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Retrofit em edificações tombadas movimentam a construção civil

É fundamental conhecer a história do empreendimento a fim de manter as suas particularidades através de um processo de modernização

Retrofit, termo que vem do inglês, significa “renovar o antigo”. Porém, na construção civil, o seu significado é ainda mais amplo. Ao contrário do que muitos pensam, retrofit vai além de uma simples reforma, ele pretende utilizar as características do próprio empreendimento e aprimorá-las mantendo seus aspectos positivos através de um processo de modernização da edificação.  Não se trata somente de uma simples reforma e, sim, de revitalização do empreendimento mantendo a sua essência e peculiaridades. Afinal, com o projeto de retrofit, quando bem executado e planejado, é possível minimizar custos com manutenção e aumentar a vida útil da construção.

Para um projeto de retrofit obter o sucesso desejado é preciso pensar na estratégia a ser executada desde a sua concepção até a sua implantação dentro de um contexto social pré-existente, onde há todo um ecossistema no entorno da edificação com residências, avenidas e, principalmente, pessoas. Logo, é fundamental conhecer a história do empreendimento e do local onde ele está inserido a fim de manter as suas particularidades, porém, utilizando a tecnologia para trazer um aspecto mais moderno e atual ao empreendimento unindo inovação à tradição histórica.

Fonte: guia_normas.cdr

Os requisitos dos usuários devem ser atendidos de forma a promover segurança, habitabilidade e sustentabilidade, tendo para cada um desses tópicos solicitações particulares e expressos pelos seguintes fatores (Norma ABNT NBR 15.575:2013):

  • Segurança: Segurança estrutural; segurança contra o fogo; segurança no uso e na operação;
  • Habitabilidade: Estanqueidade; desempenho térmico; desempenho acústico; desempenho lumínico; saúde, higiene e qualidade do ar; funcionalidade e acessibilidade; conforto tátil e antropodinâmico;
  • Sustentabilidade: Durabilidade; manutenibilidade; impacto ambiental.

Entre os benefícios do retrofit, podemos citar a redução de custos por manter alguns aspectos estruturais do empreendimento e eficiência energética ao minimizar o uso de recursos naturais, além da redução de desperdício no canteiro de obras.

Retrofit não é reforma

Baseado em um conceito de preservar a história da construção, ao invés de derrubar um edifício antigo, por exemplo, é feito um processo que modifica as estruturas e renova a fachada, mas que mantém as suas características essenciais. O processo leva em conta fatores econômicos, sociais e, também, o contexto histórico e o meio onde ele está inserido, além do uso de novas tecnologias para tornar essa transição mais efetiva e menos danosa. Devido ao envelhecimento e perda de função ou da qualidade de obras antigas, o tema “reforma de edificações” passa a ser altamente relevante por conta do crescimento das grandes cidades. Porém, antes da sua execução, devem ser observados alguns requisitos, principalmente, a segurança das edificações, seus usuários e o entorno. Por isso, devem ser implantados os requisitos da norma ABNT NBR 16.280 e da ABNT NBR 15.575 durante o projeto. Desta forma, o retrofit não é colocado em nenhuma dessas caixas, pois a maior diferença entre reforma e retrofit é que durante a reforma não há uma preocupação em manter as características originais do prédio, já no retrofit é primordial levar em conta tais fatores.

Retrofit no Brasil

Muito comum em países como Portugal, Espanha e Estados Unidos, o Retrofit ainda é pouco difundido no Brasil devido a burocracia enfrentada para a reconstrução de prédios tombados como patrimônios históricos no país. Porém, a técnica tornou-se uma opção mais viável e eficiente, além de lucrativa. Muitos hotéis internacionais têm buscado edifícios antigos para investir em projetos de revitalização através do retrofit. O Edifício Martinelli, situado na Bela Vista, em São Paulo, por exemplo,  foi um dos projetos de revitalização que utilizaram o retrofit para trazer uma “cara nova” ao patrimônio cultural que foi adquirido em 2008 pelo Groupe Allard. Entre os projetos de retrofit que tem como objetivo principal a revitalização de edifícios antigos com grande valor histórico para a sociedade para transformá-los em grandes e luxuosos hotéis, temos:

Cidade Matarazzo: Revitalização de patrimônio histórico

Empresa: Tessler Engenharia

Área construída: 30.000 m²

Retrofit do hospital Matarazzo vai transformá-lo no hotel mais luxuoso do Brasil

É a maior obra de revitalização de patrimônio histórico sem aporte de recursos públicos da história do Brasil. Com 30 mil m², terá seus edifícios históricos que abrigam os prédios do antigo Hospital Matarazzo, restaurados e preservados, incluindo a sua capela, que será consagrada novamente.

Tipo de concretagem: Devido a sua localização, com grande vizinhança, o Cidade Matarazzo utilizou um concreto que evitasse o uso de vibração, a fim de diminuir os riscos de atingir algum vizinho no processo de concretagem. Para isso, foi utilizado o ADENSAMIX – concreto autoadensável da Engemix – indicado para paredes e lajes de concreto, paredes-diafragma especiais, peças com alta densidade de armadura, peças delgadas e pré-fabricadas, devido a sua alta fluidez. Permite alcançar grandes distâncias horizontais, ultrapassar obstáculos e preencher todos os vazios das formas sem a utilização de vibradores.

