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“A revolução das Construtechs já começou”, diz CEO da ConstruTech Ventures.

A Construtech Ventures é o primeiro fundo de investimentos do Brasil focado no setor de construção. Bruno Loreto, CEO da empresa, esteve presente na ConstruTech Conference que aconteceu hoje, reunindo as tecnologias mais inovadores na construção e mercado imobiliário.

“A revolução das construtechs já começou. Ela está no presente, não no futuro – já está acontecendo e vai acontecer em uma proporção ainda maior”, comentou Loreto no evento.

É justamente por acreditar na revolução e inovação do setor de construção e imobiliário que Loreto comanda a ConstruTech Ventures. O fundo de investimentos, além de mapear todo o ecossistema das construtechs do país, investe nas startups, ajudando-as na trajetória para o sucesso.

Ao citar que a revolução no setor de construção já está acontecendo, Bruno Loreto traz exemplos de tecnologia que estão cada vez mais utilizadas no Brasil e no mundo. Drones, pré-fabricação e modularização, fotos e vídeos 360º e realidade virtual e aumentada são exemplos. Segundo pesquisa da JBKnowledge, 34% das construtoras dos Estados Unidos já estão utilizando drones na construção; 19,9% está utilizando pré-fabricação ou modularização nas obras e 19,7% utiliza fotos e vídeos 360º.

O empreendedor ainda citou exemplos de startups e empresas estabelecidas que trazem a tecnologia para mudar a construção. São esses:

Drone Deploy

A Drone Deploy é uma plataforma que conecta operadores de drone a empresas de construção. Sem ao menos ter que sair do escritório, a construtora traz uma demanda de serviço, que é realizado por algum dos operadores presentes na plataforma e é entregue na própria plataforma.

AlugaLogo

A AlugaLogo é uma startup brasileira que conecta donos de equipamentos à engenheiros e profissionais do setor para promover o aluguel de equipamentos para obras e reformas. Engenheiros informam detalhes dos equipamentos necessários e locadores enviam cotações até em uma hora – todo o processo é realizado por meio da plataforma.

OpenDoor

A OpenDoor  faz duas coisas muito bem: ela compra e vende imóveis. Você coloca o endereço da sua casa e em algumas horas ela faz uma proposta e se compromete a pagar o valor em alguns dias”, apresentou o empreendedor. A plataforma é capaz de analisar os dados para saber quanto vale o negócio, por quanto pode vender e em quanto tempo.

Point

A startup dos Estados Unidos traz uma inovação ao modificar um serviço já existente: a concessão de crédito. Ao contrário dos bancos, que pedem todo o imóvel como garantia em um empréstimo, a Point permite hipotecar apenas uma fração do imóvel. É uma nova forma de conceder crédito, tendo um ativo real como garantia.

Havenly

Pela escolha de imagens, tal qual utilizada em mecanismos de verificação de pessoas no Google, a startup determina quais são suas preferências em decoração e te conecta com um especialista da mesma categoria.

Chromaway

A Chromaway utiliza o blockchain para registrar transações imobiliárias. O objetivo final é apenas um: eliminar cartórios.

Katerra

A Katerra industrializa o processo construtivo, fabricando modularizações para as construções em indústrias, montando-as na obra. “A obra nada mais é do que um grande lego, gerando um custo 40% menor em um prazo bem reduzido”, comentou Bruno Loreto.

Fonte: conteudo.startse.com.br

SP: projeto prevê bairro no autódromo de Interlagos.

SP: projeto prevê bairro no autódromo de Interlagos

Maior ativo público na lista de privatizações da gestão João Doria (PSDB), o autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, deverá ganhar um novo bairro com prédios residenciais, um complexo empresarial com escritórios e hotéis e até um shopping instalado no meio do circuito da Fórmula 1. Esses são os negócios imobiliários que a Prefeitura propõe liberar para a empresa que comprar o autódromo para valorizar a venda do espaço.

A gestão destinou ao todo três diferentes áreas que ocupam, juntas, 14% dos 960 mil m² do autódromo para que o futuro dono de Interlagos promova seus negócios. A proposta permitirá a construção de até 480 mil m², o equivalente a quatro edifícios como o Copan, prédio emblemático no centro da capital, com torres sem limite de altura. A maior área, de 70 mil m², é a do atual kartódromo Ayrton Senna, que deverá virar um bairro com cerca de 25 prédios para receber até 5 mil famílias.

Como contrapartida, o futuro dono de Interlagos terá de manter a pista oficial para atividades automobilísticas, exigência definida no projeto de lei de privatização do autódromo, instalar um parque público de acesso gratuito dentro do circuito e construir 1.579 moradias populares no entorno.

A proposta foi divulgada há duas semanas pela Prefeitura juntamente com o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Arco Jurubatuba, na zona sul, e ficará em consulta pública até o início do mês que vem, quando poderá sofrer algumas alterações antes de ser enviado para a Câmara Municipal até o fim de março. O projeto precisa ser aprovado em duas votações por 2/3 dos vereadores para virar lei.

Com 78 anos de história, Interlagos foi incluído por Doria na lista de equipamentos a serem privatizados por ser muito custoso e ocioso. Segundo a Prefeitura, o gasto anual chega a R$ 55 milhões, sendo R$ 5 milhões com manutenção e pessoal e R$ 50 milhões com a montagem das estruturas provisórias para o GP de Fórmula 1, além de grandes reformas estruturais. A última, em 2016, custou R$ 160 milhões.

Em outubro do ano passado, Doria disse que queria privatizar o autódromo até março deste ano e arrecadar com ele até R$ 2,5 bilhões. Agora, porém, a meta é concluir o processo neste ano.

Negócio

A destinação de áreas dentro do autódromo para exploração imobiliária foi a solução encontrada pela gestão Doria para valorizar o terreno de Interlagos. Um dos maiores entusiastas da ideia é o presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), aliado do prefeito e com reduto eleitoral na região. Segundo o diretor de desenvolvimento da São Paulo Urbanismo (SP Urbanismo), Leonardo Amaral Castro, os locais e os parâmetros de construção permitidos foram definidos de modo a preservar a visibilidade da pista por quem for assistir às corridas, além do córrego e do lago que existem no circuito.

“Nós apontamos soluções que o empreendedor poderá adotar e, por causa das condicionantes ambientais e visuais, fica muito difícil sair disso que está proposto”, disse Castro. “Tanto a área do kartódromo como a do centro empresarial ficam na parte externa da pista e terão um potencial construtivo maior, com atividades que consideramos articuladas à venda de Interlagos. Já na parte mais sinuosa do traçado, escalonando bem a edificação, cabe um centro de compras com a oportunidade de os clientes assistirem às corridas.”

Para o arquiteto e urbanista Cândido Malta, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), o projeto pode estimular um adensamento prejudicial para uma região delicada da cidade, por causa da presença de dois importantes mananciais, Billings e Guarapiranga – o nome Interlagos faz referência à região suíça “Interlaken”, que significa “entre lagos”.

“É perigoso porque a lei de proteção aos mananciais ainda não definiu um limite para o adensamento dessa região, ou seja, até onde se pode avançar sem que a poluição difusa acabe com os nossos mananciais”, disse Mata. Segundo a gestão Doria, o adensamento proposto foi “conservador” e controla os impactos ambientais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: istoe.com.br

Retomada do setor imobiliário em 2018, diz Secovi.

