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Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022 está em construção no Qatar

A última Copa do Mundo realizada no Brasil (2014) não deixou boas lembranças. Além do amargo e inesquecível 7×1, o que restou após o evento foram estádios com infraestrutura precária, visto que muitos praticamente não ficaram prontos direito. Enquanto isso, quase do outro lado do mundo, o Qatar está construindo uma cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022, a Lusail. O problema, porém, é outro: ainda não há habitantes para a cidade.

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: businessinsider.com

A cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Qatar decidiu construir uma cidade inteligente chamada Lusail, que vai sediar a Copa. O que antes era deserto, já está  com características de cidades, já que os prédios, ruas, estádios, sistemas de transportes e outros já começaram a aparecer. O problema é que não há um número de pessoas suficiente para povoar essa cidade.

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: esporte.ig.com.br

O projeto começou em 2005, mas só foi definido como sede da Copa em 2010. Em 2014, quando Lusail ainda era um projeto, o custo estimado era de 45 bilhões de dólares, com término das obras até 2020. Ela faz parte do Qatar National Vision 2030, um plano ousado que pretende desenvolver o país nos sentidos econômico, ambiental, social e humano.

Como uma cidade do futuro, ela tem como base a tecnologia, a sustentabilidade e a mobilidade. Na cidade, haverá trens, ônibus, ciclovias, táxis aquáticos, estacionamentos subterrâneos e mais. Ainda, a cidade foi planejada pensando no mínimo deslocamento, de modo que cada região conta com a infraestrutura adequada (escola, comércio, etc.).

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: esporte.uol.com.br

Em Lusail também há tubulações específicas para os resíduos sólidos, que serão levados para locais de tratamento e reciclagem. Há quatro estações de esgoto e a água que sai do tratamento será usada para resfriamento da cidade, o que permitirá reduzir consideravelmente a emissão de gás carbônico.

Lusail também ostenta: há ilhas artificiais repletas de luxo e prédios inteligentes recheados de tecnologia, a qual torna a vida muito mais confortável. Pelas ruas, o Wi-Fi será gratuito e haverá pontos de informações espalhados. Para completar, haverá câmeras de segurança e internet de fibra ótica com mais de 1GB de velocidade. Quer mais? 30% da cidade será dedicada a áreas verdes e locais abertos e haverá vários centros esportivos.

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: esporte.uol.com.br

Um exemplo a ser seguido

Ficou com inveja? Vale lembrar que o Qatar é o primeiro país do Oriente Médio a sediar uma Copa do Mundo. É um país pequeno, mas é um dos mais ricos do mundo. Só por isso, é um pouco injusto comparar a sua situação à do Brasil. Mas, não podemos esquecer que tamanho do território não impede de cumprir prazos, estabelecer o planejamento adequado ou investir em infraestrutura. O Brasil falhou na Copa de 2014 não só no jogo com a Alemanha, mas também na forma como tudo foi planejado e executado.

Cidade inteligente que vai receber a Copa de 2022

Imagem: architecturemagazine.com

Porém, não adianta chorar pelo que aconteceu há alguns anos. O que se espera é que Lusail seja um exemplo de planejamento urbano de um futuro bem próximo e que, na próxima Copa, o Brasil esteja devidamente preparado, tanto na infraestrutura quanto no futebol.

Fonte: engenharia360.com

Referências: Business InsiderHaaretzUol.

Casas sustentáveis são a tendência do futuro

Se há 10 anos a consciência ambiental nos lares se limitava à reciclagem de lixo e à economia de energia elétrica e água, hoje é cada vez mais viável viver ou trabalhar em um imóvel totalmente sustentável, com baixo impacto no meio ambiente.

Graças aos avanços tecnológicos e à busca por um estilo de vida mais equilibrado nas grandes cidades, o mercado de construção civil oferece atualmente incontáveis soluções ecológicas, desde revestimentos até captação de recursos naturais.   

“Temos visto uma tendência na última década de famílias que se preocuparam em viver e oferecer aos filhos experiências sustentáveis. Existe hoje uma procura maior por apartamentos de médio e alto padrão com soluções ambientais”, disse à ANSA Ana Rocha Melhado, professora titular do Curso de Engenharia Civil e Coordenadora da Pós Graduação em Construções Sustentáveis da FAAP e sócia-diretora da proActive Consultoria.   

“Além disso, existe uma maior conscientização internacional. A mídia está muito focada em alimentação mais saudável, espaços externos, comidas orgânicas. Toda essa preocupação com o corpo leva à aquisição de um imóvel sustentável”, acrescentou.   

Segundo a especialista, para se projetar um imóvel sustentável, é preciso considerar três pilares: gestão de energia, de água e de resíduos. Para cada item, Melhado elencou as medidas que podem ser adotadas no projeto.   

Para a gestão de água, a professora indicou a instalação de bacias dual flush, torneiras com arejadores e restritores de vazão, torneiras com fechamento automático, medição individualizada de água, válvulas redutoras de pressão e sistema de aproveitamento de águas pluviais.   

Na gestão de resíduos, a recomendação é criar áreas de armazenamento que já dimensionam para a coleta seletiva, com ponto de água, ralo sifonada e revestimento adequado para facilitar a limpeza. Além disso, é possível instalar containers adequados e praticar a compostagem (técnicas para estimular a decomposição de materiais orgânicos).   

