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Inovação e novas tecnologias na indústria da construção

É preciso incentivar a inovação dentro do setor, facilitando a integração entre os profissionais envolvidos Créditos: Shutterstock

Máquinas e robôs podem ser utilizados em funções que ofereçam riscos aos funcionários

Por Carla Rocha

Enquanto a Indústria 3.0 é mais focada na automação de máquinas e processos, a Indústria 4.0 está centralizada na digitalização de ponta a ponta em todos os ativos físicos e integração dos ecossistemas digitais em todos os vetores da cadeia da construção. Entre os recursos que trouxeram a revolução para um setor tão tradicional, estão a geolocalização e as pesquisas em alta definição, que servem para evitar diferenças entre a realidade do solo e o projeto. Além das máquinas automatizadas e robôs, que também podem ser utilizados em funções que ofereçam riscos aos funcionários e são programados para capturar dados que serão analisados e utilizados posteriormente para a melhoria de processos.

De acordo com Francisco Vasconcelos, diretor de mercado imobiliário do SindusCon-SP, o que se observa é que as construtechs têm atuado muito mais nas relações onde a empresa tem contato direto com o cliente do que na operação da construtora. “Na hora que você vai ver o processo produtivo, existem algumas coisas no sentido de controle de mão de obra e na relação da obra e do controle gerencial, mas no processo de produção em si, o uso das tecnologias ainda é bastante tímido”, aponta o diretor. Ainda de acordo com ele, o avanço maior das construtechs está muito mais ligado ao real state, ou seja, a relação da incorporadora com o seu cliente e toda a interface entre quem está vendendo o imóvel e o seu consumidor.

Porém as novas tecnologias têm um potencial imenso para melhorar os processos no canteiro de obras e os projetos das incorporadoras. “O BIM, por exemplo, é uma ferramenta fantástica que possui uma gama enorme de possibilidades e melhorias de processos, juntamente ao uso do Big Data, que começa a ser uma realidade na maioria das indústrias devido à queda dos custos”, destaca. A tecnologia pode ser utilizada em funções que ofereçam riscos aos trabalhadores, captura de imagens, transporte de objetos, topografia, estudos volumétricos e levantamento de áreas, que já começam a se tornar atividades facilmente substituídas pelo uso de drones.

Para André Medina, gerente de inovação da Andrade Gutierrez, a Indústria 4.0 não será apenas um diferencial no mercado de Engenharia e Construção, mas o que definirá as empresas que continuarão no mercado. “No Brasil, ainda estamos iniciando, mas já vemos uma tendência clara de crescimento das iniciativas do setor em relação à inovação”, afirma. Ainda de acordo com o especialista em inovação, são poucas startups atendendo ao mercado da construção e infraestrutura – que ainda se limitam a softwares e aplicativos para a melhoria de processos. “Existem poucas soluções reais de engenharia que alteram a forma de construir com novos materiais ou novas tecnologias de construção”. Por isso é preciso incentivar a inovação dentro do setor por meio da atualização para facilitar a integração entre os profissionais envolvidos, fazendo com que eles aprendam a lidar com o ambiente digital e, assim, criar novas soluções para demandas mais específicas dessa área.  

Algumas startups da construção ou construtechs, como são conhecidas, já possibilitam a gestão colaborativa de projetos e a comunicação integradaentre os envolvidos, e outras utilizam a tecnologia da Indústria 4.0 para otimizar processos e serviços:  

Gestão de obra

Além de gerenciar orçamentos, alguns aplicativos, como o Construon, são utilizados para acompanhar clientes, materiais e até as finanças da empresa. O sistema on-line é indicado para a gestão de empresas e obras.

Compra de insumos e materiais

O app Orça Aqui aperfeiçoa todo o processo de compra de insumos da construção civil, desde a cotação de materiais até a análise de compras das construtoras.

Uso de drones

Maply é uma construtech que possui drones que utilizam a plataforma cloud, permitindo geração de mapas e modelos de alta precisão por meio do processamento das imagens coletadas.

Gestão de estoques e resíduos

O VG Resíduos é um app onde é possível acompanhar a gestão de resíduos em obra, gera relatórios ambientais e ainda possibilita a venda desses materiais para reaproveitamento.

Gestão de projetos

O ConstruCode é um software de gestão de projetos de construção
que converte suas plantas em etiquetas, acessíveis por celulares e tablets.

Para Francisco, toda mudança e evolução industrial e tecnológica é positiva, mas é sempre uma questão dúbia. “Você tem uma série de coisas extremamente positivas e uma série de coisas negativas, e o trabalho é para maximizar cada vez mais os efeitos positivos e minimizar os negativos”, complementa.

Para que todas essas soluções sejam utilizadas de maneira que possam auxiliar no desenvolvimento do mercado da construção civil, é preciso capacitar todos os profissionais envolvidos no projeto. “Sou bem positivo quanto ao futuro da construção, acredito que as startups e inovações virão mudar todo o cenário do setor e, assim, teremos obras mais rápidas, mais seguras, mais sustentáveis e com menores custos” prevê Medina.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Segmento de imóveis fracionados e compartilhados tem crescimento acima da média

InCasa Residence Cluv, da Aviva, é um dos empreendimentos de multipropriedade (foto: Divulgação)

Modelo de negócio avançou 15% no primeiro semestre na comparação com o ano anterior, segundo estudo

São Paulo – Nos últimos anos, a valorização do uso e da experiência, acima da posse do bem, tem transformado a maneira c omo empresas e setores econômicos se relacionam com os clientes. Nesse contexto, o setor imobiliário também vem mudando.

