Arquivo mensais:outubro 2017

MRV usa Waze para vender imóveis. Saiba como sua construtora e imobiliária também pode utilizar.

O Waze divulgou em seu blog de cases uma campanha realizada pela MRV, onde a construtora divulgou os seus lançamentos na plataforma. Antes de falar sobre a campanha em si, por ser uma forma de publicidade online relativamente nova, vale a pena compartilhar com vocês alguns dados sobre o Waze no Brasil, perfil do público, formatos de mídia e alguns exemplos de grandes incorporadoras que também usaram o Waze para divulgar seus imóveis.

Waze no Brasil e perfil do público:

  • Há 42 milhões de motoristas de automóveis no Brasil;
  • 10 milhões utilizam Waze mensalmente
  • As pessoas ficam em média 1h14 por dia no trânsito
  • 6º principal aplicativo do Brasil;
  • 1º aplicativo de trânsito no país
  • 54% são homens
  • 69% classe AB
  • 61% entre 25 e 44 anos

Formatos de mídia:

Exemplos Waze no Mercado Imobiliário:

Campanhas no Waze realizadas pela Tecnisa, MRV, Gafisa e Even

MRV no Waze

Agora voltando ao case… De acordo com o post, a MRV pensou no Waze para uma campanha de “mobility marketing”, onde procurou atingir aquele público que “separa um período do final de semana para explorar o movimento do bairro e buscar placas de aluga ou vende”.

Percebendo que a decisão de compra de imóveis é um processo mais lento, a estratégia foi construída para durar vários meses. Também de acordo com o post no site de cases do Waze, a campanha começou em São Paulo em abril e deu tão certo que foi expandida para outras cidades do Brasil, além de ter sido renovada para ficar no ar até dezembro.

A marca explorou três recursos da plataforma Waze: os pins, o takeover, e o search patrocinado.

Pins:

Representando cada empreendimento no mapa, a construtora buscou fortalecer o awareness da sua marca e das localizações dos imóveis. Imagine que o futuro cliente está voltando do mercado, e descobre uma construção bem na rua que ele não costuma passar, mas é bem localizada. O local já vai entrar no roteiro de buscas por apartamento do fim de semana.

  • Impacto gerado: Utilizado para divulgar todo o portfólio de imóveis, a MRV impactou mais de 5 milhões de usuários únicos até agosto, somando mais de 45 milhões de impactos. No segundo mês da campanha, as navegações motivadas pelos pins somaram um número 130% maior que o de navegações por usuários não impactados pela campanha.

Takeovers:

Complementando os pins, a MRV motivou o cliente a considerar a visita aos locais com takeovers, solução que já foi explorada em campanhas de diferentes setores. Para cada um dos três grandes lançamentos prioridade na campanha, os takeovers traziam criativos específicos, com mais informações. Para os demais imóveis, também foi explorado o recurso, com peças mais genéricas.

  • Impacto gerado: Os takeovers alcançaram 30 mil engajamentos. Só para os lançamentos, o número de navegações feitas por pessoas impactadas pela campanha em abril foi 380% maior que o de navegações espontâneas de outros usuários.

Search:

A estratégia ficou completa com a adição do search, para todos os empreendimentos, que sugeria ao usuário que buscava por “MRV” o trajeto até um dos imóveis da construtora no formato de um anúncio.

  • Impacto gerado: Entre 900 mil buscas, 5 mil navegações foram resultado direto do anúncio. A estratégia também se mostrou muito eficiente para a lembrança da marca por parte dos usuários do Waze, quando analisado o ad recall das campanhas.

 

O case da MRV Engenharia mostra que, no mobility, utilizar diferentes recursos em paralelo não é percebido como intrusivo pelas pessoas. Na verdade, a combinação de diferentes linguagens contribuiu para fortalecer a imagem da marca frente ao consumidor e influenciar em sua decisão de compra. E esse exemplo mostra que isso não é apenas uma verdade para o varejo ou lojas locais, e sim para todo e qualquer setor.