Para a gestão de energia, a especialista recomendou um projeto que avalie a eficiência energética do imóvel, monitorando o consumo de energia em kWh/m²/ano e estabelecendo metas. Melhado sugeriu ainda a adoção de sistemas de energia por fonte renováveis (eólica e solar), e a busca pela orientação solar do imóvel, potencializando a iluminação natural. No entanto, os imóveis que já estão construídos podem se beneficiar fazendo alterações pontuais em estruturas físicas e em eletrodomésticos. “Trocar todo o Sistema de iluminação (lâmpadas), todos os chuveiros, torneiras e bacias sanitárias é um gesto econômico que já resulta em uma significativa economia de água. Se a pessoa tiver um pouco mais de recursos para investir, sugiro a criação de um sistema de reaproveitamento de água da chuva, mas com apoio de um profissional”, orientou Melhado.   

De acordo com ela, a troca de geladeiras, máquinas de lavar, ferro elétrico e chuveiros elétricos também potencializam a gestão de energia e água. “Se você fizer tudo isso, com um uso consciente de água e energia, já reduzirá em torno de 30% a 40% o consumo de água, e de 20% o de energia”, prometeu.  

Fonte: istoe.com.br

100 Espaços públicos: de pequenas praças a parques urbanos

© DuoCai Photograph

A chave para projetar ou recuperar com sucesso os espaços públicos de uma cidade é criar estratégias que favoreçam seu uso e os capacitem como ponto de encontro. Independentemente da escala, entre alguns dos aspectos mais importantes estão: o desenho informado pelas necessidades das pessoas; a consideração da escala humana; e uma mistura de usos que permita multifuncionalidade e flexibilidade e proporcione conforto e segurança. 

Para lhe inspirar a projetar lugares de encontro e lazer, de praças a parques, de mirantes a playgrounds infantis, reunimos a seguir 100 espaços públicos de todas as escalas. 

Mobiliário Urbano

LOOP / FAHR 021.3

© Joao Morgado

BUILD ME! / Enorme Studio

© Javier de Paz García

Pop-Up! / LMN Architects

© Trevor Dykstra

LentSpace / Interboro

© Interboro

Jeanne D’arc on Wheels / ENORME Studio

© Lea Waeytens + Sarah Berthet-Nivon

Ponto de Ônibus

Bus Stop / Sou Fujimoto

© Yuri Palmin

Soviet Bus Stop / Christopher Herwig

Cortesía de Herwigphoto

Bus Stop / Smiljan Radic

© Yuri Palmin

Bus Stop / Alexander Brodsky

© Yuri Palmin

Bus Stop / Architecten de Vylder Vinck Taillieu

© Yuri Palmin

Mirantes

10Cal Tower / Supermachine Studio

© Wison Tungthunya

Vessel Public Landmark / Heatherwick Studio

Cortesía de Getty Images

The Elastic Perspective / NEXT Architects

© Sander Meisner

Top of Tyrol / astearchitecture

Cortesía de astearchitecture

Viewing Tower Lommel / Ateliereen Architecten

Cortesía de Ateliereen Architecten

Pontes

The Infinite Bridge / Gjøde & Povlsgaard Arkitekter

© Aarhus I Billeder

Pedestrian Bridge in Aranzadi Park / Peralta Ayesa Arquitectos + Opera ingeniería

© Pedro Pegenaute

Cirkelbroen Bridge / Studio Olafur Eliasson

© Anders Sune Berg

Twisted Valley / Grupo Aranea

© Jesus Granada

Festina Lente / Adnan Alagić,Bojan Kanlić& Amila Hrustić

Cortesía de Adnan Alagić, Bojan Kanlić

Playgrounds

Rotebro Sports Hall / White Arkitekter

© Thomas Zaar

Five Fields Play Structure / Matter Design + FR|SCH

Cortesía de Matter Design + FR|SCH

Park ‘n’ Play / JAJA Architects

© Rasmus Hjortshøj

City in Sky / Mu Wei + Sam Cho + Yu Hui

© Li Xiao & Jiang Jiang

Elysium Playground / Cox Rayner Architects

© Christopher Frederick Jones

Praças

Usaquén Urban Wetland / CESB / Obraestudio

© Daniel Segura

Tapis Rouge public space in an informal neighborhood in Haiti / Emergent Vernacular Architecture

