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Secovi: mercado imobiliário de SP tem salto em lançamentos e vendas em outubro.

O mercado imobiliário residencial na cidade de São Paulo teve um salto nos lançamentos e nas vendas em outubro, apresentando os números mais altos do ano, a despeito das turbulências causadas pelo período eleitoral, de acordo com dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

Foram lançadas 4.694 unidades em outubro, resultado 116% superior ao de setembro e 108% acima do registrado em outubro do ano passado. No acumulado de 2018, os lançamentos totalizaram 18.974 unidades, 25,8% acima do registrado no mesmo período de 2017.

Por sua vez, as vendas somaram 2.815 unidades em outubro, 44,9% acima de setembro e 42,1% superior a outubro do ano passado. E no acumulado de 2018, foram vendidas 20.882 unidades, um aumento de 41,2% em comparação ao mesmo período de 2017.

A capital paulista encerrou o mês de outubro com um estoque de 18.293 unidades residenciais disponíveis para venda, considerando imóveis na planta, em obras e recém-construídos. Esta oferta é 2,8% menor do que em outubro do ano passado, quando estava em 18.817 unidades.

O forte crescimento dos lançamentos e das vendas em outubro surpreendeu o Secovi-SP. “O desempenho foi expressivo para um mês em que tivemos dois turnos de eleições, o que, em tese, impactaria as visitas nos plantões de venda”, observou o economista-chefe do sindicato, Celso Petrucci.

Na sua avaliação, o desempenho de vendas poderia ser ainda melhor não fosse a falta temporária dos recursos do FGTS destinados ao programa Minha Casa Minha Vida, que hoje responde pela maior parte dos negócios do mercado imobiliário nacional.

Boa parte da explicação para o avanço mais robusto do setor está relacionada à melhora das expectativas de empresários e consumidores, conforme avaliação do presidente do Secovi-SP, Flávio Amary. “Os indicadores econômicos estão positivos”, disse, citando a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 2,5% em 2019, com inflação controlada, em patamares abaixo de 4,5% ao ano e Selic abaixo de 8% ao ano.

 

“Os índices de confiança do consumidor e de empreendedores também vêm subindo gradativamente, algo fundamental para setores que atuam no longo prazo, como o imobiliário, afirmou.”

 

Fonte: www.em.com.br

Imóveis de 2 e 3 dormitórios são os mais vendidos na cidade.

Montante movimentado no setor imobiliário de Jundiaí totalizou R$ 305,3 milhões de reais — Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

Apartamentos de 50 a 70 metros quadrados, com 2 ou 3 dormitórios, representam 33% das vendas nos últimos cinco anos em Jundiaí, com aumento expressivo de vendas em 2018.

Conforme detalha o empresário e sócio-diretor da Incorporadora Paes & Gregori, Guilherme Gregori, este segmento atende desde novos casais com até três filhos, casais idosos cujos filhos já não moram mais com os pais, até os solteiros que decidem adquirir o primeiro imóvel, contemplando um amplo leque de perfis em termos de produto, tanto na planta quanto no preço. “É importante que esses produtos, a exemplo de um dos nossos lançamentos (o Raízes Jundiaí), sejam formados por itens de lazer completo, que atendam a todos os diferentes perfis, com quadra poliesportiva e playground para o público mais jovem a salão de festas, churrasqueira, piscina e jogos para toda família”, explica.

Guilherme ressalta que, dentro deste perfil de imóvel, o preço médio das unidades mais vendidas sofre uma grande variação, conforme a localização. “As unidades não contempladas no programa Minha Casa Minha Vida, nas áreas mais periféricas da cidade, começam numa faixa de R$ 4 mil por metro quadrado, enquanto numa área mais central este valor ultrapassa os R$ 8 mil por metro quadrado em alguns casos”, comenta.

Sobre a comercialização de apartamentos, considerando o acumulado deste ano até outubro, Guilherme ressalta que a incorporadora teve um aumento de 88%, em relação ao mesmo período de 2017. “Até o momento, em 2018, foram vendidas 64,7% de unidades acima do número de unidades lançadas. Já até outubro de 2017 esse número foi 32,9%, ou seja, houve um aumento expressivo das vendas, apesar da escassez crescente de imóveis no mercado de Jundiaí, o que fez com que o estoque de unidades tenha caído 43,4% entre outubro de 2017 e outubro de 2018”, aponta.