Os imóveis fracionados, dentro do mercado de propriedade compartilhada, estão em forte crescimento no país. Segundo a pesquisa “Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil 2019”, realizada pela Caio Calfat Real Estate Consulting, os negócios dessa atividade devem chegar, até o fim deste ano, a um total de R$ 22,3 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV).

“Estamos vivendo o melhor momento da história para o ramo de multipropriedade, afirma Caio Calfat, que também é presidente da Adit Brasil, entidade especializada no setor, além de vice-presidente de assuntos turísticos e imobiliário do Secovi-SP. “Os brasileiros despertaram para a vantagem de ser dono de uma fração e ter direito a usufruir de um imóvel que eles, provavelmente, não teriam acesso, caso tivessem de comprar sozinhos.”

O estudo indica que o mercado alcançou, até junho deste ano, 92 empreendimentos, apresentando um crescimento de 15% em relação a 2018. Essa taxa de expansão representa cerca de 50% a mais da média do mercado imobiliário no mesmo período.

DECEPÇÃO
 Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o número de contratos para aquisição de imóveis residenciais avançou 9,7% nos primeiros meses do ano e embora o semestre ainda não tenha um balanço fechado, ficou na casa de 10%.

“O resultado é positivo e, sem dúvida, deve ser comemorado, mas, dada a queda que o setor enfrentou durante a recessão, a fraqueza do mercado no ano passado e a esperança de que a eleição reduzisse as incertezas, a expectativa era de que as vendas estivessem crescendo acima de 15%, diz José Carlos Martins, presidente da CBIC. “As construtoras esperavam que, passadas as incertezas de 2018, a agenda de reformas seria tocada com prioridade, a economia embalaria e o primeiro trimestre seria melhor.”

Atualmente, o modelo de negócio multipropriedade está em 45 cidades brasileiras e em 16 estados do país. A oferta continua em expansão, sendo o Nordeste a região líder, passando de 17 empreendimentos no ano passado para 25 este ano, seguido pelo Centro-Oeste, com 23, Sudeste, com 21, e Sul, com 18. “O Brasil tem quase 220 milhões de pessoas e uma grande demanda reprimida”, afirma Juan Ignácio Rodriguez, CEO da RCI para a América Latina, companhia especializada em gestão de compartilhamento de férias.

O turismo vai puxar para cima o mercado imobiliário e toda a economia.” (Leia mais na entrevista abaixo).

Os resultados do setor surpreendem não apenas pelos números, mas especialmente por conta do ambiente de dificuldades na economia, segundo Calfat. “Atingir 92 empreendimentos, depois dos primeiros lançamentos de multipropriedades no Brasil, é um feito considerável para qualquer modelo de negócio, ainda mais sendo um produto de segunda moradia, inédito em termos de conceito, num período de profunda recessão econômica e da maior crise da história do setor imobiliário”, afirma.

pesquisa aponta ainda uma mudança do produto ao longo dos últimos anos no que diz respeito às áreas privativas e no tempo de uso das cotas ofertadas em porções menores. A construção da segurança jurídica para a multipropriedade foi um dos grandes desafios dos últimos seis anos e também fator determinante para o aumento da confiança para desenvolvedores e compradores. “A aprovação da Lei Federal 13.777/18 foi o resultado de ações de entidades como o Secovi-SP, a Adit Brasil e o esforço coletivo de agentes do mercado, que anseiam por melhores condições para os negócios crescerem.”

REAÇÃO Apesar do crescimento modesto do mercado imobiliário na primeira metade do ano, as vendas e os lançamentos de imóveis residenciais no país devem crescer em torno de 10% a 15% em 2019, de acordo com estimativa da CBIC. A perspectiva é que a expansão seja puxada pelo segmento de imóveis de médio e alto padrões, em que as moradias são financiadas por linhas bancárias, que utilizam recursos da poupança.

No entanto, os negócios envolvendo as unidades dentro do programa Minha casa, minha vida (MCMV), que contam com financiamento por meio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), devem permanecer estáveis, considerando que o orçamento do fundo ficou estagnado do ano passado para cá. Quem vai puxar o crescimento é a habitação de mercado, de médio e de alto padrões, afirma o presidente da Comissão Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

Para o executivo, os lançamentos e as vendas devem continuar saudáveis no segundo trimestre, a despeito do ritmo mais lento de recuperação da economia brasileira. Petrucci destaca, como exemplo, que os lançamentos na cidade de São Paulo em abril foram o dobro do registrado no mesmo mês do ano anterior. “É uma reação que, guardadas as proporções de cada mercado, acreditamos que também vem ocorrendo em várias partes do país”, disse.

Entrevista / Juan Ignácio Rodriguez – CEO da RCI na América Latina

“O turismo vai puxar para cima o mercado imobiliário”
O executivo mexicano Juan Ignácio Rodriguez, CEO da RCI na América Latina, aposta no crescimento da propriedade compartilhada no Brasil, mercado em que ele enxerga uma demanda reprimida no setor do turismo. A seguir, trechos da entrevista.

Por que o setor de compartilhamento de férias e multipropriedade tem crescido acima da média?

Principalmente porque as grandes redes hoteleiras começaram a ter uma participação interessante nesse mercado. O que, antes, era visto com desconfiança pelo consumidor, hoje, conta com a solidez e a boa reputação de grupos como Rio Quente, Beach Park, Mabu, Costão do Santinho, Costa do Sauípe e Bourbon. As marcas dão mais segurança ao consumidor.

A regulamentação também impactou?

Com certeza, a criação de um marco jurídico para o setor ajudou muito. Hoje, quem investe nisso sabe que não terá nenhum problema no futuro.

Qual o potencial do mercado brasileiro? 

