Arquivo mensais:julho 2017

Projeto da Nova Cracolândia prevê 90% de unidades habitacionais para população de baixa renda.

Conselho gestor terá que aprovar projeto para obras saírem do papel. Modelo proposto pela Prefeitura de SP também prevê construção de CEU e creche.

Imagem mostra projeto proposto pela Prefeitura em torres e equipamentos coloridos. Demais prédios em preto e branco são área da PPP da Habitação (Foto: Divulgação/Secretaria da Habitação)

O projeto da Prefeitura de São Paulo para a Nova Cracolândia, na região da Luz, Centro de São Paulo, prevê a construção de 3 torres com unidades habitacionais voltadas para famílias de baixa renda, uma torre de unidades de mercado popular, um CEU (Centro Educacional Unificado) e uma creche.
Para sair do papel, o projeto ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Gestor da Cracolândia, que deverá ser eleito neste sábado (29). Caso seja aprovado ou sofra apenas pequenas modificações, a estimativa é a de que as obras tenham início no começo do primeiro semestre de 2018.
A área de intervenção prevista é um quadrilátero que engloba o Largo Sagrado Coração de Jesus, Alameda Dino Bueno e Rua Helvétia, local que era ocupado pelo fluxo de usuários de crack antes da megaoperação policial contra o tráfico de drogas há 2 meses. A área fica ao lado do terreno em que será realizada a PPP da Habitação do estado, outro projeto para revitalizar a região.
O projeto da Prefeitura prevê 394 unidades de habitação de interesse social (HIS) e outras 42 unidades que serão comercializadas para o mercado popular, que são famílias com renda de até 5 salários-mínimos. Ou seja, cerca de 90% das unidades serão de interesse social, destinadas para as camadas mais pobres da população.
“Quase 90% das unidades habitacionais são de interesse social, que é renda de até 4 salários mínimos”, afirmou o secretário municipal da Habitação Fernando Chucre.

Quadra da Cracolândia que passará por intervenção entre Largo Coração de Jesus, Alameda Dino Bueno e Rua Helvétia.

De acordo com o secretário da Habitação, os proprietários de imóveis desapropriados serão indenizados pela Prefeitura e os moradores que residem no local pagando aluguel permanecerão na região.
“Nós queremos aproveitar o número de famílias que têm nesse quadrilátero, são 275, e gerar um empreendimento que requalificasse essa região e se integrasse ao projeto que está sendo implantado pelo governo do estado e ao mesmo tempo atendesse integralmente as famílias com melhores condições de habitação”, afirmou.

Análise em conselho

O projeto Redenção, idealizado pela Prefeitura de São Paulo, que teve a lacração e demolição de imóveis, prevê a revitalização da área. Mas, para o projeto sair do papel, terá que ser aprovado pelo Conselho Gestor da Cracolândia, já que a quadra é classificada como ZEIS (Zona Especial de Interesse Social) 3 pela Lei de Zoneamento.
“É uma zona que delimita áreas onde existe moradia precária, especialmente cortiços como havia naquela quadra”, explicou o secretário. “Essa legislação é para garantir o direito dessas famílias de continuarem morando na mesma região para que não fossem transferidos para regiões periféricas da cidade”, afirmou.
No dia 21 de maio, uma megaoperação policial contra o tráfico de drogas na região prendeu traficantes e fez com que os usuários migrassem para outro local. No dia seguinte, teve início o cadastramento dos moradores do quadrilátero que identificou 689 domicílios (cômodos ocupados) em 74 imóveis.
Ao todo, foram 275 famílias e 525 pessoas cadastradas, sendo que a maioria possui alguma fonte de renda e paga aluguel. Após a demolição dos imóveis, os moradores das quadras delimitadas devem receber auxílio-aluguel enquanto as torres não fiquem prontas.

Secretaria Municipal de Habitação Fernando Chucre (Foto: Tatiana Santiago/G1)

Detalhes do Projeto

A área que será revitalizada pela Prefeitura está localizada entre o Largo Sagrado Coração de Jesus, Alameda Dino Bueno e Rua Helvétia. O projeto prevê a construção de 4 torres residenciais, um CEU em uma área de 12 mil metros quadrados e uma creche em um terreno de 2 mil metros quadrados.
O local onde estão previstas as obras da Prefeitura não é o mesmo onde será implantado a PPP (Parceria Público-Privada) do estado. No entanto, as áreas são vizinhas e serão interligadas. Inclusive, o projeto arquitetônico previsto pela Prefeitura é o mesmo modelo adotado pelo estado. “No projeto, foi usado a mesma tipologia do estado para manter um padrão urbanístico de intervenção”, declarou Chucre. Com isso, formato e fachada dos apartamentos serão iguais.
Os novos prédios preveem um conceito de integração com a comunidade local e terão a parte térrea livre para a circulação de qualquer pedestre como um grande boulevard.
“A ideia é ligar todo aquele núcleo da Santa Ifigênia até o Largo Coração de Jesus, ficar aberto como uma grande praça, um grande boulevard que unifique essas áreas, inclusive com a Praça Júlio Prestes”, explicou Chucre.
A verba para execução das obras é esperada para após a publicação de uma Medida Provisória do Ministério das Cidades que prevê recurso do governo federal.
Caso esse mecanismo de financiamento não se torne viável, a administração municipal estuda outras possibilidades, como cada pasta assumir suas despesas ou uma PPP em parceria com o governo do estado para a construção dos apartamentos. O valor total dos recursos necessários não foi informado.

