Arquivo mensais:janeiro 2018

Atendimento médico melhora e chega ao canteiro de obras.

Atendimento médico preventivo e campanhas de conscientização ajudam a melhorar a saúde no canteiro de obras

Pesquisa mostra que empresas investem mais em saúde e trabalhadores da construção civil estão mais conscientes em prevenir doenças e acidentes

Com base nas metodologias da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10), estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Seconci-SP (Serviço Social da Construção) avalia que trabalhadores do setor, com idade entre 40 anos e 59 anos, são os que ficam mais expostos a doenças adquiridas nos canteiros de obras.

Por outro lado, a amostragem revela que o atendimento médico está chegando com maior profusão e qualidade aos locais de trabalho. “Os dados refletem os investimentos que as empresas vêm fazendo nos últimos anos para oferecer atendimento qualificado de saúde aos seus funcionários”, explica Norma Araújo, superintendente do Iepac (Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana) do Seconci-SP, e responsável pelo levantamento.

Entre os problemas que mais afetam os operários estão as doenças do sistema osteomuscular (lesões, torções ou fraturas por queda) e do tecido conjuntivo (doenças de pele, em sua maioria). São casos diretamente relacionados ao não-uso ou ao uso incorreto de EPI (Equipamentos de Proteção Individual).

Porém, a pesquisa também detectou um ponto positivo nos dados. Não são apenas trabalhadores acidentados que estão procurando atendimento médico. Cresceu os que buscam prevenir doenças. “Isso é fruto das campanhas de conscientização. São ações em que os médicos vão até o canteiro de obra e fornecem orientações. Isso desperta o interesse desse público por prevenção, visando mais qualidade de vida no longo prazo”, explica Norma Araújo.

No levantamento do Seconci-SP, cujos dados refletem uma tendência nacional, as funções que mais demandam exames são as ocupadas por serventes de obra e pedreiros. De 51.244 consultas pesquisadas, os serventes de obra responderam por 12,1% e os pedreiros por 9,4% dos atendimentos. Vale ressaltar que os números referem-se a trabalhadores que procuram consultórios, clínicas e hospitais que possuem convênios com o Seconci-SP, o qual concentra a base de dados da pesquisa.

Homens são maioria

Entre os problemas que mais levam a mão de obra da construção civil a buscar auxílio médico estão dores nas costas, nas juntas e inflamações de ombro e tendões, que correspondem a 30,1% dos casos. Já as doenças respiratórias, como faringites, amigdalites, sinusites, gripes e viroses, respondem por 12,8% dos atestados.

Sendo a maioria dos usuários trabalhadores da construção civil, os homens respondem pela maioria das consultas: 87,1% contra 12,9%. Já por faixa etária, os homens entre 40 e 49 anos são os que mais procuraram a assistência médica, com 28%, seguidos pelos mais velhos, entre 50 e 59 anos (24,4%). Na sequência, os com idade entre 30 a 39 anos (20,9%).

No caso das mulheres, a prevalência fica entre as pacientes de 18 a 29 anos (21,90%), seguidas pelas de 30 a 39 anos (12,9%) e 40 a 49 anos (11,5%). Norma Araújo salienta que a conscientização dos trabalhadores e o investimento das empresas em saúde resultam em mais produtividade e menos acidentes nos canteiros de obras.

Entrevistado
Seconci-SP (Serviço Social da Construção) (via assessoria de imprensa)

Contato: comunicacao@seconci-sp.org.br

Crédito Foto: Sinticompi

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Como a tecnologia está mudando a indústria da construção.

Pequenas e grandes empresas discutem o que tem sido feito para transformar o setor.

Construção - prédio - arquitetura - construir - prédios - construtech (Foto: Pexels)

Nem mesmo um dos mais tradicionais dos setores, o de construção, está livre da revolução digital. Pelo contrário. Essa indústria tem sido fortemente impactada pela tecnologia tanto por meio da criação de startups quanto a partir da inovação de gigantes do setor. Representantes de empresas da área falaram sobre o assunto, durante a primeira edição do Construsummit, em São Paulo.

Apesar de a indústria de construção ser responsável por 10% do PIB mundial, ela conta com alta taxa de improdutividade. “O segmento é o segundo pior em termos de adoção de tecnologia. Temos de promover uma revolução digital para mudar esse cenário”, defende Bruno Loreto, diretor de operações da Construtech Ventures. A empresa se dedica a apoiar o desenvolvimento das chamadas construtechs, startups que buscam solucionar problemas da cadeia de construção de maneira inovadora (como as fintechs, no setor financeiro). Atualmente, conta com oito empresas em seu portifólio.

O segmento é promissor. Os investimentos em construtechs nos Estados Unidos já somam mais de US$ 1 bilhão. “No Brasil, a revolução também já começou. Você pode escolher participar ou ficar de fora”, diz Loreto. “Temos mais de 250 construtechs mapeadas no país.” Ele acredita que, nos próximos anos, deverá haver um boom das startups do setor.

Novatas

O que não falta são novas companhias de olho nesse mercado. É o caso da ZeroDistrato, que tenta solucionar um dos principais problemas da cadeia imobiliária. Segundo o cofundador Yan Carlomagno, a empresa estima um prejuízo de R$ 6 bilhões por ano no setor por causa dos distratos (a desistência de compra de um imóvel). Treinada com 110 mil contratos, a plataforma alia inteligência artificial e big data para prever o risco de um cliente encerrar o seu contrato.
Por sua vez, o empreendedor Glauco Farnezi criou um aplicativo chamado Facilita, a fim de deixar a vida dos corretores de imóveis mais simples. Trata-se de uma ferramenta que propõe que todo o processo de venda de uma propriedade seja feita com a ajuda de um aplicativo, tornando mais eficiente a gestão de atendimento. A plataforma automatiza funções que antes os corretores tinham de fazer de maneira analógica. “O processo de vendas do mercado imobiliário é muito complicado, cheio de burocracias”, diz Farnezi. “A intenção do Facilita é descomplicar, deixar o processo o mais óbvio possível.”

Gigantes

As mais tradicionais empresas do setor não querem ficar de fora das transformações. No começo desse ano, a Andrade Gutierrez começou a desenvolver um programa de inovação com o objetivo de se aproximar de startups. “Queríamos fomentar uma cultura de inovação tanto dentro como fora da empresa. (…) Queríamos realmente construir o futuro do setor”, diz Gabriel Villas Boas, diretor de inovação da Andrade Gutierrez. Além de realizar um evento de inovação chamado Digital Day, a empreiteira criou o Vetor AG, um programa de incubação e aceleração corporativa, cuja seleção de startups começa em breve. “Buscamos excelência e economia nas nossas obras.”
Por sua vez, a Alphaville Urbanismo criou o Alpha Inova, um programa também de conexão com startups, a fim não de comprá-las, mas de fechar parcerias para solucionar problemas específicos. “Desde o início focamos em excelência operacional e valor para o cliente”, afirma Patrícia Hulle, gerente geral de negócios da Alphaville Urbanismo. “Queríamos também auxiliar as startups em seu desenvolvimento.” A empresa fez um processo de seleção e, agora, desenvolve projetos pilotos com 10 finalistas. O próximo passo é decidir quem serão os futuros novos fornecedores da companhia.