O mercado imobiliário da cidade de São Paulo acompanhou o momento de retomada da macroeconomia e, depois de registrar os pontos mais baixos de seus indicadores no ano de 2016, apresentou resultados surpreendentes em 2017.

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), foram lançadas na cidade de São Paulo 28,7 mil unidades residenciais em 2017, volume 48,0% superior às 19,4 mil unidades lançadas em 2016. Os lançamentos quebraram a série de três anos de quedas consecutivas (2014, 2015 e 2016). No entanto, o resultado ainda não foi suficiente para alcançar a média histórica de 30 mil unidades por ano na capital paulista.

Nos lançamentos de 2017, 67% das unidades foram de 2 dormitórios, 58% possuíam área útil menor do que 45 m² e 50% tinham preço total de até R$ 240 mil. As características que predominaram foram, principalmente, de imóveis econômicos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida.

Comercialização –

Em 2017, a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (PMI) registrou 23,6 mil unidades residenciais novas comercializadas na cidade de São Paulo. Esse montante é 46,1% superior às 16,2 mil unidades vendidas em 2016. Assim como nos lançamentos, a comercialização quebrou uma série de três anos de queda, porém, ainda abaixo da média histórica de 27,4 mil vendas anuais.

“Os lançamentos mostraram-se bastante aderentes às vendas e as características das unidades comercializadas comprovam que 2017 foi o ano dos imóveis econômicos”, enfatiza Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

Apesar do sucesso dos econômicos, empreendimentos de outras faixas de valor também apresentaram bons resultados. Imóveis com preços entre R$ 7,5 mil e R$ 10 mil o metro quadrado de área útil lançados em 2017 registraram 48% de vendas, e unidades com valores acima dessa faixa (superior a R$ 10,0 mil o metro quadrado) alcançaram o melhor desempenho, com 56% comercializados.

Oferta –

A cidade de São Paulo terminou o ano com 22 mil unidades residências novas em oferta. A oferta final é calculada considerando a soma de imóveis ofertados no mês anterior com as unidades lançadas e a subtração das vendas líquidas (vendas menos distratos).

Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) –

A Pesquisa do Secovi-SP acompanha, também, o mercado nas cidades que compõem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), composta por 39 municípios, incluindo a Capital. Devido à importância da região, são analisadas as cidades do entorno (38 municípios) separadamente.

Em 2017, foram lançadas nas outras cidades da RMSP 7,9 mil unidades, representando uma queda de 18,8% em relação ao ano anterior. Em termos de comercialização, foram escoadas 7,8 mil unidades, com variação negativa de 13,2% na comparação com 2016.

Conclusão –

“A reação do mercado imobiliário em 2017 foi surpreendente e superou as expectativas do início do ano. A retomada dos lançamentos e da comercialização de imóveis novos na cidade de São Paulo contribui para ampliar as perspectivas de retorno do emprego na construção civil a partir do segundo semestre de 2018”, enfatiza Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação. Vale lembrar que o ciclo de desenvolvimento dos empreendimentos imobiliários é longo e existe um intervalo entre os lançamentos e o efetivo início das obras.

Some-se a este cenário o estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), realizado em parceria com o Secovi-SP em 2016, que aponta forte demanda habitacional até o ano de 2025. Durante o período de crise (2014/2016), houve represamento desta demanda, o que explica, em parte, a retomada do mercado imobiliário em 2017.

“O aquecimento do setor imobiliário e da economia contribuiu também para a redução do volume de distratos, que caíram substancialmente no ano passado, apesar de ainda não haver consenso sobre um marco regulatório para a questão”, lembra Petrucci.

Perspectivas –

“Tomando como base as expectativas dos empresários do setor imobiliário, aliadas aos dados do Boletim Focus do Bacen (Banco Central do Brasil), é possível estimar, para este ano, crescimento nas vendas de 5% a 10%. Em relação aos lançamentos, a estimativa é que poderão ficar próximos aos números de 2017, com maior diversificação dos produtos ofertados”, anuncia Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

Segundo Amary, para que o setor possa concretizar essa projeção e gerar mais empregos, é fundamental que a taxa de juros e a inflação continuem em patamares aceitáveis, que a calibragem da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do município de São Paulo seja concluída e aprovada, que a Reforma da Previdência caminhe no Congresso Nacional e que haja maior controle do déficit público.

Fonte: www.ultimoinstante.com.br

Esta cidade murada medieval mostra como o urbanismo tradicional pode suportar altas densidades.

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A fortaleza protetora, as ruas de paralelepípedos e a disposição urbana medieval são características de muitas cidades costeiras da Europa. Mas ao explorar a cidade francesa de Saint-Malo, é difícil acreditar que esta seja a cidade original. O que separa Saint-Malo de muitas outras cidades europeias localizadas junto ao mar, desde sua localização marcante, – é a complexa história de como ela foi completamente destruída na Segunda Guerra Mundial, mas reconstruída com a sua estética original.

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Saint-Malo foi fundada no século I aC, a uma curta distância a sul de sua localização atual na Bretanha, no noroeste da França. O primeiro assentamento, que atualmente é St-Servan, foi construído por tribos celtas para controlar a entrada do rio Rance para fins econômicos e militares. Após a queda do Império Romano, um novo assentamento que eventualmente se tornaria a cidade murada de St Malo foi criado por monges que fugiam das Ilhas Britânicas.

Em 1144, o bispo Jean de Châtillon deu à cidade de Saint-Malo o status de direito de asilo que encorajava todo tipo de ladrões e bandidos a se deslocarem para lá, tornando-se a casa ideal para os corsários franceses ou piratas nomeados pelo rei da França. Os Corsários aumentaram suas riquezas saqueando navios estrangeiros no Canal da Mancha, viajando até Plymouth na costa inglesa. À medida que a riqueza de Saint-Malo começou a crescer, os limites da cidade se expandiram, passando da ilha para o continente. No entanto, o litoral murado continuou a desempenhar um papel fundamental na definição do lugar de Saint-Malo no mundo durante séculos vindouros.

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Em 1940, os nazistas invadiram a cidade de Saint-Malo e a ocuparam como parte do Muro Atlântico. Embora, no final da guerra, menos de 100 tropas e duas instalações antiaéreas permanecessem, os Aliados acreditavam que os poderes do Eixo possuíam grandes armamentos nas paredes da cidade. Como resultado, Saint-Malo foi severamente bombardeada pelos Aliados em 1944 e quase completamente destruída pelos bombardeios americanos e navais britânicos. 80% da cidade estava perdida.

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Ao longo do período de 12 anos entre 1948 e 1960, a cidade foi reconstruída com tijolos por tijolos pelos determinados Malouins. No entanto, em vez de tentar modernizar o estilo de arquitetura em Saint-Malo, ela foi restaurada em sua glória original, mantendo seu caráter medieval.

Os responsáveis pela sua reconstrução planejaram que ela fosse próxima ao original, com algumas modificações. Enquanto o castelo foi replicado e transformado na prefeitura, o hospital e a prisão foram transferidos para fora das muralhas da cidade. As mansões foram reconstruídas com fachadas de granito idênticas e apenas um punhado de casas enxaimel de 1600 foram mantidas. Em contraste com outras cidades que foram reconstruídas após a guerra, como Varsóvia e Dresden, não há sinais evidentes de construção moderna.

