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São Paulo recebe o primeiro Salão do Imóvel com 40 empresas do setor

A primeira edição do Salão do Imóvel SP, que acontece nos dias 18, 19 e 20/10, no Expo Center Norte, em São Paulo, será uma grande oportunidade para aproximadamente 40 empresas do mercado imobiliário, que irão expor imóveis destinados a todas as faixas de renda.

O Salão se diferencia dos tradicionais feirões por atender desde o público que pretende adquirir um estúdio até aquele que busca imóveis com metragem superior a 100 m². Construtoras e incorporadoras terão a oportunidade de negociar unidades enquadradas no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e aquelas de Médio e Alto Padrão (MAP).

O local escolhido para a organização do evento foi pensado para dar maior conforto ao consumidor. As empresas serão instaladas em uma ampla área, facilitando o deslocamento e a visualização dos expositores.

O primeiro Salão do Imóvel SP será realizado pelas três principais entidades do setor: Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc); Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon-SP), com patrocínio exclusivo da Caixa, que estará presente no evento ofertando a linha de crédito SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), com taxas efetivas a partir de 8,5% a.a. +TR ou a partir de 2,95% a.a. + IPCA.

O consumidor terá acesso à nova modalidade de financiamento, com reajuste pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação –, além do tradicional SBPE. Outra novidade é o estande com imóveis destinados a leilão.

De acordo com o vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Rodrigo Luna, interessados em adquirir imóveis contarão com excelentes oportunidades de negócios, diversidade de produtos e opções interessantes de financiamento. “A redução da taxa Selic, a inflação em baixa, a estabilidade dos preços e as inúmeras opções de crédito facilitado criam um cenário positivo para quem deseja comprar o primeiro imóvel e até mesmo para aqueles que pretendem adquirir uma segunda unidade, seja para fazer um upgrade ou investir em locação”, afirma.

O presidente da Abrainc, Luiz França, destaca que o momento vivido pelo mercado imobiliário faz do Salão uma boa oportunidade de negócios para vendedores e consumidores. “O consumidor está em uma situação bastante favorável para adquirir um imóvel. Houve aumento da oferta de crédito e queda nas taxas de juros, além disso, os preços dos imóveis não tiveram reajuste nos últimos anos”, lembra.

“O setor da construção civil une-se para trazer ao consumidor final as ofertas das construtoras e incorporadoras participantes, que poderão contar com a Caixa como agente financeiro exclusivo. A expectativa é muito positiva para a primeira edição do evento, tanto do ponto de vista de volume negociado como de número de empresas e público”, afirma o presidente do SindusCon-SP, Odair Senra.

Para quem compra, esse tipo de evento tem vantagens como variedade de imóveis, preços competitivos, maior poder de negociação, condições especiais e a presença do principal agente financeiro, no mesmo local. Para as empresas, o grande número de visitantes possibilita o aumento no volume de vendas.

Salão do Imóvel SP
Data: 18, 19 e 20/10 (sexta-feira, sábado e domingo)
Hora: das 9 às 20 horas
Local: Expo Center Norte (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP)

Fonte: https://www.ultimoinstante.com.br

BIM OBJECT: Entenda as funcionalidades dos elementos em BIM

Os objetos BIM precisam atender a alguns requisitos mínimos de geometria e representação, além de uma série de padrões determinados pela Biblioteca Nacional BIM BR.
Créditos: Shutterstock
BIM OBJE

O BIM Object deve atender a alguns requisitos mínimos de geometria e representação, além de uma série de padrões determinados

Em 17 de maio de 2018, o Governo Federal instituiu o Decreto nº 9.377, que definiu as bases para a Estratégia BIM BR – Estratégia Nacional de Disseminação do BIM, elaborada em conjunto por diversos órgãos no esforço de incentivar o investimento e a difusão da metodologia no Brasil. Entre as medidas já implementadas, um dos destaques foi o lançamento da Plataforma BIM BR e da Biblioteca Nacional BIM BR, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que reúnem informações e modelos genéricos de objetos BIM voltados para o mercado brasileiro.

De acordo com o arquiteto Sergio Leusin, a criação de uma Biblioteca Nacional BIM surge em um momento em que os profissionais estão muito dependentes das bibliotecas internacionais para desenvolver seus projetos na plataforma. “É importante que exista uma biblioteca pública nacional para fornecer modelos genéricos que sejam adaptados para os produtos disponíveis no Brasil”, explica.

Para entender de que forma a iniciativa facilita a implementação do BIM no país, é essencial saber o que são os BIM Objects, os objetos BIM, e como eles são manipulados dentro do software de gerenciamento e modelagem.

Objetos BIM

Quando falamos em objetos BIM é muito comum pensarmos apenas em uma reprodução virtual dos materiais que compõem uma obra. Mas em diversos casos, um objeto BIM pode ser mais complexo e suportar diferentes tipos de informações. “As pessoas veem os objetos BIM como essa representação virtual 3D, mas na verdade, ele carrega uma série de dados, tanto a respeito dele mesmo, como a respeito do processo no qual ele deve ser utilizado”, afirma o arquiteto.