Fonte: http://www.marketingimob.com

Fonte: Blog Waze

Evolução paulatina do mercado das incorporadoras.

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Reforça-se, aos poucos, a impressão de que o mercado imobiliário recobra fôlego, ainda que dependente do segmento de habitação popular. Os sinais favoráveis registrados dias atrás no mercado paulistano pelo sindicato da habitação (Secovi-SP) foram confirmados pela associação dos incorporadores de imóveis (Abrainc) e pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe-USP) no boletim mensal Indicadores Abrainc/Fipe de outubro, com dados do País. Os números são modestos, mas configuram a retomada.

Entre os períodos de janeiro a agosto de 2016 e 2017, os lançamentos de imóveis novos cresceram 9%, atingindo 42.058 unidades, enquanto as vendas atingiram 68.632 moradias, alta de 3,4%. Os resultados, segundo os analistas da Abrainc, “reforçam a trajetória positiva observada nos últimos 12 meses”. Naquele período, os lançamentos e as vendas de imóveis novos cresceram 4,6% e 2,3%, respectivamente, perfazendo 73,3 mil e 105,3 mil unidades.

Embora na atividade de incorporação e construção predomine o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), incorporadoras que atuam nos mercados de classe média e classe alta também observam melhora da atividade, caso da Even, da EZTec e da Gafisa.

De forma geral, o mercado imobiliário tende ao equilíbrio após uma crise prolongada e permeada pelo ajuste de estoques. Não parece haver dúvidas de que os estoques estão em queda. O número de unidades entregues por 20 incorporadoras filiadas à Abrainc caiu 40,3% entre os períodos de janeiro a agosto de 2016 e 2017 e 17,1% na comparação dos últimos 12 meses até agosto.

A queda dos estoques só não é maior por causa dos distratos (denúncia dos contratos pelos adquirentes finais), que persistem em patamar elevado. Distratos significam que o imóvel volta para o incorporador. A média mensal de distratos foi de 2.921 imóveis em 2017, até agosto, ante 3.686 em igual período de 2016.

Outro aspecto relevante do mercado é o de que os preços registraram quedas nominais pouco expressivas apesar da gravidade da crise, segundo as pesquisas Fipe-ZAP. Houve diminuição dos preços reais, obtidos quando se incorpora a inflação ao preço pedido. Mas, se a inflação cai, o preço nominal tende à estabilidade, o que pode ajudar os vendedores a tomar decisões.

Fonte: http://www.ademi.org.br

O Estado de S. Paulo, Editorial Econômico, 28/out

Vídeo: Como as pessoas buscam imóveis na internet?

Resultado de imagem para Vídeo: Como as pessoas buscam imóveis na internet?

Tive a honra de ser convidada para participar do projeto Wikihauslab, nova plataforma de conteúdo da incorporadora Wikihaus, que tem como objetivo estimular uma nova forma de pensar o mercado imobiliário.

No vídeo apresento dados e estatísticas inéditas, compartilhando um pouco mais sobre o comportamento das pessoas que buscam imóveis na internet.

  • Onde as pessoas buscam imóveis?;
  • Qual o principal horário de busca de imóveis na internet, durante a semana e final de semana?;
  • Mobile x desktop;
  • As pessoas preferem receber o contato do corretor via telefone, e-mail ou Whatsapp?;
  • Quantos contatos em média as pessoas enviam?;
  • Qual o tempo médio que os corretores e imobiliárias retornam o contato com o cliente?;
  • Entre muitos outros dados…

Veja abaixo:

Fonte: http://www.marketingimob.com

Da bike ao metrô: cidades devem pensar sistema inteligente de mobilidade.

A mobilidade urbana é um dos temas que será discutido nos próximos meses no projeto Em Movimento, na TV Globo e no G1, lançado no último domingo (22/10), durante o intervalo do Fantástico. Matéria veiculada ontem (23/10), no G1 – Em Movimento, destaca que o melhor meio de transporte dentro das cidades – carro, metrô, ônibus, bicicleta – depende de onde se mora. Mas uma coisa é certa, eles não precisam competir um com o outro. Eles podem (e devem) ser complementares, o que os especialistas chamam de integração entre os modais. A matéria ressalta que o tempo gasto no trânsito é hoje um dos principais transtornos enfrentados pela população nas cidades brasileiras.