© Gianluca Stefani

New Permanent Garden / Gabriel Orozco

© Andy Stagg

Courtyard of Averbode Abbey / OMGEVING

Cortesía de OMGEVING

DT Plateau / 4of7 + Institute of Transportation CIP

© Ana Kostic

Espaços Esportivos

Pigalle Duperré / Ill-Studio

© Sebastien Michelini

Park ‘n’ Play / JAJA Architects

© Rasmus Hjortshøj

Play Landscape be-MINE / Carve + OMGEVING

Cortesía de OMGEVING

Aarhus Harbor Bath / BIG

© Rasmus Hjortshøj

Plaza Israel Plads / Sweco Architects + COBE

© Rasmus Hjortshøj

Parques

Confluence Park / Lake|Flato Architects + Matsys Design

© Casey Dunn

Parque Şışhane / SANALarc

© Olivve Wimmer

Red Ribbon Park / Turenscape

Cortesía de Turenscape

Paprocany Lake Shore Redevelopment / RS + Robert Skitek

© Tomasz Zakrzewski

Promenada / Enota

© Miran Kambič

Passeios

Superkilen / Topotek 1 + BIG Architects + Superflex

© Iwan Baan

Plaza Urdanibia / SCOB

© Adrià Goula

Red Planet / 100architects

© Amey Kandalgaonkar

LightPathAKL / Monk Mackenzie Architects + Landlab

© Russ Flatt

Guaíba Orla Urban Park / Jaime Lerner Arquitetos Associados

© Arthur Cordeiro

Parques Urbanos

Jaworznickie Planty Water Playground / RS + Robert Skitek

© Tomasz Zakrzewski

Earthly Pond Service Center of International Horticultural Exposition / HHD_FUN

© DuoCai Photograph

Padre Renato Poblete River Park / Boza Arquitectos

© Felipe Díaz Contardo

Koper Central Park / Enota

© Miran Kambič

Sydney Park Water Re-Use Project / Turf Design Studio, Environmental Partnership, Alluvium, Turpin+Crawford, Dragonfly and Partridge

© Iwan Baan

Fonte: www.archdaily.com.br

por María Francisca González Traduzido por Romullo Baratto

Tecnologia faz lama de barragem virar agregado do concreto

Pesquisas permitem aproveitar 100% dos rejeitos, transformando-os em artefatos cimentícios e cerâmicos

Resíduos de barragens de mineradoras: em vez de tragédias, eles podem gerar artefatos para construção civil. Crédito: Evandro Moraes da Gama/UFMG

No Brasil, já existe tecnologia para transformar a lama de rejeitos de mineradoras, acumulada em perigosas barragens a montante, em agregados que podem ser empregados na produção de concreto, argamassa, cerâmica, tijolos e blocos, com aproveitamento em várias obras. A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) mantém linhas de pesquisa relacionadas ao aproveitamento de rejeitos. O departamento de engenharia de minas da universidade já consegue, através do processo de calcinação (queima controlada), separar componentes da lama, como areia, pozolana e pigmentos, que podem ser reaproveitados pela indústria da construção civil.

Segundo o chefe do departamento de engenharia de minas da UFMG, Roberto Galèry, já há tecnologias que possibilitam o aproveitamento de 100% desses rejeitos e sua transformação em artefatos cimentícios e cerâmicos. “Não são tecnologias caras”, argumenta. Seu colega de departamento, Evandro Moraes da Gama, também defende que o resultado destas pesquisas possa integrar o processo de economia circular na área da mineração. De acordo com o professor, o conceito de aproveitamento total de rejeitos já é adotado em vários países, como a China, que tem como meta aproveitar 22% de seu volume de rejeitos minerais até 2022.

Pesquisas têm o apoio da ABCP e ganham impulso para virar lei

Uma casa-protótipo construída em Pedro Leopoldo-MG, pela escola de engenharia da UFMG, demonstra a viabilidade desses materiais. Estudo semelhante também envolve o grupo de pesquisa em resíduos sólidos (RECICLOS) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Minas Gerais. Todas essas inovações contam com o apoio da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), a exemplo do que ocorre também no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CEPED), ligado à Universidade Estadual da Bahia. Nesta pesquisa, o foco está na produção de tijolos solo-cimento a baixo custo, a fim de construir habitações populares na região cacaueira do estado.

Recentemente, a tecnologia para transformar a lama de rejeitos de mineradoras em agregados e artefatos ganhou um impulso importante. Passou a tramitar no Senado Federal o projeto de lei (PL 1496/2019) que altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e obriga as empresas a destinar parte dos resíduos de mineração para a fabricação de materiais de construção. O texto determina que a lama não-tóxica seja destinada à fabricação de blocos para alvenaria, tijolos, telhas, cerâmicas e lajotas. A medida deverá ser implantada progressivamente. O objetivo é que, a partir do quinto ano após a publicação da lei, 100% dos resíduos sejam destinados à produção de artefatos para a construção civil. Atualmente, o projeto tramita na Comissão de Serviços de Infraestrutura  e depois será apreciado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado.

Veja vídeo sobre as pesquisas na UFMG

Entrevistado

Departamento de engenharia de minas da UFMG, ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e Senado Federal (via assessoria de imprensa)

Contatos
agencia@senado.gov.br
meioambiente@abcp.org.br
assessoriadeimprensa@ufmg.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330
Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Prefeitura de SP assina escritura do Parque Augusta neste sábado

Vista aérea da região do Parque Augusta, na região central, neste domingo, quando a temperatura variou entre 11 graus e 22 graus — Foto: Luis Moura/WPP/Estadão Conteúdo

Transferência do terreno, de posse das construtoras Setin e Cyrela, à municipalidade, será realizada em evento dentro do parque, às 10h deste sábado (6). Acordo foi firmado em agosto de 2018.