Os objetos BIM precisam atender a alguns requisitos mínimos de geometria e representação, além de uma série de padrões determinados pela Biblioteca Nacional BIM BR, como número do produto no Mercosul. Para profissionalizar ainda mais o uso da plataforma, uma Comissão de Estudos Especiais da ABNT, a CEE-134, está sendo responsável pela criação, edição e publicação da NBR 15965 (partes 1 a 7), a primeira norma técnica brasileira sobre BIM.

No geral, os objetos BIM podem ser de dois tipos:

  • Componente genérico: representa um elemento universal, como uma porta ou um pilar, sobre o qual você ainda não possui informações mais detalhadas;
  • Componente proprietário: diz respeito a um elemento específico, como um modelo de porta fornecido por um determinado fabricante, com uma referência tal e um desempenho particular.

Segundo Sergio, as informações atreladas aos objetos BIM podem variar muito, porque dependem do estágio de desenvolvimento em que se encontra um projeto.

Objetos BIM no desenvolvimento de projeto

Na hora de dar início a um projeto básico, quando ainda não estão definidas as especificações do fabricante, o profissional precisa escolher um componente genérico – acessível para compor a obra. No exemplo da instalação de um ar condicionado Split de 12.000 BTUs, o projetista tem então que inserir um volume, dentro do qual deve caber qualquer Split do mesmo tamanho e capacidade disponível no mercado.

Em seguida, na fase de projeto executivo, é necessário trocar ou inserir os dados do Split que será utilizado, tomando o cuidado de vincular ao objeto informações de modelo, data da construção ou montagem, encarregado pela obra, entre outros dados que permanecerão linkados em um banco de dados chamado de BIM Server e à disposição de todos os usuários da plataforma. “Quando se fala de representação BIM, tratamos de um conjunto de dados associados a um objeto ou a vários objetos”, comenta o arquiteto.

Open Source

Para adquirir um objeto BIM dentro da Biblioteca Nacional, que é pública e gratuita, basta entrar no site da iniciativa, buscar pelos elementos divididos por categorias e subcategorias e realizar o download do item desejado mediante inscrição. No endereço, a plataforma ainda disponibiliza guias, normas e manuais relacionados ao sistema BIM.

Além de baixar os objetos, os profissionais também podem fazer upload de elementos BIM, ou seja, desenvolver um objeto genérico e disponibilizar na Biblioteca Nacional BIM BR. “Isso interessa para o profissional porque aquele objeto vai ficar sendo de autoria dele, embora ele tenha que ceder uma licença Open Source”, esclarece Sergio.

Quer saber mais sobre o assunto? Conheça o Residencial Tangram, um empreendimento desenvolvido com todas as etapas em BIM:

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br

 

Brasil pode reciclar 98% dos resíduos da construção civil, mas só consegue dar conta de 21%

Cerca de 98% do resíduo gerado pela construção civil podem ser reciclados, mas falta de informação e de ações proativas dos municípios fazem com que apenas 21% sejam de fato reaproveitados

“Se todo o resíduo gerado pela indústria da construção civil do país em um único dia fosse reciclado – e 98% dele é reciclável – ele poderia ajudar a construir 2.134 Maracanãs. A informação é da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) e é calculada a partir da estimativa de que são produzidos 520 kg de resíduo por habitante por dia – valor que está em consonância com o índice do Ministério do Meio Ambiente. Porém, de cerca de 290,5 toneladas de entulho gerados diariamente no país, apenas 21% são reciclados.

Ao contrário do que se possa imaginar, os principais responsáveis por isso não são as obras de maior porte. “As grandes obras, feitas por grandes construtoras, sofrem bastante fiscalização por parte dos órgãos públicos e têm políticas de sustentabilidade”, explica o engenheiro ambiental do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) Luiz Guilherme Grein Vieira.

Além disso, essas empresas têm interesse em ter empreendimentos com certificação de sustentabilidade, o que exige medidas para redução dos impactos ambientais da obra e do produto final, como atingir metas de reciclagem de resíduo.

Resíduos da construção civil gerados pelas pequenas obras e descartados da maneira errada é que são o grande problema para a reciclagem. Foto: Bigstock

O problema está, então, no pequeno gerador de entulho. “O pessoal que faz uma reforma no fim de semana, ou que às vezes está construindo uma laje em casa, e que faz isso sem um alvará de construção, sem um engenheiro responsável e, obviamente, com poucos recursos”, aponta Vieira.

Dados do Comitê de Incentivo à Formalização na Construção Civil indicam que aproximadamente 50% das obras no Brasil são irregulares, ou seja, não possuem responsável técnico e/ou possuem trabalhadores sem vínculo empregatício. De acordo com o presidente da Abrecon, Hewerton Bartoli, são essas as obras que produzem entre 60 a 70% dos resíduos da construção civil – o qual tem grande probabilidade de ser descartado de maneira incorreta.