Em São Paulo, a maior cidade do país, uma pesquisa realizada pelo Ibope em 2016 mostrou que os paulistanos passaram, em média, 2h58min por dia parados no trânsito, tanto no transporte público quanto nos carros. O tempo levando em conta somente o transporte público também é alto. Um levantamento do aplicativo Moovit apontou que na capital paulista as pessoas ficam, em média, 93 minutos dentro de ônibus, trens ou metrô para ir e voltar do trabalho. Em cidades europeias, como Madrid e Berlim, esse tempo cai para 61 minutos.

Fonte: http://cbic.org.br/

Lançamentos e vendas de imóveis novos avançam entre janeiro e agosto de 2017.

Lançamentos e vendas de imóveis novos avançam entre janeiro e agosto de 2017

De acordo com informações de empresas associadas à Abrainc, os lançamentos de imóveis novos totalizaram 42.058 unidades entre janeiro e agosto de 2017, volume 9,0% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, as vendas de imóveis novos totalizaram 68.632 unidades, alta de 3,4% em relação ao volume comercializado no mesmo intervalo em 2016. Os resultados apresentados até o momento reforçam a trajetória positiva observada nos últimos 12 meses, período em que tanto os lançamentos (73,3 mil unidades) quanto as vendas (105,3 mil unidades) de imóveis novos cresceram – respectivamente, 4,6% e 2,3% em relação ao registrado no período imediatamente anterior.

Pela ótica por segmento, contudo, ainda é possível identificar diferenças no desempenho dos empreendimentos residenciais de médio e alto padrão (MAP) e dos empreendimentos residenciais vinculados ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). De um lado, apesar da alta registrada nos lançamentos residenciais de médio e alto padrão (+3,1%) nos últimos 12 meses, as vendas do segmento ainda acumulam queda de 14,3% frente ao período precedente. Por outro lado, o número de lançamentos residenciais do programa MCMV aumentou 4,9% nos últimos 12 meses em relação ao período anterior, tendência positiva acompanhada pelo aumento expressivo no volume de vendas (+23,8%), na mesma base de comparação.

Considerando todos os segmentos, foram contabilizados 37,3 mil distratos nos últimos 12 meses, o equivalente a 35,4% das vendas de imóveis novos. No mesmo período, a relação entre distratos e vendas do segmento MAP foi de 45,6% enquanto esse percentual foi de 19,8% entre empreendimentos MCMV. Levando-se em conta a safra de lançamentos mais antiga na série histórica (1º trimestre de 2014), a proporção de distratos entre as unidades vendidas do segmento MAP é de 32,8%, percentual que supera o registrado para a mesma safra de empreendimentos do programa MCMV (20,3%).

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

Publicado por Marina Shimamoto

Brasil Brokers cria campanha com o canal de TV Shoptime.

Em parceria com o canal de TV Shoptime, a Brasil Brokers lançou uma campanha de venda de imóveis novos no Rio e em São Paulo, a Imóvel Time (www.imoveltime.com.br). Pela primeira vez o canal de TV promoveu venda de imóveis em sua grade de programação.

Durante a ação, os interessados tiveram alguns benefícios para realizar a compra do imóvel: utilizar o carro como forma de pagamento, facilidades para decorar e mobiliar a casa nova como um voucher de até R$ 5.000 para compras no canal, além das vantagens que já são ofertados pelos próprios incorporadores para os respectivos empreendimentos (como móveis planejados e aparelhos da linha branca).

As exibições no Shoptime foram transmitidas a partir do dia 14 de setembro e contou com uma hora de duração no canal. Após a transmissão, vídeos dos imóveis também foram exibidos nos portais, mídias sociais e no hotsite da ação. Ao todo 20 incorporadores do Rio de Janeiro e de São Paulo confirmaram participação. Cada uma podia colocar até cinco empreendimentos na TV (um por programa) e até 12 no hot site criado para a ação (www.imoveltime.com.br).