Guilherme também salienta que é possível observar uma demanda crescente por moradia, apesar da escassez de lançamentos, concluindo que as pessoas estão adquirindo imóveis, ainda que os disponíveis estejam defasados ou numa condição de pagamento extremamente desfavorável, pois ao comprar o imóvel pronto o comprador precisa quitar num curto período após a aquisição ou encarar juros significativos de financiamento. “Esse cenário nos motivou a lançar o Raízes Jundiaí, que chega ao mercado com todas as novidades dos lançamentos mais modernos do segmento e na condição de pagamento na planta, ou seja, 30% do valor total a ser pago nos três primeiros anos, deixando o cliente numa situação mais segura e confortável de pagamento, sem contar com a grande perspectiva de valorização do imóvel, especialmente devido à escassez de oferta no mercado”, diz.

Já o diretor comercial da imobiliária Libório Brasil Brokers, Michael Costa Torres de Lima, informa que, através de um comparativo de outubro de 2017, em relação ao mesmo período deste ano, houve uma crescente de 30% nas vendas de apartamentos em Jundiaí. “Neste período não tivemos muitos lançamentos, pois a cidade estava com muito estoque em salas comerciais e apartamentos de dois dormitórios, com tíquete médio que partia de R$ 215 mil a R$ 315 mil”, descreve.

PRIMEIRO IMÓVEL

O administrador Lucca Gazzola, de 20 anos, está em busca de um apartamento em Jundiaí. “Eu pretendo adquirir um imóvel, pois estou buscando independência familiar, querendo sair de casa e seguir minha própria vida”, afirma.

Ele tem pesquisado para encontrar o apartamento ideal “Minha intenção é adquirir um imóvel de 56m2 a 60m2, afirma.

O administrador Lucca Gazzola pretende adquirir seu primeiro apartamento de 56 a 60 metros quadrados em Jundiaí (Foto: Rui Carlos)

O administrador Lucca Gazzola pretende adquirir seu primeiro apartamento de 56 a 60 metros quadrados em Jundiaí (Foto: Rui Carlos)

Fonte: http://www.jj.com.br

Vinícius Scarton

Cyrela está “super otimista” para 2019 e dobra aposta em Minha Casa, Minha Vida.

Cyrela – Pininfarina | São Paulo – SP

A Cyrela , uma das maiores construtoras do país, está “super otimista” em relação ao próximo governo brasileiro e confiante de que as decisões tomadas pela empresa na crise a posicionaram para um novo ciclo de crescimento, disseram nesta terça-feira executivos da companhia. “Percebemos o cliente e a sociedade mais confiantes e para dar o passo de assumir uma dívida de longo prazo é preciso isso”, afirmou o diretor de incorporação do grupo, Piero Sevilla, em encontro com jornalistas no empreendimento Cyrela Haus by Yoo, um lançamento feito em parceria com o escritório de design londrino.

O executivo não citou o crescimento esperado para os lançamentos em 2019, mas revelou que os novos projetos se concentrarão em São Paulo, Rio de Janeiro e na região Sul. Em 2018, acrescentou Sevilla, a Cyrela conseguiu lançar mais empreendimentos do que o inicialmente estudado.

No acumulado do ano até setembro, os lançamentos subiram 30,8 por cento ano a ano, para 2,33 bilhões de reais, enquanto as vendas líquidas contratadas aumentaram 30,4 por cento, para 2,62 bilhões de reais, conforme balanço do terceiro trimestre divulgado pela companhia em 8 de novembro.

Além dos segmentos de luxo, alto e médio padrão em que tradicionalmente opera, a Cyrela planeja para o ano que vem novos projetos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV) e financiados com recursos do FGTS.

No fim de setembro, a empresa criou a Vivaz para atuar no MCMV, lançando seu primeiro empreendimento sob a marca em Itaquera (SP). A Cyrela já desenvolvia projetos para o programa habitacional por meio de joint ventures com a Cury Construtora e a Plano e Plano, que continuam em andamento.

