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Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados

Tijolo é feito inteiramente de materiais reciclados, e pode ser usado na construção de diversos espaços

 
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)

A companhia indiana Rhino Machines, que produz equipamentos para construção civil, desenvolveu um tijolo sustentável feito inteiramente de materiais reciclados e resíduos industriais. Chamado de “Silica Plastic Block” (SPB), o tijolo tem 80% de sua composição feita de areia de fundição e os outros 20% de resíduos plásticos. Enquanto a poluição causada pelo plástico já é relativamente conhecida pelo público, os impactos ambientais da areia de fundição não são tão discutidos, mas também representam um problema para o meio ambiente. Por isso, a empresa afirma que focou em utilizar estes dois resíduos para produzir o “tijolo do desperdício zero”, como chamam o projeto. No Brasil e no mundo, outras iniciativas sustentáveis para a construção civil também estão em andamento. Entenda:

Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)

Não foi fácil: nos primeiros testes, a empresa precisou usar uma grande quantidade de água, solo fértil e cimento para chegar a um material resistente o suficiente para ser utilizado na construção. Ou seja, no final das contas, o consumo de recursos naturais e a produção de CO2 (no caso do cimento) necessários ainda geravam um impacto ambiental negativo, e que não compensava. No entanto, após mais análises, os pesquisadores perceberam que o uso de plástico junto à areia de fundição eliminava a necessidade do uso de água, e representava uma economia muito maior de recursos naturais.

Sabe o que mais? Além de sustentáveis, eles são cerca de 2,5 vezes mais resistentes do que os tijolos tradicionais de argila. Ao longo do desenvolvimento do projeto, os pesquisadores procuraram diversas empresas, hospitais e organizações sociais para coleta dos resíduos produzidos, de modo que possam ser utilizados para fabricação dos tijolos. Estes, por sua vez, podem ser usados tanto para pavimentação quanto para construir paredes e espaços como banheiros, campus escolares, clínicas de saúde, etc. Segundo a empresa, já foram coletadas seis toneladas de resíduos plásticos e dezesseis toneladas de areia de fundição para serem reciclados.

Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)
Empresa indiana cria tijolo para construção a partir de plástico e areia reciclados (Foto: Divulgação)

Parede feita com o tijolo sustentável 

Existem diversas pesquisas no mundo e no País para tornar os materiais da construção civil mais sustentáveis. A criação da Rhino Machines se relaciona também a diversas iniciativas em custo que buscam tornar o concreto mais sustentável. Assim como os tijolos, o concreto é feito a partir de uma mistura de materiais agregados (como brita) e cimento, que dá resistência ao material para que possa ser usado em construções. No entanto, a produção de cimento emite muito CO2 na atmosfera. Pesquisas em andamento buscam formas de tornar o concreto mais sustentável, substituindo os agregados por resíduos reciclados da construção civil, como a areia de fundição. Já uma outra linha de pesquisa investiga como diminuir o uso do cimento no material e na construção civil, para diminuir as emissões de CO2 na atmosfera. Você pode ler mais sobre as pesquisas na área desenvolvidas pelo Brasil aqui

Fonte: https://casavogue.globo.com/

Luiza Queiroz | Fotos: Divulgação

Trinta anos depois, Exército volta a construir ferrovias

Desde 1990, quando participou das obras da Ferroeste, engenharia militar não atuava em linhas de trem

A entrada do Exército brasileiro em um trecho da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) marca o reencontro da engenharia militar com obras para o tráfego de trens, após 30 anos. Desde 1990, quando participou da construção da Ferroeste, no Paraná, o Exército não atuava em projetos ferroviários. “A mesma competência que tivemos com a participação do Exército nas obras da BR-163 estamos trazendo para a Ferrovia Oeste-Leste”, comemora o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

A participação da engenharia militar será no trecho entre Bom Jesus da Lapa e São Desidério, ambos municípios baianos. O comando das obras estará a cargo do 4º Batalhão de Engenharia de Construção (4º BEC), de Barreiras-BA, e do 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari-MG. Segundo o ministro, a entrada do Exército busca dar agilidade à obra, a fim de que seu cronograma seja cumprido. “Planejamos trazer o Exército para dar impulso à FIOL e poder finalizá-la até 2022”, afirma.