De acordo com André Dumbrosck, Gerente Geral de Marketing da Brasil Brokers, “O Shoptime é reconhecido por oferecer sempre a melhor oportunidade de compra. Nada mais estratégico que fechar essa parceria com o canal para vender os nossos produtos”, comenta . Realmente uma ótima ideia!

Veja abaixo um dos programas da campanha:

Fonte: http://www.marketingimob.com

Envelhecimento do brasileiro pede novo tipo de imóvel.

O casal Dirce Sampaio, 78 anos, e Neslon Corrêa, de 81, vai reformar o apartamento onde moram para torná-lo mais acessível. Foto: Werther Santana / Estadão

Mudança de perfil demográfico é tendência mundial e setor imobiliário vai precisar se adaptar às demandas do ‘mercado grisalho’

Em 2050, o número de idosos ultrapassará pela primeira vez o de adolescentes e jovens (10 a 24 anos), segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Mais acentuada em países desenvolvidos, a tendência de envelhecimento cria o chamado mercado grisalho, formado por pessoas acima dos 60 anos que devem continuar trabalhando, recebendo e consumindo.

O nicho já está no radar de investidores e operadores imobiliários de países desenvolvidos, mas desperta pouca atenção no Brasil, segundo especialistas. A constatação é problemática, porque até 2025 o País será o sexto mais envelhecido do mundo.

Para o presidente do Conselho Consultivo do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Cláudio Bernardes, a próxima década trará uma demanda significativa o suficiente para despertar o interesse das incorporadoras. “Há pouco tempo éramos uma nação jovem. Então, esse é um conjunto que tem potencial enorme de crescimento, mas não forma, hoje, escala suficiente de clientes.”

Bernardes afirma que o público é formado por dois grupos. Os “novos idosos”, que acabaram de chegar aos 60 e ainda são independentes, e aqueles que já passaram dos 75, mais propensos a cuidados especiais. “Futuro é termos empreendimentos que se antecipem ao que ainda virá a ser indispensável para o grupo um.”

E quais seriam essas necessidades? Elas passam tanto pelo projeto das casas quanto pela decoração. Robson Gonzales, arquiteto e diretor da Arpa, empresa especialista em acessibilidade, lista pontos básicos: portas e corredores largos, que permitam o giro de uma cadeira de rodas, banheiros maiores e com barras de apoio, rampas no lugar de degraus, pisos antiderrapantes, entre outras coisas.

A mobília deve ser pensada dentro da mesma lógica. Tapetes são escorregadios e camas altas comprometem o equilíbrio na hora de levantar, já que não permitem encostar os pés no chão – o mesmo vale para cadeiras e vasos sanitários. As pontas dos móveis precisam ser arredondadas e o trajeto entre quarto e banheiro deve estar sinalizado, sobretudo para evitar quedas durante a noite.

Mas não é só. Conselheiro do Fórum Econômico Mundial e presidente do Centro Internacional de Longevidade no Brasil, o médico Alexandre Kalache aconselha um olhar atento para o estilo de vida do morador.

Acesso fácil ao transporte público, segurança e atrações culturais nos arredores são essenciais, defende. “Provavelmente esse idoso não quer mais dirigir e pretende fazer quase tudo a pé. Livre das pressões do cotidiano, ele agora tem tempo de ir ao cinema, ao teatro, a bares.”

Um dos maiores estudiosos da longevidade, Kalache tem participado de fóruns sobre o tema mundo afora. Em uma de suas palestras para empresários do setor imobiliário, fez uma provocação após ter sido apresentado às chamadas “retirement villages” – uma espécie de vila dos aposentados. “Pedi para eles fecharem os olhos e imaginarem o aniversário de 85 anos.”

Em seguida, perguntou quantos estariam festejando com família e amigos. “Quase todos levantaram as mãos”, lembra. “Mas quando questionei se alguém estaria numa casa de repousa ou numa vila daquelas a resposta foi zero.”

