Arquivo mensais:setembro 2017

Doria promete revitalização no centro de São Paulo.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), quer executar um projeto de revitalização do centro com bulevares e duas linhas turísticas de Veículo Leve Sobre Pneus (VLP). A Prefeitura prometeu entregar os modais até 2020, sem cobradores e com cobrança de tarifa por celular. Mas especialistas já criticam a falta de debate da proposta com a sociedade. O projeto ainda precisa de análise e aval da Câmara Municipal.

Elaborado pelo escritório Jaime Lerner, a gestão Doria afirma que o projeto foi oferecido à administração por um termo de cooperação técnica com o Sindicato da Habitação (Secovi). O prefeito ressaltou, porém, que o Centro Novo é analisado por diversas secretarias desde o primeiro semestre e a execução “é uma decisão de governo”. O projeto prevê ainda polos de economia criativa e verticalização de áreas – como o entorno da Avenida Rio Branco.

Segundo Doria, o plano será executado em oito anos. Para o desenvolvimento das intervenções, a gestão tucana vai recorrer a financiamentos de bancos privados. A administração também projeta que, caso seja aprovado pelo Legislativo, o Fundo Mobiliário com recursos da venda de imóveis municipais será utilizado para bancar a proposta de revitalização.

A administração municipal também vai enviar à Câmara uma proposta com alterações na Operação Urbana Centro, aumentando os coeficientes para a construção de prédios na região central. “Grande parte do que traz o projeto (Centro Novo) depende dessas alterações”, explica a secretária de Urbanismo e Licenciamento, Heloísa Proença. “Isso porque grande parte da legislação regular de zoneamento do centro traz muitos imóveis tombados, muitas Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social). Isso tudo tem de ser tratado ao mesmo tempo.”

De acordo com a secretária, o desafio do projeto será “atrair a classe de renda média”. Conselheiro da gestão Doria em desenvolvimento urbano e ex-presidente do Secovi, Claudio Bernardes diz que a operação poderá render cerca de R$ 1 bilhão de arrecadação apenas com a venda do potencial construtivo para as construtoras.

Doria quer entregar as duas linhas de Veículos Leves Sob Pneus (VLP) em três anos. De acordo com o prefeito, os veículos da Circular Centro serão elétricos e não terão cobradores. O projeto prevê integração com o sistema de transporte público e linhas no sentido horário (6 km e 18 paradas) e anti-horário (7,7 km e 19 paradas). “As duas linhas vão contemplar pontos de interesse da cidade e privilegiar a conexão entre as estações de metrô, ônibus e trem”, afirma o secretário de Transportes e Mobilidade, Sergio Avelleda.

Debate público

Integrante do Conselho Municipal de Política Urbana, os urbanistas Valter Caldana e Mauro Callieri criticam o fato de o projeto não ter sido apresentado preliminarmente ao grupo. “Nenhum projeto de urbanismo do século 21 prosperará se não nascer de uma profunda discussão com a sociedade”, diz Caldana, diretor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Ele ressalta que o plano ainda precisará do aval de vários conselhos, incluindo o do patrimônio, que terá poder de veto. “Outros conselhos têm caráter consultivo, como o de política urbana. É importante que esse conjunto de diretrizes apresentados seja colocado em discussão para que tenha apoio da sociedade”, afirma.

Mestre em Urbanismo, Callieri cita ainda a necessidade de avaliação do conselho participativo da região central. “Ter a garantia de que passou por várias instâncias às vezes dá mais trabalho, mas certamente aumenta a velocidade de implementação depois”, finaliza. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://istoe.com.br

Impressão 3D: a tecnologia na Construção Civil.

Uma casa da árvore impressa em 3D, o Kooky Cubby, de produção autônoma, foi criado por um consórcio de cinco membros formado por arquitetos australianos, engenheiros e designers de robôs. O design preciso continua a ser um segredo bem guardado, mas o cubo moldado de plástico é conhecido por desenhar a tecnologia de impressão 3D desenvolvida pelo Laboratório de Arquitetura Robótica na Universidade RMIT.

Se agora é possível imprimir uma casa na árvore, as casas impressas são apenas uma questão de tempo? Na Era da chamada quarta Revolução Industrial, podemos esperar ver grandes impressoras 3D em nossos sites de construção?

John Hainsworth não vê nenhuma razão por que não. Líder digital para o ambiente construído na empresa de engenharia Aurecon (uma das parceiras do projeto Kooky Cubby) , ele aponta para uma variedade de experimentos iniciais em todo o mundo: casas de concreto impresso em 3D na China, um edifício de “construção de contornos de baixa renda” na Califórnia e um escritório em pleno funcionamento em Dubai.