FIOL está dividida em 3 trechos. O 1º será concedido à iniciativa privada, através de concessão a ser definida até o final de 2020; o 2º está em construção e percorrerá 485,4 quilômetros, com execução liderada pela Valec e investimento de 3 bilhões de reais, e o 3º ligará a FIOL à ferrovia Norte-Sul, no Tocantins. O corredor ferroviário, que está com 39% de suas obras concluídas, é estratégico para escoar a produção agrícola, alcooleira e mineral das regiões nordeste e norte do país para os portos de Ilhéus, na Bahia, e Itaqui, no Maranhão. 

O projeto da FIOL prevê 1.527 quilômetros de extensão. Seu traçado passará por 64 municípios, dos quais 46 somente na Bahia. A construção da ferrovia exigiu que fosse montada em São Desidério-BA uma fábrica para a produção de dormentes de concreto protendido. Por se tratar de uma ferrovia exclusivamente para o transporte de carga, exige-se que o espaçamento entre os dormentes seja de 62,5 centímetros, ou seja, a cada quilômetro a ferrovia consome 1.600 dormentes.

Plano do governo federal é investir 30 bilhões de reais em ferrovias

De acordo com o ministério da Infraestrutura, o plano é investir 30 bilhões de reais em ferrovias, atraindo principalmente o setor privado. O primeiro contrato de concessão foi assinado em 2019, e envolve a Ferrovia Norte-Sul, no trecho entre Porto Nacional-TO e Estrela D’Oeste-SP. Em 2020, além da FIOL, está prevista também a concessão da Ferrogrão, projeto com origem em Cuiabá-MT e término em Santarém-PA. O objetivo é aumentar a malha ferroviária, que segundo estudo da Fundação Dom Cabral, responde por apenas 5,4% do escoamento da produção do país.

Independentemente dos trechos a serem colocados para concessão, a engenharia militar tende a ser parceira em várias das obras futuras. Recentemente, o governo do Paraná e o Exército abriram negociações para atuar na construção do ramal ferroviário entre Cascavel-PR e Foz do Iguaçu-PR, que vai unir a Ferroeste à futura Nova Ferrovia – obra com 1.370 quilômetros, entre o porto de Paranaguá e Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Esse projeto também tem o interesse do grupo RZD International, que opera no sistema ferroviário da Rússia.

Confira o mapa ferroviário do Brasil (amplie imagem para ver detalhadamente)
mapa_ferroviario

Assista ao vídeo das obras da FIOL

Entrevistado
Ministério da Infraestrutura (via assessoria de imprensa)

Contato
aescom@infraestrutura.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/ 

Construção civil será modelo na volta ao trabalho

Na pandemia, setor opera com 93% da capacidade produtiva, atuando com proteção, testes e monitoramento

O ministro da Economia, Paulo Guedes, juntamente com outros ministérios do governo federal, está definindo protocolos para que todos os setores produtivos do país possam voltar às atividades normais quando a curva de contaminação por Coronavírus decrescer. Segundo ele, o modelo a ser seguido será o da construção civil, considerada essencial para a economia do país e que não paralisou durante a pandemia. 

A construção civil soube se proteger, diz Guedes, citando que o setor opera com 93% da capacidade produtiva. Atualmente, segundo levantamento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão com todas as obras em andamento, assim como Amapá e Amazonas, na região norte. Já no nordeste, as construtoras de Pernambuco estão apenas com obras públicas em andamento. 

Ainda na região nordeste, a Paraíba está dividida. Em João Pessoa e na região metropolitana, as obras estão paralisadas, mas no interior operam normalmente. Os únicos estados em que as obras estão totalmente paradas são Piauí e Sergipe. Por outro lado, Alagoas, Rio Grande do Norte e Maranhão operam com 100% na construção civil, enquanto Bahia e Ceará retomaram as atividades no começo de junho.    

Segundo o ministro da Economia, ao saber controlar o ritmo de operação dos canteiros de obras, a construção civil teve uma taxa de contaminação baixíssima na comparação ao volume de trabalhadores envolvidos. “O setor soube proteger, testar, monitorar e tratar, reduzindo drasticamente os contágios”, afirma. Desde o início da epidemia no Brasil, 10 trabalhadores da construção morreram em função da COVID-19, em um universo de 2 milhões de pessoas que atuam com carteira assinada, e diretamente no segmento.

Segurança no trabalho é lei dentro da construção civil bem antes da COVID-19

Sobre os protocolos que estão em análise no governo federal, o ministro Paulo Guedes defende que o retorno seguro ao trabalho seja segmentado. “Não vai ser todo mundo ao mesmo tempo. Será por unidades geográficas. Nas regiões com maior densidade demográfica, o risco de contágio é maior. Então tudo isso vai ser examinado, com base em relatórios. Quando a saúde permitir, e der o sinal de que está na hora de avançar, avançaremos”, diz.