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Saint-Malo parece ser o estudo de caso perfeito para examinar uma época em que as cidades europeias foram desenvolvidas em torno de sistemas de trânsito medievais, quando era necessária a caminhada e quando os mais ricos moravam no núcleo urbano. Hoje, durante a alta temporada turística de Saint-Malo, a cidade acomoda mais de 200 mil pessoas. Com aproximadamente 57 pessoas / acre, isso é mais do que a densidade média de Tóquio (25 pessoas por acre) e Vancouver (22 pessoas por acre), tornando-se um exemplo fantástico de como o urbanismo tradicional ainda pode ser construído e acomodar populações densas sem o padrão de se tornar uma megacidade de arranha-céus.

Fonte: www.archdaily.com.br

Cresce busca por apartamentos sem vaga de garagem na capital.

Após se separar do marido, a empreendedora e produtora de figurinos Beatriz Helena Mischiatti, de 30 anos, passou um ano trabalhando fora da capital. Ao retornar, em 2015, decidiu alugar um apartamento pequeno, de um quarto, bem localizado e sem vaga de garagem. Encontrou um sob medida na Pompeia, Zona Oeste. “Além de ele estar perto de tudo, com fácil acesso aos meios de transporte, o IPTU e o condomínio são mais baratos que os de outros prédios da região com garagem”, diz ela, que não tem carro desde 2012. Também paga menos de locação: 1 800 reais, valor 20% mais baixo que o de outras unidades equivalentes, mas com espaço para um veículo.

Beatriz faz parte de um grupo de paulistanos que vem crescendo de quatro anos para cá: os que abrem mão do automóvel e optam por morar em imóveis sem garagem em bairros com boa oferta de serviços. De olho nesse público, as incorporadoras aumentaram o número de empreendimentos do gênero.

Segundo levantamento da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a quantidade de lançamentos de unidades sem vagas aumentou 1 500% entre 2012 e 2017. A maior alta foi no centro. No ano passado, dos 420 novos apartamentos na região central, 398 não tinham garagem. Cinco anos atrás, eram 68, de um total de 200 unidades.

Bicicletário em condomínio na Vila Olímpia: facilidades para os moradores (Alexandre Battibugli/Veja SP)

“A maioria dos novos imóveis ainda é de dois quartos com garagem, mas tem aumentado a procura por apartamentos menores, de um dormitório, ou no estilo estúdio, e sem vaga”, explica Flavio Amary, presidente do Sindicato da Habitação (SecoviSP). “As pessoas têm buscado morar perto do trabalho, ou então de estações de metrô e terminais de ônibus, para facilitar a locomoção.”

O boom dos imóveis sem garagem ocorreu a partir de 2014, quando o novo Plano Diretor passou a incentivar a construção de prédios com no máximo uma vaga, e se intensificou em 2016, depois da sanção da lei de zoneamento, que acabou com a obrigatoriedade de garagem para prédios residenciais em locais onde há bom acesso a transporte público. “O fenômeno atingiu primeiro o centro, devido à ampla gama de serviços, mas já tem se espalhado para outras regiões, como as zonas Oeste e Leste”, avalia Cristiane Crisci, gerente de Inteligência de Mercado do Grupo ZAP Viva Real.

Uma das principais incorporadoras do setor é a Vitacon, no mercado há oito anos. Dos 45 empreendimentos lançados por ela até hoje (foram sete em
2017), três não têm garagem e 42 são mistos, ou seja, dispõem de apartamentos com e sem vagas. Todos eles possuem serviços voltados a quem não tem automóvel. Alguns oferecem carro e moto compartilhados, à disposição do condômino, e outros, bicicletas para empréstimo. Também há parcerias com aplicativos de caronas solidárias. “Além da economia, a não dependência do automóvel pode aumentar a qualidade de vida do paulistano”, acredita Alexandre Lafer Frankel, CEO da empresa. Neste ano, a companhia deve lançar outros sete condomínios.

Empreendimento da Vitacon: um dos sete lançados no ano passado (Alexandre Battibugli/Veja SP)

A imobiliária Lopes também passou a investir nesse tipo de imóvel. Nos últimos três anos, 50% de seus lançamentos foram sem garagem. “São produtos com boa comercialização. Como os preços são atraentes, muita gente compra não para morar, e sim para investir”, conta João Henrique, diretor de atendimento da Lopes. É o caso do designer de interiores Anderson Trindade Pereira, 41, que vive em um apartamento em Higienópolis e adquiriu no ano passado outros dois sem garagem na região central. “É bom para morar, porque se gasta menos, e para fazer negócios, pois a procura é grande”, conta ele.

Cada vez menos vagas

O número de lançamentos imobiliários sem garagem na capital cresceu mais de 1000% nos últimos cinco anos

2012
Unidades lançadas: 27 769
Total sem vaga de garagem: 650

2017
Unidades lançadas: 28 433
Total sem vaga de garagem: 10 886
Aumento de 1 500%

– O centro é a região que mais concentra imóveis do gênero, mas há empreendimentos também em bairros como Barra Funda, Butantã, Pompeia, Vila
Olímpia, Itaquera, Pinheiros e Vila Mariana

– Um apartamento sem vaga custa até 100 000 reais a menos

– O valor do IPTU dessas unidades é entre 15% e 25% menor

Fonte: https://vejasp.abril.com.br

Por Rosana Zakabi

10 tendências globais de consumo que você precisa conhecer.

Veja 10 principais tendências globais de consumo em 2018, e os impactos no mercado imobiliário.  Resultado da pesquisa mundial do instituto Euromonitor.

Eu, você e as bilhões de pessoas presentes no mundo mudam a cada dia. Estas mudanças refletem diretamente na forma como nos relacionamos com empresas, produtos, e sem dúvida reflete no mercado imobiliário. Seja para dar um atendimento melhor, construir moradias de acordo com a necessidade das pessoas, entender seus clientes, entre centenas de outras possibilidades, sem dúvida, acompanhar esses novos comportamentos e tendências é fundamental para todos nós.

Veja abaixo o resultado da pesquisa anual “Top 10 Global Consumer Trends for 2018”, realizada pelo Instituto Euromonitor, que apresenta a lista com as 10 principais tendências globais de consumo para 2018, e a minha análise relacionando com os possíveis impactos no mercado imobiliário.

As 10 tendências globais de consumo que você precisa ficar de olho

  1. Vida Limpa
  2. Compartilhamento
  3. Coabitação ou Co-living
  4. Cultura da Reivindicação
  5. Está no DNA
  6. Busca por Flexibilidade e Riscos
  7. Do próprio quarto
  8. Clientes detetives
  9. Personalização ao Máximo
  10. Os sobreviventes

 

1. Vida Limpa

O que é?

Tendência relacionada ao fato de cada vez mais os consumidores estarem adotando modos de vida “limpos”, minimalistas, onde a moderação e a integridade são fundamentais. Os “Clean Lifers” têm fortes convicções e ideais, sentem que podem fazer a diferença, e isso influencia suas escolhas na hora de comprar. Dizem não aos hábitos pouco saudáveis, produtos à base de animais e gastos desenfreados. A sua necessidade de impressionar é menos com a compra de bens caros e mais com as experiências que querem compartilhar.

“60% das pessoas entre 20 e 29 anos acreditam que suas ações fazem diferença no mundo”

Jovens entre 20 e 29 anos crescem em um mundo que vive profunda recessão, terrorismo e políticas problemáticas, tendo uma visão de mundo mais amplo do que suas gerações anteriores. São protegidos pelos seus pais, das gerações X / “Baby Boomer” escutando mais os seus conselhos e gostando mais de ficar com a família.