Referências técnicas utilizadas na matéria:

ABNT NBR 15.575 – Desempenho de edificações habitacionais;

ABNT NBR 16280 – Reforma em edificações – Sistema de gestão de reformas – Requisitos;

ABNT NBR 14037 – Diretrizes para elaboração de manuais de uso, operação e manutenção das edificações – Requisitos para elaboração e apresentação dos conteúdos;

Guia para Arquitetos na aplicação da Norma de Desempenho – AsBEA.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Coliving e a geração que não quer mais adiar o sonho de morar sozinho

Tendência alia economia a novas experiências

Às vezes a vontade de sair da casa dos pais não é apenas morar sozinho. Pode ser uma necessidade ou uma vontade interna de passar por novas experiências. É claro que isso tem um custo, não só financeiro, mas também emocional. De acordo com o último levantamento da consultoria IDados, a proporção de pessoas entre 25 e 34 anos, que ainda moram com os pais, cresce periodicamente, atingido mais de 20% da população. As inúmeras questões, na hora de dar os primeiros passos para esse processo, cheio de dores e delícias, como, por exemplo, aluguéis muito altos ou apartamentos perfeitos, porém, enormes, nos motivam a fugir do lugar comum. Atenta às mudanças do mercado de locação de imóveis, uma nova geração começa a ganhar cada vez mais espaço, a geração do coliving.

Foto: Appzinho / DINO

Jovens estudantes, amigos de longa data, pessoas que buscam economizar uma graninha no fim do mês. São diversos os perfis que aderem a essa tendência de mercado. É o caso da Amanda, cliente do Appzinho, plataforma personalizada, especializada no aluguel de pequenos imóveis e quartos. Ela tinha um quarto vazio em casa e um aluguel inteiro para pagar. “Estava precisando alugar o meu quarto, não conhecia o site, mas pensei: por que não? Me surpreendi com a quantidade de ligações que recebi. Em duas semanas, consegui achar a minha nova roommate”, diz.

Muito comum fora do Brasil, os roommates, pessoas que compartilham quartos ou apartamentos, estão cada vez mais ganhando espaço por aqui. Esse tipo de oferta é o resultado, não apenas da crise financeira que atingiu o país, mas também de uma opção de qualidade de vida, de uma sociedade que precisa fazer acontecer. Diferente de outras plataformas, o Appzinho possibilita que anunciantes de apartamentos pequenos ou quartos, paguem uma taxa mensal. Assim, com apenas 8% de contribuição, em cima do valor do aluguel anunciado, o cliente garante o melhor custo-benefício para o seu negócio. Conhecido como “o classificado para começos felizes”, o site vai muito além do óbvio, oferecendo assessoria personalizada desde a implantação de um anuncio até a assinatura do contrato.

O trabalho é intenso. Na plataforma, onde o céu é o limite, tudo foi pensado e planejado para atender aos clientes com todo o carinho, cuidado e rapidez. Filtros como “cercado de verde”, “amigos dos pets”, “silencioso” ou “perto do agito”, são utilizados para deixar a busca com a carinha de quem procura. Promover o diálogo entre pessoas que tenham os mesmos interesses também é função dessa equipe de mulheres que amam o que fazem. “Trabalhamos, acima de tudo, com gente! Queremos ser vistos como uma comunidade que se ajuda.” Diz Daniela Pereira, idealizadora da plataforma junto com suas filhas Fernanda e Gabriela.

“Temos clientes que querem se mudar, mas não fazem nem ideia de por onde começar. Gostamos de conhecer essas pessoas e cruzar seus perfis. Dessa forma conseguimos oferecer o melhor. Um apê que caiba no bolso ou, quem sabe, o quarto ideal, em um apartamento compartilhado, tornando esse sonho financeiramente possível e agradável. Assim, conseguimos ajudar os dois lados. O proprietário, que precisa arcar com os custos de um apartamento vazio e os inquilinos que só precisavam de um empurrãozinho para se conhecerem”, completa Fernanda.

O Appzinho disponibiliza opções de imóveis no Rio de Janeiro e em Niterói e tem planos de expandir o negócio para todo o país, além de lançar um aplicativo para Android e IOS. Atualmente é possível encontrar opções na Tijuca, Zona Sul e Barra da Tijuca. A plataforma de aluguel de quartos e apartamentos reúne proprietários de imóveis, algumas imobiliárias selecionadas e pessoas que procuram por um cantinho para chamar de seu. Além de todas essas opções funcionais, o cliente também encontra na plataforma e nas redes sociais da marca dicas de decoração, organização de pequenos espaços, de cozinha e até de limpeza.

O plataforma está hospedada no endereço https://www.appzinho.com/home/ e oferece facilidades de navegação, que aperfeiçoam a experiência dos usuários.

Sobre o Appzinho:

Há cerca de cinco anos a jornalista Daniela Pereira se viu em meio a um dilema pessoal: suas duas filhas, Fernanda com 23 anos e Biba com 19 anos, estavam criando sua própria independência, cada uma em seu tempo, e ela sentiu a necessidade de ajudá-las a entender como é cuidar de uma casa e ser “dono do próprio nariz”.

Depois de começarem uma pesquisa sobre as dores e delícias que a nova geração vinha passando para deixar a casa ou cidade dos pais, o trio descobriu um mundo de possibilidades e assuntos a serem explorados. Assim surgiu o Apezinho, um blog que reúne conteúdo especialmente preparado para ajudar os amigos e os novos amigos a viverem por conta própria.

Mergulhar fundo no universo do Apezinho promoveu uma verdadeira revolução na vida das três. Elas passaram a cultivar hábitos alimentares mais saudáveis, uma filosofia de vida minimalista e aprenderam a organizar melhor as finanças. Com o sucesso do blog ao longo dos primeiros anos, a família vislumbrou uma possibilidade de empreender com propósito e transformá-lo em um negócio.