A presidente da comissão de responsabilidade social da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ana Cláudia Gomes, revela porque o setor serve de modelo para que o governo federal defina protocolos. “As entidades de classe da construção civil e as empresas estão indo além das medidas protetivas e sanitárias estabelecidas. Elas se preocupam também com o trabalhador no trajeto de volta ao lar e com ele no contato com sua família”, revela.

Vale lembrar que bem antes da pandemia se instalar no Brasil, a segurança no trabalho é lei dentro da construção civil. A presença de trabalhadores no canteiro só é permitida mediante o uso adequado de equipamentos individuais de proteção (EPIs). Por isso, objetos como máscara, luvas, óculos de segurança e capacete não são novidades para quem atua em obras. É o que permite ao trabalhador do setor sair na frente no que se refere à proteção contra a COVID-19.

Entrevistado
Ministério da Economia (via assessoria de imprensa)

Contato
imprensa@economia.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: https://www.cimentoitambe.com.br/

Quais mudanças no perfil dos lançamentos de imóveis a pandemia pode trazer

De melhor estrutura para home office a procura por bairros mais distantes do Centro, mercado imobiliário pode ser impactado por novas tendências

 

A pandemia do novo coronavírus mudou a forma como as pessoas trabalham e moram. O home office, para cumprir as medidas de isolamento social, transformou as residências em escritórios adaptados, e essa realidade pode mudar o perfil de imóveis oferecidos pelo mercado imobiliário depois que o cenário se normalizar.

O estudo Covid-19: Impactos e desafios para o mercado imobiliário, realizado pela Brain Inteligência Estratégica, aponta que já há mudanças em curso e 18% dos clientes estão pensando em mudar o tipo de imóvel depois da quarentena. Quesitos como ter uma varanda e um espaço maior já estão na lista de preferências.

Apesar de ainda ser cedo para definir quais mudanças acontecerão no perfil de imóveis, Matheus Fabrício, Diretor Executivo da Lopes Consultoria de Imóveis, afirma que há uma tendência de que os imóveis pequenos não sejam mais preferência.

Troca de demanda

Em São Paulo, por exemplo, onde imóveis compactos de 40m², 30m² e até 14m² estão por toda a parte, faltou espaço para o home office de muita gente. Outra questão desse tipo de moradia são as áreas  compartilhadas. “Essas residências podem não ser mais a primeira opção porque muitas pessoas querem evitar de dividir espaços neste momento de distanciamento social”, avalia.

Nos últimos meses, o site da Lopes registrou um aumento de 63% nas buscas por casas de campo e no litoral no período de quarentena. “Vimos uma alta impressionante de acessos procurando imóveis maiores em cidades próximas às capitais”, diz o executivo.

Para ele, esse dado pode ser interpretado pelo desejo coletivo de sair de grandes cidades durante a pandemia, mas também pela intenção de comprar o segundo imóvel em outras regiões. “As pessoas estão percebendo que conseguem ser produtivas mesmo longe dos escritórios. Esse pode ser o legado da pandemia e os imóveis maiores ganham destaque nessa mudança de mindset”, diz Matheus.

Outra frente que pode gerar mudanças no mercado imobiliário é a necessidade de infraestrutura dos imóveis. “Não importa se é uma casa na praia, no campo ou na cidade, as pessoas precisam de estrutura e conforto para ficar no imóvel, como internet de alta qualidade, por exemplo”, afirma o diretor.

Arquitetura

Ele reitera que ainda é cedo para traçar o novo perfil dos imóveis pós-pandemia, mas acredita que é provável que haja mudanças nas configurações de plantas de lançamentos futuros. Uma delas pode ser  a inclusão de escritórios particulares ocupando os espaços das antigas dependências de serviço.

Além disso, a arquitetura deve se preocupar mais com a incidência de luminosidade natural nos lares e áreas de contato com o mundo exterior, como varandas, sacadas e jardins. 

“É importante lembrar que essa mudança de status de tamanho e padrão das casas envolve custos”, diz Matheus, ponderando sobre o momento de crise econômica.