Mudança de estrutura

A transformação digital impactará até o tamanho dos imóveis sendo vendidos. “As pessoas estão extremamente conectadas”, diz Marcos Araújo, presidente da Datastore, empresa especializada em inteligência e pesquisa de mercado. Segundo ele, ao mesmo tempo em que essa mais vida digital leva cria oportunidades de anunciar lançamentos imobiliários em dispositivos móveis, por meio das redes sociais, também pode levar à compra de apartamentos menores, uma vez que as pessoas circulam menos, pois ficam mais tempo no celular. “Com os aplicativos, as vendas imobiliárias estão prontas para serem desestruturadas como nós as conhecemos.”

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Como a Tecnisa está mudando seu negócio com as “martechs”.

Romeo Busarelli, diretor de marketing da Tecnisa (Foto: Divulgação Tecnisa)

Romeo Busarello, diretor da empresa e professor da ESPM, Insper e FIA, fala sobre novas tecnologias de marketing criadas por startups.

Pense na forma como seus avós, pais, irmãos mais velhos ou você compram um imóvel. Durante o processo de escolha, você esbarrou provavelmente em muitos homens-seta, cavaletes, panfletos ou anúncios de jornal. Todas estratégias de construtoras de imóvel para te levar a um novo empreendimento. O processo, porém, não era lá muito eficiente por exigir muito investimento para ter escala, atingir mais pessoas e, assim, aumentar as chances de vendas. Deu certo por décadas. Até que os portais de anúncio começaram a crescer, os hábitos dos consumidores tornaram-se específicos, as pessoas passaram a quererem pesquisas direto do celular e novos modelos de compartilhamento de casa vigoraram (olha o Airbnb). As construtoras precisaram investir em outras formas.

Na Tecnisa, essa busca específica se materializou em uma grande mudança de negócio, que envolve o trabalho com 28 startups. É com a ajuda delas que a empresa quer usar big data, novas estratégias e plataformas para atingir perfis personalizados de consumidores. Sem que ele precise olhar para um homem-seta, esbarrar em um cavalete ou ver um anúncio. Os anúncios de jornais, aliás, deixarão de existir como estratégia de marketing. Quem conta essa história é Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa e professor do Insper, FIA e ESPM. À NEGÓCIOS, Busarelli fala sobre as martechs (e as construtechs, claro), o que a empresa busca em uma startup e qual sua opinião sobre a construção do futuro. Spoiler: o mundo, para ele, será de assinaturas. Inclusive na construção.

O big data [uso estratégico de dados] já é uma realidade dentro da Tecnisa?

Antigamente, nossa forma de atingir os consumidores era através de anúncios em jornais. Com o big data, nosso objetivo é aumentar cada vez a precisão de atingir os consumidores certos para determinados produtos. Conseguimos buscar um perfil de uma pessoa de 40 anos, residente da Zona Oeste, com renda anual maior de R$ 40 mil que passou três ou quatro vezes em frente ao mesmo empreendimento (devido aos dados do Waze). Junto aí informações dele do Serasa, bem como os hábitos de navegação e posso oferecer um produto altamente personalizado. Com isso, o custo de marketing da Tecnisa caiu drasticamente comparada à época dos anúncios de jornal. Em 2013, fizemos 620 anúncios. No ano passado, cinco. Este ano? Nenhum.

Essa facilidade de rastrear o consumidor tem a ver com o fato do hábito de busca de imóveis ter mudado?

Totalmente. No passado, o nosso consumidor seguia cavaletes, era abordado por homem seta, recebia o panfleto no ponto de venda ou via anúncio nos jornais. Em 2010, você tinha dois portais de imóveis. Hoje, já são mais de 15. Atualmente, 60% da navegação diária do nosso site vem direto do celular – algo que nem aparecia de forma significativa nas nossas fontes de busca há 4 ou 5 anos. No passado, o cliente futuro estava a uma quadra do concorrente, hoje está a um clique. Isso inflacionou muito a mídia digital do mercado imobiliário. Entre 2004 e 2011, o clique da “palavra imóvel cidade de SP” custava 12 centavos. Hoje, esse valor pode ser de R$ 30. Por esta razão, adotamos startups que lidam melhor com a quantidade de dados que nos interessam, que podem nos ajudar a buscar um consumidor mais personalizado, dando ganho eficiência e diminuindo nossa dependência como Google e Facebook. São as chamadas “martechs” [criam estratégias de marketing através da tecnologia].

Como essas martechs atuam no negócio da Tecnisa?

São 28 no total. Eu tenho uma martech [ShopBack] que me ajuda a recuperar um carrinho perdido, do cliente que passou pelo site, navegou, pesquisou e foi embora. Tenho aquelas que fazem o trabalho de correlacionar o banco de dados da Tecnisa com outros bancos. Exemplo: tenho 25 clientes que estão quentes [buscando imóveis], com orçamento delimitado e que também estão no multiplus. Desses 25, doze estão na minha base. Dos doze, pego 3 corretores para ligarem para eles dizendo que, até um dia do mês que vem, eles vão ganhar um milhão de milhas se comprarem o apartamento. Também trabalho com a comScore, para descobrir qual é, por exemplo, a melhor mídia que posso utilizar em Curitiba para atingir um público de perfil personalizado: renda superior, 35 anos e que queira morar a poucos metros do empreendimento. O Dropbox integra todos nossos painéis de controle internos com esse app para que os executivos possam ver planilhas direto do celular, de uma forma “friendly” [amigável]. Temos uma martech para medir expectativa do mercado, qualidade e satisfição do cliente em relação ao corretor que está atendendo ele. Temos uma que usa chatbots para fazer um pré-atendimento e só passa para o corretor quando o cliente está mais pré-disposto a comprar.

Estamos falando das startups que auxiliam na estratégia de marketing. A Tecnisa também está trabalhando com startups no campo de obras? Estão de olho nas chamadas construtechs?
Sim. Temos três que estão operando em obras e que vem apresentando resultados substanciais. Atuam basicamente na melhoria do processo de controle da operação.

Quando e como a Tecnisa começou a trabalhar de forma ativamente com as startups?

Criamos o Fast Dating em 2011, para startups e empreendedores conseguirem apresentar suas ideias de produtos ou serviços que poderiam ter relação com nosso negócio. Nossos diretores e gestores participam, tiram dúvidas e selecionam algumas. No começo, confesso, pensamos em desistir. A qualidade das startups era muito baixa. Nos últimos cinco anos, porém, o ecossistema cresceu muito. Não temos o dinheiro que circula no Vale do Silício, mas as apresentações [pitchs] são de um nível parecido ao americano. A qualidade é espetacular.

Se o nível evoluiu tanto, o que conta hoje para uma startup se destacar?

Várias empresas tem se apresentado com soluções similares. O que conta é a antecipação do futuro, compreensão sobre para onde os negócios estão indo, compreensão sobre os novos modelos que atraem as pessoas. Quer um exemplo? O aplicativo mais baixado da Apple no Brasil nos últimos seis meses foi o Pão de Açúcar Mais. O sucesso é tão grande que eles estão até batendo cabeça para dar conta. Com 25 milhões no app, ele pode anunciar promoções diretamente ali. O app já vale mais que o Pão de Açúcar. Assim como a Multiplus já vale mais que a TAM em valor de mercado. Assim como 30% da receita do Starbucks vem do aplicativo de pagamento deles. Isso é transformação digital, isso é disrupção.