“Se não precisa ser uma coisa de beleza e só precisa ser produzido rapidamente, então é apenas uma questão de tempo até que ela [impressão em 3D] seja viável”, diz Hainsworth.

Um projeto de construção de impressão 3D que gerou grande excitação é uma ponte de aço proposta em Amsterdã. Após vários anos de experimentação e testes, a empresa holandesa de robótica MX3D espera começar a fabricar a ponte estruturada horizontal nos próximos meses.


Tim Geurtjens, diretor de tecnologia da MX3D, vê a ponte principalmente como um projeto de prova de conceito: “Vamos ver se a ponte é possível – não para mostrar que essa é a nova maneira de construir uma ponte, mas para demonstrar quais são as possibilidades, para que então as pessoas possam usar sua imaginação para criar novas ideias “.

Aonde essas ideias podem levar, ninguém está certo ainda. Um fator atenuante é, obviamente, a tecnologia. Embora os aditivos à base de pó e a impressão 3D de resina estejam bem avançados na indústria de fabricação, os avanços com materiais prontos para a construção ainda são iniciais.

A regulamentação é outro obstáculo importante na estrada para casas construídas de forma autônoma. Os padrões para materiais de construção convencionais foram aprimorados ao longo das décadas para garantir que o ambiente construído fosse seguro e confiável. Sem histórico, a novidade dos materiais impressos 3D torna os reguladores extremamente inseguros.

Assumindo que os reguladores podem ser convencidos, as vantagens da impressão em 3D para a indústria da construção poderiam ser enormes. Entre os fatores a favor da tecnologia, estão os ganhos de produtividade, a redução dos custos trabalhistas e os ambientes de trabalho mais seguros, bem como a diminuição de projetos complexos que não são tecnicamente e economicamente viáveis ​​no presente.

Ainda assim, ninguém na indústria (até agora) acredita seriamente que a impressão em 3D desloque as técnicas de construção tradicionais ou releguem as empresas de construção para o lixo. O cenário mais provável para o futuro próximo é que a impressão 3D seja usada para criar componentes de construção específicos, e não o edifício inteiro. Se serão pequenas tomadas elétricas ou suportes de vigas, ou painéis de piso de maior escala ou paredes inteiras ainda tem que ser decidido.

O potencial de interrupção da impressão em 3D surge quando a tecnologia é vista no contexto de outras inovações emergentes no setor de construção. Então, argumenta Dominic Thasarathar, diretor do setor de construção da Autodesk, empresa de tecnologia da Nasdaq, que “muitas construções serão transferidas para a fábrica, permitindo que você faça um produto de melhor qualidade, em um curto espaço de tempo, em um ambiente mais seguro”. “A tecnologia agora existe para criar componentes de construção de maneiras muito automatizadas, como máquinas de soldagem robótica e cofragem robótica para fazer moldes em que você derrame concreto, para fazer placas de chão”.

Ele admite que poderia ser economicamente viável mudar a fabricação de componentes no local para projetos de construção muito grandes. No curto prazo, no entanto, as impressoras 3D da escala e sofisticação necessárias são provavelmente muito caras para os contratadores padrão. Em vez disso, ele antecipa o aluguel para empresas, visando poder conquistar impressoras 3D e outras máquinas automáticas de ponta à medida que a tecnologia evoluir.

Quanto às habilidades necessárias, os engenheiros e arquitetos de construção do futuro, idealmente, precisarão dominar as habilidades de programação de software relacionadas à impressão 3D. Aprender a trabalhar em conjunto com a tecnologia automatizada será um requisito cada vez mais importante para soldadores, pedreiros, carpinteiros e outros trabalhadores que fisicamente constróem nossas casas e escritórios.

Como Tim Geurtjens da MX3D conclui: “Alguns empregos serão completos muito mais eficientemente pelos robôs do que pelas pessoas, mas você sempre precisa de artesãos qualificados no local. A única coisa que você não pode ensinar a um robô é ser criativo “.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

Por: The Guardian

Mercado imobiliário de SP esquenta e sobe em ranking mundial.

Preços de moradia tem primeira alta trimestral após 9 trimestres de queda, levando São Paulo da 7ª para a 11ª posição entre mercados mais frios do planeta.

(Ildo Frazao/Thinkstock)

São Paulo – O mercado imobiliário da cidade de São Paulo já não está mais entre os mais frios do planeta, de acordo com dados do Global Property Guide divulgados nesta terça-feira (26).

Os preços de moradia na cidade ajustados pela inflação tiveram um ligeiro aumento de 0,5% no 2º trimestre de 2017 em relação ao trimestre anterior.