Projeção de projeto proposto pela Prefeitura de SP para Cracolândia (Foto: Divulgação/ Secretaria Municipal da Habitação)

Conselho

Desde maio foram feitas mais de dez reuniões com a sociedade civil para a formação do conselho. A eleição ocorre neste sábado (29) e terá 38 candidatos concorrendo. Após a definição do conselho, os eleitos terão um período de dez dias para para a aprovação do regulamento.
O Conselho Gestor será formado por dez membros titulares e seus suplentes. A equipe deverá ter integrantes da sociedade civil e poder públicos, sendo 3 representantes dos moradores (residentes no perímetro da intervenção), sendo um proprietário; 2 representantes de movimentos de moradia do Centro; 2 representantes de entidades vinculadas às áreas de arquitetura, urbanismo e universidades; 1 representante de entidades da área de política urbana com atuação na região; 1 representante de ONG / OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) com atuação social na região; 1 representante do setor produtivo, 2 representantes da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab); 1 representante da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL); 1 representante da Secretaria de Serviços e Obras (SMSO); 1 representante da Secretaria de Governo (SGM); 1 representante da Prefeitura Regional da Sé; 1 representante da Secretaria de Habitação do Estado; 1 representante da Secretaria de Assistência Social; 1 representante da Secretaria Municipal de Saúde e 1 representante da Secretaria de Direitos Humanos.

Fonte: http://g1.globo.com

Redução da Selic é positiva para o País, avalia Secovi-SP.

Ao atingir a casa de um dígito, taxa básica provoca importantes reflexos na economia e no mercado imobiliário.

Na avaliação do Secovi-SP, foi acertada a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de reduzir em um ponto percentual a taxa Selic, que passa de 10,25% para 9,25% ao ano. “Com a taxa básica de juros na casa de um dígito, algo que não ocorria desde o final de 2013, haverá reflexos importantes na economia e no mercado imobiliário”, afirma Flavio Amarypresidente da entidade.

Segundo ele, a redução da Selic contribui para diminuir também os juros do crédito imobiliário, o que facilita a compra de imóveis, já que as prestações ficarão mais baixas e caberão no bolso do consumidor, que encontra boas oportunidades no mercado. “Além disso, somada aos demais indicadores positivos da economia, a medida permite aumentar a confiança dos empresários e estimular investimentos. Neste cenário favorável, vale destacar o bom desempenho da captação líquida da poupança nos últimos dois meses”, conclui.

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

Gerar Lead no mercado imobiliário pode ser uma tarefa mais complexa do que se pensa.

 

marketing digitalComprar um imóvel não é uma tarefa muito fácil, mas como o mercado online não tem muros e muito menos limites, o mercado imobiliário não poderia deixar de acompanhar esse crescimento.

Foi assim que a sala de Formação de Serviços do primeiro dia do Fórum E-Commerce Brasil foi inaugurada. Diana Fournier, Senior Usability Analyst e Mariana Ferronato, Diretora de Marketing da Viva Real, maior portal de imóveis do Brasil, contaram algumas das estratégias usadas para gerar lead e trazer o brasileiro cada vez mais para o mundo imobiliário digital.

Segundo Mariana, existem pontos que se relacionam e que é necessário se adaptar para aumentar o lead. O primeiro é pela falta de transparência na descrição completa do imóvel, esse mercado não tem um organizador oficial para ajudar nesse processo. O segundo é que a compra de um imóvel não é 100% online, mas o primeiro passo começa pela pesquisa online e segue até a negociação final pelo digital e apenas é finalizada no offline. O terceiro ponto é como o mobile mudou a forma de busca e venda de imóveis, “um dos segredos é a comunicação direta e pessoal. As pessoas buscam e precisam de respostas rápidas, ainda mais neste mercado”. Diana completa, “a forma do lead muitas vezes vem pelo uso do aplicativo Whatsapp, e isso nós percebemos através de pesquisa e com entrevistas com os nossos clientes”.

As pesquisas ajudam a melhorar a experiência do cliente e são acompanhadas por um suporte de métricas que são levadas ao time de Data Analytics e a conversa com o consumidor é o principal passo para uma pesquisa com êxito.

