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Pandemia já muda projetos de incorporadoras

Mesmo com atuação em faixas de mercado diferentes, Trisul e Cury reconfiguram apartamentos e áreas comuns

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus estão levando incorporadoras a repensar seus projetos. A Trisul já está fazendo adaptações para se ajustar às mudanças de hábitos e necessidades dos compradores. A configuração em apartamentos com três dormitórios e uma suíte, por exemplo, deve mudar para três suítes. E o banheiro de empregada volta com força total, segundo o presidente executivo da Trisul, Jorge Cury

Uma novidade importante em tempos de pandemia é um espaço planejado para retirar os sapatos antes de entrar na casa. O ambiente para escritório, antes opcional, agora se torna obrigatório, em consequência da disseminação do home office. “Certamente, agora tem um grande peso na escolha de um imóvel”, afirma o empresário.

Nos planos da empresa, 10ª colocada no ranking de Incorporadoras e Construtoras do Top Imobiliário, na área comum haverá vestiários para que os empregados do condomínio possam tomar banho e trocar de roupas, antes de iniciar o trabalho. “E ainda criamos áreas específicas para receber encomendas, pois o delivery deixou de ser só de alimentação e passou a atender a uma gama extensa e variada de produtos”, diz.

Popular

Cury Construtora e Incorporadora, que tem 80% de seus empreendimentos voltados ao público do programa Minha Casa Minha Vida, planeja novas configurações nas áreas comuns – até por causa do espaço reduzido das áreas privativas dos apartamentos.

De acordo com Leonardo Mesquita, vice-presidente comercial da construtora e incorporadora, onde antes havia salões de festa, haverá pequenos estúdios com infraestrutura para ser usado como home office depois da pandemia.

“Adotamos uma configuração que permite privacidade e que tem boa infraestrutura de internet para que nossos clientes tenham um local apropriado para reuniões de trabalho”, descreve Mesquita.

Outra novidade que a empresa pretende implementar em seus empreendimentos é a instalação de minimercados com autoatendimento para que os moradores não precisem se deslocar para fazer suas compras. “Já estamos em contato com algumas redes de supermercados para viabilizar o projeto”, diz o vice-presidente da Cury, 8.ª colocada no ranking Construtoras e 9.ª no Incorporadoras.

Em 2019, a Cury lançou nove empreendimentos com 3.390 unidades em 244 mil metros quadrados de área construída e com R$ 645,2 milhões em valor global de vendas líquido (VGVL), de acordo com os dados da Embraesp.

Recuperação

Em relação ao impacto da pandemia nos negócios, Trisul e Cury dizem que os meses de março e abril foram preocupantes, com a paralisação quase total dos negócios. Mas contam que se surpreenderam com a reação das vendas nos meses de maio e junho.

Na contabilidade da Trisul, as vendas líquidas do segundo trimestre totalizaram R$ 174 milhões, alta de 30% ante igual período de 2019, segundo Cury. Ele acredita que o pior já passou para os empreendimentos residenciais. “Diria que somos a versão em concreto e aço do agronegócio, que é o único setor no Brasil que desconhece a crise”, afirma o presidente executivo da Trisul.

“Estamos otimistas e o nosso guidance continua valendo para os lançamentos e vendas programados para este ano, entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão”, afirma Cury. Segundo ele, a taxa básica de juros da economia brasileira, que está no menor patamar da história, fez com que muitos investidores migrassem do mercado financeiro para o imobiliário.

Para Cury, da Trisul, o fato de a empresa ter um bom estoque de terrenos em áreas nobres, adquiridos na baixa de preços de 2014 a 2017, e oferecer imóveis de acordo com o que o cliente demanda contribuiu para que a Trisul se saísse bem numa conjuntura econômica adversa.

No caso da Cury, Mesquita afirma que a comercialização subiu cerca de 10%, na comparação com os mesmos meses do ano passado. Ele acredita que o primeiro efeito do pânico trazido pela pandemia foi alterar a lista de prioridades do consumidor. “Em geral, nosso cliente divide a casa com outros familiares, pais, sogros. São trabalhadores que passavam o dia fora e, de uma hora para a outra, se viram trancados em uma casa com todos os inconvenientes que essa situação traz.”

Segundo Mesquita, apesar do medo do desemprego, o cliente da Cury já está acostumado a viver na pressão de ter de desembolsar o valor do aluguel e quem entra no programa Minha Casa Minha Vida, só começa a pagar as parcelas do financiamento após a entrega das chaves.

Digital

Se antes da chegada da pandemia o comprador de imóveis ainda relutava em lançar mão da tecnologia para viabilizar a transação, ou mesmo para conhecer o produto, agora 90% das visitas aos empreendimentos são virtuais e o fechamento dos negócios é feito de forma digital. “Antes, o cliente queria ir ao escritório e assinar folha por folha dos contratos”, diz Mesquita, da Cury.

Segundo ele, nos últimos quatro anos, a empresa investiu algo próximo a R$ 5 milhões em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. “O que mudou é que tivemos de acelerar o passo”, acrescenta.

