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Construção civil tem melhor desempenho desde o 1º trimestre de 2014

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Setor considerado termômetro para investimentos e emprego acumula alta de 4,4% no ano

O setor da construção civil apresentou no terceiro trimestre de 2019 o melhor desempenho para o setor desde o primeiro trimestre de 2014, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O segmento cresceu 4,4% ante o resultado do terceiro trimestre de 2018. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. 

O resultado foi impulsionado pelo setor imobiliário e pelo aumento da ocupação de 1,3% segundo dados da Pnad Contínua. A economia brasileira avançou 0,6% no terceiro trimestre de 2019, na comparação com os três meses anteriores.

Análise: Consumo das famílias lidera a alta do PIB, sustentado por emprego informal A construção civil é apontada como um bom termômetro para investimentos e emprego, pois mobiliza muita mão de obra. O motor desse segmento costuma ser um misto de ganho de renda da população, confiança do empresariado e das famílias de que dias melhores virão e investimento público, cada vez mais restrito.

“É um crescimento puxado principalmente pela construção imobiliária, não pela infraestrutura. A construção cresceu esses dois trimestres, mas ainda está 30% abaixo do maior dado, que foi no primeiro trimestre de 2014 — ressalta Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais.

José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), destaca que o setor vai manter o crescimento:

“O crescimento da construção civil é uma boa notícia para a economia do país. É movimento já consistente em São Paulo, mas com força também no Centro-Oeste, puxado pela renda gerada pelo agronegócio. Tradicionalmente, a recuperação começa por São Paulo e, depois, chega aos demais estados. Por ora, contudo, a retomada na construção está restrita ao segmento residencial do mercado imobiliário, que representa apenas uma pequena fatia do potencial do setor”, explica Martins.

A construção civil, continua ele, conta com quatro grandes pilares. Um deles é o de obras públicas, parado pela falta de capacidade de investimento do governo. Há ainda o vetor de obras de infraestrutura realizadas pelo modelo de parceria público-privada, como o usado nas grandes concessões sendo feitas em rodovias, aeroportos e outras. Existem as obras de projetos industriais e corporativos e, por fim, o imobiliário residencial.

“O governo aposta em grandes PPPs, mas são projetos que demandam maior prazo de maturação, licenciamento, até acontecerem. Na indústria e no corporativo ainda há grande capacidade ociosa. É um pilar forte em investimento, mas só virá com a recuperação econômica mais forte”,  diz o executivo. “O imobiliário residencial está indo, mas com um fator preocupante: ancorado nas classes média e média alta. Na moradia popular, onde o mercado é maior, faltam recursos e política de habitação definida”.

Apesar do resultado positivo, o nível de desempenho da construção ainda está 30% abaixo do maior nível registrado para atividade econômica, no primeiro de 2014.

O resultado para o trimestre acompanha a alta registrada no segundo trimestre de 2019, quando foi interrompida a série de 20 trimestres consecutivos, na comparação anual, de retração do setor. Além disso, acumula o segundo trimestre consecutivo de avanço da atividade econômica, tanto na comparação anual quanto na trimestral. Nessa última, apresenta alta de 1,3%

Carne: Com apetite chinês, preços da carne podem ficar altos por Segundo dados divulgados pelo IBGE, a economia brasileira avançou 0,6 % no terceiro trimestre de 2019, na comparação com os três meses anteriores, divulgou o IBGE nesta terça-feira. Analistas projetavam que o Produto Interno Bruto ( PIB ) do país registrasse alta de 0,4%, de acordo com a mediana das projeções compiladas pela agência Bloomberg. Apesar da recuperação, a economia brasileira está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2012 e 3,6% abaixo do pico de produção anterior à crise, registrado no primeiro trimestre de 2014.

Fonte: epocanegocios.globo.com

Este é o primeiro hotel do Mundo impresso em 3D

Kisawa Sanctuary deve abrir no verão de 2020 na costa de Moçambique.

Este é o primeiro hotel do mundo impresso em 3D
 

Kisawa Sanctuary está localizado na costa leste de Moçambique, nas praias de areia branca da Ilha de Benguerra e define um novo padrão para arquitetura sustentável.

Foi usada uma tecnologia inovadora e patenteada de impressão de areia em 3D, encomendada especificamente para este projeto e usada na sua construção, juntamente com o artesanato e materiais têxteis locais.  

A estrutura foi criada em computador e enviada para uma impressora 3D, onde foi dividida em várias camadas. A impressora ligou os materiais (areia e água do mar) para criar a estrutura.

As decorações do hotel são 100% locais, de forma a evitar as emissões de CO2 provenientes do transporte de materiais.

Kisawa Sanctuary tem 12 bungalows de um, dois ou três quartos distribuídos ao longo de 300 hectares de praia, floresta e dunas de areia na ilha.

Cada bungalow tem praia privada, uma piscina, uma cozinha ao ar livre, um espaço de massagem e transporte elétrico para passear pelo resort

Os bungalows de um quarto custam 5 mil euros por noite e os hóspedes têm acesso ao seu próprio chef de cozinha, staff, spa, instalações de mergulho e a um safari marinho.

A impressora 3D também será implantada no outro lado da ilha para imprimir recifes de coral em areia e habitats marinhos para a Bazaruto Center for Scientific Studies, uma organização sem fins lucrativos.

Fonte: https://viagens.sapo.pt/

A aceleração chegou? O que esperar do PIB do terceiro trimestre

Consumo das famílias deve protagonizar efeito positivo da economia no período. Por outro lado, crise na Argentina e desaceleração global limitam expansão

Na próxima terça-feira (03), o IBGE divulga o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, e a expectativa é de que o dado mostre uma continuidade da recuperação da economia brasileira protagonizada pelo consumo das famílias.

