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Sondagem da construção consolida tendência de crescimento do setor

 

Dados da Sondagem da Construção de outubro, divulgada nesta segunda-feira (25) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), confirmam a tendência de melhora de atividades do setor da construção já demonstrada em outros indicadores, como os de emprego, produção de materiais de construção, vendas de cimento, aumento dos lançamentos imobiliários e de incremento no financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança.

A pesquisa também demonstra que os empresários do setor esperam crescimento nos próximos seis meses. As expectativas são positivas para o nível de atividade, para novos empreendimentos e serviços, para compra de insumos e matérias primas e também para o emprego no setor.

A tendência de crescimento do setor, segundo a sondagem, é reforçada pelo aumento do índice de intenção de investimento. O valor desse indicador está 5,4 pontos acima do observado há um ano e 4,1 pontos acima da média histórica.

“Todo esse resultado é fruto do cenário econômico mais estável, caracterizado por juros em queda, inflação sob controle, além, é claro, das expectativas mais positivas para a economia com a aprovação da reforma da previdência”, destaca a economista do Banco de Dados da CBIC, Ieda Vasconcelos, em análise sobre a sondagem. 

Fonte: https://cbic.org.br/

CONSTRUDIGITAL: Inovação tecnológica na construção

Construdigital: inovação tecnológica na construção

O evento reuniu mais de 1.200 participantes e 42 palestras Créditos: Imagem: assessoria de imprensa Ambar

Evento sobre transformação digital ocorreu em outubro em São Paulo

O setor da construção civil é o segundo do país mais resistente ao uso de tecnologia – ficando atrás somente da pesca. Visto que o segmento é um impulsionador do Produto Interno Bruno (PIB) no Brasil, que ainda sofre com os vestígios da crise econômica, é preciso considerar uma mudança urgente nos tradicionais costumes que cercam a construção.

Foi com esse intuito, que a construtech Ambar, em parceria com o Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), idealizou e realizou a Construdigital, um dos maiores eventos de transformação digital no setor da construção da América Latina. A convenção ocorreu no dia 30 de outubro, em São Paulo, e reuniu cerca de 1.300 participantes, entre empresários, diretores e representantes da construção no geral.

Mapa da Obra esteve no evento e trouxe um resumo das perspectivas e questionamentos trazidos nas mais de 42 palestras que ocorreram. Confira.

O que será tendência para o próximo ano?

Entre os assuntos mais comentados, a mudança de comportamento do cliente na hora da compra estava no centro de quase todas as discussões. No mercado atual, 90% das compras passam pelo universo digital, portanto, a implementação de um marketplace, canal de comunicação on-line, e a presença nas redes sociais, são ações necessárias para a vida do negócio de quem está na construção civil.

A tecnologia também apareceu quando o assunto foi materiais de construção. As construtoras e consumidores têm procurado cada vez mais por itens mais duráveis e eficientes, como concreto tubos, de carbono e alto-curativos.

Outra tendência já discutida em outras ocasiões, mas ainda não implementada em larga escala, é a construção modular – disseminada pelas paredes de drywall e pré-moldados – que propõe a automação nos métodos de construção, fornecendo mais agilidade e menos custo que a alvenaria convencional.

Quais serão as preocupações futuras? 

Paulo Vandor, sócio-fundador da L.E.K Consulting (Br), comandou a palestra “Tendências globais e disrupções do setor da construção” e apresentou alguns tópicos importantes para construtores e empresas relacionadas ao ramo ficarem atentos:

  • Baixo poder de consumo do consumidor

Com o poder de consumo da maioria dos brasileiros diminuindo e o preço das residências cada vez mais alto, o desejo da casa própria tem ficado mais distante. Algumas alternativas a isso são as residências compartilhadas – modelo já muito utilizado nos Estado Unidos da América (EUA) e em países da Europa, é bem aceito pela geração Z – e centros comunitários para idosos, já que é previsto um envelhecimento da população brasileira.

Paralelo a isso, também é importante a difusão de programas como o Minha Casa, Minha Vida, que facilita a compra de residências para famílias de baixa renda. “Até mesmo países como Austrália e Inglaterra tiveram que recorrer a criação de linhas de crédito para financiamentos populares”, comenta Paulo.

  • Escassez de recursos naturais

De acordo com as Nações Unidas, se a população global chegar a 9,6 bilhões de pessoas em 2050, como previsto, serão necessários quase três planetas terras para proporcionar recursos naturais a fim de manter o atual estilo de vida. E isso também inclui os materiais utilizados na construção civil.

Nos próximos anos é imprescindível que as grandes construtoras e empresas do ramo comecem a prezar por materiais reutilizados, alternativos e recicláveis, como a madeira engenheirada, exemplo dado por Paulo.

Além disso, é claro que reuso – e uso consciente – de água e energia devem ser regras em todas as construções.

Soluções em inovação da Engemix

Em 2016, no meio da crise econômica, a Engemix decidiu, após perguntar para os seus clientes “como eu posso te ajudar a ter sucesso?”, a criar uma solução inovadora para as obras de construção. A resposta desses clientes foi que eles precisavam de mais pontualidade dos seus caminhões-betoneiras nas obras. A tarefa é difícil para uma cidade como São Paulo – que contabiliza muito trânsito nas suas longas distâncias – mas como cada minuto faz muita diferença durante a concretagem, o atraso desses caminhões gerava mais custos, inclusive com mão-de-obra, aumentando os dias de trabalho em canteiro.