A Trisul informou que também intensificou os investimentos que já vinha fazendo em tecnologia.

Fonte: https://www.terra.com.br/

Por Eliane Sobral
 
 

Mercado imobiliário brasileiro aponta melhora nas vendas e fala em retomada

Depois das quedas em abril e maio, setor vê com otimismo números preliminares de junho, indicando que as vendas chegaram a 85% do esperado para o mês em São Paulo.

Por Estadão Conteúdo
 

A recuperação em “V” (cai rápido, sobe rápido), tão sonhada por diversos setores em meio à crise do coronavírus, pode estar a caminho de se tornar realidade no mercado imobiliário de São Paulo, o mais pujante do País. Os negócios apurados até aqui evidenciam quedas nas vendas de abril e maio, mas que foram abrandadas ao longo de junho, despertando otimismo entre empresários e analistas.

“A sensação é que ocorreu mais um adiamento do que uma desistência das compras”, relata o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Basílio Jafet. “Após a reabertura do estandes, o movimento começou a subir”, emenda. O Secovi-SP contabilizou vendas de 1.923 imóveis novos em abril e 2.405 em maio, o que configura quedas de 27,7% e 26,7%, respectivamente, em relação aos mesmos meses do ano passado. O tamanho da queda foi considerado brando em comparação com outros setores, diz Jafet.

Os dados de junho ainda estão sendo computados, mas uma sondagem preliminar feita junto aos associados indica que as vendas já chegaram a 85% do esperado para o mês. “É um resultado espetacular para este momento em que ainda há receio de sair de casa e o atendimento tem restrições de horário e fluxo”, avalia Jafet. “Os lançamentos e as vendas são menores do que antes da crise, claro, mas as atividades melhoraram em maio e junho. Para mim, isso foi uma grande surpresa”, diz o analista do BTG Pactual, Gustavo Cambaúva.

Atrativo na crise

Há algumas hipóteses que explicam a melhoria dos negócios . A principal delas é que taxa de juro média do financiamento imobiliário no Brasil está no menor patamar da história, de acordo com dados do Banco Central. Em maio, ela chegou a 7,16% ao ano. Já no começo de 2019, estava em 8,31%, e no começo de 2017, 10,90%. O setor estima que a redução de cada ponto porcentual nos juros represente um desconto de 8% na parcela do financiamento, o que significa que ela passa a caber no bolso de cada vez mais consumidores.

Levantamento realizado pelo banco Credit Suisse neste mês aponta outros fatores que reforçam o otimismo com o mercado. Um deles é que as vendas de imóveis residenciais ficaram em torno de 60% do seu nível histórico na última crise, entre os anos de 2015 e 2017. Isso gerou uma demanda reprimida, o que ajuda a explicar o bom movimento nos estandes.

Outro fator é que os imóveis estão relativamente baratos, uma vez que a alta de preço não acompanhou a inflação. Pelos cálculos do banco, isso resultou numa desvalorização média de 25% nos últimos cinco anos das moradias nas capitais. “A demanda deprimida, associada às taxas de juros no recorde de baixa e ao desempenho fraco dos preços de moradias, criaram um ambiente único para o setor”, descreveram os analistas Daniel Gasparete e Eduardo Costa, responsáveis pelo estudo do Credit Suisse.

Além disso, o aluguel de imóveis voltou a ser um investimento atrativo. O rendimento gira em torno de 5% ao ano, nada mal frente a uma taxa básica de juros (Selic) de 2,25% ao ano.

Há também uma questão comportamental, aponta o copresidente da MRV, Eduardo Fischer. “O imóvel passou a ganhar mais importância na vida das pessoas, porque elas passam mais tempo em casa e querem ter um lugar agradável para ficar”, comenta. Esse ponto de vista pode levar muitas pessoas a trocar o aluguel pela casa própria ou até mesmo buscar um “upgrade” para uma moradia melhor, explica.

Fonte: https://www.gp1.com.br/

Caged: construção civil volta a registrar números positivos

Enquanto o Brasil fechou 10.984 vagas com carteira assinada em junho, o setor da construção civil criou 17.270 novos empregos. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados hoje (28) pelo Ministério da Economia.

De acordo com o Caged, a construção civil registrou 113.162 admissões e 95.892 demissões no mês de junho. Foi o melhor resultado para o setor desde fevereiro, quando 25.837 novas vagas foram geradas. Além disso, foi o primeiro saldo positivo após o início da pandemia provocada pelo novo coronavírus.

As admissões cresceram 29,29% ao passarem de 87.526 trabalhadores em maio para 113.162 trabalhadores em junho. Por outro lado, as demissões recuaram 11,60%. Isso significa que em maio foram registradas 108.476 demissões no setor, enquanto, em junho, foram 95.892.