Qual será, na sua opinião, a construtora do futuro?

Alguns tendências impactam diretamente o setor. O sentimento de posse no longo prazo pelo imóvel tende a desaparecer. As pessoas não querem mais um vínculo com corretor, contrato, cheque, fiador, investimento mínimo, cheque calção. Um aluno meu, por exemplo, mudou quatro vezes de casa no Airbnb porque ele foi mudando de emprego. No passado, ele não tinha essa flexibilidade. Hoje, é só buscar um Airbnb e já entra no imóvel com chave, televisão, geladeira, utensílios. Isto é uma grande mudança de paradigma. Além disso, considerando a pessoa física, temos a questão da longevidade. Hoje, há 12% da população de SP com mais de 60 anos. A tendência é que esse número chegue a 20%. São milhões de pessoas que vão demandar um tipo de residência diferente – apartamentos menores, para casal de idosos ou pessoas que moram sozinha, em locais de fácil modalidade.

O que muda com relação aos imóveis comerciais?

A área comercial sofreu uma mudança abrupta em menos de quatro anos. As empresas se orgulhavam de falar sobre a “sede própria”. Hoje, já há empresas que não querem carregar esse fardo do imóvel comercial próprio. Veja bem. Em 2013, havia apenas 2 coworkings. Hoje, são 152. Hoje, é um sufoco vender sala comercial de 70 metros. É muito mais fácil uma startup ir para um coworking, onde não vai precisar mobiliar, vai ser membro de uma comunidade, trabalhar de uma forma colaborativa e pode entrar e sair a hora que quiser. Hoje, quero trabalhar no coworking de Pinheiros. Amanhã, no Itaim. A flexibilidade é enorme.

E a Tecnisa do futuro?

Pensando não em 2018, mas em 2028 talvez. Possivelmente nós deixaremos de ser uma empresa B2C [foco no consumidor direto] para se tornar uma empresa B2B [foco em empresa]. Posso vender um empreendimento inteiro para o BTG, por exemplo, que vai alugá-lo do modo que interessar. Ou posso criar também minha própria plataforma de vendas, meus corretores nem precisarão vir na empresa e vendo em qualquer lugar do mundo. Aí não seríamos mais uma construtora, seríamos uma locadora de imóveis. Porque, no fim, o mundo vai ser uma grande locadora de tudo. Meu filho, por exemplo, só consome de “locadoras”. Ele vê no Netflix, escuta no Spotify, se hospeda no Airbnb. O mundo vai ser de assinaturas.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

As cidades com imóveis mais caros no mundo.

Estudo compara a renda média anual dos habitantes com os preços dos imóveis.

Vista do alto de Hong Kong : importante centro financeiro combina arte, gastronomia e compras (Foto: Wikimedia Commons/Wikipedia)

Vista do alto de Hong Kong : importante centro financeiro combina arte, gastronomia e compras (Foto: Wikimedia Commons/Wikipedia)

Quanto vale o seu dinheiro na hora de comprar uma casa ou apartamento? Um estudo realizado pela consultoria Demographia mostrou que, mais uma vez, Hong Kong é a cidade com imóveis menos acessíveis a seus cidadãos.

O levantamento analisou 293 regiões metropolitanas em nove países: Austrália, Canadá, Cingapura, Hong Kong, Irlanda, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. O estudo usa uma metodologia que compara o salário médio das famílias com o preço médio dos imóveis. Ou seja, se a renda anual média é de US$ 50 mil e o valor dos imóveis de US$ 250 mil, a relação é de 5 vezes.

Confira:

10. Tauranga, Nova Zelândia. Em média, os preços dos imóveis na Nova Zelândia é 5,8 vezes a renda anual. Mas em Tauranga, esse número sobe para 8,9 vezes.

9. Salinas e San Francisco, ambas nos Estados Unidos, ficam empatadas em nono lugar. Nessas cidades, a média é de 9,1 vezes.

8. Honolulu, Estados Unidos. Quem quer comprar um imóvel na capital havaiana precisa pagar um preço que é de 9,2 vezes a renda média dos cidadãos de lá.

7. Los Angeles e Santa Barbara são responsáveis por mais um empate entre cidades norte-americanas. Os imóveis custam 9,4 vezes a renda média anual de seus cidadãos.

6. Melbourne, Austrália. O preço dos imóveis em Melbourne tem avançado rapidamente. De uma média de 3,0 no começo dos anos 1980, passou para 6,3 em 2001, e em2017 chegou a 9,9.

5. San Jose, Califórnia. Na cidade menos acessível na região da Baía de San Francisco, os imóveis custam, em média, 10,3 vezes a renda anual dos habitantes.

4. Santa Cruz, Estados Unidos. Quem mora nessa cidade e quer comprar um imóvel precisa desembolsar, em média, 10,4 vezes a renda mensal. É a cidade com preços menos acessíveis nos Estados Unidos.

3. Vancouver, Canadá. A relação entre renda e preço dos imóveis deteriorou em Vancouver nos últimos anos. Atualmente, a relação é de 12,6 vezes o salário anual dos trabalhadores, mas em 2004, era de apenas 5,3.

2. Sidney, Austrália. O preço das casas na cidade tem média de 12,9 vezes a renda anual. Com rápido avanço de preços, é considerada pelo banco UBS como o quarto maior risco de bolha imobiliária (empatado com Vancouver).

1. Hong Kong. A cidade com imóveis menos acessíveis pelo oitavo ano consecutivo tem uma média de 19,4 vezes – a maior já reportada na pesquisa.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Sistema construtivo com ‘blocos de madeira’ permite montar edifícios em poucos dias.

Um jogo intuitivo e lógico. Brikawood é apresentado desta forma, um sistema de construção de blocos de madeira que permite construir uma casa completa sem usar pregos, parafusos ou colas.

Cada unidade é totalmente reciclável e consiste em quatro peças de madeira – dois elementos laterais e dois espaçadores transversais – que são montados nas estruturas gerais do edifício quando travados entre si, conseguindo rigidez total ao trabalhar em conjunto. A estrutura resultante apresenta propriedades térmicas, mecânicas, acústicas e anti-sísmicas e é projetada para ser usada sem revestimentos ou membranas, adicionando apenas uma válvula de retenção específica para Brikawood, de modo a aumentar o desempenho e a rigidez da construção.

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O projeto foi desenvolvido após 10 anos de pesquisa e desenvolvimento, atingindo a maturidade tecnológica após 10 patentes e testes para CRITT (Centros Regionais de Inovação e Transferência de Tecnologia) e certificação de madeira pelo CSTB (Scientific and Technological Centro Técnico no Setor de Construção) e o CNRC (ORT Nacional de Pesquisa e Tecnologia no Canadá).

Fonte: www.archdaily.com.br

‘Minha Casa’ sustenta lançamento de imóveis.

