Arquivo mensais:fevereiro 2018

Como o uso da tecnologia pode aumentar a produtividade na construção civil.

Investir em matérias, maquinários ou recursos aumentam a produtividade na construção
Créditos: Shutterstock

Aumentar a produtividade e eficiência com a ajuda da tecnologia requer planejamento e investimentos.

Toda construtora, ou pelo menos a grande maioria, tem como objetivo aumentar a produtividade nas obras a fim de diminuir custos e despesas. Se existe aumento da produtividade, existe também um aumento na eficiência dessa construtora.

Confundir produtividade com produção é um erro que muita gente pode cometer. Embora sejam termos parecidos, seus significados são diferentes.  Produção é o resultado da atividade executada em uma empresa dentro de um período de tempo. Produtividade é a capacidade de se produzir mais utilizando cada vez menos tempo, dinheiro e mão de obra.

Tecnologia a favor da produtividade

tecnologia pode beneficiar a empresa que deseja aumentar a produtividade e também a competitividade, afinal, mecanismos como: smartphones, internet, aplicativos, maquinários modernos, materiais inovadores e investimento em capacitação são aliados para obter uma equipe mais produtiva

No setor da construção civil, prazos são decisivos para que a obra tenha um bom desempenho. Quando a empresa utiliza e investe em recursos tecnológicos, atrasos, baixa qualificação da mão de obra, falta de planejamento, entre outros, podem ser evitados, além de ser um diferencial na hora de conquistar a confiança de um novo cliente.

Principais Tecnologias

Ninguém melhor que o gestor da empresa para saber quais as melhorias que precisam ser feitas com o objetivo de aumentar a produtividade. Após identificar essas urgências, é necessário planejar, investir e buscar as melhores opções de tecnologia disponíveis no mercado para o setor da construção civil.

O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) listou algumas soluções que podem otimizar a produtividade da empresa.

  • Materiais: terras soldadas, monoforte, lajes mistas, painéis de EPS e microncreto de alto desempenho são algumas alternativas de materiais modernos e econômicos, que oferecem maior qualidade e praticidade para o trabalho. O concreto auto adensável em obras de edificações, por exemplo, garante a melhoria de desempenho de materiais com ganho de produtividade e eficiência. De acordo com Yuri Borges Suzarte, consultor de desenvolvimento técnico de mercado da Votorantim Cimentos, “O mesmo pode reduzir etapas posteriores da obra, reduzir também mão de obra e aumentar a produtividade no canteiro de obra”, explica. Esse material também pode minimizar manifestações patológicas devido à má vibração do concreto e segregação do mesmo, diminuindo a interferência humana no processo. No caso do concreto auto adensável, é importante ressaltar também que deve ser concebido contemplando as características da obra, da densidade das armaduras e da aplicação para que o mesmo se destina. “Logo a comunicação entre os influenciadores do processo (obra, projetistas, concreteiras e consultores) é fundamental para o sucesso do mesmo na obra”, complementa, Suzarte.
  • Aparelhos digitais: o uso de smartphones, computadores e tablets permite organizar melhor informações referentes à obra, com possibilidades de edição de maneira mais prática e em qualquer lugar, o que torna o trabalho menos burocrático. Na construção civil, uma iniciativa com pouco mais de um ano e meio, proposta pela startup ConstruCode, visa a implementação de identificação com o uso de QR Codes ao longo dos elementos da obra para identificação das características do projeto, dentro de plataformas digitais, como tablets e smartphones. De acordo com Diego Mendes, CEO da startup, a ideia é diminuir a quantidade de papéis em obra e também melhorar a dinamização das informações. Por exemplo, em um apartamento, onde será realizada a sala, deverão ser etiquetados os QR Codes do projeto da sala, com as instalações daquele local – isso facilitará o trabalho dos profissionais que atuarão naquela área especificamente. O ConstruCode hoje está sendo utilizado em 51 obras da Bahia e a partir de março será comercializado. “Fomos finalistas em uma importante premiação e isso acabou despertando o olhar de investidores. Fizemos rodada de investimento e conseguimos R$ 200 mil para dar início ao negócio”, conta Mendes. “Essa tecnologia torna a busca de informações de projetos mais rápida e completa dando uma maior praticidade, produtividade e minimiza os potenciais erros no canteiro”, afirma o especialista da Votorantim Cimentos.
  •  Máquinas automatizadas: realizam trabalhos com mais rapidez e eficiência, desde que haja um funcionário bem capacitado para manuseá-la. No caso dos sistemas de transporte vertical e projeção de argamassas de revestimento, por exemplo, um dos benefícios que se pode obter é a redução de custos, minimizando também minimizando também impactos sobre a perda de qualidade durante o processo de transporte. “O sistema de projeção de argamassas também garante uma maior energia de aplicação das argamassas, garantindo melhores resultados de aderência e minimizando potenciais manifestações patológicas das argamassas de revestimento”, complementa Suzarte. Aumento de produtividade e redução de custos com a mão de obra são dois ganhos com o sistema. Porém, para que funcione corretamente, é preciso que a mão de obra seja capacitada e exista uma adequação das condições logísticas para uso do equipamento de projeção. A Votorantim Cimentos possui esse sistema de armazenamento de argamassas, transporte e projeção com alto nível de qualidade.

