Arquivo diários:9 de novembro de 2017

Edifício verde em São Paulo terá estrutura de madeira reflorestada.

Edifício verde em São Paulo terá estrutura de madeira de reflorestamento certificada

A mais nova edificação na cidade de São Paulo trará benefícios para o meio ambiente, embelezando e contrastando com as estruturas cinzentas e urbanas da capital. O projeto é uma idealização da Amata, empresa de gestão florestal, junto com o estúdio de arquitetura franco-brasileiro, Triptyque. A edificação possui 13 andares com área total de 4.700 m², sendo um espaço para co-working, habitações compartilhadas e restaurantes.  Ambos os espaços, comum e privado, estão integrados com a natureza e estabelecem uma conexão com a cidade através de sua estrutura sustentável e vegetação abundante.


O uso da madeira torna-se a solução? A parte estrutural da edificação será toda feita em  CLT (Cross Laminated Timber), um sistema de extrema tecnologia feito de diversas camadas de madeira maciça em direções diferentes, que torna o produto muito mais resistente  para ser usado em granes obras de edifícios altos. Porém, tendo em vista que a exploração madeireira ilegal no Brasil, e o desmatamento, infelizmente são crimes frequentes no país, nos perguntamos: De que maneira uma edificação em madeira pode ser ecológica? O co-fundador e CEO da Amata, Dario Guarita Neto explica.“Os edifícios em madeira certificada podem ser uma solução eficiente e servir como um impulso para uma mudança na consciência ambiental de nossas sociedades.”


A cada 1m³ de madeira reforestada é absorvido uma tonelada métrica de CO² atmosférico do meio ambiente.

A substituição dos recursos não renováveis por matérias-primas naturais, ajuda a fortalecer uma cadeia de produção mais limpa e consciente,  adicionamos valor às florestas certificadas. Isso pode diminuir a pressão para o desmatamento. O novo edifício vegetado em São Paulo em sua estrutura sustentável, seu design e o tempo de construção extremamente reduzido, trazendo mais durabilidade e menos impacto ambiental.

“O edifício é a naturalização da arquitetura colocada em prática, oferecendo uma experiência sensorial total, a metáfora de uma floresta urbana habitável, a madeira visível e invisível, o uso da vegetação e da paisagem. Sua silhueta escalonada combina com a topografia desigual do bairro paulistano de Vila Madalena, onde está localizado o terreno que será construído o edifício.” A previsão é que a obra termine em 2020.


Referência | 
Sustentarqui

Adaptação e edição | Pedro Henrique Leite

Fonte: ecotelhado.com

Venda de imóveis tem alta de 20,8% em São Paulo, diz SECOVI.

Confiança e queda dos juros contribuíram para resultado.

Foram vendidas 10.991 unidades até agosto Getty Images

O corte dos juros e os primeiros sinais de reação da economia já se refletem no mercado imobiliário. Na capital paulista, no acumulado de janeiro a agosto, foram vendidos 10.991 imóveis, uma alta de 20,8% em comparação ao mesmo período de 2016 (9.100 unidades), segundo o Secovi-SP, sindicato do setor.

No País, as vendas somaram 45.267 unidades de janeiro até agosto, um aumento de 25,5% frente aos mesmos meses de 2016, de acordo com a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias). “O mercado vem ensaiando uma recuperação, embora gradual e lenta“, diz o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Para especialistas, a política de queda dos juros tem tido papel importante na retomada das vendas. No fim de outubro, o Banco Central fez um novo corte na taxa Selic, para 7,5%. Segundo estimativa do Bradesco, a cada corte de 1 ponto porcentual nos juros básicos, a renda mínima exigida para financiar o imóvel cai de 6% a 8%.

Cálculos do banco indicam que a queda de 1 ponto porcentual nos juros faz com que cerca de 1 milhão a mais de famílias passem a se tornar elegíveis a um financiamento imobiliário de R$ 200 mil.

As economistas Daniela Cunha de Lima e Priscila Pacheco Trigo, do Bradesco, lembram, além disso, que a concessão de crédito para financiamento imobiliário cresceu em setembro. Elas avaliam que as diferenças regionais afetam o ritmo de tomada do crédito. Enquanto São Paulo deve liderar o ajuste de redução no estoque, no Rio de Janeiro ainda há dificuldade de vender.

Reconstrução

Apesar do desemprego alto, nos estandes as incorporadoras sentem uma melhora, ainda que tímida, na confiança do consumidor. O gerente logístico Michael Moreira, de 40 anos, pensava em comprar um apartamento desde o fim de 2016. Achou o lugar certo, mas fez as contas e se assustou com a simulação. “As parcelas eram altas demais e iriam comprometer minhas economias.”

Agora, ele conseguiu fechar a compra de um imóvel de um dormitório, na planta, na Grande São Paulo, e as parcelas, depois que o prédio for entregue e o financiamento for acertado com o banco, vão caber no bolso. “Se os juros não tivessem caído, não teria como comprar.”

“Basta se colocar no lugar do comprador que se interessa por um imóvel na planta. Primeiro, ele paga as parcelas à construtora, só vai contratar o financiamento com o banco quando o prédio ficar pronto. Mas se vislumbra um movimento de queda dos juros, quer fechar negócio“, diz Pedro de Seixas, da Fundação Getulio Vargas.

O emprego na construção civil também reage, mas em ritmo mais lento. No acumulado do ano, foram perdidas 28,1 mil vagas na construção. Em setembro, no entanto, foram criados 380 postos de trabalho, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho. Um dos contratados foi Valderez Ferreira, de 40 anos.

“Sou pedreiro há 12 anos. Durante a crise, cheguei a voltar para Pernambuco quando o mercado de construção afundou. A saudade da família que ficou apertou e voltei para São Paulo para fazer bicos. Só agora fui registrado. Aos poucos, as coisas estão melhorando”.

Fonte: noticias.r7.com