De olho no mercado imobiliário, que movimenta milhões em todo o mundo, mãe e filhas buscaram investidores para transformar o seu sonho em realidade. Com o aporte financeiro foi possível tirar o projeto do papel e criar um modelo de negócio inédito no setor imobiliário brasileiro, estudado e planejado minuciosamente.

Do Apezinho nasceu o Appzinho, definido pelas fundadoras como um “classificado para começos felizes”. A missão do negócio é ajudar pessoas a conquistarem o sonho de morar sozinho, seja alugando um quarto em uma residência compartilhada ou um apartamento inteiro para si.

A plataforma de aluguel de quartos e apartamentos reúne proprietários de imóveis, algumas imobiliárias selecionadas e pessoas que procuram por um cantinho para chamar de seu. Diferente de outros sites, o Appzinho possibilita que anunciantes de apartamentos pequenos ou quartos, paguem uma taxa mensal. Assim, com apenas 8% de contribuição, em cima do valor do aluguel anunciado, o cliente garante o melhor custo-benefício para o seu negócio e conta com opções de aluguel menos burocráticas e mais personalizadas, além de outros serviços úteis para quem mora sozinho e dispõe de pouco tempo e dinheiro para organizar os detalhes.

Website: https://www.appzinho.com/home/

Fonte: www.terra.com.br

Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra

Estátua da Liberdade: a Engenharia dos Grandes Monumentos

Além de muitas vezes representarem pontos turísticos, levando beleza, cultura e arte para as cidades, os grandes monumentos envolvem muita engenharia para a sua construção, principalmente os mais antigos. Grande exemplo disso é a Estátua da Liberdade, grande símbolo da cidade de Nova York.

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O Monumento à Liberdade (ou Estátua da Liberdade) foi construída entre os anos de 1875 e 1886, como um presente da França aos EUA pelo centenário da independência americana. A fim de representar a grandiosidade das terras americanas para os que ali chegassem, o escultor Frédéric-Auguste Barthold idealizou o monumento até hoje localizado na ilha da Liberdade, no porto de Nova  York.Sua construção contou com a colaboração de Gustave Eiffel, engenheiro especializado em estruturas de ferro. Para a sustentação da estátua, ele sugeriu uma estrutura com uma torre central em ferro, firmemente ancorada no pedestal, e ela consistiria em um andaime de ferro com reforços diagonais. A esse esqueleto seria acoplada uma estrutura secundária, mais próxima da forma da estátua, de onde sobressairiam diversas barras de ferro, planas e flexíveis, que se ligariam com o que podemos chamar de “pele” do monumento.

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Essa “pele” foi constituída por 300 pranchas de cobre norueguês, moldadas manualmente e unidas com rebites, somando 80 toneladas. Inicialmente, Bartholdi fez diversos modelos em argila, e depois em gesso até chegar ao cobre, em chapas bem finas com 2,3 mm de espessura. A estátua foi montada, provisoriamente, no pátio do ateliê onde fora modelada, e somente em 1885 o monumento de 46,5 metros e com quase 225 toneladas foi enviado para Nova York, desmontado e acondicionado em 214 caixas

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O pedestal  da estátua, porém, só ficou pronto em 1886. O seu projeto consistia em um sólido simples com vagas influências egípcias, de 27 metros de altura e fundações de 20 metros, de autoria do arquiteto norte-americano Ricardo Morris Hunt. Os pilares foram erguidos em torno das paredes de um antigo forte, que recebeu como enchimento um imenso volume de concreto.O ferro da estrutura reagiu, eletroliticamente, com o cobre da “pele” da estátua, o que causou sérios danos à estrutura até a década de 1980, que ainda foi agravado pela penetração da água da chuva nas chapas de cobre que se dilataram com o tempo, formando aberturas entre elas. Para sanar o problema, a estrutura do monumento foi trocada por aço inoxidável, o que levou um ano. Ao todo, foram trocados 3000 metros de barras da estrutura.

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Na época em que foi construída, a estátua da liberdade era o monumento mais alto do mundo, com 92 metros, sendo capaz de oscilar 7,5 cm com um vento de 80 km/h, como um ótimo exemplo da combinação entre resistência e flexibilidade.

Referências: https://blogdaengenhariacivil.wordpress.com/2015/04/15/estatuas-e-monumentos/http://engenheirocaicara.com/construcoes-extraordinarias-monumento-liberdade/https://www.hometeka.com.br/pro/9-monumentos-historicos-em-construcao/

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

50 Anos do Primeiro Plano Urbanístico Básico de São Paulo

Lendo o jornal da Folha de São Paulo de hoje, dia 12 de março, uma importante memória foi impressa na pequena parte que trata do Acervo do jornal. Trata-se de uma matéria veiculada no dia 12 de março de 1969 com o seguinte título: Uma cidade nova nascerá em São Paulo. Na ocasião, um grupo técnico, formado por brasileiros e norte-americanos desenvolveu um estudo para definir o que foi chamado de “Plano Urbanístico Básico” para São Paulo.

O jornal, inclusive, dá a essa iniciativa a característica de ser a primeira do gênero na cidade. O serviço, que fora contratado pela Prefeitura de São Paulo, indica uma série de diretrizes para “ditar o futuro” da cidade. A ideia, vejam só que interessante, era a de acabar com a “desordem” na qual o município vinha crescendo. O plano demorou oito meses para ser confeccionado e contou com a participação de urbanistas, planejadores, economistas, sociólogos, arquitetos e engenheiros.

Na época, o prefeito da cidade, Faria Lima, falava em “humanizar a cidade”, tornando o local “feliz para seus habitantes”. É de conhecimento geral para todos que, Faria Lima, foi um prefeito à frente de seu tempo, com diversas obras que fazem parte da nossa história. Entre elas, claro, o Metrô.