 

Os lançamentos de imóveis novos no Brasil subiram 15,1% entre janeiro e novembro de 2017, sobre um ano antes, puxados por novas unidades do programa habitacional “Minha Casa Minha Vida”

Os dados fazem parte do levantamento da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e apontam o lançamento de 68.808 unidades nos 11 primeiros meses do ano passado.

Na mesma base de comparação, as vendas de imóveis novos totalizaram 98.138 unidades, volume 5,2% superior ao comercializado no mesmo intervalo em 2016. “Os resultados disponíveis até o penúltimo mês de 2017 reforçam a trajetória positiva observada nos últimos 12 meses, período em que os lançamentos (78,8 mil unidades) e as vendas de imóveis novos (107,9 mil unidades) cresceram – respectivamente, 9,0% e 4,5% em relação ao registrado no período imediatamente anterior”, disse, em nota, a entidade.

Pela ótica por segmento os lançamentos residenciais de médio e alto padrão recuaram 4,1% nos últimos 12 meses, enquanto as vendas do segmento ainda acumulam queda de 11,0% frente ao período precedente. Por outro lado, o número de lançamentos residenciais do programa MCMV aumentou 16,0% nos últimos 12 meses acompanhada pela alta expressiva no volume de vendas de imóveis novos (+26,2%), na mesma base de comparação.

Considerando todos os segmentos, foram contabilizados 34,8 mil distratos nos últimos 12 meses, o equivalente a 32,3% das vendas de imóveis novos. No mesmo período, a relação entre distratos e vendas do segmento MAP foi de 43,8% enquanto esse percentual foi de 17,7% entre empreendimentos MCMV. Levando em conta a safra de lançamentos mais antiga na série histórica (1º trimestre de 2014), a proporção de distratos entre as unidades vendidas do segmento MAP é de 33,9%, maior que no MCMV (21,0%).

Fonte: www.dci.com.br

Prédio entregue? É hora de montar um condomínio.

Construtora responsável pela obra e futuros moradores participam do processo

Moradores participam de assembleias antes mesmo de se mudarem

Moradores participam de assembleias antes mesmo de se mudarem. Foto – Freepik

A entrega das chaves do imóvel é o momento mais esperado por quem comprou uma unidade em construção. Junto com a alegria, vem uma responsabilidade: instituir um condomínio. E antes mesmo de se mudarem, os proprietários já participam da primeira assembleia.

A primeira reunião de condomínio é convocada pela construtora responsável pelo empreendimento. “Nesta assembleia, será feita a eleição do síndico e dos membros do conselho administrativo. Também é neste encontro que os moradores autorizam a formalização da associação condominial”, informa Cyro Bach Monteiro, presidente do Sindicato Patronal de Condomínios e Administradoras (Sipces).

A ata desta reunião será registrada em cartório. A partir de então, o condomínio pode ser registrado na Receita Federal, e se torna uma instituição legal. “O condomínio não paga Imposto de Renda, no entanto, é responsável pela contratação de empresas e serviços. Sem CNPJ, emitido pela Receita Federal, é impossível fazer esses trâmites legalmente”, alerta Cyro.

Administração

Na primeira reunião, também será definido um valor de taxa condominial provisória, indicado pela administradora de condomínio. “A construtora, geralmente, indica uma administradora para assessorar o condomínio. Neste primeiro momento, a empresa apresenta uma previsão orçamentária. Com o decorrer no tempo, o valor será reajustado para mais ou menos, de acordo com a necessidade”, explica o diretor da Marco Condominial, Marco Aurélio Nery.

Nas reuniões seguintes, já com o síndico em posse do cargo, serão combinadas as contratações dos serviços mais urgentes, como limpeza, segurança e manutenções.

“É necessário contratar funcionários devidamente treinados para suas funções, comprar câmeras e alarmes de segurança, mobília das áreas comuns e utensílios imprescindíveis, como carrinho de compras, escada e material de limpeza”, enfatiza.

Nery afirma que existe um documento deixado pela construtora que auxilia, e muito, essa gestão: o manual do proprietário. “Nesse documento, a construtora determina o prazo de manutenção preventiva de todos os elementos do condomínio. Eles devem ser seguidos à risca. Para isso, será necessário contratar empresas que prestam os serviços descritos”.

OS DOCUMENTOS MAIS IMPORTANTES DO CONDOMÍNIO

Todo condomínio tem dois documentos imprescindíveis para a sua organização: a convenção e o regimento interno. Ambos são aprovados pelos moradores logo nas primeiras reuniões e, se desrespeitados, geram punições.

A convenção do condomínio descreve os diretos e os deveres dos moradores, além das penalidades em caso de descumprimento. “Trata-se de um documento legal, que precisa da aprovação de dois terços dos moradores para ser alterado”, informa Cyro Bach Monteiro, presidente do Sindicato Patronal de Condomínios e Administradoras (Sipces).

O regimento interno aborda as normas comportamentais do condomínio e costuma ser alterado sempre que necessário. “A recomendação é não unir esses documentos em um só, já que o regimento costuma ser alterado com frequência. Desta forma, é necessário apenas de metade mais um dos condôminos para aprovar a mudança”, diz Cyro.

Marco Aurélio Nery, diretor da Marco Condominial, explica que, para começar, utiliza-se um documento padrão, que descreve apenas as regras básicas no condomínio.

“Com o decorrer do tempo, os moradores vão conhecendo melhor a suas necessidades e solicitando mudanças. Há coisas importantes para um condomínio que não são para outros. Tudo depende do perfil dos moradores”, finaliza.

PASSO A PASSO

Primeiro encontro

A primeira assembleia do condomínio é convocada pela construtora responsável pelo empreendimento. Todos os proprietários devem comparecer.

Eleições

Nesta reunião, elege-se o síndico e os membros do conselho. Também é interessante fechar um contrato com uma administradora de condomínio.

Convenção

A convenção do condomínio, com todos os diretos e deveres dos moradores e as punições em caso de descumprimento das normas, também é estabelecida neste dia. O documento é registrado em cartório e só pode ser alterado se dois terços dos condôminos concordarem.

Regimento Interno

O regimento interno trata das regras de convivência dentro do condomínio. Ele pode ser alterado a qualquer momento, desde que a maioria aceite.

Taxa Condominial

Na primeira reunião é acordada uma taxa condominial provisória, indicada pela administradora ou construtora. Após alguns meses, ela passa a ser reajustada de acordo com os gastos do condomínio.

Ata

A ata da primeira reunião deve ser registrada em cartório para, em seguida, a administração apresentar à Receita Federal para a criação de um CNPJ. A partir de então, será possível contratar pessoas e serviços.

Compras

É necessário comprar o “enxoval” do condomínio. Ou seja, utensílios indispensáveis como carrinho de compras, móveis das áreas comuns, ferramentas de limpeza e manutenção, segurança, entre outros.

Manual

O manual do proprietário entregue pela construtora vai ajudar a administração do condomínio. O material tem dicas de como cuidar das áreas comuns e os prazos de manutenção.

 

Fonte: www.gazetaonline.com.br

Nova portaria da Aeronáutica que dispõe sobre entorno de aeroportos motiva protestos do setor da construção.