‘Não é bom formar guetos de idosos’

Para o médico, o experimento mostra que mesmo quem está empreendendo na área ainda não compreendeu as demandas desse público. Levanta também, na avaliação da arquiteta e gerontóloga Adriana de Almeida, outra questão: a segregação que moradias do tipo podem gerar. “Não é bom formar guetos de idosos. Já está provado, por exemplo, que a convivência com atividades infantis ajuda no combate à depressão.”

Membro do Comitê Brasileiro de Acessibilidade da ABNT, Adriana defende que construções acessíveis facilitam a vida de todos. “Corrimão de duas alturas auxilia o anão e a criança, a rampa, na altura certa, ajuda o cadeirante e pais que estão empurrando o carrinho de bebê.”

Gonzales, da Arpa, dá consultoria para condomínios. Ele afirma que as incorporadoras tendem a fazer apenas o que é exigido por lei nas áreas comuns. “Corredores maiores e banheiros acessíveis exigem mais espaço. Isso significa menos unidades. Logo, menos dinheiro.”

A construtora Tecnisa começou a pensar no tema há cerca de 10 anos, diz o diretor técnico da empresa, Fábio Villas Bôas. As primeiras alterações nos projetos foram pensadas por uma equipe de gerontólogos. “Levantamos a altura das tomadas, mudamos o tipo de piso e optamos por cores diferentes entre parede, chão e portas.”

A empresa pretende lançar no primeiro semestre de 2018 um empreendimento pensado para idosos. Segundo Villas Bôas, as áreas comuns serão parecidas com as de um prédio qualquer, mas os quatro primeiros andares terão instalações “quase hospitalares, para aqueles mais frágeis”. Nos demais andares haverá unidades tradicionais, mas acessíveis.

O tema também suscita o debate acerca de financiamento imobiliário para esse público. Os bancos adotam o limite de 80 anos e seis meses para os parcelamentos. Assim, uma pessoa na casa dos 70 terá cerca de 10 anos para quitar sua dívida. E juros e o seguro são bem maiores.

O professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Joelson Sampaio aconselha planejar-se ao longo do tempo para não precisar de crédito na velhice. “Lá na frente, quando idosos formarem um terço da nossa população, os bancos pensarão em novos produtos. No momento, é totalmente inviável.”

Fonte: http://economia.estadao.com.br

Bianca Soares / Especial para o Estado

A retomada da confiança no setor imobiliário.

 
O DNA do empreendedor brasileiro possui a capacidade de se reinventar, principalmente no setor imobiliário, que possui um potencial ímpar para a reativação da economia.
 
O mercado imobiliário vem ensaiando uma recuperação gradual e lenta. Houve avanço nas vendas de novos imóveis e aumento da procura por novos negócios no setor, o que não ocorria desde o último trimestre de 2016 e meados do primeiro semestre deste ano. Segundo as últimas pesquisas do Secovi-SP, foi registrado um aumento no volume de vendas e de lançamentos na capital paulista e nota-se que a confiança do consumidor o estimulou a tomar decisões que há tempo adiava. Esse processo promete ser alavancado agora com a redução da taxa básica de juros para 8,25% ao ano, decidido pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Pela primeira vez em quatro anos, a Selic chega a um patamar abaixo de 10% ao ano e espera-se que a trajetória de queda continue, repercutindo diretamente no crédito, tornando-o mais barato e estimulando a produção e o consumo.
 
Grandes bancos também reagiram com os anúncios do Copom e, no intuito de reforçar o estímulo ao consumo de modo geral, informaram que repassariam o corte dos pontos percentuais da taxa básica em suas principais linhas de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas. No entanto, causa apreensão aos empreendedores do país as dificuldades enfrentadas pela Caixa Econômica Federal, em função das restrições às operações de financiamento imobiliário e crédito em geral, em função dos índices necessários para alavancagem determinados pelo Acordo de Basiléia III.
 