As sugestões do Plano

O estudo foi feito pelo Consórcio Asplan, Daly, Montreal e Wilbur Smith que entregou 12 volumes com 500 páginas cada um, acompanhados por mapas e gráficos. O grande resumdo do plano fica por conta da melhoria nas condições de trânsito, transporte e, principalmente, deixar a cidade mais humana, por assim dizer. Há, inclusive, a recomendação de que se use a região de Paralheiros, uma região até então “despovoada”, que poderia surgir uma nova cidade com capacidade de abrigar de 600 mil a 1,5 milhão de pessoas. O plano ainda sugeria que indústrias e outros serviços fossem instaladas por ali, visando empregar 200 mil pessoas e, a transcrição do plano, diz o seguinte:

“O empreendimento se assemelhará a construção de uma nova cidade. A municipalidade deverá entrar em entendimentos com os proprietários de terras e desapropria-las quando necessário, proporcionar meios de transporte e os serviços urbanos, elaborar o plano de urbanização e associar de formas diversas a iniciativa privada ao empreendimento (de Parelheiros)”. Outras ideias extremamente interessantes eram: a instalação de dois novos campus universitários na cidade, um em Santo Amaro e o outro na Penha, perto do Rio Tietê e, também, aumentar para 450 quilômetros a rede de metrô da cidade.

Além disso, já em 1969, estimava-se que o Estado deveria manter constante a construção desse modal em 24 quilômetros por ano. Também constava a ideia de criar vias expressas, com extensão de 815 quilômetros, formando uma malha retangular sobre a cidade para atender o tráfego total de veículos. Os intelectuais propuseram que fossem criados sete centros sub-regionais em pontos estratégicos, com o objetivo de “polarizar populações da ordem de 1,5 a 3 milhões de habitantes. Três dos centros ficariam em São Paulo: Santo Amaro, Itaquera e Parelheiros e os outros nas regiões do ABC, Osasco, Guarulhos e Moji das Cruzes.

Por fim, na questão de “quem pagará” a conta desse projeto, a porcentagem era bastante interessante: 30% vindo da Prefeitura, 18% do Estado, 2% da União e a iniciativa privada contribuiria com 27%. Os outros 23% seriam oriundos de financiamentos, além de manter a “atual política de atualização anual dos tributos municipais”.

Qual sua opinião sobre esse plano? Implantariam alguma mudança nesse sentido?

Referênciashttps://www1.folha.uol.com.br/banco-de-dados/2019/03/1969-grupo-prepara-1o-plano-urbanistico-basico-para-organizar-sao-paulo.shtml

Fonte: http://www.saopauloinfoco.com.br

A retomada do setor de construção civil

O setor de construção civil sofreu muito com a crise dos últimos anos. Mas, felizmente, desde o final de 2018, nota-se uma retomada na confiança, o que já representa um crescimento nas vendas de imóveis. As perspectivas voltaram a ser otimistas.

Com o PIB previsto para avançar 2,5% em 2019, o setor de construção estima crescer até 2%, como apontam dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Sindicato da Indústria de Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). Muito disso se deve à esperança da população no novo governo e à expectativa de estabilidade política e econômica.

Contudo, assim como vários mercados, o setor imobiliário também passa por transformações importantes. A busca pelo acesso em vez da posse tem feito com que algumas construtoras passassem a construir condomínios não com a intenção de vender os apartamentos, mas sim de alugá-los. Uma grande mudança de paradigma para o modelo de negócio.

Outra vertente de mudança é a de imóveis cada vez menores. Com menos filhos, a necessidade de espaço diminui, fazendo com que a localização se torne muito mais importante do que o espaço. Nesse sentido, imóveis modulares, onde um quarto se transforma em sala em questão de segundos, registram franca expansão.

Mais conscientes, as famílias não abrem mão de imóveis mais sustentáveis. Condomínios com sistemas de reuso de água, irrigação inteligente das áreas verdes e painéis solares para produção de energia limpa são cada vez mais procurados.

Construções com fachadas verdes e amplos jardins que proporcionem momentos de relaxamento e bem estar estão no topo das prioridades de quem busca um imóvel com apelo ambiental. Além de mais conforto térmico, redução da poluição sonora, visual e do ar, moradores de várias cidades do país já começam a se beneficiar de iniciativas como o IPTU Verde, que faz uma redução gradativa no imposto de acordo o nível de sustentabilidade do imóvel.

Além de economia nas contas de energia, água e IPTU, outra grande vantagem desses investimentos sustentáveis é a valorização do imóvel. Pesquisas mostram que casas e apartamentos com práticas mais sustentáveis chegam a valer até 30% mais.

Construtoras que se atentarem a todas essas tendências certamente verão uma rápida recuperação em seus mercados. Entender as demandas, necessidades e preferências dos clientes será sempre o melhor antídoto contra qualquer crise.

Eu, Danny Braz sou engenheiro civil, consultor internacional com foco em construções verdes e diretor geral da empresa Regatec.

 Sobre a Regatec: http://www.regatec.com.br/

A Regatec é uma empresa especializada em irrigação para paisagismo e campos esportivos. É a primeira empresa brasileira a se especializar em irrigação e automação por controle central, assim como foi a primeira distribuidora da marca Rain Bird, pioneira em irrigação de estádios, campos de futebol. Dispõe de know-how próprio, que faz adequação da cultura e dos produtos nacionais aos rígidos critérios internacionais para a total eficiência na irrigação.