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Entenda os impactos nas principais regiões do País

Novas regras para a construção no entorno dos aeroportos passaram a valer desde 15 de outubro, quando entrou em vigor a Portaria nº 957/2015, do Comando da Aeronáutica (Comaer). Impactando quase 200 municípios, o documento dispõe sobre as restrições aos obstáculos no entorno de aeródromos, sobretudo prédios que possam afetar a segurança da operação aérea. A decisão revoga a antiga Portaria no 236/2011 e visa a enquadrar as normas do País à legislação da Organização da Aviação Civil Internacional.

A mudança atinge em especial o entorno dos 32 principais aeroportos brasileiros, que possuíam Planos Específicos de Zona de Proteção de Aeródromo (PEZPA), ou seja, um documento exclusivo que estabelecia as restrições impostas ao aproveitamento das propriedades no entorno. Com a nova regra, deixaram de ser considerados os PEZPA e passaram a ser adotados os Planos Básicos de Zona de Proteção de Aeródromo (PBZPA), para padronizar as regras de todos os aeródromos.

Ficou definido em linhas gerais o limite de 45 m de altura (15 andares) a partir do nível da pista para os obstáculos dentro da Área Horizontal Interna (AHI) – na definição da portaria, um plano horizontal localizado acima da elevação do aeródromo com limites externos formados por semicírculos de determinado raio. A AHI circunda a pista e precisa estar livre de obstáculos para que o avião faça operações com segurança. A nova regra também estabeleceu o tamanho do raio desta área em 4.000 m para os principais aeroportos do País. Anteriormente, cada aeroporto possuía uma altura limite e um raio de AHI, definidos de acordo com os PEZPAs.

Aeroportos como Congonhas, na zona Sul de São Paulo, tiveram redução no gabarito. Se, antes, o PEZPA do aeroporto permitia construção de até 62 m acima do nível da pista, agora só é possível subir edificações até os 45 m. Em compensação, a AHI diminuiu para se adequar aos 4.000 m de raio, e alguns bairros como Pinheiros, Morumbi e Butantã saíram deste perímetro, ganhando potencial de verticalização. “A AHI de Congonhas era gigantesca, inexplicavelmente três vezes maior do que a norma internacional recomendava”, diz o engenheiro aeronáutico Claudio Borges, da Dumont Engenharia e Consultoria Aeroportuária.

A redução no gabarito atingiu principalmente os aeroportos localizados nas malhas urbanas, como o Campo de Marte, na zona Norte de São Paulo. A redução no entorno dele chegará a 100 m de altura com a adoção do PBZPA, e terrenos (sem construções) de alguns bairros em pontos mais elevados da cidade ultrapassam os 45 m permitidos. Santana e Jardim São Bento, por exemplo, não terão potencial para construção de prédios com gabarito alto. Os processos de empreendimentos já protocolados antes de a portaria entrar em vigor não serão afetados pelas novas regras.

Em Belo Horizonte, ocorre um problema parecido. “A região do Aeroporto da Pampulha já está numa cota muito baixa. Quando vai se afastando do aeroporto, não se pode construir nada, pois a altitude é maior”, explica Athos Martins Bernardes, diretor de Legislação Urbana do SindusCon-MG. Segundo um estudo preliminar feito pela prefeitura, em cerca de 47% da área da cidade, só se pode construir até 30 m. “O impacto é enorme”, diz.

Além disso, nos municípios com leis de zoneamento e operações urbanas, que se viabilizam por meio da venda de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), as novas regras podem invalidar algumas disposições. “A Lei de Zoneamento vai ter que estar em linha com a portaria”, diz Raphael Linares Felippe, especialista em direito regulatório do escritório Chiarottino e Nicoletti Advogados. Borges também prevê conflito entre as leis municipais e a portaria. “É assustador o impacto. Se você cruzar essas regras com o Plano Diretor em São Paulo, você vê que, onde poderia ter verticalização, não vai poder ter mais”, explica.

Fora das AHI, bairros e até cidades no entorno dos aeródromos sofrem restrições à verticalização por causa da chamada Área Horizontal Externa (AHE), que, na nova regra, estabelece para a edificação um limite de altura de 150 m em relação ao nível da pista, o equivalente a um prédio residencial de 50 andares.

Plano de sombra

Uma das brechas deixada pela portaria no 957/2015 para escapar do limite de 45 m de altura é utilizar o Plano de Sombra, definido no artigo 65, capítulo IV, do documento. Trata-se de um efeito criado pelos edifícios que foram construídos de acordo com as regras antigas e com altura acima dos 45 m. Dessa forma, as edificações que forem construídas próximas ao prédio mais alto, a ponto de se beneficiarem do efeito sombra, podem ter uma altura entre 45 m e a altura do outro edifício. As localidades que podem usufruir dessa possibilidade, no entanto, são pontuais e não devem ter um efeito muito significativo para as incorporadoras.

Além disso, em áreas de aproximação e de decolagem de aeroportos, esse benefício vale apenas para obstáculos naturais, e não prédios. Tais áreas, em formato de funil, não são expressivas e, de maneira geral, não são interessantes para incorporação, já que estão na rota de subida e descida de aviões, entretanto.

Outra novidade trazida pela portaria é o novo trâmite legal instituído. Antes, era preciso pedir um parecer ao Comando Aéreo Regional (Comar), que remetia a demanda ao Serviço Regional de Proteção ao Voo (SRPV). Desde 15 de outubro, o pedido passou a ser encaminhado diretamente ao SRPV ou ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta). “O prazo de aprovação, que era de 90 a 120 dias, tendo que passar pelos dois órgãos, poderá cair para 30 dias”, projeta Odair Senra, vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP.

Para José Carlos Gama, vice-presidente do Sinduscon-CE, a novidade não traz só benefícios. “Com o plano anterior, apenas as exceções necessitavam de autorização prévia da Aeronáutica para a obtenção do alvará, pois os técnicos da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente estavam aptos a analisar os projetos. Agora, cerca de 90% dos projetos terão que solicitar autorização no Cindacta, que, pela experiência passada, sabemos que não tem estrutura para atender à grande demanda.”

Falta de diálogo

A maior queixa do setor da construção em relação à nova portaria é o fato de não ter havido discussões antes de ela ter sido lançada. “Não é possível que alguém baixe uma norma que afete o Brasil inteiro e fique por isso mesmo. Nem o Congresso consegue fazer isso”, reclama José Carlos Martins, presidente da CBIC. Para Roberto Lira, consultor técnico do Sinduscon-Rio, também faltou mais discussão com os agentes do mercado. “Deveria ter sido conversada com aqueles que serão prejudicados.”

Borges compartilha da mesma opinião e acha que os três meses que foram dados antes de a portaria entrar em vigor foram poucos devido à complexidade do assunto. “Deram 90 dias para os profissionais envolvidos entenderem o que estava acontecendo e tomar as providências necessárias. Só que o setor da construção não conseguiu assimilar tudo”, afirma.

Como a medida já entrou em vigor, o setor agora corre contra o tempo para se adaptar. O Secovi-SP recomenda que as construtoras consultem especialistas aeronáuticos antes de entrar com pedido de autorização para novas construções. “O que estamos sugerindo é que os empreendedores tenham cuidado mesmo ao comprar uma área para poder se adaptar à nova portaria”, diz Eduardo Della Manna, coordenador-executivo da vice-presidência de legislação urbana do sindicato.