A Prefeitura de São Paulo irá assinar a escritura do Parque Augusta às 10h deste sábado (6). A transferência do terreno, de posse das construtoras Setin e Cyrela, à municipalidade ocorrerá dentro do parque, na região central da cidade, que será aberto somente para tal evento.

O documento efetiva as tratativas das negociações feitas entre a gestão municipal, o Ministério Público e as construturas, anunciadas em agosto de 2018.

Em novembro do ano passado, a Justiça extinguiu a última ação popular que impedia que o acordo para a criação do Parque Augusta fosse concluído e saísse do papel.

Com a posse do terreno, e uma vez aprovados os projetos, a gestão municipal e as construtoras poderão iniciar as obras previstas para viabilizar o parque.

“A assinatura da escritura representa a realização de um sonho de 40 anos da sociedade civil. São Paulo ganha um lindo Parque”, defendeu Silvio Marques, promotor da área do Patrimônio Público.

Histórico

Firmado no dia 10 de agosto de 2018 em coletiva de imprensa na sede da Prefeitura, os termos da negociação preveem a transferência do terreno por doação ao município em troca de quatro declarações de potencial construtivo passível de transferência – ou seja, as empresas poderão construir em outra área aquilo que chegou a ser autorizado para ser levantado no Parque Augusta.

Além disso, elas irão gastar R$ 9,85 milhões com obras como a restauração da portaria e da edificação do antigo Colégio Des Oiseaux, que fica dentro do terreno, e a construção do Boulevard Gravataí – que liga o parque à Praça Roosevelt.

O dinheiro também será usado para a manutenção do parque por dois anos. A gestão municipal receberá R$ 88 milhões que foram pagos pelos bancos que movimentaram dinheiro desviado de obras públicas durante a gestão de Paulo Maluf.

O Ministério Público de SP tinha determinado que o dinheiro fosse usado para a compra do parque ou construção de creches. Com o acordo, o montante será destinado à construção de creches, CEUs e EMEIs.

Parque Augusta  — Foto: Alexandre Mauro/Arte G1

Parque Augusta — Foto: Alexandre Mauro/Arte G1

Fonte: g1.globo.com

Por Carolina Giancola e Lívia Machado

Entulho da construção civil e as vantagens da sua reutilização

A construção civil é um dos ramos mais relevantes do mercado devido à grande representatividade na economia do país e à geração de empregos. Porém, um dos problemas agravantes atrelado a esse ramo vem crescendo e necessitando de um maior cuidado: a questão da larga produção de entulho.

No Brasil, as obras geram 84 milhões de m³ de resíduos por ano, e destes, apenas 17 milhões são reaproveitados. De acordo com o Green BuildingConcil Brasil, a construção civil mundial é umas das indústrias que mais consomem recursos naturais e ainda é responsável por cerca de 25% a 30% de gases lançados na atmosfera.

O que é entulho? E como é classificado?

Segundo a ABRECON, entulho é o conjunto de fragmentos ou restos de tijolo, concreto, argamassa, aço, madeira, etc., que são gerados na construção, reforma e/ou demolição de estruturas, como prédios, residências e pontes.

Numa linguagem mais técnica, o Resíduo da Construção e Demolição (RCD) ou Resíduo da Construção Civil (RCC) é todo resíduo gerado no processo construtivo, de reforma, escavação ou demolição.

Perante a Resolução CONAMA 307 art 3º, os resíduos da construção civil deverão ser classificados da seguinte forma:

I – Classe A – são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:

  • De construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
  • De construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, etc), argamassa e concreto;
  • De processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios, etc) produzidas nos canteiros de obras.

II – Classe B – são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel, papelão, metais, vidros e gesso;

III – Classe C – são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação;

IV – Classe D – são resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos e outros ou aqueles contaminados ou prejudiciais à saúde oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros, bem como telhas e demais objetos e materiais que contenham amianto ou outros produtos nocivos à saúde.

Os resíduos que são recicláveis para a produção de agregados, são separados em três grupos, de acordo com a ABRECON:

  • Grupo I

Materiais compostos de cimento, cal, areia e brita: concretos, argamassa, blocos de concreto.

  • Grupo II

Materiais cerâmicos: telas, manilhas, tijolos, azulejos.

  • Grupo III

Materiais não recicláveis: solo, gesso, metal, madeira, papel, plástico, matéria orgânica, vidro e isopor.

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Vantagens da reciclagem do entulho

A reciclagem e a reutilização desses entulhos geram diversos benefícios, ambientais, sociais e até mesmo econômicos. Sendo o principal benefício o ambiental, pois além de diminuir a deposição desses em lugares inadequados, como rios e lagos, reduz a poluição e evita danos causados pela má utilização, como o assoreamento, o entupimento de bueiros e valas, que causam enchentes e trazem problemas para a sociedade. Além disso, vale lembrar que os recursos utilizados na construção civil são de fontes limitadas, e a reutilização do entulho proporciona a redução na extração de matéria-prima, uma vez que ele se torna um aliado em produtos do segmento da construção civil, substituindo materiais e na fabricação dos mesmos.

Na economia, torna-se um bom investimento econômico. Pois, além de gerar renda e trabalho, diminui os gastos pelo governo para a remoção dos entulhos de locais proibidos, na execução da correta deposição.

