Arquivo diários:7 de julho de 2017

Porque concreto romano de 2 mil anos é muito melhor do que o que produzimos hoje.

The Ancient Roman Pantheon

Um dos mais fascinantes mistérios da Roma Antiga é a impressionante longevidade de suas estruturas portuárias.

Apesar de ser bombardeado por ondas do mar há 2.000 anos, o concreto romano segue firme e até se fortalece com o tempo, enquanto nossas misturas modernas corroem em meras décadas.

Agora, os cientistas estão mais perto de descobrir a receita incrível por trás desse fenômeno.

Composição

Pesquisadores liderados pela geóloga Marie Jackson, da Universidade de Utah, nos EUA, mapearam a estrutura cristalina de amostras de concreto romano coletado de vários portos ao longo da costa italiana, descobrindo com precisão como esse material antigo se solidifica ao longo do tempo.

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Perfuração de amostras de concreto romano na Toscana, 2003. Foto: JP Oleson

O concreto moderno é tipicamente feito com cimento, uma mistura de areia de sílica, pedra calcária, argila, giz e outros ingredientes fundidos. Pedaços de rocha e pedra são agregados a esta pasta. Esse “agregado” tem que ser inerte, porque qualquer reação química indesejada pode causar fissuras no concreto, levando a erosão e desmoronamento. É por isso que o concreto não tem a longevidade das rochas naturais.

Mas não é assim que o concreto romano funciona. Ele é criado com cinzas vulcânicas, lima e água do mar, aproveitando uma reação química que os romanos podem ter observado em depósitos de cinzas vulcânicas naturalmente cimentadas, chamados de tufo ou pedra-pomes.

A essa mistura, os romanos adicionavam mais rocha vulcânica como agregado, o que continuava a reagir com o material, tornando o cimento muito mais durável.

O segredo

Usando técnicas avançadas como microscopia eletrônica, micro difração de raios-X e espectroscopia Raman, os cientistas identificaram os grãos minerais produzidos no antigo concreto ao longo dos séculos.

Os pesquisadores estavam particularmente interessados na presença de tobermorita de alumínio, um mineral à base de sílica resistente, muito raro e difícil de fazer no laboratório, mas abundante no concreto antigo.

Na verdade, a tobermorita e um mineral relacionado chamado filipsita crescem no concreto romano graças à água do mar que desliza em torno dele, dissolvendo lentamente a cinza vulcânica e dando espaço para desenvolver uma estrutura reforçada a partir desses cristais interligados.

“Os romanos criaram um concreto parecido com uma rocha que prospera em troca química aberta com água do mar”, explica Jackson.

Substitutos

Isso é exatamente o oposto do que acontece no concreto moderno, que se desgasta quando a água salgada lava os compostos que mantêm o material unido.

A concretização da forma como os romanos a faziam seria uma benção para a indústria moderna da construção, especialmente para estruturas costeiras, como pilares constantemente maltratados pelas ondas ou marés.

Só que, infelizmente, não existe nenhuma receita pronta perdida por aí. Logo, os cientistas ainda precisam trabalhar duro para tentar recriar o material antigo através de engenharia reversa, ou seja, com base no que aprendemos sobre suas propriedades químicas. Além disso, as fontes que os romanos usavam não são exatamente acessíveis.

“Os romanos tiveram sorte no tipo de material disponível que tinham para trabalhar”, afirma Jackson. “Nós não temos essas rochas em grande parte do mundo, então teria que haver substituições”. [ScienceAlert]

Fonte: http://hypescience.com

Para incorporadora americana, crise no Brasil já é passado.

Em 15 dias, Related vendeu 20 unidades do empreendimento de luxo que está sendo construído na região da Faria Lima.

VHouse: primeiro projeto erguido pelo grupo fora dos EUA tem unidades de até R$ 4,5 milhões (Divulgação/Site VHouse/Divulgação)

VHouse: primeiro projeto erguido pelo grupo fora dos EUA tem unidades de até R$ 4,5 milhões (Divulgação/Site VHouse/Divulgação)

São Paulo – Construído a 500 metros do shopping Iguatemi, uma das regiões mais nobres da capital paulista, o residencial-boutique VHouse foi projetado para atrair investidores. Lançado em 2014 pela Related, o empreendimento recebeu 150 milhões de reais em aportes e havia, na época, a preocupação de que a crise atrapalhasse o negócio. Não foi o que aconteceu.

Em menos de 15 dias, a incorporadora americana vendeu 20 unidades do projeto, que será entregue em agosto, e se diz surpreendida pela velocidade.

O VHouse conta com uma área total de 14.000 metros quadrados – 2.000 deles destinados à área comum, composta de um lobby com galeria de arte, lounge bar, spa, piscina, solarium e amplo espaço para fitness e convivência.

Os valores das unidades, que variam de 36 até 197 metros quadrados privativos, custam entre 850.000 reais e 4,5 milhões de reais.

“Essa movimentação sinaliza o retorno dos investidores ao mercado de alto padrão”, afirma Daniela Almada, diretora de desenvolvimento imobiliário da Related Brasil, controlada pelos bilionários americanos Stephen Ross e Jorge Pérez.

Retomada de investimento

A companhia investiu 150 milhões de reais no empreendimento e a previsão é agora irá retomar os aportes em marketing do VHouse, represados desde o agravamento da crise econômica, em 2015.

Segundo a executiva, mais da metade das 303 unidades do imóvel foram comercializadas logo após seu lançamento. Até o momento, diz a diretora, o empreendimento conta com 65% dos apartamentos vendidos.

O empreendimento é o primeiro projeto erguido pelo grupo fora dos Estados Unidos desde 2008. Por lá, a companhia sediada em Miami é responsável pela construção de 80.000 unidades e tem mais de US$ 10 bilhões em projetos entre hotéis, apartamentos e casas em condomínios.

Os projetos estão espalhados por Nova York, Miami, Boston, Los Angeles, Chicago, São Francisco e Las Vegas. No exterior, o grupo tem investimentos na America Latina (México, Panamá, Argentina, Uruguai e Caribe), Índia, China e Abu Dabi.

Fonte: http://exame.abril.com.br