Vantagens

Investir em matérias, maquinários ou recursos que aumentem a produtividade na construção pode ser vantajoso a curto, médio e longo prazo, então, se planejar para empregar soluções que beneficiem a empresa, é uma alternativa inteligente e segura. 

Veja abaixo algumas vantagens.

  • Redução no tempo da construção
  • Padronização das atividades
  • Redução do desperdício de materiais
  • Diminuição de retrabalhos
  • Menos prejuízos com funcionários que se machucam
  • Funcionários treinados e capacitados
  • Canteiro de obras bem planejado

 

Quer saber mais sobre produtividade? Leia nossa matéria sobre os melhores aplicativos para a construção civil, aqui.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br / Sebrae

NY é a primeira cidade a exigir que edifícios reduzam emissões de gases de efeito estufa.

New York City, NYC, USA – iStock-615398376.jpg

Há uma semana, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, anunciou novas regras para reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa da cidade. A ideia é fazer com que os proprietários dos edifícios modernizem seus prédios com projetos que visem a redução do impacto ambiental.

A queima de combustíveis fósseis utilizados para disponibilizar calefação e água quente em edifícios é a maior fonte de emissão de gases de efeito estufa da cidade de Nova York. Em breve, espera-se que haja melhorias em aquecedores de água quente, telhados e janelas, caldeiras e sistemas de distribuição de calor.

Os edifícios hoje representam cerca de um terço dos gases causadores do efeito estufa globais. A exigência da cidade norte-americana é reduzir a queima em pelo menos 7% até 2035. Além de aumentarem a eficiência energética. As regras se aplicam a todos os edifícios com mais de 2.300 metros quadrados.

Quando o presidente Trump anunciou que os EUA sairiam do Acordo sobre o Clima de Paris no início deste ano, o prefeito Blasio prometeu que a cidade de Nova York manteria seu compromisso e aumentaria seus esforços para atingir o objetivo de uma redução de emissões de 80% até 2050. “O tempo não está do nosso lado. Nova York continuará a intensificar e fazer mudanças críticas para ajudar a proteger nossa cidade e evitar os piores efeitos das mudanças climáticas. Não importa o que aconteça em Washington, não vamos esquivar nossa responsabilidade de agir sobre o clima em nosso próprio quintal”, afirmou o prefeito.

Nova York é a primeira grande cidade a impor reduções ao carbono em edifícios já existentes. As adaptações serão apoiadas pelo governo local por meio de empréstimos a juros baixos.

Fonte: http://ciclovivo.com.br

Os negócios do cantor Roberto Carlos.

O cantor Roberto Carlos e seus negócios (Foto/Divulgação)

Para se tornar um empreendedor bem-sucedido, o artista conta com o auxílio de Ubirajara Guimarães.

Faz 32 anos que Ubirajara Guimarães, 71, é amigo de Roberto Carlos – e a longa parceria se estende também aos investimentos corporativos. Antes de conhecer o cantor, Bira, como é conhecido, já se destacava como empresário no setor automotivo. Aos 17 anos, esse paulista de Rio Grande da Serra que não concluiu o curso superior era office boy no Grupo Souza Ramos, revendedor da Ford.

O que o aproximou de RC foi a paixão por automóveis. “Quando nos conhecemos, eu havia produzido um carro modificado: uma limusine sobre a base de um landau”, conta Bira.

Os laços se estreitaram tanto que o cantor virou sócio dele em três revendas, nas cidades de Suzano, Mogi das Cruzes e Jacareí, no interior de São Paulo. Na escolha do nome, veio o primeiro pitaco do músico: deveria ter a palavra horizonte – a mesma que, anos depois, batizaria os empreendimentos da incorporadora idealizada pelo “rei”.

A sociedade durou de 1985 a 2003. A amizade, no entanto, se firmou. Bira apresentou a Roberto, Dody Sirena, que virou empresário do músico, e continuou diversificando os negócios. Foi sócio dos irmãos Leonardo e Ayrton Senna na representação da montadora alemã Audi no Brasil e investiu em fazendas e na comercialização de barcos.

Entre amigos

Há seis anos, Roberto Carlos resolveu tirar do papel um projeto antigo. Fã de engenharia e arquitetura, aproveitou o boom vivido pelo mercado imobiliário para empreender. A ideia era lançar apenas um prédio que tivesse seu nome. Mas Dody percebeu uma oportunidade de negócio. “O Roberto é bem informado e sabe que temos um déficit imobiliário”, diz Jaime Sirena, irmão de Dody. “Então, aceitou investir na área.”

Surgia ali a Emoções Incorporadora, tendo o cantor, Dody, Jaime e Bira como sócios. Cada um têm 30% do negócio, exceto Jaime, que ficou com 10%. Lançada em 2011 e especializada em imóveis de alto padrão, a empresa já entregou três prédios em São Paulo e um em Aracaju (SE). Entre eles, o Horizonte JK, na capital paulista, que reúne apartamentos e salas comerciais ao estilo Dubai, a meca das construções espelhadas. “Quisemos trazer aspectos da personalidade de Roberto para cá”, diz Bira, “como a preferência por cores suaves e o acabamento impecável.”

O empreendimento, que tem nome inspirado na música Além do Horizonte, é para poucos. O metro quadrado residencial não sai por menos de 16 mil reais e o comercial está na faixa dos 20 mil reais. Significa que um apartamento por lá, de até 262 metros quadrados, pode passar dos 4 milhões de reais.