Foi a primeira alta nesta medida após 9 trimestres consecutivos de queda, algo que pode ser atribuído a uma “melhora gradual das condições econômicas”, segundo o GPG.

Na comparação com o mesmo período de 2016, ainda há queda (-2,15%), mas em um ritmo bem menos intenso do que os 7,59% observados no mesmo ponto do ano passado.

Isso foi suficiente para levar São Paulo da 7ª para a 11ª posição entre os 43 mercados mais frios do ranking.

Na conta nominal, sem ajuste pela inflação, a cidade já registra alta de preços: 0,27% na conta trimestral e 0,78% na conta anual.

Mundo

Os mercados imobiliários mais frios do planeta na conta anualizada e ajustada pela inflação são Porto Rico (-9,59%), Rússia (7,58%), Catar (-6,25%), Macedônia (-5,99%) e Egito (-5,32%).

Já os mais fortes, com os mesmos critérios, são Islândia (21,28%), Hong Kong (19,27%), Irlanda (13,52%), Canadá (13,08%), Romênia (8,87%) e Filipinas (8,45%).

Dos 43 mercados analisados, 28 tiveram alta de preços e 15 tiveram queda no trimestre. Mas quando o critério é a tendência, os sinais se invertem: 26 enfraqueceram e só 16 aceleraram.

De forma geral, a avaliação do ranking é que há um boom na Europa, onde estão 6 dos 10 mercados mais fortes atualmente.

Na Ásia, mercados importantes como China e Japão continuam com altas modestas enquanto outros como Singapura e Coreia do Sul perderam força.

Os mercados do Chile e México estão esfriando, assim como de países do Oriente Médio como Dubai e Israel.

Fonte: exame.abril.com.br

Por João Pedro Caleiro

Prédio ajuda a reduzir poluição do ar – graças a 23 mil plantas.

Construção em Taiwan irá absorver 130 toneladas de CO2 por ano.

O Tao Zhu Yin Yuan Tower terá 23 mil plantas (Foto: Vincent Callebaut Architectures)

Um prédio que será finalizado no final deste ano em Taiwan irá ajudar a reduzir a poluição do ar. A fachada, cobertura e varandas do empreendimento terão aproximadamente 23 mil árvores e arbustos – quase a mesma quantidade do Central Park, em Nova York. A estimativa é de que a construção, que abrigará 40 apartamentos de luxo, possa absorver 130 toneladas de dióxido de carbono por ano, o equivalente à emissão de 27 carros, segundo o designer Vincent Callebaut.

Chamado de Tao Zhu Yin Yuan Tower, ou Agora Garden, o prédio deve ser concluído até o final deste ano. A área total construída é de 42.335.34 m² e a estrutura tem formato de dupla hélice, inspirado no formato do DNA. Do térreo ao vigésimo andar, a estrutura tem uma rotação de 90°. As plantas ficarão nas varandas dos apartamentos e nas áreas comuns do prédio, que terão piso de vidro. O condomínio terá uma piscina coberta, estacionamento e academia.

O arquiteto Vincent Callebaut é conhecido por seus prédios verdes. Segundo ele, essa nova torre é um pequeno passo em direção a um futuro mais sustentável. Além do Agora Garden, outros projetos de Callebaut incluem um plano para renovar uma zona industrial em Bruxelas (Bélgica) com casas de luxo, restaurantes, lojas, escritórios e estufas. Ele também está trabalhando em um terminal ferroviário em formato de arraia, que será construído em Seul (Coreia do Sul) com toda a estrutura também sendo coberta por plantas.

A construção do Agora Gardens deve ser concluída até o final de 2017 (Foto: Vincent Callebaut Architectures)

A construção do Agora Gardens deve ser concluída até o final de 2017 (Foto: Vincent Callebaut Architectures)

As plantas ficarão nas varandas dos apartamentos e nas áreas comuns do prédio, que terão paredes e piso de vidro (Foto: Vincent Callebaut Architectures)

As plantas ficarão nas varandas dos apartamentos e nas áreas comuns do prédio, que terão paredes e pisos de vidro (Foto: Vincent Callebaut Architectures)

A área construída da Tao Zhu Yin Yuan Tower é de 42.335.34 m²  (Foto: Vincent Callebaut Architectures)

A área construída da Tao Zhu Yin Yuan Tower é de 42.335.34 m² (Foto: Vincent Callebaut Architectures)

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Fundos imobiliários compram jazigos; túmulos se tornam opção de aplicação no mercado.