Através dessas pesquisas, o Viva Real percebeu que os consumidores preferem fechar o negócio pelo mobile, isso pela demora em receber uma resposta por e-mail do anunciante, o que mudaria o cenário caso as respostas fossem mais rápidas ou em tempo real.

Fonte: www.ecommercebrasil.com.br

Por Paola Cecchi, da Redação E-Commerce Brasil

Como é feita uma rodovia?

Se a rodovia for destinada a uso comercial, seu traçado é curto e deve permitir acesso rápido e fácil aos centros econômicos da região a ser integrada. A rodovia turística precisa ligar todos os pontos de interesse. Uma estrada desse tipo só eventualmente servirá para o transporte de cargas e assim poderá ter curvas fechadas e rampas íngremes, com menor capacidade de escoamento do tráfego. A rodovia de finalidade militar deve aproveitar ao máximo a topografia do terreno e reduzir o uso de obras de arte(viadutos e pontes), alvos fáceis de ataques.

Na fase do planejamento são calculados também o volume, velocidade e densidade do tráfego, os tipos e pesos dos veículos que farão o trânsito na rodovia, as horas de maior volume do tráfego, a possibilidade de acidentes e engarrafamentos e os custos de construção, operação e manutenção. A densidade demográfica das regiões a serem servidas e o tipo de atividade econômica também são levados em consideração. Consultam-se estudos do crescimento da frota de veículos do país e suas repercussões sobre a capacidade futura de escoamento da rodovia e sua possível ampliação.

As informações coletadas na fase do planejamento são usadas para fazer o projeto, que consiste basicamente dos desenhos da planta da estrada, de seu perfil transversal e longitudinal e de suas obras de arte; do dimensionamento das obras e da elaboração do orçamento. Depende da experiência e perícia dos engenheiros a localização de rampas suaves no terreno natural, sem grande afastamento do curso teórico mais curto entre os pontos que se pretende ligar.

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A planta de uma rodovia consiste de uma série de segmentos retos concordados por curvas. A rodovia deve adaptar-se ao terreno, contornando os obstáculos naturais ou transpondo-os por meio de obras de arte. Os raios das curvas devem ser os maiores possíveis, estipulando-se um valor mínimo que varia em função dos acidentes do terreno e do tráfego previsto. Qualquer que seja esse valor, a moderna engenharia de construção de rodovias preocupa-se com os problemas de segurança e visibilidade.

O perfil longitudinal da rodovia é uma sucessão de rampas, planos e declives condicionados pela topografia do terreno, cujas ondulações são atenuadas por uma sucessão de cortes e aterros. As rampas e declives só muito raramente excedem a inclinação de cinco por cento e os diversos segmentos são ligados por curvas circulares ou parabólicas.

O perfil transversal é formado por uma pista pavimentada, protegida por acostamentos laterais e depende do tráfego previsto e da ondulação natural do terreno. A pista pode ter largura que varia de 2,5m em estradas secundárias até 12 ou 18 metros nas rodovias principais. Nas estradas com largura superior a 12m, é freqüente o emprego de duas pistas, separadas por canteiros de dois a cinco metros de largura, gramados ou arborizados. Cada pista é destinada ao trânsito em mão única. Nos trechos em corte a pista é protegida lateralmente por valetas, de modo a assegurar o rápido escoamento das águas das chuvas.

O pavimento é a superfície lisa e impermeável sobre a qual os veículos circulam, constituída de material de resistência e durabilidade adequadas ao tráfego estimado e às condições meteorológicas. O pavimento compõe-se de duas partes: a primeira, que é a camada de fundação, serve de alicerce e a segunda, denominada camada de desgaste, é disposta por cima da primeira e constitui a superfície.

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A camada de fundação destina-se a oferecer resistência às cargas verticais e transmiti-las ao terreno, distribuindo-se por uma área cuja extensão varia de acordo com a consistência do solo. Usa-se geralmente uma camada de macadame ordinário (feita de brita e saibro fortemente compactados) ou de concreto magro. A espessura depende da natureza do terreno e do valor das cargas que vão transitar pela estrada e oscila entre 15 e 25cm.

A camada de desgaste deve ter as seguintes características: resistência às cargas verticais e ao desgaste, superfície plana e aspereza para evitar as derrapagens. O efeito mais violento a combater é o desgaste provocado pelas rodas dos veículos, o que exige o uso de materiais resistentes e aglutinados, capazes de evitar o desagregamento pela ação das rodas. Entre os tipos mais comuns de pavimento de desgaste destacam-se o macadame ordinário revestido de uma camada betuminosa, paralelepípedos ou placas de rocha dura, agregado impregnado de asfalto, concreto etc., cuja escolha exige estudos prévios sobre a intensidade do tráfego e a tonelagem média. Enquanto as rodovias de tráfego leve devem ser dotadas de pavimento aderente e resistente ao desgaste, as de tráfego pesado exigem camadas de fundação mais sólidas.

