Arquivo diários:19 de fevereiro de 2018

Cresce busca por apartamentos sem vaga de garagem na capital.

Após se separar do marido, a empreendedora e produtora de figurinos Beatriz Helena Mischiatti, de 30 anos, passou um ano trabalhando fora da capital. Ao retornar, em 2015, decidiu alugar um apartamento pequeno, de um quarto, bem localizado e sem vaga de garagem. Encontrou um sob medida na Pompeia, Zona Oeste. “Além de ele estar perto de tudo, com fácil acesso aos meios de transporte, o IPTU e o condomínio são mais baratos que os de outros prédios da região com garagem”, diz ela, que não tem carro desde 2012. Também paga menos de locação: 1 800 reais, valor 20% mais baixo que o de outras unidades equivalentes, mas com espaço para um veículo.

Beatriz faz parte de um grupo de paulistanos que vem crescendo de quatro anos para cá: os que abrem mão do automóvel e optam por morar em imóveis sem garagem em bairros com boa oferta de serviços. De olho nesse público, as incorporadoras aumentaram o número de empreendimentos do gênero.

Segundo levantamento da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a quantidade de lançamentos de unidades sem vagas aumentou 1 500% entre 2012 e 2017. A maior alta foi no centro. No ano passado, dos 420 novos apartamentos na região central, 398 não tinham garagem. Cinco anos atrás, eram 68, de um total de 200 unidades.

Bicicletário em condomínio na Vila Olímpia: facilidades para os moradores (Alexandre Battibugli/Veja SP)

“A maioria dos novos imóveis ainda é de dois quartos com garagem, mas tem aumentado a procura por apartamentos menores, de um dormitório, ou no estilo estúdio, e sem vaga”, explica Flavio Amary, presidente do Sindicato da Habitação (SecoviSP). “As pessoas têm buscado morar perto do trabalho, ou então de estações de metrô e terminais de ônibus, para facilitar a locomoção.”

O boom dos imóveis sem garagem ocorreu a partir de 2014, quando o novo Plano Diretor passou a incentivar a construção de prédios com no máximo uma vaga, e se intensificou em 2016, depois da sanção da lei de zoneamento, que acabou com a obrigatoriedade de garagem para prédios residenciais em locais onde há bom acesso a transporte público. “O fenômeno atingiu primeiro o centro, devido à ampla gama de serviços, mas já tem se espalhado para outras regiões, como as zonas Oeste e Leste”, avalia Cristiane Crisci, gerente de Inteligência de Mercado do Grupo ZAP Viva Real.

Uma das principais incorporadoras do setor é a Vitacon, no mercado há oito anos. Dos 45 empreendimentos lançados por ela até hoje (foram sete em
2017), três não têm garagem e 42 são mistos, ou seja, dispõem de apartamentos com e sem vagas. Todos eles possuem serviços voltados a quem não tem automóvel. Alguns oferecem carro e moto compartilhados, à disposição do condômino, e outros, bicicletas para empréstimo. Também há parcerias com aplicativos de caronas solidárias. “Além da economia, a não dependência do automóvel pode aumentar a qualidade de vida do paulistano”, acredita Alexandre Lafer Frankel, CEO da empresa. Neste ano, a companhia deve lançar outros sete condomínios.

Empreendimento da Vitacon: um dos sete lançados no ano passado (Alexandre Battibugli/Veja SP)

A imobiliária Lopes também passou a investir nesse tipo de imóvel. Nos últimos três anos, 50% de seus lançamentos foram sem garagem. “São produtos com boa comercialização. Como os preços são atraentes, muita gente compra não para morar, e sim para investir”, conta João Henrique, diretor de atendimento da Lopes. É o caso do designer de interiores Anderson Trindade Pereira, 41, que vive em um apartamento em Higienópolis e adquiriu no ano passado outros dois sem garagem na região central. “É bom para morar, porque se gasta menos, e para fazer negócios, pois a procura é grande”, conta ele.