O potencial é imenso. O Brasil tem quase 220 milhões de pessoas e uma grande demanda reprimida no turismo e no mercado de férias. E, uma vez que as pessoas se acostumam a viajar, não mudam, é uma necessidade humana, é saudável, é um investimento na saúde. Por isso, com tudo o que ocorreu, ainda a participação de mercado é bem pequena, temos espaço para crescer muito. O turismo vai puxar para cima o mercado imobiliário e toda a economia.
Mas a indústria do turismo no Brasil, que recebe apenas 6 milhões de estrangeiros por ano, hoje tem pouca representatividade na economia e, principalmente, no mercado imobiliário.Existe uma razão histórica para isso. O Brasil começou a pensar no turismo fora do eixo Rio-São Paulo apenas nos anos 1980. E começou realmente a pensar na estrutura jurídica, a criar um ministério de turismo, há poucos anos. Esse é um setor que precisa de investimento de longo prazo e de planejamento. O crescimento do mercado de férias e os números do setor de timesharing e propriedade compartilhada comprovam que, com bom planejamento, é possível crescer de forma sólida e consistente.

Fonte: www.em.com.br

Incorporadoras têm aumento nas vendas

Incorporadoras têm aumento nas vendas

A safra de prévias de resultados operacionais das incorporadoras, iniciada na semana passada, indica melhora do desempenho das companhias no segundo trimestre. Cyrela, Direcional Engenharia, Even Construtora e Incorporadora, EZTec, MRV Engenharia e Tenda lançaram empreendimentos com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 5,11 bilhões, alta de 44,5% na comparação anual, e expansão de 50% frente ao primeiro trimestre.

De abril a junho, as vendas das seis incorporadoras somaram R$ 4,38 bilhões, com crescimento de 38,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado. No semestre, as vendas aumentaram 30%, para R$ 7,76 bilhões.

Foi considerada apenas a fatia das companhias nos empreendimentos.
MRV, Cyrela e EZTec trouxeram seus números ontem, que mostraram melhora do desempenho na comparação anual.

Em entrevista ao Valor, o copresidente da MRV, Rafael Menin, e o diretor financeiro e de relações com investidores da EZTec, Emilio Fugazza, disseram que estão otimistas em relação ao mercado imobiliário.

No trimestre, os lançamentos da MRV subiram 5,8%, em base anual, para R$ 1,8 bilhão, maior VGV registrado pela companhia para o período de abril a junho. De acordo com Menin, os lançamentos do segundo semestre serão superiores aos da primeira metade do ano. A companhia mantém a expectativa de lançamentos, vendas e receita líquida em 2019 acima dos indicadores do ano passado.

As vendas líquidas da MRV aumentaram 2,7%, para R$ 1,32 bilhão. Os distratos caíram pela metade, para R$ 121 milhões. Em volume, as rescisões de vendas tiveram queda de 51,3%, para 816 unidades, menor nível em seis anos. A empresa registrou recorde de produção de 10.624 unidades, expansão de 18,9% ante um ano atrás.

De abril a junho, a incorporadora mineira gerou caixa de R$ 62 milhões. O valor poderia ter sido maior se não fosse a compra, em leilão, de terreno em Salvador, por R$ 30 milhões, pagos à vista. A área vai possibilitar lançamento de R$ 797 milhões, o maior empreendimento da MRV na Bahia. A incorporadora projeta gerar caixa no segundo semestre.

A EZTec apresentou ao mercado R$ 313 milhões no trimestre passado – R$ 707 milhões no acumulado do semestre. De acordo com Fugazza, a incorporadora vai lançar R$ 800 milhões no terceiro trimestre. No período, o principal empreendimento a ser apresentado, com VGV de R$ 550 milhões, será o projeto residencial do Parque da Cidade, comprado da OR Empreendimentos e Participações, incorporadora do grupo Odebrecht.

Até o fim de setembro, a EZTec pretende alcançar o teto da sua meta de lançamentos para 2019. A faixa projetada pela companhia para o ano vai de R$ 1 bilhão a R$ 1,5 bilhão. “Vamos cumprir o ‘guidance’ com muita facilidade”, afirma Fugazza.

No segundo trimestre, a EZTec registrou vendas líquidas de R$ 372 milhões, patamar não obtido desde o primeiro trimestre de 2011. “O ganho real de preços voltou a acontecer”, conta o diretor de relações com investidores. Segundo Fugazza, tem havido expansão de vendas de lançamentos e estoques da incorporadora.

Considerando-se a participação dos sócios nos empreendimentos, a Cyrela lançou R$ 2,086 bilhão, de abril a junho, com crescimento de 112,5% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas líquidas tiveram expansão de 79,4%, para R$ 1,9 bilhão. A companhia teve participação de 84% nos lançamentos e de 75% das vendas.

Segundo o Secovi-SP, as vendas de imóveis residenciais novos, na cidade de São Paulo, cresceram 43,7% em maio, na comparação anual, para 3.100 unidades. Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) apontam aumento de 50,7% dos lançamentos imobiliários, para 2.594 unidades.

Nos 12 meses encerrados em maio, o volume comercializado teve incremento 19,5%, para 32.642 unidades, na capital paulista, conforme o Secovi-SP. Os lançamentos cresceram 32%, na mesma base de comparação, para 30.689 unidades.

Fonte: http://www.ademi.org.br

Ex-CIO da Lopes comanda startup

A Newcore oferece um app voltado para corretores de imóveis.

Luiz Moraes, CEO da Newcore. Foto: Divulgação.

Luiz Moraes, ex-CIO da Imobiliária Lopes, hoje comanda a Newcore, startup que oferece um aplicativo que conecta corretores a quem quer comprar imóvel.