JAZIGOS SÃO OPÇÃO DE INVESTIMENTO (FOTO: MARIO TAMA/GETTY IMAGES)

Descanso eterno virou oportunidade

A última morada virou investimento. Seja pela compra direta ou aplicação em fundos imobiliários, os jazigos são opção de investimento no Brasil, trilhando um caminho já comum no exterior. O único fundo que oferece somente esse tipo de negócio está aumentando capital, ofertando cotas para elevar o patrimônio de R$ 57 milhões para R$ 201,5 milhões. Hoje, há pouco mais de 80 cotistas no Fundo Brazilian Graveyard & Death Care Services, administrado pela H11-Capital.

Como estão lançando cotas na Bolsa, não podem passar dados do histórico do rendimento, conforme exigência da Comissão de Valores Imobiliários (CVM). O prospecto do lançamento da oferta de cotas, no entanto, afirma que é possível um ganho composto de inflação mais 7% ao ano.

O que for captado pelo fundo será para comprar ativos “preponderantemente relacionados ao setor funerário (death care), ou seja, imóveis destinados à implantação de cemitérios, participação em empresas detentoras de imóveis aprovados para exploração de cemitérios e direitos reais sobre bens ligados ao setor de cemitérios”, diz o prospecto. A oferta vai até o fim do ano. O fundo tem 27% do Terra Santa Cemitério Parque, em Sabará, Minas Gerais. “Temos de pensar os jazigos como vendas preventivas. Não é um mercado explorado no Brasil”, afirma João Eduardo Santiago, gestor do fundo.

“Mercado carente e reprimido”

Outro que atuou nessa área foi o Fundo Mérito Desenvolvimento Imobiliário, que teve 1.900 túmulos daquele mesmo cemitério em sua carteira. Segundo Thiago Otuki, do site Clube FII, que acompanha o desempenho dos fundos imobiliários, o exclusivo para aplicações em ativos funerários teve poucos negócios e quase nenhuma liquidez. Já o do Mérito rendeu este ano 6,05%, abaixo dos fundos de renda fixa, de 6,9%. A vantagem na aplicação desses fundos é a isenção do Imposto de Renda e o fato de eles serem lastreados em ativos reais.

O comerciante Luiz Gustavo de Almeida resolveu apostar no setor. Comprou dois jazigos no Cemitério da Penitência, no Caju, por R$ 13 mil cada. Já tem um jazigo na família no Jardim da Saudade. Mas quer transferir os restos mortais da avó para o da Penitência e vender seus sete palmos de terra em Sulacap. “Comprei os jazigos por R$ 13 mil e acredito que consiga vendê-los já por R$ 25 mil“, avalia Almeida.

Renato Rembischewski, diretor do Cemitério da Penitência — onde o valor de um jazigo começa em R$ 15 mil —, também está investindo no setor. Ele e quatro sócios pretendem investir R$ 25 milhões na ampliação do cemitério e na construção de cemitérios Parque e Vertical no mesmo local. O objetivo é investir em crematórios e mais serviços fúnebres. “É um mercado muito carente e reprimido”, afirma.

Alexandre Despontin, gestor do Mérito Investimento, explica que a empresa não tem mais esses investimentos. Mas ressalta que são “aplicações com perspectiva de valorização a longo prazo, principalmente com a população envelhecendo.”

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Empresa promete imóvel ainda menor.

Incorporadora prepara apartamento pequeno para idosos, com banheiro adaptado; reforma de edifícios antigos é outra aposta do mercado

Contraste. Na região central da cidade, empreendimentos com studios reduzidos dividem espaço com prédios espaçosos Foto: GABRIELA BILÓ / ESTADAO

“Em breve até pombo e joão-de-barro vão viver melhor do que humanos em São Paulo” é um dos comentários de uma notícia na internet sobre apartamentos de 19m² na cidade. Mas a principal idealizadora de empreendimentos do tipo na capital, a Vitacon, não teme reduzir as unidades ainda mais do que os 10 m² dos apartamentos anunciados pela incorporadora no mês passado.

“Sem nenhum tipo de preocupação em ouvir críticas”, declara o CEO da empresa, Alexandre Lafer Frankel. “O nosso objetivo é resolver o problema de moradia no Brasil e no mundo. Se, para isso, o apartamento for menor e se para isso tiver de fazer apartamento debaixo da água, nós vamos fazer.”

Na Vitacon, o conceito de apartamento pequeno reduziu de 40 m² para 10 m² em oito anos, desde quando foi fundada. Para Frankel, imóveis do tipo são “experiência de vida”. “As pessoas querem morar mais perto e não ficar horas e horas no trânsito. Para muita gente, não faz sentido ter uma mesa de jantar ou uma sala gigante, porque se recebe tão pouca gente em casa. É um novo comportamento urbano”, diz ele, que se inspirou no layout de barcos, aviões e até automóveis para otimizar espaços.