Cada vez menos vagas

O número de lançamentos imobiliários sem garagem na capital cresceu mais de 1000% nos últimos cinco anos

2012
Unidades lançadas: 27 769
Total sem vaga de garagem: 650

2017
Unidades lançadas: 28 433
Total sem vaga de garagem: 10 886
Aumento de 1 500%

– O centro é a região que mais concentra imóveis do gênero, mas há empreendimentos também em bairros como Barra Funda, Butantã, Pompeia, Vila
Olímpia, Itaquera, Pinheiros e Vila Mariana

– Um apartamento sem vaga custa até 100 000 reais a menos

– O valor do IPTU dessas unidades é entre 15% e 25% menor

Fonte: https://vejasp.abril.com.br

Por Rosana Zakabi

10 tendências globais de consumo que você precisa conhecer.

Veja 10 principais tendências globais de consumo em 2018, e os impactos no mercado imobiliário.  Resultado da pesquisa mundial do instituto Euromonitor.

Eu, você e as bilhões de pessoas presentes no mundo mudam a cada dia. Estas mudanças refletem diretamente na forma como nos relacionamos com empresas, produtos, e sem dúvida reflete no mercado imobiliário. Seja para dar um atendimento melhor, construir moradias de acordo com a necessidade das pessoas, entender seus clientes, entre centenas de outras possibilidades, sem dúvida, acompanhar esses novos comportamentos e tendências é fundamental para todos nós.

Veja abaixo o resultado da pesquisa anual “Top 10 Global Consumer Trends for 2018”, realizada pelo Instituto Euromonitor, que apresenta a lista com as 10 principais tendências globais de consumo para 2018, e a minha análise relacionando com os possíveis impactos no mercado imobiliário.

As 10 tendências globais de consumo que você precisa ficar de olho

  1. Vida Limpa
  2. Compartilhamento
  3. Coabitação ou Co-living
  4. Cultura da Reivindicação
  5. Está no DNA
  6. Busca por Flexibilidade e Riscos
  7. Do próprio quarto
  8. Clientes detetives
  9. Personalização ao Máximo
  10. Os sobreviventes

 

1. Vida Limpa

O que é?

Tendência relacionada ao fato de cada vez mais os consumidores estarem adotando modos de vida “limpos”, minimalistas, onde a moderação e a integridade são fundamentais. Os “Clean Lifers” têm fortes convicções e ideais, sentem que podem fazer a diferença, e isso influencia suas escolhas na hora de comprar. Dizem não aos hábitos pouco saudáveis, produtos à base de animais e gastos desenfreados. A sua necessidade de impressionar é menos com a compra de bens caros e mais com as experiências que querem compartilhar.

“60% das pessoas entre 20 e 29 anos acreditam que suas ações fazem diferença no mundo”

Jovens entre 20 e 29 anos crescem em um mundo que vive profunda recessão, terrorismo e políticas problemáticas, tendo uma visão de mundo mais amplo do que suas gerações anteriores. São protegidos pelos seus pais, das gerações X / “Baby Boomer” escutando mais os seus conselhos e gostando mais de ficar com a família.

Exemplo de produtos / empresas:

  • Cresce o número de festivais livres de álcool e meditações coletiva. Um exemplo é o Daybreaker, festival que promove festas eletrônicas com yoga e fitness. Se conectou tão bem com a crescente geração “vida limpa” que agora opera em toda a América e rapidamente se expandindo para Europa e Ásia;
  • Aumento muito expressivo do número da venda de cervejas sem álcool;
  • A Arezzo criou a coleção PeleMania, composta por produtos feitos de pele de animais, sofrendo sérios boicotes.

E os impactos no mercado imobiliário?

    • Se possuir bens caros deixa de ser algo primordial, há impacto no desejo de adquirir imóveis e ficar preso a um financiamento bancário durante anos, por exemplo;
    • Qualidade de vida sendo valorizada impacta na necessidade dos empreendimentos refletirem isso em sua área de lazer, infra e concepção estrutural dos imóveis;
    • Reflexo da valorização da qualidade de vida, pessoas preferindo morar em apartamentos bem menores próximo do seu trabalho para economizar tempo, do que morar em algo maior mas longe e ter que passar horas no trânsito. O empreendimento de 10 m2. da Vitacon é um ótimo exemplo;
    • Pessoas saindo mais tarde da casa dos pais, retardando a compra de um imóvel.