“É um sistema exclusivo, por meio do qual a venda acontece mais rapidamente, de maneira mais seletiva, segura e prática”, diz Luiz Moraes, CEO da Newcore

Durante os 20 anos em que atuou como diretor de tecnologia, o executivo se especializou nos processos associados ao mercado imobiliário. A experiência foi levada em conta no momento de criar o aplicativo. 

O COO da Newcore, Arthur Nasser, também atuou na Lopes, onde foi head de marketing digital e CRM.

“Entregamos ao corretor clientes reais prontos para fechar negócios. Hoje temos 1,6 mil consultores, mas novas áreas e profissionais vêm sendo agregados à plataforma. A idéia é que todos consigam trabalhar com folga e lucratividade”, relata Moraes.

A Newcore anuncia os imóveis em veículos de mídia sem custo para o consultor e entrega o lead de venda no aplicativo do profissional, que é orientado sobre como fazer o melhor atendimento e conversão do cliente.

No aplicativo da Newcore, o corretor cadastra seus imóveis, recebe seus cartões de visita e começa a receber leads de venda adequados para ele. Quando o corretor concretiza uma venda, ele paga um valor fixo para a empresa baseado em um intervalo de valor do imóvel.

A plataforma busca atender aos corretores independentes focados em venda de imóveis usados ou novos.

“O aplicativo vem empoderar esse consultor de imóveis, oferecendo a ele novas ofertas de negócios que permitam um movimento mais constante e maior lucratividade”, diz Moraes.

A Newcore está presente em várias cidades de São Paulo, Guarulhos, Campinas, além das regiões do ABC, Baixada Santista e litoral norte de São Paulo.

Fonte: www.baguete.com.br

Júlia Merker
Julia Merker
Repórter no Baguete Diário

Automação residencial: Empreendimentos tecnológicos auxiliam no dia a dia dos moradores

Automação residencial: empreendimentos tecnológicos auxiliam no dia a dia de moradores
A automação residencial ou casa inteligente utiliza equipamentos para concentrar e controlar processos residenciais Créditos: Shutterstock

O uso da tecnologia está cada vez presente na vida das pessoas e é cada vez mais comum perceber esses sistemas migrando para residências

O termo domótica que é definido como integração de diversos elementos ou mecanismos automáticos em um único espaço surgiu nos anos 80, na França, juntamente com os primeiro edifícios. O conceito foi inicialmente pensado para o objetivo de controlar a climatização, segurança e iluminação ao interligar vários elementos com uma central de controle.

Atualmente, a automatização tem sido muito difundida na construção civil, porém em um contexto mais doméstico, onde se pretende automatizar as tarefas de casa e promover mais conforto aos moradores, concentrando todo o controle em um computador ou smartphone com acesso à Internet onde é possível, também, programar tarefas diárias otimizando o tempo gasto com tarefas rotineiras e maçantes como, por exemplo: regar as plantas do jardim duas vezes por dia por meio do controle remoto. “A automação residencial deve funcionar como uma ferramenta para auxiliar em algumas tarefas e proporcionar conforto e comodidade a seus usuários. Por exemplo, com um projeto de automação o cliente pode, antes mesmo de chegar em sua residência, ligar o ar-condicionado, televisão, controlar a iluminação, e executar várias outras tarefas através de dispositivos móveis conectados à internet”, explica o professor Alexandre Harayashiki Moreira, do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia.

Confira abaixo outras aplicações para a domótica na automação residencial:

  • Som ambiente;
  • Segurança;
  • Iluminação;
  • Climatização.

O uso da tecnologia está cada vez presente na vida das pessoas e é cada vez mais comum perceber esses sistemas migrando para residências.

A automação residencial ou casa inteligente utiliza equipamentos para concentrar e controlar processos residenciais e, com isso, é possível, por exemplo, fechar as janelas a distância através de um dispositivo no celular caso haja previsão de chuvas e o morador tenha esquecido as janelas abertas, evitando assim, danos ao ambiente.

Outro ponto importante a ser destacado é a preocupação constante com a segurança da residência e esses sistemas automatizados como câmeras, que podem ser acompanhadas a distância ou conectadas à uma central de segurança. “Num primeiro momento pode parecer apenas comodidade de controlar diversos equipamentos e sistemas do imóvel através de um celular ou tablet. Porém, ao sair do imóvel e alguma lâmpada ficar acesa, controlar remotamente a iluminação significa não precisar voltar para apagá-la, trazendo economia de energia e principalmente tempo”, explica o professor. Confira alguns benefícios da automação residencial:

  • Conforto;
  • Segurança;
  • Controle;
  • Praticidade;
  • Otimização.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Planejamento Urbano: É possível projetar a cidade ideal?

a cidade ideal

É inegável afirmar que, no período chuvoso, as cidades brasileiras viram uma verdadeira confusão. Alagamentos, desabamentos, ruas e canais transbordando, pessoas desabrigadas… Tudo parece sair do lugar por causa de uma chuva. Porém, não é só no período chuvoso que a cidade parece desordenada. Quem enfrenta o trânsito diário, quem quer mais áreas de lazer, quem usa o transporte público e quem, de modo geral, vive nas cidades, também têm muito a reclamar. Em meio a tudo isso, será que é possível projetar a cidade ideal?

a cidade ideal
Imagem: downtownodessatx.com

Planejamento das cidades brasileiras

No Brasil, poucos municípios foram planejados. A cidade de Salvador, fundada em 1549, foi a primeira e foi projetada pelos portugueses. No século XIX, Teresina e Sergipe foram erguidas. Já no Brasil moderno, Belo Horizonte foi a primeira cidade a ser planejada. Goiânia, Maringá, Brasília e Palmas foram inauguradas no século seguinte.