De olho nos refúgios

O fato é que para quem possui renda, fazer um upgrade para imóveis maiores é uma solução para ter mais conforto e qualidade de vida nas grandes cidades. Neste contexto, as casas de campo também podem ser refúgios interessantes para as famílias de classe alta.

Para se ter uma ideia desse desejo, o site da Lopes registrou um aumento de 63% nas buscas por casas de campo no período de quarentena.

Enquanto todo o mundo passa por uma adaptação, os analistas continuarão acompanhando de perto como ele pode interferir no mercado de imóveis.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/

Fábrica da Ford é vendida a R$ 550 milhões e deve virar centro logístico

Segundo site InfoMoney, negócio foi fechado com construtora e prevê manutenção de parte da fábrica. Empresa admite negociação, mas não a consumação da venda

Fábrica da Ford tinha 2.700 funcionários Acervo/Quatro Rodas

Desde que a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo encerrou suas atividades em outubro de 2019, muito se especulou sobre qual seria seu destino. Pois, passados oito meses, a história parece próxima de um desfecho.

Segundo o site InfoMoney, o terreno de 1 milhão de metros quadrados, sendo 500 mil m2 apenas de fábrica, foi arrebatado pela construtora paulista São José numa transação que gira em torno de R$ 550 milhões.

Ainda de acordo com a publicação, a São José estaria disputando o negócio com outras três empresas do mercado imobiliário. Ou seja: já não havia mais fabricantes automotivas com interesse pela propriedade. 

Apesar de a construtora ser reconhecida por empreendimentos de alto padrão, um dos sócios da companhia, Mauro Cunha Silvestri, afirmou em declaração ao site de economia que a ideia é aproveitar o lote para o setor logístico.

Fábrica encerrou sua produção oficialmente em outubro de 2019 Divulgação/Ford

Também segundo o executivo, há a possibilidade de que a construtora negocie um pedaço do terreno com outra fabricante de automóveis para aproveitar parte da estrutura remanescente.

QUATRO RODAS entrou em contato com a construtora São José na tarde desta terça-feira (16) para confirmar a transação, mas foi informada que nenhum dos sócios estava no escritório para dar entrevista.

No final de 2019, o interesse do grupo Caoa na compra da fábrica chegou a ser confirmado em evento oficial com o governador do estado de São Paulo, João Dória (PSDB).

Porém, a negociação perdeu força até a desistência oficial por parte do grupo, em janeiro deste ano. Outro interessado foi o grupo chinês de veículos elétricos BYD, negócio que aparentemente também não se concretizou.

Procurada, a Ford se manifestou por meio de nota confirmando a construtora São José como potencial compradora do terreno no ABC paulista, mas ainda sem confirmar o negócio.

Confira a íntegra da nota da Ford enviada a QUATRO RODAS:

“A Construtora São José é um dos potenciais compradores, porém, não temos nada para anunciar no momento. Forneceremos informações adicionais quando avançarmos para uma decisão final sobre a venda da planta de São Bernardo do Campo.”

Também procuramos o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que em nota assinada por Wagner Santana, presidente da entidade, afirmou que ainda não houve qualquer comunicação da Ford sobre o negócio.

Santana ainda cobrou que a montadora honre um acordo feito com o Sindicato e informe o destino da planta de São Bernardo do Campo, tão logo o desfecho seja selado.

Confira o posicionamento na íntegra:

“A Ford havia se comprometido a informar o Sindicato em relação ao destino desta planta. Até este momento, nenhum contato foi feito pela direção da Ford com o Sindicato depois da última posição. O Sindicato espera que a Ford cumpra seu compromisso e não repita o que aconteceu em fevereiro do ano passado em relação ao fechamento da fábrica”.

Fonte: https://quatrorodas.abril.com.br/

Os desejos do cliente do novo normal, no mercado imobiliário

Maior utilização da cozinha, busca por espaços destinados ao home office e inclinação por imóveis maiores: características do consumidor pós-Covid começam a se revelar

Foto: Getty Images
 

Pesquisa inédita que ouviu mais de 1,4 mil pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro mostra tendências valiosas sobre o consumo no Brasil num contexto pós-covid. O trabalho, realizado pela Loft, ouviu consumidores e corretores de imóveis no final de maio passado, período em que hábitos do “ novo normal” já vinham se sedimentando no coração e mentes de todos nós.

Um primeiro achado claro: as pessoas estão conferindo maior valor aos seus lares. Todos nós estamos passando e vamos passar mais tempo em nossas casas, a partir deste novo contexto. Sinal disso é o desejo manifestado pelos entrevistados por mais espaço. De acordo com a pesquisa, para 45% dos ouvidos, o período de isolamento social desperta o interesse por apartamentos maiores.