Exemplo de produtos / empresas:

  • Cresce o número de festivais livres de álcool e meditações coletiva. Um exemplo é o Daybreaker, festival que promove festas eletrônicas com yoga e fitness. Se conectou tão bem com a crescente geração “vida limpa” que agora opera em toda a América e rapidamente se expandindo para Europa e Ásia;
  • Aumento muito expressivo do número da venda de cervejas sem álcool;
  • A Arezzo criou a coleção PeleMania, composta por produtos feitos de pele de animais, sofrendo sérios boicotes.

E os impactos no mercado imobiliário?

    • Se possuir bens caros deixa de ser algo primordial, há impacto no desejo de adquirir imóveis e ficar preso a um financiamento bancário durante anos, por exemplo;
    • Qualidade de vida sendo valorizada impacta na necessidade dos empreendimentos refletirem isso em sua área de lazer, infra e concepção estrutural dos imóveis;
    • Reflexo da valorização da qualidade de vida, pessoas preferindo morar em apartamentos bem menores próximo do seu trabalho para economizar tempo, do que morar em algo maior mas longe e ter que passar horas no trânsito. O empreendimento de 10 m2. da Vitacon é um ótimo exemplo;
    • Pessoas saindo mais tarde da casa dos pais, retardando a compra de um imóvel.

2. Compartilhamento

O que é?

Uma nova geração orientada ao compartilhamento, que prefere o aluguel, a assinatura e valoriza o espírito de comunidade. Não querer adquirir bens materiais em favor de experiências e um estilo de vida mais livre, que tem caracterizado os hábitos de compra das gerações mais novas, é uma tendência que continua a evoluir e se espalhar para as mais velhas, que cada vez mais abrem mão do habitual materialismo, para simplificar suas vidas.

A tecnologia e a urbanização são um dos principais impulsionadores dessa tendência. Por que ter um carro ou milhares de pertences quando se vive em um local pequeno, com tudo ao redor e existem recursos tecnológicos que facilitam a vida?

Exemplo de produtos / empresas :

      • Crescimento de serviços como Airbnb e Uber, entre todas as idades;
      • RentMojo, site indiano de aluguel de eletrodomésticos;
      • Toyota investindo em serviços de táxis do Sudeste Asiático

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Tendência que reflete a redução da necessidade de adquirir a “sonhada casa própria”;
      • Impacto também nos itens de infraestrutura do prédio ex: espaço para bicicleta compartilhada, lavanderia compartilhada, oficina compartilhada, etc;
      • Aumento do desejo pelo aluguel;
      • Redução da necessidade de vagas de garagem

3. Coabitação / Co-living

O que é?

É uma forma de habitação onde os residentes compartilham sua casa e dividem um conjunto de interesses e valores. A tendência, impulsionada pelo aumento do custo do setor imobiliário, nasce dos centros urbanos que abraçaram a economia compartilhada como uma escolha de estilo de vida.

Existe também um enorme potencial entre os idosos, uma vez que oferece a interação social, a sustentabilidade e o design acessível exigido para este grupo demográfico. O desafio na adoção generalizada é a imagem percebida de acomodação compartilhada, com muitas pessoas mais velhas preferindo manter sua independência. No entanto, dado que os “ainda não idosos”, entre os anos 50 e 60 eram favoráveis ​​à vida comunitária em sua própria juventude, tende a ser uma tendência que só irá crescer.

Aumento do número de casas alugadas

Exemplo de produtos / empresas :

      • Campus Hong Kong criou um grande co-living com 50 apartamentos de um quarto em dormitórios de quatro camas;
      • Em Cingapura, a Ascott, uma cadeia hoteleira pertencente a uma das maiores empresas imobiliárias da Ásia, apresentou a marca lyf em 2016, especializada no segmento
      • O exemplo mais capitalizado de uma iniciativa co-living é a WeLive, a divisão dedicada da empresa imobiliária norte-americana WeWork, avaliada em cerca de USD20 bilhões. WeLive abriu recentemente seus primeiros espaços em Washington e Nova York.

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Tendência totalmente relacionada com o mercado imobiliário, cada vez surgirá mais iniciativas de incorporadoras entrando neste segmento. No Brasil ainda é tímida;
      • Também reflete na tendência da não necessidade de possuir algo;
      • Necessidade de infra e projetos especiais para a divisão de apartamentos;

4. A Cultura da Reivindicação

O que é?

Seja compartilhando um post no Facebook, assinando um abaixo assinado online, ou colocando a boca no Reclame Aqui, os consumidores estão dando voz as suas opiniões. Como a pesquisa diz, o “Ativismo Hashtag” está rapidamente ganhando impulso à medida que o uso da internet explode e mais pessoas utilizam mídias sociais. Para ter uma ideia, só no ano passado os usuários do Twitter sozinhos geraram 125 milhões de hashtags por dia.

“Em 2017, 46% dos consumidores dos EUA expressaram uma opinião sobre uma marca online, 65% disseram que pesquisam a marca antes de comprar e 57% boicotaram alguma empresa”

Exemplo de produtos / empresas:

      • Cervejaria BrewDog com sede no Reino Unido enfrentou uma tempestade nas mídias sociais depois de processar um pequeno pub familiar que tinha o mesmo nome de um gin popular da Brewdog. Ouvindo o público nas redes, cancelou o processo e pediu desculpas, rapidamente a marca passou de “egoísta e gananciosa” para “generosa e humilde”;
      • Nos EUA, a campanha #GrabYourWallet fez com que milhares de consumidores boicotassem produtos relacionados ao Trump;
      • Daniely Argenton criou o site Meu Carro Falha, ao comprar um Renault que veio com defeitos, o site que chegou a receber mais de 700 mil visitas em um mês.

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Fez algo errado? Cada vez mais as pessoas vão reclamar em seu Facebook ou no Reclame Aqui, seja do atendimento, da entrega, do acabamento, do preço não deixado claro, etc etc;
      • Basta fazer uma breve pesquisa para identificar que infelizmente boa parte das empresas imobiliárias não dão muita atenção para os canais de reclamação. Nos tempos atuais isto é um erro gigantesco, e que sem dúvida representa menos negócios.

5. Está no DNA

O que é?

Cresce o interesse em saber a nossa própria composição genética, consequentemente o interesse na busca por personalização de produtos e serviços de saúde e beleza. Os consumidores variam desde os preocupados com seu bem-estar, até aqueles que querem saber sua origem e os fanáticos por vida fitness.

“O mercado global está crescendo e espera-se aumentar para USD340 milhões em 2022.”

Exemplo de produtos / empresas :

      • Empresas como 23andMe, DNAFit e AncestryDNA mapeiam o código genético através de simples amostras de sangue ou saliva e explicam o que tudo significa;
      • A empresa britânica Geneu, diz que o envelhecimento da pele é influenciado pelos genes em 60%, oferece uma receita personalizada para soros anti-envelhecimento formulados com base em seu questionário de DNA e estilo de vida.

6. Busca por Flexibilidade e Riscos

O que é?

Pessoas buscam cada vez mais flexibilidade em seus estilos de vida e estão preparadas para assumir riscos. As gerações mais jovem possuem uma natureza empresarial, afastando-se da carreira “tradicional” em direção a uma que oferece mais liberdade.

“Quase 50% das pessoas desejam ser trabalhadores por conta própria. Quanto mais novo, mais o número cresce.”