De acordo com os especialistas, um motivo para isso é a falta de educação ambiental dos próprios produtores de entulho. Sem entender o tamanho do problema gerado pelo resíduo da construção civil – e do gasto que os municípios têm para recolher tudo o que é descartado inadequadamente em terrenos pela cidade, eles não dão a devida importância ao descarte correto e à reciclagem desse tipo de lixo. Muitos também não sabem que, ao entregar o resíduo para que um terceiro faça o descarte – um caçambeiro, por exemplo – é preciso que esta empresa seja especializada, esteja cadastrada na prefeitura do município, tenha as licenças ambientais adequadas e apresente um documento declarando qual será destinação dada àquele lixo.

Além disso, falta conhecimento sobre a responsabilidade sobre o entulho gerado: mesmo quando o material é entregue a um terceiro para o descarte, quem responde por ele é o gerador. Se os restos de construção acabarem em um terreno baldio e o responsável pela obra de que veio o lixo for identificado, ele também vai responder por crime ambiental.

É preciso considerar ainda que a informalidade dessas reformas e pequenas construções dificulta qualquer tipo de ação de fiscalização. “Quando não tem alvará fica muito difícil localizar essas obras e fazer a fiscalização”, explica Vieira.

“Foto: Bigstock”

Poder público
Do outro lado desta moeda está o poder público, que deve ser o responsável por combater a desinformação dos cidadãos sobre o descarte e reciclagem de entulho, além de desenvolver programas que incentivem a reciclagem.

“Eu diria que a maioria dos municípios tem uma verba para limpar pontos clandestinos de descarte, onde todo dia vem um caçambeiro jogar lixo. Só que é muito mais caro limpar o entulho assim do que investir em educação ambiental, mostrar que tem outros caminhos”, afirma Bartoli. Para ele, os municípios precisam pensar a gestão do resíduo de construção de forma mais proativa do que reativa.

Isso se configura pela criação de um plano de gestão de resíduos sólidos que inclua os resíduos da construção civil e pense em soluções para pequenos e grandes geradores. Entre elas, estão a criação de ecopontos para descarte do entulho, a adoção de sistemas eletrônicos para a gestão de resíduo na cidade, a implementação de programas de uso de material reciclado nas obras públicas dos municípios. Além disso, as prefeituras devem investir na divulgação de todas essas ações.

*Especial para a Gazeta do Povo”
Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br

Novas modalidades de investimento em imóveis atraem o pequeno poupador

Reza a lenda que os imóveis estão entre os investimentos preferidos no país. “Brasileiro gosta de investir em tijolo”, você já deve ter ouvido algo nesse gênero, não? Apostando nisso, fintechs, as startups de serviços financeiros, têm conquistado pessoas físicas para emprestar dinheiro a construtoras, com a promessa de retornos atrativos. São os chamados investimentos coletivos no setor imobiliário.

O modelo ainda é incomum, mas cresce. Foi inaugurado em 2015 pela Urbe.me, plataforma que concentra o maior volume de captações, pela qual 30 empreendimentos imobiliários captaram R$ 49 milhões até o momento. Desde então, outras fintechs se especializaram nesse tipo de investimento, como a Expeer, a Glebba e a Cap.rate.

Essas empresas são reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou pelo Banco Central (BC), conforme o modelo em que são estruturadas: via “crowdfunding” — espécie de vaquinha virtual, regulada pela CVM — ou “peer to peer” — empréstimo entre pessoas, regulado pelo BC.

Ambos os tipos de plataforma conectam investidores em busca de diversificação de carteiras a incorporadoras que precisam de recursos para financiar seus projetos.

“As fintechs vieram para suprir uma demanda das construtoras: falta dinheiro no caixa para começar as obras. Para muitas empresas, estruturar títulos de dívidas como debêntures e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) custa caro e conseguir financiamento no banco é difícil no início das construções, quando os empreendimentos ainda não foram vendidos.”

As plataformas se difundem diante da perspectiva de que o setor imobiliário vai entrar em um novo ciclo de crescimento. Apesar do desempenho frustrante da economia, os estoques das incorporadoras dão sinais de melhora e os lançamentos vêm sendo retomados, o que leva as empresas a buscar mais recursos.

Do outro lado, em um ambiente de taxa básica de juros, a Selic, na mínima histórica, existe uma demanda de pequenos investidores por investimentos de maior risco, que deem retornos mais altos. Os investimentos coletivos no setor imobiliário são mais uma alternativa de aplicação financeira para quem gosta de investir em imóveis e está disposto a encarar risco para, quem sabe, colher os frutos.

“Queremos democratizar o investimento em imóveis e torná-lo acessível aos pequenos e médios investidores, que não têm grandes fortunas”, diz Danilo Ribeiro, sócio-fundador da Expeer.

Danilo Ribeiro, CEO da Expeer — Foto: Expeer/Divulgação

Danilo Ribeiro, CEO da Expeer — Foto: Expeer/Divulgação

Com a partir de R$ 1.000, é possível investir em condomínios residenciais, empreendimentos comerciais e até bairros planejados. Os retornos podem ser consideravelmente acima da Selic, atualmente em 5,5% ao ano. Os investidores da primeira rodada de crowdfunding imobiliário liquidada no Brasil, no mês passado, pela Urbe.me, tiveram retorno de 18,7% ao ano.