Porém, o fato de ser planejada não significa que a cidade funciona de modo perfeito atualmente. Belo Horizonte, por exemplo, foi planejada dentro de uma das principais avenidas, a Contorno. A malha perpendicular, com ruas cortadas por avenidas (algo que pode deixar qualquer desorientado perdido), parecia ideal. Para finalizar, a avenida do Contorno cercaria a cidade. Ali dentro, haveria transporte, saneamento, assistência médica, educação e outros. O crescimento deveria ocorrer na região suburbana (fora da avenida) e não houve preocupação imediata, já que se imaginava que a cidade não cresceria tanto. É aí que foi o grande erro. A cidade cresceu rápido demais e, mesmo os vários planos de tentativa de reestabelecimento da ordenação da área urbana não foram suficientes. Isso mostra que, obviamente, para planejar uma cidade é preciso pensar a longo prazo e fazer isso de maneira correta.

a cidade ideal
Imagem: curraldelrei.blogspot.com

Em busca da cidade ideal

Na hora de planejar, dentre os principais fatores levados em consideração estão: educação, mobilidade urbana, saúde, emprego, infraestrutura, moradia e segurança. Também é preciso considerar que cada um imagina sua própria cidade ideal. Então, é necessário que o planejador pense no coletivo e concilie todas essas idealizações em uma única cidade que deixe a maior parte dos habitantes satisfeitos e em harmonia. Vale lembrar que a boa qualidade de vida deve ser promovida para todos.

No mundo, o grande crescimento da população urbana ocorreu a partir da década de 50. Desde então, cabe ao planejamento urbano atuar para aprimorar políticas, planos e projetos e processos que levem a cidades mais inclusivas, conectadas, integradas, sustentáveis e resilientes. Ele precisa estar ligado aos três pilares do desenvolvimento sustentável: ecológico, social e econômico.

a cidade ideal
Imagem: pensamentoverde.com.br

Assim, várias cidades ao redor do mundo tentam ser ideais. Algumas já baniram os carros de algumas regiões, adotaram sistemas de transporte coletivo eficientes, incorporaram áreas verdes e de lazer, reduziram as taxas de violência, implantaram sistemas de saneamento e etc. No Brasil, Curitiba é um dos poucos exemplos de cidades que fazem melhorias efetivas no planejamento urbano, infelizmente. Algumas até tentam, mas estão bem longe da cidade ideal que todos sonham.

Os critérios de Gehl e a busca pela cidade ideal

Jan Gehl, um arquiteto dinamarquês, estabeleceu 12 critérios para determinar a qualidade de vida urbana que estão relacionados à cidade ideal. Para desenvolvê-los, ele precisou colocar os cidadãos como foco da cidade. Gehl começou a criar sua concepção sobre como pensar na qualidade dos espaços da cidade quando o planejamento urbano passou a ser feito considerando-se o carro como elemento principal.

a cidade ideal
Imagem: goselfie.com.br

Os critérios são divididos em três categorias:

PROTEÇÃO:

– Prevenção de acidentes;

– Combate ao crime e violência;

– Abrigo contra experiências desagradáveis (chuva, frio, poluição, etc.);

CONFORTO:

– Caminhadas: acessibilidade, bons locais para caminhar;

– Locais atrativos para parar;

– Locais de descanso;

– Locais para contemplação;

– Locais para interação;

– Locais para a prática de atividades físicas e de lazer;

DESFRUTE:

– Planejamento para a escala humana;

– Locais que forneçam um clima adequado;

– Experiências sensoriais

A lógica de Gehl considera a escala humana. Nela, presta-se mais atenção nas pessoas e menos nos prédios, praças e ruas. Assim, é preciso planejar a cidade a partir de uma visão que parte do cidadão. É preciso pensar em calçadas, em ciclovias e em distâncias que possam ser percorridas sem a necessidade de um carro (o que não acontece muito em Brasília, por exemplo). A rua não é mais importante que a calçada. Também é preciso planejar locais em que as pessoas possam parar e sentar, desfrutar do ambiente que as cerca. Caso contrário, ele vira apenas um local de passagem.

a cidade ideal
Imagem: unhabitat.org

Quando não é devidamente planejada, uma cidade precisa de vários planos de correção. É preciso planejar pensando em prevenção e manutenção, não em correção. Não é adequado deixar acontecer uma tragédia ou um problema diário (como os engarrafamentos) para depois agir. Os critérios estabelecidos por Gehl não são, em si, a solução para se ter uma cidade ideal. Porém, eles representam o ponto inicial e que podem fornecer suporte para o planejador.

Fonte: blogdaarquitetura.com

Referências: ONU-HabitatTreez; Vida Simples; Comurb.

Smart Cities: Saiba mais sobre cidades inteligentes

Smart Cities: saiba mais sobre cidades inteligentes

Utiliza tecnologias e a comunicação em rede para conectar serviços em rede para gerenciar serviços vitais

Capazes de acomodar adequadamente a sociedade, meio ambiente e economia de forma a não causar prejuízos para o ecossistema.

De acordo com o estudo “The world Population Prospects: The 2017 Revision“, o planeta ganha cerca de 83 milhões de seres humanos a cada ano e a tendência é aumentar ainda mais nos próximos: a população deve chegar a aproximadamente 8,6 bilhões de habitantes humanos até 2030. Mesmo com as perspectivas de diminuição das taxas de fertilidade, a tendência é que a população continue aumentando e deve chegar a 11,2 bilhões de habitantes até 2100, com tendências para se aglomerarem a cada dia mais nas grandes cidades que concentram a maioria das pessoas.

Com o passar do tempo essas cidades passam a consumir cada vez mais energia e, consequentemente, aumentando as emissões de CO². Com isso, é importante pensar no futuro da habitação e possibilitar cidades sustentáveis e inteligentes que sejam capazes de acomodar adequadamente a sociedade, meio ambiente e economia de forma a não causar prejuízos para o ecossistema.