Sinalização e manutenção

Depois da abertura da estrada e preparação do pavimento de acordo com as especificações do projeto, é feita a demarcação e sinalização da rodovia, de modo a orientar os motoristas quanto aos limites de velocidade adequados a cada trecho, às entradas e saídas e às distâncias de cada localidade servida pela rodovia. A obra é terminada com a arborização e outros acabamentos de caráter paisagístico.

A manutenção da estrada, geralmente função de órgãos públicos ou supervisionada por eles, deve ser permanente e interferir o mínimo possível com o fluxo de tráfego. Dependendo do tipo de pavimento, será preciso remendar buracos na superfície asfáltica, cimentar rachaduras no concreto, nivelar estradas de terra com o uso de tratores, renivelar placas de concreto mediante a injeção de material, consertar proteções, reparar valetas, aterros e cortes, pintar a sinalização e remover a vegetação excessiva.

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Os transportes fluvial, naval, ferroviário e aéreo são de importância vital para a economia de cada país. A rodovia, no entanto, mantém sua antiga e insubstituível finalidade de comunicação e abastecimento dos núcleos populacionais. Sua construção e manutenção continuam sendo atividades essenciais à infra-estrutura de cada nação.

Fonte: Porto Gente

Somente 9% do plástico produzido pela humanidade foi reciclado.

Cientistas calcularam que 8,3 bilhões de toneladas foram fabricadas de 1950 a 2015; 79% do total foi para aterros ou meio ambiente.

Uma nova pesquisa mostra que o ser humano produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico, desde o início a produção em massa desse material, em 1950, até 2015. A maior parte já virou lixo e quase 80% do material está agora em aterros sanitários ou no meio ambiente.

O estudo, publicado nesta quarta-feira, 19, na revista Science Advances, foi liderado por cientistas das universidades da Geórgia, da Califórnia e da organização oceanográfica Sea Education Association (SEA) – todas dos Estados Unidos. Segundo os autores, a pesquisa faz “a primeira análise global da produção, uso e destino de todo o plástico já fabricado”.

Mais de 8,3 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas pela humanidade entre 1950 e 2015; pelo menos 6,3 bilhões de toneladas já se tornaram lixo e, desse total, 79% foram parar em aterros sanitários ou no ambiente natural.  Foto: Tiago Queiroz / Estadão

Mais de 8,3 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas pela humanidade entre 1950 e 2015; pelo menos 6,3 bilhões de toneladas já se tornaram lixo e, desse total, 79% foram parar em aterros sanitários ou no ambiente natural. Foto: Tiago Queiroz / Estadão

Das 8,3 bilhões de toneladas de plástico produzidas até 2015, cerca de 6,3 bilhões já foram descartados. De todo esse lixo, apenas 9% foi reciclado, 12% foi incinerado e 79% está acumulado em aterros ou poluindo o ambiente natural.

O estudo também mostra que a produção de plástico acelerou nos últimos anos: metade da produção de 8,3 bilhões de toneladas ocorreu nos últimos 13 anos do período estudado, isto é, entre 2002 e 2015.

Nesse ritmo, segundo os cientistas, a quantidade de plástico jogada em aterros ou no ambiente chegará a 13 bilhões de toneladas até 2050. A quantidade atual, em 2017, é estimada em 9,1 bilhões de toneladas.

“A maior parte do plástico não é bidegradável em nenhum sentido, portanto o lixo plástico gerado pelos humanos poderá permanecer conosco por centenas ou até milhares de anos”, disse uma das autoras do estudo, Jenna Jambeck, professora da Universidade da Geórgia.

Para realizar a pesquisa, os cientistas compilaram estatísticas de produção de resinas, fibras e aditivos de diversas fontes industriais e sintetizaram os dados de acordo com tipo e setor de consumo.

Segundo o estudo, em 1950, a produção de plástico era de 2 milhões de toneladas anuais. Em 2015, ela já era de 400 mihões de toneladas por ano. Com isso, dizem os cientistas, o plástico ultrapassou vários outros materiais no ranking dos mais produzidos pela humanidade. Atualmente, os mais produzidos são os materiais relacionados à construção civil, como aço e cimento.

Os cientistas afirmam, porém, que o aço e o cimento são usados principalmente para construção, enquanto o plástico tem seu maior mercado nas embalagens, que na maior parte das vezes são utilizadas uma só vez e descartadas.

“Mais ou menos metade de todo o aço que é produzido vai para a construção, e por isso terá décadas de uso. Com o plástico acontece o contrário. Metade do que é produzido se torna lixo com quatro anos ou menos de uso”, disse o autor principal da pesquisa, Roland Geyer, também da Universidade da Geórgia.

Segundo Geyer, o estudo tem o objetivo de criar os fundamentos para uma gestão sustentável de materiais. “Dito de forma simples, não é possível fazer a gestão do que não foi medido. Então, achamos que as discussões sobre políticas públicas ficarão mais informadas e baseadas em fatos agora que temos esses números”, disse Geyer.