A estreia da Vivaz coincidiu com a entrada de outras incorporadoras com foco em médio e alto padrão no segmento de imóveis econômicos, incluindo a Eztec , mas vem na contramão da gigante MRV , que este ano retomou projetos financiados com recursos da caderneta de poupança.

De acordo com Sevilla, a Cyrela vem construindo desde o ano passado um estoque de terrenos (landbank) para o Minha Casa Minha Vida. “Talvez em breve (o segmento) pode ser metade do que lançamos junto com Cury e Planner”, afirmou, referindo-se à soma dos projetos da Vivaz com os desenvolvidos por meio das joint ventures.

Questionado sobre a criação da Vivaz num momento em que o setor discute a limitação de recursos do FGTS para habitação popular, Sevilla reconheceu que o movimento veio tarde.
“Dimensionamos mal e por isso acabamos entrando tarde no MCMV”, afirmou.

Fora do residencial, uma das apostas da incorporadora é o Medplex, um projeto comercial exclusivamente desenvolvido para reunir consultórios, laboratórios e clínicas.

A Cyrela já lançou cinco empreendimentos do tipo, sendo três no Sul, um em Campinas
e outro em São Paulo.

Por volta das 17:20, as ações da Cyrela subiam 1 por cento, a 15,15 reais, enquanto o Ibovespa tinha variação positiva de 0,13 por cento. Em 2018, os papéis da construtora acumulam ganho de cerca de 19 por cento.

Fonte: www.ultimoinstante.com.br

Por Gabriela Mello

Alemanha desenvolve concreto-têxtil com fibras de linho.

 

Malha de linho que combinada com concreto autoadensável substitui as armaduras de aço e permite construir estruturas leves e esbelta. (linho-concrete). Crédito: Jana Winkelmann

Material permite fabricar estruturas esbeltas e tem capacidade para revolucionar a construção industrializada.

Pesquisadores do Instituto Fraunhofer de Pesquisa em Madeira, também conhecido como Wilhelm-Klauditz-Institut (WKI) ou Fraunhofer WKI, estão desenvolvendo concreto-têxtil a partir de fibras in natura de linho. Nos testes realizados na Alemanha, o material se mostrou tão eficiente quanto os costumeiramente usados para produzir o concreto-têxtil, que são polímeros, fibras de carbono, fibras de vidro e resinas epóxi.

O concreto-têxtil pode ter características superiores ao concreto armado, em termos de resistência à compressão e tração. O tecido, no caso, substitui as armaduras de aço. Desenvolvido na Alemanha, esse tipo de material permite construir estruturas mais esbeltas e é apontado como um elemento que pode revolucionar a construção industrializada do concreto.

Os pesquisadores do Fraunhofer WKI desenvolveram também um tear para tecer os fios a serem usados na malha do concreto-têxtil. A máquina é a única do gênero na Europa e pode compor várias estruturas têxteis para serem incorporadas por concretos de alto desempenho. Nos testes com fibras de linho, o centro de pesquisa para edifícios leves e ecológicos do WKI desenvolveu um concreto autoadensável especial para ser despejado sobre o tecido.

Segundo Jan Binde, que atua no centro de pesquisa, a qualidade do concreto-têxtil alcançado supera, e muito, a do concreto armado convencional. “A estrutura é tão densa que substâncias nocivas que podem causar patologias não conseguem penetrar no componente. Isso resulta em uma vida útil mais longa para o material”, diz.

Primeira ponte capaz de suportar veículos está em construção na Alemanha

A combinação entre a malha de linho e o concreto autoadensável reforçado com fibras de carbono, vidro e polímeros comprovou, durante os testes, ser um compósito durável, resistente a cargas e com baixa emissão de CO2. “As fibras naturais se encaixam muito bem no concreto. Temos elementos suficientes para construir estruturas leves e esbeltas, capazes de suportar carros”, afirma o pesquisador, que com sua equipe trabalha na construção de uma ponte para ser apresentada na BAU 2019, feira sobre arquitetura, materiais e sistemas, que acontece de 14 a 19 de janeiro, em Munique, na Alemanha.