Smart Cities: como funcionam

Uma das soluções para esse crescimento população é o modelo de smart cities ou cidades inteligentes no qual se contempla um sistema onde as pessoas utilizam e interagem da melhor forma possível todos os recursos disponíveis numa cidade para melhorar o desenvolvimento socioeconômico e, assim, melhorar a vidas das pessoas. Desta forma os fluxos de qualquer área dentro de uma cidade são mais inteligentes, tornando os serviços disponíveis mais inteligentes e eficientes, dando respostas mais rápidas às necessidades da sociedade. As bases de uma cidade inteligente vão muito além de tijolos e argamassa, a sua infraestrutura utiliza tecnologias e sistemas construtivos para trazer mais qualidade de vida para os seus habitantes a fim de promover um futuro eficiente e rentável ao mesmo tempo por meio de tecnologias que conectam sistemas de energia, alarme de incêndio, entre outros.

O que muita gente não sabe é que as cidades inteligentes ou smart cities vão muito além do que apenas cidades tecnológicas e se preocupam com outras questões, como: planejamento urbano, saneamento básico, controle de gases nocivos e poluição do ar, energia limpa, habitação social, mobilidade urbana e até coleta seletiva. A cidade inteligente pretende utilizar a tecnologia de comunicação em rede para conectar todos os serviços em rede e gerenciar serviços vitais. O Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha definiu nove variáveis que indicam se uma cidade é inteligente ou não e qual o nível de inteligência. Entre elas, podemos citar:

  • Coesão social
  • Capital humano
  • Meio ambiente
  • Economia
  • Alcance internacional
  • Tecnologia
  • Governança
  • Planejamento urbano
  • Mobilidade e transporte

Para a coordenadora de difusão tecnológica da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Talita Daher, um projeto de smart cities, primeiro deve-se estudar a infraestrutura de conectividade das cidades. “A cidade precisa, primeiramente, estar conectada com uma infraestrutura de conectividade preparada para receber as futuras tecnologias. Após essa análise, deve-se estudar os problemas da cidade, seja na área de governança, segurança pública, mobilidade, iluminação pública, entre outros”, destaca a coordenadora. As cidades inteligentes podem ser planejadas desde o projeto inicial ou por meio de investimento em inovação ou pequenas melhorias em serviços ou em sistemas já existentes que podem ser implementados mesmo após muitos anos de existência.

Porém, se ela já é estruturada para ser uma cidade inteligente desde o projeto as chances de dar certo são ainda maiores. “As tecnologias escolhidas e instaladas devem resolver os problemas municipais, promovendo a redução de custos e melhorando a qualidade de vida do cidadão e o projeto deve ser construído levando-se em conta o conceito de interoperabilidade entre as tecnologias e projetos nas diversas áreas”, destaca.

As tecnologias devem funcionar de formas integradas, controladas por um Centro de Controle e Operações, onde o BigData de informações gerado deve ser utilizado para gerar inteligência para redução de custos municipais, digitalizar a economia da cidade e provocar uma melhoria da qualidade de vida do cidadão. Em vários países, incluindo o Brasil, existem cidades implementando conceitos e tecnologias para smart cities.

Benefícios das smarts cities

Para Marcelo De Santis Ferreira, coordenador de incubadora do Parque Tecnológico Sorocaba, os principais benefícios que uma cidade inteligente pode oferecer é tornar os processos mais inteligentes, melhorar a qualidade dos principais serviços de uma cidade, saúde, educação, mobilidade, segurança, entre outros, deixando de ter gastos com atividades sem necessidade. “As cidades tradicionais não pensam em melhorar estes processos, deixando-os lentos, com baixa eficiência e cheias de problemas e reclamações, com muitos desperdícios, encarecendo cada vez mais os principais fluxos de uma cidade”, aponta Marcelo.

Economia para a cidade e para a população, assim pode-se investir o dinheiro do município em inovações para o mesmo. “É um efeito cascata, cidades mais inteligentes, estados mais inteligentes e uma nação mais inteligente, chegando a uma população mais feliz”, aponta o coordenador. Entre os principais impactos a médio e longo prazo estão: melhora nos principais serviços das cidades, saúde com melhores resultados, sem filas; mobilidade mais inteligente com diminuição de congestionamentos inúteis liberando mais tempo para as pessoas poderem fazer outras coisas, entre outros.

As tecnologias podem trazer impactos na melhoria dos serviços públicos, na educação, na segurança pública, na mobilidade urbana e em vários outros aspectos do cotidiano das cidades. Para Talita, a introdução de inovação tecnológica no meio urbano traz, como qualquer processo de inovação, tanto oportunidades quanto riscos. “Para mitigar esses riscos e assegurar o uso efetivo das ferramentas tecnológicas são necessárias estratégias gerenciais e organizacionais planejadas a curto, médio e longo prazo, bem como políticas e mecanismos legais que ajudam a criar um ambiente favorável e estimulante para a inovação tecnológica”, finaliza.

Fonte: www.mapadaobra.com.br

Com big data e IA, China lidera “proptech” em edifícios inteligentes


Novas tecnologias, como big data e machine learning, ajudam indivíduos e empresas a comprar, vender e administrar imóveis


Vista noturna de Pequim: investimento em startups proptech totalizou US$ 7,8 bilhões de 2013 a 2017. (Mohr / ullstein bild/Getty Images)

As fintechs estão mudando a forma como as pessoas fazem empréstimos, investem e pagam pelas coisas. Mas há outro tipo de tecnologia – mais evidente na China – que está transformando como a população das cidades interage com seus espaços residenciais e de compras.