As pessoas estão cada vez mais atraídas para alternativas que permitam experiências mais flexíveis, adaptáveis ​​e personalizadas, e não apenas ganhos financeiros potenciais. Querem um estilo de vida que podem construir e se alinharem com seus interesses pessoais e paixões. Também vemos que as “grandes metas de vidas” ficaram para depois, como possuir uma casa ou ter filhos.

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Na hora de recrutar seu time de corretores, o velho argumento da praticidade de estar em uma imobiliária pode não ser tão importante se você tratar mal seu time. Mais do que dinheiro, a qualidade de vida é algo cada vez mais valorizado;
      • Em relação aos consumidores, com menos pessoas em trabalhos tradicionais, pode haver algum impacto na hora de obter financiamentos, além da própria redução natural do interesse em adquirir bens visto que a vida financeira não é tão instável;
      • Mudança no tipo dos imóveis e sua infraestrutura com a redução / atraso do número de filhos. Compartilhando um exemplo pessoal, o playground do apartamento que vivo, por exemplo, está sempre vazio. Já o minúsculo Pet Place sempre lotadíssimo. Quando a construtora entende este comportamento, o projeto do imóvel é diferente.

Gráfico que mostra o aumento expressivo do número de moradias sem filhos.

7. Do Próprio Quarto

O que é?

Consumidores querem visualizar produtos antes de comprar de fato e fazer isso em casa representa muita comodidade. Cada vez mais celulares abrem portas para funcionalidades que envolvem tecnologias de realidade virtual, popularizando o desejo das pessoas por esse tecnologia. A realidade virtual melhora a experiência do consumidor, proporcionando uma visão mais realista dos produtos e facilita a parte operacional para as empresas, tendo uma conversão de vendas muito melhor.

“80% dos entrevistados estão interessados ​​em usar a tecnologia para visualizar produtos digitalmente em suas casas.”

Exemplo de produtos / empresas :

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Imóveis com visualização em realidade virtual, sendo possível visitar sem sair de casa. Com a popularização dos óculos virtuais, dos celulares com telas cada vez melhores e melhor conexão, cada vez estas experiências ficarão mais realistas;
      • Mais praticidade e economia de tempo para o consumidor e corretor de imóveis já que vão visitar apenas os imóveis que o cliente gostou de fato;
      • Redução do investimento em plantões de venda;
      • Menos contatos gerados, mas muito mais qualificados;

8. Clientes Detetives

O que é?

A crise de confiança dos consumidores aumenta e leva a um maior envolvimento emocional. São céticos aos produtos produzidos em massa e às motivações das empresas responsáveis por estes produtos. Não é suficiente apenas responder os clientes, as empresas precisam e devem fornecer provas, ainda mais que os consumidores possuem muito mais informação a seu alcance e podem investigar sem esforços.

Exemplo de produtos / empresas :

      • Grande corporações criando produtos com cara de artesanais falsos desmascaradas por consumidores;
      • Crescimento do mercado de cervejas verdadeira artesanais;
      • A campanha do supermercado Super-U (França), que usou o Snapchat para demonstrar o frescor de seus peixes, relatando desde o barco de pesca até o peixe no mercado pronto para consumo. Muito inteligente pois o Snapchat Stories tem apenas 24h, confirmando que o peixe é realmente fresco

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Crescimento da preferência por imobiliárias de bairro, menores, com atendimentos mais próximos e menos reclamações na internet;
      • Pessoas realizando várias buscas sobre sua empresa antes de comprar de fato o seu produto.
      • Além do Reclame Aqui e o Youtube aparecer muito bem no Google, outro tipo de site que aparece muito são sites jurídicos como o JusBrasil. Se você tiver processos de clientes ou membros de sua equipe, isso vai prejudicar sua imagem e a confiança que ainda nem estava estabelecida. Experimente colocar seu nome completo no Google, ou o nome de sua empresa e veja o que aparece.

9. Personalização ao Máximo

O que é?

O aumento da economia compartilhada, com os pioneiros Uber e Airbnb, está reduzindo o desejo de possuir bens. A mudança de foco da posse para à experiência está mudando os padrões de compra e fazendo com que as pessoas queiram participar da criação, design e construção dos produtos.

As pessoas desejam não apenas personalizar produtos produzidos em massa, mas moldá-los às suas preferências individuais. Faz algum tempo que muitos proporcionam escolher entre diferentes cores, padrões e detalhes, mas os “I-Designers” (designers digitais) trazem isso para um novo nível, em vez de escolher algo que é o mesmo, querem criar algo com os quais eles se conectam, algo que é verdadeiramente único.

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Cresce a importância da personalização das plantas, infra, e atendimento, mas como a pesquisa diz, não basta apenas possibilitar a personalização do tipo de piso, por exemplo, isso não deixa de ser algo “personalizável de forma massiva”.

 

10. Os Sobreviventes

O que é?

Apesar da economia global ter melhorado, com o aumento da renda e a queda do desemprego, a diferença entre ricos e pobres é altamente visível, e aqueles que estão com baixos salários e altos custos de vida ainda estão lutando para enfrentar a austeridade. Quem está no fundo da pirâmide infelizmente permanece atolado na pobreza.

Exemplo de produtos / empresas :

      • Na Europa, surgem “supermercados sociais”, que vendem alimentos com datas de validade reduzida, etiquetas incorretas ou embalagens danificadas com descontos de até 50%; Exemplos o supermercado dinamarquês Wefood e o Nifties, do Reino Unido;
      • Forte expansão global dos mercados de desconto como Aldi e Lidl, e das lojas de variedades de desconto como a Daiso que tem 2.800 lojas no Japão e mais de 4.000 lojas em todo o mundo (inclusive no Brasil).

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Como sabem, ainda há grande deficit habitacional do Brasil, dando forças para programas como Minha Casa Minha Vida;
      • Importância da facilidade de pagamento;
      • Investimento em práticas e tecnologias que reduzam o custo de construção. A polêmica é que muitas delas podem significar automatizações, o que pode refletir em aumento do desemprego e consequentemente em aumento desta camada social;
      • Enquanto até a tendência 8 falamos de situações relativamente “elitizadas” aqui mostramos um outro cenário, fazendo com que profissionais do mercado imobiliário precisem de fato entender todas as camadas sociais e seus comportamentos para de fato atingir os públicos;

Quem tiver interesse, este é o link para o relatório completo da Euromonitor. Bom proveito!

Fonte: http://www.marketingimob.com

Por Mariana Ferronato

Dubai Frame, a “maior moldura do mundo”, é inaugurada em Dubai.

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Com 150 metros de altura, o Zabeel Park, apelidado de “a maior moldura do mundo” foi inaugurado em Dubai. Conhecida como Dubai Frame, a estrutura é a mais recente dentre os projetos extravagantes pelos quais a cidade se tornou mundialmente famosa, oferecendo vistas panorâmicas para o skyline de Dubai, ao passo que também “emoldura” outros edifícios icônicos, como o Burj Khalifa, quando observada do solo.

Quase uma década após ter sido idealizada, os visitantes agora podem subir a estrutura e percorrer sua passarela elevada de 93 metros de comprimento, que conta com pavimentação de vidro e vistas para a antiga cidade de Deira, ao norte, e os novos arranha-céus, ao sul. Um túnel de neon conduzirá os visitantes a uma exposição interativa de realidade aumentada sobre a história e o futuro da cidade.