A estrutura terá 15 metros de extensão, 40 centímetros de espessura e usará uma malha de linho com 12 centímetros de espessura. A ponte atende as normas técnicas europeias e se submeterá aos organismos alemães de fiscalização antes de ser apresentada.

No Brasil, a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) desenvolve pesquisa sobre concreto-têxtil no LEME (Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais). Em 2015, havia o projeto de construir duas passarelas para pedestres dentro do campus da universidade, em Porto Alegre-RS, mas que não foi viabilizado. Apesar dos esforços na UFRGS, os estudos sobre concreto-têxtil registram poucos avanços no país.

Entrevistado
Wilhelm-Klauditz-Institut (WKI) (via assessoria de imprensa)

Contato: info@wki.fraunhofer.de

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Estudo mostra que otimismo voltou à construção civil.

Segundo dados da ABRAMAT, desde 2012 a confiança dos empresários do setor no país não era tão animadora

As recentes edições do Termômetro da ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) sinalizam que o otimismo voltou ao setor da construção civil. O indicador é medido mensalmente e capta o ânimo dos empresários com a economia do país. Desde outubro, os dados coletados mostram confiança crescente. Na mais recente edição, de 30 de novembro de 2018, o estudo aponta que 45% das empresas estão confiantes sobre as ações do governo federal para o setor da construção civil nos próximos 12 meses. Esse percentual não era alcançado desde abril de 2012.

Segundo o presidente da ABRAMAT, Rodrigo Navarro, as expectativas em torno do novo governo alimentam o otimismo. “Historicamente, o Termômetro da ABRAMAT só apontou este nível de otimismo em abril de 2012, com indicativos de 66%, e em setembro do mesmo ano, com 58%. Estas ocasiões foram impulsionadas por medidas como o lançamento de obras do PAC e do Minha Casa Minha Vida. Agora, a expectativa de estabilidade econômica e de medidas para a retomada do crescimento alavancam a confiança e o otimismo na indústria de materiais de construção”, afirma.

confiança não se reflete apenas na expectativa de venda, mas de investimento. A recente pesquisa mostra que 73% das indústrias de materiais pretendem investir nos próximos 12 meses. As prioridades são modernização de equipamentos e aumento da capacidade de produção. Das empresas consultadas, apenas 5% se posicionaram com pessimismo sobre 2019. Para consolidar as previsões positivas, a ABRAMAT encomendou outro estudo à Fundação Getulio Vargas (FGV), a fim de medir se o clima de otimismo é de curto, médio ou longo prazo. De acordo com Navarro, o setor vive um momento de “otimismo consciente”.

FGV traça quatro cenários para a construção civil de 2019 a 2022

Pela projeção da FGV, a produção de materiais de construção deverá ter crescimento anual médio em torno de 5%, entre 2019 e 2022. Para chegar a esse percentual, o levantamento traçou quatro cenários:

  • “Tempestade perfeita”
  • “Aos trancos e barrancos”
  • “Superando obstáculos”
  • “Os limites do possível”

Sempre levando em conta o período dos próximos quatro anos, o cenário menos otimista estima 0% de crescimento para o PIB do país, -0,5% para a construção, 0,5% para o varejo de materiais e -2,6% para a indústria de materiais, ou seja, o setor encolheria -2,6% no período.

Já o cenário “Aos trancos e barrancos” prevê crescimento médio de 1% do PIB, de 0,5% para a construção, de 0,75% para o varejo de materiais e de 0,6% para a indústria de materiais, com crescimento geral do setor de 1,85% ao ano. Na projeção “Superando obstáculos”, as variáveis anuais consideradas são: PIB nacional de 2%, crescimento da construção de 1%, varejo de materiais com expansão de 2% e indústria de materiais com alta de 1,5% (4,5% no geral). Para “Os limites do possível”, o PIB cresceria 3% em média; a construção 2%, o varejo de materiais 3% e a indústria de materiais 2,5%.