Além do retorno atrativo, o investimento coletivo em imóveis permite ao pequeno investidor participar de um mercado que antes era mais restrito. No formato tradicional de investimento em incorporação imobiliária, o investimento mínimo é alto e o investidor precisa ter uma relação próxima com o incorporador, o que impede que os pequenos participem diretamente desse mercado.

O investimento coletivo em imóveis é diferente de um fundo imobiliário porque, no crowdfunding ou peer to peer imobiliário, o investidor aplica diretamente em um único empreendimento e pode optar por um em seu bairro ou em sua cidade, com o qual se identifica. Já em um fundo imobiliário, um gestor escolhe vários empreendimentos para investir para os cotistas.

Como funciona

O investidor realiza o seu cadastro na plataforma e tem acesso ao portfólio de investimentos. Em seguida, escolhe o empreendimento e faz uma reserva de um investimento no valor desejado.

A oferta fica disponível para investimento por algumas semanas, dependendo da necessidade de capital do incorporador e da disponibilidade de cotas de investimento na plataforma. Cada projeto tem um prazo, normalmente de até 36 meses, e uma expectativa de retorno com base no estudo de viabilidade.

Encerrada a rodada de investimento, o investidor confirma o aporte e realiza a transferência do valor informado na reserva. A partir de então, há dois modelos jurídicos de estruturação dos contratos possíveis.

“No crowdfunding imobiliário, o investidor firma um contrato diretamente com a incorporadora, por meio da plataforma, e passa a ter direito a uma participação sobre as vendas do empreendimento. Quanto maior o valor de vendas dentro do prazo previsto, maior a rentabilidade do investimento — e vice-versa.’

Já no peer to peer imobiliário, o investidor adquire um título de renda fixa emitido por um banco, que paga uma taxa prefixada no momento da aplicação. Esse título é um Certificado de Depósito Bancário (CDB) vinculado a uma dívida do empreendimento com o banco.

Um contrato atrela essa operação às vendas do empreendimento. Ou seja, diferente de um CDB tradicional, quem assume o risco de crédito da operação é a incorporadora, e não o banco.

Algumas fintechs estão migrando do modelo de “crowdfunding” para o modelo de “peer to peer”, porque a CVM não permite que empresas que faturam acima de R$ 10 milhões ao ano captem via “crowdfunding”. A Instrução 588 da CVM, que regulamenta o “crowdfunding” de investimento no Brasil, foi feita pensando na captação de startups, não de gigantes do setor imobiliário.

“Para o investidor final, na prática, há pouca diferença entre o crowdfunding imobiliário e o peer to peer”, explica Francisco Perez, head de investimento da Glebba.

 
Francisco Pérez, head de investimentos da Glebba, fintech de crowdfunding imobiliário — Foto: Ana Carolina Batista Cunha

Francisco Pérez, head de investimentos da Glebba, fintech de crowdfunding imobiliário — Foto: Ana Carolina Batista Cunha

As plataformas cobram uma taxa das incorporadoras por intermediarem a operação. O investidor recebe sua remuneração líquida de tarifas.

Para escolher os investimentos que estarão disponíveis nas plataformas, as fintechs analisam o balanço e o histórico das incorporadoras e a localização e o custo dos projetos. Então, um comitê avalia se o empreendimento será bem vendido e se dará o retorno esperado.

O risco do investimento está ligado à possibilidade de inadimplência da incorporadora. Se a empresa não quitar o empréstimo, porque quebrou ou não vendeu o empreendimento como esperava, o investidor pode ficar no prejuízo. O risco é semelhante ao que se tem ao comprar um imóvel na planta.

As fintechs só colocam nas plataformas os projetos em que acreditam, mas não garantem os rendimentos previstos. Cabe ao investidor analisar os relatórios disponibilizados online e decidir se topa o risco.

“Para facilitar a análise dos investidores, estamos desenvolvendo um sistema de classificação de risco das incorporadoras, baseado em indicadores financeiros”, conta Lucas Obino, sócio-fundador da Urbe.me.

Vale a pena investir?

Não é à toa que os retornos oferecidos são atrativos. É uma forma das incorporadoras compensarem pelo risco da aplicação.

As próprias fintechs deixam claro que não querem que o investidor aloque todo o seu patrimônio nesse tipo de investimento, já que corre o risco de perder tudo. Elas recomendam investir, no máximo, 20% do patrimônio, conforme o perfil de risco do investidor.

Para especialistas em finanças, o investimento pode servir como forma de diversificação da carteira, especialmente para quem é entusiasta de fintechs e de novos investimentos. No entanto, fundos imobiliários podem ser mais atrativos.

“Esse tipo de investimento é mais arriscado do que fundo imobiliário e tem menos liquidez para o investidor sair na hora que quiser”, observa Gustavo Cunha, planejador financeiro e professor de finanças.

Além disso, os fundos imobiliários têm três vantagens competitivas importantes: possibilitam diversificar os empreendimentos investidos, distribuem rendimentos periodicamente aos investidores e são isentos de Imposto de Renda.

No modelo de “crowdfunding” imobiliário, o investimento é considerado um empréstimo para a incorporadora. Assim sendo, o imposto é retido diretamente na fonte, ou seja, o recolhimento do imposto é de responsabilidade da incorporadora.