Por outro lado, a crise na Argentina, importante parceiro comercial do Brasil, e a tensão global ligada à desaceleração das principais economias do mundo devem ofuscar esse resultado, uma vez que afetam o desempenho das exportações.

“O terceiro trimestre foi um período de início de melhora das expectativas. De uma recuperação lenta, gradual e, o que é importante, sem grandes choques, como o que sofreu a indústria extrativa no primeiro trimestre por conta do rompimento de barragem em Brumadinho“, diz Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

A previsão da consultoria é que o PIB cresça 0,5% no terceiro trimestre sobre o trimestre anterior e 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A acalmada de ânimos, segundo o economista, tem muito a ver com a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, que aconteceu em primeiro turno em julho e o segundo turno em agosto.

“A questão toda era sobre o que poderia acontecer na Câmara. A conclusão dessa fase trouxe maior tranquilidade de que o texto passaria no Senado, como acabou acontecendo”, diz. 

Despesas previdenciárias representam mais da metade dos gastos do governo federal e a reforma do sistema de aposentadorias desacelera a escalada da dívida da União.

A partir daí, as expectativas em torno da inflação medida pelo IPCA tiveram uma queda acentuada. “Até o segundo trimestre, essas expectativas estavam subindo. A gente via inflação a 4% neste ano e, agora, a gente vê números próximos de 3%”, diz Vale. 

O cenário de reforma bem encaminhada e expectativas sobre inflação em queda ajudou a abrir espaço para que o Banco Central baixasse os juros.

O atual ciclo de afrouxamento monetário começou em julho. Desde lá, já houve três quedas consecutivas de 0,5 ponto percentual na taxa básica da economia (Selic), que deve chegar a 4,5% ao ano em dezembro, segundo sinalização do BC e expectativas de mercado.

Os juros em queda favoreceram tanto a expansão do consumo das famílias — que tem um peso grande no PIB, de 70% — como os investimentos privados, com destaque para o setor de construção civil.

“A taxa de juros reduz o custo dos financiamentos, então fica mais barato para as pessoas pegarem dinheiro emprestado para comprar imóveis e também reduz o custo de oportunidade, então em vez de manter o dinheiro num fundo de renda fixa, o investidor tem mais incentivo a não deixar o dinheiro parado”, diz José Carlos Faria, economista-chefe do BNP Paribas. O banco espera que o PIB do terceiro trimestre avançe 0,4% ante o trimestre anterior. Na comparação anual, a elevação prevista fica em 1%. 

A aprovação de novos saques do FGTS pelo governo, que começou a ser liberada em setembro, também deve ter algum impacto positivo no consumo das famílias, segundo Silvia Matos, coordenadora do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV), embora esse efeito seja mais sentido no PIB do quarto trimestre.

“Setembro deve ter dado alguma contribuição para o crescimento dessa demanda, mas não foi só isso. Houve uma melhora gradual do mercado de trabalho, da renda, juros menores, inflação menor. Tudo isso tem ajudado a criar um consumo mais forte, embora muito gradual. Mas o consumo já mostra esse protagonismo no resultado do PIB”, diz.

A expectativa do Ibre é que o consumo das famílias mostre avanço de 0,6% no terceiro trimestre ante o período imediatamente anterior. Esse número é o dobro daqueles registrados nos dois primeiros trimestres do ano, de 0,3% na mesma base.

Em relação ao PIB, o Ibre espera um avanço no terceiro trimestre de 0,4% na comparação trimestral e 0,9% na comparação anual. 

A construção civil deve continuar crescendo, na esteira do mercado imobiliário, que mostra recuperação em algumas regiões, sobretudo no estado de São Paulo, que teve aceleração dos lançamentos imobiliários. “Mas ainda não vemos lançamentos em outros estados”, destaca Faria. 

O setor de construção vinha mostrando resultados negativos desde a recessão e veio positivo no segundo trimestre, na comparação anual, pela primeira vez depois de 20 recuos consecutivos. O Ibre espera que o setor cresça perto de 2% no ano e tenha seu primeiro resultado positivo em cinco anos.

O PIB da construção encolheu 28% entre os anos de 2014 e 2018, tendo sido um dos mais atingidos pela crise. Vale ressaltar que o setor é um grande empregador, principalmente em fases nas quais as obras estão aquecidas. 

Silva ressalta que o IBGE deve anunciar revisões dos resultados anteriores, o que é praxe e pode mudar um número ou outro da série, mas, no geral, “o histórico continua o mesmo”.

O fim do terceiro trimestre também marca uma reação dos principais indicadores da atividade econômica: indústria, comércio e serviços. O comércio varejista ampliado avançou 4,3% em setembro, na comparação anual. No mesmo mês, a indústria de transformação cresceu 1,6% nessa comparação, depois de cair por três meses seguidos.

Sobre as exportações brasileiras, Silvia Matos diz que a previsão é de que esse resultado venha “ruim”, como reflexo da tensão externa e da crise econômica da Argentina. “A crise na Argentina tem influenciado o PIB brasileiro o ano todo. É um parceiro importante para as manufaturas brasileiras. O país teve um choque no ano passado e, de lá para cá, a situação só piora”, diz.  

Entre janeiro e outubro deste ano, o volume das exportações brasileiras mostra queda de 1,9% ante o mesmo período de 2018. Na mesma comparação, as importações cresceram 3,6%, segundo dados do Ibre.

“É bom lembrar que, apesar do terceiro trimestre mostrar que foi melhor do que o anterior, estamos falando de uma economia que não vai mostrar nenhuma recuperação espetacular. Ainda cresce cerca de 1% ao ano”, diz Vale. 