Fonte: http://jornaldiadia.com.br

Paineis solares x Telhas solares

A tendência de hoje em dia é buscar métodos que sejam amigáveis ao meio ambiente, como aqueles que não emitem gás carbônico e que reduzem o uso dos recursos naturais. Assim, que tal aproveitar os raios do sol e produzir fonte de energia renovável, limpa e que pode ser convertida em eletricidade por meio de painéis solares ou telhas solares? Para ajudá-los com isso, no post de hoje mostraremos uma ficha sobre esses dois métodos, dando maior poder de escolha para vocês. Acompanhe!

Painel Solar

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Painel solar é, resumidamente, o equipamento que capta a energia solar e a converte em outras formas de energia que podemos aproveitar em nosso dia a dia. O tipo mais famoso é o painel fotovoltáico, que converte a luz solar em energia elétrica, mas há também outros equipamentos, como os aquecedores solares, que usam a energia do sol para aquecer água, economizando assim os gastos com chuveiros e aquecedores elétricos, equipamentos de aquecimento muito comuns no Brasil, mas que são vilões no consumo de energia.

  1. Os painéis solares são a opção mais antiga entre os dois, desenvolvido pela primeira vez na década de 1950. Com uma durabilidade em cerca de 40 anos, existem painéis que ainda hoje estão trabalhando em impressionantes 80% de sua capacidade original.
  2. Os painéis solares mais comuns medem cerca de 1,6m² e produzem de 240 a 275 watts.
  3. Você pode facilmente mudar posição e o ângulo dos painéis solares para captar melhor a luz do sol, não importando em qual direção o seu telhado está.
  4. Sua instalação é muito prática e versátil, podendo ser feita em diferentes tipos de telhados, ou mesmo no alto de um poste, em seu jardim ou quintal.
  5. Os painéis solares são mais adequados para a adaptação em telhados já existentes se eles se adequarem à durabilidade dos próprios painéis, que são normalmente garantidos por 25 a 30 anos, com mínima – ou nenhuma – mudança estrutural.

Infelizmente, no Brasil, o preço de painel solar ainda não é atrativo para o consumidor residencial, que não recebe nenhum subsídio do Governo, tornando o custo muito elevado para ser uma opção viável para a maioria dos consumidores brasileiros. As placas de energia solar vendidas no Brasil podem ultrapassar os R$2000,00 por módulo, dependendo da eficiência desejada para o sistema

Telha Solar

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Uma aposta interessante são as telhas sustentáveis ou telhas fotovoltaicas, parecidas com os modelos convencionais, as telhas integram mini painéis solares embutidos em seu interior, á diversas formas e modelos hoje em dia no mercado, a maioria delas é feita de cerâmica e possuí 4 células fotovoltaicas, a instalação acontece embaixo do telhado até o conversor, uma inovação do setor energético que está ganhando destaque internacional e promovendo a sustentabilidade.

Com a instalação dessas telhas solares em uma área de 45m², a geração de energia alcançaria cerca de 3kw e supriria a demanda energética de uma casa, a colocação dessas telhas fotovoltaicas é realizada como de costume, são telhas comuns, como as outras vendidas no mercado, mas com o potencial de gerar energia limpa e sustentável para todos os consumidores.

  1. As telhas solares são um tipo de tecnologia mais moderna, começando a ser comercializadas em 2005. Porém, por elas serem tão novas, ainda não há quaisquer dados reais sobre quanto tempo elas possam durar.
  2. Semelhante em tamanho e forma a uma telha de cerâmica, é facilmente adaptável à quase todo tipo de telhado e uma única telha solar produz de 13 a 63 watts. Este tipo de dispositivo solar, originalmente tinha eficiência de conversão baixa, cerca de metade da taxa de painéis solares. No entanto, com os avanços tecnológicos ao longo dos últimos anos, melhorou muito essa taxa.
  3. As telhas solares tomam o lugar de suas contrapartes convencionais com o próprio material de cobertura; portanto, o momento ideal para instalá-las é quando você está construindo uma casa nova ou quando for substituir o seu telhado atual.
  4. Leve e atraente, com uma cor azul escura, telhas solares têm resistência às intempéries, além da flexibilidade e encaixes iguais às telhas de cerâmica.
  5. Um telhado de telha solar é relativamente rápido de instalar; sendo que seu tempo reduziu em cerca de 60% na última década para cerca de 10 horas. No entanto, uma perícia técnica ainda é necessária. Tal como acontece com painéis solares, um telhado de telha solar, deve estar em conformidade com os códigos de construção geral, assim, recomenda-se contratar um profissional qualificado com experiência neste tipo de serviço.
  6. A instalação inicial é cara, sendo que no futuro o sistema de telhas solares da Tesla se paga a ele próprio.

De acordo com a empresa norte-americana Tesla, a produção da telha solar já começou e logo será comercializada. Chamada de Solar Roof, a telha solar irá custar em torno de 21,85 dólares por metro quadrado, ou seja, dois dólares a menos que a metragem da telha comum. Em um comunicado em janeiro, a Tesla destacou que o projeto pode ser customizável, não precisando que todas as telhas sejam solares. O novo produto da Tesla é produzido com vidro temperado e é três vezes mais resistente que o tradicional segundo a empresa. Com uma garantia de 30 anos, o consumidor pode incluir até 70% de telhas solares em sua residência.

Já no Brasil para esta novidade ganhar o mercado e atingir os consumidores, o governo necessita diversificar mais a matriz energética no país, promover maiores subsídios para as energias renováveisprincipalmente no setor solar, atraindo então mais investidores capazes de implementar essas fabricações de telhas fotovoltaicas em território nacional. Cada avanço no setor energético é importante para gerar mais sustentabilidade e colaborar com as energias renováveis, temos que apostar nessas inovações para contribuir com o nosso meio ambiente.