É a chamada tecnologia de propriedade ou “proptech” – o uso de novas tecnologias, como big data e machine learning, para ajudar indivíduos e empresas a comprar, vender e administrar imóveis.

Segundo a Jones Lang LaSalle, o investimento em startups proptech totalizou US$ 7,8 bilhões de 2013 a 2017 — a China responde por uma fatia de 36% desse total. Em 2018, esse valor chegou a quase US$ 20 bilhões, segundo dados da empresa de pesquisa de mercado Venture Scanner.

“Na China, existe um ecossistema proptech muito dinâmico, bastante maduro e avançado em todos os níveis”, disse Anthony Couse, CEO da Jones Lang LaSalle na Ásia, no primeiro fórum de proptech organizado em Pequim, em maio. “Alguns dizem que somos lentos, conservadores”, disse, referindo-se ao setor imobiliário. “Não acho que isso se aplique à China.”

Uma das razões mais citadas para a liderança da China em proptech é que o país tende a enfatizar mais a conveniência do que a privacidade. Isso torna mais fácil para empresas imobiliárias usarem bancos de dados de transações, câmeras de reconhecimento facial e outras tecnologias para melhorar as experiências de compra e modo de vida das pessoas, embora as incorporadoras ainda precisem ser cuidadosas sobre como acessam e usam dados pessoais para evitar alegações de violação da privacidade.

Confira abaixo algumas maneiras pelas quais as incorporadoras chinesas estão usando a Internet das coisas, inteligência artificial e big data para melhorar as experiências de moradia e de compras das pessoas:

Shopping Centers

A Dalian Wanda atualizou suas plataformas de gerenciamento de propriedade em dois shopping centers Wanda Plaza, com a instalação de câmeras que utilizam tecnologia de reconhecimento de comportamento para rastrear os movimentos dos consumidores dentro do shopping, como, por exemplo, por quanto tempo as pessoas ficam em uma loja e se saem com uma sacola na mão.

Serviços de Manutenção

Colocar sensores em torno de seus condomínios residenciais permitiu à construtora chinesa Longfor Group substituir um sistema de gestão de propriedade intensivo em mão de obra. Desenvolvido pelo braço de serviços da construtora com a tecnologia de Internet das coisas, o sistema reduziu os custos de mão de obra na manutenção de instalações em até 62%.

Cerca de 480 mil instalações com sensores em conjuntos residenciais em todo o país capturam dados e os enviam para um centro de processamento. As informações são diversas: os primeiros andares de apartamentos inundados por tempestades de verão, elevadores quebrados ou uma tampa de bueiro deslocada que coloque transeuntes em risco.

Reconhecimento Facial

Usando a tecnologia de reconhecimento facial, a Shui On Land começou a usar um aplicativo chamado “INNO” para o controle de acesso em seus prédios de escritórios em Xangai. Uma descoberta surpreendente surgiu em uma torre do centro da cidade: 70% dos trabalhadores eram do sexo feminino. Então, a Shui On decidiu renovar um dos seus shoppings – o Xintiandi Plaza – localizado abaixo da área de escritórios, adaptando um total de cinco andares apenas para as mulheres.

Fonte: exame.abril.com.br

Por Bloomberg

Blocos de concreto para calçadas: o que vem por aí?

Em países do hemisfério norte, tecnologias transformam artefatos em fontes de energia para a iluminação pública

Artefatos emborrachados
Artefatos emborrachados se moldam ao crescimento das árvores e evitam ruptura do pavimento das calçadas. Crédito: CityLab

Cidades brasileiras estão modificando suas calçadas por conta da aprovação de estatutos do pedestre pelas câmaras municipais. A pedra portuguesa, quando não é transformada em patrimônio cultural – como ocorre em Curitiba -, fica para a história e cede lugar às placas de concreto e aos blocos intertravados. Fora do país, esses artefatos estão agregando tecnologias e se misturando a outros materiais para criar calçadas mais duradouras, sustentáveis e com capacidade para gerar energia.

Nos Estados Unidos, por exemplo, elementos de concreto que se aquecem já são realidade. Nas cidades de Nova York e Minneapolis, estão em teste placas cimentícias embutidas com um sistema vascular de tubos que transporta água aquecida. A temperatura que a calçada atinge é suficiente para derreter a neveque se acumula na superfície. Apesar do conforto oferecido ao pedestre, o sistema ainda é inviável economicamente. Um trecho de 100 metros custa o equivalente a 100 mil dólares (aproximadamente 390 mil reais).

Na Inglaterra e na França, blocos de concreto cobertos com placas emborrachadas convertem a energia cinética gerada pelos passos dos pedestres em eletricidade. Nos dois países, o sistema é testado em calçadas instaladas na frente de duas estações de trens e transfere a energia para a iluminação pública. Outra tecnologia que usa o calçamento para gerar energia está em teste na Universidade George Washington, nos Estados Unidos. Placas de painéis solares coladas sobre os artefatos, em uma área de 10 m2, produzem eletricidade suficiente para alimentar 450 lâmpadas LED.

Tecnologia que usa artefatos de cimento permeáveis se consolida no Brasil

energia cinética

Blocos que convertem a energia cinética gerada pelos passos dos pedestres em eletricidade já são realidade na Inglaterra. Crédito: Pavegen

Em Cambridge, na Inglaterra, blocos de concreto revestidos com uma película que absorve e armazena a luz UV (ultravioleta) são capazes de se auto-iluminar durante a noite. Outra inovação em teste acontece na cidade de Santa Mônica, na Califórnia-EUA, onde blocos emborrachados circundam as árvores e conseguem se moldar ao crescimento do tronco e das raízes. Isso evita a ruptura das placas, causada pelo crescimento das plantas.