Os empreendedores também são agraciados com esse movimento propulsor. O comportamento mais confiante do consumidor e os bons indicadores econômicos contribuem com a perspectiva de melhoria nos negócios, motivando-os a desenvolver novos projetos ou a tirar da prateleira aqueles que estavam pausados devido à incerteza do momento. Claro que após um receoso período de instabilidade e incerteza econômica, será necessário que o mercado imobiliário apare diversas arestas para retomar a produção em quantidade adequada à demanda e, por conseguinte, ajudar a reduzir o déficit habitacional brasileiro. O nosso DNA de empreendedor tem a capacidade de se reinventar, principalmente no setor imobiliário, que apresenta potencial ímpar para reativar a economia, desde que em circunstâncias e ambientes macroeconômicos favoráveis.
 
Mesmo com algumas adversidades persistentes, o horizonte menos desanimador dá impulso para empreender e superar as dificuldades. Em setembro, pelo quarto mês consecutivo, o Índice de Confiança da Construção (ICST) evoluiu positivamente – de 76,1 pontos em agosto para 77,5 pontos -, conforme apuração do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e pode significar, neste segundo semestre, um cenário menos negativo para as empresas de construção. Mesmo com muitos desafios, que sempre existirão, as oportunidades persistem e, com elas, as soluções para aproveitá-las. O povo brasileiro tem criatividade de sobra e não falta coragem para perseverar. Basta acreditar na capacidade de reinvenção e trabalhar para o crescimento coletivo e em prol do País.
 
Celso Petrucci é economista-chefe do Secovi-SP, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CII/CBIC) e colaborador da FIABCI-BRASIL.
 

Apartamento de 65 m² com décor clean e áreas integradas.

O apartamento pequeno ganha espaço com a integração dos ambientes e soluções de marcenaria planejada.

 

(Bia Soave/Divulgação)

A poucos meses do casamento, o casal buscava o espaço perfeito para iniciar a vida a dois. Sem filhos, mas com vários amigos, os moradores desejavam viver em um lugar onde receber as visitas não fosse um problema. Em quatro meses, o apartamento de 65 metros quadrados em Valinhos ganhou forma e a cara dos recém-casados.

Quem assina o projeto é a arquiteta Beatriz Fiano. Como a planta original previa dois dormitórios, a profissional optou por ampliar a suíte e transformar o segundo quarto em um closet, adequando-se às necessidades dos moradores e proporcionando ainda mais espaço.

(Bia Soave/Divulgação)

A integração das áreas sociais foi a alternativa encontrada para deixar o apê funcional no dia a dia do casal e das visitas. Na sala de estar, a estante feita sob medida serve de abrigo para duas banquetas, que também podem ser utilizadas como mesinhas de apoio. 

(Bia Soave/Divulgação)

decoração segue um estilo clean, com tons suaves e pontos de cor no mobiliário. As cores mais usadas foram cinza, branco e madeira, além do toque em azul nas cadeiras da sala de jantar. Para abrigar mais pessoas, o jantar foi equipado com um banco estofado em L, mesclado às cadeiras. 

(Bia Soave/Divulgação)

Ideal para apartamentos pequenos, a cozinha estilo corredor deixa o ambiente compacto, mas organizado. Para quebrar o branco predominante, a arquiteta apostou no mix de azulejos coloridos para compor o backsplash.

(Bia Soave/Divulgação)

Fonte: casaclaudia.abril.com.br

Qual a diferença entre Condomínio Fechado e Loteamento Fechado?

A necessidade de viver com mais segurança motiva as pessoas a buscarem casa a venda em condomínios fechados. Ao pesquisar o mercado deparam-se com inúmeras ofertas, inclusive imóveis, em loteamentos fechados – que podem facilmente ser confundidos com um condomínio.

Foto: DINO

Como alguns loteamentos fechados, no período de vendas, mantêm uma estrutura de segurança com guarita para controle de acesso e monitoramento por câmeras, além de oferecer áreas de lazer, fica fácil confundi-lo com um condomínio fechado. Você sabe diferenciar esses tipos de empreendimentos imobiliários?

