Arquivo diários:3 de julho de 2017

Tecnologia de realidade virtual é aposta das construtoras para encantar clientes.

Construtoras fazem da realidade virtual uma aliada para apresentar os imóveis aos potenciais compradores.

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Cliente da construtora Laguna conhece apartamento do empreendimento Llum por meio da realidade virtual. Foto: Divulgação / Laguna

Depois do realismo dos apartamentos decorados, as plantas virtuais se tornaram as novas aliadas das construtoras na tarefa de encantar os clientes e diferenciar seus produtos frente à concorrência. Com o auxílio dos óculos 3D, elas permitem ao potencial comprador conhecer detalhes do projeto e se sentir “dentro” do apartamento, mesmo que as torres ainda nem tenham saído do chão.

“Os óculos trazem a imagem periférica, como se a pessoa estivesse em um ponto fixo dentro do ambiente e olhasse para todos os lados, em escala real. Assim, é possível ter noção da altura do prédio, do pé-direito e do tamanho dos cômodos”, explica André Marin, diretor de incorporação da construtora Laguna, que utiliza a ferramenta há cerca de um ano.

A seleção dos ambientes que se pode “visitar” por meio do equipamento é feita por cada construtora, que pode limitá-la à sala e às suítes do apartamento, por exemplo, ou incluir até as áreas de lazer. O mais comum, no entanto, é que as imagens apresentem todos os ambientes da planta privativa do imóvel.

O “roteiro” do tour virtual também varia de acordo com a proposta de cada empresa. Nos projetos do Grupo Thá, por exemplo, o cliente inicia a visita pela sala e a mudança para os demais ambientes ocorre automaticamente, em intervalos de 30 segundos. “É como se fosse um vídeo, com trilha sonora e uma locução que conduz o cliente nesta visita”, acrescenta Fernanda Lemes, gerente de marketing do grupo.

IGrupo Thá apresenta projeto do Maison 29 por meio da tecnologia virtual. Foto: Divulgação / Grupo Thá.nauguração Maison 29

Grupo Thá apresenta projeto do Maison 29 por meio da tecnologia virtual. Foto: Divulgação / Grupo

Praticidade

Outro importante diferencial que os óculos de realidade virtual oferecem para as construtoras é a facilidade de se poder “levar” os apartamentos até os clientes, como destaca Silvia Fernandes, gerente de incorporação da Cyrela, que utiliza a tecnologia desde 2013.

“Hoje, usamos os óculos apenas no que chamamos de pontos avançados, ou seja, nas feiras e eventos de que participamos. Assim, temos mais facilidade para atender os clientes que não podem se dirigir ao apartamento decorado para conhecê-lo”, explica.

Cyrela utiliza a tecnologia para “levar” os apartamentos decorados para feiras e eventos. Foto: Naideron Jr. / Divulgação

Cyrela utiliza a tecnologia para “levar” os apartamentos decorados para feiras e eventos. Foto: Naideron Jr. / Divulgação

Apesar dessas vantagens, os óculos 3D ainda têm uma limitação, que é o fato de a pessoa não poder se “movimentar” dentro do ambiente. Tal restrição, no entanto, está com os dias contados.

A empresa DH Virtual Reality, instalada em São José dos Pinhais, lançou há cerca de dois meses o Oculus Rift, que é um aprimoramento dos óculos comuns e permite aos clientes “caminharem” pelo apartamento.

“Esta é uma tecnologia mais avançada em termos de realidade virtual. Ao invés de reproduzir as imagens estáticas nos smartphones [que são acoplados aos óculos], como nos modelos convencionais, ela as renderiza em um computador de alta performance, o que permite a experiência de se passear por dentro do ambiente 3D”, explicam Beto Facci e Simone Secheto, sócios-proprietários da empresa, que representa a tecnologia no Brasil e na América Latina.

Para isso, é possível se deslocar fisicamente por uma área de 2 a 4 m², de acordo com o tamanho do cabo que liga os óculos ao computador, ou se movimentar virtualmente por meio dos comandos executados em um controle similar ao dos utilizados em videogames.

“Assim, o cliente pode visualizar os ambientes a partir de diferentes ângulos, se agachar para ver detalhes dos acabamentos e até diferenciar texturas”, acrescenta Simone.

Para as construtoras, a tecnologia virtual ainda não substitui por completo as demais ferramentas de apresentação dos projetos, como maquetes, folhetos e apartamentos decorados. “Mas estamos muito próximos de conseguir fazer esta substituição do físico para o virtual sem perda de qualidade”, prevê Fernanda Lemes, do Grupo Thá.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

Conheça o futuro túnel mais longo da América Latina que vai ligar Chile e Argentina – e ainda terá conexão com o Brasil.