Para solucionar esse problema e ter clientes mais satisfeitos, a empresa instalou um GPS em cada caminhão, além de criar um software de monitoramento do posicionamento desses caminhões que sinalizava se eles já tinham descarregado o concreto, em qual etapa estavam etc. Tudo isso é transmitido para os clientes pelo Aplicativo Engemix – e o resultado não poderia ser melhor. Cerca de 3 anos depois, a taxa de satisfação dos clientes beira os 70%.

Segundo Ricardo Andrade Soares, gerente geral da Engemix, aquela pergunta de 2016 gerou também outros insight. “Quando a gente começou a conversar com o cliente, nós tivemos sempre três respostas muito fortes: pontualidade, qualidade do concreto e inovação”, conta. “Desde então estamos trabalhando em cima desses três pilares. Tudo o que estamos fazendo está linkado a pelo menos algum deles. Nosso foco para o próximo ano é trazer novos tecnologias, aditivos, produtos e parceiros de fora. Tudo o que podemos para melhorar a produtividade e reduzir os custos das obras dos nossos clientes”, complementa o representante da Engemix.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br/

Crescimento econômico impulsiona mercado imobiliário no Brasil

(Crédito: Divulgação)

Ainda que a maior parte da população não tenha sentido uma melhora significativa na economia do dia a dia, os índices têm se mostrado positivos para as grandes instituições e organizações.

No entanto, com a queda dos juros, cada vez mais pessoas têm a possibilidade de fazer financiamentos e realizar o sonho da casa própria. Com o crédito mais acessível, os consumidores – e as construtoras – podem voltar a buscar novas possibilidades de imóveis.

Seja através do leilão de imóveis ou por meio de um financiamento ou consórcio, a queda da taxa SELIC amplia as possibilidades para que os brasileiros voltem a fazer planos em médio e longo prazo.

Juros e o mercado imobiliário

O mercado imobiliário é o que está mais suscetível às taxas de juros mais baixas. Quando os juros ficam baixos, como acontece desde o início deste semestre, é fácil notar o aquecimento desse setor.

Atualmente, com o grande número de ofertas, o consumidor também passa a ter um poder maior de negociar. Nos casos em que ainda não é possível negociar preços menores, construtoras aceitam outras condições mais facilitadas, como o parcelamento da entrada ou a entrega do imóvel com o piso desejado, por exemplo.

A resposta dos bancos para a queda das taxas de juros, no entanto, não começou positiva. Havia o temor no mercado de que isso pudesse comprometer o lucro das instituições financeiras, que ano após ano vêm batendo recordes de arrecadação.

Por isso, alguns especialistas do mercado acreditam que esse foi o piso para a SELIC, que deverá voltar a crescer, fechando o ano acima dos 6%.

Momento favorável

Mesmo que os juros voltem a subir, até o início de 2020 a expectativa é de que o mercado imobiliário continue sendo privilegiado.

Segundo dados do Sindicato do Mercado Imobiliário (Secovi-SP), entre setembro de 2018 e setembro de 2019, foram vendidos cerca de 40 mil imóveis na cidade de São Paulo. Esse número é 40% maior em relação ao mesmo período de 2017 a 2018.

Os imóveis mais buscados são os apartamentos com dois dormitórios, indicando que o mercado tem ficado aquecido principalmente por famílias que buscam a casa própria.

Esse aquecimento no mercado imobiliário também é importante para o mercado de trabalho formal. De acordo com o Caged, que faz o registro das vagas formais, dos 760 mil postos de trabalho com carteira assinada abertos neste ano, 116 mil foram na construção civil.

Fonte: https://planetafolha.com.br/

Por Alice Bachiega

Enterro sustentável? Arquitetos criam local para “compostagem humana”

Com 1719 m², empreendimento é alternativa mais ecológica ao enterro tradicional e tem inauguração prevista para 2021

Com a crise climática cada vez mais sem controle, a prática da sustentabilidade no dia a dia é quase uma obrigação da sociedade contemporânea. Na rotina, já sabemos que várias atitudes podem ser tomadas para se levar uma vida sustentável e ecológica. Mas, e depois da morte?

A contaminação do solo e dos lençóis freáticos por necrochorume, por exemplo, é um dos muitos problemas causados pelo enterro tradicional nos cemitérios. A cremação também não fica de fora: o método libera quilos de CO2 capazes de destruir a camada de ozônio, intensificando o efeito estufa e os impactos das mudanças climáticas.

Pensando em criar alternativas sustentáveis para o sepultamento, a empresa Recompense desenvolveu um local para compostagem humana em Seattle, nos Estados Unidos. Com 1719 m², o empreendimento foi projetado pelo escritório Olson Kundig Architects e tem inauguração prevista para 2021.

A construção é a primeira do tipo a oferecer o serviço em larga escala ao público. Em 2008, Washington tornou-se o primeiro estado americano a legalizar a prática da compostagem de humanos no país.