Seja qual modelo for escolhido, ambos, painéis solares ou telhas solares, devem resultar em economias substanciais na conta de energia elétrica, especialmente durante períodos ensolarados. Assim, não precisa ter medo de errar, pois qualquer opção será um ótimo investimento para sua casa, suas contas e para o meio ambiente.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

As cidades de bambu do futuro

Penda, uma empresa e estúdio de arquitetura chinesa, pretende desenvolver uma cidade inteira de hastes de bambu interligadas e corda – repensando o design sustentável como a conhecemos. Essa empresa espera que, um dia, um sistema modular que use bambu como material de construção primário possa substituir os arranha-céus tradicionais.

A inovação se trata do uso da construção modular junto ao quesito ecológico, ainda mais com o material bambu, que é de grande utilidade em construções e decoração, o que une aspectos de grande valia em uma obra atualmente.

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A estrutura é capaz de crescer em diversas direções, gerando um grande sistema modular sustentável de alta resistência e beleza.

A sobreposição dos módulos aumenta a resistência total das estruturas  o que possibilita o desenvolvimento na vertical e horizontal.

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  • O bambu cresce comumente em toda a China e é considerado mais forte que o aço e mais resiliente que o concreto. Mas nas culturas ocidentais, muitas vezes percebemos esses caules lisos de verde como puramente decorativos. A Newsweek, uma revista de notícias semanal norte-americana publicada na cidade de Nova Iorque,  certa vez chamou o bambu de “a matéria-prima mais útil a ser negligenciada”.
  • Segundo uma pesquisa feita pela Future Cities Laboratory, um centro de pesquisa construtivo em Singapura, em ensaios de resistência, obambu se mostra mais adequado que a maior parte dos outros materiais, inclusive o concreto armado. Essa condição se deve a sua estrutra tubular oca, que gera um conjunto de esforços continuados ao longo de todo seu comprimento. Estudos indicam que essa formação está relacionada a sua adaptação natural ao longo dos milênios contra os ventos

Algumas características  do Bambu :

  1. Cresce incrivelmente rápido. Pode esticar mais de quatro pés por dia nas condições certas, gerando uma constante renovação.
  2. Possui grande resistência a tração e compressão devido sua organização estrutural.
  3. Matéria prima de custo barato
  4. Material sustentável e esteticamente belo no quesito construtivo

No contexto brasileiro, é evidente que ainda existe uma cultura de desconhecimento acerca de estruturas modulares, ainda mais quando se trata do uso de bambu. Essa cultura somada ao negligente processo de desenvolvimento tecnológico brasileiro dificulta o uso de tais recursos e inovações, pois para muitos ,por exemplo, o concreto e os tijolos ainda são de alta eficácia, o que não deixa de ser, mas é evidente que há inúmeras possibilidades para o progresso.

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Exemplo de uma construção em bambu.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

Espaços de coworking se adaptam à lei de multipropriedade: comprar fração, ao invés de alugar, é alternativa para uso ou geração de renda

De acordo com Censo coworking Brasil 2018, cresceu de 810 para 1194 o número de espaços coworkings, que totaliza 88 milestações de trabalho disponíveis e pequenas empresas de até 3 funcionários representam 55% do público dos coworkings, este crescimento  deve-se ao incentivo de novas práticas de empreendedorismo e também aos benefícios que são oferecidos aos usuários que passam pela economia de água, luz, internet e serviços essenciais, como limpeza, presença de secretária que chegam até à 70% dependendo do caso.

Foto: Yoube.work / DINO

Até então, ter acesso a um espaço assim, só funcionava através da modalidade de aluguel, mas agora com a nova Lei  13.777  que regulamenta a multipropriedade no Brasil, é possível comprar qualquer tipo de imóvel de forma fracionada, inclusive de um espaço de coworking.

As propriedades fracionadas já existem nos Estados Unidos e na Europa há mais de 20 anos. Agora, começam a ganhar força no Brasil. Um estudo divulgado no ano passado pela Caio Calfat Real Estate Consulting, consultoria especializada no setor imobiliário e hoteleiro, comprova o interesse pela multipropriedade. A pesquisa apontou que só em 2016, em plena crise econômica, o sistema fracionado somou 11 bilhões em lançamentos. Um crescimento quase cinco vezes maior do que o registrado no último levantamento, realizado em 2015 (R$ 2,3 bilhões).

Vem de João Pessoa, capital da Paraíba, o exemplo de como fazer este tipo de investimento. Por lá, foi aplicado o modelo de multipropriedade fracionada, na qual todos os investidores fazem uso do espaço adquirido de forma inteligente e sustentável. A lógica é muito simples:

No lugar de pagar um aluguel, o usuário compra uma fração do imóvel, tornando-se multiproprietário. É o compartilhamento levado ao pé da letra. O modelo ainda é inédito no mundo; já que quando o assunto é multipropriedade, o mercado vem se limitando aos setores de residência, hotelaria e bens de luxo.

Para se ter noção da amplitude da modalidade de negócio, a lista dos profissionais que o procuram, é generosa: são arquitetos, fotógrafos, advogados, designers, consultores de negócios, prestadores de serviços em tecnologia da informação, corretores de imóveis, de seguros, representantes comercias, engenheiros, coachs, personal organizer e principalmente investidores que compra para alugar.

E como funciona esse novo sistema de investimento imobiliário? 

O cliente compra uma fração de um escritório compartilhado, também conhecido como coworking ou espaço colaborativo, o que lhe dá direito a uma escritura pública do imóvel individualizada correspondente à sua cota, incluindo uma área de trabalho fixa previamente demarcada, armário privativo e acesso às salas de reuniões e de atendimentos privativos, auditórios, copa, café bar, domicílio fiscal e postal, além de contar com toda infraestrutura de equipamentos como impressoras, scanner, internet de alta velocidade e, claro, secretariado e serviço de limpeza. Tudo em um ambiente luxuoso, inspirador  e com localização do imóvel em um bairro nobre.