Já no modelo de “peer to peer” imobiliário, o seu investimento é tributado da mesma maneira que um CDB. Desta forma, a alíquota — que varia de 15% a 22%, conforme o prazo — é descontada diretamente em fonte e incide apenas sobre o ganho de capital.

“Esses novos investimentos em imóveis são para os investidores que aceitam o maior risco de todos e que não estão em busca de renda periódica”, alerta Arthur Vieira de Moraes, especialista em fundos imobiliários e professor de finanças.

Vale lembrar que os fundos imobiliários estão em alta. Eles atingiram a marca de 1 milhão de investidores no 1º semestre deste ano e encontraram um cenário fértil para crescimento. Em um cenário de juros baixos, investidores estão correndo para os imóveis para diversificar sua carteira.

Fonte: https://valorinveste.globo.com

Por Júlia Lewgoy, Valor Investe — São Paulo

Conflitos entre engenharia e suprimentos: como saná-los?

Tecnologia auxilia na interação entre os departamentos, controlando desde a solicitação de compra até a entrega

Engenharia e suprimentos concentram a maior parte das operações relacionadas à obra. A sintonia entre os dois departamentos impulsiona a rotina diária do canteiro. Porém, quando há conflitos, os problemas podem se acumular. A batalha entre as duas áreas está relacionada com prazos e custos. Se o suprimento falha, falta insumo na obra, estoura o orçamento e surgem problemas com fornecedores. Se a engenharia falha, os pedidos chegam incompletos e a compra de insumos e a definição dos fornecedores se complica. Geralmente, a solução para esses problemas passa pela melhoria da comunicação entre os departamentos.

Atualmente, a tecnologia auxilia nessa interação entre engenharia e suprimentos, com a existência de softwares que monitoram a solicitação de compra, a compatibilidade com o orçamento, a quantidade de materiais, a lista de fornecedores, a entrega e o registro das notas fiscais. Para o engenheiro de software, especialista em cadeia de suprimentos da construção civil e CEO do Coteaqui, Alyson Tabosa, esse tipo de ferramenta não é gasto, mas investimento. “O departamento de suprimentos na construção civil tem alto potencial de aumentar a lucratividade de um empreendimento. Consequentemente, o custo dessas ferramentas é facilmente revertido na forma de investimento”, avalia.

Independentemente da tecnologia disponível, o fluxo entre as áreas é fundamental para que exista sintonia fina no andamento da obra. Por isso, o procedimento padrão recomendado é que o engenheiro da obra defina a demanda de materiais necessários no canteiro e indique uma lista de fornecedores confiáveis. Feito isso, ele repassa para um encarregado, que vai registrar o pedido e encaminhar ao departamento de suprimentos, que irá realizar a cotação, verificar preços, definir as condições de pagamento e executar a compra. Em seguida, já na fase de entrega dos materiais, o encarregado deve receber a compra no canteiro de obras, conferir, cadastrar a nota fiscal e usar as ferramentas adequadas para que o financeiro seja comunicado e efetue o pagamento.

Uso de ferramentas adequadas organiza a comunicação entre as áreas e minimiza erros

Para Delton Quadros, que atua na implantação de softwares de controle de suprimentos na construção civil, o uso de ferramentas adequadas organiza a comunicação entre os departamentos e minimiza os erros mais comuns, que são os seguintes: executar pedidos por emails, e que muitas vezes se perdem entre outras mensagens; fazer solicitação de compra por papel, também sujeito a extravio, ou até por aplicativos como WhatsApp, e que corre o risco de se perder entre outras informações. “O uso de uma ferramenta adequada para integrar engenharia e suprimentos, desde que ela faça, de fato, parte do processo, é o melhor caminho”, recomenda.

Para os especialistas, os departamentos de engenharia, suprimentos e financeiro têm objetivos comuns com relação à obra, que é alcançar os resultados projetados. Por isso, todos devem evitar compras urgentes, por duas razões específicas: atrapalha os processos e aumenta o custo final do empreendimento. Para o gestor de negócios imobiliários e da construção civil, André Freitas, uma palavra resume o risco causado por compras urgentes. “Evite”, diz. A prevenção, afirma, deve vir do setor de engenharia, que precisa realizar corretamente a solicitação de materiais. Assim, reduz o risco de faltar insumos na obra e facilita o trabalho das áreas de compra e financeiro. “A sincronia entre esses departamentos representa o sucesso da obra”, define.