Realizado em uma estrutura própria para o procedimento, o processo requer cerca de um oitavo da energia necessária para a cremação e economiza uma tonelada métrica de dióxido de carbono por pessoa em comparação às práticas tradicionais. Segundo a empresa, o material rico em nutrientes do corpo humano resultante do processo ainda pode ser usado para o cultivo de plantas. 

A compostagem humana se dá em uma espécie de estufa que abriga os corpos em uma estrutura monitorada, modular e reutilizável coberta por lascas de madeira. Ao controlar os índices de carbono, nitrogênio, oxigênio e umidade, o sistema cria o ambiente perfeito para micróbios termofílicos e bactérias decomporem toda a matéria orgânica, incluindo ossos e dentes. 

Além das câmaras de decomposição, o local contará também com espaços para a realização de cerimônias e velórios. O projeto é rodeado por árvores e jardins verticais, enquanto a madeira marca presença tanto nas partes estruturais quanto decorativas dos espaços. Confira mais detalhes: 

Fonte: https://casavogue.globo.com/

Concreto autoadensável no Cidade Matarazzo

 A região central de São Paulo está recebendo uma das obras de mais destaque no país atualmente: o badalado Cidade Matarazzo. O empreendimento se trata de um retrofit: onde antes havia o Hospital Matarazzo, agora está sendo construído o complexo Cidade Matarazzo, que se tornará um hotel de alto padrão/luxo de 6 estrelas e dará vida ao patrimônio tombado que habita ali, como a Capela Santa Luzia.

“A obra principal do Hospital Matarazzo é uma edificação de 1904. Já a capela, de 1922, ou seja, são edificações muito antigas”

A complexidade desta obra ultrapassou os aspectos construtivos. No primeiro momento, o desafio foi a realização do grande investimento para comprar o terreno e, posteriormente, lidar com as burocracias para a preservação dos patrimônios tombados. No entanto, o Group Allard – responsável pela obra – conseguiu dispor dos recursos necessários para essa construção e, de quebra, projetar uma obra de alto luxo, que cuidou de cada um dos detalhes e trouxe a participação de profissionais de reconhecimento internacional, como o arquiteto vencedor do Pritzker, Jean Nouvel, responsável pelo desenho da torre e pelo direcionamento da coloração do concreto aparente na obra.

DESAFIOS:
FORMULAÇÃO DO CONCRETO

Os cuidados com a preservação das estruturas dos patrimônios tombados, como a Capela Santa Luzia, exigiram estudos significativos para a realização da concretagem – além de se considerar os vizinhos do terreno. Para responder essa necessidade de segurança e também superioridade do acabamento, o grupo responsável pela obra decidiu utilizar concreto autoadensável em toda a sua estrutura.

O concreto autoadensável tem como característica principal a sua fluidez, que permite o preenchimento das formas sem a utilização de vibradores – o que diminui os ruídos e auxilia na preservação das estruturas vizinhas.

Além disso, seu acabamento é mais liso, o que o torna perfeito para a sua aplicação como concreto aparente.

“A Torre Mata Atlântica [uma das torres hoteleiras do empreendimento] tem dezenas de faces onde o concreto é aparente. O concreto autoadensável atua de forma importante para resolver essa situação”, ressalta João Francisco Cavalcanti, engenheiro operacional da obra Cidade Matarazzo.

A coloração específica do concreto aplicado foi determinada pelo arquiteto francês Jean Nouvel. Foram feitos estudos dentro da central da Engemix, em Jaguaré, e estudos na própria obra também para que a cor do concreto ficasse realmente conforme projetado pelo arquiteto. Na prática, também foram estudados diversos traços para atender a resistência necessária, que chegou a 60 Mpa – o que torna este tipo de concreto de alto desempenho (CAD) – e as condições de fluidez. “Se tornou um concreto colorido, autoadensável e de alta resistência, que trabalha com várias adições”, complementa Maurecir Almeida.

O representante da Votorantim Cimentos destaca também a preocupação com a sustentabilidade. “Com o concreto autoadensável se ganha produtividade. Tendo produtividade, o caminhão-betoneira fica menos tempo na obra, ou seja, emite menos CO²”, complementa.

 

DESAFIOS: LOGÍSTICA EM CANTEIRO DE OBRAS

Depois de resolver as questões voltadas à formulação do concreto, a logística também foi desafiadora. De acordo com o engenheiro operacional da obra, a Torre Mata Atlântica tem cerca de 32 pavimentos e as lajes abaixo do térreo (-3 até -8), são lajes enormes, com cerca de 3.500 m², que exigiram concretagens de 600 a 700 m³.

“Isso significa, algumas vezes, 20 caminhões-betoneiras encostados na frente da obra ao mesmo tempo”, conta João Francisco Cavalcanti.

Além disto, a obra está localizada em uma área chamada Zona Máxima de Restrição, que permite que o trabalho seja feito até às 16h, apenas. Esse foi um desafio: descarregar um grande volume de concreto e acabar o serviço até esse horário”, ressalta Maurecir. Para aumentar a produtividade neste processo, a obra está utilizando mastro de concretagem e spiders.