2. Compartilhamento

O que é?

Uma nova geração orientada ao compartilhamento, que prefere o aluguel, a assinatura e valoriza o espírito de comunidade. Não querer adquirir bens materiais em favor de experiências e um estilo de vida mais livre, que tem caracterizado os hábitos de compra das gerações mais novas, é uma tendência que continua a evoluir e se espalhar para as mais velhas, que cada vez mais abrem mão do habitual materialismo, para simplificar suas vidas.

A tecnologia e a urbanização são um dos principais impulsionadores dessa tendência. Por que ter um carro ou milhares de pertences quando se vive em um local pequeno, com tudo ao redor e existem recursos tecnológicos que facilitam a vida?

Exemplo de produtos / empresas :

      • Crescimento de serviços como Airbnb e Uber, entre todas as idades;
      • RentMojo, site indiano de aluguel de eletrodomésticos;
      • Toyota investindo em serviços de táxis do Sudeste Asiático

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Tendência que reflete a redução da necessidade de adquirir a “sonhada casa própria”;
      • Impacto também nos itens de infraestrutura do prédio ex: espaço para bicicleta compartilhada, lavanderia compartilhada, oficina compartilhada, etc;
      • Aumento do desejo pelo aluguel;
      • Redução da necessidade de vagas de garagem

3. Coabitação / Co-living

O que é?

É uma forma de habitação onde os residentes compartilham sua casa e dividem um conjunto de interesses e valores. A tendência, impulsionada pelo aumento do custo do setor imobiliário, nasce dos centros urbanos que abraçaram a economia compartilhada como uma escolha de estilo de vida.

Existe também um enorme potencial entre os idosos, uma vez que oferece a interação social, a sustentabilidade e o design acessível exigido para este grupo demográfico. O desafio na adoção generalizada é a imagem percebida de acomodação compartilhada, com muitas pessoas mais velhas preferindo manter sua independência. No entanto, dado que os “ainda não idosos”, entre os anos 50 e 60 eram favoráveis ​​à vida comunitária em sua própria juventude, tende a ser uma tendência que só irá crescer.

Aumento do número de casas alugadas

Exemplo de produtos / empresas :

      • Campus Hong Kong criou um grande co-living com 50 apartamentos de um quarto em dormitórios de quatro camas;
      • Em Cingapura, a Ascott, uma cadeia hoteleira pertencente a uma das maiores empresas imobiliárias da Ásia, apresentou a marca lyf em 2016, especializada no segmento
      • O exemplo mais capitalizado de uma iniciativa co-living é a WeLive, a divisão dedicada da empresa imobiliária norte-americana WeWork, avaliada em cerca de USD20 bilhões. WeLive abriu recentemente seus primeiros espaços em Washington e Nova York.

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Tendência totalmente relacionada com o mercado imobiliário, cada vez surgirá mais iniciativas de incorporadoras entrando neste segmento. No Brasil ainda é tímida;
      • Também reflete na tendência da não necessidade de possuir algo;
      • Necessidade de infra e projetos especiais para a divisão de apartamentos;

4. A Cultura da Reivindicação

O que é?

Seja compartilhando um post no Facebook, assinando um abaixo assinado online, ou colocando a boca no Reclame Aqui, os consumidores estão dando voz as suas opiniões. Como a pesquisa diz, o “Ativismo Hashtag” está rapidamente ganhando impulso à medida que o uso da internet explode e mais pessoas utilizam mídias sociais. Para ter uma ideia, só no ano passado os usuários do Twitter sozinhos geraram 125 milhões de hashtags por dia.

“Em 2017, 46% dos consumidores dos EUA expressaram uma opinião sobre uma marca online, 65% disseram que pesquisam a marca antes de comprar e 57% boicotaram alguma empresa”

Exemplo de produtos / empresas:

      • Cervejaria BrewDog com sede no Reino Unido enfrentou uma tempestade nas mídias sociais depois de processar um pequeno pub familiar que tinha o mesmo nome de um gin popular da Brewdog. Ouvindo o público nas redes, cancelou o processo e pediu desculpas, rapidamente a marca passou de “egoísta e gananciosa” para “generosa e humilde”;
      • Nos EUA, a campanha #GrabYourWallet fez com que milhares de consumidores boicotassem produtos relacionados ao Trump;
      • Daniely Argenton criou o site Meu Carro Falha, ao comprar um Renault que veio com defeitos, o site que chegou a receber mais de 700 mil visitas em um mês.

