Arquivo diários:6 de fevereiro de 2018

Clientes da chamada terceira idade são exigentes.

Esses clientes merecem atenção redobrada (Foto: Shutterstock)

O corretor precisa estar atento quanto às necessidades deste público. Os bons negócios virão

A expectativa de vida dos brasileiros só cresce e esse público ganha cada vez mais espaço no mercado. Por isso, atender bem os idosos e conhecer as necessidades deles, pode ser um excelente negócio para os corretores. Entre as prioridades da terceira idade está a localidade: vizinhança tranquila, conforto e parques por perto, por exemplo. Os locais planos, com poucas escadas e com infraestrutura para receber o idoso também devem ser lembrados na hora de oferecer sugestões ao cliente. Já o imóvel precisa ser espaçoso e ter portas e passagens largas para pessoas que utilizam andador ou bengalas.

O banheiro é um item que merece atenção: no cômodo deve ter instalados piso anti-derrapantes e boxes com pontos para apoio. Isso evita a queda e representa segurança para os futuros moradores. Todos esses cuidados estão na lei. “De acordo com o Estatuto do idoso, é dever de todos zelar pela dignidade dele, colocando-o a salvo de qualquer situação que possa lhe causar constrangimento. Esta regra vale para todos em geral e em particular para o corretor de imóveis, que tem o dever de orientar um idoso na compra de um imóvel”, afirma Teixeira Fortes Advogados Associados, Cylmar Pitellz, mestre em Direito e Desenvolvimento pela FGV/SP.

Financiamento

É preciso ressaltar que o financiamento para os idosos é muito mais complicado e, por vezes, impossível. Isso se deve à idade. Vários fatores conduzem a essa conclusão. Em primeiro lugar, os bancos costumam estabelecer limites máximos de idade para financiamentos, dentre outras condições exigidas. Por outro lado, a soma do prazo do financiamento com a idade do mutuário não pode ultrapassar 80 anos e seis meses. Portanto, quanto maior a idade, menor será o prazo do financiamento. Isso leva a um valor maior da prestação, que explica também o porque da necessidade de uma renda mais alta e de um maior valor de entrada. ”Há ainda a questão do seguro, proporcional à idade do mutuário – quanto maior for a idade, maior em tese o risco da instituição financiadora e, portanto, maior o custo do seguro embutido na prestação”, diz Fortes.

Dia a dia

Para o presidente do Cofeci, José Augusto Viana Neto, o corretor precisa levar em conta alguns pontos práticos. Os idosos vão apreciar, segundo ele, imóveis que tenham funcionários 24 horas, no caso de eles precisarem de alguma ajuda. “O portão automático afasta esses clientes. Eles gostam de se sentir seguros. Isso acontece quando eles sabem que tem um porteiro na recepção”.

Outra prioridade é saber se a vizinhança é simpática e se quem mora ao lado ou em cima do bem que está sendo negociado tem crianças – que, claro, fazem barulho. Além disso, é interessante também que a região tenha parques – no qual é fácil fazer amigos e também as apreciadas e necessárias caminhadas – farmácias, padarias, clínicas médicas (pronto-socorro) e supermercados. “Hoje os idosos têm recursos financeiros. Se o corretor se preparar, poderá fazer grandes negócios com estes clientes”.

Fonte: www.zappro.com.br

Inovação e sustentabilidade: como as garrafas PET estão servindo de insumo para a construção civil.

O PET – ou poli-tereftalato de etileno – é considerado um dos maiores vilões do mundo contemporâneo, gerador de poluição para o meio ambiente. Infelizmente, seu uso em garrafas plásticas tem aumentado nos últimos anos, mas estudos recentes apontam novas alternativas para a destinação correta desse material. Já se sabe que é possível reutilizar esses resíduos sólidos em outras aplicações. Isso, no mínimo, ajudaria a aumentar a vida útil dos aterros sanitários e também poderia representar um grande avanço na indústria da construção civil.

(imagem extraída de Pixabay)

+ Construção civil ecológica

Visando suprir as necessidades da construção civil, em conjunto com o desenvolvimento sustentável, cientistas do mundo todo vêm buscando alternativas inovadoras e ecologicamente corretas para o reuso do PET. De repente, empresas de arquitetura e de engenharia civil têm dado mais atenção ao material.

Sabe-se que esse plástico possui alta resistência mecânica, química, à compressão, ao fogo, aos fenômenos naturais e capacidade isolante maior que a dos tijolos e blocos convencionais.

