Arquivo diários:5 de dezembro de 2017

Inteligência artificial será exigência nas moradias.

Mercado ainda encara a automação como luxo, mas em breve será indispensável para a venda.

A tecnologia em casa não deve ser vista apenas como um luxo, pois além das praticidades que pode permitir aos moradores, também interfere na economia e sustentabilidade de um lar.

Apesar de ainda ser um serviço de custo relativamente alto e, portanto, mais voltado às classes alta e média alta, a utilização de sistemas automáticos deve ser estudada. Isso porque o investimento pode impactar em um controle e diminuição de gastos – fator importante na decisão pelo imóvel.

Mercado ainda encara a automação como luxo, mas em breve será indispensável para a venda (Foto: Shutterstock)

O diretor global de inovações da Vector ITC Group, Rafael Conde Del Pozo, destaca que tanto a automação quanto a inteligência artificial conseguem garantir o mesmo objetivo de economia. No entanto, ele ressalta a diferença entre as duas tecnologias. Enquanto a automação depende da utilização de controles, como tablets e smartphones, um sistema de inteligência artificial analisa as condições do ambiente e se ajusta sozinho às mudanças.

“A grande revolução virá com inteligência artificial aplicada a essa conexão entre o homem e os dispositivos, de modo que não precisaremos usar equipamentos móveis para ligar ou desligar as luzes, pois as próprias luzes saberão quando isso deverá ser feito, bem como quando precisarão reduzir o brilho”.

Pozo destaca que tudo é feito com base na análise do nosso comportamento e nos dados dos sensores. “Eles podem identificar se nossos olhos precisam de mais luz; ao dormimos apagam as luzes; se nos movêssemos pela casa as ativam; abrem as portas e ajustam a temperatura de forma que seja ideal para o corpo”.

O diretor, porém, ressalta que ainda estamos nos estágios preliminares da implantação dessas tecnologias. “Talvez estejamos em um momento em que essa mudança ainda não tenha sido percebida como uma ferramenta que permite reduzir custos, mas apenas melhorar a qualidade de vida”.

Casos de economia

Em casas que contam com dispositivos de automação, os moradores pode controlar tudo de maneira remota, o que garante que nada tenha sido esquecido ligado e, dessa forma, evitam desperdícios desnecessários.

“Pense em quantas vezes alguém já foi dormir, viajar, trabalhar e ficou na dúvida se desligou o ar-condicionado ou apagou as luzes? Com a automação, de qualquer lugar você pode enviar um comando para desligar um equipamento ”, diz Tiago Munari sócio-diretor da TKhouse.

Mas, segundo ele, o refinamento do sistema pode ser maior. “Existe a possibilidade, por exemplo, de diminuir em 10% a intensidades de luz. Com isso, a vida útil da lâmpada aumenta consideravelmente, além de gerar uma economia na conta, sem que seja percebida uma redução na intensidade (da luz)”, complementa Munari.

Fonte: Zap Imóveis

Prédios compartilhados atraem clientes pela comodidade.

Bicicletas, carros, lavanderia e até um apartamento mobiliado. Tudo para ser compartilhado entre os condôminos e controlado via internet, por rede social fechada entre os moradores. O conceito sharing economy (economia do compartilhamento) que, pela comodidade, atrai principalmente os jovens, começa a ganhar força no Brasil. É um produto atraente e que deve estar na mira do corretor de imóveis.

O empreendimento Smart Santa Cecília, na região central de São Paulo, é uma aposta da Gafisa com previsão de entrega em 2018. Além dos itens citados acima, terá espaço de coworking (escritório compartilhado), lounge – bar e piscina na cobertura, salão de festas, espaço gourmet e academia.

(Foto: Shutterstock)

Como é possível fazer muito nas áreas comuns do prédio, os apartamentos são pequenos, de 36 e 52 metros quadrados, e mais baratos, partindo dos R$ 200 mil. A aceitação foi tão grande que a Gafisa lançou outro prédio nos mesmos moldes, o Smart Vila Madalena, com previsão de entrega também para o ano que vem.

O diretor executivo comercial da Gafisa, Rodrigo Lucas Tarabori, diz que a intenção dos projetos é entender o consumidor. “Começamos a ver uma geração nova que quer ter serviços personalizados e menores áreas dentro de regiões do Centro ou proximidades do metrô, como Smart Santa Cecília”.

Tarabori afirma que a modelagem do empreendimento é feito após pesquisas verificando o que o cliente necessita. “É um projeto pronto para o uso, com, teoricamente, todos os serviços que o consumidor precisa. É um conceito que vem da cultura do consumidor e entendermos que existe uma demanda para isso”.

Espaço mínimo

A Vitacon Incorporadora e Construtora é a responsável pelo recente lançamento do menor compacto da América Latina – uma unidade 10 metros quadrados no condomínio Palmeiras-Nova Higienópolis .

Isso só é possível porque há à disposição dos moradores áreas comuns com lavanderia compartilhada, espaços de coworking, bicicletas, carros e motos compartilhados, serviços de guarda entregas refrigerados e até apartamentos compartilhados (quando o morador recebe uma visita pode locar por um dia ou uma semana).

Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon, diz que muita coisa as pessoas não precisam ter dentro de casa. “As pessoas não usam todo dia, por exemplo, um martelo ou uma furadeira, por isso vamos começar a entregar empreendimentos com ferramentas compartilhadas. Isso é legal porque a gente vai conseguir ter a furadeira top de linha para que o morador use quando tiver necessidade”.

Para ele, o compartilhamento propicia convívio social, a interação com o vizinho. “É trabalhar e conviver, talvez até fazer negócios. Temos esse conceito em nosso DNA e cada novo empreendimento que lançamos implementamos uma novidade, ou simplesmente, melhoramos o que já foi criado. Queremos proporcionar isso ao morador”.

Fonte: http://tinyurl.com/yd295xmk