Ao contrário do modelo tradicional de multipropriedade , em que comprador só tem direito a usar apenas por um tempo pré-fixado (dias, semanas ou mês), no modelo desenvolvido, o usuário tem direito a usar o bem todos os dias do ano, 24 horas por dia, 7 dias por semana, ou seja, em tempo integral ou de acordo com sua necessidade. “O negócio é atrativo pois, por cerca de R$ 60.000,00 o comprador terá direito a usufruir do espaço de trabalho e atender clientes todos os dias, em um escritório luxuoso, situado no bairro nobre da capital, ou alugar para outros profissionais ou empresas quando não estiver usando”, afirma Victor Oliveira, corretor de imóveis da HOFMANN IMOBILIÁRIA em João Pessoa e o idealizador desta modalidade.

Modelo Tradicional X Modelo em regime de Multipropriedade.

ITENSMODELO TRADICIONALREGIME DE MULTIPROPRIEDADE
tipo de contratoaluguel mensal sem fidelizaçãocontrato de compra e venda
acesso 24 horas ao imóveldepende do planosim
permite sublocaçãonãosim
 intercâmbio entre unidadessimsim
salas de reuniõesdepende do planoincluso
auditórioextraincluso
endereço fiscal e postalextraincluso
localização em bairro nobredepende do valorsim
escritura publicanãosim

Segundo Gustavo Rabay, advogado do escritório Rabay, Bastos & Palitot, é importante ressaltar que o imóvel comercial vendido em sistema de multipropriedade é igual a qualquer outro imóvel, possuindo escritura e registro público em cartório de imóveis e as mesmas vantagens que a aquisição de um bem tradicional. “A fração se torna um bem transmissível a herdeiros e negociável. O proprietário pode locá-la ou revendê-la a terceiros quando quiser.”, afirma Rabay. Por sua vez, André Cabral, advogado da banca Cabral, Ribeiro, Rangel & Cavalcanti, destaca que “O sistema de fractional já é um modelo jurídico consolidado em vários países e, que ganha força na nova economia compartilhada, pois minimiza custos tanto de aquisição dos bens como de sua manutenção. O Brasil entra nesse cenário global com a Lei 13.777/2018 que regulamentou a multipropriedade.”

Com características únicas de um coworking de luxo, com a conveniência de ser um bem próprio do empresário, esse modelo inovador vem agradando os pioneiros na sua adoção: “Tenho todo o conforto de um escritório moderno, mas com serviço de hotel cinco-estrelas e, além da comodidade, fico tranquilo por saber que meu dinheiro não está parado num único bem, o que me deixa tempo suficiente para focar apenas no meu negócio”, conta Leo Maia, arquiteto do projeto e investidor.

O modelo pode ser interessante para investidores com um maior capital disponível, que pode avaliar a possibilidade de adquirir várias frações do projeto para ampliar sua rentabilidade com a locação dos seus espaços adquiridos. A locação pode ser feita simultaneamente para vários inquilinos e de forma individualizada, o que permite uma rentabilidade acima da média dos imóveis tradicionais. “Toda a gestão de locação pode ser feita através do aplicativo exclusivo do coworking sem intermediação ou através da administradora”. Segundo Victor Oliveira, isso torna a operação menos suscetível às variáveis da economia.

Saiba mais em: http://yoube.work

Fonte: www.terra.com.br

Rota da Seda começa com maior ponte marítima do mundo

Estrutura tem 12,4 quilômetros em trecho terrestre e outros 36 quilômetros atravessam a baía que circunda o Kwait

Sheikh Jaber Al Ahmed Al Sabah Causeway, ou Calçada do Sheik Jaber Al-Ahmad Al-Sabah, é o nome da ponte marítima mais longa do mundo. Prevista para ser inaugurada em abril de 2019, ela liga o Kwait de norte a sul e é a primeira estrutura projetada para integrar a nova Rota da Seda – ligação rodoviária entre a China e a Europa, cruzando 60 países. A ponte tem 12,4 quilômetros em trecho terrestre e outros 36 quilômetros atravessam a baía do Golfo Pérsico que circunda o Kwait. Até o final de sua obra, a estrutura terá consumido 1 milhão e 535 mil m³ de concreto. Todas as interseções da ponte foram finalizadas em novembro de 2018. Agora, ocorre a interligação da estrutura aos complexos viários de Doha e Subiyah.

Todas as interseções da ponte foram finalizadas em novembro de 2018. Agora, ocorre a interligação da estrutura aos complexos viários de Doha e Subiyah.
Crédito: Hyundai Engeneering & Construction

Os números impressionantes não se limitam ao volume de concreto. O projeto inclui 250 mil toneladas de aço e 1.200 estacas de fundação instaladas a profundidades que variam de 30 metros a 84 metros, além de 1.211 elementos de concreto protendido moldados in loco, para formar o tabuleiro da ponte. A torre que sustenta os estais do vão central tem 151 metros de altura e pesa 1.600 toneladas, entre aço e elementos pré-fabricados de concreto. A estrutura permite a abertura de um vão com 177 metros de comprimento a 23 metros de altura, para o tráfego marítimo.