Além disso, a reciclagem dos entulhos pode gerar 80% de economia em serviços gerais e nos custos de uma obra, como a redução dos custos para a compra de materiais, tendo em vista a possibilidade de reutilizar os entulhos gerados na própria construção. Ainda, a reciclagem desses materiais tem efeito positivo na diminuição das emissões dos gases do efeito estufa, emitidos pelo setor da construção.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

Referências:

https://www.sienge.com.br/blog/residuos-solidos-da-construcao-civil/

www.vgresiduos.com.br/blog/o-que-fazer-com-os-entulhos-gerados-na-construcao-civil/

http://transponteslocacoes.com.br/blog/os-beneficios-da-reciclagem-de-entulhos/

O futuro imediato do mercado imobiliário indica: mudança nos hábitos das famílias impõe metragens menores

Se no passado morar em um apartamento grande, e em condomínios com muitos itens na área de lazer era sinal de status e prestígio, a tendência agora é exatamente o contrário: metragens privativas reduzidas, áreas de lazer mais compactas e bem equipadas, além de muitos serviços e tecnologia dão o tom dos investimentos mais assertivos já para a próxima década.

Menos é mais, resume o estatístico Marcus Araujo, presidente-fundador da Datastore, especialista em pesquisa e inteligência de mercado que tem viajado pelo Brasil para compartilhar informações essenciais sobre a reinvenção do imóvel para a nova década que se aproxima.

“A demanda por metragem no mercado imobiliário encurtou 15% em todo o país. As pessoas hoje compram aquilo que precisam”, aponta o criador do algoritmo que já avaliou mais de 555 bilhões em empreendimentos imobiliários, ao longo dos últimos 25 anos.

“O imóvel além do imóvel”

O especialista, que é referência no setor, esteve em Curitiba no dia 2 de abril para o Roadshow Tendências do Mercado Imobiliário 2019 – que tem patrocínio do Grupo Haganá e BeeMob – com a palestra O imóvel além do imóvel.

O evento, exclusivo para empreendedores e profissionais do mercado, é promovido pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR) e destaca, ainda, a presença de Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon – empresa inovadora do setor imobiliário no desenvolvimento e construção de empreendimentos residenciais e comerciais em São Paulo, que obteve desempenho marcante no ano de 2018, período em que o setor imobiliário ainda amargava maus resultados de vendas.   

A tendência dos apartamentos menores, é bom que se diga, não vale apenas para os imóveis voltados às faixas de renda mais baixas. “O alto padrão não está mais relacionado ao tamanho. Isso passou”, chancela Araujo. Mesmo em relação aos terrenos, a metragem menor também é o que se vislumbra. “Terrenos de loteamentos fechados, a partir de 2020, devem ficar abaixo dos 250m²”, declara. 

Entre os fatores que levam a essa tendência forte do mercado para os próximos anos, quatro se destacam: a presença crescente das mulheres no mercado de trabalho; as famílias menores, já que os casais têm menos filhos; a vida digital, que diminui a circulação das pessoas dentro dos ambientes da casa e a redução da presença dos trabalhadores domésticos, devido, entre outras coisas, ao aumento dos custos com esses empregados.

Segundo Araujo, o mercado precisa se adequar a estas mudanças das organizações familiares que impactam diretamente na expectativa dos consumidores, ávidos por novos empreendimentos. Para se ter uma ideia, pesquisa realizada em Curitiba, no primeiro trimestre de 2019, com 387 famílias com renda acima de R$ 8 mil, apontou que o tamanho da família está majoritariamente em 3,3 pessoas. “O resultado é que os casais estão optando, cada vez mais, por terem apenas um filho ou ainda, estão abrindo mão deste papel para investir em viagens, experiências gourmet, além do convívio com um pet”, afirma o presidente da Datastore.

Esse mesmo levantamento apontou que, entre essas famílias, 25% têm interesse de comprar um imóvel nos próximos 24 meses – o mesmo percentual se estende em todo o país. Já o interesse em comprar para os próximos 12 meses chega a 32%, dentre os que querem comprar no período de dois anos. Segundo o especialista em demandas, esses números apontam para a retomada do mercado comprador, que já deseja novos produtos.

Tecnologia

O estudo da Datastore aponta, ainda, um dado que mostra a dimensão desta relação das famílias com a tecnologia. Em média, os entrevistados curitibanos declararam ficar cerca de 8 horas conectados diariamente. Ou seja, é mais tempo dentro do quarto, no smartphone ou no computador, e menos tempo circulando pela casa ou por áreas de lazer. “O tempo de conexão alto está fazendo com que as pessoas precisem de menos espaço”, avisa. “Até o salão de festas pode ser menor. Afinal, são uns 10 amigos próximos para cantar os parabéns pessoalmente e, os demais, mandam as mensagens pelo Whatsapp e pelo Facebook”, defende.