De 2008 a 2011, a valorização dos imóveis chegou a 20%. Em paralelo, houve a expansão do crédito, o que fez os preços inflarem. Quando lançaram a incorporadora, os sócios esperavam atingir, em quatro anos, 1 bilhão de reais em VGV (valor geral de vendas, calculado pela soma do valor potencial de negociação de todas as unidades. A marca foi atingida, mas, em 2016, a crise bateu às portas da empresa, que brecou os lançamentos e chegou a registrar queda de 40% nas vendas.

Agora, animados com a recuperação da economia, eles querem chegar novamente ao patamar de 1 bilhão de reais. Para isso, há novos empreendimentos em fase de aprovação para lançamento.

De certo até agora, só o residencial Horizonte Flamboyant, em Goiânia. E, claro, o cruzeiro do projeto Emoções em Alto Mar, que está na 14a edição e é outro negócio rentável do empresário Roberto Carlos, que tem apenas Dody como sócio (veja quadro). Uma cabine interna com acomodação dupla no navio custa 9.452 reais. A suíte com varanda, 26.520 reais para cinco dias de viagem.

Negócios bem-sucedidos

Emoções Incorporadora, do ramo de empreendimentos imobiliários. Sócios: além de Roberto Carlos (30%), Ubirajara Guimarães (30%), Dody Sirena (30%) e Jaime Sirena (10%).

Projeto Emoções em Alto Mar, que organiza cruzeiros marítimos. Sócios: Roberto Carlos (50%) e Dody Sirena (50%).

Editora Musical Amigos Ltda., de comércio de filmes, CDs, DVDs e discos. Roberto Carlos é o sócio majoritário.

Fonte: exame.abril.com.br

Mercado imobiliário brasileiro pode crescer 10% em 2018, projeta CBIC.

Os lançamentos e as vendas de imóveis residenciais no Brasil em 2018 devem crescer cerca de 10 por cento ante o ano passado, disse nesta segunda-feira um representante Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A estimativa para este ano sinaliza uma aceleração do crescimento em relação ao ano passado, quando os lançamentos subiram 5,2 por cento e as vendas aumentaram 9,4 por cento, de acordo com o levantamento da CBIC, com base em 23 cidades e regiões metropolitanas do país.

Mas as projeções da entidade para o mercado imobiliário em 2018 seriam ainda melhores, não fosse pela decisão do governo de adiar a reforma da previdência, destacou o presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.

“Se tivessem aprovado a reforma da Previdência, nossa expectativa seria muito mais positiva, mas parece que isso ficou para o próximo presidente, então esperamos crescimento em torno de 10 por cento tanto para vendas quanto lançamentos”, disse Petrucci ao apresentar o balanço de 2017.

O presidente da Cbic, José Carlos Martins, destacou ainda que a alta de 10 por cento estimada para 2018 está condicionada a alguns fatores, entre eles a disponibilidade de crédito e a regulamentação dos distratos.

Segundo ele, a Caixa Econômica Federal responde por aproximadamente 70 por cento do financiamento imobiliário e ainda não solucionou seus problemas de enquadramento de capital. Além disso, acrescentou Martins, a caderneta de poupança ainda não se recuperou o suficiente para atender à demanda reprimida no mercado.

“Temos que ter outras formas para entrada de recursos, a Letra Imobiliária Garantida (LIG) é uma delas, mas ainda requer regulamentação”, afirmou o presidente da Cbic.

Ele também ressaltou a importância de se reduzir os juros ao consumidor final, que na avaliação dele devem caminhar para algo em torno dos patamares apurados em 2009 e 2010, entre 8,5 a 9,5 por cento ao ano. “É a taxa que cabe no bolso do consumidor brasileiro”, disse Martins.

Petrucci acrescentou que a Cbic vê potencial de recuperação no preço dos imóveis em 2018, mas alertou que a maior proporção de empreendimentos enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV) pode limitar o aumento do valor médio do metro quadrado, em particular na cidade de São Paulo. Em 2017, o preço médio do metro quadrado de área privativa no país foi de 5.999 reais, mostrou a pesquisa.

Fonte: extra.globo.com

Por Gabriela Mello

Em edifícios mistos, moradores ‘adotam’ o comércio local.

Darlene Santos mora em um prédio com essa característica há 11 anos e é síndica há um ano. Foto: Rafael Arbex / ESTADAO

Empreendimentos têm de lavanderia a restaurantes e atraem, principalmente o público jovem, pela praticidade que oferecem.

A possibilidade de residir em um condomínio misto, com opções de comércio e serviços em sua própria área, atrai pessoas que veem nisso praticidade e economia de tempo. Mas, diferentemente de uma farmácia ou mercado, um bar ou restaurante é visto como um possível local causador de transtornos aos moradores.

Ainda assim, profissionais do mercado imobiliário ouvidos pelo Estado, dizem que esse tipo de empreendimentos não interfere nos valores dos apartamentos, seja para venda ou aluguel. Na visão do corretor Gustavo Zanotto, da imobiliária RE/MAX, o fato não é determinante para negociações, mas ele diz que esse tipo de produto é uma tendência. “Baseado em análises, em pesquisas de mercado, a tendência hoje é haver mais produtos que ocupem na sua parte térrea lojas e comércio”, diz.