Dentro dessa ideia, ele aposta também no público de idosos. Prepara um projeto adaptado, com barras no banheiro, botão de emergência e espaços para cuidadores, dentre outros. “A ideia é acompanhar as pessoas em todas as fases da vida. Não existe imóvel para a vida inteira. Deveria ser flexível para as fases da vida da pessoa.”

Nicho.

Prestes a inaugurar o Downtown São Luís, na República, na região central da capital paulista, com studios a partir de 18 m², a Setin Incorporadora desenvolveu uma pesquisa de mercado antes de investir nos microapartamentos. De acordo com o presidente da empresa, Antonio Setin, o levantamento constatou que o público que já vivia em quitinetes do centro buscava mais funcionalidade nos condomínios, desde zelador até guarita blindada.

 

Para ele, a localização é o aspecto central desses empreendimentos. “A pessoa não compra nem aluga um apartamento. Ela compra um sanduíche: um bom transporte, uma boa diversão e leva um apartamento junto. É um modo de vida”, define. Mas Setin pontua que o modelo “tem seu limite”, por ser voltado a um público “single”.

“Até brinco que não adianta fazer no Morumbi. Quanto menor o apartamento, mais a pessoa vai vivenciar o exterior. A vida acontece muito da porta para fora, seja no condomínio ou na padaria da frente”, diz Setin.

Embora residenciais, empreendimentos do tipo também estão direcionados ao mercado de aluguéis diários, como o realizado pelo site Airbnb. Na área da Luz, também na região central paulistana, por exemplo, o Edifício Irradiação vai oferecer serviços especializados (como chave eletrônica) para atender também os compradores que alugarem os studios (vendidos a partir de R$ 290 mil, mobiliados), segundo o sócio da TPA Empreendimentos Mauro Teixeira Pinto. Datado de 1940, com projeto do arquiteto francês Jacques Pilon, o mesmo da Biblioteca Mario de Andrade, o edifício teve uso comercial originalmente. Foi modificado para abrigar unidades a partir de 20m², que serão lançadas ainda este mês.

LINHA DO TEMPO

Medidas das unidades habitacionais sofreram mudanças por causa das demandas sociais, econômicas e mercadológicas

Até anos 1940

Primeiros empreendimentos reproduzem proporções das residências, como se fossem “casas nas alturas”, como define o professor de Arquitetura da Mackenzie, Valter Caldana

Anos 50/60

Modernização e verticalização, com “boom” das quitinetes

Anos 70

Dependência para empregados entra em desuso

Anos 80

Febre dos “prédios superequipados” e quartos no modelo suíte

Anos 90

Com popularização da suíte, lavabo vira cômodo “fundamental”. Moda dos “prédios superequipados” entra em baixa por serem onerosos para o condomínio

Anos 2000/2010

Novos empreendimentos investem nas “varandas gourmets”, com espaço útil que chega a um terço do total do imóvel. Retorno dos condomínios com muitos serviços, dessa vez mais automatizados e com custo menor

Fonte: http://sao-paulo.estadao.com.br

Priscila Mangue, O Estado de São Paulo

Fontes: Marcos Carrilho, Renato Cymbalista, Valter Caldana e Walter Galvão

Tecnologia que transforma plástico em tijolo 100% sustentável chega ao Brasil.

Sustentabilidade e bioconstrução são termos que estão a cada dia mais relacionados à engenharia e são fundamentais quando pensamos em alternativas para a proteção do meio ambiente. Pensando nisso, a empresa italiana Presanella Building System desenvolveu uma solução patenteada em que o plástico é reciclado e transformado em tijolos e materiais para construção, como cofragens e até vigas para a sustentação do telhado.

Imagem: Presanella – Divulgação em Razões para Acreditar

Com a ideia desenvolvida é possível construir uma casa de 80 metros quadrados com 2500 kg de plástico reciclado. O objetivo da tecnologia é proporcionar economia de tempo, de recursos financeiros e, acima de tudo, colaborar para a preservação do meio ambiente e reaproveitamento de elementos que seriam descartados em lixões, e demorariam anos até que a decomposição fosse concluída. Além disso, os blocos formados podem ser armazenados em locais mais compactos.
Os materiais fazem parte do Projeto Ecossistema, um projeto ainda mais amplo que engloba a construção de uma casa inteira, em que o plástico é um dos materiais, mas a fundação e as paredes são compostas também por cimento, isopor e água. Esses elementos juntos contribuem, inclusive, para o isolamento térmico e acústico da construção.

Imagem: Presanella – Divulgação em Razões para Acreditar

Com materiais mais leves e fáceis de serem transportados e armazenados, é possível até mesmo contratar mão de obra já com a vantagem de que as atividades serão menos cansativas e com menos riscos de acidentes de trabalho. Para o projeto, a empresa fornece o acompanhamento de um engenheiro.

