os por membranas hidrofóbicas porosas e camadas condutoras de calor. A partir disso, prendeu tudo no lado de baixo de um painel fotovoltaico comercial. O mecanismo é capaz de gerar mais que o dobro da produção de água dos dessalinizadores solares convencionais, que usam um esquema de estágio único, instalados na mesma região desértica.

Tecnicamente, o calor residual do painel vaporiza a água do mar no canal mais alto, e assim, o vapor atravessa a membrana porosa e condensa-se como água fresca em um canal de água limpa logo abaixo.

O ciclo continua conforme o vapor condensa, passando seu calor através da camada de condução térmica para o próximo canal de água do mar, reciclando a energia para purificar mais água.

O aparelho instalado em uma região costeira da Arábia Saudita produziu até 1,64 litro de água potável por metro quadrado de superfície do painel solar a cada hora, representando mais que o dobro da produção de água dos dessalinizadores solares tradicionais. Para isso precisão de três camadas empilhadas de canais de destilação de água e passando a energia de camada para camada.

Segundo Wang, a saída de eletricidade do painel fotovoltaico não foi afetada pela dessalinização de água ocorrendo abaixo dele. “O uso da água e da energia estão profundamente interligados. Fazendas solares usam água doce para tirar a poeira que se acumula sobre os painéis solares e reduz sua capacidade de geração de eletricidade. Enquanto isso, as usinas de dessalinização de água consomem muita eletricidade para produzir água doce da água do mar”, exemplificou.

O novo aparelho, explicou Wang, preenche uma lacuna, além de fazer o seu trabalho aproveitando algo que era desperdiçado. “Os painéis fotovoltaicos comerciais transformam a luz solar em eletricidade com uma eficiência máxima de 20%; os restantes 80% são desperdiçados como calor, lançado no ambiente”.

Fonte: https://www.portalsolar.com.br