Fonte: https://exame.abril.com.br/

Mão de obra no canteiro de obras: menos pode ser mais

Construtoras que preferem a boa engenharia têm priorizado contratar trabalhadores compromissados com a qualidade

Créditos: Shutterstock

A estratégia é seguida por construtoras que tratam seus profissionais como investimento, ou seja, oferecem treinamento, ferramentas e materiais adequados. Empresas com esse perfil minimizaram o mito de que mão de obra especializada encarece a construção. Elas aprenderam que o custo se dilui em outros processos ao longo da execução da obra.

A produtividade eficaz reduz o risco de imprevistos, os quais geram retrabalho e desperdício. O tema é recorrente em congressos e seminários da construção civil, como o 1º Congresso Nacional da Produtividade na Construção Civil, onde (https://www.cimentoitambe.com.br/obra-sem-problemas-passa-por-recrutamento-correto/) foi dado o seguinte alerta: “Não é recomendável contratar observando apenas a redução de custos com a mão de obra. Também é importante não contratar em excesso. Existem ferramentas e empresas para fazer esse dimensionamento corretamente.”

Tudo passa pelo gerenciamento da obra. Quando a incorporadora e a construtora não se sentem seguras para fazer esse tipo de gestão, o recomendável é contratar empresas especializadas. Algumas chegam a garantir em contrato que conseguem reduzir o custo da obra entre 5% e 10%.

Mestres de obra qualificados influenciam positivamente na contratação da mão de obra

O gerenciamento abrange as seguintes gestões: projeto, compra e fornecimento de materiais, segurança no canteiro de obras, logística e supervisão da mão de obra. No que tange à aquisição de profissionais para a construção, mestres de obra (https://www.cimentoitambe.com.br/mestre-de-obras/) qualificados e com experiência podem dar uma excelente contribuição no momento da contratação. Com conhecimento necessário para avaliar o desempenho das equipes, eles são os mais indicados para ajudar no preenchimento das vagas.

No que se refere à escolha de mão de obra para a construção civil, toda a ajuda é possível. Pesquisa da multinacional de recrutamento ManpowerGroup mostra que o setor tem uma das mais altas taxas de escassez de qualificação no Brasil. Segundo os dados apurados, 63% dos que trabalham em canteiros de obra são pouco especializados. O percentual representa quase o dobro da média mundial (36%).

A pesquisa também confirma dados de outros levantamentos: que trabalhadores da construção civil brasileira levam um dia para produzir o equivalente ao que um operário norte-americano faz em 5 horas; um alemão, em 6 horas, e um chinês em 8 horas. Estudo recentemente desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas (https://www.cimentoitambe.com.br/veja-o-que-leva-a-baixa-produtividade-na-construcao-civil/) vai ao encontro dessa tese. Ele constatou que, além das correções estruturais necessárias para aumentar a produtividade, o Brasil precisa trilhar dois caminhos: melhorar a educação em todos os níveis (inclusive técnico) e investir na modernização do capital físico (máquinas e equipamentos das empresas).

Entrevistado
Reportagem com base na pesquisa “Escassez de Talentos”, da multinacional de recrutamento ManpowerGroup

Contato: enquiry@manpowergroup.com

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

O resultado para o setor imobiliário de um ano de Jair Bolsonaro no poder

 

Acompanho o humor do mercado há mais de uma década, em relacionamento direto com investidores nacionais e estrangeiros, e observei de perto o sobe-e-desce das expectativas ao longo dos últimos 12 meses – da lua-de-mel logo depois da eleição do presidente Jair Bolsonaro e no início do seu mandato, passando por decepções com o ritmo da agenda reformista e da recuperação econômica, e agora com a sedimentação do entendimento de que os negócios, pouco a pouco, vão voltando aos trilhos. Essa retomada de um horizonte promissor é essencial para os negócios imobiliários crescerem de maneira continuada e sustentada, pois sinaliza uma demanda mais firme e abre caminho para a efetivação de investimentos em novos projetos, lançamentos de empreendimentos e atração de mais capital com visão de longo prazo.

No GRI Club, realizamos a cada trimestre a pesquisa Termômetro do GRI, que ouve os principais executivos e empresários do mercado imobiliário. Logo agora que o governo Bolsonaro completa um ano, os dados mostram que, na comparação com o período imediato à eleição, houve melhora significativa em diversos indicadores, ainda que o pico do otimismo com a gestão federal e seus impactos, registrado no primeiro trimestre de 2019, tenha ficado para trás. A impressão que fica, das conversas que mantenho com os comandantes das principais empresas do mercado, é de que a gestão dos negócios vem buscando se descolar das oscilações na esfera política e se calcar fundamentalmente nos graduais progressos micro e macroeconômicos.

Hoje, 71% dos consultados pela nossa pesquisa dizem que suas companhias estão investindo e/ou ampliando negócios no País, um excelente sinal diante do momento que vivemos. Outro aspecto positivo é que, agora, 82% acreditam em melhora do desempenho do setor nos próximos 12 meses, bem mais do que os 69% que tinham a mesma opinião no final de 2018. Mantidas essas tendências, 2020 promete ser o ano mais favorável da nossa história recente.

O melhor de tudo, porém, é perceber que o crescente bom humor já se comprova na prática. Por exemplo, os Indicadores de Registro Imobiliário, produzidos pela Fipe em parceria com as Associações dos Registradores Imobiliários, revelam que, só no estado de São Paulo, principal pólo imobiliário do País, foram registradas mais de 919 mil transferências imobiliárias entre julho de 2018 e junho de 2019, sendo 613 mil relativas a compra e venda. Para se ter uma ideia, no ano passado inteiro, esse número não passou de 908 mil e, em 2017, de 848 mil. Ou seja, o mercado está, sim, se movimentando mais intensamente e concretizando transações, o que significa mais negócios, investimentos, moradias, espaços corporativos e desenvolvimento sócio-econômico.