Assista aos web seminários

https://www.sienge.com.br/thank-page-reduzindo-os-conflitos-entre-engenharia-e-suprimentos-integrando-as-areas/

https://www.sienge.com.br/thank-page-de-quem-e-a-responsabilidade-saiba-como-fazer-as-equipes-de-suprimentos-e-financeiro-trabalharem-juntas/

Entrevistado
Reportagem com base nos web seminários “Reduzindo os conflitos entre engenharia e suprimentos: integrando as áreas” e “De quem é a responsabilidade? Saiba como fazer as equipes de suprimentos e financeiro trabalharem juntas”

Contato: ciclosiegne@softplan.com.br

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Cresce mercado imobiliário que não depende de governo

Empreendimentos não atrelados ao Minha Casa Minha Vida fecham 1º semestre de 2019 em franco crescimento

Os empreendimentos residenciais que não dependem do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) fecharam o primeiro semestre de 2019 em franco crescimento, em comparação ao mesmo período de 2018. Os lançamentos aumentaram 15,4%, as vendas fecharam positivamente em 12,1% e os estoques caíram 8,7%. É o que mostram os mais recentes dados dos Indicadores Imobiliários Nacionais, levantados pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), e que englobam números de 16 capitais e 9 regiões metropolitanas. “Tudo que depende de dinheiro do governo corre risco. Já os números do mercado imobiliário que não dependem de subsídios aumentaram”, confirma o presidente da CBIC, José Carlos Martins.

As regiões sul, sudeste e centro-oeste puxam a fila no volume de obras, com destaque para Florianópolis-SC, São Paulo-SP, Cuiabá-MT, Distrito Federal-DF e Goiânia-GO.  Entre as regiões norte e nordeste do país, a única que se destaca positivamente é Salvador-BA. “Há uma evidente regionalização do mercado. E as regiões que menos dependem de governo são as que mais conseguem crescer”, afirma Martins. A avaliação é confirmada pelo vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci. “Em todo o país, no primeiro semestre de 2019, foram lançadas 46.200 unidades residenciais, com destaque para o Centro-Oeste, onde os lançamentos cresceram 75% comparativamente ao mesmo período de 2018”, revela.

Em contrapartida, os projetos atrelados ao MCMV, e que ainda são 40% do que é construído no país em termos de habitação residencial, seguem parados. “Esse cenário de dependência do Minha Casa Minha Vida fica mais evidente no norte e nordeste”, frisa Celso Petrucci. Já, para os imóveis que não dependem de financiamentos atrelados ao programa habitacional, o levantamento dos Indicadores Imobiliários Nacionais aponta que a demora para as construtoras desovarem seus estoques vem caindo progressivamente. “No primeiro semestre de 2018, a média para encontrar compradores para os imóveis não-vendidos era de 14,3 meses. No primeiro semestre de 2019, esse número caiu para 11,1 meses”, destaca Petrucci. 

CBIC estima que vendas de unidades residenciais cresçam 15% em 2019

Com base nas projeções, o vice-presidente de Indústria Imobiliária da CBIC assegura que, se o Minha Casa Minha Vida estivesse passando por um período de aquecimento, o mercado imobiliário no Brasil estaria vivendo um período de expansão próximo ou igual a 75%. No entanto, sem o impulso necessário ao programa, a estimativa da CBIC é que as vendas de unidades residenciais fechem 2019 com crescimento perto de 15%. Isso depende de uma recuperação mais uniforme dos mercados das regiões norte e nordeste. Outro empecilho pode ser a falta de recursos do FGTS para bancar a demanda do setor habitacional. “Não tem orçamento suficiente para contratar tudo que o mercado necessita em termos de FGTS”, avisa José Carlos Martins.

Os dados dos Indicadores Imobiliários Nacionais contabilizam números das seguintes capitais e regiões metropolitanas: Manaus-AM, Belém-PA, João Pessoa-PB, Salvador-BA e região, Cuiabá-MT, Distrito Federal-DF, Goiânia-GO e região, Belo Horizonte-MG e região, Rio de Janeiro-RJ e região, São Paulo-SP e região, Curitiba-PR e região, Florianópolis-SC, Porto Alegre-RS e região, Fortaleza-CE e região, Recife-PE e região e Maceió-AL. 

Assista a apresentação dos Indicadores Imobiliários Nacionais

   

Entrevistado
Reportagem com base nos números mostrados pelos Indicadores Imobiliários Nacionais, da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção)

Contato: comunica@cbic.org.br

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br

Isay Weinfeld projeta Minha Casa Minha Vida em São Paulo

Conhecido por desenvolver projetos de alto padrão no Brasil e no exterior, Isay Weinfeld está projetando um edifício de habitação social financiado pelo programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV) pela primeira vez. Localizado na esquina das ruas Marquês de Itu e Amaral Gurgel, de frente para o Elevado Presidente João Goulart, em São Paulo,o Bem Viver Marquês de Itu é uma parceria entre a incorporadora Magik JC e o arquiteto. “O incorporador Andre Czitrom, da Magik JC, me convidou e eu aceitei”, contou Weinfeld à Casa Vogue.

empreendimento, destinado à faixa social conhecida como HIS 2 – famílias com renda de até seis salários mínimos –, se trata de uma solução arquitetônica com 15 pavimentos. “Não há um conceito. Há uma solução arquitetônica resultado de uma equação que combina terreno, entorno, programa, código de obras municipal, normas ABNT, prazo, orçamento e o meu olhar para tudo isso”, explicou o arquiteto.

Em meio ao cinza das construções antigas do centro da cidade, a fachada do prédio em tons azulados se destacará na região. Serão 125 unidades com duas opções de metragens: 25 m² com um dormitório ou 34 m² com dois dormitórios. A planta em “U” oferecerá quatro arranjos internos diferentes, garantindo ventilação natural e vista para a paisagem urbana à todos os apartamentos.