Para o futuro, a tecnologia deve ganhar ainda mais espaço e afetar o dia a dia nos novos modelos de empreendimentos, com mais áreas compartilhadas. “As pessoas começaram compartilhando fotos nas redes sociais. Depois vieram os compartilhamentos através da economia colaborativa e, na sequência, os aplicativos de transporte dominaram. Agora, isso está chegando dentro de casa. No futuro do imóvel, as áreas de convívio, inclusive as áreas de alimentação, serão para fora de casa”, afirma o especialista. “A pessoa mora sozinha no apartamento, pede uma comida pelo aplicativo e vai fazer a refeição junto com outros moradores, compartilhando o espaço. Na economia digital, compartilhar significa, acima de tudo, racionar recursos para preservar o planeta”, completa.       

Fração: a economia cresce com compartilhamento

Até onde pode ir esta tendência dos imóveis com metragens cada vez menores? Marcus Araujo sentencia pautado por suas pesquisas e experiência: “Em 2050, vamos chegar aos apartamentos de 3m², produto que, inclusive, já existe no Japão. Essa segmentação não significa que todas as pessoas terão interesse por este tipo de proposta, mas as pessoas que quiserem viver sozinhas ou, ainda, viajantes – pessoas que pretendem ocupar apenas algumas horas do imóvel – poderão adquirir frações de empreendimentos. Tudo caminha para esse modelo compartilhado. Do contrário a economia mundial desacelera”, provoca.“Com apartamentos pequenos, e até com uso compartilhado, as pessoas gastam menos condomínio e menos IPTU, apenas para citar as maiores despesas. Isso tudo para gastar o dinheiro com outras experiências que hoje elas consideram mais valiosas, como conhecer o mundo, por
exemplo”
, conclui Araujo.

Fonte: paranashop.com.br

Cinco descobertas sobre o futuro das famílias

Crédito: Shutterstock

Estudo da Euromonitor aponta novos formatos familiares, redução do número de filhos, longevidade, mercado de trabalho e mudanças no estilo de moradia

A tradicional definição de família, com dois adultos e uma criança, se transformou rapidamente. Junto com os novos formatos familiares vieram consequências e expectativas para o futuro.

Um estudo da companhia de pesquisa global Euromonitor aponta as mudanças que aconteceram ao longo do tempo, como redução do número de filhos, aumento na longevidade, inserção no mercado de trabalho, mudanças no estilo de moradia, individualização dos membros do conjunto e a relação com o mercado.

Menos filhos não significam menos oportunidades

Embora o número médio de crianças por família esteja em declínio em todo o mundo, a atratividade dos segmentos relacionados a crianças não vai diminuir, necessariamente. Os pais normalmente investem mais dinheiro no menor número de filhos que possuem, enquanto segmentos como roupas e brinquedos para crianças ainda estão em fase inicial de crescimento em mercados emergentes lucrativos.

Desafios para o Estado

De acordo com o estudo, os novos formatos da unidade familiares podem trazer consequências para o Estado, principalmente em áreas como assistência social, mercado de trabalho, produtividade e habitação.

Mudanças familiares significam novas residencias

A transformação da família está levando à transformação da casa. A demanda por apartamentos pequenos tem aumentando, principalmente por conta da diminuição do número de filhos, segundo mostra o levantamento da Euromonitor.

A diminuição das crianças por família, segundo estimativa da empresa, será de 33,8% maior em países em desenvolvimento do que em economias já desenvolvidas.

Família monoparental

As taxas de divórcio são as que mais aumentaram entre os anos 2000 e 2030, revela a pesquisa. No mesmo período, o número de agregados familiares monoparentais aumentará três vezes a taxa de agregados familiares de casal com filhos.

De acordo com a Euromonitor, alguns fatores levam à essa realidade, como o casamento visto mais como um contrato social do que uma união sagrada e a independência econômica crescente das mulheres.

O maior impacto do declínio da família nuclear (lares de casal com filhos) será refletido no aumento dos lares de pessoas solteiras e solteiras. Essas famílias requerem abordagens distintas e individuais, precisando de uma mudança nos métodos de marketing e estratégias de segmentação.

Envelhecimento das famílias

O mundo está se tornando cada vez mais rápido. Hoje, as famílias são lideradas por pessoas com mais de 60 anos, acompanhando o envelhecimento natural da população mundial e aumentando a demanda por soluções de moradia e serviços de saúde adaptados.

Um segmento em rápido crescimento é a habitação modificada, onde a tecnologia é usada para cuidar de um idoso, como o uso de sensores inteligentes, elevadores, botões de emergência entre outras.

Outra tendência crescente é casas de repouso e comunidades. Em vez do tradicional lar de idosos, essas casas e apartamentos independentes são mais sofisticados, com adaptações para o público mais velho e com várias atividades sociais e opções de saúde.

Fonte: www.consumidormoderno.com.br

Por: Jade Gonçalves Castilho Leite 

Eurotúnel: uma construção a 50 metros abaixo do mar

A construção deste túnel, posteriormente, denominado Eurotúnel, é um dos grandes projetos de engenharia do séc. XX, que atravessa uma barreira geográfica entre os dois territórios, o Canal da Mancha. Possui três túneis paralelos, dois dos seus túneis são usados para o transporte de caminhões, carros e passageiros, que se acomodam em enormes vagões de um comboio, denominado Eurostar, o outro é destinado para o sistema de ventilação.