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O projeto foi conduzido sem grandes controvérsias, no entanto, ano passado foi divulgada a informação que o desenho pode ter sido usado sem o consentimento do arquiteto que o elaborou.

Fonte: https://www.archdaily.com.br

Micro, mas confortável: morar em mini-apartamentos requer planejamento e praticidade.

Estratégias como porta de correr para separar quarto de área social e móveis multifuncionais são fundamentais para dar praticidade à rotina do morador

Morar num microapartamento não precisa ser sinônimo de morar apertado. Pelo contrário! Construtoras apostam cada vez mais em lofts e estúdios supercompactos, seguindo uma tendência global de levar em conta o fato de que os moradores passam cada vez menos tempo em casa. Para fazer a ideia funcionar não é preciso muita coisa (literalmente). Boas ideias e planejamento são meio caminho andado para criar um ambiente acolhedor, cheio de personalidade. E o mais importante: confortável.

Designer de interiores e ex-moradora de um flat de 38 m², Melina Mundim é enfática sobre o pulo do gato para quem sonha ou planeja se mudar para um local pequenininho. “Não adianta querer guardar o mundo dentro de casa”, sentencia. É preciso ter consciência do pouco espaço disponível e fazer caber nele aquilo que realmente é necessário para viver bem.

Na opinião dela, fazer intervenções pontuais na planta é o ideal nesses casos, já que permite ao morador adequar o imóvel às próprias necessidades, quebrando paredes, por exemplo, para ampliar determinados espaços. Caso não seja possível, o mais indicado é apostar na marcenaria planejada, capaz de preencher todos os espaços do ambiente de forma inteligente e prática.

Funcionalidade

Escolher móveis funcionais é outra dica da arquiteta e designer de interiores Gislene Lopes. Para ela, mais do que se preocupar em economizar espaço, entretanto, é preciso ficar de olho na função desempenhada pelo mobiliário e na comodidade que irá proporcionar no dia a dia do morador.
Trocando em miúdos, de nada adianta ter uma cama que vira mesa ou uma mesa que vira banco se isso não for prático na rotina de quem irá usá-los. “A peça em si funciona bem, mas o uso adequado no dia a dia depende do usuário. Se a pessoa vai guardar o móvel quando não estiver sendo usado ou se ficará com preguiça disso, por exemplo. Funcionalidade é a primeira coisa a ser observada”, destaca.

Sem convenções

A arquiteta também não recomenda ficar preso a convenções, como a de que cores claras ampliam e escuras diminuem. “O uso de cores claras é recomendado, mas isso não significa que se deve usar tudo claro na mesma casa. O jogo de cores é que proporciona a criação de um ambiente espaçoso, confortável e sofisticado ao mesmo tempo”, alerta.

Ainda de acordo com a profissional, locais muito pequenos pedem edifica-ções diferenciadas e visualmente confortáveis. “O maior objetivo nos microi-móveis é proporcionar prazer a quem irá usá-los”.

Inspire-se:

PRIVACIDADE

Quem gosta de receber em casa, mas tem pouco espaço, pode usar portas de correr, como a do ambiente abaixo, para isolar o quarto dos ambientes sociais. Estrutura não prejudica a fluidez dos ambientes – que continuam integrados na medida certa – nem interfere na sensação de amplitude, já que não ocupa tanto espaço, como as portas convencionais

Decoração de microapartamentos_porta parar separar quatro de sala

 

Decoração de microapartamentos_parede separando cômodos

Decoração de microapartamentos_parede separando cômodos

CONJUGADO

Marca registrada deste imóvel, espécie de estúdio, é a unificação dos espaços; somente o quarto, ou melhor, a cama do dono da casa, tem parede divisória para cozinha e banheiro. Palavra de ordem nesse ambiente é harmonia: cores e móveis devem conversar

 

 

 

Fotos Jomar Bragança/Divulgação Decoração de microapartamentos

JUNTO E MISTURADO

Alguns imóveis-micro costumam dispor de lavanderia na área comum do prédio, mas quem não tem essa facilidade pode separar um espaço pequeno na cozinha para instalar uma máquina de lavar e uma bancada com torneira. Bancada de apoio, que divide sala e cozinha, também tem dupla função e, embaixo, pode abrigar banquinhos para a hora das refeições

 

 

NOS TRINQUES                                             

Projeto da arquiteta e designer de interiores Gislene Lopes para jovem casal incluiu reforma completa do espaço de 38 m², na Savassi, em BH. Paredes foram removidas para integrar os ambientes (imagem à esquerda, no alto) e dar sensação de amplitude e os móveis projetados para aproveitar cada espacinho. Na lateral da varanda (próximo à TV), foi montado um mini-escritório. Espelhos instalados no quarto e no banheiro amplificam cômodos em “miniatura” e garantem conforto visual aos usuários. Tons escuros, usados sobretudo na cozinha, combinam com estilo dos moradores, tecnológicos, modernos e descolados

 

Sistema da ‘chave na mão’ dá autonomia ao profissional e livra cliente da dor de cabeça

Terceirizar toda a implantação do imóvel, da execução de pequenas intervenções à compra de móveis, tem sido cada vez mais comum entre os que escolhem viver em um micro-apartamento. Batizada de turn key, ou chave na mão, na tradução livre, a modalidade facilita a vida do morador e dá mais fluidez ao trabalho do arquiteto.

Especialista em imóveis pequenos, o arquiteto Gláucio Gonçalves, de São Paulo, explica que o objetivo do serviço é “livrar” o contratante das dores de cabeça típicas de uma mudança e garantir mais autonomia ao profissional que executará o projeto.

“Grande parte do público do turn key trabalha dez, 12 horas por dia. São pessoas que não têm muito tempo para correr atrás de decoração nem de móveis. Fechamos, então, um projeto, estabelecemos um cronograma e, a partir dali, o trabalho fica por conta do arquiteto. Quando se cria essa conexão, tudo fica mais fácil”, explica o profissional da Gláucio Gonçalves Arquitetura e Design.

Comodidade

Ele conta que, recentemente, atendeu um cliente, piloto de avião, que mora em Salvador, na Bahia, e comprou um apartamento em São Paulo. Por causa do deslocamento, explica o arquiteto, o cliente não dispunha de tempo suficiente para acompanhar as transformações do estúdio de 32 metros quadrados em um lar. A saída é “monitorar” o serviço por relatórios e fotos.

“Resumindo, fizemos o projeto que transformaria o local na casa dele, com mais personalidade e funcionalidade, calculamos os gastos e fechamos o orçamento. À medida que é necessário, ele faz as transferências bancárias. Peguei a chave no começo e entregarei no final”, detalha Gláucio Gonçalves.

De acordo com o arquiteto, o serviço vale a pena pela boa relação custo-benefício. “Rendo mais como escritório, já que tenho mais autonomia para trabalhar e tiro a preocupação do cliente. A essência do turn key é trabalhar com independência e deixar o cliente à vontade”, resume.

Ponto a ponto:

Confira dicas do arquiteto Gláucio Gonçalves, especialista em apartamentos pequenos, para acertar no planejamento e na escolha dos móveis e objetos decorativos:

1. Faça um projeto:

Quando o assunto são apartamentos de 20, 30 metros quadrados, não há como iniciar uma decoração sem ter um ponto de partida. “A pessoa vai ficar solta, sem saber o que precisa e para onde deve seguir e aí sim correrá o risco de errar muito na escolha das coisas”, enfatiza o profissional. Segundo ele, a contratação de um arquiteto não é “artigo de luxo”, pelo contrário, ajuda a evitar retrabalho e a compra de peças novas para substituir escolhas erradas.