Comparando com outros países emergentes, podemos ver que o Brasil, que já despontava, também conforme nossas pesquisas, como o preferido da América Latina na ótica dos investidores imobiliários, tem tudo para se consolidar nessa posição e canalizar cada vez mais investimentos – sobretudo diante da crescente instabilidade vivida pela região.

Vale destacar ainda que o otimismo do setor imobiliário aqui no Brasil, durante 2019 todo, vem se mostrando mais acentuado do que na maior parte dos mais de 20 países em que nosso grupo atua. Esse é o sentimento que vou levar ao encontro dos principais líderes do mercado imobiliário global que organizamos a cada começo de ano na Suíça. É hora de juntar esforços, locais e internacionais, para que a retomada do mercado imobiliário brasileiro seja sólida e consistente, e para que o setor continue desempenhando seu papel vital para a economia brasileira e o bem-estar da população.

Fonte: https://politica.estadao.com.br/

*Gustavo Favaron, CEO e Managing Partner do GRI Group

Novos negócios hipster valorizam imóveis do centro de São Paulo

“Cidade-se. O novo morar. O centro de todas as tendências.”

Há 20 anos seria impensável referir-se ao centro de São Paulo nesses termos; há dez, poderia ser o manifesto de um coletivo jovem ativista. Hoje é a introdução de uma propaganda da Gafisa sobre a região.

Bares, restaurantes e espaços culturais são frequentemente citados nos materiais publicitários que anunciam os novos empreendimentos da região, que se valem de um apelo jovem e descolado, recorrendo com frequência a grafites, decoração moderna e referências a bicicletas.

Nos últimos anos os bairros que compõem a subprefeitura da Sé -Bela Vista, Bom Retiro, Cambuci, Consolação, Liberdade, República, Santa Cecília e Sé- vêm passando por um boom de novos comércios e serviços que começa a mudar o perfil do centro da cidade, em um processo de valorização semelhante ao ocorrido em metrópoles como Bogotá e Cidade do México.

O valor médio do metro quadrado no centro passou de R$ 6.399 em 2010 para R$ 9.762 na média entre janeiro e setembro de 2019, segundo dados do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário) -uma alta de 52%.

A pesquisadora Luanda Vannuchi, doutoranda na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, mapeou quase 50 empreendimentos lançados desde 2013 na região da República e seu entorno. Segundo ela, o valor elevado do metro quadrado dessas unidades é compensado pelo tamanho reduzido, o que faz com que o valor final não seja tão alto, atraindo investidores e jovens moradores.

Alguns empreendimentos chegam a custar R$ 15 mil/m², o que aproxima esses imóveis do patamar daqueles comercializados em bairros nobres como Pinheiros.

Atraídos pela boa infraestrutura de transportes, baixos aluguéis comerciais e pela ideia de ocupação da cidade, espaços culturais, lojas de roupa e decoração, bares e restaurantes pipocam pelas ruas, ajudando a reacender o mercado imobiliário e dando a ele um apelo específico: o jovem descolado de alto poder aquisitivo.

Ou, em outras palavras: o hipster, como sintetiza Bruno Bertoli, 31, dono do Beverino Vinhos, especializado em vinhos naturais e biodinâmicos.
O empresário conta que escolheu a rua General Jardim (que “liga” República a Santa Cecília) como endereço atraído pela atmosfera do centro paulistano.
“Eu tinha interesse por uma identificação minha num senso mais estético e [pelo centro] entremear diversas faixas socioeconômicas, porque muitos bairros de São Paulo acabam segregando e gerando bolhas de uma só classe”, diz.

O chef Olivier Anquier, dono do restaurante Esther Rooftop, que fica no último andar de um edifício na praça da República, diz que essa nova geração de jovens que buscam morar no centro virou um apelo para as construtoras.
“Setin e outras [incorporadoras] que montam novos prédios se apoiam nesse trabalho que nós fizemos”, diz, incluindo no rol os restaurantes A Casa do Porco e Dona Onça, também localizados na região.
Anquier comprou um apartamento há 13 anos no Edifício Esther, ícone da arquitetura moderna na cidade. Em 2016, transformou a antiga casa no Esther Rooftop.
“Eu cheguei em São Paulo pela primeira vez em 1980. Passando pelo centro, que era bem diferente do que é hoje, eu me senti muito próximo da realidade de quando morava em Paris. Essa noção de morar numa cidade, de ser urbano, eu encontrei aqui no centro. Eu gosto de andar na rua, de cruzar com muita gente diferente, eu gosto dessa riqueza e dessa simplicidade”, afirma.
O chef atribui a valorização recente da região ao esforço conjunto de moradores, empresários e espaços culturais, como o Farol Santander (no antigo prédio do Banespa) e o Sesc 24 de Maio.

EXPANSÃO

Segundo a pesquisadora Luanda Vannuchi o centro, nesse momento, virou a grande frente de expansão do mercado imobiliário.
A Setin, uma das primeiras incorporadoras a apostar na região define seus empreendimentos como “a vanguarda do centro”.

São hoje cinco edifícios de studios e apartamentos de 1 dormitório, cuja metragem varia de 18 m² a 55 m². O tamanho reduzido das unidades é compensado pela estrutura do condomínio, que conta com lavanderia, espaço de home office, sala de reuniões e salão de jogos, entre outros.
O que no jargão do mercado é conhecido como “áreas comuns” transforma-se em “espaços de compartilhamento”, em linha com a tendência da moda, observa a pesquisadora.

O Smart Santa Cecília, da Gafisa, chega a se definir como “o primeiro home&share do Brasil”, prometendo oferecer compartilhamento de carros, bicicletas e até um apartamento para receber visitas via aplicativos desenvolvidos especialmente para o condomínio.