A chegada ao Brasil

A Presanella Building System tem sede na província italiana de Brescia, mas as atividades da empresa estão sendo expandidas para a América Latina. Foi inaugurada uma fábrica em Assunção, capital do Paraguai, e, no Brasil, a atuação acontece em parceria com a Propeller Representações – já havendo exemplos no estado de Alagoas, com a construção de duas casas dentro de um loteamento em Maceió.

Imagem: Presanella – Divulgação em Home Decora

“A maior vantagem do Projeto Ecossistema é a facilidade em construir uma casa com o que há de melhor em tecnologia construtiva sustentável, com agilidade e segurança. O resultado será uma casa térmica e confortável para morar seguindo rigorosamente todos os padrões de qualidade exigidos” afirmou Giuliano Aulicino, Gerente Executivo de Vendas da Presanella Brasil, em entrevista divulgada pelo portal Terra.
Sem dúvidas, é uma das novidades no setor da construção civil, área que exige alternativas para um melhor aproveitamento dos materiais. Conheça mais sobre a ideia no vídeo:

Fonte: https://blogdaengenharia.com

Imóveis: a onda do coliving veio para ficar?

Os apartamentos estão cada vez menores, e as áreas comuns, cada vez maiores. As construtoras garantem que faz sentido para um novo perfil de cliente.

Imóveis: em São Paulo, um apartamento de 10 metros quadrados já é vendido a mais de 100.000 reais (Germano Lüders/EXAME.com)

“Um novo jeito de morar” é a expressão mais comum nos folhetos de divulgação dos novos, modernos, e minúsculos apartamentos em construção nas grandes cidades brasileiras. Apartamentos de 45, 30, 14 e até 10 metros quadrados. As áreas são cada vez menores, quanto a isso não há discussão. Mas, segundo as construtoras e imobiliárias, a metragem importará cada vez menos, pelo menos para um público específico. Será mesmo?

Em São Paulo, um apartamento de 10 metros quadrados já é vendido a mais de 100.000 reais. Os atrativos? Estar localizado no bairro de Higienópolis, região nobre da capital paulista, que oferece diversas opções gastronômicas, universidades e edifícios comerciais. E, claro, as áreas comuns, para o cliente fazer ginástica, lavar roupa ou fazer uma refeição junto com os vizinhos. É a tendência do coliving.

A adaptação e a diminuição dos apartamentos é cada vez mais comum em grandes cidades. Junto, vem o discurso de que você não precisa viver com tudo dentro de casa, e pode compartilhar mais. Custa o preço de imóveis muito mais espaçosos. Em Londres, por exemplo, pessoas interessadas em morar na região de Old Oak, um bairro restaurado e com muitas opções de estações de trens e metrô, pagam por um quarto com cozinha compartilhada o aluguel de 1.000 libras por mês.

Em Staten Island, Nova York, a pessoa que desejar morar em um estúdio de três pequenos cômodos deverá desembolsar cerca de 1.830 dólares por mês. Os edifícios têm livraria, sala de jogos, cinema, biblioteca, lavanderia, sala de ginástica, spa, terraço, sala de jantar – mas tudo fora dos apartamentos, em áreas comuns.

Lucas Vargas, presidente do portal de Imóveis VivaReal explica que dois fatores contribuem para o crescimento da tendência de coliving. A primeira diz respeito ao comportamento das pessoas. É cada vez maior o número de pessoas com até 35 anos, solteiros e divorciados da classe média alta, por exemplo, que priorizam a localização e a praticidade na hora de morar.

Embora a localização seja um dos fatores que mais influenciam no preço de um imóvel, Vargas afirma que outros aspectos do mercado imobiliário também ajudam no preço “salgado” dessa tendência. Segundo a pesquisa da VivaReal, a demanda por apartamentos de até 50 metros quadrados, nos últimos dois anos, tem sido maior que a oferta. No último ano, a demanda por apartamentos de até 50 metros quadrados foi de 14%, enquanto a oferta não saiu do patamar dos 10%. Além disso, apartamentos menores são mais atrativos para investidores que pretendem alugar os imóveis. “O imóvel pequeno é muito mais buscado por executivos e estudantes que pretendem ficar por um tempo no local”, diz Vargas.

Dados da plataforma VivaReal mostram que mais de 190 construtoras já investem neste mercado. Somente neste ano, a plataforma recebeu 476 anúncios de apartamentos de até 50 metros quadrados, boa parte deles estilo co-living. E os anúncios não são somente de construtoras especializadas no mercado. Nomes como Brookfield, Gafisa e Eztec e MRV Engenharia, tradicionais no mercado da construção, aparecem entre as que têm lançado apartamentos menores com mais áreas comuns.

