Arquivo diários:6 de dezembro de 2017

Esta casa foi construída basicamente com resíduos agrícolas.

O projeto dinamarquês é o primeiro do gênero no mundo e leva a arquitetura sustentável para outro patamar. Conheça a iniciativa

Esta casa foi construída apenas com resíduos agrícolas

(Reprodução/Designboom)

Projetada pelo estúdio Een til Een, esta casa em Middelfart, na Dinamarca, é a primeira “residência biológica” do mundo. Construída a partir de materiais reciclados, a estrutura foi feita principalmente com resíduos da indústria agrícola, como palha, macro-algas e grama. Normalmente, estes materiais são descartados ou incinerados nas usinas das cidades.

Esta casa foi construída basicamente com resíduos agrícolas

(Reprodução/Designboom)

A reutilização dos resíduos evita que a combustão cause ainda mais impactos ao meio ambiente, além de atribuir novas funções aos materiais até então considerados descartáveis. De acordo com o estúdio, a casa pode pode ser facilmente adaptada a cada cliente e, uma vez construída, pode ser removida e reconstruída em qualquer lugar.

Esta casa foi construída apenas com resíduos agrícolas

(Reprodução/Designboom)

O desenvolvimento do projeto passou por estudos rigorosos, onde técnicas inovadoras foram criadas e testadas durante o experimento. Uma delas, por exemplo, é a sustentação da casa. Ela fica sobre pilhas de parafusos em vez de uma base de concreto tradicional.

Esta casa foi construída apenas com resíduos agrícolas

(Reprodução/Designboom)

“Tem sido um longo projeto, e todos nós aprendemos muito muito ao longo do planejamento e construção”, diz Kim christofte, presidente do Een til Een. “Foi um prazer ver a equipe encontrar tantas soluções inteligentes para os problemas encontrados ao longo do caminho e estamos muito satisfeitos por finalmente abrir as portas para compartilhar esta casa única com o público”.

Fonte: casaclaudia.abril.com.br

Produtos sustentáveis: Confira materiais de construção que não geram riscos ambientais.

Produtos sustentáveis: confira materiais de construção que não geram riscos ambientais

Optar por materiais sustentáveis é bom para o ecossistema e para a economia da sua obra Créditos: Shutterstock

Escolher de forma consciente ajuda a reduzir o impacto da construção civil no meio ambiente.

Pode ser em uma construção ou reforma, escolher bem os materiais que serão utilizados na sua obra pode ser vantajoso para o meio ambiente e também para o seu bolso, evitando o desperdício gerado pelo uso inadequado de materiais e, assim, minimizando riscos ambientais.

O conceito de sustentabilidade começou a ser propagado por volta da década de 1970, após a Conferência das Nações Unidas, em Estocolmo. A proposta tem como objetivo atender às necessidades humanas com o uso consciente dos recursos naturais. Este desafio vale para todos os setores, inclusive o da construção civil, que pode, durante toda sua construção e pós-construção, amenizar os impactos na natureza, reduzindo o máximo possível os resíduos e utilizando, com eficiência, os materiais e bens naturais.

Para que você escolha os produtos certos, é importante ir em busca de materiais que possuam selos atestando o seu aspecto sustentável.

Listamos alguns produtos que podem contribuir de maneira positiva para o seu projeto e reduzem os riscos ambientais:

Argamassa – as emissões de gases de efeito estufa para a argamassa industrializada são 68% menores para o mesmo m³ aplicado em relação à argamassa virada em obra, diferença que em termos absolutos representa 280 kg CO2 eq. / m³. O consumo de água para a argamassa industrializada é 30% menor para o mesmo m³ aplicado, diferença que em termos absolutos representa 128 litros por m³. Ou seja, a utilização da argamassa industrializada se mostra mais ecoeficiente. A adoção dessa tecnologia contribui com a redução de diversos riscos ambientais, como o consumo de água, energia e emissões de gases de efeito estufa.

Cimento – opte por cimentos que utilizem a tecnologia de coprocessamento. A técnica consiste em reaproveitar pneus, biomassas e outros resíduos para substituir parte do combustível fóssil na fabricação de cimento, o que ajuda a reduzir o uso de recursos naturais não renováveis e emissão de CO². O coprocessamento é uma alternativa segura e eficiente para eliminação de resíduos industriais e auxilia na eliminação de novos passivos ambientais nos aterros sanitários, contribuindo significativamente para promover o bem-estar e a saúde pública, sobretudo porque o Brasil ainda enfrenta desafios no tratamento adequado de resíduos.

Concreto – a substituição de materiais que preservam o meio ambiente pode ser uma escolha positiva tanto para o ecossistema quanto para a sua construção. Um exemplo é a utilização de pavers. Esses blocos de concreto, também conhecidos como piso intertravado ou bloquetes, permitirem um layout esteticamente agradável e são amigos da natureza. Eles são assentados sobre areia de forma descomplicada, dispensam o uso de rejunte – o que facilita a infiltração e absorção da água pluvial, evitando enchentes – não causam prejuízo às outras peças caso algum bloco precise ser retirado e ainda são considerados pisos sustentáveis, pois refletem 30% da luz solar, o que ajuda na economia de energia.

Rejunte – o poder de decisão de compra de determinados materiais nem sempre precisa vir do produto em si. Considerar uma empresa que tenha a sustentabilidade e redução de riscos ambientais como padrão de qualidade já agrega valor ao seu produto. Escolher um rejunte de forma consciente – através de uma empresa que utilize o coprocessamento para a fabricação de cimento, uma vez que esse é um dos componentes do rejunte – já colabora com o ecossistema.

Outro fator importante para que sua obra seja sustentável é aplicar os materiais de forma correta e adequada, para que não sejam utilizados mais produtos do que o necessário, gerando, então, desperdício. Optar por marcas de confiança, que ofereçam um produto de qualidade, também é fundamental para que a sua construção não precise passar por ajustes ou manutenção em um curto período.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br