O tamanho reduzido e a estrutura compartilhada tornam muitos dessas unidades atrativas para aluguel por temporada em plataformas como o Airbnb.

O Vita Bom Retiro, da incorporadora Vitacon, se vende como “moradia on demand”. Com unidades tão pequenas quanto 14 m², o marketing do empreendimento foca na compra da unidade como forma de investimento para locações de curta duração.
No VN Novo Higienópolis, localizado na Santa Cecília, a pesquisadora encontrou unidades de 10 m² por R$ 99 mil.​

Pela Housi, uma plataforma online parceira da Vitacon semelhante ao Airbnb, o comprador do imóvel tem sua unidade mobiliada, divulgada e administrada – tudo 100% digital, “pronto para rentabilizar”, conforme diz o site. A Housi também se define como “diversa, inconformada, transparente e pronta para mudar o mundo”.

MAIS NEGÓCIOS

Além da predileção pelo centro, a percepção de que uma série de negócios começavam a se espalhar pela região foi o que convenceu Maria Carolina Cruz, 39, a abrir junto com o marido o bar Cerveja a Granel na Santa Cecília.
Nesses dois anos de operação, a empresária conta já ser possível observar grandes mudanças, como clientes que vêm de outras regiões da cidade para passear pelo centro. Inicialmente, os frequentadores se limitavam a moradores da região.

Bertoli, do Beverino, em funcionamento há menos de dois anos, também se diz impressionado e até alarmado com as mudanças da região. Segundo ele, antes do bar abrir, haviam apenas dois outros locais com perfil semelhante nas proximidades, mas desde então surgiram pelo menos mais dez outros.
Vizinha do Beverino, a Ofício Feira acontece há cerca de um ano e meio na praça da rua General Jardim, mesclando negócios artesanais, oficinas de atividades e apresentações musicais comandados por mulheres.

“O perfil dos frequentadores é de famílias entre 30 e 40 anos com filhos pequenos, jovens de 20 e poucos anos, casais homoafetivos e pessoas mais velhas, todos residentes da região”, afirma Ana Paula Ribeiro, 31, organizadora da feira. Segundo ela, há uma demanda por espaços de convivência mais tranquilos do que aqueles propiciados por grandes eventos como a Virada Cultural.

QUEM SÃO OS HIPSTERS?

A abertura desses negócios com perfil hipster foi o ponto de partida da pesquisa do antropólogo Maurício Alcântara, que fez uma etnografia da Vila Buarque.

Segundo ele, hipsters são jovens adultos que, apesar de pertencerem às classes média e alta, têm uma postura de consumo e de relação com a cidade que se distancia do estereótipo mais amplo dos estratos sociais de onde vêm.
“O hipster reconhece essa diversidade do centro e quer estar no meio disso. [Consome] coisas mais caras e sofistificadas, muito ligadas a repertórios estéticos -o que é tendência, o que não é massificado ainda. São pessoas que têm uma sensibilidade muito grande sobre o que está acontecendo no mundo e reproduzem isso de forma mais ágil”, afirma.

Muitos desses empresários são pessoas que largaram suas carreiras para abrir o próprio negócio, e por isso buscam aluguéis baratos. Apesar da valorização imobiliária dos últimos anos, a oferta de imóveis comerciais no centro ainda é muito grande, além de existir uma alta rotatividade, afirma o antropólogo, o que segura o preço dos aluguéis.

Em cinco anos de operação, o bar Balsa, na República, teve o aluguel reajustado apenas em virtude de uma reforma necessária no prédio, conta Elohim de Barros, 40, sócio do negócio junto com a mulher. Por isso, ele discorda da visão de que o centro teria se tornado “hype” e de que os preços teriam subido muito.
“Ainda é uma região bem esquecida, ainda tem muito lugar legal abandonado”, diz.

Luanda Vannuchi também questiona a visão de que o centro estaria sendo ressuscitado agora. Segundo ela, o que houve foram décadas de desinvestimento pelo capital imobiliário, mas apesar disso a região seguiu sendo um dos polos mais dinâmicos da economia municipal em termos de comércio, serviços e empregos.
“O que acontece agora é uma mudança no perfil de renda, de comércios e serviços voltados para classes altas, uma economia da noite, criativa, para jovens. Mas esse argumento de que esses negócios estão dinamizando a economia da região invisibiliza as classes populares [que já estavam lá]”, diz.

A abertura de novos comércios e serviços voltados para um público jovem de classe média e alta costuma ser interpretada como sinal de gentrificação -processo em que a migração de populações de maior poder aquisitivo encarece aluguéis, expulsando os moradores mais pobres que residiam em uma região.

Segundo o antropólogo Maurício Alcântara, no entanto, não é isso o que ele encontrou em sua pesquisa.
“O que acontece agora é uma atualização, de uma nova geração das camadas médias e altas da cidade, de uma vocação que o bairro sempre teve desde quando foi fundado. A Vila Buarque sempre teve bastante vida boêmia e diversidade de usos, até porque você tem a Universidade Mackenzie, unidades da USP como a [rua] Maria Antônia”, diz.

Não houve, afirma, deslocamento de população para abrir espaço aos novos moradores. Cenário semelhante ocorre com os negócios mapeados pelo pesquisador: muitos deles foram abertos em espaços anteriormente vazios ou caracterizados por alta rotatividade.

Alcântara também questiona o estereótipo do “hipster novaiorquino”, muitas vezes aplicados para se referir aos hipster locais.
Segundo ele, embora sejam pessoas de maior poder aquisitivo, não são propriamente ricos. “Estamos falando de pessoas com curso superior e algum dinheiro guardado, que podem escolher onde vão morar dentro de suas possibilidades”, diz.