2. Conheça o perfil do morador e as necessidades dele:

Além de bonito, o apartamento deve ter a cara do dono. Para isso, é fundamental que o morador se veja em cada canto da casa nova e tenha as necessidades bem atendidas. “O apartamento precisa ser funcional, claro, mas também tem que imprimir a personalidade do dono, que tem que se sentir em casa e ter atendidas as necessidades, como receber amigos ou trabalhar”, diz.

3. Dê prioridade a móveis com dupla função:

Mesa que vira banco, aparador que vira bancada ou box de cama que tem função de guarda-roupa são boas estratégias para economizar espaço. Lugares pequenos exigem flexibilidade de uso e, portanto, da serventia que os móveis terão. Mais uma vez: planeje-se!

4. Faça escolhas que caibam no bolso

Fechar um orçamento realista é essencial para fazer o projeto caminhar e as coisas saírem do papel. De nada adianta ter a vista alta e mirar-se num modelo se não for possível pagar por aquilo. ”O melhor caminho para que o imóvel seja funcional e tenha a cara do dono é ele caber no bolso. O custo de execução deve ficar dentro do que foi imaginado”, reforça Gláucio.

No fim de 2017 uma construtora paulistana virou assunto ao lançar um empreendimento de 10m². Segundo a empresa, será o menor imóvel da América Latina. Ficou curioso? Confira o vídeo com a perspectiva do local, que deve ficar pronto no ano que vem.

Fonte: http://hojeemdia.com.br

Por Patrícia Santos Dumont

 

Colírios urbanos: os projetos inovadores de arquitetura na cidade.

Os prédios citados, muitos já sexagenários, reinaram sozinhos depois de décadas de construções genéricas ou sem estilo, produzidas pela linha de montagem do mercado imobiliário. Mesmo durante o esbanjamento da Copa do Mundo, houve escassez de bons projetos patrocinados pelo poder público.
 

Finalmente, São Paulo volta a ganhar cartões-postais, em que há preocupação com funcionalidade, relação com o entorno e materiais melhores. O principal exemplo desse novo legado estético é o Santos Augusta, batizado com esse nome por estar localizado na esquina de duas das vias mais importantes dos Jardins, vizinho ao Conjunto Nacional, joia modernista desenhada por David Libeskind.

Fernando Tchalian, da Reud: projeto com ausência de grades, café no térreo e teatro (Leo Martins/Veja SP)

O projeto, assinado por Isay Weinfeld, um dos arquitetos mais premiados do Brasil, concebeu um andar térreo completamente aberto, como se fosse uma extensão da rua. Dentro dele, há um bar e um café. Lembra um lobby de hotel de luxo. O edifício, de dezenove andares, compõe-se de quatro caixas superpostas — de tamanhos, texturas e alinhamentos diferentes.

Com os olhos voltados para os mínimos detalhes e a cabeça imersa em ideias de efeito, Weinfeld pensou em tudo para os 19 000 metros quadrados de área útil. “Fazer algo ao lado do Conjunto Nacional é um desafio e uma honra”, diz o arquiteto. “Os espaços abertos são um entendimento da cidade. Fico feliz de o proprietário ter compactuado com o desenho.”

Com investimento de 80 milhões de reais, o Santos Augusta nasceu de um sonho antigo do empresário Fernando Tchalian, de 45 anos. Ele é sócio, ao lado dos irmãos Fabio e Andrea, da incorporadora Reud. Enquanto o projeto vinha sendo concebido, o trio operou um estacionamento no local. A fundação do empreendimento começou em 2013. “Desde o início, meu pensamento estava em um prédio vivo, como a mais eclética das ruas paulistanas, a Augusta”, diz Tchalian. “Daí ser fundamental ter um teatro, um bar, um restaurante.”

O empresário foi atrás do restaurateur Fabrizio Tatini, herdeiro do italiano Tatini, inaugurado em 1954 e localizado na Rua Batataes, para convidá-lo a abrir uma filial. “Entrei como sócio no negócio, estamos escolhendo das toalhas ao mobiliário.” O mesmo vale para o teatro. A casa de espetáculos tem 230 assentos e um palco de 450 metros quadrados, com capacidade para trinta músicos. Emilio Kalil, ex-diretor do Teatro Municipal de São Paulo e do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, será responsável pela programação da casa.

“Busquei os melhores nomes do mercado, quero dar algo magnífico a São Paulo.” A finalização do Santos Augusta está prevista para março, e ele já tem como locatários a agência de modelos Way Model e a loja virtual de luxo Farfetch.

Nascido em família de imigrantes armênios e formado em economia na Faap, Fernando Tchalian detesta holofotes, adota um figurino sóbrio e passa parte de seu tempo livre garimpando móveis em sites como Mercado Livre e eBay. Ele se diz um arquiteto frustrado. Como boa parte de seus antepassados, sua família investiu no mercado de calçados. O clã abriu em 1991 a grife Capodarte. Ele era encarregado de desenhar alguns dos calçados, sem nunca ter estudado design ou moda. 

O dinheiro ganho era investido na compra de imóveis. A marca foi vendida em 2007 ao grupo Paquetá, quando os irmãos criaram a Reud. Tratou-se de um novo passo para os Tchalian: em vez de comprarem, eles passariam a construir prédios. E não abandonaram o solado de vez, são donos da calçadista Prego, hoje com 24 lojas no Brasil. Ter bala na agulha dá o privilégio de investir em construção a longo prazo. “Não pensamos em lucro imediato.”

Para entender esse conceito, tome como exemplo o Mirador Oscar Freire, inaugurado em 2012 como uma espécie de laboratório da Reud. O prédio, projetado pelo escritório Triptyque na rua mais chique da capital, de quatro pavimentos, ficou anos com espaços vazios. “Recusei uma rede de fast-food por achar que não tinha nada a ver com o espaço.”

Fernando foi atrás do Grupo Chez, dono de restaurantes e baladas, para ali abrir o Chez Oscar. Ele também emprestou dinheiro à livraria Prince Books, instalada no térreo, para que os locatários tocassem um plano de negócios e conseguissem ter viabilidade. “Conversei pessoalmente com as editoras para obter boas tarifas”, conta Tchalian. Com livraria e café, mais gente passou a circular a pé naquela área. Hoje a Reud constrói outros dois edifícios nos Jardins, ambos residenciais, e tem um projeto de um complexo multiúso na Oscar Freire.

A incorporadora não está sozinha. Criada em 2005 com apenas três funcionários, a Idea!Zarvos já entregou trinta prédios ousados na capital e soma agora quarenta funcionários. A empresa virou sinônimo de design e deixou um legado na Vila Madalena, onde está concentrada sua maior área de atuação. “Convidamos arquitetos como Isay Weinfeld, Alvaro Puntoni e Gui Mattos, e demos carta branca para criarem. Existe uma demanda enorme de pessoas loucas para viver em condomínios lindos”, avalia Otavio Zarvos.

O térreo do prédio (Leo Martins/Veja SP)

Dono da Vitacon, Alexandre Lafer Frankel adota o mesmo discurso. “Os prédios de design não têm estoque, vendem muito bem”, conta. Frankel explica que investir em profissionais renomados como Arthur Casas duplica o custo do projeto. “O metro quadrado passa para 10 000 reais, em média. Mas o retorno é certo.”