Até meados de dezembro, quando esta edição da Construção Mercado foi fechada, a maioria das entidades do setor não sabia calcular com precisão os impactos da portaria. Como se trata de um documento muito técnico, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) está desenvolvendo palestras e seminários em prefeituras e entidades setoriais no sentido de explicar as novas regras.

Aeroporto Internacional Afonso Pena (PR)

Localização: Bairro Águas Belas – São José dos Pinhais-PR

Cidades atingidas: Almirante Tamandaré, Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Morretes, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, São José dos Pinhais

O que mudou: A altitude máxima no entorno do aeroporto, que era de 970 m, passou a ser 956 m (nível do mar), dentro da AHI. Em compensação, a AHI do Afonso Pena diminuiu e, agora, passou a abranger um trecho menor de Curitiba, correspondendo a 6,2 km² ou 1,4% da capital paranaense

Impacto no mercado: “Acredito que a cidade mais ganhou do que perdeu. Em primeira análise, as novas regras para o Afonso Pena afetam um pouco a malha urbana de Curitiba. Mas a principal questão fica por conta do Aeroporto de Bacacheri (localizado a 20 minutos do centro), que pega uma boa parte da cidade. A região do Cabral foi afetada e vai perder altura, bem como uma parte do Barreiririnha e Santa Cândida. Em compensação, há diversas áreas da cidade que ganharam, como a região do Portão”. (Mariane Romeiro, arquiteta consultora do Sinduscon-PR)

Campo de Marte (SP)

Localização: Bairro Santana – São Paulo

Cidades atingidas: Osasco, São Paulo

O que mudou: Apesar de a AHI ter sido reduzida de 94 km² para 28 km², haverá perda brusca de 99 m de altitude (de 867 m para 768 m, de acordo com o nível do mar) de gabarito dentro deste perímetro. Bairros que estão em altitude acima dos 768 m não terão mais potencial para construção de prédios, a não ser nos pontos beneficiados pelo plano de sombra. É o caso de Santana, Santa Terezinha e Jardim São Bento

Impacto no mercado: “Com certeza, terá um grande impacto, pois vai pegar uma região grande, onde não vai poder mais se construir”. (Odair Senra, vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP)

Aeroporto de Congonhas (SP)

Localização: Vila Congonhas – São Paulo

Cidades atingidas: Barueri, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu-Guaçu, Embu, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Mauá, Osasco, Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Paulo, Taboão da Serra

O que mudou: A altitude limite na AHI do aeroporto caiu de 864 m para 847 m, ou seja, 17 m de redução no gabarito. Em compensação, como a AHI diminuiu de 148 km² para 65 km², alguns bairros saíram desse limite e ganharam a possibilidade de adensar verticalmente. É o caso de parte de Pinheiros, Morumbi, Vila Madalena, Jardins, Butantã e Cerqueira César, que passaram para a AHE

O impacto no mercado: “O entorno de Congonhas será afetado, mas em menor grau do que o Campo de Marte, por exemplo. Isso porque o entorno já está um pouco definido em relação à ocupação imobiliária. No entanto, os terrenos que lá existem vão sofrer com a nova regra”. (Odair Senra, vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP)

Aeroporto de Pampulha (MG)

Localização: Bairro São Luiz – Belo Horizonte

Cidades atingidas: Belo Horizonte, Betim, Confins, Contagem, Esmeraldas, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia, São José da Lapa, Vespasiano

O que mudou: O aeroporto tinha diversas áreas com alturas-limite calculadas de acordo com a topografia do terreno, que varia bastante. Com a nova regra, ficou estabelecido que, dentro da AHI, só se pode construir até o limite de 834 m de altitude. Porém, há bairros populosos no entorno, como, por exemplo, Santa Mônica, Santa Cruz e Ouro Preto, que possuem altitude acima do permitido, onde não haverá mais potencial para construção de prédios

Impacto para o mercado: “Está calamitosa a situação. A restrição que está sendo gerada não acompanha o benefício da cidade. O nosso aeroporto no meio da cidade, que é o Pampulha, já está numa cota muito baixa. Quando vai se afastando do aeroporto, não se pode construir nada, pois a altitude é maior. Se você for seguir à risca a portaria, em 47% da área da cidade só se pode construir no máximo até 30 m de altura. Desse jeito que ficou, nós temos lotes que estão a 10 km do aeroporto, e você não pode construir”. (Athos Martins Bernardes, diretor de Legislação Urbana do Sinduscon-MG)

Aeroporto Santos Dumont (RJ)

Localização: Centro – Rio de Janeiro

Cidades atingidas: Duque de Caxias, Maricá, Niterói, Rio de Janeiro, São Gonçalo

O que mudou: A AHI praticamente dobrou. Bairros que não estavam dentro do perímetro passaram a fazer parte, como: Gamboa, Saúde, Centro, Santa Teresa, Laranjeiras, Rio Comprido, Catumbi, Cidade Nova, Flamego, Botafogo, Urca. Dentro da AHI, a altitude limite caiu de 53 m para 49 m

Impacto no mercado: “No aeroporto Santos Dumont, por uma das cabeceiras da pista, já está com todas as suas retificações consolidadas. Do outro lado, há a Baía da Guanabara, onde os próprios acidentes naturais são obstáculos. Pelo que analisei, apenas a região do Porto Maravilha deve sofrer com a nova restrição”. (Roberto Lira, consultor técnico do Sinduscon-Rio)

Aeroporto Internacional do Galeão (RJ)

Localização: Ilha do Governador – Rio de Janeiro

Cidades atingidas: Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaboraí, Magé, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João de Meriti

O que mudou: A altitude limite, que, antes da nova portaria, era de 69 m dentro da AHI, caiu para 54 m (nível do mar). Além disso, a AHI encolheu um pouco, deixando alguns bairros de fora do limite do perímetro, como Jardim América, Vigário Geral, Irajá, Vista Alegre, Brás de Pina, Vila da Penha, Parada de Lucas, que agora permitem construções acima dos 54 m

Impacto para o mercado: “As regiões limites ou estão consolidadas em termos de construção ou já estão limitadas em termos de gabarito, uma vez que o aeroporto está próximo de uma região industrial, onde o gabarito é mais baixo”. (Roberto Lira, Sinduscon-Rio)

Aeroporto Internacional de Brasília (DF)

Localização: Lago Sul – Brasília

Cidades atingidas: Cidade Ocidental, Distrito Federal, Valparaíso de Goiás

O que mudou: A altitude permitida dentro da AHI do aeroporto passou de 1.127 m para 1.111 m (em relação ao nível do mar). Quanto ao desenho, a AHI foi pouco alterada, atingindo um trecho levemente maior da Asa Sul

Impacto no mercado: “Em Brasília, não há uma mudança tão grande, e considero até relativamente boa. Existiam alguns limites que a gente nunca achou fazer muito sentido para a realidade local. Era um enquadramento muito rigoroso e com limitação muito difícil. Agora está sendo feito um enquadramento mais dentro da realidade. Naquela região do aeroporto, são raros os empreendimentos que tiveram restrição em relação à altura. Então acredito que os empreendimentos vão continuar com o mesmo perfil”. (João Accioly, vicepresidente da Indústria Imobiliária do Sinduscon-DF)

Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes (PE)

Localização: Bairro Imbiribeira – Recife

Cidades atingidas: Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, Recife, São Lourenço da Mata, Vitória de Santo Antão

O que mudou: O tamanho da Área Horizontal Interna foi reduzido em mais da metade, fazendo com que bairros como Cidade Universitária e municípios vizinhos, como Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata e Camaragibe, tenham trechos agora fora do perímetro da AHI, onde só se pode construir até 45 m acima do nível da pista. No entanto, para as regiões que ficaram dentro do limite da AHI, o gabarito caiu de 122 m para 55 m de altitude.