No Brasil, uma tecnologia que se consolida é a que utiliza artefatos de cimento permeáveis nas calçadas. A técnica, usada há mais de 30 anos em países como Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos, é vista como uma ferramenta que pode ajudar no combate às enchentes nos centros urbanos do país. A cidade de São Paulo decidiu aderir e está promovendo uma grande intervenção em sua mobilidade urbana, trocando as pedras portuguesas por placas cimentícias permeáveis no centro histórico e na região do Vale do Anhangabaú.

A intervenção vai agregar sistema LED na iluminação pública e permitir que toda a rede de energia e de telecomunicações fique enterrada em galerias técnicas e banco de dutos. A inovação no calçamento paulistano virá com a instalação de 850 pontos de jatos d’água para melhorar o microclima da região em dias de calor. A água será aspergida, molhando apenas a calçada, e depois recolhida por ralos para reaproveitamento. Um tanque subterrâneo, com capacidade de 1.500 m3, irá coletar a água para alimentar o sistema de drenagem.

Vale do Anhangabaú

Projeção de como ficará o Vale do Anhangabaú, em São Paulo-SP, após revitalização do calçamento. Crédito: prefeitura de São Paulo-SP

Entrevistado
Reportagem com base em estudo da CityLab, laboratório que pesquisa os problemas e as soluções para as cidades e prefeitura da cidade de São Paulo-SP.

Contatos
permissions@citylab.com
siurbimprensa@prefeitura.sp.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Fonte: www.cimentoitambe.com.br

Preço alto levará a mais imóveis compactos e com serviços compartilhados

Prédios (Arquivo)

Deloitte: Pesquisa traçou principais tendências para o mercado imobiliário em 2040 (Arquivo/Divulgação)

Otimização do espaço, processos digitais e segurança estão entre as principais demandas nas gerações de futuros compradores

Os imóveis do futuro terão mais serviços compartilhados, como lavanderia, coworking e área de lazer, e também deverão consagrar os modelos menores e compactos. Não é, porém, por uma mudança no comportamento e nos interesses das novas gerações que o compartilhamento ganhará espaço no ramo imobiliário, mas sim por uma limitação de renda.

É esta uma das principais conclusões de um estudo realizado pela consultoria Deloitte, em parceria à Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), sobre as perspectivas e tendências do consumidor imobiliário para 2040.

“As novas gerações não terão a mesma capacidade de compra das antigas”, disse o economista da área de pesquisas da Deloitte, Giovanni Cordeiro. “A economia e a renda não crescem mais ao mesmo ritmo de décadas passadas e, por outro lado, o custo de materiais e de terrenos urbanos segue subindo. A solução é reduzir o tamanho e aproveitar ao máximo o espaço.”

“As pessoas querem morar em um lugar privilegiado e central”, diz o presidente da Abrainc, Luiz França, “mas não têm dinheiro para um apartamento grande, então o número de imóveis compactos deve crescer.”

O estudo aponta que, ao longo da década de 1960, a economia brasileira cresceu 64% e, na de 1970, 102%. Já nos anos de 2000 e de 2010 esse crescimento foi de 42% e 24%, respectivamente, enquanto o preço do minério de ferro disparou 443% nos primeiros dez anos do milênio.

Para traçar as principais tendências para os imóveis do futuro e o comportamento de seus compradores, a Deloitte compilou estudos nacionais e internacionais e também entrevistou 1.300 brasileiros tanto das gerações mais velhas – de “baby boomers” e a geração X – como das mais jovens, Y e Z, nascidas de 1980 em diante.

Mais processos digitais na busca e fechamento de negócios, menos corretores, maior procura por segurança e também proximidade a centros comerciais estão entre as tendências apontadas. Além do aumento nos espaços compartilhados, veja outros pontos destacados:

Mais processos digitais e menos corretores

Análise de crédito, verificação de documentos e fechamento de contratos são alguns processos que devem passar do presencial para o digital nos próximos anos.

Plataformas virtuais que forneçam mais informações, como histórico de valores de venda em um edifício ou dados de segurança do bairro, são outras possibilidades.

De acordo com a pesquisa da Deloitte, em 2040, 40% dos consumidores deverão estar dispostos a cumprir todo o processo de escolha e compra da casa por internet, enquanto 50% podem abrir mão do corretor.

Casa conectada e modular

A pesquisa detecta uma expectativa dos consumidores pelas tecnologias da “casa inteligente”, com dispositivos de controle ligados ao mundo digital. Mas, de acordo com Cordeiro, da Deloitte, essa é uma demanda que aparece mais com relação aos aparelhos, como eletroeletrônicos que conversam entre si, do que à estrutura, como portas e janelas eletrônicas.

“É uma sociedade que será mais plural, que não se vê tanto tempo na mesma casa, e que não quer que essa tecnologia fique presa àquela estrutura”, diz o economista.

Os espaços também tendem a ser mais modulares, com a possibilidade de customizar ou reformular os cômodos, também para acompanhar perfis de famílias em constante mudança. Casamentos, separações, idas e vindas de viagens longas e acolhimento de pais e sogros, com o envelhecimento da população, são algumas dessas possíveis mudanças.

Segurança e proximidade a serviços

Em uma lista com 24 itens, a segurança foi o mais assinalado pelos entrevistados de todas as gerações quando perguntados sobre o que esperam da localização e infraestrutura no entorno de seu imóvel.

Fácil acesso ao trabalho e a centros comerciais também aparece entre as preferências. Proximidade a um hospital, curiosamente, foi mais mencionada pelos mais jovens: para a geração Z, este foi o 6º item mais citado, enquanto, para a X, ele ficou em 12º na lista de prioridades.

Fonte: exame.abril.com.br

Por Juliana Elias