Arquivo diários:8 de janeiro de 2018

Internet das Coisas: não basta conectar dispositivos à Internet.

IoT só será realidade com a captura e a análise de forma inteligente das informações obtidas pelos bilhões de sensores espalhados pelo planeta.

Quem trabalha com tecnologia já está familiarizado com o termo Internet das Coisas, que faz referência à conexão de equipamentos de todos os tipos (carros, roupas, robôs e até cidades inteiras à rede mundial de computadores). O termo (também conhecido como IoT, da sigla em inglês) tem crescido em popularidade nos últimos anos, por conta do avanço no número de dispositivos conectados, volume que deve crescer de forma vertiginosa nos próximos anos. De acordo com dados do instituto de pesquisas Gartner, o mundo deve saltar de 8,4 bilhões de “coisas” conectadas à Internet em 2017 para mais de 20,4 bilhões em 2020!

Pode parecer algo distante, mas suas aplicações já podem ser vistas no dia a dia. Exemplos? Quando você olha para a tela do smartphone para saber se o seu ônibus ainda está longe do ponto, está tirando proveito da IoT. No campo, equipamentos para colheita e transporte de produtos já contam com sensores que monitoram a distância percorrida, o consumo de combustível e até mesmo a pressão dos pneus, contribuindo para reduções de custo que chegam a 35%. Lançamentos imobiliários em São Paulo, como os edifícios Moou e Nomad, oferecem um aplicativo para smartphone que permite autorizar a entrada de visitantes, ver câmeras de segurança ou mesmo chamar uma pessoa para limpar o apartamento. E nos Estados Unidos, são comuns assistentes pessoais online como Amazon o Echodot, dispositivos compactos que “ouvem” o que você diz e realizam várias funções. Basta falar coisas como “ligue a TV”, “apague a luz” ou “toque Adele no Spotify” para que o equipamento realize uma ação

 

Ou seja, a IoT e o chamado Big Data (o grande volume de dados que é gerado pelo ser humano) precisam caminhar juntos. Afinal, conhecer os hábitos do seu cliente é essencial para oferecer um produto cada vez mais adequado e competitivo. Para os fabricantes, esses dados capturados e analisados permitem reduzir o tempo de chegada de um produto ao mercado, cortam custos e facilitam a criação de produtos únicos. Nas empresas, eles são sinônimo de ferramenta eficiente para a tomada de decisão. E para o consumidor representam (além da praticidade de serviços como o monitoramento automático de sua saúde a partir de um relógio inteligente, por exemplo) possibilidades como o uso de forma mais eficiente dos bens do planeta, como a redução de consumo de água ou energia, a partir da análise de itens simples como horários de pico de consumo ou de maior de incidência dos raios solares em uma região. 

Com a captura e análise de forma inteligente das informações obtidas pelos bilhões de sensores espalhados pelo planeta, a IoT deixa de ser “hype” para se tornar uma ferramenta revolucionária.

Fabiana Macedo é CEO da Punto Comunicação Multimeios

Fonte: http://idgnow.com.br

O espírito “millennial” chega aos apartamentos brasileiros.

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Impulsionado por conceitos cada vez mais presentes no mundo atual, como inovação, economia colaborativa, compartilhamento e sustentabilidade, o mercado imobiliário brasileiro (tradicionalmente resistente a inovações), começa a incorporar o estilo de vida da chamada geração “millennial” (grupo de pessoas nascidas entre a década de 1980 e meados de 1990) aos seus edifícios.

Para quem ainda não está familiarizado com o termo, trata-se de uma geração com um grande poder de compra e que questiona, rompe barreiras, quer inovação – inclusive em sua residência. E é cada vez maior o número de moradores (mesmo fora dessa faixa etária) que quer desfrutar das tecnologias e avanços que essas novas gerações incorporam ao jeito de morar, trabalhar e interagir com sua cidade.

Com isso, recursos como infraestrutura para internet de alta velocidade e internet das coisas, fechadura que dispensa chave, tomadas USB e até sistema para carregamento de carros elétricos começam a fazer parte dos itens oferecidos por novos edifícios residenciais no Brasil.

Em São Paulo, por exemplo, prédios como o Nomad e o Moou (em fase de construção) contarão com recursos como um aplicativo para smartphone, o Compass, como a interface entre moradores, condomínio e uma grande gama de serviços na região.

Com ele será possível, por exemplo, liberar o acesso de visitantes, reservar uma mesa no espaço de coworking do prédio, liberar uma das bicicletas comunitárias do imóvel, chamar prestadores como personal trainer ou uma faxineira e conversar com seus vizinhos em uma rede social interna, entre outras funções.

E o que o morador ganha com esses avanços? Em primeiro lugar, comodidade. Como o celular já faz parte da nossa vida (segundo dados da FGV, há mais de 200 milhões de smartphones em uso no Brasil), nada mais justo do que integrar todos os serviços condominiais a um aplicativo.

Precisa ter sua roupa lavada? Com o sistema de lavanderia online é só deixar as peças em um armário do prédio e depois ser avisado pelo aplicativo que o serviço foi concluído. E com a integração de dispositivos da chamada Internet das Coisas, até mesmo ligar a banheira enquanto você está chegando em casa, ativar o sistema de ar condicionado ou apagar as luzes será possível fazer a distância.

Em segundo lugar, segurança, pois o morador conta com uma grande gama de serviços selecionados na tela, sem precisar sair de casa. Por exemplo: precisa de uma babá e não tem indicação? O app mostrará um serviço selecionado e em pouco tempo a profissional estará na sua casa.

E em terceiro lugar, podemos citar questões ligadas à sustentabilidade. Carros ecologicamente corretos, movidos a eletricidade começam a ganhar espaço nas ruas. Com isso, sistemas para o carregamento das baterias desses veículos nas garagens dos edifícios também passam as integrar os recursos oferecidos nesses imóveis. Além disso, estão sendo incorporados sistemas inteligentes para economia de água e luz. Bom para nosso bolso e bom para a planeta.

Finalmente, está a questão da vida em comunidade. Ao contrário do que muitos pensam, a tecnologia também pode aproximar as pessoas. Junto com essas inovações tecnológicas as novas gerações privilegiam também conceitos como economia colaborativa e compartilhamento, que já estão sendo incorporados por alguns prédios.

Além da oferta de espaços para coworking, construtoras como a SKR trabalham para promover o que chamamos de ativação das áreas comuns. O que isso significa? Promover uma maior interação entre os moradores e o espaço do condomínio, para que vejam o edifício também como uma comunidade.

Isso será feito com o uso do aplicativo Compass, que compartilha constantemente informações sobre o condomínio e conecta vizinhos, mas principalmente já na fase de projeto, oferendo espaços realmente acessíveis. Nada de salões de festas isolados e trancados a sete chaves. A inovação do jeito de morar vai muito além da tecnologia.

*Silvio Kozuchowicz é presidente da SKR, construtora com 32 anos de mercado

Fonte: http://www.segs.com.br