Plástico nos mares e oceanos
A mesma equipe de pesquisadores publicou em 2015, na revista Science, um estudo que calculou a quantidade de plástico no ambiente marinho. A estimativa é de que só no ano de 2010, mais de 8 milhões de toneladas de plástico foram jogadas nos oceanos.

“Existe gente viva atualmente que ainda se lembra de um mundo sem plástico. Mas esse material já se tornou tão onipresente que não conseguimos ir em lugar algum sem encontrar lixo plástico no ambiente, incluindo os oceanos”, disse Jenna.

Os autores do estudo destacaram que não têm a pretensão de remover o plástico do mercado, mas de incentivar um exame mais crítico do uso do material.

“Há áreas nas quais o plástico é indispensável, especialmente em produtos desenhados para a durabilidade. Mas acho que precisamos olhar com mais cuidado para o nosso caro uso dos plásticos e devemos nos perguntar quando o uso desses materiais fazem ou não fazem sentido”, afirmou outra das autoras do estudo, Kara Lavender Law, da SEA.

Fonte: http://sustentabilidade.estadao.com.br

Fábio de Castro, O Estado de S.Paulo

Construções sustentáveis crescem na Granja Viana.

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A Granja Viana, localizada em Cotia, na Zona Oeste da Grande São Paulo e a incrível casa contêiner.

A Granja Viana, localizada em Cotia, na Zona Oeste da Grande São Paulo e a incrível casa contêiner.

Sabemos que a palavra “ecologia” passou a ser muito utilizada nos últimos anos, especialmente relacionada a questões que envolvem construções. Isso porque a sociedade passou a entender os impactos dos danos causados ao meio ambiente, de uma forma bem mais ampla, danos causados por atitudes provenientes da evolução do homem, principalmente cientifica e tecnológica.

A sustentabilidade (tema do milênio) chegou ao segmento imobiliário quando profissionais e especialistas do setor (construtores, arquitetos, decoradores), grandes empresas e os próprios habitantes constataram que medidas relativamente simples de adaptação poderiam iniciar a transição de um imóvel convencional para uma “casa verde”, como são conhecidas, e gera benefícios, inclusive financeiros.

As “construções sustentáveis”, “prédios verdes”, ou ainda, “edifícios sustentáveis” são tendências no mercado de imóveis há pelo menos 20 anos no Brasil e têm por características medidas capazes de proporcionar melhor utilização de luz solar (ou natural), economia da utilização de recursos naturais, como água e energia elétrica, além de reduzir, significativamente, impactos na natureza provocados desde o planejamento até a entrega da propriedade.

Empresas do nicho, especializadas em imóveis à venda, como o portal Agente Imóvel, já registram crescente aumento na procura por lançamentos que se enquadram nesse perfil “ecologicamente correto”.

Casa contêiner: inovadora e sustentável

A Granja Viena, em Cotia-SP possui inúmeros privilégios nos quesitos, localização, estética, infraestrutura e planejamento urbano, além de ser uma das zonas mais promissoras para investimentos imobiliários da região.

E não à toa, o renomado arquiteto Danilo Corbas, escolheu a localização para seu projeto inovador, até então no Brasil, que foi a construção de sua casa composta por quatro contêiners marítimos, em desuso até aquele momento.

Entre as práticas sustentáveis adotadas no projeto estão:

  • Diminuição nos índices de uso da energia elétrica;
  • Captação de água da chuva, utilizada para atividades como lavar o automóvel, irrigar o jardim e a limpeza externa;
  • O relevo natural foi quase todo mantido;
  • As árvores no local foram preservadas;
  • Ventilação estratégica no interior da casa;
  • Telhado verde
  • O uso de materiais reaproveitáveis.

Além desse empreendimento sustentável, Cotia e região mostram que estão realmente em consonância com a demanda do mercado e possuem outras construções sustentáveis.

Fonte: http://jornaldaqui.com.br

Por: Flavia Sanches Bernardi

Os detalhes do novo projeto da prefeitura para o Parque Augusta.

O imbróglio dura mais de quatro décadas.

O terreno da discórdia: exemplares de Mata Atlântica em 23 000 metros quadrados de área (Leo Martins/Veja SP)

O terreno da discórdia: exemplares de Mata Atlântica em 23 000 metros quadrados de área (Leo Martins/Veja SP)

Encravado em uma região carregada de cinza na metrópole, um terreno de 23 000 metros quadrados localizado entre as ruas Augusta, Marquês de Paranaguá e Caio Prado, no centro, se destaca em meio aos prédios. Há ali exemplares de árvores nativas da Mata Atlântica que sobreviveram à implacável especulação imobiliária, como cereja-do-rio-grande, jacarandá e pitangueira.