 

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Casarões históricos em São Paulo: descubra curiosidades e saiba o que fazer em cada um deles

Conheça a história e os atrativos atuais de sete casarões que ganharam novos usos em São Paulo – tombados, os imóveis incorporaram desde museus até cafeterias e espaços literários

MUSEU DA ENERGIA

Foto: Marcelo Donatelli

+ A casa que hoje abriga o Museu da Energia, construída entre 1890 e 1894 a partir de projeto do escritório de Ramos de Azevedo, pertencia a Henrique Santos Dumont, irmão do famoso aviador. Na época, o bairro de Campos Elísios era uma região sofisticada e requisitada por membros da elite. Depois que os primeiros moradores deixaram o local, o casarão, ao longo dos anos, tornou-se sede de instituições como um internato feminino. Em 2001, foi incorporado pelo governo do Estado.

Restaurado, o local abriga o atual museu desde 2005. Lá, é possível conhecer a história da iluminação de São Paulo, por meio de vídeos, fotos e objetos históricos, além de equipamentos interativos voltados às crianças. Há, também, uma série de exposições temporárias. Até março de 2020, ‘São Paulo pelas Lentes de Gaensly’ revela as transformações da capital, entre 1899 e 1925, pelo olhar do fotógrafo suíço.

Al. Cleveland, 601, Campos Elísios, 3224-1499. 10h/17h (fecha dom. e 2ª). Grátis.

CASARÃO

Foto: Cris Vieira

+ Atrás de um portão cercado de árvores na Rua Pamplona, fica um charmoso casarão reconhecido como patrimônio histórico e que contrasta com as altas edificações que, cada vez mais, dominam seu entorno. Erguido nos anos 1930, o imóvel tornou-se, em 1952, sede da Fundação Instituto de Física Teórica, conhecida hoje como Instituto Principia, que ainda ocupa parte do terreno. Se, na época de sua construção, ele representava a riqueza da era do café, o local remete, agora, a parte de suas origens. Isso porque o imóvel passou, em 2018, por uma restauração e, desde então, funciona como o complexo Casarão – espaço aberto ao público com cafeteria e livraria.

Comandado pelo empresário Lauro Megale, o Zel Café conta com grãos especiais, produzidos em sua fazenda no sul de Minas Gerais. O expresso sai por R$ 6 e, com a proximidade do verão, vale apostar em opções geladas, como o ‘Frappé de Café’ (R$ 16). Do cardápio assinado pelo chef Shaun Dowling, prove, pela manhã, o ‘Breakfast Combo’ (R$ 28), com minipão integral, granola com frutas vermelhas e iogurte, pão de queijo, fruta da estação, ovos mexidos, suco de laranja e um café à escolha. Há também saladas (R$ 29/R$ 39), risotos (R$ 42/R$ 65) e, para adoçar, brownie de caramelo com sorvete de baunilha (R$ 16).

No subsolo, a Livraria do Comendador conta com livros de vários gêneros, incluindo especialidades como ciência e gastronomia, e também promove eventos. Neste domingo (24), das 14h às 15h, atrizes trajadas como as personagens de ‘The Handmaid’s Tale’ promovem o lançamento da continuação do livro de Margaret Atwood, que inspirou a série televisiva.

R. Pamplona, 145, Jd. Paulista, 3283-3500. Café: 7h30/22h30 (dom., 8h/17h; 2ª, 7h30/19h). Livraria: 8h/20h (sáb., dom. e fer., 8h/16h; fecha 2ª).

LE PAIN QUOTIDIEN

Foto: Eduardo Godoi

+ A rede belga Le Pain Quotidien inaugurou, em 2017, uma unidade em um antigo casarão da Avenida Higienópolis. Registros e alguns relatos indicam que o imóvel foi construído em 1904 e chegou a abrigar uma escola, sendo tombado, na esfera municipal, em 2014. Ao lado do movimentado shopping Pátio Higienópolis, a padaria é uma ótima opção para um passeio tranquilo – a casa é cercada de árvores e dispõe de mesinhas e guarda-sóis na área externa. Do lado de dentro, os ambientes também são agradáveis, e incluem mesa coletiva e até uma estante com livros.

Além dos tradicionais pães – a cesta com fatias artesanais sai por R$ 24 –, vale provar os itens do cardápio ‘Primavera-verão’, que acaba de ser lançado pela casa. Entre eles, a ótima focaccia com queijo de cabra, tomate confit e molho pesto (R$ 15), que vai bem com sucos como o de uva com água de coco (R$ 12). O pão de chocolate (R$ 9) está entre os doces mais populares. Vale prová-lo com o cappuccino tradicional, bem cremoso (R$ 8,50/R$ 11,50).

Av. Higienópolis, 698, Higienópolis, 3562-2344. 8h30/22h (dom., 8h30/21h).

CASA DAS ROSAS

Foto: André Hoff

+ A Casa das Rosas foi projetada, a partir de 1928, pelo escritório de Ramos de Azevedo – o mesmo de construções icônicas como o Teatro Municipal e a Pinacoteca. Por muito tempo, serviu de residência para os herdeiros do arquiteto. Nada menos do que 30 cômodos compunham a mansão em estilo clássico francês, sempre lembrada por seu belo jardim. Em 1991, após ter sido reformada pelo governo estadual, foi transformada em centro cultural e, em 2004, reinaugurada como Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

Lá, as letras ganham destaque em diversos eventos e exposições. Acaba de ser inaugurada, por exemplo, a mostra ‘William Blake: Portas da Imaginação’, que reúne, até 19/1/2020, materiais raros e inéditos do poeta inglês. Vale aproveitar e fazer uma pausa no Caffè Ristoro, nos fundos da casa, que serve expresso (R$ 5,50) e tem como carro-chefe o bolo de doce de leite com lascas de amêndoa (R$ 14,50).