Na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, embora a duração e os efeitos da pandemia ainda sejam incertos, ao que tudo indica o pior já ficou para trás. “Os números do Caged vêm se somar a uma série de outros indicadores que têm mostrado a recuperação e a força do setor para gerar empregos e puxar a retomada econômica do país. Simplesmente nos deram condições e prazo para pagar, mantiveram nossos contratos, e nós respondemos de forma positiva”, disse.

A construção civil vem realizando esforço para manter o ritmo de sua atividade e contribuir com o processo de recuperação da economia. Além dos números do novo Caged, os dados do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) comprovam isso. De acordo com o Ministério da Economia, o programa realizou, até 27/07, 14,8 milhões de acordos, sendo quase 44% para a suspensão do contrato de trabalho (6,5 milhões). Desagregando por setor de atividade, a construção civil aparece com cerca de 359 mil acordos celebrados, ou seja, 2,42% do total, demonstrando a importância das atividades do setor. Caso não tivesse acontecido paralisação de atividades da construção em algumas localidades, esse número seria ainda menor.

No contexto dos resultados positivos para a construção civil, é preciso destacar ainda o incremento no financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Conforme os dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o número de unidades financiadas com recursos do SBPE no primeiro semestre de 2020 correspondeu a 160,7 mil unidades. Foi o melhor resultado para o período desde 2015. O volume de empréstimos avançou 28,6% na comparação dos primeiros seis meses de 2020 em relação a igual período de 2019, atingindo R$ 43,35 bilhões.

O mês de junho de 2020 também foi o melhor mês dos últimos quatro anos em contratações de financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal, que detém 70% do mercado.

Veja mais sobre o resultado do Caged na análise da economista do Banco de Dados da CBIC, Ieda Vasconcelos, no Informativo Econômico.

Fonte: https://cbic.org.br/

Secovi: venda de imóveis novos em São Paulo cresceu 24,1% em junho

 
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Crédito: Reprodução/infomoney

 

A venda de imóveis novos em São Paulo cresceu 24,1% em junho na comparação com maio. Foi isso o que apontou a pesquisa do Secovi-SP nesta segunda.

De acordo com os dados divulgados pelo Sindicato da Habitação, foram comercializadas 2.984 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo no último mês.

Os números superaram os de maio, quando foram vendidos 2.405 novos imóveis, mas ficaram 56% abaixo das vendas registradas em junho do ano passado – 6.789 unidades.

Na soma dos últimos 12 meses – de junho a junho -, houve aumento de 23,7% na comparação com o período entre junho de 2018 e 2019.

Foram negociadas 46.480 unidades contra 37.569 do período anterior.

“Apesar desse cenário desafiador, o mercado imobiliário apresentou crescimento no mês de junho em relação ao mês de maio, quando as vendas já tinham apresentado recuperação em relação a abril. A tendência de retomada da vida, dentro de um ‘novo normal’, está colaborando com esse comportamento”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

VGV de imóveis cresceu, segundo Secovi

A Secovi informou que o VGV (Valor Global de Vendas) cresceu em junho na comparação com maio.

Segundo o órgão, o total atingiu R$ 1,24 bilhão, resultado 43,5% acima do apresentado no mês anterior, que foi de R$ 862,8 milhões.

Apesar da alta, o número segue bem abaixo do volume de junho de 2019 (64,8%), cuja soma chegou a R$ 3,51 bilhões.

Lançamentos crescem 28,3% em São Paulo

Um dado interessante divulgado pela Secovi e compilado pela Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) mostrou que a cidade de São Paulo registrou, em junho, o lançamento de 2.015 unidades residenciais.

Esse volume foi 28,3% superior ao apurado em maio (1.570 unidades), e 79,9% abaixo do total de junho de 2019 (10.002 unidades).

Na soma total dos últimos 12 meses (julho de 2019 a junho de 2020), os lançamentos na capital paulista somaram 54.740 unidades, 12,3% acima das 48.751 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior (julho de 2018 a junho de 2019).

Ofertas e destaques em imóveis

De acordo com o relatório mais recente da Secovi-SP, a capital paulista fechou junho com a oferta de 31.225 unidades disponíveis para venda.

A quantidade é 3,7% menor do que a de maio, mas 31,8% superior ao registrado em junho do ano passado.

O órgão considera unidades disponíveis a gama composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (julho de 2017 a junho de 2020).

Entre as opções comercializadas, os principais destaques ficaram para os imóveis de 2 dormitórios.

Segundo o relatório, eles lideraram em todos os indicadores: vendas (2.044 unidades), oferta (17.894 unidades), Valor Global de Venda (R$ 584,7 milhões), Valor Global de Oferta (R$ 5,6 bilhões), lançamentos (1.231 unidades) e no índice Venda Sobre Oferta (10,3%), resultado das 2.044 unidades comercializadas em relação aos 19.938 imóveis ofertados.

“Esta pandemia, entre outros aspectos, mostrou a importância do imóvel para a segurança das famílias, muito além de seu benefício patrimonial e econômico”, apontou Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP.