Por todas essas qualidades, o PET vem sendo utilizado como um insumo alternativo em edificações residenciais de baixo custo, uma possível solução para o déficit habitacional mundial. Podem se ver, no mercado, três tipos de aplicações das garrafas na construção civil ecológica. Primeiro, como substitutas da brita, na fabricação de cimento. Segundo, como substitutas da areia, na produção de tijolos e blocos. E terceiro, como peças preenchidas com areia ou entulho de obra, intercaladas de argamassa ou barro e moldadas em fôrmas de madeira, para a formação de paredes.

Logo abaixo, temos um excelente exemplo de construção contemporânea. É o prédio Ecoark, projetado pelo arquiteto Arthur Huang e construído em Taiwan, em 2010. Utilizado como pavilhão cultural, tem um milhão e meio de tijolos plásticos, feitos à partir de garrafas PET.

(imagem extraída de Ello Sustentável)

+ O PET na fabricação de tijolos

O economista Mário Augusto Batista Rocha desenvolveu um projeto chamado de ‘Composto de Resíduo Plástico’ ou ‘CREP’. Trata-se de um material obtido a partir de um processo onde o plástico de PET triturado – junto de seixo de areia, vidro e outros materiais – é submetido a um aquecimento e misturado em uma máquina, a ‘Creponeira’. O resultado é uma massa muito semelhante ao asfalto.

Uma peça comum, em barro, levaria dois dias queimando, à noventa graus, para estar finalizada. Mas, a ideia de Mário é considerada ecológica. Seu protótipo apresenta muitas vantagens. Depois de passar pela ‘Creponeira’, o novo composto é simplesmente colocado em moldes, para a produção de artefatos de formas e usos diferentes, como blocos para pisos de calçadas, meio-fio, estacas e outros. Cada tijolo ecológico deve usar em torno de vinte garrafas PET.

(imagem extraída de Gazeta do Povo)

(imagem extraída de A Crítica)

+ O PET na fabricação de blocos de concreto

Uma estudante do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual de Mato Grasso do Sul desenvolveu a pesquisa intitulada “Caracterização física e mecânica de blocos vazados de concreto simples confeccionados com a adição parcial de resíduos plásticos pós-consumo: Classificação”. Nela, avaliou-se o trabalho da indústria de embalagens, a geração de lixo plástico e de resíduos de obras no Brasil. A proposta final do texto é a substituição de quinze por cento de areia por garrafas PET moídas na produção de blocos de concreto.

Outro trabalho de pesquisa muito significativo nessa área é a do CONICET – Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica. Em seu projeto, também se analisou a substituição da areia dos blocos de concreto por poli-tereftalato de etileno. A equipe constatou que as peças, com adição de PET, ficavam padronizadas, com poros melhor preenchidos, menos permeáveis e mais resistentes a impactos. O tijolo comum teve resultado de 1,10 Mpa – Resistência à Flexão Média. Já os tijolos ecológicos apresentaram 1,94 Mpa. Ou seja, mais leves e resistentes.

Para uma casa popular de cinquenta metros quadrados, seriam necessárias quase oito mil e quinhentas unidades de garrafa PET.

(imagens extraídas de Eco Debate e Jornal Mãos à Obra)

+ Casas feitas de garrafas PET

A ideia da “garrafa-tijolo” surgiu na Índia, mas foi a Associação de Desenvolvimento de Energias Renováveis, em parceria com a Africa Community Trust, que construiu a primeira casa feita com PET e areia, em Yelwa, na Nigéria. Ela segue o modelo das construções convencionais do país, com formato arredondado. A fundação é de concreto e as paredes têm garrafas preenchidas com areia – colocadas lado a lado, unidas com lama e com fundos expostos. O efeito visual é surpreendente.

(imagens extraídas de Líguagem Geográfica)

Esse método de construção é uma boa alternativa para regiões quentes, desprovidas de certas tecnologias, de materiais e recursos financeiros. No Brasil, já se pode ver várias casas construídas com garrafas plásticas. Um projeto do Estado do Rio Grande do Norte, idealizado por Antônio Duarte Gomes, construiu quarenta residências como essas. Suas paredes são preparadas em fôrmas, com pontos de saída de água e luz já pré-estabelecidos e não recebem, necessariamente, reboco ou outro tipo de revestimento.

Em tese, garrafas PET podem ser preenchidas com quaisquer sólidos. Mas, normalmente, usa-se terra, areia, palha de arroz, de trigo ou outros resíduos de compostagem. A mistura pode ter a proporção de um de cimento, seis de areia ou argila e meia de cal – ou uma, se for para a construção de paredes e colunas mais simples.

(imagem extraída de Meio Ambiente Taru Mirim)

(imagens extraídas de Jornal Mãos à Obra) e Política Local)

Fonte: blogdaengenharia.com