Trajeto Eurotúnel

É o terceiro maior túnel ferroviário do mundo com 50,450 quilômetros de extensão que liga Folkestone, no Reino Unido, com Coquelles, no norte da França, sob o Canal da Mancha no Estreito de Dover. 37,9km de sua extenção estão debaixo do mar. A profundidade média é 45,7 metros abaixo do solo do mar, e a máxima profundidade é de 60 metros.

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O Túnel custou 9 bilhões de libras – o suficiente para pagar a ponte Golden Gate 700 vezes. Quase 7 milhões de passageiros fazem a travessia de 35 minutos a 160 km/h todo ano.

A Sociedade Americana de Engenheiros Civis declarou o túnel uma das sete maravilhas do mundo moderno, fazem parte dessa lista construções como a ponte Golden Gate e a Hidrelétrica de Itaipu.

Construção

A escavação do túnel demorou sete anos. Foram usadas grandes máquinas, tunnel boring machine (TBM) que abriam o túnel, retiravam a terra e escoravam as paredes com concreto. Quase 4 milhões de metros cúbicos foram escavados só do lado inglês; tendo com isso, roubado ao mar cerca de 360 000 m².

O Túnel da Mancha é constituído por 3 túneis paralelos, dois principais ferroviários e um menor, de acesso. Este túnel de acesso, que é servido por veículos pequenos, é ligado aos outros através de passagens transversais em intervalos regulares para permitir que os trabalhadores da manutenção tenham acesso aos túneis principais e para fornecer uma saída de emergência em caso de acidente.

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Os passageiros e os veículos automóveis (ligeiros e pesados) são transportados por trens, geridos pela companhia Eurotúnel. O trajeto dura apenas 35 minutos.

O túnel foi oficialmente inaugurado pela rainha britânica Elisabeth II e pelo presidente francês François Mitterrand, em 4 de maio de 1994. dois, com 7.6m de diâmetro, possuem compartimentos usados para transportar caminhões, carros e passageiros, e o outro é usado para o sistema de ventilação, serviços e acesso de emergência, com 5m de diâmetro.

Antes da escavação, os projetistas utilizaram sonares, radares e explosões de dinamite para definir o ponto do subsolo onde os túneis seriam construídos. Optaram por uma faixa de rocha calcária porosa e macia conhecida como greda. Já o trajeto, escolhido com base no nível de segurança, foi definido por 94 perfurações realizadas entre 1958 e 1987.

Foram utilizadas onze escavadeiras tipo “tatuzão”, partindo, simultaneamente, de Coquelles e Folkestone. O tatuzão trabalhava num ciclo de escavação e revestimento, dois processos que não ocorriam ao mesmo tempo. Primeiro, a parte frontal girava para perfurar a terra. A lama e as pedras escavadas eram lançadas numa esteira instalada dentro da própria máquina, pela qual eram carregadas até a outra ponta. Depois, eram levadas à superfície por bombas, vagões e tratores.

Revestimento: cada aro do túnel é formado por seis segmentos de concreto, fabricados nos canteiros de obras e levados por vagões até a parte da frente dos tatuzões. Ao chegar ali, o segmento era agarrado a vácuo por um sistema giratório, operado por um funcionário. Cada um dos seis segmentos era colocado em seu lugar, completando o aro de 1,5 m de largura. Os segmentos de concreto tinham um esqueleto de aço para resistir à pressão de 12 atm.

Bombas de drenagem foram instaladas para retirar água vinda de infiltrações. Pequenos dutos ligando a parte superior dos três túneis foram instalados a cada 250 m para aliviar a pressão do ar produzida pelo deslocamento dos trens. Outros dutos, de água fria, foram fixados nas paredes para garantir a refrigeração, controlando o calor gerado pelo atrito

A colocação dos trilhos e a montagem dos sistemas elétricos, de iluminação e de comunicação foram feitas após a finalização do revestimento.

Vantagens

Melhoria nos meios de transportes e vias de comunicação e acessibilidade  entre as regiões – O Eurotúnel permitiu uma maior ligação entre as redes ferroviárias da Europa.

Com isso, o percurso Londres – Paris pode ser realizado em apenas 2 horas e ainda com a vantagem de desembarcar no centro de ambas as capitais. Este fato contribui para aumentar o fluxo de turistas, como também um incentivo a economia local.

Facilidade de circulação no continente europeu – Novas perspectivas surgem para o desenvolvimento dos transportes europeus, nomeadamente a construção de infraestruturas como túneis e pontes, que tornam mais fácil a circulação no continente europeu

Impactos

Ocorreram alguns casos de imigrantes que tentaram caminhar ao longo do túnel ou entrar nos comboios ilegalmente. Isto certamente foi um fato inesperado e negativo para ambos os países. Referente aos impactos ambientais causados pela obra vários estudos foram levantados para que tais danos fossem minimizados. Mesmo assim, cerca de 4 milhões de metros cúbicos de cal foram escavados do lado inglês e despejados perto de Folkstone, tendo com isso roubado ao mar cerca de 360 mil metros quadrados.

Além disso, quando as escavadoras se encontraram no meio do túnel, a máquina francesa foi desmontada, enquanto que a inglesa foi desviada para as rochas e abandonada.