A diretora geral de Atendimento na Lopes Consultoria de Imóveis, Mirella Parpinelle Correa afirma que hoje as pessoas buscam ter a comodidade de tentar fazer as coisas em uma caminhada próxima à casa. “É uma tendência comportamental, porque as pessoas não querem mais gastar quatro horas no trânsito.” Entretanto, é ressaltado que a necessidade pelo serviço varia de acordo com o tipo de pessoa.

A praticidade atrai principalmente jovens, na opinião de Zanotto. Ele diz que pessoas na faixa etária entre 23 e 25 anos são as que mais procuram prédios com essas características. E aponta que os lançamentos dos últimos anos, que começam a ser entregues agora, contemplam essa demanda. “Os jovens procuram empreendimentos que proporcionem liberdade e que poupem trabalho como ter que procurar um lugar para lavar uma roupa, por exemplo.” Ele acrescenta que, baseado em pesquisas, o mercado imobiliário deverá lançar mais produtos desse tipo.

Darlene Santos mora em um prédio com essas características há 11 anos e se tornou síndica há cerca de um. Ela conta que os moradores têm uma relação harmoniosa com os comerciantes que ocupam o térreo do edifício, que fica na esquina de uma rua transversal à Rua Augusta. “Temos uma boa relação com eles.”

Em sua área, o edifício tem uma lavanderia, um restaurante, uma lanchonete, uma cantina além sobrelojas que não estão sendo utilizadas no momento. “A lavanderia entrega as roupas na nossa portaria com os nomes de uma forma bem mais pessoal e personalizada.”

Marisbene Rocha, que é síndica de um prédio misto há cinco anos, diz que, em geral, os condôminos gostam de viver próximo de pontos comerciais. “Temos uma floricultura e uma óptica e os moradores acabam utilizando os serviços”, relata. Assim como Darlene, ela não se recorda de ter tido problemas com os comerciantes, até pelo tipo do serviço prestado pelos lojistas.

Marisbene ainda diz que a floricultura chama a atenção e embeleza a frente do prédio. Ela, porém, admite: “Se fosse um bar, talvez fosse diferente”. Nesse sentido, a gerente de Relacionamento com o Cliente da Lello Condomínios, Angélica Arbex, lembra que a questão do barulho pode interferir no bem estar dos moradores.

“Pequenos bares e restaurantes podem trazer a sensação de movimento constante, que às vezes não é exatamente o que as pessoas procuram quando escolhem morar em condomínio”, afirma a gerente.

No entanto, Darlene aponta algumas das razões pelas quais ela acredita ser bom ter um ponto comercial um pouco mais “animado”. “Eles provocam movimentação próxima à portaria. Hoje, o condomínio até se beneficia da iluminação e isso traz mais segurança para nós.”

Entretanto, os moradores defendem a necessidade de haver entradas independentes para as áreas residencial e comercial. Tanto Darlene quanto Marisbene moram em prédios que têm a separação definida, mas em algumas construções mais antigas nem sempre isso acontece.

Mirella cita um exemplo famoso em São Paulo, em que não há essa distinção. Para ir ao restaurante inaugurado pelo chef Olivier Anquier, na cobertura do Edifício Esther, os clientes usam o mesmo elevador que os moradores do prédio.

A executiva lembra que os conceitos estéticos e que orientam a construção de um conjunto mudam ao longo do tempo. “Hoje, existe uma entrada bonita para o residencial, não é aquela coisa dos projetos antigos, em que havia aquela poluição visual.” Já Angélica lembra que a separação ajuda a valorizar os edifícios. “Isso é uma coisa importante, porque preserva a privacidade e a segurança.”

Uma das vantagens geralmente apontadas para esse tipo de empreendimento seria o barateamento das taxas condominiais. “Nos conjuntos que têm lojas, comércio, serviços na sua parte interna, geralmente a taxa condominial é um pouco menor”, diz Zanotto.

Nem sempre é assim. No edifício gerido por Marisbene, os lojistas têm o relógio de água e luz separados, o que não interfere nos valores da taxa condominial. No edifício de Darlene, uma convenção de moradores isentou os lojistas de pagar o rateio. “Eles precisam manter a mesma fachada, esse tipo de coisa, mas não pagam nenhuma taxa e não participam das decisões do condomínio.”

Fonte: http://economia.estadao.com.br

Por Luiz Fernando Teixeira / Especial para o ESTADO

Mercado imobiliário: entenda suas mudanças e principais tendências.

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Em um cenário econômico delicado, repleto de inconstâncias e uma sociedade moderna que se transforma com os avanços tecnológicos, já era de se esperar que o mercado imobiliário também sofreria impactos diretos e indiretos com tantas mudanças.

O número de pessoas que sonha com a casa própria reduziu exponencialmente nas últimas décadas, no entanto, inúmeras soluções digitais e tendências modernas foram implementadas no segmento de venda de imóveis, tornando as transações mais práticas e menos burocráticas.

No artigo de hoje você entenderá um pouco mais sobre a evolução que o mercado imobiliário sofreu com o decorrer das décadas e quais são as principais tendências para seu futuro. Continue a leitura do conteúdo para saber mais sobre o assunto!

Competitividade digital

Hoje em dia estamos tão acostumados com as facilidades que a internet proporciona que nos esquecemos de como algumas tarefas eram realizadas antigamente.