Há outros achados interessantes. O possível aumento do metro quadrado acompanha o desejo por uma área reservada ao trabalho remoto (70%). Além de profissionais virtuais, o momento pós-pandemia trará novos chefs, profissionais ou amadores: 46% estão utilizando mais a cozinha e reconhecendo o valor desse espaço na vida diária. O resultado é superior à expectativa dos respondentes pela utilização intensa nos próximos meses de serviços de entrega de alimentação (22%).

O cliente do pós-Covid investe na cozinha e pensa em fazer o mesmo com os outros espaços: quase ⅓ considera realizar pequenas reformas no lar (32%), o que abre uma série de novas demandas de decoração e aperfeiçoamento de espaços anteriores que não existiam no “antigo normal”.

Paralelamente, há também uma valorização dos bairros e da atividade local. Com as medidas de isolamento social, 43% está priorizando os serviços de produtores e comerciantes da vizinhança.

Loft

E, ainda, um sentimento de que as melhores oportunidades estão por vir. Tanto que 52% confiam na redução de preço dos imóveis no curto/médio prazos:

Loft

Olhando para os dados obtidos pela Loft, a nova jornada do consumidor no pós-Covid trouxe alguns aprendizados que servem para todo o universo empreendedor:

O home office deixou de ser tendência para ser realidade – Antes permanecíamos uma fração dos dias em nossas casas. A partir de agora, os lares serão uma extensão da nossa vida social e profissional, com maior integração que gera, também, novas necessidades de separação destes dois mundos, inclusive física, dentro das casas.

Novas experiências digitais são essenciais, mas interações físicas ainda são muito bem vindas – A utilização crescente da cozinha revela que há espaço para explorar business que considerem a interação presencial, contanto que atendam a um objetivo de socialização dentro de ambientes controlados e confortáveis.

Tem espaço para conveniência e para a excelência – os novos hábitos que vem se revelando neste novo contexto pós-pandemia abrem espaço não só para serviços rápidos de conveniência, mas também para o consumo de bens sofisticados e prazerosos, como os ligados à cozinha. No novo normal, as pessoas vão necessitar ainda mais de atividades de relaxamento. Não somos máquinas.

Corretores – A pesquisa aponta também que os profissionais do mercado imobiliário estão otimistas com os rumos do mercado neste ano (77%). Com os novos desafios, 58% afirmam que aprenderam uma maneira nova de trabalhar – geralmente associada à praticidade e velocidade da realização dos negócios, resultante do aumento dos hábitos digitais dos clientes durante a pandemia – e 44% já notam mudanças nos desejos dos seus clientes para os imóveis.

Loft

Eles apontam que a jornada está mais digitalizada e a relação com clientes mais próxima: “O cliente quer ver fotos, acomodações, detalhes antes de ir conhecer o imóvel. Isso proporciona uma seleção muito boa para visitas. A facilidade é enorme”, disse um dos corretores entrevistados.

A crise da covid provoca avanços no segmento da automação e desburocratização que levariam anos para acontecer. Hoje é possível comprar e vender ou reformar um imóvel sem sair da tela do seu computador. A escritura digital é uma realidade que se revela concluída em 15 minutos. Acredito que este seja apenas um exemplo do que se descortinará como avanços e facilitação para resolver novas demandas nestes novos tempos.

A necessidade de aumento da segurança sanitária de todos – prioridade máxima sempre – provavelmente ainda vai ser uma barreira para muitos negócios. É preciso virar rápido a chave para o “lado cheio do copo”. Novos hábitos, a médio prazo, significam novos business. A observação distanciada da História mostra que mudanças tão grandes como as que vivemos hoje são grávidas de oportunidades.

Fonte: https://valorinveste.globo.com/

Vale a pena comprar um imóvel durante a pandemia?

Foto: Getty Images
 

O preço médio dos imóveis residenciais subiu 0,23% em maio, na comparação com o mês anterior, segundo o índice FipeZap – que acompanha a variação em 50 cidades do país. Os descontos na compra de imóveis também estão estáveis, então não acredite no senso comum: comprar a casa própria não está mais fácil durante a pandemia do novo coronavírus.

Para Luiz França, presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), não há uma queda de preços pois o custo de construção não deixa muita margem na venda dos incorporadores. Outro ponto é que existe uma demanda reprimida e um déficit habitacional grande, principalmente na baixa renda, que mantém as vendas. 