O cobiçado espaço é alvo de disputas há décadas. Desde os anos 70, rolam discussões sobre as possíveis destinações da área. Nos últimos tempos, vários grupos de moradores e ativistas passaram a defender a abertura de um parque ali. Chegaram até a promover acampamentos no lugar para chamar atenção para essa causa.

Em 2013, Fernando Haddad aprovou um projeto de lei que determinava a criação do parque, mas o plano não foi para a frente por falta de dinheiro. Dois anos depois, o mesmo prefeito aprovou um projeto de intervenção no espaço apresentado pelas construtoras Cyrela e Setin, as donas do terreno.

Protesto em 2015: movimentos engajados (Gabriela Bilo/Estadão Conteúdo)

Protesto em 2015: movimentos engajados (Gabriela Bilo/Estadão Conteúdo)

Elas planejavam erguer quatro prédios de onze andares e manter intocados 60% da área verde, que ficaria aberta ao público. Em 2016, no entanto, uma ação civil do Ministério Público de São Paulo barrou a iniciativa sob a alegação de que os proprietários haviam descuidado da preservação da cobertura vegetal.

Na semana passada, a novela do parque teve um novo capítulo, quando a equipe de João Doria apresentou seu plano para tentar resolver o impasse. Segundo a proposta, a Cyrela e a Setin trocarão o terreno da discórdia por outro, na Zona Oeste.

As construtoras teriam o direito de usar, de acordo com as primeiras estimativas, 18 000 metros quadrados — de um total de 50 000 — de um lote na Rua Sumidouro onde ficam hoje a prefeitura regional de Pinheiros e um escritório da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Prédios da CET e da prefeitura regional em Pinheiros: troca à vista (Leo Martins/Veja SP)

Prédios da CET e da prefeitura regional em Pinheiros: troca à vista (Leo Martins/Veja SP)

Em um prazo ainda a ser definido, as empresas comprometem-se a construir o Parque Augusta, um centro de acolhimento para moradores de rua (cogita-se fazê-lo na região da Cracolândia) e uma creche, além de reformar e cuidar da manutenção por dois anos das praças Victor Civita, em Pinheiros, e Roosevelt, no centro — essa última deve ser ligada ao parque por um bulevar na Rua Gravataí.

Elas também ficam responsáveis por erguer um novo edifício para abrigar a regional de Pinheiros e o departamento da CET. Trabalham nesses locais cerca de 400 funcionários públicos. “Há infiltrações, vazamentos, falta de tomadas, sem falar na subutilização dos espaços, que ficaram grandes demais para a quantidade de servidores”, diz Paulo Mathias, prefeito regional de Pinheiros. “A parte do terreno da Zona Oeste que ficar fora do acordo poderá ser vendida depois, e o dinheiro será revertido para a metrópole”, acrescenta o secretário de Negócios Jurídicos, Anderson Pomini.

O time de Doria já conta com um projeto básico do novo parque. O público deverá encontrar ali 3,6 quilômetros de trilhas, uma arquibancada e um deque de madeira com 850 metros quadrados, cachorródromo, clareira de grama, cascata, espaço de 600 metros quadrados para a colocação de redes de descanso, equipamentos de ginástica e playground.

Herança do antigo colégio Des Oiseaux, ocupante do espaço entre 1907 e 1969, a casa tombada de 140 metros quadrados que existe no local abrigará atividades culturais. Os muros do entorno devem ser derrubados, mas as antigas arcadas dessas construções serão mantidas, assim como os portões principais das ruas Caio Prado e Augusta (essa ganhará uma segunda entrada).

O custo de implantação é estimado em até 12 milhões de reais. Para chegar a esse modelo, o secretário do Verde e Meio Ambiente, Gilberto Natalini, compilou cinco projetos enviados por ativistas do Parque Augusta nos últimos anos. “Trata-se da única área verde dessa região”, diz ele. “É uma vitória.”

Pegos de surpresa pelo anúncio da prefeitura, alguns dos grupos ligados à causa ainda se mostram reticentes quanto ao negócio. “Queremos ter acesso aos cálculos para saber se a troca será justa”, diz o arquiteto Augusto Aneas, um dos representantes do Movimento Parque Augusta.

Há quem já se posicione a favor da proposta. “Achei uma boa solução”, afirma a advogada Célia Marcondes, da Associação de Moradores de Cerqueira César. Ela luta há duas décadas pelo espaço verde. Em 2001, criou o primeiro abaixo-assinado pedindo um parque ali. “Em 2004, anunciaram que abririam um supermercado na área. De tanto brigarmos, a empresa desistiu”, lembra.

A advogada Célia Marcondes, entusiasta da permuta dos espaços (Leo Martins/Veja SP)

A advogada Célia Marcondes, entusiasta da permuta dos espaços (Leo Martins/Veja SP)

Além de vencer resistências entre a população, a prefeitura precisa submeter a ideia à aprovação da Justiça e da Câmara Municipal. Em 2 de agosto, acontecerá uma audiência de conciliação entre as três partes envolvidas no caso (MP-SP, construtoras e municipalidade). “Teríamos de abrir mão de um projeto pronto para começar do zero, mas estamos dispostos a topar o acordo”, afirma Antonio Setin, presidente da Setin. Continue lendo

Grupos hoteleiros buscam prédios históricos para retrofit.

