Arquivo diários:10 de novembro de 2017

Transformações do mercado imobiliário na era digital.

Tecnologias devem ser usadas para garantir mais eficiência e transparência nas transações e transformar a experiência do consumidor.

O mercado imobiliário está passando por uma grande transformação digital, principalmente na relação entre consumidores e todos os envolvidos na cadeia como corretores, imobiliárias, incorporadoras e construtoras. Se antes as informações eram pulverizadas entre os players, a tecnologia e o comportamento de consumo estão modificando este cenário.

Na visão de Lucas Vargas, CEO do portal de imóveis VivaReal, o setor imobiliário deve trazer uma jornada do consumidor muito mais acolhedora. Para tal, toda a transação deve ser mais eficiente e transparente, indo além da busca do imóvel e de fotos nos portais. O executivo ressaltou que a falta de transparência e confiança na relação dos consumidores com corretores e imobiliárias no Brasil impacta negativamente as avaliações sobre este mercado.

“De acordo com pesquisas de satisfação realizadas pelo VivaReal, o atual nível de satisfação do consumidor para com os serviços imobiliários hoje atinge uma nota média de 3.3, de 10. Nosso objetivo é de subir esta nota para no mínimo 8”, contou Vargas. Mas como um setor tão tradicional e off-line pode se transformar em data driven?

Para responder esta questão, o executivo detalhou, durante apresentação realizada na quarta-feira, 8, no IT Forum Expo 2017, os planos do VivaReal para transformar a experiência do consumidor através de transações imobiliárias mais seguras e efetivas, com base no que já é feito no mercado imobiliário americano, e que está dando muito certo. “Não estamos falando sobre acabar com o trabalho dos corretores, mas sim conectá-los às soluções digitais”, enfatizou.

Tecnologias efetivas

A necessidade de uma ferramenta de mapeamento virtual foi a primeira solução apontada por Vargas durante sua apresentação. “Diferentemente dos Estados Unidos, não existe no Brasil um mapeamento que disponibilize aos consumidores informações completas e digitalizadas sobre todos os imóveis”, comentou. 

Pelo fato da jornada do consumidor no mercado imobiliário não ser linear, mas descontínua, também é preciso, segundo ele, criar um ecossistema para operar ponta a ponta neste mercado. Outra solução a ser considerada é a de moderação dos corretores para se ter um “match” entre oferta e demanda. “Nos EUA, por exemplo, os portais imobiliários disponibilizam os perfis dos corretores e suas avaliações”.

Assim como nos demais segmentos, o mercado imobiliário deve se reinventar para acompanhar a evolução das tecnologias. O caminho do sucesso nessa nova era será adequar as estratégias ao novo comportamento do consumidor de imóveis.

Fonte: https://itforum365.com.br

Curitiba ganha prédio com pontuação máxima LEED Platinum.

Construção possui estação para tratamento de esgoto, é capaz de tornar a água da chuva potável e tem ponto para carregar carro elétrico.

Prédio da RAC Engenharia, em Curitiba: LEED Platinum com pontuação máxima na América Latina

A edificação com a maior pontuação já concedida a uma obra que buscou certificação LEED Platinum na América Latina está em Curitiba-PR. O prédio da RAC Engenharia, inaugurado no começo de 2017, recebeu 97 pontos para empreendimentos corporativos. Significa que o projeto atendeu vários requisitos. O principal deles, o NET Zero Energia, o qual permite que o edifício faça a geração de sua própria energia, inclusive para movimentar aparelhos de ar-condicionado e elevadores. Os painéis fotovoltaicos instalados na obra possibilitam geração anual de 26.509 kW, em condições climáticas normais da cidade.

O prédio também usa soluções arquitetônicas, como brises (também conhecidos como quebra-luz) e telhado verde, o que ajuda a reduzir o consumo do ar-condicionado e, consequentemente, de energia elétrica. “Comparando com um prédio-padrão, o projeto conta com uma redução de 46% no consumo de ar-condicionado”, explica o engenheiro civil Ricardo Cansian, diretor da RAC Engenharia. O edifício possui ainda uma estação própria de tratamento de esgoto, a qual permite o reúso das águas cinzas e negras nos vasos sanitários e da água da chuva, tornando-a potável.

A edificação tem ainda um ponto de recarga para carros elétricos, o que é novidade em termos de prédio corporativo no Brasil – o requisito ajudou a obter a pontuação inédita para a certificação LEED Platinum. Por conta das inovações, a construção também foi condecorada no 4º Prêmio Saint Gobain de Arquitetura, na categoria habitat sustentável, o que denota a vocação da RAC para obras sustentáveis. Após concluir seu prédio, a empresa agora se debruça em dois projetos que também buscam a certificação verde: a sede do Conselho Regional de Educação Física do Paraná e a escola profissionalizante Dr. Celso Charuri, ambas em Curitiba.

Prédio gera economia de R$ 20 mil por ano

Além disso, a empresa está envolvida em vários outros projetos que buscam a certificação LEED, e que vão começar a ser executados a partir de 2018. “As construções verdes se tornaram a melhor opção de negócio do mercado imobiliário, principalmente para prédios corporativos. Isso se deve ao engajamento de toda a cadeia produtiva da construção civil, que envolve construtoras, arquitetos, fornecedores de produtos e serviços e outros agentes do mercado. A gama de empreendimentos que buscam certificações está crescendo significativamente”, diz Ricardo Cansian.

A projeção é de que o investimento no prédio da RAC Engenharia se pague em, no máximo, 10 anos. “A economia proporcionada pelo correto dimensionamento dos sistemas é capaz de reduzir o consumo geral do edifício em 27%. Só a economia de energia, se comparado a um edifício-padrão, é de aproximadamente R$ 20 mil por ano. Porém, o que norteia a opção por esse tipo de construção não é a questão monetária, mas a busca por soluções que tornam a edificação mais eficiente, otimizando o uso dos recursos naturais e evitando excessos. Trata-se mais de uma mudança de visão sobre a forma de conduzir os negócios e os projetos na construção civil do que meramente uma questão de custo”, opina Cansian.

Entrevistado
Engenheiro civil Ricardo Cansian, diretor da RAC Engenharia
Contato: rac@raceng.com.br

CréditoFoto: RAC Engenharia

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br