“Temos dois mercados distintos. No de baixa renda, a demanda é tão grande que, mesmo com parte da população sem salário, só 20% deles consegue manter aquecido o mercado. Na outra ponta, as vendas de imóveis para média e alta renda estão enfraquecidas”, conta. No segundo tipo de imóvel, não há padronização nas plantas, as pessoas querem visitar e também podem esperar um pouco para comprar porque normalmente já têm um local agradável para morar. 

Os preços vão baixar?

O segmento de média e alta renda pode encontrar bons descontos se a quarentena continuar, diz o professor de finanças do Insper, Ricardo Rocha. “É mais provável que aconteça em imóveis usados, onde os vendedores podem estar com a saúde financeira apertada diante da crise”. Neste caso, vale a pena esperar um pouco mais para comprar o imóvel, principalmente se o interessado tiver dinheiro à vista. 

Para casas e apartamento novos, barganhas devem acontecer, como ocorreram na crise de 2016 e 2017. “Uma incorporadora não consegue sobreviver se der desconto em todas as unidades de um edifício, mas quem tiver dinheiro agora poderá fazer uma proposta e se surpreender”, afirma França. 

Crise nas incorporadoras

As incorporadoras passam por um período de incerteza e de escassez de dinheiro em caixa. Somente na cidade de São Paulo, os empreendimentos que deixaram de ser lançados desde 15 de março somam R$ 3,8 bilhões, segundo dados do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). 

“Os meses de abril, maio e junho com certeza derrubarão todas as expectativas positivas que o setor tinha. Pode surgir daí oportunidade para quem quer comprar”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, ao concordar com o colega que representa as incorporadoras. 

Se a ideia é financiar, o momento também não precisa ser desperdiçado. Com a Selic nos níveis atuais, os bancos têm oferecido taxas de financiamento abaixo de 8% ao ano em média, o que nunca ocorreu. “É importante aqui que o consumidor tenha segurança do seu fluxo de renda, manutenção do seu emprego, por exemplo”, afirma Cristiane Portella, presidente da Abecip — entidade que representa os bancos e empresas de crédito imobiliário e poupança .

Ela explica que a captação líquida das cadernetas de poupança atingiu R$ 30 bilhões em maio, estabelecendo novo recorde mensal na série histórica iniciada em julho de 1994, o que garante recurso para os bancos fazerem empréstimos os deixa mais flexíveis. 

Por fim, o professor Rocha lembra que o interessado no imóvel, porém, não deve comprometer mais de 20% da sua renda com a prestação do bem. “De outra forma, poderá não conseguir pagar.” 

Fonte: https://br.financas.yahoo.com/

Saiba como será o mercado imobiliário do Brasil no pós-pandemia

A demanda foi reprimida, mas continua latente. Assim que a economia voltar a funcionar, os negócios vão aumentar exponencialmente

A primeira morte registrada em função do novo coronavírus no Brasil aconteceu dia 23 de janeiro de 2020, em Minas Gerais. A segunda, em 26 de fevereiro, em São Paulo. Em 11 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia.

Em 17 de março, entramos em isolamento social. Mas, até 3 de junho, não havia como saber se já atingimos ou não o pico do contágio. Por isso, qualquer previsão de retorno à normalidade é mera conjectura.

Todavia, ainda que só retornemos ao pleno trabalho em 2021, as perspectivas para o mercado imobiliário são otimistas. O crescimento previsto para 2020, de mais de 20% em relação a 2019, foi estancado, mas não anulado.

Houve, na verdade, um adiamento. A demanda foi reprimida, mas continua latente. Assim que a economia voltar a funcionar, essa demanda explode. Só precisamos de boas condições macroeconômicas. Mas isso nós temos.

O Brasil é um país de dimensões continentais, com mais de 8,515 milhões de km² de território, classificado como a oitava economia global, com 2,93% do PIB mundial, entre 193 países soberanos, e cerca de 212 milhões de habitantes.

Temos um agronegócio poderoso, que produz quatro vezes o que consumimos. Estamos em segundo lugar no mundo em volume de alimentos exportados para 180 países, abaixo apenas dos EUA.

De fato, a pandemia provocou reviravolta na economia mundial, e também no Brasil. A queda do nosso PIB em 2020 está estimada em cerca de 5%, podendo ser maior, já que no mundo a queda média poderá chegar a 9%. Mas isso não nos assusta.