Sobre o desenvolvimento do edifício, Isay Weinfeld, que está concluindo em paralelo seu primeiro projeto residencial em Nova York, enfatizou que precisa seguir uma lista de restrições impostas pelo MCMV: “O programa tem regras muito claras”. O lançamento do imóvel está previsto para fevereiro de 2020.

Fonte: https://casavogue.globo.com

Por Mariane Reghin | Fotos Divulgação

Construção civil entra em nova fase de expansão

O mercado imobiliário está começando a vivenciar uma nova fase de prosperidade. O setor da construção civil foi um dos mais afetados pela recessão. De 2014 a 2018, recuou 27,7%. Mas, recentemente, começou a apresentar números positivos com tendência de crescimento. Neste mês, a Caixa Econômica Federal fez um anúncio que renovou ainda mais as expectativas: a instituição lançou uma linha de financiamento imobiliário atrelado à inflação.

Dessa maneira, a taxa mínima para os imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação e no Sistema Financeiro Imobiliário será de IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais 2,95% ao ano, enquanto a taxa máxima será de IPCA mais 4,95% ao ano. As taxas valem para os novos contratos e entraram em vigor no dia 26 de agosto. Os contratos de financiamento habitacional com atualização pelo indexador IPCA seguirão as seguintes condições: prazo máximo de 30 anos e quota máxima de financiamento de 80%.

As mudanças valem para o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), para imóveis até R$ 1,5 milhão e que permitem o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), e para o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), para aqueles acima desse valor e sem a possibilidade de usar o Fundo.

Antes, os financiamentos eram feitos por uma taxa fixada pela instituição (que variava entre 8,5% e 9,75% ao ano) mais a TR (Taxa Referencial), estabelecida pelo Banco Central, que atualmente está zerada. Com as mudanças, se considerarmos a inflação de 4,95% mais 2,95%, a taxa atingirá a máxima de 7,9%, percentual menor do que era praticado. Outro ponto positivo é que a meta da inflação, divulgada pelo Banco Central desde 2018, vem reduzindo, passando de 4,5% a.a., para 3,5% a.a., em 2022.

Essas mudanças são importantes para aquecer o mercado e gerar novas opções de funding para o setor imobiliário. Além disso, ao vincular os contratos à inflação, o governo e a Caixa Econômica terão melhores condições para a securitização de recebíveis. Em um futuro próximo, o mercado imobiliário poderá atrair mais recursos para o financiamento, aumentar a concorrência entre bancos e consolidar um mercado secundário atuante que possa suprir o funding necessário para seu crescimento. Já o consumidor final deverá pagar menos de prestação.

O setor da construção civil é um dos principais braços da economia brasileira e possui um papel estratégico do ponto de vista socioeconômico. De acordo com o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Construção Civil impulsionou os investimentos e fez o PIB crescer no segundo trimestre de 2019. O setor apresentou alta de 1,9% de abril a junho em relação ao trimestre anterior. Nesse mesmo período, a economia nacional cresceu 0,4%, retirando o País de uma recessão técnica.

O grande destaque do PIB no segundo trimestre foi o crescimento de 3,2% do investimento, depois de registrar queda por dois trimestres consecutivos. O incremento de 11,8% nos lançamentos imobiliários no País, nessa mesma base de comparação, pode ter contribuído para esse resultado. Conforme o estudo “Indicadores Imobiliários Nacionais”, divulgado pela Comissão da Indústria Imobiliária da Cbic, no segundo trimestre de 2018 os lançamentos totalizaram 27.381 unidades, enquanto, no mesmo período deste ano, foram 30.607.

Dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) dão conta de que o crédito imobiliário voltou a crescer no Brasil. Em 31 de julho de 2014, foram financiadas 39,9 mil unidades. No mesmo período de 2019 foram 24,9 mil unidades, o que representa um crescimento de 24% no número de imóveis financiados sobre julho de 2018 (23,4 mil) e de 36% no volume de crédito concedido.

Apesar das várias críticas ao governo federal, economicamente o País está começando a ficar mais maduro. Citando o cientista social e jornalista Vinicius Torres Freire: “A economia brasileira é como um caranguejo”.

Está atolada na lama, com várias crises e quedas frequentes do seu PIB. Só que, de 2017 para cá, o caranguejo não está mais cavando o buraco. Pelo contrário, ele está andando de lado e, o mais importante, está mudando a carapaça, sua cor e textura. Ou seja, estamos com um ambiente mais favorável para empreender (Lei da Liberdade Econômica – MP 881/19), melhores taxas de juros e uma inflação cada vez mais controlada em médio e longo prazos.