Impacto para o mercado: “Todas as áreas de Boa Viagem, Imbiribeira, Setúbal, parte de Afogados, parte de San Martin, Jardim São Paulo, parte de Piedade sofrerão impacto. Alguns desses bairros são considerados estratégicos para a expansão imobiliária. Além disso, a restrição de altura pode prejudicar a construção de hotéis e salas comerciais principalmente em terrenos maiores, onde, para se aproveitar o potencial máximo do terreno, alturas maiores se fazem necessárias”. (Sandro Guedes, assessor técnico da Ademi-PE)

Aeroporto Internacional Pinto Martins (CE)

Localização: Bairro Serrinha – Fortaleza

Cidades atingidas: Aquiraz, Caucaia, Eusébio, Fortaleza, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacatuba

O que mudou: Antes da portaria, existiam diversas áreas horizontais ao redor do aeroporto que variavam de gabarito entre 61 m e 122 m de altitude. Agora, há apenas uma AHI, com 70 m de altitude limite. Para alguns bairros, a redução é significativa, como Guararapes, região em expansão com novos empreendimentos na região leste. O local, que, antes, poderia abrigar construções com até 24 andares, agora só poderá ter prédio com até 16 pavimentos. Bairros como Fátima, Dionísio Torres e Luciano Cavalcante também ficaram mais limitados ao gabarito

Impacto no mercado: “Em Fortaleza, o impacto é significativo, pois antes tínhamos um Plano Específico que já levava em consideração diversos obstáculos existentes e, por isso, era mais flexível, principalmente na região para onde a cidade está se desenvolvendo, no caso dos bairros do Joaquim Távora, Guararapes e Fátima. Agora, com a adoção do Plano Básico, haverá uma redução da altura em algumas áreas de até 48 m em relação ao definido no Plano Diretor da cidade. Com certeza deverá elevar o custo das unidades produzidas, pois os donos de terreno não reduzirão o preço em função da redução do potencial construtivo provocado pelo novo plano”. (José Carlos Gama, vice-presidente do Sinduscon-CE)

Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP)

Localização: Cumbica – Guarulhos-SP

Cidades atingidas: Arujá, Caieiras, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Nazaré Paulista, Poá, Santa Izabel, Santo André, Suzano, São Caetano do Sul, São Paulo

O que mudou: Houve pouca alteração em relação à antiga portaria, pois o Plano Específico já estava próximo da legislação internacional. Enquanto o desenho da AHI praticamente não se alterou, houve perda de gabarito dentro da AHI em cerca de 25 m, caindo de 820 m para 795 m (em relação ao nível do mar)

Impacto no mercado: “Cumbica não terá grande impacto” (Odair Senra, do SindusCon-SP)

Aeroporto Internacional de Viracopos (SP)

Localização: Parque Viracopos – Campinas-SP

Cidades atingidas: –

O que mudou: Ainda não foi realizado um plano básico para o aeroporto, pois o Instituto de Cartografia Aeronáutica identificou um erro no documento que seria adotado e solicitou correção da administração aeroportuária, o que ainda não foi apresentado.

Aeroporto de Santa Genoveva (GO)

Localização: Setor Santa Genoveva – Goiânia

Cidades atingidas: Aparecida de Goiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Caldazinha, Goianira, Goianápolis, Goiânia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás, Trindade

O que mudou: Antes da nova Portaria, o aeroporto tinha várias áreas horizontais que variavam de 813 m a 829 m (nível do mar) de gabarito. Com as novas regras, foi estabelecida apenas uma AHI, onde a altura máxima é de 793 m

Impacto no mercado: “Não acho que vai ter impacto no mercado, uma vez que as novas fronteiras da verticalização da cidade não estão incluídas nas áreas de abrangência do aeroporto. A região do aeroporto é uma região tradicionalmente de edificações horizontais. Não existe nada implantado nessa região com característica superior aos 45 m (Carlos Alberto Moura, presidente do Sinduscon-GO)

Aeroporto Internacional de Confins (MG)

Localização: Rodovia LMG 800, km 7,9, s/nº – Confins-MG

Cidades atingidas: –

O que mudou: Como o aeroporto não estava abrangido por plano específico, o Decea não confeccionou o PBZPA. Até o fechamento desta edição, em meados de dezembro, a administração aeroportuária responsável por Confins não apresentou o plano básico. Dessa forma, o Cindacta 1 protege as superfícies do aeródromo, analisando caso a caso com base nos mapas cartográficos.

Impacto para o mercado: “Como Confins está longe de qualquer grande aglomeração urbana, ninguém está preocupado com o impacto dessas regras lá. Não há um interesse muito grande por parte do mercado imobiliário” (Athos Martins Bernardes, Diretor de Legislação Urbana do Sinduscon-MG)

Aeroporto Internacional Salgado Filho (RS)

Localização: Bairro São João – Porto Alegre

Cidades atingidas: Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Nova Santa Rita, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Triunfo, Viamão

O que mudou: Não ocorrerá nenhuma modificação em relação ao que já vem sendo utilizado (permissão de 54 m acima do nível do mar dentro da AHI). Isso porque, em 2011, já havia sido revogado o antigo plano específico do Aeroporto Salgado Filho, o que fez com que Porto Alegre passasse a seguir as regras básicas, condição que será repetida agora em todo o País

Impacto no mercado: Até o fechamento desta edição da Construção Mercado, em meados de dezembro, o Sinduscon-RS preferiu não se manifestar sobre o assunto. A entidade ainda faria reuniões com as autoridades portuárias

Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães (BA)

Localização: Bairro São Cristovão – Salvador

Cidades atingidas: Camaçari, Candeias, Lauro de Freitas, Salvador, Simões Filho

O que mudou: Como o aeroporto possui duas pistas, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) definiu duas AHIs, com gabarito de 55 m e 70 m (nível do mar). Antes de a nova portaria entrar em vigor, o aeroporto tinha uma AHI com limite de altura de 60 m. Quanto ao desenho, o perímetro diminuiu consideravelmente. Se antigamente a AHI chegava até a Represa do Pituaçu, atualmente vai até a Praia de Itapuã, afastando um pouco da malha urbana de Salvador.

Impacto no mercado: “Realmente Salvador está crescendo em direção ao norte, e a região de aeroporto está nesse contexto de expansão vertical. Se diminuir muito o gabarito, vai impactar o mercado imobiliário naquela região” (Luciano Muricy Fontes, presidente da Ademi-BA)

 

Fonte: incorporacaoimobiliaria.com

Decisão deve incentivar setor imobiliário.