Fonte: https://www.euqueroinvestir.com/

Construção Civil: A importância para a economia pós-pandemia

Não há dúvidas sobre o fato de que a pandemia deixará sua marca nos mais diversos setores.

Transformações que já eram previstas por muitos especialistas foram forçadas a acontecer – afinal, era mudar ou mudar, sem mais opções.

Na construção civil, há alguns exemplos interessantes do que acredito ser tendência para o futuro e do que pode ter provocado grandes expectativas agora, mas não devem ter impacto significativo a longo prazo.

O primeiro temor é sobre o fim do aluguel.

Boa parte dos proprietários já observam uma debandada de inquilinos.

Muitas empresas sentiram que seus funcionários se adaptaram bem ao home office e decidiram adotar o trabalho remoto como algo permanente.

Portanto, não faz sentido para elas pagar o caríssimo aluguel de um imóvel bem localizado – ou, pelo menos, não de todo o imóvel.

Uma sala pode suprir as necessidades de espaço, não mais todo o andar de um prédio comercial.

Da mesma forma, muitas pessoas voltaram para a casa dos pais ou se mudaram para apartamentos e casas menores, e com preços mais compatíveis com seus orçamentos, por dificuldades financeiras.

Esta, porém, é apenas uma questão de renovação de mercado.

As pessoas não pararam de comprar carros por causa dos aplicativos de carona. 

Há sempre alguém que vá querer um modelo esportivo, para viajar para a casa na praia, ou um mais compacto, porque mora sozinho e não precisa de tanto espaço.

Maiores ou menores, luxuosos ou mais acessíveis, fato é que este mercado sempre está pronto para atender aos mais diversos tipos de consumidores.

E isso é algo que ainda falta à construção civil.

Grandes centros de construção, que gastam fortunas alugando espaços quilométricos, já começam a optar pela sublocação.

Dividir aquele espaço enorme com um lojista parceiro é uma opção economicamente viável, pois fica mais barato para os dois, e também atende às expectativas dos clientes.

A loja vira um cartão de visitas. Ao invés do home center vender móveis planejados, ele reduz seu preço de aluguel ao sublocar para uma loja de móveis.

Pode ser que, daqui a um tempo, tenhamos um verdadeiro coworking de lojas.

É preciso enxergar o setor como um todo, e isso só é possível a partir de dados e informações. 

Se houve queda no número de compra de imóveis, por outro lado, a quantidade de reformas aumentou. Tudo é uma questão de equilíbrio e de saber analisar a situação e as tendências com um olhar mais analítico.

Boa parte das novidades desse momento vieram para ficar. A construção civil raramente dá um passo em falso – até por isso, ela caminha devagar.

As transformações ainda são feitas de maneira gradual, por mais que a pandemia tenha acelerado esse processo.

O que deve permanecer é a necessidade de atendimentos mais ágeis, como a possibilidade de fazer orçamentos de materiais pela internet e o delivery de materiais, e o relacionamento com o cliente a partir do digital. 

Se era difícil encontrar marcas e lojas de materiais de construção nas redes sociais, hoje esses contatos estão muito mais acessíveis.

A informatização do mercado é algo que sempre defendo.

Afinal, é a partir de dados que são feitos os maiores investimentos.

O proprietário de um imóvel precisa saber quanto se cobra de aluguel em determinada região, assim como é interessante para uma loja de materiais de construção saber que uma construtora está levantando um prédio.

Essa troca enriquece todo o setor, permitindo que a indústria seja mais assertiva em sua produção, o comércio não venda produtos com preço inflacionado e o consumidor pague mais barato.

Por fim, é importante destacar o papel importantíssimo da construção civil como motor da economia.

Por ter uma cadeia enorme de produção que envolve os três setores – indústria, comércio e prestação de serviços – este é um setor que merece ser valorizado.

Por ele, se gera renda para diversas famílias, acelerando o consumo e fortalecendo as vendas.

A construção de conjuntos habitacionais e casas populares, com incentivo do governo, pode ser uma forte alavanca para a retomada econômica pós-pandemia.

Assim, poderemos sair mais fortes como país.

Fonte: https://www.jornalcontabil.com.br/

Por: Wanderson Leite, formado em administração de empresas pelo Mackenzie e fundador das empresas ProAtiva, app de treinamentos corporativos digitais, ASAS VR, startup que leva realidade virtual para as empresas e escolas; e Prospecta Obras, plataforma de relacionamento do segmento de construção civil.

O preço do imóvel vai subir muito no Brasil, diz empresário

Por Isabel Filgueiras, Valor Investe — São Paulo

O preço do imóvel vai subir muito no Brasil, diz empresário
Getty Images

O custo da construção civil fará com que os imóveis no Brasil passem por nova alta de preços, depois de um período de queda. É o que diz o empresário Antonio Setin, que criou a incorporadora Setin, sobre o mercado imobiliário no setor pós-covid-19.

“O preço do imóvel vai subir muito no Brasil. Achei que o custo de obra ia despencar, mas aço, cimento, elevador subiram de preço. E terreno está subindo”, diz em painel virtual sobre imóveis da Expert XP, evento da corretora.