Condomínio e loteamento têm leis específicas

O primeiro passo é conhecer a legislação, pois para cada empreendimento existem leis específicas. A lei 6.766/79 dispõe sobre parcelamento de solo urbano (loteamentos), classificando o loteamento fechado com uma gleba subdividida em lotes edificáveis, na qual serão abertas vias públicas. A lei 4.591/64 é restrita à condomínios fechados, com finalidade residencial ou não. O condomínio também é regido pelo Código Civil (artigos 1331 a 1358). Os loteamentos estão enquadrados nos artigos 53 ao 61 do Código Civil (capítulo II), segundo Evandro Silva, proprietário da imobiliária Nero Imóveis.

Áreas privativas e espaços comuns

Ao comprar um terreno em um condomínio fechado, você estará adquirindo a fração ideal da área, o que abrange, além do terreno de uso privativo, espaços de uso comum como a estrutura de lazer (quadras, playground, piscina, salão de festas), áreas verdes, praças e as vias de acesso. Existe controle de acesso, ou seja, só podem entrar no condomínio as pessoas autorizadas por moradores e responsáveis pela administração.

Mas ao adquirir um terreno em loteamento fechado, você só terá direito sobre seu próprio lote, pois, quando a prefeitura aprova o sistema viário, o acesso é livre à população. O que poderá ocorrer é um controle de circulação, ou seja, para quem não reside ou trabalha no loteamento fechado, a entrada é liberada mediante apresentação de documentos.

Não existe restrição à entrada no loteamento fechado. A prefeitura pode conceder o direito de uso ao loteamento fechado, porém, a qualquer momento, a municipalidade poderá reverter esse consentimento.

Administração de áreas comuns em condomínios e loteamentos

Quando um loteamento fechado é aprovado é criada também uma associação, com a qual a prefeitura poderá assinar o contrato de comodato para o fechamento do loteamento e autorizar a instalação de portaria para controlar o acesso. Dessa forma, a responsabilidade pela manutenção do sistema viário passa ao loteamento enquanto vigorar a concessão de uso.

Esta associação poderá cobrar, dos moradores, a taxa de manutenção e custear outras melhorias para o empreendimento como uma área de lazer privativa, mas os moradores não são obrigados a fazer parte da associação. Entretanto, observe, antes de comprar um imóvel em loteamento fechado se consta uma cláusula de condição no memorial descritivo e na minuta do contrato de compra e venda sobre a existência de associação de moradores com a finalidade de prestar serviços aos proprietários de lotes.

Quanto ao condomínio fechado, existe a obrigatoriedade do pagamento da taxa de condomínio para a manutenção das áreas comuns. O condômino que deixar de efetuar o pagamento torna-se inadimplente perante o condomínio e estará sujeito a várias penalidades, inclusive a perda do patrimônio para quitar os débitos, via execução judicial.

Devido à existência de infraestrutura de uso comum dos condôminos, o condomínio precisa ter uma administração para controlar a arrecadação da taxa mensal e gerenciar os serviços de manutenção. Tudo isso é realizado pelo síndico. No loteamento, a figura do administrador existe quando há uma associação encarregada de prestar serviços aos proprietários.

Quem mora em condomínio tem que seguir o que for decidido em convenção e o que estiver contido no regulamento interno. Já os moradores de loteamento fechado seguem os dispositivos do estatuto social. O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é cobrado sobre a fração ideal de imóvel em condomínio fechado (isto inclui as áreas privativa e comum). O morador de loteamento fechado paga IPTU relativo ao seu imóvel (terreno ou terreno + casa), pois as áreas comuns são consideradas públicas.

Antes de fechar a compra do imóvel, consulte o cartório de registro de imóveis e a prefeitura para obter informações sobre o empreendimento, se é um condomínio ou loteamento fechado, se está totalmente legalizado ou ainda existem pendências que poderão trazer complicações futuras aos compradores.

Outro detalhe importante: consulte seu advogado sobre todas as cláusulas do contrato de compra e venda e o memorial descritivo do empreendimento para fazer um investimento com segurança, sabendo exatamente quais serão seus direitos e obrigações.

Fonte: http://www.neroimoveis.com.br