Av. Paulista, 37, metrô Brigadeiro. 10h/22h (dom. e fer., 10h/18h; fecha 2ª). Grátis. Café: 9h/22h (sáb., 10h/22h; dom., 10h/19h; 2ª, 9h/19h).

INSTITUTO ITALIANO DE CULTURA

Foto: JF Diorio/Estadão

+ Também originário da expansão urbana ligada ao café em São Paulo, o casarão que hoje abriga o Instituto Italiano de Cultura foi construído em 1922. De estilo neoclássico, remetendo ao Petit Trianon do Palácio de Versailles, o imóvel pertencia a Oscar Rodrigues Alves, filho do ex-presidente Rodrigues Alves. Após alguns anos sendo habitado por sua família, foi comprado, em 1958, pelo governo italiano. Do Circolo Italiano di San Paolo ao Consulado Geral da Itália, o local teve diferentes usos até 2006, quando se tornou a sede do atual instituto, que busca promover intercâmbio entre Brasil e Itália.

Hoje, há diversas atividades abertas ao público, que pode ainda consultar os mais de 23 mil títulos pertencentes à biblioteca – a maioria em língua italiana. Entre as próximas atrações, na 5ª (28), às 19h, dentro do ciclo ‘Decifrando Da Vinci’, haverá a exibição gratuita do documentário ‘Leonardo 500’ (91 min.; livre), que destaca a genialidade do mestre italiano.

Av. Higienópolis, 436, Higienópolis, 3660-8888. 9h/13h e 15h/17h (6ª, 9h30/13h; fecha sáb. e dom.). Grátis.

SOLAR DA MARQUESA

Foto: Silvia Masini

+ Quando foi incorporado pela Prefeitura, em 1975, algumas dificuldades se impunham à recuperação do Solar da Marquesa. É que, desde sua construção, por volta de 1750, o casarão passou por várias modificações. Residência de um importante brigadeiro; moradia da Marquesa de Santos; Palácio Episcopal; sede de uma companhia de gás… Com diferentes ocupações ao longo dos anos, o local, surgido como uma mera junção de duas casas de taipa, foi adaptado para receber uma capela, ganhando fachada neoclássica, e viu suas portas e janelas serem transformadas em vitrines. Em 1991, uma reforma buscou preservar elementos dessas várias fases, corrigindo a descaracterização do local.

Hoje, encontram-se ali diferentes atividades do Museu da Cidade. Assim, além de apreciar a arquitetura, que permite uma viagem ao tempo, é possível visitar boas exposições. Até 5/1/2020, uma mostra de Paulo von Poser entrelaça, em desenhos, gravuras, pinturas e fotografias, o passado e o presente da região central.

R. Roberto Simonsen, 136, Centro, 3241-1081. 9h/17h (fecha 2ª). Grátis.

CASA DA IMAGEM

Foto: Nelson Kon

+ Separada do Solar da Marquesa pelo Beco do Pinto – passagem que abriga, atualmente, projetos de arte contemporânea –, a Casa da Imagem, também conhecida como Casa Número Um, tem seus primeiros registros datados de 1689. Foi no século 19, no entanto, que ganhou a aparência eclética que remete a chalés europeus do período. De lá para cá, o imóvel já foi residência, colégio, casa de saúde, hotel, sede de escritórios e até de companhia teatral. Tombado pelo município em 1992, foi restaurado entre 2008 e 2011, quando tornou-se o espaço que guarda o acervo iconográfico da cidade, pertencente à rede Museu da Cidade.

De um arquivo de milhares de fotografias, originam-se as exposições abertas ao público. Em cartaz até 15/3/2020, a mostra ‘Não Oficial’, de Paulo D’Alessandro, reúne 42 obras que retratam festividades da alta sociedade nos anos 1990. Há, ainda, uma série de atividades ligadas às imagens. No dia 30/11, das 14h às 17h, a artista Paula Braggion conduz oficina gratuita de bordado em fotografia (com inscrições 1h antes).

R. Roberto Simonsen, 136B, Centro, 3106-5122. 9h/17h (fecha 2ª). Grátis.

Fonte: https://cultura.estadao.com.br/

Júlia Corrêa

O mercado imobiliário para as próximas gerações

O mercado muda o tempo todo, as pessoas também mudam o tempo todo, e é claro, o jeito que elas compram muda junto. E essas mudanças do comportamento de consumo atinge principalmente o mercado imobiliário. As novas gerações possuem prioridades e pré-requisitos bastante específicos para fazer a aquisição de qualquer bem material. Por isso, hoje trouxemos esse artigo que vai te mostrar como se comporta a geração millennial no mercado imobiliário. Boa Leitura!

