Arquivo diários:10 de outubro de 2017

Conheça o “retrofit” e saiba suas vantagens.

Técnica pode ter custo semelhante ao de uma obra começada “do zero”

Você pode não conhecer a palavra “retrofit”. Mas certamente já esteve ou viu um local onde a técnica foi aplicada. A explicação é simples, “retrofit”’ é uma reforma que tem como principal objetivo modernizar, adaptar e melhorar um imóvel aproveitando a maior parte da sua construção e materiais. O conceito nasceu na Europa, devido ao grande número de edifícios e construções antigas e históricas. Depois chegou aos Estados Unidos e, recentemente, ganhou o Brasil. Pode ser aplicado justamente em construções que precisam de um novo tipo de adequação, como imóveis antigos, além de construções com valor histórico e cultural com grandes projetos arquitetônicos.

Valorização e preservação são algumas das vantagens oferecidas pelo retrofit (Foto: Shutterstock)

Os benefícios do “retrofit” são vários. A renovação urbana de bairros muitas vezes esquecidos é uma delas. “Traz uma ‘nova vida’ e um novo conceito de moradia sem gerar remanejamento de vias públicas para atender uma quantidade maior de pessoas, o que ocorre quando são criadas novas edificações. O respeito, valorização e preservação do patrimônio histórico também são pontos muito positivos do ‘retrofit’”, explica o arquiteto Pedro Bazani.

Em muitos casos, o custo do “retrofit” em relação a uma obra iniciada “do zero” é parecido. Em outras vezes, ele supera pelo grau de dificuldade na restauração e reforma. A justificativa é por causa do tempo e gasto com materiais de obras civis. Por outro lado, os benefícios da qualidade de materiais antigos e cômodos maiores também deve ser levada em consideração e trazem um custo/benefício considerável para o cliente.

Vantagens e desvantagens

Uma das maiores vantagens da técnica é o aproveitamento dos espaços de construções antigas, o que dificilmente é encontrado hoje em dia. O arquiteto explica que antigamente, os imóveis eram construídos com espaços maiores para uma quantidade menor de habitantes. “A tecnologia não era avançada e os cômodos eram projetados para que a iluminação natural e a ventilação funcionassem de forma agradável, já que o pé direito alto era padrão”, conta.

A qualidade de materiais encontrados nessas construções é outro ponto forte. “São assoalhos de madeira maciça, tacos, divisórias de tijolos entre outros. Quando restaurados, os imóveis podem gerar grande economia para os proprietários, já que o uso do ar-condicionado é bastante reduzido”, pontua o profissional. E se por um lado esses materiais encontrados nos imóveis agradam, por outro a parte de infraestrutura pode ser um problema. “Existem casos em que os locais exigem uma restauração completa, passando pelas partes hidráulica, elétrica, predial, assoalhos, entre outros. Adequá-los aos moldes atuais tornaria a obra muito mais cara”, opina Bazani.

Para o arquiteto, o “retrofit” pode ser ainda um aliado de corretores e do mercado imobiliário em geral. Ainda segundo ele, muitas vezes, os novos empreendimentos são feitos sem planejamento urbano, dificultando o trânsito e até mesmo a vida dos próprios moradores que dividem o elevador com muitas outras famílias. “O ‘retrofit’ traz para o mercado uma forma de moradia diferente dos moldes atuais, já que estamos falando de cômodos maiores, melhor aproveitamento dos ambientes e de uma construção já consolidada no bairro”, completa.

“Retrofit verde”

A reformulação de edifícios antigos para torná-los com uma aparência contemporânea pode e deve ser feito com o uso do paisagismo, o chamado “retrofit verde”, que insere novas áreas vegetadas nos edifícios, como os jardins verticais e os telhados verdes. Segundo o arquiteto paisagista Artur Craveiro, na utilização do paisagismo como “retrofit”, assim como para uma obra nova, existem diversas técnicas que precisam ser implementadas para que o projeto funcione, como irrigação da vegetação, impermeabilização das paredes e cobertura, proteção contra enraizamento, escolha adequada das espécies, estudos de sombra, entre outras. “É preciso também se tomar um cuidado especial na preservação das estruturas antigas, que geralmente já estão abaladas pelo tempo, para que não haja infiltrações e para que as raízes não penetrem”, completa.

Fonte: www.zappro.com.br

Financiamento para compra da casa própria volta a crescer.

Os financiamentos para a compra da casa própria pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) cresceram 11,5% de julho para agosto, indicando uma reversão no período de baixas vendas que o mercado imobiliário passou a enfrentar em 2016, quando os bancos reduziram o valor máximo do financiamento e ainda elevaram o valor da entrada.

O quadro começou a mudar quando, no primeiro semestre deste ano, foram liberados os saldos inativos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Muitos trabalhadores depositaram o dinheiro na caderneta de poupança, elevando o saldo dos bancos – especialmente os privados – para o financiamento imobiliário.

Apenas em setembro, os depósitos da poupança superaram os saques em R$ 3,65 bilhões. “Os bancos precisam separar 65% dos depósitos em poupança e investir no crédito imobiliário”, diz o presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), Luiz Antonio França.

Foi o que aconteceu, e os bancos, com mais dinheiro nos cofres, voltaram a emprestar em condições mais favoráveis. O Itaú baixou os juros para crédito imobiliário de 10,5% para 10,1% ao ano. O Santander diminuiu para 9,49% ao ano, assim como o Banco do Brasil, para 9,74%, e o Bradesco, 11,40%. Na média do mercado, os menores juros são da Caixa Econômica Federal, de 9,33% ao ano.

Para Flavio Domingos Prando, vice-presidente do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), outros dois fatores também estão impulsionando a busca por financiamentos da casa própria: queda do preço dos imóveis e volta da confiança na economia.

“Quando a gente começa a retomar confiança, seja na manutenção do nosso emprego, seja na manutenção do nosso negócio, isso nos dá coragem na decisão de compra”, afirma Prando.

“E no momento em que a gente começa a ter uma oferta de crédito imobiliário maior, com o impacto da redução dos juros, juntam-se duas coisas positivas que impulsionam o mercado imobiliário”, diz o vice-presidente do Secovi-SP.

Infografia casa própria