Conhecemos a garra e a disposição do povo brasileiro para vencer obstáculos. Aliás, esse é o nosso maior patrimônio. Capacidade para desenvolver novas ideias, novas tecnologias, novas formas de trabalho e novas percepções não nos falta.

A crise pandêmica é realmente diferente, inédita. Mas somos experts na superação de crises. Além do réis, moeda herdada de Portugal, desde 1942, com a implantação do cruzeiro, até 1994, com o real, tivemos oito moedas diferentes.

São elas: cruzeiro, cruzeiro novo, cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real e real, e ainda a URV, moeda de transição para o real. Em 1987, com a queda do Plano Cruzado, chegamos a registrar inflação de 80% ao mês.

Hoje, temos uma demanda reprimida por imóveis. Ou seja, muitos deixaram de comprar por causa do isolamento social, não porque não podem.

Mas, assim como em 2005 (início do nosso boom imobiliário), quando veio à luz a grande demanda reprimida por falta de financiamentos, também será em 2021. Passada a pandemia, muitos voltarão a comprar. Os bancos afirmam que teremos financiamentos para todas as classes sociais.

O governo federal tem feito sua parte. Programas de apoio a grandes, médias e pequenas empresas e aos trabalhadores e profissionais autônomos já somam mais de R$ 700 bilhões.

Por outro lado, nunca na nossa história tivemos juros oficiais (Selic) de 3% ao ano, nem inflação tão baixa, na casa dos 2,2% ao ano. Hoje temos, inclusive, financiamento habitacional a juros fixos por até 30 anos. Só precisamos de trabalho e fé. Mas isso não nos falta.

Fonte: https://www.metropoles.com/

  • João Teodoro da Silva é presidente do Sistema Cofeci-Creci

“Construções sustentáveis: a importância das ideias que preservam o meio ambiente”

“O Brasil é o quarto país do mundo com mais certificações de edifícios com práticas de sustentabilidade, como reutilização da água da chuva e energia solar”

Muito além de ser apenas um elemento imponente nos projetos arquitetônicos, a sustentabilidade tem se tornado essencial. A cada dia crescem as necessidades de novas soluções que ajudem na preservação do meio ambiente. São engenheiros, designers e arquitetos pensando juntos em ideias que possam contribuir com um mundo mais equilibrado.

Neste 5 de junho, em que é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, é importante lembrar da importância que a nossa casa tem na hora de proteger o ecossistema global. Os chamados edifícios verdes já são realidade e trazem benefícios como a utilização da água da chuva, a implementação de painéis de energia solar e gestão de resíduos.

No geral, o processo de viabilização desses empreendimentos começa antes mesmo do edifício ser construído. Uma obra sustentável engloba todo o projeto, desde o planejamento até eventuais manutenções após a entrega. Dessa forma, outras medidas são previamente determinadas, como a preferência pelo uso de materiais reaproveitáveis e a utilização de fontes renováveis, que diminuem bastante o impacto no ambiente.

Segundo João Vitor Gallo, sócio da empresa de consultoria sustentável Petinelli, o futuro das construções verdes é muito promissor e está cada vez mais próximo. ‘‘Em alguns estados norte-americanos já é lei certificar prédios públicos. No Brasil, isso já está se tornando um padrão de mercado. Os edifícios verdes são uma solução para construir melhor, gastando menos recursos e economizando dinheiro do usuário’’, explica.

Edifícios verdes nas grandes cidades
Em grandes metrópoles, empreendimentos com propostas sustentáveis são cada vez mais comuns. Na Austrália, por exemplo, foi lançado em 2013 o One Central Park, com a parede viva mais alta já construída. São 166 metros de vegetação, que cobrem os dois prédios residenciais, trazendo um marco verde para Sydney.

Aqui no Brasil, a cidade de Curitiba tem se tornado um epicentro de novos edifícios sustentáveis. Ainda em fase de construção, o Bosco Centrale será o primeiro empreendimento de alto padrão a trazer para o centro da cidade um bosque vertical habitável. O destaque do projeto é criar um majestoso painel verde que revestirá toda a fachada do edifício.

O renomado arquiteto paisagista Benedito Abbud, responsável pelo projeto arquitetônico do Bosco Centrale, diz que o empreendimento é rico em detalhes inovadores. “Seguindo tendências internacionais, a presença da natureza marca o projeto. Além da preocupação visual e física, também nos atentamos a uma estratégia para reconectar as pessoas com a natureza’’, ressalta.