Entendendo as gerações

Antes de tudo, é fundamental que saibamos quais as características de cada geração:

●Geração Baby Boomer: pessoas que nasceram entre os anos de 1940 e 1960;

●Geração X: pessoas que nasceram entre os anos de 1960 e 1980;

●Geração Y: pessoas que nasceram entre os anos de 1980 e 2000;

Sabendo disso, falaremos com mais ênfase no comportamento de compra de imóveis da geração Y, também conhecida como Millennial, ou, geração do milênio.

Os Millennials possuem no máximo 40 anos, são uma grande parte do mercado de trabalho atualmente, e, são uma geração bastante conectada, agitada, que pesquisa antes de qualquer tipo de compra. Por isso, o público que mais busca por novas moradias e possibilidades imobiliárias na internet são as pessoas da Geração Y. Agora, vamos conhecer os requisitos necessários para o imóvel ideal desses consumidores.

 

O imóvel ideal

Com a urbanização e a mobilidade das cidades, os apartamentos se tornaram o grande ponto de atenção dos millennials que desejam comprar, ou até mesmo alugar um imóvel. A localização é um fator chave no momento da compra. Geralmente opta-se por apartamentos em localizações estratégicas, como no centro, aumentando a praticidade do dia a dia, perto do trabalho ou em áreas residenciais positivamente reconhecidas.

O mercado imobiliário para as próximas gerações — Foto: Acevo Construtora Catarinense

O mercado imobiliário para as próximas gerações — Foto: Acevo Construtora Catarinense

 
Diferenciais exigidos

Além da localização citada acima, os requisitos também se estendem na parte da estrutura do imóvel: Funcionalidade, tecnologia, qualidade e estilo.

Funcionalidade

Antes os maiores apartamentos eram os mais cobiçados pelos clientes, em grande parte, essa característica ainda se mantém. Porém a Geração Millennial comporta-se de maneira diferente, abrindo mão de apartamentos supergrandes e espaçosos e optando por configurações com metragem reduzida, mas com muita otimização de espaço e funcionalidade aplicada em cada cômodo.

O mercado imobiliário para as próximas gerações — Foto: Acevo Construtora Catarinense

O mercado imobiliário para as próximas gerações — Foto: Acevo Construtora Catarinense

Tecnologia

Pela sua cultura, essa geração é muito engajada com comportamentos éticos, sustentáveis e tecnológicos, por isso, o wi-fi nas áreas comuns, tomadas USB, tecnologia construtiva BIM, sustentabilidade elétrica e hidráulica… Todos os diferenciais que envolvem tecnologia são atrativos que fazem a diferença na decisão de compra dos Millennials.

Qualidade

Como citado no início desta matéria, a geração Y é especialista na hora da pesquisa em qualquer tipo de compra, por isso, todas suas aquisições são altamente analisadas antes de concretizadas. Optando por imóveis novos ou na planta, buscando referências de vizinhança, conhecendo as empresas construtoras, e com muita pesquisa de preços e condições diferenciadas de pagamento.

Estilo

Com as mudanças de comportamento de consumo desta geração, os millennials preferem por fazer compras que proporcionem experiências positivas, do que compras que simplesmente entregam um produto sem propósito. Então, além todos os diferenciais acima, o estilo também é um grande decisório de compra, pois, assim como uma peça de roupa, ou um carro, um imóvel também é o reflexo da personalidade do indivíduo.

Com toda certeza, as mudanças nos comportamentos de consumo de todas as pessoas só tende a aumentar. A busca por produtos cada vez mais personalizados e únicos estão se tornando muito mais frequentes e comuns em diversas faixas etárias, portanto, se você for da geração millennial e busca todos os diferenciais acima para seu imóvel, a Construtora Catarinense têm o empreendimento residencial perfeito para você. Entre em contato conosco e conheça o Residencial Felicità.

Acesse construtoracatarinense.com.br ou ligue para 3323-2002.

Fonte: https://g1.globo.com/

 

Novas tecnologias facilitam o sonho da casa própria

Uma vez escolhidas as possíveis opções, chegava o momento de entrar em contato com o proprietário ou com o corretor para continuar a conversa. Uma outra forma de encontrar o espaço ideal era escolher o bairro onde se pretendia morar e prestar atenção às placas de “vende-se” e “aluga-se” fixadas na porta dos edifícios. 

Uma das formas mais usadas na procura da casa própria era procurar no jornal
Uma das formas mais usadas na procura da casa própria era procurar no jornal

A chegada da internet começou a deixar tudo mais fácil

Com a popularização dos meios digitais, essa procura ficou mais dinâmica, já que o que separava possíveis investidores de proprietários eram somente algumas palavras-chave bem colocadas em um mecanismo de busca. Mesmo os classificados do jornal foram digitalizados e o tempo para se fechar negócio foi aos poucos diminuindo, mas essa forma de trabalhar o mercado imobiliário ainda não era a melhor possível. 

Com a chegada da tecnologia, todo o processo de procura foi facilitado
Com a democratização da tecnologia, todo o processo de procura foi facilitado

Sites especializados em mercado imobiliário

O lançamento da web 2.0, em meados dos anos 2000 e a sua popularização a partir da década, seguinte trouxe a possibilidade de geração de conteúdo por parte do público que antes era só espectador. Com isso, a forma de se fazer negócios em todas as áreas sofreu uma verdadeira revolução bastante absorvida pelo setor imobiliário.