Apesar de ainda indicarem um ritmo muito lento, os dados recentes do PIB trazem um alento e reforçam as expectativas mais positivas para o segundo semestre do ano. As sinalizações dos novos gestores da economia nacional alimentam um clima menos pessimista entre investidores e consumidores.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br

Desde estreia, 20% de financiamentos da Caixa foram pelo IPCA, diz Tecnisa

Caixa: banco lançou modelo de financiamento de imóveis baseado na inflação (Pilar Olivares/Reuters)

Para o CEO da empresa de mercado imobiliário, linha de crédito atualizada pela inflação é a melhor opção de compra de imóveis para população de baixa renda

Pouco menos de um mês após seu lançamento, a linha de crédito imobiliário atualizada pela inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), já corresponde a 20% dos financiamentos realizados pela Caixa, disse Joseph Meyer Nigri, CEO da Tecnisa, em entrevista exclusiva ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. “A demanda está muito boa e temos grande expectativa. Para a baixa renda é muito boa esta linha”, disse Nigri, acrescentando que, em meio à economia brasileira praticamente estável, “o mercado imobiliário está indo muito bem”.

A linha de crédito atualizada pela inflação vale para imóveis residenciais enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e no Sistema Financeiro Imobiliários (SFI).

Para ele, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deverá crescer 0,8% neste ano. “Estamos vendo confiança do consumidor, os bancos estão dando crédito, as taxas estão caindo e o desemprego diminuindo”, apontou.

Sem abrir projeções para este ano ou guidance para 2020, Nigri estima que as vendas da Tecnisa neste ano cresçam “um pouco mais do que as do ano passado”, enquanto os lançamentos ficarão estáveis. “Tivemos dois no primeiro semestre e teremos apenas mais um neste segundo semestre. Já para o ano que vem, temos caixa e estrutura para realizarmos lançamentos no valor de R$ 1 bilhão”.

Fonte: https://exame.abril.com.br

Confira os resultados do financiamento imobiliário no primeiro semestre

De acordo com dados da Abecip, crédito imobiliário cresce 33,3% entre os primeiros semestres de 2018 e de 2019
Créditos: Shutterstock

Resultados do mercado imobiliário são significativos para o segmento

mercado imobiliário tem obtido ótimos resultados em 2019. É o que aponta o relatório publicado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). De acordo com dados da associação, em junho, os financiamentos imobiliários destinados à aquisição e construção de imóveis com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 6,06 bilhões e superaram em

10,4% o volume de junho de 2018, mas caíram 8% em relação a maio. Quando comparado com junho de 2018, os financiamentos somaram R$ 33,7 bilhões, o que representa 33,3% a mais do que montante registrado no mesmo período.

Entre julho de 2018 e junho de 2019, no acumulado dos 12 meses, os empréstimos de R$ 65,82 bilhões com recursos do SBPE registraram alta de 37,5% em relação ao levantado nos 12 meses anteriores.

Com relação aos imóveis, foram financiadas, nas modalidades de aquisição e construção, 22,3 mil unidades em junho de 2019, resultado 2,3% inferior ao de maio, mas superior em 13,4% ao de junho de 2018. Ainda, de acordo com os dados publicados pela Abecip, no primeiro semestre de 2019, os recursos do SBPE propiciaram a aquisição e a construção de 129,2 mil imóveis, alta de 30,7% em relação a igual período de 2018.

expectativa da Abecip é de que os financiamentos imobiliários continuem registrando evolução ao longo de 2019. Nos últimos 12 meses, considerando até junho de 2019, foram financiadas 258,7 mil unidades, aumento de 34,8% comparativamente aos 12 meses anteriores, quando 191,9 mil unidades receberam financiamento bancário.

Com relação à poupança, em junho de 2019, a captação líquida das cadernetas de poupança do SBPE foi positiva em R$ 2,77 bilhões. Dessa forma, a Poupança SBPE encerrou junho com saldo de R$ 620,8 bilhões, alta de 7,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o relatório da Abecip, a elevação foi assegurada pelo crédito de rendimentos no período. Mesmo com este resultado, no primeiro semestre de 2019, a captação líquida ficou negativa em R$ 11,2 bilhões.

Check list: Como está o financiamento imobiliário?

  • Financiamentos de unidades: encerrou o mês de junho com alta de 30,7% quando comparados ao mesmo período do ano passado*;
  • Valores dos financiamentos: terminou junho com alta de 33,3% quando comparados ao mesmo período do ano passado*;
  • Captação líquida da poupança (SBPE): fechou junho com alta de 7,1% quando comparada ao mesmo período do ano passado*.

*Entende-se como mesmo período do ano passado a comparação entre o primeiro semestre de 2018 com o primeiro semestre de 2019

Minha Casa, Minha Vida: impulsiona mercado imobiliário

No dia 7 de agosto, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) anunciou o repasse de R$ 239 milhões já liberados do Orçamento Geral da União (OGU) para a pasta. Dentro deste montante, de acordo com informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), deverão ser disponibilizados, aproximadamente, R$ 160 milhões para o programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal.

Minha Casa, Minha Vida é um importante programa para a construção civil brasileira e tem proporcionado a aquisição de unidades imobiliárias com custos mais baixos para a população de baixa renda. Dividido em 4 faixas: faixa 1; faixa 1,5; faixa 2; e faixa 3; o programa também é responsável por impulsionar a cadeia da construção civil e movimentar a economia, tendo em vista que recebe recursos financeiros para a compra de materiais e pagamento de mão-de-obra.

Fonte: https://www.mapadaobra.com.br