Um grande negócio

Em Porto Alegre, a incorporadora Wikhaus desenvolve os primeiros projetos de coliving no Brasil desde 2014. Eduardo Pricladnitzki, sócio fundador da Wikihaus, explica que a ideia de criar residências colaborativas nasceu na preocupação de montar empreendimentos no centro da cidade para o público jovem. Em fevereiro de 2016, por exemplo, a incorporadora realizou um Workshop em Porto Alegre (RS), para discutir, de forma colaborativa, a melhor maneira de morar em conjunto. Com as ideias recolhidas, a incorporadora restaurou o Cine Teatro Presidente, três meses depois, e o transformou em apartamentos e estúdios, com muitas áreas em comum. O edifício tem 58 unidades, e 60% dos apartamentos já foram comprados.

“Os jovens têm se preocupado cada vez menos em acumular, e querem ter acesso a tudo, mas com praticidade”, diz Eduardo Pricladnitzki. “No coliving, as lavanderias são coletivas, há uma sala de ferramentas compartilhadas, além de um salão de festa aberto 24 horas, e áreas de coworking”.

Além do comportamento, a mudança no zoneamento nas cidades grandes também foi um importante fator na adaptação das construções e das construtoras. Em São Paulo, a Lei de Zoneamento, que entrou em vigor em março do ano passado, tinha como objetivo principal distribuir as construções comerciais e residenciais nas mesmas áreas da cidade. Com isso, passou-se a pensar em apartamentos mais próximos aos eixos de transportes públicos, em regiões predominantemente comerciais, em que o morador tivesse mais acesso às lojas para suprir suas necessidades, sem necessitar de veículos particulares.

E a ideia propiciou a construção de apartamentos menores e com mais áreas comuns. Segundo Lucas Vargas, da VivaReal, essa mudança foi favorável para as construtoras, que podem cobrar mais pelo metro quadrado em apartamentos menores, e distribuem o custo de construção das áreas comuns para todos os compradores. “Normalmente um apartamento com espaço maior tem desconto no metro quadrado”, afirma.

Desta forma, as incorporadoras assumiram o lema de “reinventar as cidades”, e passaram a se focar na construção para este nicho. A Vitacon, por exemplo, é a incorporadora responsável pela construção do apartamento de 10 metros quadrados em Higienópolis, e de outros edifícios com o mesmo perfil na cidade de São Paulo.

Qual o tamanho desse nicho é a grande pergunta. A tendência já existe, e tem se apresentado cada vez mais forte nas cidades grandes do Brasil e do mundo. Porém, vale avaliar o limite do compartilhamento. Para Lucas Vargas, da VivaReal, a classe média alta, que é o público alvo das incorporadoras do coliving, pode não querer abrir mão de sua privacidade. “Existe a crença de que vamos cada vez mais compartilhar. Quando falamos de áreas de lavanderia, salão de festa, grandes áreas que tendem a ter a personalidade descaracterizada. Mas quando falamos de outros cômodos, a situação se torna menos confortável”, explica.

Para ele, o limite do compartilhamento pode emperrar no conforto e na personalização dos espaços. Vale acompanhar também se as áreas comuns de fato serão utilizadas, ou se ficarão a esmo. Mas só será possível de conferir daqui uns anos. Até lá, o coliving vai ser mais uma tendência imobiliária.

Fonte: http://exame.abril.com.br

Por Carolina Pulice, de Exame Hoje

Ocorrências no condomínio.

Quem mora em condomínio sabe que a convivência nem sempre é harmoniosa. Problemas como barulhos de animais, furtos e acidentes estão no topo das ocorrências. E de quem é a responsabilidade? Do condomínio ou dos moradores? Luis Guilherme Russo, advogado especializado em direito imobiliário e diretor-presidente da Irigon, explica que o prédio só é responsável pelos prejuízos que seus funcionários possam causar aos moradores e aos visitantes.

É preciso analisar a situação no caso de queda ou acidente em áreas comuns. O ideal, indica Russo, é prevenir colocando rampas de acesso e instalando pisos antiderrapantes em locais de risco, como piscinas e saunas. “Avisos sobre piso molhado e tintas frescas devem ser sempre usados. Em período de reformas, sinalizar a área para evitar acidentes e fazer um seguro específico para a obra são medidas ideais. Caso não haja sinalização e aconteça um acidente, o condomínio será responsabilizado. Se a obra for feita por um morador, o condomínio tem o dever de fiscalizar”, diz o diretor.