Fonte: http://eshoje.com.br/

Autor: FERNANDA LACERDA

Diretora da DNAA Promoções e Eventos, Rosane Oliveira destaca as melhores estratégias nos lançamentos imobiliários

Para a empresária e coach, anúncios nos jornais, TV, panfletos entregues nos faróis, já não chamam a atenção do potencial comprador.

Com uma carreira brilhante no mercado imobiliário e quase 24 anos de experiência, Rosane Oliveira comanda a DNAA Promoções e Eventos, que é especializada em campanhas como o objetivo de atrair  potenciais compradores ao stand.  A empreendedora, empresária, coach e palestrante pontua a importância de uma boa estratégia no lançamento de uma campanha.

“Aos poucos, o mercado brasileiro de marketing promocional começa a exercer grande destaque nos budgets das empresas de construção e incorporação. Isso se deveu ao elevado número de empreendimentos lançados, passamos por uma grande crise no mercado, mas já está reagindo, houve inúmeros lançamentos neste segundo semestre e a as ações foram o grande diferencial competitivo. Anúncios nos jornais, TV, panfletos, entregues nos faróis já não chamam a atenção. Além destas, notamos que há uma onda que direciona os ventos para uma “publicidade” mais agressiva, uma “promoção” onde o potencial comprador se sinta motivado a ir ao stand de vendas, se familiarizar com o produto e viver por alguns momentos o que ele poderá ter quando o empreendimento ficar pronto. Cada lançamento tem seu público, cabendo com isto uma promoção cada vez mais personificada”, destaca. 

A DNAA é uma agência que busca em 100% das suas ações realizar eventos que possam alavancar as vendas de seus clientes. 

Segundo Rosane Oliveira, conhecer os hábitos de consumo e o perfil comportamental do público-alvo, atrelado aos recursos disponíveis para a criação da promoção e dos eventos estão se tornando mais freqüentes nos planos de comunicação para o lançamento de um novo produto. Saber tudo o que está contido no produto, ou seja, todos os diferenciais é essencial para atrair este novo comprador, seja ele um investidor potencial ou mesmo uma família que deseja realizar o sonho da casa própria. Por isso, o marketing deve ser temperado por uma verdadeira obsessão por detalhes, para encantar e surpreender.

Maquetes portáteis, Tapume 3D, Animação em 3D, Megastore de imóveis, Voo virtual, Megashows são algumas opções que as empresas de comunicação adotam para que a promoção se torne atrativa.

As construtoras juntamente com suas agências estão adotando estratégias cada vez mais eficazes para conquistar uma visita no plantão de vendas. As ações acima são apenas um pequeno exemplo do que se pode proporcionar ao futuro comprador.

DNAA Promoções e Eventos 

Com olhar crítico de quem passou pelos dois lados, tanto o de vendas de imóveis quanto o promocional, a agência tem em seu portfólio empresas construtoras de porte e relevância no mercado. Presidida por Rosane Oliveira, com quase 24 anos de experiência no mercado imobiliário, conquista a cada dia novos clientes  como Paulo Mauro, Arquiplan, Trisul, Concivil, entre outras. Formada por uma equipe multidisciplinar, o grande objetivo é colocar à disposição do cliente o conceito de uma agência que oferece o “algo” a mais, trazendo atendimento diferenciado,  agilidade, custo beneficio e novas soluções e conceitos aos seus clientes. Com uma visão de comunicação voltada a promoções e eventos, a DNAA oferece serviços de promoção e eventos, marketing de relacionamento, dentre outros.

Fonte: https://exame.abril.com.br/

Caixa vai retirar indexadores do crédito imobiliário

Medida está prevista para 2020 e torna as prestações da casa própria fixas da primeira até a última parcela

A Caixa Econômica Federal vai adotar o crédito habitacional pré-fixado a partir de 2020. Significa que o banco quer eliminar indexadores das prestações da casa própria, tornando-as fixas desde a primeira até a última parcela. A mudança deve ocorrer ainda no primeiro semestre do próximo ano, provavelmente a partir de março. “No ano que vem queremos lançar o crédito imobiliário sem IPCA e sem TR. Ou seja, sem nenhum tipo de correção. Quando você lança este tipo de financiamento é o mais fácil para poder securitizar e o mais fácil de poder, como cliente, comparar. Quando você tem uma taxa fixa, é muito mais claro para a sociedade”, diz o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

O anúncio ocorreu em palestra do dirigente na FGV EPGE (Escola Brasileira de Economia e Finanças), no final do mês de outubro. Para mudar o formato de financiamento imobiliário é necessário atrelá-lo à securitização da carteira de créditos imobiliários e manter um quadro de inflação controlada por longo prazo. Na securitização, o banco repassa o risco de calote para investidores, através de títulos lançados no mercado financeiro. A Caixa estima que com essa modalidade poderá alavancar até R$ 300 bilhões para sua carteira imobiliária. Para os demais bancos, no entanto, o governo federal primeiro deveria regulamentar o financiamento pré-fixado. 

Para aderir à modalidade, as instituições financeiras privadas também sugerem que os contratos com prestações pré-fixadas sejam no máximo de 5 anos ou que possam ser revistos de 5 anos em 5 anos. Pedro Guimarães, porém, entende que, quando a Caixa lançar seu modelo, os demais bancos irão segui-la. “A minha impressão é que os demais bancos virão também para este sistema”, avalia. Segundo Guimarães, o momento econômico do país é propício a quem deseja adquirir a casa própria. Ele justifica dizendo que o crédito imobiliário está aquecido e que os preços dos imóveis estão convidativos. “Temos redução de taxa de juros, estamos retomando o crescimento, existe crédito imobiliário disponível e os preços dos imóveis ainda não tiveram alta significativa”, diagnostica.