Esse último cenário, que para a FGV e a ABRAMAT é o mais provável de se materializar, permitiria que a construção civil voltasse a crescer 7,5% em um ou dois anos do próximo quadriênio. Por isso, a expectativa de que a cadeia produtiva do setor cresça, em média, 5% de 2019 a 2022. Já para 2018, a ABRAMAT mantém a estimativa de que o ano feche com crescimento de 1,5% para a indústria da construção, interrompendo três quedas anuais consecutivas (2015, 2016 e 2017).

Entrevistado
ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) 
(via assessoria de imprensa)

Contato: abramat@abramat.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Você moraria em um prédio de contêineres? Ele acredita que SIM.

Thiago Monteiro, fundador da Haut, contou os planos de criar um prédio formado por contêineres para estimular a mobilidade também nas casas

A Haut está literalmente construindo novos empreendimentos em Recife. Focada no mercado de luxo, a incorporadora está criando prédios com muitos propósitos – e, principalmente, se preparando para o mercado imobiliário do futuro.

Thiago Monteiro, fundador da Haut, esteve no Audaz, evento da StartSe, na quinta-feira (6/12). O arquiteto contou quais as necessidades que acredita que os imóveis deverão ter no futuro, graças às mudanças tecnológicas.

Criada em 2016, a incorporadora já está desenvolvendo prédios focando no impacto que eles terão. “O novo luxo não é o que estamos acostumados. Ele é a construção de experiências, posicionamento, estilo de vida – isso é o que tem valor”, comentou Monteiro.

Por esse motivo, ao construir um empreendimento, a Haut foca não apenas nos prédios, mas também em todos os entornos. “Em um dos prédios, resolvemos transformar os arredores em um parque, para não beneficiar apenas os moradores, mas todos os cidadãos”, explicou o arquiteto.

Mas, apesar das soluções da incorporadora estarem se destacando no mercado, a Haut já está pensando em como será o setor daqui alguns anos. “Ainda estamos na velha economia, não fizemos nada transformador para o mercado imobiliário. Fizemos edifícios que se tornaram objetos de desejo, mas precisamos enxergar a próxima curva”, afirmou Thiago Monteiro.

Dessa forma, a incorporadora passou a estudar os hábitos de consumo dos Millenials e Geração Z. A conclusão é que esses consumidores não irão mais comprar apartamento e carros, e, sim, priorizar o compartilhamento e a possibilidade de mudar facilmente.

Prédios de contêiners

Foi assim que surgiu a ideia de criar a Mob. A empresa é um spin-off da Haut e pretende trazer a mobilidade desejada para os imóveis através de prédios com contêiners. O objetivo é que, independente do lugar do mundo que o morador possa viajar ou se mudar, pode levar sua casa completamente intacta.

O objetivo é que os contêineres funcionem de forma semelhante aos estacionamentos verticais, baseando-se de modo que qualquer andar possa ser movido sem ameaçar os de cima.

Essa iniciativa também resolve outro problema identificado pela Haut: a falta de personalização das casas. “Com o modelo de plug and play, em que plugamos a energia, água, esgoto e ar condicionado no contêiner, consigo transformar a minha casa com os objetos sem passar pelo trauma da mudança, garantindo que continue sendo a extensão da minha personalidade”, descreve.

O prédio também estaria preparado para outras demandas, como barbearia, pub, carro elétrico compartilhado, lavanderia e sala de jogos compartilhadas, spa e até um co-working. “Nós estamos pensando até no táxi-aéreo, em que drones vão levar passageiros. A Uber e a Embraer já estão pensando nisso, por que não podemos estar preparados?”, questiona o arquiteto.

Fonte: incorporacaoimobiliaria.com

Os avanços da construção sustentável.

“As economias em desenvolvimento são reconhecidas pelas oscilações acentuadas de desempenho. Em meio à mais recente onda de crescimento, fortalecida com a entrada intensiva de capital externo no país, a construção sustentável encontrou condições favoráveis ao seu desenvolvimento no Brasil”. Quem afirma é o arquiteto David Douek, diretor da OTEC – consultoria de desempenho, eficiência e sustentabilidade –, nascida simultaneamente à chegada das certificações de impacto ambiental das construções no país. Envolvido com projetos que somados extrapolam os 8 milhões de metros quadrados de área construída, o profissional defende que mais importante do que entender o que despertou esse mercado, é compreender quais são as possibilidades abertas pelos resultados obtidos.