Para se ter uma ideia, nos dias modernos um corretor de imóveis pode realizar diversos atendimentos aos seus clientes sem precisar sair do escritório por meio de aplicativos de troca de mensagens. Entretanto, esse tipo de solução foi implementado no setor imobiliário há pouco tempo.

Por muitos anos a competitividade no mercado imobiliário não podia ser equilibrada entre grandes empresas e profissionais autônomos, já que a autopromoção estava diretamente ligada a quem tinha mais recursos para investir.

Porém, com a chegada de tendências de marketing digital e a popularização do acesso à internet, imobiliárias e corretores autônomos começaram a competir no mesmo nível, pois o âmbito digital é muito mais amplo e democrático.

Tecnologia mobile e sites responsivos

Não é nenhuma novidade que o mundo está cada vez mais conectado, concorda? Basta dar uma volta na rua para se deparar com pessoas utilizando tablets e smartphones para consumir entretenimento, buscar informações e se comunicar com seus amigos e parentes.

Foi apenas uma questão de tempo até que o mercado imobiliário começasse a ser influenciado por uma tendência tão poderosa. Estamos nos referindo à tecnologia mobile. Hoje em dia, basta ter um dispositivo móvel com acesso à internet para se conectar com o mundo inteiro.

O segmento de venda e locação de imóveis foi altamente beneficiado com essa tendência, pois os aplicativos imobiliários e sites responsivos trouxeram um significativo aumento na demanda de acessos por clientes potenciais, além de otimizarem o processo de visitação de imóveis.

Por exemplo, ao proporcionar um site responsivo (que se adapta às mais variadas telas de dispositivos móveis), a imobiliária pode exibir informações, fotos de seus imóveis e até mesmo informações para contato, caso o cliente tenha interesse em realizar uma visita pessoalmente à propriedade.

Portais imobiliários

Se existe uma tendência em ascensão que vem transformando este mercado são os famosos portais imobiliários. Inúmeras imobiliárias e corretores têm usufruído das vantagens que essas plataformas proporcionam na hora de promover seus imóveis aos compradores em potencial.

Sem dúvidas, garantir a presença em portais de compra, venda e locação de imóveis é uma das melhores formas de se manter atualizado e competitivo no mercado imobiliário nos próximos anos.

Afinal, para muitos usuários, esses portais são a primeira alternativa na hora de procurar por uma casa ou apartamento novo. Portanto, é importante que eles se deparem com as soluções que você tem a oferecer nesse momento.

Material de divulgação audiovisual

Após a chegada da internet no ramo de venda de imóveis, tornou-se praticamente inadmissível disponibilizar uma propriedade sem fotos detalhadas e informações, não é verdade? Com base nesse contexto, podemos afirmar que o material de divulgação audiovisual, ou seja, os vídeos, têm conquistado o mesmo grau de relevância.

Para se ter uma noção, o consumidor moderno sabe que pode contar com esse recurso e, quando busca por um imóvel, dá preferência aos que têm vídeos mostrando o interior e o exterior da propriedade de forma detalhada.

Esse tipo de material proporciona uma experiência única e pode, em muitos casos, substituir a visitação pessoal inicial, otimizando o tempo da imobiliária, do corretor e dos próprios clientes.

Tecnologia na otimização da experiência do cliente

Agora falando em tendências para o futuro do mercado imobiliário, podemos citar os beacons como uma das grandes inovações que o setor receberá. Tratam-se, basicamente, de sensores de aproximação que se comunicarão por meio da tecnologia bluetooth com os smartphones, transmitindo informações em tempo real.

Pense no caso de um indivíduo que está interessado em comprar um imóvel e, ao passar pelos anúncios expostos em uma imobiliária, o beacon enviará alertas ao seu celular, informando-lhe a respeito de ofertas e oportunidades interessantes. A intenção é proporcionar uma experiência positiva ao cliente, aproximando o público.

Realidade virtual

Por fim, vale a pena citar uma das maiores inovações de todos os tempos no mercado imobiliário: a realidade virtual. Incorporadoras e construtoras já estão se beneficiando desse recurso para encantar os seus clientes com propriedades que sequer foram construídas. Essa tendência tecnológica promete trazer vantagens tanto para as organizações do setor, como para os seus consumidores.

Por meio de um software capaz de recriar uma residência virtualmente, o cliente é imergido em uma experiência semirreal, podendo transitar pelos cômodos do imóvel com a ajuda de óculos de realidade virtual. A experiência pode ser ainda mais interessante, já que é possível alterar o projeto da moradia ou a decoração do ambiente de acordo com suas preferências.

Dessa forma, as imobiliárias, construtoras e incorporadoras não precisarão marcar e remarcar inúmeras visitas de interessados em seus produtos, gerando uma economia exponencial de tempo e recursos.

A intenção é gerar satisfação aos consumidores. Afinal, uma imagem vale mais do que mil palavras, concorda? Ou seja, se o cliente ficar satisfeito com o que presenciou diante de seus olhos, se sentirá mais motivado a concretizar a compra do imóvel.

A expectativa é que a realidade virtual se torne ainda mais presente no mercado imobiliário, já que pode ser integrada a outras tecnologias como a mobile, por exemplo.