Em 2019, Caixa já reduziu três vezes as taxas para aquisição da casa própria

Só em 2019, a Caixa já reduziu três vezes as taxas para aquisição da casa própria. Nos financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), a menor taxa passou de 8,5% ao ano para 7,5% ao ano e a maior de 9,75% ao ano para 9,5% ao ano. Antes, o banco havia criado a linha de financiamento imobiliário com saldo corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nesse modelo, a taxa mínima é o IPCA mais 2,95% ao ano e a máxima o IPCA mais 4,95% ao ano. Também tiveram quedas as cobranças de juros do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Nas duas modalidades, a taxa efetiva mínima será a soma da Taxa Referencial (TR) mais juros que variam de 6,75% ao ano a 8,5% ao ano. 

Entrevistado
Reportagem com base na palestra do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, na FGV EPGE (Escola Brasileira de Economia e Finanças)

Contato: impre​nsa@ca​ixa.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Aparelhos e dispositivos que devem moldar as casas inteligentes do futuro

As últimas novidades do mercado de utensílios domésticos, aliadas aos assistentes de voz, trazem spoilers de como viveremos em nossas casas no futuro

casas inteligentesFoto Pixabay

A chegada da assistente virtual Alexa e do Google Home no Brasil foram os primeiros passos para tornar nossas casas mais inteligentes e conectadas.

Já dá pra perceber que as casas do futuro serão um pouco diferentes das que temos hoje, pois a Internet 5G a Internet das Coisas (IoT) vão abrir portas para muitas novas opções – que, por enquanto, podemos apenas especular.

Para se ter ideia muitas funções domésticas já podem ser integradas a partir de serviços de nuvem, que possibilitam que objetos possam ser controlados à distância.

De acordo com a Techcrunch, em 2018 cerca 40 milhões de americanos já possuíam ao menos um tipo de alto-falante inteligente em suas casas. Este número, agora, chegou a 66,4 milhões, o que corresponde a mais de um quarto da população. A estimativa é que existam até 8 bilhões de assistentes de voz digital em uso até 2023.

Spoilers do futuro

Ninguém pode prever o futuro com 100% de precisão, mas já é possível ter uma boa ideia de como serão as casas futuristas através dos produtos que estão disponíveis em suas versões iniciais.

Muitos deles ainda estão passando por aperfeiçoamentos, ou ainda carecem de algumas funcionalidades, e devem mudar de cara até se tornarem populares – mas já dão spoilers de como vamos poder viver nas próximas décadas.

Compra de imóveis e decoração

Nos próximos anos, será muito mais fácil projetar os espaços de vida. Aplicativos e sites de decoração já estão abusando da realidade virtual e aumentada para ajudar os clientes a visualizarem a aparência de móveis e objetos em casa antes de efetuarem uma compra.

Para isso, os aplicativos estão utilizando a mesma tecnologia do game Pokémon Go, que exibe os monstrinhos no ambiente ao redor do usuário pela câmera do celular.

Casas inteligentes

Foto Unsplash

Também é provável que a tecnologia inteligente mude o processo de vendas de imóveis. Alguns corretores já começaram a usar inovações para vender casas, implementando tecnologias como sinalizadores fora dos imóveis. Quando um potencial comprador passa por uma casa com essa tecnologia, ele recebe uma mensagem que os conectará, além de receber informações extras sobre o local, incluindo uma possibilidade de tour virtual.

Delivery robótico

As compras online vão extinguir a necessidade de compradores irem até o portão para receber encomendas, que passarão a ser feitas por drones e robôs. A Amazon já está desenvolvendo este tipo de serviço, e algumas entregas do seu robô Scout já foram feitas com sucesso no sul da Califórnia.

Os drones da FedEx, também, já estão realizando entregas aéreas em locais remotos ou de acesso perigoso para entregadores humanos.

Casas inteligentes

Foto Unsplash

Economia de energia

As pessoas precisam poupar dinheiro, e o planeta precisa que poupemos recursos. Por isso, os dispositivos que ajudam a economizar todo tipo de recurso deverão estar entre os mais populares no futuro.

Já existem termostatos conectados que permitem o monitoramento e gestão completa de todos os usos de energia da casa, de modo remoto, permitindo que gastos excessivos e vazamentos sejam detectados, além de poder ligar e desligar luzes e aparelhos à distância.

Cozinhas inteligentes

Refrigeradores inteligentes estão surgindo para fazer muito mais do que manter as comidas conservadas e as cervejas geladinhas: já é possível sincronizar dados da geladeira com smartphones, que avisará quando produtos estiverem chegando perto da data de validade, ou quando determinado produto faltar ou chegar no final.

As geladeiras inteligentes também possuem sistemas de câmera que mostram o conteúdo interior diretamente na tela do celular, eliminando a necessidade de abrir e gastar energia apenas para checar o que tem lá dentro.

Queimar a comida enquanto cozinha será, também, muito mais difícil. As panelas e frigideiras inteligentes têm um sistema de termostato que permite configurar uma temperatura máxima específica, impedindo que o alimento passe do ponto.

Assim como as geladeiras, os fornos também estão recebendo câmeras internas que enviam imagens diretamente a aplicativos de celular, permitindo que o cozinheiro observe imagens do cozimento em tempo real.

Foto Unsplash

Sonecas de qualidade

Os quartos do futuro parecem estar bastante focados na qualidade do sono das pessoas. Enquanto os aplicativos de monitoramento do sono já se tornaram mainstream, empresas trabalham em camas e colchões conectados. Eles se ajustam automaticamente de acordo com padrões sono (por exemplo, levantam a cabeceira da cama quando o usuário ronca), além de fornecerem outros recursos, como notificação instantânea quando uma criança levanta e sai da cama, ou regulagem de temperatura e despertadores baseados em níveis de profundidade do sono.