A exceção, pontua, serão os imóveis da linha do programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida, que precisam obedecer o teto de financiamento da Caixa Econômica para continuarem sendo financiados. 

Setin diz ainda que, até pouco tempo, os as incorporadoras conseguiam adquirir os terrenos por permuta e, assim, ter um projeto com custo inicial menor. Mas o preço do “solo” está cada vez mais caro.

“Hoje o dono do terreno escolhe comprador. E diferente do que a gente pensava não está mais barato. Está encarecendo”, afirma.

Desde 2017, o mercado imobiliário vem enfrentando desaceleração. Os preços dos imóveis ficaram em média abaixo da inflação. A expectativa vem sendo de recuperação do setor, mas até o momento, ela ainda não aconteceu.

Apesar da crise, o empresário aposta no crescimento do mercado imobiliário, no curto prazo, em razão das taxas de juros estarem no patamar mais baixo da história.

“Se fosse no tempo da (presidente) Dilma Rousseff com uma Selic a 15%, ninguém ia tirar dinheiro de aplicação para colocar no mercado imobiliário, não importa que pandemia tivesse. Mas agora o cenário é outro, com juros baixos”, argumenta.

Outro motivo para o otimismo é o déficit habitacional do país que, segundo ele, mantém viva a demanda por produtos imobiliários.

Para o executivo, apesar de as taxas do financiamento imobiliário terem caído, elas ainda não estão baixas o suficiente e novas modalidades de crédito terão de surgir para fomentar o mercado.

Também participou da conversa Álvaro Coelho da Fonseca, dono da imobiliária Coelho da Fonseca, com mais foco em unidades de alto padrão. Ele afirma que o momento é de valorização de ativos reais e não mais de investimentos que remunerem em juros.

“Brasileiro gosta de imóvel, se sente seguro tendo imóvel. Com uma taxa de juro dessa, uma inflação controlada como a que estamos vivendo, aonde colocar o dinheiro? Se meu dinheiro não vale nada, vou colocar em imóveis ou em ações. É uma valorização dos ativos reais, imóveis ou parte de empresas”, diz.

Tendências

Segundo Setin, apesar de a pandemia ter feito a demanda por imóveis maiores crescer, a tendência vai continuar sendo de construção de unidades pequenas.

Ele justifica que, com custo de terreno cada vez maior, a construção de apartamentos maiores nos centros urbanos ficará mais cara e pode ser inviável para a maioria do público comprador, que são de classes mais baixas.

“É uma tendência termos apartamentos menores e mais inteligentes. A compensação que damos é ter no térreo áreas comuns mais preparadas, mais tecnologia, eliminando custo de mão de obra dos condomínios”, defende.

A explosão do home office, trabalho de casa, também vem transformando as demandas de imóveis.

A partir de agora, os clientes deverão ficar mais atentos a partes técnicas, como projeto de acústica para conseguir trabalhar de casa e talvez um espaço para o escritório.

Para Coelho da Fonseca, a pandemia vai deixar uma marca cultural de se preocupar cada vez mais com a qualidade de vida.

“Essa discussão da qualidade de vida, antes relegada ao segmento de luxo e alta pirâmide, vai chegar mais perto da base da pirâmide. Estamos vendo as pessoas irem morar em casa, sair do apartamento”, afirma.

“Os condomínios de campo e na praia estão bombando, porque ali se encontrou um lugar de respiro, longe dos centros urbanos. Agora não se avalia só o tipo de moradia, mas também entra na equação novas experiências, que é o home office”, completa.

Fonte: https://valorinveste.globo.com/

8 Cidades mais Caras para comprar um imóvel

Já pensou como seria ter uma casa ou apartamento no exterior? Poderia ser o começo de um novo rumo na carreira, ou a oportunidade de conhecer e vivenciar novas culturas, um novo idioma, enfim, uma vida nova. Se a dificuldade financeira do momento impede até mesmo de sonhar, comece se informando sobre as cidades mais caras do mundo para ter um imóvel.

A relação foi elaborada pela Knight Frank, líder mundial em consultoria imobiliária, e traz oito cidades em seis países. Conheça a seguir quais são elas e os motivos que as fazem figurar nessa lista.

Imóveis de alto padrão colocam a capital britânica no topo entre as mais caras.

Top 8 imóveis: cidades mais caras do mundo

No primeiro lugar do ranking das cidades mais caras do mundo para se ter um imóvel está Londres. Segundo o levantamento da consultoria, os preços dos imóveis da capital britânica dispararam nos últimos tempos, subindo mais rápido do que qualquer outra região do planeta entre 2009 e 2019.

O principal motivo para isso é que os apartamentos e as casas de alto-padrão estão se tornando cada vez mais comuns na cidade, o que a torna o maior mercado imobiliário de luxo do planeta, com 1.668 imóveis avaliados em mais de US$ 5 milhões (quase R$ 20 milhões).