Aplicativos de realidade virtual estão sendo desenvolvidos para que os clientes possam visitar os imóveis, com o auxílio de óculos VR, sem sequer precisar sair de sua casa. É uma tendência incrível, não acha?

Agora que você já conhece as principais tendências e mudanças que o mercado imobiliário vem passando nos últimos anos, não deixe de assinar a nossa newsletter para acompanhar todas as postagens do blog!

Fonte: http://www.ingaia.com.br

“A revolução das Construtechs já começou”, diz CEO da ConstruTech Ventures.

A Construtech Ventures é o primeiro fundo de investimentos do Brasil focado no setor de construção. Bruno Loreto, CEO da empresa, esteve presente na ConstruTech Conference que aconteceu hoje, reunindo as tecnologias mais inovadores na construção e mercado imobiliário.

“A revolução das construtechs já começou. Ela está no presente, não no futuro – já está acontecendo e vai acontecer em uma proporção ainda maior”, comentou Loreto no evento.

É justamente por acreditar na revolução e inovação do setor de construção e imobiliário que Loreto comanda a ConstruTech Ventures. O fundo de investimentos, além de mapear todo o ecossistema das construtechs do país, investe nas startups, ajudando-as na trajetória para o sucesso.

Ao citar que a revolução no setor de construção já está acontecendo, Bruno Loreto traz exemplos de tecnologia que estão cada vez mais utilizadas no Brasil e no mundo. Drones, pré-fabricação e modularização, fotos e vídeos 360º e realidade virtual e aumentada são exemplos. Segundo pesquisa da JBKnowledge, 34% das construtoras dos Estados Unidos já estão utilizando drones na construção; 19,9% está utilizando pré-fabricação ou modularização nas obras e 19,7% utiliza fotos e vídeos 360º.

O empreendedor ainda citou exemplos de startups e empresas estabelecidas que trazem a tecnologia para mudar a construção. São esses:

Drone Deploy

A Drone Deploy é uma plataforma que conecta operadores de drone a empresas de construção. Sem ao menos ter que sair do escritório, a construtora traz uma demanda de serviço, que é realizado por algum dos operadores presentes na plataforma e é entregue na própria plataforma.

AlugaLogo

A AlugaLogo é uma startup brasileira que conecta donos de equipamentos à engenheiros e profissionais do setor para promover o aluguel de equipamentos para obras e reformas. Engenheiros informam detalhes dos equipamentos necessários e locadores enviam cotações até em uma hora – todo o processo é realizado por meio da plataforma.

OpenDoor

A OpenDoor  faz duas coisas muito bem: ela compra e vende imóveis. Você coloca o endereço da sua casa e em algumas horas ela faz uma proposta e se compromete a pagar o valor em alguns dias”, apresentou o empreendedor. A plataforma é capaz de analisar os dados para saber quanto vale o negócio, por quanto pode vender e em quanto tempo.

Point

A startup dos Estados Unidos traz uma inovação ao modificar um serviço já existente: a concessão de crédito. Ao contrário dos bancos, que pedem todo o imóvel como garantia em um empréstimo, a Point permite hipotecar apenas uma fração do imóvel. É uma nova forma de conceder crédito, tendo um ativo real como garantia.

Havenly

Pela escolha de imagens, tal qual utilizada em mecanismos de verificação de pessoas no Google, a startup determina quais são suas preferências em decoração e te conecta com um especialista da mesma categoria.

Chromaway

A Chromaway utiliza o blockchain para registrar transações imobiliárias. O objetivo final é apenas um: eliminar cartórios.

Katerra

A Katerra industrializa o processo construtivo, fabricando modularizações para as construções em indústrias, montando-as na obra. “A obra nada mais é do que um grande lego, gerando um custo 40% menor em um prazo bem reduzido”, comentou Bruno Loreto.

Fonte: conteudo.startse.com.br

SP: projeto prevê bairro no autódromo de Interlagos.

SP: projeto prevê bairro no autódromo de Interlagos

Maior ativo público na lista de privatizações da gestão João Doria (PSDB), o autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, deverá ganhar um novo bairro com prédios residenciais, um complexo empresarial com escritórios e hotéis e até um shopping instalado no meio do circuito da Fórmula 1. Esses são os negócios imobiliários que a Prefeitura propõe liberar para a empresa que comprar o autódromo para valorizar a venda do espaço.

A gestão destinou ao todo três diferentes áreas que ocupam, juntas, 14% dos 960 mil m² do autódromo para que o futuro dono de Interlagos promova seus negócios. A proposta permitirá a construção de até 480 mil m², o equivalente a quatro edifícios como o Copan, prédio emblemático no centro da capital, com torres sem limite de altura. A maior área, de 70 mil m², é a do atual kartódromo Ayrton Senna, que deverá virar um bairro com cerca de 25 prédios para receber até 5 mil famílias.

Como contrapartida, o futuro dono de Interlagos terá de manter a pista oficial para atividades automobilísticas, exigência definida no projeto de lei de privatização do autódromo, instalar um parque público de acesso gratuito dentro do circuito e construir 1.579 moradias populares no entorno.

A proposta foi divulgada há duas semanas pela Prefeitura juntamente com o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Arco Jurubatuba, na zona sul, e ficará em consulta pública até o início do mês que vem, quando poderá sofrer algumas alterações antes de ser enviado para a Câmara Municipal até o fim de março. O projeto precisa ser aprovado em duas votações por 2/3 dos vereadores para virar lei.