Foram construídas ainda duas ilhas artificiais com 30 hectares cada uma, para receber edifícios de emergência, de controle de tráfego e de manutenção, além de um posto de combustível e ancoradouro. A obra está orçada em 3 bilhões de dólares (aproximadamente 11,4 bilhões de reais). O consórcio que viabiliza a construção é liderado pela divisão de engenharia da sul-coreana Hyundai, junto com construtoras do Kwait. Quando a obra for inaugurada, será possível cruzar o país de carro em 30 minutos. Hoje, o trajeto entre Doha e Subiyah é feito em 90 minutos. O tráfego pela ponte será facilitado pelo tamanho das pistas, que medem 30,6 metros de largura cada, além de uma faixa de acostamento.

Projeto inclui construção de cidade-inteligente para 500 mil habitantes

A torre que sustenta os estais do vão central tem 151 metros de altura e pesa 1.600 toneladas. Crédito: Hyundai Engeneering & Construction

O empreendimento é cercado por um plano de sustentabilidade ambiental. Desde o início da construção houve um grande esforço para minimizar qualquer interferência ou dano à flora, à fauna e ao ambiente marinho. Os camarões Tigre Verde – espécie que habita a Baía do Kuwait – foram protegidos com a instalação de recifes artificiais ao redor da ponte. A Sheikh Jaber Al Ahmed Al Sabah Causeway também está mudando a infraestrutura de Subiyah, no norte do país. Nos arredores da cidade está nascendo uma cidade-inteligente para 500 mil habitantes, e que será batizada de Cidade da Seda.

A cidade é desenvolvida para se beneficiar economicamente da nova Rota da Seda. O caminho histórico, criado em 200 a.C., foi a primeira ligação entre ocidente e oriente, e agora servirá de base para o ambicioso projeto liderado pela China e batizado de “One Belt, One Road” (um cinturão, uma rota). Com investimento assegurado de US$ 100 bilhões, os chineses vão financiar obras em 60 países. É a maior injeção de recursos em infraestrutura já feita no mundo e envolverá construção de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e linhas de transmissão de energia, dados e combustíveis.

Veja como ficará a Sheik Jaber Al-Ahmad Al-Sabah Causeway

Entrevistado

Hyundai Engeneering & Construction (via assessorial de imprensa)

Contato: hdecuae@hdec.co.kr

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: www.cimentoitambe.com.br

Veja 5 dicas práticas para otimizar espaços na sua casa

Pixabay

Cada vez mais a otimização de espaços é uma saída para quem busca mais conforto e praticidade, seja nos apartamentos ou nas casas, já que a tendência de imóveis com medidas menores vem se tornando uma realidade nos últimos anos. 

Além disso, em muitos casos a residência deixou de ser apenas uma moradia e se tornou também um espaço de trabalho, ou seja, cada centímetro deve ser valorizado para que esse ambiente seja não só aconchegante, mas também funcional.

Atento a esta nova demanda no setor, Eufrásio Humberto Domingues, fundador do Grupo Realibrás/Conspar, explica como investir na otimização de espaços e traz orientações para quem busca o melhor aproveitamento do imóvel. 

“Utilizar o espaço de forma inteligente, sem dúvida, melhora a qualidade de vida da família toda, isso porque abre um leque de opções e possibilidades que antes não eram vistas, portanto essa residência deixa de ser apenas um dormitório, mas também um espaço onde é possível ter mais conforto para receber visitas, trabalhar em casa e até mesmo passar mais tempo com a família”, afirma Domingues.

Para quem busca soluções práticas, confira abaixo as 5 orientações para aproveitar ao máximo cada ambiente; 

1: Aproveite as paredes 

Umas das melhores dicas é justamente explorar as paredes, isso porque muitas vezes elas acabam se tornando apenas um espaço para os quadros, mas saiba que podem servir para pendurar prateleiras e armazenar livros ou filmes, além disso os ganchos também funcionam muito bem para pendurar bolsas ou casacos. Abuse da criatividade e utilize as paredes a seu favor. 

2: Aposte em cores neutras 

Para que o ambiente se mantenha mais iluminado e amplo, as cores mais claras e neutras podem ser grandes aliadas para espaços pequenos. Escolha uma cor predominante para todo o espaço em um tom neutro e utilize cores para a decoração como tapetes, almofadas ou quadros, por exemplo.

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3: Espelho, espelho meu 

Muitos podem torcer o nariz quando se fala em espelhos, mas se usados com sabedoria, ajudam muito a dar mais amplitude aos ambientes, criando jogos visuais interessantes. Podem ser usados na vertical ou horizontal e não necessariamente precisam preencher todo o imóvel. Experimente utilizá-los em posições estratégicas, como, por exemplo, ao fundo da mesa de jantar, portas de armários ou móveis.

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4: Cada centímetro é válido 

Sabemos que uma das maiores dificuldades é encontrar lugares para guardar tudo o que queremos, por isso cada canto pode se tornar muito útil para desempenhar esse papel. Alguns itens tomam mais espaço como panelas, produtos de limpeza ou jogo de toalhas, por isso armários nas quinas que vão até o teto ou prateleiras nos cantos podem ser uma boa pedida para armazenar esses itens. Além disso, no caso de imóveis que têm escadas, elas podem servir de gavetas embutidas e o vão também é um bom lugar para colocar prateleiras ou armários.

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5: Móveis planejados e multiuso 

Os famosos móveis planejados podem fazer toda a diferença na organização de um apartamento ou casa, isso porque são feitos sob medida para se adaptarem de acordo com o estilo de vida de cada um. Isso vale para todos os ambientes, até mesmo a cozinha, que pode ter eletrodomésticos maiores, como fogão e geladeira, embutidos. Prefira móveis baixos e/ou vazados, assim você evita barreiras visuais no ambiente que podem diminuir a sensação de espaço, além disso opte por portas de correr e fuja de peças que ficam no meio do caminho, como mesas de centro, por exemplo.

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Fonte: www.bonde.com.br