Segundo ele, é fundamental considerar que um dos grandes fatores impulsionadores do mercado da sustentabilidade foram as certificações ambientais, principalmente o LEED (Leadership in Energy & Environmental Design), do USGBC (U.S. Green Building Council), e o AQUA (Alta Qualidade Ambiental), da Fundação Vanzolini. “A possibilidade de comunicar ao público interno e externo, de forma suscinta e objetiva, as ações ambientais implantadas pelas empresas fez com que ganhassem uma envergadura que desafiaria o mais otimista dos visionários”, diz, referindo-se ao terceiro lugar conquistado pelo Brasil no ranking mundial de número de registros do LEED, em pouco mais de seis anos.

“Se este dado é expressivo, considerar que estas plantas vão usufruir de uma economia operacional extremamente desejável, atualmente, torna o dado ainda mais significativo. Em algumas plantas onde atuamos, por exemplo, a economia de energia supera os R$ 2 milhões anuais. Assim, é fácil enxergar que o amadurecimento do mercado de sustentabilidade permite a inserção deste conceito no planejamento das edificações, em um cenário fortemente influenciado pela carência de água e pela pressão nos custos de energia”, aponta Douek. Além disso, no mercado imobiliário, há edifícios comerciais certificados LEED que praticam valores de locação em torno de 50% acima da média de mercado. “Os números falam por si”, comenta.

O PAPEL DAS CIDADES

Muito além das tipologias de edificações sustentáveis, o diretor ressalta que o
planejamento deve se iniciar pelas cidades – afinal, a inserção de qualquer medida de sustentabilidade em edifícios é amplamente influenciada pela organização da cidade. “Determinar a infraestrutura urbana para assegurar o abastecimento de água e energia, a organização do transporte, da habitação e do trabalho, permitindo o equilíbrio entre investimentos imediatos e o custo de manutenção da infraestrutura criada, é fundamental para alcançarmos a eficiência e a sustentabilidade individual”, destaca. Douek ilustra: “não adianta ter reúso de água no meu prédio se preciso levar três vezes mais tempo ao trabalho do que seria razoável. É necessário o equilíbrio. Hoje, acumulamos experiência para saber o que fazer para darmos este segundo passo e escalar o processo”.

Segundo ele, para que o Brasil atinja o estado de desenvolvimento sustentável, é necessário ter bases sólidas, ou seja, criar ou fortalecer os recursos políticos, técnicos e econômicos necessários. “A partir do momento que políticas públicas nacionais incluam estas ações como mandatórias, mudam-se as relações de mercado. Cria-se demanda que justifica investimento, num ciclo virtuoso que leva o país a incluir as metas de desempenho em tudo o que for ambiente construído”, indica Douek complementando: “É crucial entender a sustentabilidade não como um elemento a ser inserido de forma cirúrgica, mas como item obrigatório a todas as ações desenvolvimentistas”.

Esse processo evolutivo conta com profissionais qualificados, na opinião do diretor. No entanto, a educação continuada, de altíssimo nível técnico é necessária para sua consolidação. Ele menciona os grandes projetos de infraestrutura brasileiros, por exemplo, que já têm planejadas mudanças ao longo dos próximos 25 anos, no mínimo. “Tudo isso demanda controle”, alerta.

Quanto ao futuro da construção sustentável, David Douek entende que, embora muito se discuta sobre o momento que o país vive, sob uma ótica de longo prazo, o que está acontecendo é uma fase de acomodação da economia. O Brasil é um país grande com demanda reprimida. Somente em relação à moradia, o país tem uma carência de 10 milhões de habitações. “Considerando que o mercado imobiliário anda em ciclos, a melhor aposta é no crescimento contínuo dos aspectos de sustentabilidade”, afirma para concluir que isto também vale para indústria que, tanto do ponto de vista de sua operação quanto dos produtos que fornece, passa a ter um mercado mais consciente. “O governo também passa a ter uma grande oportunidade ao incentivar de forma mais contundente estas ações. Os investimentos em infraestrutura, previstos para os próximos anos, devem incluir critérios de eficiência e sustentabilidade para majorar os resultados. A viabilidade de qualquer negócio dependerá cada vez mais dos aspectos de sustentabilidade e eficiência”.