Com 78 anos de história, Interlagos foi incluído por Doria na lista de equipamentos a serem privatizados por ser muito custoso e ocioso. Segundo a Prefeitura, o gasto anual chega a R$ 55 milhões, sendo R$ 5 milhões com manutenção e pessoal e R$ 50 milhões com a montagem das estruturas provisórias para o GP de Fórmula 1, além de grandes reformas estruturais. A última, em 2016, custou R$ 160 milhões.

Em outubro do ano passado, Doria disse que queria privatizar o autódromo até março deste ano e arrecadar com ele até R$ 2,5 bilhões. Agora, porém, a meta é concluir o processo neste ano.

Negócio

A destinação de áreas dentro do autódromo para exploração imobiliária foi a solução encontrada pela gestão Doria para valorizar o terreno de Interlagos. Um dos maiores entusiastas da ideia é o presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), aliado do prefeito e com reduto eleitoral na região. Segundo o diretor de desenvolvimento da São Paulo Urbanismo (SP Urbanismo), Leonardo Amaral Castro, os locais e os parâmetros de construção permitidos foram definidos de modo a preservar a visibilidade da pista por quem for assistir às corridas, além do córrego e do lago que existem no circuito.

“Nós apontamos soluções que o empreendedor poderá adotar e, por causa das condicionantes ambientais e visuais, fica muito difícil sair disso que está proposto”, disse Castro. “Tanto a área do kartódromo como a do centro empresarial ficam na parte externa da pista e terão um potencial construtivo maior, com atividades que consideramos articuladas à venda de Interlagos. Já na parte mais sinuosa do traçado, escalonando bem a edificação, cabe um centro de compras com a oportunidade de os clientes assistirem às corridas.”

Para o arquiteto e urbanista Cândido Malta, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), o projeto pode estimular um adensamento prejudicial para uma região delicada da cidade, por causa da presença de dois importantes mananciais, Billings e Guarapiranga – o nome Interlagos faz referência à região suíça “Interlaken”, que significa “entre lagos”.

“É perigoso porque a lei de proteção aos mananciais ainda não definiu um limite para o adensamento dessa região, ou seja, até onde se pode avançar sem que a poluição difusa acabe com os nossos mananciais”, disse Mata. Segundo a gestão Doria, o adensamento proposto foi “conservador” e controla os impactos ambientais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: istoe.com.br

Retomada do setor imobiliário em 2018, diz Secovi.

O mercado imobiliário da cidade de São Paulo acompanhou o momento de retomada da macroeconomia e, depois de registrar os pontos mais baixos de seus indicadores no ano de 2016, apresentou resultados surpreendentes em 2017.

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), foram lançadas na cidade de São Paulo 28,7 mil unidades residenciais em 2017, volume 48,0% superior às 19,4 mil unidades lançadas em 2016. Os lançamentos quebraram a série de três anos de quedas consecutivas (2014, 2015 e 2016). No entanto, o resultado ainda não foi suficiente para alcançar a média histórica de 30 mil unidades por ano na capital paulista.

Nos lançamentos de 2017, 67% das unidades foram de 2 dormitórios, 58% possuíam área útil menor do que 45 m² e 50% tinham preço total de até R$ 240 mil. As características que predominaram foram, principalmente, de imóveis econômicos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida.

Comercialização –

Em 2017, a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (PMI) registrou 23,6 mil unidades residenciais novas comercializadas na cidade de São Paulo. Esse montante é 46,1% superior às 16,2 mil unidades vendidas em 2016. Assim como nos lançamentos, a comercialização quebrou uma série de três anos de queda, porém, ainda abaixo da média histórica de 27,4 mil vendas anuais.

“Os lançamentos mostraram-se bastante aderentes às vendas e as características das unidades comercializadas comprovam que 2017 foi o ano dos imóveis econômicos”, enfatiza Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

Apesar do sucesso dos econômicos, empreendimentos de outras faixas de valor também apresentaram bons resultados. Imóveis com preços entre R$ 7,5 mil e R$ 10 mil o metro quadrado de área útil lançados em 2017 registraram 48% de vendas, e unidades com valores acima dessa faixa (superior a R$ 10,0 mil o metro quadrado) alcançaram o melhor desempenho, com 56% comercializados.

Oferta –

A cidade de São Paulo terminou o ano com 22 mil unidades residências novas em oferta. A oferta final é calculada considerando a soma de imóveis ofertados no mês anterior com as unidades lançadas e a subtração das vendas líquidas (vendas menos distratos).

Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) –

A Pesquisa do Secovi-SP acompanha, também, o mercado nas cidades que compõem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), composta por 39 municípios, incluindo a Capital. Devido à importância da região, são analisadas as cidades do entorno (38 municípios) separadamente.

Em 2017, foram lançadas nas outras cidades da RMSP 7,9 mil unidades, representando uma queda de 18,8% em relação ao ano anterior. Em termos de comercialização, foram escoadas 7,8 mil unidades, com variação negativa de 13,2% na comparação com 2016.