O único sério incidente no Eurotúnel aconteceu em 18 de novembro de 1996, quando fogo se alastrou em um trem transportando caminhões. Ninguém morreu. O túnel foi reaberto para uso limitado em 21 de novembro do mesmo ano. Ocorreu mais um incidente em 11 de setembro de 2008, do lado francês do túnel, mas equipes inglesas saíram da cidade de Kent, no sudoeste da Inglaterra, para auxiliar nas operações e não houve vítimas.

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Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

Referência: https://engenhareia.wordpress.com/2017/07/07/eurotunel/

Como surgiu a Engenharia?

Eis a questão: como surgiu a Engenharia? É bem provável que você já tenha parado para se perguntar isso em algum momento, certo? Neste texto, nós vamos tentar fazer um panorama da origem da nossa tão amada Engenharia.

como surgiu a engenharia
Imagem: bp.com

Como surgiu a Engenharia?

Quando paramos para pensar que a engenharia está relacionada a aplicar o conhecimento para a melhoria da qualidade de vida, desenvolvendo ferramentas, equipamentos e objetos úteis, podemos voltar aos tempos antigos, na época da invenção da roda, da polia e da alavanca. Mas, nesse mesmo contexto, estão as ferramentas muito antigas usadas pelos pré-históricos, como facas feita de pedras, lanças e outros objetos. Ou seja, os engenheiros estavam lá, mas não levavam o título.

Fica bem óbvio que os engenheiros (ou os precursores dos engenheiros) estavam presentes nas populações antigas quando pensamos na construção das pirâmides do Egito, os aquedutos romanos, Machu Picchu e outras construções icônicas, o mecanismo de Antikythera, as invenções de Arquimedes, as catapultas, etc. Eles também estavam envolvidos na base matemática e física que forma a engenharia, como o bom e velho teorema de Pitágoras.

Acredita-se que o primeiro engenheiro civil foi Imhotep, um dos funcionários do faraó que projetou e construiu a pirâmide de Djoser. Isso aconteceu por volta de 2630 – 2611 a. C. Vale destacar que ele também foi considerado o primeiro arquiteto da história antiga.

como surgiu a engenharia
Imagem: wikipedia.org

A palavra “engenheiro” só começou a ser usada no século XI, derivada do latim “ingeniator”. Ela era usada para definir alguém que criava invenções engenhosas e práticas. Leonardo da Vinci, por exemplo, tinha o título de Ingegnere Generale devido a suas engenhosas ideias. Suas notas revelam que os engenheiros da época começavam a questionar sobre uma avaliação do “como” e “por que” funciona.

Da antiguidade à modernidade

A engenharia moderna surgiu na revolução científica, com a obra de Galileu, que buscava explicações sistemáticas e adotava uma abordagem científica para problemas práticos. Foi o início da análise estrutura, da representação matemática e do projeto de estruturas de construção.

A primeira fase da engenharia terminou com a Primeira Revolução Industrial, quando as máquinas começaram a substituir os homens e o motor a vapor foi melhorado. Os então chamados artesãos eram os responsáveis pelo desenvolvimento dessas máquinas.

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Imagem: thoughtco.com

Enquanto isso, os franceses aprimoravam a Engenharia Civil com foco na matemática e criavam o ensino de engenharia com o patrocínio do governo. Por outro lado, os britânicos estavam focados na Engenharia Mecânica. Nesse contexto, o ensinamento técnico da engenharia passou a ser educação universitária.

Nos Estados Unidos, a Engenharia começou a ser ensinada em 1817 na então United States Military Academy e em 1825 no Rensselaer Polytechnic Institute. Esse ensino tinha como base uma sólida matemática e ciências, envolvendo também áreas sociais e humanas para que o aluno tivesse uma educação mais ampla sobre como ele afeta o mundo ao seu redor.

Consolidação da Engenharia

Os engenheiros militares construíam fortes, catapultas, canhões, etc., os civis construíam pontes, aquedutos, edifícios, portos e outros e os mecânicos estavam focados em construir máquinas e motores. Com a Segunda Revolução Industrial, surgiram as engenharias elétrica, química e outras áreas voltadas para telecomunicações, aviações, produção em massa e mais. Isso também trouxe alterações nas produções e houve um avanço tecnológico.

Com a era da informação, novas engenharias ganharam espaço, como a eletrônica, computação, software, controle e automação, aeroespacial, dentre outras. Mediante a necessidade de preocupação com o planeta, as engenharias voltadas para a sustentabilidade, como ambiental e florestal, também conquistaram seu espaço. As engenharias com foco na gestão, qualidade e produção surgiram acompanhando as tendências de mercado e a necessidade de profissionais especializados.

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Imagem: kimley-horn.com

Resumindo

Ou seja, é possível ver que, aparentemente, a Engenharia não surgiu, ela simplesmente existiu. Desde o primeiro homem que inventou uma ferramenta para caçar até a variedade de invenções atuais, a Engenharia sempre esteve presente, modificando o meio em que vivemos. Mesmo que os engenheiros da época não levassem o título ou que não houvesse um ensino formal, eles foram precursores do que hoje nós vivemos, amamos e chamamos de Engenharia.

Fonte: engenharia360.com

Por Larissa Fereguetti

Referências: Street DirectoryIndia on Web.