Arquivo diários:29 de novembro de 2017

Um panorama sobre o mobile no Brasil e no mundo.

Na quarta edição do Conecta Imobi, Rafael MagdalenaCCO e Co-founder da Muv, empresa que realiza a ligação entre operadoras de telefonia móvel, fabricantes de aparelhos celulares e anunciantes, trouxe dados sobre a tecnologia mobile. Durante a palestra Panorama sobre o mobile no Brasil e no mundo, Rafael falou de comportamentos das gerações em relação aos dispositivos móveis e as oportunidades que eles oferecem para vendas.

O que precisamos saber sobre o mobile?

Para os profissionais que trabalham com marketing, publicidade e propaganda, uma informação de Rafael mostra que o investimento em mídia precisa se adaptar e que ela tem espaço. Por quê? Porque as gerações Z e Y já nasceram acostumadas com propagandas e anúncios nos vídeos. Vale lembrar que são essas as gerações que mais usam dispositivos móveis.

Rafael mostrou que 98% dos aplicativos disponíveis na Apple Store e na Play Store, lojas de apps da Apple e Google, respectivamente, são gratuitos para baixar. Isso representa uma grande oportunidade para a publicidade, pois os aplicativos acabam se tornando uma plataforma mais simples de anúncio.

Mas apesar da grande conectividade e do crescimento de interação das pessoas, o uso do 4G em 2016 representava apenas 16% da utilidade no mundo. Para o ano de 2020, a previsão é de que 38% das pessoas já utilizem internet 4G.

Fonte: http://www.vivareal.com.br

Região está entre as melhores para se investir em imóveis.

Cidades possuem grandes atrativos para investimentos no setor (foto: Ascom Osasco)

De acordo com dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), no mês de agosto de 2017 foram comercializados 8,7% a mais de imóveis na região, em comparação com o mesmo mês de 2013.

Isso mostra que as cidades da região possuem excelentes atrativos para se investir em imóveis. Esses municípios possuem características importantes que possibilitam essa avaliação, tais como renda per capita elevada, população com alto nível de instrução e de vínculo empregatício, além de um número considerável de empresas atuantes e déficit imobiliário elevado.

Alia-se a isso, o fato de que Osasco, Barueri, Santana de Parnaíba e Cotia figuram em uma lista, elaborada por consultorias de inteligência imobiliária, que traz as cem melhores cidades brasileiras para se investir em imóveis agora, e também nos próximos anos, dada a gama de atributos que elas possuem em sua estrutura urbana e também de população.

O Sindicato aponta ainda que entre os meses de janeiro e julho deste ano, foram lançados e comercializados cerca de 700 imóveis residenciais na região, em apenas dois municípios, Osasco e Barueri. No restante, há previsão de novos lançamentos no início do próximo ano.

Fonte: www.girosa.com.br

Por Julio Rezende

Como a tecnologia está mudando a indústria da construção.

 

Nem mesmo um dos mais tradicionais dos setores, o de construção, está livre da revolução digital. Pelo contrário. Essa indústria tem sido fortemente impactada pela tecnologia tanto por meio da criação de startups quanto a partir da inovação de gigantes do setor. Representantes de empresas da área falaram sobre o assunto nesta segunda-feira (27/11), durante a primeira edição do Construsummit, em São Paulo.

 

Apesar de a indústria de construção ser responsável por 10% do PIB mundial, ela conta com alta taxa de improdutividade. “O segmento é o segundo pior em termos de adoção de tecnologia. Temos de promover uma revolução digital para mudar esse cenário”, defende Bruno Loreto, diretor de operações da Construtech Ventures. A empresa se dedica a apoiar o desenvolvimento das chamadas construtechs, startups que buscam solucionar problemas da cadeia de construção de maneira inovadora (como as fintechs, no setor financeiro). Atualmente, conta com oito empresas em seu portifólio.

O segmento é promissor. Os investimentos em construtechs nos Estados Unidos já somam mais de US$ 1 bilhão. “No Brasil, a revolução também já começou. Você pode escolher participar ou ficar de fora”, diz Loreto. “Temos mais de 250 construtechs mapeadas no país.” Ele acredita que, nos próximos anos, deverá haver um boom das startups do setor.

Novatas

O que não falta são novas companhias de olho nesse mercado. É o caso da ZeroDistrato, que tenta solucionar um dos principais problemas da cadeia imobiliária. Segundo o cofundador Yan Carlomagno, a empresa estima um prejuízo de R$ 6 bilhões por ano no setor por causa dos distratos (a desistência de compra de um imóvel). Treinada com 110 mil contratos, a plataforma alia inteligência artificial e big data para prever o risco de um cliente encerrar o seu contrato.

Por sua vez, o empreendedor Glauco Farnezi criou um aplicativo chamado Facilita, a fim de deixar a vida dos corretores de imóveis mais simples. Trata-se de uma ferramenta que propõe que todo o processo de venda de uma propriedade seja feita com a ajuda de um aplicativo, tornando mais eficiente a gestão de atendimento. A plataforma automatiza funções que antes os corretores tinham de fazer de maneira analógica. “O processo de vendas do mercado imobiliário é muito complicado, cheio de burocracias”, diz Farnezi. “A intenção do Facilita é descomplicar, deixar o processo o mais óbvio possível.”