Conclusão –

“A reação do mercado imobiliário em 2017 foi surpreendente e superou as expectativas do início do ano. A retomada dos lançamentos e da comercialização de imóveis novos na cidade de São Paulo contribui para ampliar as perspectivas de retorno do emprego na construção civil a partir do segundo semestre de 2018”, enfatiza Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação. Vale lembrar que o ciclo de desenvolvimento dos empreendimentos imobiliários é longo e existe um intervalo entre os lançamentos e o efetivo início das obras.

Some-se a este cenário o estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), realizado em parceria com o Secovi-SP em 2016, que aponta forte demanda habitacional até o ano de 2025. Durante o período de crise (2014/2016), houve represamento desta demanda, o que explica, em parte, a retomada do mercado imobiliário em 2017.

“O aquecimento do setor imobiliário e da economia contribuiu também para a redução do volume de distratos, que caíram substancialmente no ano passado, apesar de ainda não haver consenso sobre um marco regulatório para a questão”, lembra Petrucci.

Perspectivas –

“Tomando como base as expectativas dos empresários do setor imobiliário, aliadas aos dados do Boletim Focus do Bacen (Banco Central do Brasil), é possível estimar, para este ano, crescimento nas vendas de 5% a 10%. Em relação aos lançamentos, a estimativa é que poderão ficar próximos aos números de 2017, com maior diversificação dos produtos ofertados”, anuncia Flavio Amary, presidente do Secovi-SP.

Segundo Amary, para que o setor possa concretizar essa projeção e gerar mais empregos, é fundamental que a taxa de juros e a inflação continuem em patamares aceitáveis, que a calibragem da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do município de São Paulo seja concluída e aprovada, que a Reforma da Previdência caminhe no Congresso Nacional e que haja maior controle do déficit público.

Fonte: www.ultimoinstante.com.br

Esta cidade murada medieval mostra como o urbanismo tradicional pode suportar altas densidades.

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A fortaleza protetora, as ruas de paralelepípedos e a disposição urbana medieval são características de muitas cidades costeiras da Europa. Mas ao explorar a cidade francesa de Saint-Malo, é difícil acreditar que esta seja a cidade original. O que separa Saint-Malo de muitas outras cidades europeias localizadas junto ao mar, desde sua localização marcante, – é a complexa história de como ela foi completamente destruída na Segunda Guerra Mundial, mas reconstruída com a sua estética original.

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Saint-Malo foi fundada no século I aC, a uma curta distância a sul de sua localização atual na Bretanha, no noroeste da França. O primeiro assentamento, que atualmente é St-Servan, foi construído por tribos celtas para controlar a entrada do rio Rance para fins econômicos e militares. Após a queda do Império Romano, um novo assentamento que eventualmente se tornaria a cidade murada de St Malo foi criado por monges que fugiam das Ilhas Britânicas.

Em 1144, o bispo Jean de Châtillon deu à cidade de Saint-Malo o status de direito de asilo que encorajava todo tipo de ladrões e bandidos a se deslocarem para lá, tornando-se a casa ideal para os corsários franceses ou piratas nomeados pelo rei da França. Os Corsários aumentaram suas riquezas saqueando navios estrangeiros no Canal da Mancha, viajando até Plymouth na costa inglesa. À medida que a riqueza de Saint-Malo começou a crescer, os limites da cidade se expandiram, passando da ilha para o continente. No entanto, o litoral murado continuou a desempenhar um papel fundamental na definição do lugar de Saint-Malo no mundo durante séculos vindouros.

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Em 1940, os nazistas invadiram a cidade de Saint-Malo e a ocuparam como parte do Muro Atlântico. Embora, no final da guerra, menos de 100 tropas e duas instalações antiaéreas permanecessem, os Aliados acreditavam que os poderes do Eixo possuíam grandes armamentos nas paredes da cidade. Como resultado, Saint-Malo foi severamente bombardeada pelos Aliados em 1944 e quase completamente destruída pelos bombardeios americanos e navais britânicos. 80% da cidade estava perdida.

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Ao longo do período de 12 anos entre 1948 e 1960, a cidade foi reconstruída com tijolos por tijolos pelos determinados Malouins. No entanto, em vez de tentar modernizar o estilo de arquitetura em Saint-Malo, ela foi restaurada em sua glória original, mantendo seu caráter medieval.

Os responsáveis pela sua reconstrução planejaram que ela fosse próxima ao original, com algumas modificações. Enquanto o castelo foi replicado e transformado na prefeitura, o hospital e a prisão foram transferidos para fora das muralhas da cidade. As mansões foram reconstruídas com fachadas de granito idênticas e apenas um punhado de casas enxaimel de 1600 foram mantidas. Em contraste com outras cidades que foram reconstruídas após a guerra, como Varsóvia e Dresden, não há sinais evidentes de construção moderna.

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Saint-Malo parece ser o estudo de caso perfeito para examinar uma época em que as cidades europeias foram desenvolvidas em torno de sistemas de trânsito medievais, quando era necessária a caminhada e quando os mais ricos moravam no núcleo urbano. Hoje, durante a alta temporada turística de Saint-Malo, a cidade acomoda mais de 200 mil pessoas. Com aproximadamente 57 pessoas / acre, isso é mais do que a densidade média de Tóquio (25 pessoas por acre) e Vancouver (22 pessoas por acre), tornando-se um exemplo fantástico de como o urbanismo tradicional ainda pode ser construído e acomodar populações densas sem o padrão de se tornar uma megacidade de arranha-céus.

Fonte: www.archdaily.com.br