Fonte: www.aecweb.com.br

‘Preço do aluguel tende a cair’, diz futuro secretário de SP sobre redução de burocracia para novos imóveis.

Futuro secretário da Habitação, Flávio Amary – Charles Sholl/Raw Image/Folhapress

O futuro secretário da Habitação, Flávio Amary, disse que a prioridade de seu trabalho será o combate à falta de moradia para mais de 1,2 milhão de pessoas no Estado de São Paulo. Em entrevista à rádio BandNews FM, ele afirma que uma série de situações leva as pessoas a gastarem mais de 30% da renda com aluguel, o que já configura como déficit habitacional.

Segundo o atual presidente do Secovi-SP, a secretaria vai atuar para reduzir a burocracia na aprovação de novos imóveis e também para dar mais segurança jurídica aos contratos de locação. Ele acredita que, com a maior oferta de moradia, principalmente de baixa renda, o preço do aluguel tende a cair.

Sobre as unidades vazias ou ocupadas em grandes cidades, Amary diz ser possível resolver o problema com parcerias entre o investimento privado e as políticas públicas. O futuro secretário da Habitação conta ainda que terá o diálogo aberto com os movimentos sociais, mas mantendo a ordem e sem desrespeitar leis.

Flávio Amary afirma também que a regularização fundiária é muito importante porque quase 25% dos imóveis no Estado estão em alguma condição irregular. Segundo Flavio Amary, esse tipo de situação acarreta outros problemas na saúde, educação e segurança.

Fonte: www.metrojornal.com.br

Especialistas estão prevendo “boom” imobiliário no País.

Criador e dirigente máximo da Cyrela Brasil Really – uma das gigantes na área das incorporadoras e construtoras, operando em 16 estados, 66 cidades brasileiras, além da Argentina e Uruguai -, Ellie Horn, está antevendo um grande “boom” imobiliário no País em 2019. “Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado”, afirma, ressalvando que é preciso ajustar alguns pontos da economia para o bem-estar do mercado.

No entanto, Horn está convicto: com a retomada da economia e com uma solução para a devolução de imóveis, que está em fase final de tramitação no Congresso, o setor vai viver uma virada de mesa a partir do ano que vem. A companhia já sente os efeitos da recuperação do País e acumula em torno de R$ 800 milhões em vendas de outubro a novembro de 2018. “Há muito tempo não tínhamos esse sabor. É muito gostoso ter clientes na porta, vender e assinar contratos”, festeja.

CAPACITAÇÃO

De olho nessas projeções e atento ao potencial e também às deficiências do segmento no Estado, o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul realizou em outubro o I Congresso Imobiliário, com um tema muito sugestivo: A Hora de Se Reinventar. O evento trouxe palestrantes renomados para fomentar a capacitação e a integração dos profissionais imobiliários. Segundo o organizador de evento, Rodney Junior, o Estado tem carência em capacitações imobiliárias.

“Temos quase 10 mil corretores inscritos no Creci/MS e estes quando querem se aprimorar buscam treinamentos em outros estados, justamente por essa razão estamos promovendo esse congresso, trazendo profissionais multidisciplinares que proporcionarão um novo olhar para profissionais daqui”. O reaquecimento do setor, no entanto, já se desenhava no primeiro ano do governo de Reinaldo Azambuja, quando decisões certeiras conseguiram restabelecer a confiança na economia e assim garantindo a retomada dos investimentos.

EVOLUÇÃO

O mercado imobiliário nacional manteve a trajetória de recuperação dos lançamentos e das vendas de moradias nos últimos meses e tende a continuar com bom desempenho neste fim de ano, de acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Os lançamentos de novos projetos totalizaram 21,463 mil unidades no terceiro trimestre de 2018, avanço de 30,1% em relação aos mesmos meses de 2017.

No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, os lançamentos atingiram 102,552 mil unidades, ante 85,602 mil unidades no acumulado dos 12 meses anteriores. As vendas alcançaram 26,187 mil unidades no terceiro trimestre de 2018, crescimento de 23,1% em comparação com igual período de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, foram vendidas 118,462 mil unidades, ante 93,500 mil no acumulado dos 12 meses anteriores.