Confira o ranking completo:

1º Londres

2º Nova Iorque

3º Hong Kong

4º Sidney

5º Cingapura

6º Dubai

7º Miami

8º Los Angeles

A segunda colocação de Nova Iorque, na verdade, remete a um distrito. Com 796 propriedades milionárias em 2014, Manhattan ganhou 320 instalações luxuosas desde 2009.

Quando o assunto é o preço do metro quadrado, o ranking muda um pouco. Londres continua na primeira colocação, com um custo avaliado em US$ 3,8 mil (quase R$ 15 mil), mas Manhattan ganha a companhia de Hong Kong no segundo lugar, ambas com US$ 3,2 mil de custo estimado.

Outra mudança na relação inclui Dubai, que é ultrapassada por Miami e Los Angeles e, assim, passa a ocupar a oitava posição, com o valor do metro quadrado avaliado em 700 dólares.

As mais caras no Brasil

Apesar de não ter nenhum cidade entre as oito mais caras do mundo para se ter um imóvel, não se pode dizer que o metro quadrado brasileiro está barato. Mesmo com as quedas contínuas na valorização, divulgadas mensalmente pelo índice FipeZap, o preço segue alto.

Na comparação entre os meses de agosto e setembro deste ano, por exemplo, houve uma desvalorização média de 0,12% no preço do imóvel nas 20 cidades pesquisadas.

Com isso, o metro quadrado ficou mais barato em oito delas: Rio de Janeiro (-0,52%), Brasília (-0,16%), Recife (-0,04%), Porto Alegre (-1,26%), Florianópolis (-0,31%), Niterói (-0,15%), Goiânia (-0,09%) e Contagem (-0,22%)

Apesar das quedas, a capital carioca e a capital federal continuam sendo duas das três cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil, custando, respectivamente, R$ 10.530,00 e R$ 7.958,00. Entre elas, está São Paulo, com um custo estimado em R$ 8.614,00.

Fonte: https://www.genteemercado.com.br/

Parceria entre Bradesco e OLX permite financiamento de imóveis totalmente online

O Bradesco e a OLX anunciaram no dia, 13 de julho, uma parceria para facilitar a vida de seus clientes e usuários na hora de financiar uma casa: uma plataforma para fazer todos os processos de um financiamento totalmente online.

Dessa forma, os usuários dos serviços poderão negociar e comprar um imóvel novo ou usado pelo aplicativo de compras e vendas e contratar o financiamento imobiliário da instituição financeira.

De acordo com um levantamento realizado, cerca de 25% dos potenciais compradores de imóveis no Brasil utilizam a plataforma da OLX para encontrar uma casa e negociar sua compra. Mais de um milhão de pessoas acessam o aplicativo todos os dias na procura por uma casa nova ou usada. Já o Bradesco espera um aumento de 20% ao mês no volume de negócios de crédito imobiliário.

 

“A parceria com a OLX reforça a importância estratégica do crédito imobiliário para o Bradesco, assim como o posicionamento do Banco na jornada digital do produto. Conseguimos integrar os sistemas do Banco e da OLX via APIs, o que possibilitou trazer benefícios como segurança de dados e facilidade no envio de documentos, tudo de forma muito prática, o que dará maior agilidade na contratação.”

Octavio de Lazari Jr
Presidente do Bradesco

Marcelo Dadian, diretor de imóveis da OLX, indica que esse é um bom momento para investir na compra de um imóvel e destaca que o mercado imobiliário apresenta uma recuperação neste período. Para Dadian, essa iniciativa com o Bradesco visa proporcionar uma melhor experiência para os mais de 14 milhões de pessoas que utilizam sua plataforma para a compra de imóveis todo mês.

O serviço para financiamento de imóveis 100% fruto dessa parceria deve iniciar sua jornada nas próximas semanas.

Vale lembrar que, em março, a OLX adquiriu a ZAP Imóveis e Viva Real após uma transação de R$ 2,9 bilhões.

Fonte: https://www.tudocelular.com/

Brasileiro não desiste da casa própria e busca por imóveis aumenta na crise

Interesse volta a crescer após queda observada no início da quarentena

 

O primeiro momento da quarentena do coronavírus, em março, foi de impacto negativo em quase todos os setores da economia. O mercado imobiliário não ficou de fora. Mas, passada a estranheza do começo do isolamento, voltou também o interesse pela compra e pelo aluguel de imóveis, apontam dados de plataformas de busca de imóveis e de comparação de taxas.

“No início do isolamento social compulsório, de fato, houve abrupta queda nas vendas. No entanto, passado o solavanco, a rápida e surpreendente absorção da nova realidade reascendeu o mercado. O índice FipeZap informa crescimento nas vendas de 0,18% em março, 0,20% em abril e 0,23% em maio, observa João Teodoro, presidente do Sistema Cofeci-Creci, que representa corretores de imóveis.

Ele conta que o setor de vendas passou por uma pressão, mas se adaptou. Segundo Teodoro, a maioria das vendas imobiliárias são realizadas com apoio da internet, com pouca interação presencial.