Crédito com garantia real imobiliária chegou a R$ 10 bilhões em 2017

Crédito com garantia real imobiliária chegou a R$ 10 bilhões em 2017 FOTO: DREAMSTIME

A aprovação da CVM para empréstimos com garantia de imóvel como lastro de CRIs trará não apenas um alongamento de prazos e redução de taxas, mas um maior volume de financiamentos.

A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de aceitar home equity como lastro de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) incentivará mais de R$ 120 milhões em originações em 2018. Movimento também alongará prazos e reduzirá taxas.

A decisão veio dividida entre o colegiado de cinco diretores da CVM, com três votos favoráveis e dois contra.

A expectativa é que essa aprovação, não apenas impulsione as emissões de CRIs por parte das instituições financeiras – que contarão com um maior volume de lastros a serem ofertados –, mas também incentive a modalidade de crédito – uma vez que permitirá prazos maiores e taxas reduzidas.

“A caracterização desses imóveis, como sendo viáveis para a emissão de CRIs, permite um acesso maior ao mercado de capitais pelas companhias hipotecárias”, explica o sócio da NFA Advogados, Carlos Ferrari.

Ele reforça que, com a ampliação do volume de negócios, a possibilidade de que as instituições financeiras incentivem operações de home equity também aumenta.

“A empresa entrega a carteira que originou, pega novos recursos no mercado de capitais e pode fazer novos empréstimos. É um elo a mais na cadeia de financiamento de longo prazo”, acrescenta.

Nessa linha, as expectativas para este ano já são otimistas. Só a Barigui Securitizadora – responsável por mandar o recurso que causou a mudança de postura da CVM –, por exemplo, já projeta originação em emissões de CRIs de R$ 120 milhões só neste ano.

“Não é uma explosão automática e imediata, mas nós vimos crescer a originação de CRIs em mais de 30% ao ano”, comenta o CEO do Conglomerado Financeiro Barigui – do qual a Barigui Securitizadora faz parte –, Rodrigo Pinheiro.

“Vamos tentar originar R$ 120 milhões e o crescimento grande desse produto deve trazer três novos players, que aumentariam ainda mais esse número no mercado como um todo”, completa o executivo.

Segundo as últimas informações da B3, o volume emitido de CRI em 2017 alcançou os R$ 8,2 bilhões. Da outra ponta, dados apontam que o crédito com garantia real imobiliária (home equity) chegou a R$ 10 bilhões no período.

“A pulverização de investimentos e do risco com a maior presença de CRIs trará o crescimento em larga escala. O movimento é muito bem visto pelo mercado”, analisa a coordenadora de mercado de capitais da Bicalho e Molica Advogados, Carolina Marcondes.

Ambiente doméstico

Ao mesmo tempo, pontos importantes no cenário macroeconômico e político do País ainda podem influenciar, tanto no crescimento do produto, como no aumento dos financiamentos imobiliários.

Segundo Pinheiro, da Barigui, o fato de ser uma operação de longo prazo e de ter uma importância em relação à securitização desses empréstimos faz com que as pressões do ambiente doméstico atinjam o setor.

“Assim, o cenário macro tem importância exatamente pelas taxas de longo prazo. Manter o crescimento constante da confiança e continuar no controle da taxa básica de juros é necessário. Qualquer mudança drástica tem um impacto muito forte no segmento”, afirma.

Já para Marcondes, o apetite do investidor por produtos que tenham risco pulverizado pode alinhar o crescimento previsto mesmo com os possíveis acontecimentos do País

“A perspectiva é uma incógnita para 2018 e isso faz com que uma nova oportunidade de captação de recursos e investimentos seja bem-vinda. É uma saída para, nesse ambiente, movimentar a economia”, comenta a especialista da Bicalho e Molica Advogados.

Nesse sentido, Ferrari, da NFA Advogados, lembra que a decisão da CVM também se encaixa na agenda BC+ do Banco Central, aumentando a produtividade e permitindo o encadeamento de recursos e que, “sem dúvida” o resultado será visível no curto prazo.

“Com essa nova modalidade elegível para aumentar o volume de negócios, veremos esse movimento com frequência. Ainda mais com a intermediação e o menor custo de capital sendo critérios importantes para a produtividade que não apenas o mercado, mas o BC também procura”, conclui.

Fonte: http://www.dci.com.br

Aston Martin projeta condomínio residencial de luxo em Miami.

A construção tem formato de vela está em um dos locais mais valorizados do mundo: às margens do Miami River.

(Aston Martin/Divulgação)

Esqueça os potentes V12, construção a mão impecável e aqueles carros que marcaram a carreira de James Bond.

A nova empreitada da Aston Martin tem mais a ver com a brisa do mar, piscina e áreas de lazer. A única semelhança entre o novo projeto e os clássicos carros é o luxo, característica da montadora

A marca anunciou sua entrada no mercado imobiliário com o Aston Martin Residences, prédio de 66 andares que está sendo construído na margem do Miami River, uma das regiões mais valorizadas do mundo.

(Aston Martin/Divulgação)

O prédio iniciou a construção em outubro de 2017 e ficará pronto em 2021.

Nesse meio tempo, quem passar por Miami verá uma gigante vela sendo içada: o projeto do prédio feito pelos escritórios Revuelta Architecture e Bodas Miani Anger é no formato de uma gigante vela de aço e vidro, homenageando sua localização.

Ele terá no total 391 apartamento, uma sala de golfe virtual, diversas piscinas e duas salas de cinema.

A residências terão entre 65 metros quadrados e 1760 metros quadrados. Os preços variam de U$ 60 mil a U$ 50 milhões.

A Aston Martin trará seu toque especial nas áreas comuns, onde promete móveis feitos de fibra de carbono nas cores preto e cinza.

 

(Aston Martin/Divulgação)

Entre os apartamentos disponíveis estão sete coberturas e uma cobertura duplex, todas com piscina particular.

Ele ainda inclui heliporto no topo, estações de carregamento para carros elétricos, piscina infinita, Fitness Spa e Fitness Center.

Há ainda sala de meditação e suítes de tratamento, galeria de arte e lobby art no 53º andar e salão de beleza.

Além de tudo isso, o prédio ainda é pet-friendly.

 

(Aston Martin/Divulgação)

Expandindo as atuações

Nos últimos meses, a Aston vem anunciando uma série de parcerias que indicam uma expansão nas áreas de atuação da grife.

Antes restrita ao mercado de carros, a montadora anunciou na segunda metade de 2017 uma colaboração com a Triton Submarines para desenvolver um mini-submarino de luxo para fins comerciais com valor estipulado em U$4 milhões.

(Aston Martin/Divulgação)

Além disso, a marca já divulgou seu primeiro barco e vem trabalhando em uma linha de carrinhos de bebê.

A estratégia de expansão dos negócios pode ser explicada por dois fatores: com o futuro dos carros incerto, apostar em novos mercados significa não depender da tecnologia de explosão, que pode estar com seus dias contados.

Outro ponto é que a Aston é uma marca inglesa, e o brexit pode acabar com diversos incentivos da União Européia em relação ao mercado de automóveis, deixando seus carros (ainda) mais caros e com preços não competitivos.

Fonte: vip.abril.com.br