Gigantes

As mais tradicionais empresas do setor não querem ficar de fora das transformações. No começo desse ano, a Andrade Gutierrez começou a desenvolver um programa de inovação com o objetivo de se aproximar de startups. “Queríamos fomentar uma cultura de inovação tanto dentro como fora da empresa. (…) Queríamos realmente construir o futuro do setor”, diz Gabriel Villas Boas, diretor de inovação da Andrade Gutierrez. Além de realizar um evento de inovação chamado Digital Day, a empreiteira criou o Vetor AG, um programa de incubação e aceleração corporativa, cuja seleção de startups começa em breve. “Buscamos excelência e economia nas nossas obras.”

Por sua vez, a Alphaville Urbanismo criou o Alpha Inova, um programa também de conexão com startups, a fim não de comprá-las, mas de fechar parcerias para solucionar problemas específicos. “Desde o início focamos em excelência operacional e valor para o cliente”, afirma Patrícia Hulle, gerente geral de negócios da Alphaville Urbanismo. “Queríamos também auxiliar as startups em seu desenvolvimento.” A empresa fez um processo de seleção e, agora, desenvolve projetos pilotos com 10 finalistas. O próximo passo é decidir quem serão os futuros novos fornecedores da companhia.

Mudança de estrutura

A transformação digital impactará até o tamanho dos imóveis sendo vendidos. “As pessoas estão extremamente conectadas”, diz Marcos Araújo, presidente da Datastore, empresa especializada em inteligência e pesquisa de mercado. Segundo ele, ao mesmo tempo em que essa mais vida digital leva cria oportunidades de anunciar lançamentos imobiliários em dispositivos móveis, por meio das redes sociais, também pode levar à compra de apartamentos menores, uma vez que as pessoas circulam menos, pois ficam mais tempo no celular. “Com os aplicativos, as vendas imobiliárias estão prontas para serem desestruturadas como nós as conhecemos.”

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Preço do imóvel deve subir com lançamentos em baixa.

 
 
A recuperação das vendas de imóveis descolada de uma retomada nos lançamentos pode levar a um deficit de oferta e, assim, ao aumento dos preços de imóveis novos e para locação pelo Brasil.
 
A crise e o alto número de distratos (quando o cliente cancela a compra) forçaram as construtoras a segurar os lançamentos e investir na comercialização de seus imóveis em estoque.
 
Com isso, as vendas aumentaram 8,5% no terceiro trimestre do ano, ante mesmo período de 2016, e 3,4% no acumulado de 2017 até setembro, de acordo com levantamento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) em 22 áreas do país.
 
A oferta final disponível – as unidades em construção ou prontas não vendidas, ou seja, o estoque – caiu 3,4% na comparação trimestral.
 
“Não temos dúvidas de que há demanda e, se a oferta final continuar caindo dessa forma, teremos um aumento de preços”, diz Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, responsável pela pesquisa.
 
No outro lado da balança, os lançamentos subiram 4,1% no terceiro trimestre, mas no ano acumulam queda de quase 13%. Segundo João da Rocha Lima Jr., do Núcleo de Real Estate da Poli-USP, um déficit na oferta é consequência da menor capitalização das empresas, que não conseguem erguer empreendimentos na mesma escala em que faziam, e da redução do empréstimo às construtoras.
 
Os preços em algumas regiões já estão pressionados. Na área metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, o valor médio do metro quadrado passou de R$ 4.367 no segundo trimestre para R$ 8.245 no terceiro. No Distrito Federal, os preços passaram de R$ 8.570 para R$ 9.193.
 
O peso maior tem sido sobre os imóveis de dois quartos porque, com a restrição no crédito imobiliário também à pessoa física, houve uma migração de demanda de apartamentos maiores para a tipologia mais em conta.
 
Dos lançamentos no país no terceiro trimestre deste ano, 65,3% tinham dois quartos, e a modalidade representou 60,8% dos imóveis vendidos no período. “Essa participação de dois e três dormitórios já foi quase meio a meio. Se continuar assim [vendas em alta e baixos lançamentos de três quartos], os preços dos imóveis maiores podem explodir”, diz José Carlos Martins, presidente da CBIC.
 
ALUGUEL 
 
A escassez de unidades entrando no mercado afeta também o aluguel. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o valor de novos contratos de locação reverteu a tendência de queda do primeiro semestre e em outubro acumulava alta de 0,7% em 12 meses.
 
Segundo José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (conselho dos corretores), os imóveis disponíveis para locação no Estado não serão suficientes.
 
“Se houver uma retomada da construção e mais imóvel novo, ajuda, porque o preço do aluguel pode cair com a procura por locação diminuindo um pouco.”
 
 

Fonte: http://www.ademi.org.br

Folha de São Paulo, Anaïs Fernandes