O déficit habitacional no Brasil chegou a 7,8 milhões de unidades (casas e apartamentos) em 2017, aponta um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Quando há tanta gente ainda sem casa própria e caem as taxas de juros do financiamento, como vimos recentemente, o ritmo tende a ser de maior procura. Além disso, o preço dos imóveis tem ficado estagnado desde 2017, oscilando entre meses de leves altas e outros de quedas abaixo da inflação.

Enquanto a prometida retomada da construção civil e setor imobiliário não chega, as pessoas seguem procurando imóveis e pesquisando condições de pagamento, o que não significa necessariamente que vão fechar negócio agora.

A plataforma que compara taxas de juros e condições do crédito imobiliário Melhortaxa registrou aumento de 64,4% na busca por crédito imobiliário no país nos primeiros 5 meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2019.

As taxas atuais já são as mais baixas vistas no mercado imobiliário, o que favoreceu o aumento da capacidade de compra dos tomadores, mesmo nesse ambiente de incerteza. Acredito que nos próximos meses, com a retomada da economia pós-pandemia, há maior probabilidade de um repasse mais forte para as taxas de crédito imobiliário, afirma o cofundador da Melhortaxa, Rafael Sasso.

Compras e crédito

De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarãesas contratações de crédito imobiliário cresceram 21,73% em 2020. O banco tem a maior porção de mercado de financiamento imobiliário entre os cinco maiores bancos.

Os dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostram que os financiamentos para a compra e a construção de imóveis somaram R$ 7,13 bilhões em maio, alta de 6,5% em relação a abril e crescimento de 8,2% em comparação a maio do ano passadoAinda segundo a entidade, em maio, o crédito imobiliário com recurso de poupança cresceu 22,6%.

De janeiro a maio de 2020, os total de financiamentos atingiu R$ 34 bilhões em crédito, alta de 23,2% em comparação a igual período de 2019.

No acumulado de 12 meses, entre junho de 2019 e maio de 2020, o crédito chegou a R$ 85,1 bilhões, superando em 30,5% o montante total dos 12 meses anteriores.

A maior parte da alta é justamente na liberação de crédito para pessoa física, para quem quer comprar para morar ou investir nesses bens (para alugar ou revender).

A concessão de crédito para compra somou R$ 5,3 bilhões em maio, uma alta de 12%, e R$ 27,1 bilhões no acumulado de 2020, crescimento de 30%.

O maior volume de dinheiro usado para o financiamento não é necessariamente um reflexo de inflação nos preços dos imóveis. Eles não ficaram tão mais caros, a ponto de exigir um valor mais alto de crédito.

Ainda segundo a Abecip, as unidades financiadas de janeiro a maio de 2020 também superam em 20% os financiamentos do mesmo período do ano passado. Portanto, não se trata só de mais crédito. Os dados sugerem aumento nas vendas.

Uma pesquisa da consultoria Brain Inteligência Estratégica constatou que, entre as pessoas que tinham intenção de comprar um imóvel, 22% efetivaram a compras em junho, seis pontos percentuais acima dos dados de março (primeiro mês da pandemia), e três pontos percentuais do registrado em abril. Este levantamento da Brain também revelou um discreto aumento na intenção de compra.

Para Yslanda Barros, diretora da assessoria de imóveis Ética Soluções Imobiliáriaso movimento de procura é resultado do cenário de juros baixos e queda no custo do financiamento, algo que só foi reforçado com a pandemia, após mais cortes da Selic.

“Para quem quer comprar um imóvel, seja para morar ou investir, além de ter reserva financeira para manter os planos, as condições de financiamento hoje são vantajosas e há oportunidades a serem avaliadas. Além da queda da Selic, o Brasil apresenta hoje um cenário de baixa rentabilidade da poupança e da renda fixa, alta volatilidade no mercado de ações e subida dos preços dos imóveis em ritmo abaixo da inflação”, afirma.

 

Mudanças na pandemia

Um levantamento do site de anúncios de compra e venda OLX revelou que mais da metade (54%) dos 430 entrevistados estão em busca de comprar um imóvel, e o restante está em interessado em alugar.

Dentro do primeiro grupo, 53% deles admitem que o interesse na compra diminuiu, enquanto os outros 47% dos compradores em potencial mantiveram ou aumentaram o interesse em comprar um imóvel, mesmo diante da crise. Ou seja, os números mostram que o interesse em ter um imóvel nem de longe arrefeceu da forma que se imaginava no início da pandemia.

Se no setor de vendas os resultados foram de mais cautela, para o aluguel, a procura cresceu. A pesquisa da OLX apontou que 59% responderam que mantiveram ou aumentaram o interesse por locação. Os dados foram coletados entre abril e maio.

“No caso dos inquilinos, existem fatores como término do contrato e necessidade de diminuir o valor do aluguel, que não podem ser adiadas”, comenta Marcelo Dadian, diretor de Imóveis da OLX Brasil.