Projetos para a vida
O Bosco Centrale é um empreendimento da GT Building em parceria com a Teig Empreendimentos e a Gadens Incorporadora. Todos os apartamentos foram planejados para usufruir do bosque vertical instalado em toda a parte exterior do edifício, o que gera mais frescor, aconchego e noção de sustentabilidade. O empreendimento é o primeiro da cidade a possuir esse visual contemporâneo de bosque vertical habitável. Além disso, está em processo de certificação do GBC Condomínio.

Para saber mais sobre o Bosco Centrale e outros projetos, fale com a GT Building:

Site: www.gtbuilding.com.br

WhatsApp: 41 2170-9000″

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/

Multinacionais vão aderir ao home office em peso

Pesquisa mostra que 73,8% das empresas vão manter trabalho em casa depois da pandemia.

O número de multinacionais que adotam o home office no Brasil deve mais do que dobrar no Brasil depois da pandemia do coronavírus, como consequência do efeito da “mostra grátis” que as companhias tiveram devido à quarentena.

É o que aponta uma pesquisa com 122 executivos feita pela Cushman & Wakefield, uma multinacional de gestão de escritórios corporativos e divulgada pela Exame, na qual 73,8% disseram que pretendem instituir o home office como prática definitiva no Brasil após a pandemia.

Antes da crise, a cifra de companhias que tinham práticas de home office era de 33,6%. A maior parte das empresas (42,6%) nunca tinham adotado a prática e 23,8% das companhias, o home office não passava de uma possibilidade em análise.

O “experimento coronavírus”, portanto, manteve os que já adotavam a prática, convenceu todos os que estavam estudando o assunto e ainda agregou mais alguns.

O intuito em autorizar o home office mesmo após a pandemia se explica pela avaliação favorável à prática. 

Para 25,4% dos entrevistados, a experiência do trabalho remoto é totalmente positiva, enquanto para 59% há mais pontos positivos do que negativos.

Apenas 2,5% dos executivos ouvidos disseram que a experiência é totalmente negativa e outros 13,1% afirmaram que há mais pontos negativos do que positivos.

No setor de TI, a movimentação prevista pela pesquisa já está acontecendo.

projeto mais ousado até agora é o da Stefanini, que anunciou a meta de que metade do time trabalhe em home office num prazo de 12 a 18 meses, sendo 60% dessa equipe de maneira permanente e outros 40% de maneira parcial.

É uma mudança enorme para uma empresa que tem 25 mil funcionários (14 mil no Brasil) e tinha antes da crise uma prática mínima de home office, limitada a 120 profissionais na Europa.

Isso era assim, é claro, até a entrada em cena do coronavírus: hoje, mais de 90% dos 25 mil colaboradores em todas as regiões estão em home office há dois meses.

Outras empresa que está avaliando uma migração pesada para o home office é a XP, que recentemente alongou o trabalho em casa para seus funcionários até 2020 e disse estar estudando uma adoção permanente.

Medidas de postergação até o final de 2020, aliás, estão se tornando cada vez mais frequentes no Brasil, o que indica que ninguém está muito apressado para retornar à realidade pré-coronavírus.

Essa migração para o trabalho em casa terá consequências no mercado imobiliário, provavelmente o motivo pelo qual a Cushman & Wakefield decidiu pesquisar o tema.

Essa mudança no mercado de trabalho pode ter implicações diretas no mercado imobiliário. 

Segundo 29,5% dos executivos, a empresa deve reduzir o espaço físico no futuro por conta do sucesso do home office, enquanto outros 15,6% apontaram que a diminuição deve ocorrer por questões econômicas relacionadas à pandemia.

Nos dois casos, a redução deve ser de 10% a 30% do total de metros quadrados. Por sua vez, 35,2% dos entrevistados disseram que ainda não é possível definir se vão mudar algo nos escritórios, e somente 19,7% cravaram que não haverá redução de espaço físico no futuro.

O novo cenário, no entanto, não deve impactar o valor dos aluguéis. Ao menos, no curto prazo. Isso porque os contratos têm duração média de três anos, e a pressão pontual nos preços não costuma levar a renegociações.

Hoje, a vacância de lajes corporativas de alto padrão na cidade de São Paulo está na faixa de 16%, enquanto na cidade do Rio de Janeiro é de 33,9%.

Fonte: https://www.baguete.com.br/