Plataformas em todo o mundo começaram a surgir com a proposta de permitir a qualquer um anunciar imóveis, e com isso as ofertas aumentaram como nunca. Uma vez dentro dessas plataformas, bastava definir os parâmetros da sua busca, de bairros até o número de dormitórios, para encontrar a casa ou apartamento ideal para você e para a sua família. 

Atualmente, o Classificados no jornal foi passado para o smartphone
Atualmente, o Classificados no jornal foi passado para o smartphone

A tecnologia a favor da corretagem

Com o novo formato criado, era preciso que os profissionais da área se atualizassem. Desde a forma de se fazer publicidade com anúncios direcionados para públicos específicos em redes sociais e mecanismos de busca, até a construção de portfólios digitais com os imóveis oferecidos e a implantação de tours virtuais em suas abordagens, a tecnologia trouxe novas ferramentas para o arsenal do corretor.

Essa movimentação trouxe muitos benefícios para a relação com os compradores que passaram a encontrar muito mais rápido a casa ou imóvel dos seus sonhos e também com os proprietários que reduziram drasticamente o tempo entre o anúncio e a venda de suas casas e apartamentos.

As novas tecnologias aproximaram os compradores dos corretores
As novas tecnologias aproximaram os compradores dos corretores

A experiência do usuário em primeiro lugar

Tendência tecnológica nos últimos anos, a experiência do usuário (user experience ou simplesmente UX) é um conceito bastante utilizado pela nova geração que move o setor. Trata-se de uma filosofia onde as emoções e sensações causadas por uma relação comercial assumem grande importância durante a jornada do consumidor.

Dessa forma, comprar ou vender um imóvel vai muito além disso – trata-se de seu significado e é nisso que muitos sites de compra e venda de imóveis estão de olho para reforçar suas marcas. Uma plataforma intuitiva, um serviço de atendimento eficiente, conteúdos relevantes para quem quer comprar e a facilidade de desenvolver anúncios para quem busca vender são alguns dos pontos trabalhados pela UX. Tudo para tornar a experiência de negócios imobiliários mais agradável.

Presente em tudo que fazemos e expressamos, a tecnologia facilita e torna mais agradável e produtivo o dia a dia de profissionais não só do mercado imobiliário, mas também de muitas outras áreas.

Fonte: https://www.showmetech.com.br

Por: Diego Sousa

Descentralização de studios aponta o futuro do mercado imobiliário

Kelsen Fernandes/ Fotos PúblicasPrédios em São Paulo

Uma pesquisa feita pelo Datafolha revelou que a zona leste de São Paulo, segundo os próprios paulistanos, é a segunda melhor região para se morar na cidade. O bairro do Tatuapé, por exemplo, de acordo com um levantamento feito pelo Grupo Zap VivaReal, foi o bairro que mais cresceu e recebeu novos edifícios em 2018. 

Isso significa que a região está passando por um processo de transformação. A percepção dos moradores de São Paulo em relação ao Tatuapé e bairros vizinhos, como o Belém, mudou. Isso possibilitou o surgimento de imóveis acessíveis, uma vez que os bairros começaram a ser considerados ‘bem localizados’. 

Descentralização de studios 

Os estúdios ficaram populares no Brasil e no mundo por conta de seu conceito inicial: imóveis compactos e planejados, localizados nos centros das grandes cidades. Essa ideia, apesar de continuar forte, não é mais uma regra: studios estão passando por um processo de descentralização e ocupando lugares um pouco mais afastados, mas com fácil acesso aos centros comerciais.

Um bom termômetro para medir esse movimento de expansão é o bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. A região vive um momento de revitalização e registra um aumento significativo do surgimento de empreendimentos desse tipo. 

A explicação do sucesso desses studios em lugares fora do centro são as condições nas quais esse tipo de imóvel é inserido. Em entrevista ao InfoMoney, Valter Caldana, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas e Professor de arquitetura do Mackenzie, disse que o mais importante para o sucesso de empreendimentos imobiliários é a integração com serviços importantes da cidade. “A moradia do futuro precisa ser integrada com todos os serviços existentes da cidade, como por exemplo: redes de saneamento básico e transporte público em massa.” explicou. “Os novos empreendimentos têm que deixar de olhar para passado e olhar para o futuro pensando no melhor para os novos e antigos moradores do bairro”, disse. 

Ou seja, mais do que morar em um imóvel planejado, a localização desse tipo de empreendimento e o fácil acesso aos principais pontos da cidade, como shoppings e parques, é o atrativo principal para quem busca um lugar para morar.

Com o ritmo corrido da vida da maioria dos paulistanos, é cada vez mais comum que a praticidade do imóvel, tanto na estrutura quanto na localização, seja um dos pontos mais valorizados pelos clientes. Assim, a qualidade de vida aumenta consideravelmente, uma vez que o morador das proximidades do metrô não enfrenta os estresses causados pelo trânsito, por exemplo. 

Essa nova preferência da população pode ser traduzida em números! Um levantamento desenvolvido pelo Secovi-SP revelou que, em São Paulo, 6 em cada 10 apartamentos vendidos têm menos de 45 metros quadrados. 