Brigas entre moradores também são comuns. “Se for por algum assunto relacionado ao prédio, como som alto em festas, o síndico pode intermediar a situação e o morador que estiver errado pode ser multado. Quando for pessoal ou envolver agressão física, qualquer pessoa pode chamar a polícia e o condomínio não tem responsabilidades”, observa Russo.

Em caso de roubos ou furtos dentro das unidades do prédio, o condomínio não pode ser responsabilizado. Russo lembra que há exceção quando houver participação de funcionário ou cláusula na convenção que assegure a indenização. Em caso de sinistros nas áreas comuns, o condomínio só pode ser responsabilizado se a convenção deixar de forma clara que o condomínio infiltrações: foco de conflitos é responsável. “Para evitar esse tipo de situação, é recomendado o uso de câmeras, que não fazem a segurança do espaço, mas inibem esses atos. É imprescindível que o condomínio tenha um seguro, inclusive para danos causados por funcionários”.

Outra situação famosa são os problemas com animais. Se um funcionário, visitante ou morador for mordido pelo cachorro de um vizinho, o ônus recai sobre o dono do animal. “Os donos dos animais também devem ser responsabilizados por comportamentos que possam incomodar outros moradores, como odores, latidos ou miados excessivos. Mas também é necessária a compreensão de que, mesmo quem não gosta de animais, tem o dever de respeitá-los, pois todos são protegidos por leis e são seres vivos dignos de nossa consideração”, afirma o advogado.

Vazamentos podem comprometer a estrutura do prédio

Problemas com encanamentos também são geradores de conflitos. A situação pode comprometer a estrutura física do prédio, causar infiltrações, gerando mofo e problemas de saúde, além de causar possíveis brigas entre vizinhos. Segundo o Código Civil, é dever do síndico intervir quando o vazamento ocorre apenas em tubulações de uso comum. “O solo, a estrutura do prédio, o telhado, a rede geral de distribuição de água, esgoto, gás e eletricidade, a calefação e refrigeração centrais, e as demais partes comuns, inclusive o acesso ao logradouro público, são utilizados em comum pelos condôminos, não podendo ser alienados separadamente, ou divididos”, diz o artigo 1.331.

Os espaços e itens de uso exclusivo devem ser zelados pelos proprietários. “Os apartamentos possuem uma rede de canos diferente da de uso comum”, explica Jean Carvalho, gerente-geral de condomínios da Apsa.

Ele se refere aos encanamentos verticais e horizontais. Nos primeiros, passa a água que vai abastecer o prédio inteiro e para onde vai o esgoto dos apartamentos. Esse é de responsabilidade do condomínio. Os sistemas horizontais são as ramificações que ligam os canos principais aos imóveis, ou seja, são de uso privado, ficando os moradores responsáveis.

Carvalho recomenda que, ao constatar um vazamento, é necessário que um encanador ou engenheiro identifique qual cano está com defeito e a quem ele pertence. É muito comum que o cano furado de um apartamento prejudique o imóvel do vizinho do andar abaixo. Então, o morador prejudicado depende da atitude do outro condômino, o que nem sempre acaba bem.

Se os vizinhos não se entenderem, a administração do condomínio pode atuar. Se o problema for causado por um cano da rede vertical, Jean Carvalho dá outras recomendações. “Moradores, síndico e a administradora devem escolher uma boa construtora ou profissional para fazer o reparo, para evitar obras malfeitas que vão durar pouco e gerar dores de cabeça em todos”. E quem paga a conta?

O rateio do custo deve ser feito da maneira que manda o Código Civil. O artigo 1.336 diz que os apartamentos de tamanhos diferentes devem pagar fatias de acordo com sua fração ideal, salvo disposição em contrário na convenção.

Fonte: http://www.ademi.org.br

Moradia popular em alta.

Os lançamentos no setor imobiliário cresceram 9,4% de janeiro a julho deste ao, mas o segmento de alto e médio padrão segue desaquecido, segundo a Abrainc (do setor) e a Fipe (fundação de pesquisas econômicas).

O crescimento foi impulsionado por empreendimentos do Minha Casa Minha Vida, que tiveram alta de 20,9% no período, diz Luiz Antônio França, diretor da entidade.

No segmento de médio e alto padrão, os lançamentos caíram 13,7% no acumulado até julho, e as entregas, 55%.

O ponto de virada do setor imobiliário será a publicação de regras que regularizam as devoluções de imóveis e que deem mais contrapartidas às empresas, diz França.

“O mercado já começou a responder à redução da taxa de juros e à melhora no nível de desemprego. O único ponto que ainda dá para desbalanceada são os distratos, que, em julho, representavam 48,6% de todas as vendas”.

Fonte: http://www.ademi.org.br