No Brasil, burocracia ainda trava esse tipo de investimento imobiliário, que é comum em países como Portugal, Espanha e Estados Unidos.

Grandes grupos hoteleiros buscam prédios que são patrimônios históricos para transformá-los em novas unidades de suas redes. A tendência é mundial, sem excluir o Brasil. Em São Paulo, o edifício que já abrigou o hospital Matarazzo vai virar um hotel seis estrelas, agregando centro cultural, cinemas, teatro e restaurantes. O projeto, chamado de Cidade Matarazzo, pretende criar o complexo hoteleiro mais luxuoso do país.

Retrofit do hospital Matarazzo vai transformá-lo no hotel mais luxuoso do Brasil

Retrofit do hospital Matarazzo vai transformá-lo no hotel mais luxuoso do Brasil

O investidor é o grupo francês Allard, que em 2011 adquiriu o prédio de 27 mil m2 – construído em 1904 -, para aplicar seu know-how em retrofit. É o primeiro investimento no Brasil e a ideia é aplicar nas edificações do hospital Matarazzo uma reforma semelhante à que ocorreu no Royal Monceau, em Paris. O prédio, inaugurado em 1928, para ser o hotel das celebridades, foi comprado pelo grupo Allard e transformado no mais luxuoso complexo hoteleiro da capital francesa.

No Brasil, o principal empecilho para o retrofit de prédios históricos está na burocracia. A maioria é tombada pelo patrimônio histórico e qualquer intervenção arquitetônica exige que se passe por um longo processo de autorização. No caso do hospital Matarazzo, a demora para que as obras começassem levou cinco anos. As intervenções de retrofit no prédio iniciaram em abril de 2016 e devem ser concluídas no final de 2018.

Outro exemplo de patrimônio histórico transformado em hotel de luxo está na Bahia. Em Salvador, o Convento do Carmo foi adquirido pelo grupo Pestana e transformado no mais requintado complexo hoteleiro da capital baiana. No coração do Pelourinho – centro histórico de Salvador -, o Pestana Convento do Carmo tem 79 leitos e a preocupação do retrofit foi preservar integralmente a arquitetura do prédio, construído no século 16.

Pestana Convento do Carmo: prédio do século 16 transformado no principal hotel de Salvador

Pestana Convento do Carmo: prédio do século 16 transformado no principal hotel de Salvador

Fora do Brasil
Em Portugal, a degradação de 30 mosteiros declarados patrimônios históricos no país levou o governo a lançar um programa de concessões para que a iniciativa privada adquirisse os prédios e pudesse preservar a arquitetura, transformando-os em pousadas e hotéis. A iniciativa rendeu 150 milhões de euros aos cofres públicos e garantiu a manutenção de estruturas que o governo não tinha mais condições de sustentá-las.

É comum na Europa, e também nos Estados Unidos, programas que incentivam a iniciativa privada a adquirir prédios para preservá-los. O governo norte-americano, através do Advisory Council on Historic Preservation, concede até 20% de créditos fiscais para quem investir na reforma de edificações históricas. Os dados mais recentes revelam que, anualmente, as obras de retrofit movimentam quase US$ 7 bilhões nos Estados Unidos.

Boa parte dos investidores em retrofit de prédios históricos pertence ao setor hoteleiro. Hoje, o país que mais dá incentivos para que esse tipo de edificação seja adquirido pela iniciativa privada é a Espanha. Um programa destinado para esse fim já conseguiu salvar 40 construções dos séculos 15, 16 e 17. Em média, este modelo de negociação imobiliária não sai por menos de 10 milhões de euros, mesmo com os incentivos fiscais ofertados pelo governo espanhol.

Projeção mostra como ficará o Cidade Matarazzo depois de pronto

Projeção mostra como ficará o Cidade Matarazzo depois de pronto

Entrevistados
Groupe Allard, grupo Pestana, Advisory Council on Historic Preservation e IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) (via assessorias de imprensa).

Contato
info@cidadematarazzo.com.br
comunicacao@iphan.gov.br
info@pestana.com
achp@achp.gov

Crédito Fotos: Wikimedia, Grupo Pestana, Groupe Allard.

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

China inicia obras de sua primeira cidade totalmente coberta por árvores

Liuzhou Forest City hospedará no total 40.000 árvores e quase 1 milhão de plantas de mais de 100 espécies.