Sejam de classe média alta, sejam de alto padrão, os novos colírios urbanos têm vários aspectos em comum. Um deles é a integração com a rua. A ausência de grades é quase unânime. “Não é uma negação à segurança e ao controle de acesso, mas uma valorização do bairro”, afirma Gabriela Coelho, sócia da Ink Incorporadora. Praças abertas, bicicletário público e lojas no térreo são outras características de alguns dos lançamentos que têm melhorado a paisagem urbana.

Ainda que esses imóveis sejam acessíveis a poucos bolsos, eles fazem diferença até para quem apenas passa. Por décadas, mesmo bairros exclusivos, como Vila Nova Conceição e Morumbi, não se tornaram atrações paulistanas justamente pela arquitetura muitas vezes genérica. Assim que foi tirado o tapume do Santos Augusta, pedestres começaram a fotografar a nova gentileza arquitetônica da capital. Até o prefeito vai concordar que o acervo da cidade não se resume mais ao Masp e à ponte estaiada.

Abaixo, confira alguns lançamentos do setor.

TETRYS POMPEIA, na Pompeia

Incorporadora: Ink Incorporadora
Projeto: FGMF Arquitetos
Entrega: segundo semestre de 2018
Diferenciais: praça no térreo, bicicletário público na calçada e alguns apartamentos com jardim

FORMA ITAIM, no Itaim Bibi

Incorporadora: Huma
Projeto: Fermín Vázquez
Entrega: 2017
Diferenciais: ausência de grades, elevador panorâmico e unidades disponíveis para locações de curta duração

POP MADALENA, na Vila Madalena

Incorporadora: Idea!Zarvos
Projeto: Andrade Morettin Arquitetos
Entrega: 2016
Diferenciais: uso misto, com lojas no andar térreo, e estudo de cores na fachada

AMOREIRA, no Jardim Prudência

Incorporadora: Moby
Projeto: Felipe Hsu e Lucas Bittar
Entrega: 2016
Diferenciais: conta com brise-soleil, ícone modernista utilizado para amenizar a luz solar e criação de banco na calçada

MÓDULO REBOUÇAS, em Pinheiros

Incorporadora: Idea!Zarvos
Projeto: Dal Pian Arquitetos
Entrega: 2016
Diferenciais: ausência de grades, jardim central e estudo de cores assinado por João Nitsche

VN FERREIRA LOBO, na Vila Olímpia

(Divulgação/Veja SP)

Incorporadora: Vitacon
Projeto: Studio Arthur Casas
Entrega: 2017
Diferenciais: lavanderia coletiva, espaço para coworking e bicicletas e carros compartilhados

Fonte: https://vejasp.abril.com.br

Movido a crédito.

O menor juro básico da história vai ajudar a impulsionar diversos setores que dependem de financiamentos. Falta, no entanto, que as taxas cobradas de empresários e consumidores caiam com a mesma intensidade.

Diante de um cenário de inflação baixa (3%) e de desemprego ainda elevado (11,8%), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu, na noite da quarta-feira 7, a taxa básica de juros (Selic) pela décima primeira vez consecutiva, para 6,75% ao ano. Quando assumiu a presidência do BC, em junho de 2016, o economista Ilan Goldfajn encontrou um cenário com Selic em 14,25% e inflação anual em 8,84%. A taxa, que está no menor patamar da história, ajuda a aguçar o apetite de consumidores e de empresários, que, aos poucos, voltam a demandar financiamentos após um longo período de recessão.                                 

Gilberto De Abreu, presidente da Abecip: “Após três anos consecutivos de queda, prevemos uma alta de 15% no crédito imobiliário” (Crédito:Divulgação)

O Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos do Bradesco prevê o maior impulso do crédito desde 2007, com uma expansão de 5% neste ano, sendo de 6,5% na carteira de pessoa física e de 3,4% na carteira de pessoa jurídica. “A queda da inadimplência abre um espaço para as pessoas voltarem a se endividar”, afirma Thaís Zara, economista-chefe da consultoria Rosenberg Associados, que participou do programa “Papo de Economista”, na TV Dinheiro.  

Apesar de saudarem a queda da Selic, os empresários reclamam que as taxas não caem na ponta com a mesma intensidade. E eles têm razão. Um levantamento feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra que as empresas pagam 29% ao ano de capital de giro e os consumidores desembolsam 27% em financiamento de automóveis (leia quadro ao final da reportagem). Detalhe: essas duas taxas são até pequenas se comparadas com as linhas de conta garantida (146%) e de cheque especial (295%).

A culpa é do chamado spread bancário, que é a diferença entre a taxa que os bancos captam e a taxa cobrada dos clientes. As instituições financeiras alegam que a carga tributária elevada e o risco de inadimplência justificam o spread elevado. Porém, na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, “o Banco Central precisa deixar de só fazer ameaças ao sistema bancário e tem de tomar ações incisivas para reduzir a taxa de juros ao tomador final”. Aumentar a concorrência bancária seria um bom caminho.
A despeito das taxas de juros ainda altas, vários setores apostam no crédito mais farto para crescer muito acima dos 3% previstos para o PIB, em 2018.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp: “O Banco Central tem de tomar ações incisivas para reduzir os juros ao tomador final” (Crédito:Rafael Hupsel / Ag. Istoe)

O Secovi-SP, por exemplo, calcula que os lançamentos e as vendas de imóveis terão uma expansão de 10% neste ano. Para isso, as construtoras contam com mais financiamentos, que lubrificam a engrenagem do setor.

“Após três anos consecutivos de queda, prevemos um crescimento de 15% no crédito imobiliário”, diz Gilberto Duarte de Abreu Filho, executivo do Santander e presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). “Inflação baixa, juros menores, geração de emprego e alta na confiança ajudam muito.” Além disso, Abreu Filho salienta que a caderneta de poupança, responsável por quase metade dos recursos destinados aos financiamentos imobiliários, precisa ter captações positivas.

A indústria automotiva também aposta suas fichas no crédito mais barato ao projetar alta de 11,7% nas vendas de veículos em 2018. “Financiamento é fundamental”, afirma Antonio Megale, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). “A queda dos juros faz com que a prestação caiba no bolso dos consumidores.” O setor acredita que uma parte da clientela, que havia migrado para o segmento de carros usados durante a crise, voltará a frequentar as concessionárias. Otimismo semelhante é constatado na indústria de eletroeletrônicos, que tende a crescer à medida que os bancos forem reabrindo a torneira do crédito. Para 2018, ano de Copa do Mundo, a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) prevê alta de quase 10% nas vendas de televisores, totalizando 12,6 milhões de aparelhos. Boa parte será paga em prestações.

O atual ciclo de juros baixos não tem data para acabar. Ao contrário do que ocorreu no governo Dilma Rousseff, quando a taxa Selic foi derrubada na canetada, os fundamentos macroeconômicos atuais permitem a manutenção dos juros básicos em patamares inferiores a 10% por um longo período. “Sem aparecer uma Dilma no caminho e sem um choque externo grave, não há motivos para a Selic voltar ao patamar de dois dígitos”, diz Evandro Buccini, economista-chefe da Rio Bravo Investimentos. “Mas o Brasil precisa equacionar o rombo fiscal, e isso inclui a reforma da Previdência.”

Fonte: www.istoedinheiro.com.br

Luís Artur Nogueira