Como resultado de vendas maiores do que lançamentos, o estoque de imóveis residenciais novos recuou 13,8% em um ano, chegando a 118,590 mil unidades. Desse total, 23% são unidades na planta, 47% em obras e 30% prontas. Se mantido o ritmo atual de vendas, o estoque seria suficiente para abastecer o mercado por 14 meses.

Fonte: http://www.folhacg.com.br

Por Brayner Silva

Câmara aprova projeto que dobra multa para quem desiste de imóvel na planta.

Se sancionada por Michel Temer, nova regra permitirá que as construtoras fiquem com até 50% dos valores pagos pelo comprador; hoje, limite é de 25%.

Para os parlamentares que defenderam o aumento da multa para quem desiste de imóvel na planta, a proposta traz segurança jurídica ao setor de construção de imóveis

 

Nesta quarta-feira (5), a Câmara dos Deputados aprovou a versão do Senado para o projeto de lei que aumenta a multa para quem faz um distrato imobiliário, isto é, desiste de comprar um imóvel na planta. Para entrar em vigor, a mudança ainda precisa ser aprovada pelo presidente Michel Temer.

Hoje, as construtoras cobram de 10% a 25% de multa sobre o valor pago por quem desistiu da compra do imóvel na planta . O projeto aprovado pela Câmara, porém, flexibiliza essa margem, permitindo que a empresa responsável pela obra possa ficar com até 50% do dinheiro pago pelo comprador que desfez o negócio ou apenas parou de pagar as prestações do imóvel.

A mudança nas regras vale para imóveis que estão sob o regime do patrimônio de afetação , ou seja, não estão registrados como patrimônio da construtora, que abre uma empresa exclusivamente para administrar o empreendimento. Essa modalidade de contrato corresponde à maioria dos firmados no País e busca assegurar a continuidade e a entrega das unidades em construção, mesmo se a construtora falir.

Nada muda para os imóveis que estiverem no nome da empresa responsável pela obra. Nestes casos, o limite da multa continua sendo de 25%.

O projeto aprovado na Câmara também legaliza a tolerância de 180 dias de atraso sem multa para construtoras entregarem o imóvel ao comprador. Passado este prazo, de acordo com a nova regra, o comprador tem direito de pedir o distrato e ser restituído do valor que já pagou à empresa, além da multa prevista no contrato que firmou.

Os parlamentares que defenderam o projeto destacaram que a proposta traz segurança jurídica ao setor de construção de imóveis, que, bem como o País de forma geral, passa por uma crise e tem fechado postos de trabalho.

Entenda o distrato imobiliário

É importante que a pessoa interessada em comprar um imóvel na planta analise muito bem o contrato que firmará com a construtora e, caso seja necessário, consulte um advogado

O distrato imobiliário , seja ele de imóveis comprados na planta ou de terceiros, é o encerramento de uma relação jurídica estabelecida entre um comprador e um vendedor. Quando uma dessas partes que acabar com o vínculo criado pelo contrato que firmou, deve notificar o outro lado e elaborar um distrato contratual.

Além disso, é indispensável que as duas partes estipulem previamente – em contrato – as condições sob as quais esse encerramento se dará. É preciso discutir, por exemplo, uma previsão para a devolução dos valores pagos até o momento do distrato e o valor da multa a ser quitado pelo desistente.

No caso de um imóvel na planta, a situação é um pouco mais delicada. Além da multa cobrada pelas construtoras, que pode até dobrar se o projeto da Câmara for sancionado por Temer, os contratos de compra desses imóveis ainda preveem despesas administrativas e a devolução dos valores pagos pelo comprador da mesma forma que os recebeu, isto é, em parcelas.

Para evitar transtornos, é importante que a pessoa interessada em comprar um imóvel na planta analise muito bem o contrato que firmará com a construtora e, caso seja necessário, consulte um advogado que possa aconselhá-la sobre o tema. O comprador deve conhecer os riscos que corre e saber que eventualmente pode perder muito dinheiro se desistir do negócio.

Fonte: economia.ig.com.br