Ligar três diferentes países e, como consequência, as oportunidades de negócio entre ambos é um desafio, mas que vai se tornar possível com a criação de um túnel de conexão entre Chile, Argentina e Brasil. Por aqui, a ligação seria com a cidade de Porto Alegre. Já pensou como será a construção de um túnel tão extenso?

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O túnel Água Negra foi pensado inicialmente em 1996, como parte do projeto do corredor Bioceânico, ligação entre a cidade de Porto Alegre, no Brasil, a Coquimbo, no Chile. O objetivo era possibilitar uma melhor logística e conexão entre portos localizados em cidades banhadas pelos Oceanos Atlântico e Pacífico. Em 2010, os governos argentinos e chilenos criaram o tratado Binacional Túnel Água Negra (Ebitan) para concretizar a iniciativa.

A licitação do túnel deve ocorrer em outubro desse ano, de acordo com as autoridades argentinas. Mas conhecer quem vai ser o construtor será possível, segundo previsão, a partir do primeiro trimestre de 2018. Este é um dos maiores projetos de integração binacional da América do Sul, que integra dez consórcios com 29 empresas europeias e chinesas disputando a construção.

As vantagens e os custos

O Túnel de Água Negra tem um custo previsto de US$ 1,5 bilhão (equivalente a R$ 4,86 bilhões) e sairá dos cofres dos governos argentino e chileno, contando ainda com o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Autoridades do Chile têm estimado que a obra como um todo poderá ser concluída em um prazo de oito a dez anos. Para o BID, levará oito anos e meio.

Entre as principais vantagens do túnel internacional está o fato de que ele será construído numa altura inferior à da atual passagem fronteiriça da zona conhecida como Paso de Água Negra, entre a Argentina e o Chile. Essa região, atualmente, é pouco utilizada, justamente pelas condições, com estradas até mesmo beirando a declives e penhascos. Afinal, está localizado a 4765 metros acima do nível do mar.

O objetivo é que o túnel tenha então seu funcionamento garantido o ano inteiro, apesar das intensas nevascas do inverno, que muitas vezes impedem a passagem dos veículos – lembrando que isso tudo em meio à Cordilheira dos Andes.

O BID já aprovou um primeiro empréstimo de US$ 40 milhões (que equivale a R$ 129,7 milhões) para o projeto. “Argentina e Chile compartilham uma das fronteiras binacionais mais longas do mundo, que têm um importante obstáculo físico – a Cordilheira dos Andes”, explica a Entidade Binacional Túnel de Água Negra (Ebitan) em seu site.

“É impensável o crescimento do desenvolvimento regional e uma integração física satisfatória desta parte do Cone Sul latino-americano com tão escassas vias de comunicação de boa qualidade”, afirma ainda a instituição.

Os diferenciais

A obra é grandiosa, prevendo a construção de dois túneis paralelos, um de ída e outro de volta, ao longo de 14 quilômetros, com 12 metros de diâmetro e 90 metros separando cada um deles.

Esses túneis terão um moderno sistema de ventilação, passagens de emergência para pedestres e para carros, medidas antissísmicas e cabines para as equipes de socorro nas suas saídas, diferenciais na obra.

O setor argentino corresponderá a 72% de sua extensão e o chileno, 28%. Quando estiver pronto, terá um fluxo diário estimado de 2,2 mil veículos, 70% deles de carga.

Com características únicasé a sétima em todo o mundo a unir dois países, e ainda com a conexão a um terceiro país – a obra já é considerada a mais importante da América Latina depois da ampliação do Canal do Panamá, concluída em junho do ano passado.

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“Ele fica localizado estrategicamente na faixa central dos dois países e foi considerado um investimento de grande prioridade, porque atrai trânsito próprio que não compete com o trânsito eventual de passagens contíguas”, diz a Ebitan.

O novo túnel será o segundo que cruzará a cordilheira. O primeiro é o túnel do Cristo Redentor, localizado na zona central dos dois países, conhecida como Paso Libertadores, ligando os Andes a Mendoza, na Argentina.

Segundo a Ebitan, o novo projeto não compete com o anterior, mas o complementa. Será ou não uma obra de grande porte?

Conheça mais sobre o projeto no vídeo a seguir (em espanhol):

Fonte: https://civilizacaoengenheira.wordpress.com
Referências: Ebitan, La Nacion, BBC