De qualquer forma, o consumidor também entendeu que a pandemia vai atrasar a compra da casa própria. Entre os consultados na pesquisa, 51% disseram que o processo para conseguir um novo imóvel pode se arrastar por um ano além do planejado.

Na locação, 65% vêm atraso acima de um ano do esperado. Antes da pandemia, mais da metade dos consumidores tinha a expectativa de fechar negócio no aluguel ou na compra em menos de 6 meses.

Entre os fatores citados para a demora maior no processo estão:

  • Não poder visitar presencialmente (60%)
  • Insegurança em relação ao meu trabalho/renda atual (55%)
  • Impossibilidade de efetivar a transferência do imóvel (46%)
  • Dificuldade em conseguir financiamento/fiador (43%)

Outro levantamento, este realizado pelo portal imobiliário Imovelweb também reitera que a procura por imóveis voltou a crescer, após uma queda de 33% em marçoHouve crescimento de 19% nas buscas realizadas na primeira semana de abril em relação à última semana de março.

Em comparação entre as semanas anteriores à quarentena e o final de abril, a alta nas buscas de aluguel e compras foram de 13%.

“Notamos uma queda na procura, assim que a pandemia se instalou no Brasil. Porém, antes da quarentena, o cenário estava muito positivo para quem estava pretendendo comprar imóveis, com as menores taxas de juros dos últimos tempos, estabilização nos preços, redução dos estoques e novas soluções de crédito. As variáveis eram e ainda são muito atrativas, o que explica esse aumento nas buscas no mês de abril”, diz, em nota, o diretor financeiro do Imovelweb, Tiago Galdino.

Fonte: https://valorinveste.globo.com/

Por Isabel Filgueiras, Valor Investe — São Paulo

De que forma a sustentabilidade pode ajudar na recuperação do setor de construção civil em meio a pandemia?

A pandemia do novo coronavírus fez com que todos os âmbitos da sociedade fossem afetados, trazendo consigo, diversos problemas socioeconômicos que serão difíceis de serem solucionados a curto prazo. Apesar de integrar a lista de serviços essenciais, a construção civil também está sofrendo impactos significativos com a pandemia.

Uma pesquisa realizada em abril deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), revelou que 94,3% das empresas de construção classificaram como prejudiciais e nocivos os reflexos da pandemia de Covid-19 sobre os seus negócios.

De acordo com o diretor comercial da empresa de revestimentos inteligentes Ecogranito, Renato Las Casas, esse cenário complexo demandou diversas mudanças que influíram diretamente no potencial de produção do setor de construção civil. “Muitas práticas e processos foram colocados em prática para que o nosso segmento sustentasse as suas atividades. Para evitar aglomerações e diminuir os riscos de disseminação do vírus, foi necessário replanejar a atuação dos profissionais envolvidos nas obras, alternando seus turnos de trabalho e reduzindo as equipes presentes nos canteiros. Ainda foi preciso implementar modificações no transporte dos profissionais até os locais das construções, reforçar os métodos de proteção e limpeza e realizar testes de segurança”, explica.

Segundo Renato, estas alterações atrasaram a finalização de obras, acarretaram o descumprimento de prazos, aumentaram os distratos, causaram a elevação de gastos com materiais e mão de obra e a diminuição de caixa. “Além destes problemas, o setor também lida com o avanço da insegurança e desestabilidade emocional entre os trabalhadores, que se mostram cada vez mais preocupados com a possibilidade se serem infectados pela covid-19 e levarem a doença para suas casas”, ressalta.

Renato aponta que um dos caminhos para a recuperação do setor de construção civil é a adoção de práticas sustentáveis, que não só podem minimizar os grandes impactos ambientais gerados por esse segmento industrial, como também diminuir os seus gastos, aumentar os seus lucros e proporcionar melhor qualidade de vida aos trabalhadores envolvidos e população em geral.

“A aplicação da sustentabilidade no âmbito da construção civil pode proporcionar ganhos tanto para o empreendimento quanto para o meio ambiente. Um projeto de iniciativa sustentável pode agregar maior qualidade ao trabalho oferecido, trazer segurança aos colaboradores, possibilitar a diminuição de custos financeiros, otimizar processos, promover o melhor aproveitamento dos recursos naturais e energéticos, além de permitir a redução e gerenciamento adequado de resíduos. Todos estes fatores podem ser decisivos para a recuperação do setor”, destaca.

Conforme Renato, empregar práticas ambientalmente corretas ainda é um grande desafio para a construção civil, mas algumas atitudes podem mudar essa realidade. “Ações simples como a criação de planejamentos de obras bem definidos e que não gerem retrabalho, a escolha de fornecedores e produtos sustentáveis e a reutilização de matérias-primas, já podem colaborar de forma significativa para a diminuição dos impactos do setor na natureza e ainda contribuir para o desenvolvimento do segmento em meio a pandemia”, conclui. 

Fonte: http://jornaldiadia.com.br/