Arquivo diários:11 de janeiro de 2018

5 dicas para fazer o descarte de entulho da sua obra.

5 dicas para fazer o descarte de entulho da sua obra

17 mil toneladas de entulho são geradas por dia em São Paulo.

A destinação correta do entulho não apenas evita problemas legais, como pode amenizar o impacto no meio ambiente.

Na hora de planejar uma reforma ou construção, um detalhe não pode passar despercebido: o descarte de entulho, ou seja, materiais residuais de construções, escavações, reformas e demolições.

Em São Paulo, por exemplo, onde as obras de construção civil geram cerca de 17 mil toneladas de resíduos por dia, a legislação municipal proíbe a colocação deste material em vias públicas. A grande questão é: como realizar o descarte de entulho?

  1. Planejamento

Ao planejar uma obra é importante prever a quantidade de resíduos que será produzida, para saber qual a melhor opção de descarte que poderá ser adotada, levando em conta o impacto no orçamento da obra e evitando problemas legais. Segundo resolução do CONAMA, as construtoras devem possuir programas de gestão de resíduos e apresentá-los à Prefeitura no processo de licenciamento de obras de construção civil.

  1. Responsabilidade

Toda obra gera impactos ao meio ambiente e realizar o descarte de entulho em córregos, ruas ou aterros clandestinos é inadmissível e passível de multa. Cabe ao responsável pela obra se certificar de que todos os resíduos sejam destinados à reciclagem e recebam o tratamento ambientalmente adequado para cada tipo de material.

  1. Coleta gratuita

Em São Paulo é permitido que cada imóvel encaminhe no máximo 50 kg diários* de resíduos para serem recolhidos pela prefeitura, através da coleta domiciliar convencional. É muito importante que o lixo orgânico não seja misturado ao entulho e que este seja acondicionado em sacos especiais para este fim.

  1. Estações de reciclagem

Caso o entulho produzido diariamente não ocupe mais do que 1m³, aproximadamente 18 sacos, é possível levá-lo, por conta própria, aos Ecopontos, estações de entrega criadas pela prefeitura para apoiar na gestão de resíduos.

Confira a lista de empresas cadastradas e os endereços dos Ecopontos no site da Prefeitura de São Paulo.

  1. Caçamba

Outra opção de descarte de entulho, mais prática porém que demanda custos, é contratar empresas que oferecem o serviço de caçambas, se atentando às seguintes documentações:

  • Cadastro na Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb);
  • Contrato da empresa que garanta a responsabilidade pela correta destinação do entulho em áreas ou aterros licenciados;
  • Uma via do Controle de Transporte de Resíduo, documento que comprova que o entulho foi entregue em área licenciada para a destinação adequada dos resíduos.

*Em outras cidades, entre em contato com a prefeitura para saber quais as opções para o descarte de entulhos.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br 

Tijolo ecológico, uma solução sustentável.

Tijolo ecológico, uma solução sustentável

Fabricado com água, cimento e terra, o tijolo ecológico provoca menos impactos ao meio ambiente do que o tradicional. Créditos: Anmbph / Shutterstock

Material causa menos impactos ao meio ambiente, mas precisa estar de acordo com as normas técnicas vigentes e passar por testes.

tijolo ecológico é uma ótima solução para construções que têm apelo sustentável. Fabricado com água, cimento e terra (solo), ele é assim chamado por provocar menos impactos ao meio ambiente do que o tradicional. A começar pelo processo de fabricação, por prensagem, que não emite gases poluentes. Além disso, em sua composição pode haver resíduos de construção, de demolição e da agroindústria, como fibras de coco ou bagaço de cana. Tudo isso com bom desempenho e durabilidade.

Podem ser encontrados no mercado tijolos dos mais variados tipos: tijolo de cimento por encaixe sem argamassa, de solo-cimento e argamassa com sistema de encaixe, com cola PVA e argamassa polimérica, com raspas de pneu, com resíduos siderúrgicos etc.