 

Oportunidade de investimento 

Por conta da localização privilegiada, com fácil acesso ao metrô e pontos estratégicos da cidade, os imóveis compactos são uma ótima oportunidade de investimento. Considerando a efervescência do lugar e a alta procura de futuros moradores, a locação desses imóveis pode ser uma alternativa bastante atrativa para quem deseja aumentar o rendimento de suas economias. 

Além do interesse do público, outro ponto reforça que este é o momento para investir em imóveis: os juros estão cada vez mais baixos no Brasil. Em questões práticas, a inflação controlada somada a baixa histórica da taxa Selic (5%) colaboram para criar um ambiente mais estável para o fechamento de negócios. 

Isso significa que a redução de cada ponto percentual da Selic representa um desconto de 7% a 8% na parcela de financiamento imobiliário. 

Sendo assim, investir em imóveis compactos é um bom negócio tanto para locadores, que buscam um rendimento melhor de sua renda, quanto para moradores, que almejam aumentar a qualidade de vida e minimizar as dificuldades vindas dos problemas de mobilidade e localização de quem tem a vida corrida. 

Pensando nisso, a Diálogo Engenharia anunciou três tipos de empreendimentos que podem tornar realidade o sonho do imóvel próprio: Linea Studios, Praça Studios Tatuapé e Blem Studios. Os imóveis são ofertados sem a comprovação de renda e custam a partir de R$ 199 mil – o financiamento é feito direto com a construtora em até 180 meses. Todas as opções são próximas do metrô. Saiba mais AQUI.

Fonte: https://jovempan.com.br/

Distratos despencam e vendas na planta voltam a crescer

Após publicação da lei, contratos rompidos caíram 34,1%, segundo dados apresentados pelas incorporadoras

 

Lei dos Distratos  já apresenta resultados positivos para o mercado imobiliário. No balanço parcial de 2019, os contratos rompidos despencaram 34,1%, segundo dados trazidos pelas incorporadoras e apresentados pela ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras e Imobiliárias). Comparativamente, em 2015 – no auge dos distratos no Brasil -, a agência de risco Fitch detectou que, de cada 100 apartamentos comprados na planta, 41 foram devolvidos. Atualmente, de cada 100, 27 são alvos de distratos.  

Como consequência desta mudança de cenário, o volume de vendas de unidades recém-lançadas, ou seja, compradas na planta, cresceu 11% no balanço parcial de 2019. De acordo com relatório de outra agência de risco, a J.P. Morgan, o percentual de vendas tende a crescer e o de distratos continuará caindo. “Os distratos devem seguir em queda, os preços dos imóveis estão acomodados há mais ou menos dois anos e o índice de desemprego começa a cair. Com isso, financiar volta a ser uma meta de quem conseguiu se manter no mercado de trabalho. Some-se a isso a demanda reprimida por casa própria que existe no país”, cita. 

Para o economista do Fipe-Zap e FGV, Eduardo Zylberstajn, o distrato, antes da aprovação da lei, era uma anomalia do mercado imobiliário brasileiro. “Ao adquirir um imóvel na planta, o dinheiro dado pelo comprador vai para a obra. Assim, o custo do distrato, quando reconhecido pela Justiça, sai do bolso da incorporadora. Com isso, vimos algumas empresas quebrarem, e isso virou um problema para o mercado e para os consumidores também”, avalia. No entender do Secovi-SP, a lei ajudou a mudar esse cenário. “O maior mérito da lei é o reforço do vínculo contratual e o estímulo à compra responsável, diz nota do sindicato. 

Juristas entendem que legislação tem pontos polêmicos e precisará de ajustes

Mesmo com os avanços, alguns juristas entendem que a Lei dos Distratos ainda suscita controvérsias. Os pontos polêmicos da legislação foram debatidos no 7º Congresso Jurídico do SindusCon-SP, realizado recentemente. Entre eles, o fato da lei não ser aplicada aos contratos anteriores à sua promulgação. Outra questão mal resolvida é que a legislação não diferencia o investidor que desiste do contrato do consumidor que ficou sem condições financeiras de cumpri-lo. Por isso, o advogado Olivar Vitale, membro do conselho-jurídico do SindusCon-SP considera a lei tecnicamente ruim. “Ela ainda gera insegurança e ficou longe de afastar todos os pontos polêmicos”, diz.

Uma recomendação que os advogados têm passado para as incorporadoras é que os corretores sejam treinados e que os contratos possuam uma redação clara, contendo quadros-resumo completos e assinatura dos adquirentes ao lado das cláusulas mais relevantes. No 7º Congresso Jurídico do SindusCon-SP, os especialistas também recomendaram que as empresas estipulem em seus contratos cláusulas com penalidades escalonadas de acordo com o valor da entrada paga pelos consumidores. No entender deles, a Lei dos Distratos, apesar de já impactar positivamente o mercado imobiliário, precisará de pelo menos mais três anos para se consolidar e ter seus pontos frágeis corrigidos.

Entrevistados
ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras e Imobiliárias), SindusCon-SP e Secovi-SP (via assessoria de imprensa)

Contatos
aspress@secovi.com.br
sindusconsp@sindusconsp.com.br
comunicacao@abrainc.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/