Para quem gosta de aromaterapia, também existem despertadores inteligentes que detectam quando o usuário atinge o ponto mais leve do seu ciclo de sono, e liberam um aroma de despertar personalizado pela própria pessoa.

Spa doméstico

A aromaterapia estará presente, também, nos banheiros, levando às casas um ambiente mais parecido com os dos spas. Banheiras de alta tecnologia induzem ondas cerebrais de baixa frequência e permitem programar e controlar aromas pelo celular.

A catalogação de produtos existente nas geladeiras inteligentes também é aplicável a móveis de banheiro, ajudando a manter estoques de produtos e remédios sempre em dia e dentro dos prazos de validade.

Fonte: https://www.consumidormoderno.com.br/

Por:  

Google transforma hangar da 2ª Guerra Mundial em escritório

O edifício abrigou o avião Spruce Goose — maior aeronave de madeira já construída; a reforma combina design clássico e contemporâneo

 
Projeto do novo escritório do Google, em Los Angeles (Foto: Google por Connie Zhou)

 NOVO ESCRITÓRIO DO GOOGLE, EM LOS ANGELES (FOTO: GOOGLE POR CONNIE ZHOU)

No ano passado, o Google comprou o hangar que abrigou o avião Spruce Goose — a maior aeronave de madeira já construída e que voou apenas uma vez, em 1947. O local fica em Los Angeles, tem cerca de 41.806 metros quadrados e agora abriga o novo escritório da gigante da tecnologia. 

O projeto foi realizado pela empresa de arquitetura sustentável ZGF. O novo escritório dispõe de um design clássico e contemporâneo. Confira: 

Projeto do novo escritório do Google feito pela empresa de arquitetura sustentável ZGF. O local abrigou o maior avião de madeira, o Spruce Goose (Foto: Google por Connie Zhou)

PROJETO DO NOVO ESCRITÓRIO DO GOOGLE FEITO PELA EMPRESA DE ARQUITETURA SUSTENTÁVEL ZGF. O LOCAL ABRIGOU O MAIOR AVIÃO DE MADEIRA, O SPRUCE GOOSE (FOTO: GOOGLE POR CONNIE ZHOU)

O hangar, que já abrigou o Spruce Goose, estava desocupado até o ano passado — quando o Google adquiriu a propriedade e fez a reforma do local.
Novo escritório do Google, em Los Angeles (Foto: Google por Connie Zhou)

NOVO ESCRITÓRIO DO GOOGLE, EM LOS ANGELES (FOTO: GOOGLE POR CONNIE ZHOU)

As janelas, que eram tapadas com madeira, foram abertas para trazer claridade.

O local é um marco histórico; e para não perder a essência, o Google preservou a aparência original, mas adicionou quatro novos andares. 

Novo escritório do Google, em Los Angeles  (Foto:  Google por Connie Zhou)

NOVO ESCRITÓRIO DO GOOGLE, EM LOS ANGELES (FOTO: GOOGLE POR CONNIE ZHOU)

Os arcos de madeira e tapume foram preservados e expostos no interior do espaço. 

Novo escritório do Google, em Los Angeles (Foto: Google por Connie Zhou)

NOVO ESCRITÓRIO DO GOOGLE, EM LOS ANGELES (FOTO: GOOGLE POR CONNIE ZHOU)

 
 
Novo escritório do Google, em Los Angeles  (Foto: Google por Connie Zhou)

O edifício possui escritórios, salas de reunião e espaços para eventos, além de um centro fitness, sala de música e sala de massagem.

Novo escritório do Google, em Los Angeles  (Foto: Google por Connie Zhou)

NOVO ESCRITÓRIO DO GOOGLE, EM LOS ANGELES (FOTO: GOOGLE POR CONNIE ZHOU)

 
Novo escritório do Google, em Los Angeles   (Foto: Google por Connie Zhou)

A ZGF disse, em nota, que projetou o edifício para que os funcionários possam ver a estrutura do hangar a partir de qualquer local interno.

Novo escritório do Google, em Los Angeles  (Foto: Google por Connie Zhou)

O design mistura elementos contemporâneos e clássicos, que se encontram e se complementam no espaço.

Novo escritório do Google, em Los Angeles   (Foto: Google por Connie Zhou)
Novo escritório do Google, em Los Angeles   (Foto: Google por Connie Zhou)

Escritórios e espaços para reuniões têm um tema sutil que gira em torno do vôo, como Ícaro, o herói de um mito grego sobre um par de asas, ou Zephyr, um deus grego do vento. Os outros têm temas como confete e pipa.

Novo escritório do Google, em Los Angeles   (Foto: Google por Connie Zhou)

Parte dos móveis foram feitos sob medida para o espaço.

Novo escritório do Google, em Los Angeles   (Foto: Google por Connie Zhou)

Os designers escolheram acabamentos foscos e tons neutros para complementar a madeira original. 

Novo escritório do Google, em Los Angeles    (Foto: Google por Connie Zhou)

Cada área foi projetada acusticamente, para que, apesar de todo o espaço aberto, os sons  não sejam transferidos de uma área para outra. 

Novo escritório do Google, em Los Angeles    (Foto: Google por Connie Zhou)

O Google contratou artistas para criar obras originais baseadas na “história da aviação do hangar, no espírito inovador do Google e de Los Angeles”, segundo a ZGF.

Novo escritório do Google, em Los Angeles    (Foto:  Google por Connie Zhou)

A ZGF disse que o espaço foi projetado para ser um “ambiente maduro e sofisticado”. 

Novo escritório do Google, em Los Angeles   (Foto: Google por Connie Zhou)