A cidade também foi planejada para ser totalmente autossuficiente em energia. | Foto: Stefano Boeri Architetti

O Plano Diretor de Stefano Boeri Architetti para uma nova cidade verde que combate a poluição do ar já está em construção na China. A Liuzhou Forest City é a primeira cidade-floresta do mundo onde escritórios, casas, hotéis, hospitais e escolas serão inteiramente cobertos por verde de plantas e árvores.

Uma vez concluída, a nova cidade acolherá 30 mil pessoas, absorverá quase 10 mil toneladas de CO2 e 57 toneladas de poluentes por ano, produzindo aproximadamente 900 toneladas de oxigênio.

A cidade-floresta de Liuzhou será construída no norte de Liuzhou, na região montanhosa de Guangxi, na parte sul da China, em uma área que cobre 175 hectares ao longo do rio Liujiang.

A nova cidade verde será conectada a Liuzhou através de uma linha de trem elétrica e uma avenida expressa totalmente pensada para veículos elétricos. Além disso, a cidade abrigará várias áreas residenciais, espaços comerciais e recreativos, duas escolas e um hospital.

Liuzhou Forest City foi planejada para ser totalmente autossuficiente em energia. Ela utilizará energia geotérmica para o sistema de aquecimento e condicionamento do ar no interior dos edifícios e painéis solares sobre as coberturas para a geração de energia renovável.

Pela primeira vez na China e no mundo, um assentamento urbano inovador combinará o desafio da autossuficiência energética e do uso de energia renovável com o desafio de aumentar a biodiversidade e efetivamente reduzir a poluição do ar nas áreas urbanas graças à multiplicação de superfícies vegetais e biológicas urbanas.

Logo após o sucesso da Vertical Forest em Milão – que será replicado em muitas outras partes do mundo e na China em Nanjing, Xangai e Shenzhen – com o projeto da Cidade da Floresta de Liuzhou, Stefano Boeri Architetti continua suas pesquisas para uma nova geração de arquiteturas e ambientes urbanos que enfrentam mudanças climáticas, propondo novos modelos para o futuro do nosso planeta.

A Liuzhou Forest City deve ficar pronta em 2020.

Fonte: www.ie.org.br

Minha Casa Minha Vida aumenta vendas de imóveis em maio.

As vendas de imóveis somaram 9.581 unidades em maio, crescimento de 12,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

 

São Paulo – O mercado mostrou um aumento nos lançamentos e nas vendas de imóveis em maio, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base em dados de 20 empresas que fazem parte da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Os números abrangem unidades residenciais, comerciais e lotes.

A pesquisa mostrou que os lançamentos totalizaram 5.827 unidades em maio, um salto de 3,1% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

O crescimento no mês foi puxado pela oferta de novos empreendimentos imobiliários enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que totalizaram 4.820 unidades, uma alta de 62,3%. Já os lançamentos de imóveis de médio e alto padrão chegaram a 1.007 unidades no mês, queda de 61,1%.

Nos cinco primeiros meses do ano, os lançamentos totalizaram 21.316 unidades, baixa de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o mercado registrou o lançamento de 69.713 unidades, avanço de 2,1%.

Vendas

As vendas de imóveis somaram 9.581 unidades em maio, crescimento de 12,8% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

As vendas também foram puxadas pelos imóveis enquadrados no MCMV. Neste segmento, as vendas atingiram 4.439 unidades, avanço de 28,3%. No segmento de médio e alto padrão, foram vendidas 2.683 unidades, baixa de 11,2%. As demais vendas se referem a salas comerciais e lotes.

Nos primeiros cinco meses do ano, foram vendidos 39.970 imóveis, expansão de 1,3% frente ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o mercado registrou 103.584 vendas, queda de 1,7% em comparação com o período anterior.

O presidente da Abrainc, Luiz Antônio França, avalia que o aumento nos lançamentos e nas vendas é positivo, embora seja marcado por um desequilíbrio do mercado.

De um lado, o segmento voltado para imóveis de média e alta renda segue abalado pela falta de crédito barato, forte incidência de distratos e baixa confiança dos consumidores, que sofrem com desemprego elevado e insegurança sobre a renda. “Isso leva à postergação da decisão de compra dos imóveis”, disse.

Já o segmento enquadrado no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) permanece favorecido pela oferta de financiamentos com taxas reduzidas, oriundo de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Além disso, os compradores deste segmento vivem em moradias de familiares, ou pagam aluguel ou estão em locais precários, o que mantém aquecida a demanda por uma casa própria. “A demanda continua aquecida por se tratar de uma necessidade”, pondera França.

Distratos

Os cancelamentos de vendas (distratos) em abril somaram 3.130 unidades, queda de 14,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. No ano, as rescisões alcançaram 14.963 unidades, baixa de 18,7%. Já no últimos 12 meses, as rescisões totalizaram 40.797 unidades, retração de 13,2%.

O mercado chegou ao fim de abril com um estoque de 119.404 imóveis novos à venda (na planta, em obras e recém-construídos), aumento de 4% em um ano.

Fonte: http://exame.abril.com.br