Contudo, o professor Sérgio Cirelli Ângulo, especialista do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), alerta para a prática chamada de greenwashing. “São campanhas de marketing ambiental que não cumprem o que prometem, por exemplo, quanto à durabilidade. Se o produto tiver de ser substituído várias vezes, os impactos ambientais aumentam. Por isso é importante fazer um inventário do ciclo de vida desses produtos para ter certeza de seus benefícios”, ele explica.

Os tijolos de solo-cimento são normatizados pela ABNT. Na especificação do produto, deve-se solicitar ao fornecedor laudos técnicos que comprovem que o produto segue as normas técnicas, especialmente os parâmetros determinados pela NBR 8492:2012 (Tijolo de solo-cimento – Análise dimensional, determinação da resistência à compressão e da absorção de água – Método de ensaio).

Usar ou não usar, eis a questão

O mais importante na hora de especificar é consultar as informações técnicas e ambientais no catálogo do fabricante, checar se o produto respeita as normas vigentes – que regulamentam e estabelecem critérios mínimos (como a NBR 15575, da ABNT) –, se há um estudo sobre o ciclo de vida do produto e se ele passou por ensaios padronizados validados pelo Sinat (Sistema Nacional de Aprovações Técnicas). Esses ensaios devem avaliar a estanqueidade, o desempenho termoacústico, o grau de toxicidade e o comportamento em relação a incêndios.

Ângulo destaca, ainda, a importância de se atentar para as condições de modularidade do tijolo. “A falta de modulação pode causar quebras e, consequentemente, desperdício de materiais”, aponta o professor da USP, que recomenda pesar os prós e contras na hora de avaliar se vale a pena usar o tijolo ecológico. “O produto pode oferecer benefícios ambientais, mas apresentar desempenho técnico reduzido, por exemplo. Então, a avaliação de ecoeficiência é valiosa E, se os pontos positivos forem superiores aos negativos, pode valer a pena.”

Além disso, de acordo com o docente, dependendo do fabricante, um bloco de concreto (que não contém solo ou areia) pode provocar menos impactos ambientais do que um bloco cerâmico e até do que um tijolo de solo-cimento.

Cuidados na execução do tijolo ecológico

Os tijolos ecológicos podem ter ou não função estrutural. No caso dos que têm essa função, é preciso certificar-se de que os resíduos adicionados não afetarão a resistência mecânica, a resistência à fadiga, a elasticidade, o desempenho termoacústico etc.

Na execução, é preciso tomar cuidado com o uso de resinas recicladas para vedação de juntas, pois estas podem conter compostos orgânicos voláteis e, assim, causar problemas de saúde aos profissionais. Neste caso, o produto deve ter análise da FISP (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico), fornecida pelo fabricante. Esse documento é obrigatório por ser o Brasil signatário do GHS (Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals).

O projeto de alvenaria também deve considerar que o tijolo ecológico é uma solução construtiva modular. Logo, é preciso conhecer as dimensões do produto a ser empregado, pois estas serão utilizadas no cálculo das medidas das paredes. Aonde também deve-se tomar cuidado com os efeitos de retração e dilatação sofridos pelos blocos conforme variações climáticas, prevendo-se pelo menos uma folga de 1 mm a 1,5 mm para evitar formação de trincas e fissuras.

Qual revestimento aplicar?

Quem não quer deixar os tijolos aparentes, pode aplicar qualquer tipo de revestimento, entre os quais gesso, cerâmica e pintura, dentro das condições de aplicação especificadas pelas normas técnicas de revestimentos. No entanto, Ângulo alerta que, quando há incorporação de resíduos ao produto, pode haver incompatibilidade entre superfícies. “Num tijolo de polímero reciclado – que não molha facilmente – a aderência do revestimento ao material é dificultada, o que afeta a durabilidade do sistema”, ele exemplifica. “Por isso, é importante analisar a avaliação de desempenho do sistema de vedação/revestimento, feita com base na NBR 15.575, da ABNT”, finaliza.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br