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Fez algo errado? Cada vez mais as pessoas vão reclamar em seu Facebook ou no Reclame Aqui, seja do atendimento, da entrega, do acabamento, do preço não deixado claro, etc etc;
      • Basta fazer uma breve pesquisa para identificar que infelizmente boa parte das empresas imobiliárias não dão muita atenção para os canais de reclamação. Nos tempos atuais isto é um erro gigantesco, e que sem dúvida representa menos negócios.

5. Está no DNA

O que é?

Cresce o interesse em saber a nossa própria composição genética, consequentemente o interesse na busca por personalização de produtos e serviços de saúde e beleza. Os consumidores variam desde os preocupados com seu bem-estar, até aqueles que querem saber sua origem e os fanáticos por vida fitness.

“O mercado global está crescendo e espera-se aumentar para USD340 milhões em 2022.”

Exemplo de produtos / empresas :

      • Empresas como 23andMe, DNAFit e AncestryDNA mapeiam o código genético através de simples amostras de sangue ou saliva e explicam o que tudo significa;
      • A empresa britânica Geneu, diz que o envelhecimento da pele é influenciado pelos genes em 60%, oferece uma receita personalizada para soros anti-envelhecimento formulados com base em seu questionário de DNA e estilo de vida.

6. Busca por Flexibilidade e Riscos

O que é?

Pessoas buscam cada vez mais flexibilidade em seus estilos de vida e estão preparadas para assumir riscos. As gerações mais jovem possuem uma natureza empresarial, afastando-se da carreira “tradicional” em direção a uma que oferece mais liberdade.

“Quase 50% das pessoas desejam ser trabalhadores por conta própria. Quanto mais novo, mais o número cresce.”

As pessoas estão cada vez mais atraídas para alternativas que permitam experiências mais flexíveis, adaptáveis ​​e personalizadas, e não apenas ganhos financeiros potenciais. Querem um estilo de vida que podem construir e se alinharem com seus interesses pessoais e paixões. Também vemos que as “grandes metas de vidas” ficaram para depois, como possuir uma casa ou ter filhos.

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Na hora de recrutar seu time de corretores, o velho argumento da praticidade de estar em uma imobiliária pode não ser tão importante se você tratar mal seu time. Mais do que dinheiro, a qualidade de vida é algo cada vez mais valorizado;
      • Em relação aos consumidores, com menos pessoas em trabalhos tradicionais, pode haver algum impacto na hora de obter financiamentos, além da própria redução natural do interesse em adquirir bens visto que a vida financeira não é tão instável;
      • Mudança no tipo dos imóveis e sua infraestrutura com a redução / atraso do número de filhos. Compartilhando um exemplo pessoal, o playground do apartamento que vivo, por exemplo, está sempre vazio. Já o minúsculo Pet Place sempre lotadíssimo. Quando a construtora entende este comportamento, o projeto do imóvel é diferente.

Gráfico que mostra o aumento expressivo do número de moradias sem filhos.

7. Do Próprio Quarto

O que é?

Consumidores querem visualizar produtos antes de comprar de fato e fazer isso em casa representa muita comodidade. Cada vez mais celulares abrem portas para funcionalidades que envolvem tecnologias de realidade virtual, popularizando o desejo das pessoas por esse tecnologia. A realidade virtual melhora a experiência do consumidor, proporcionando uma visão mais realista dos produtos e facilita a parte operacional para as empresas, tendo uma conversão de vendas muito melhor.

“80% dos entrevistados estão interessados ​​em usar a tecnologia para visualizar produtos digitalmente em suas casas.”

Exemplo de produtos / empresas :

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Imóveis com visualização em realidade virtual, sendo possível visitar sem sair de casa. Com a popularização dos óculos virtuais, dos celulares com telas cada vez melhores e melhor conexão, cada vez estas experiências ficarão mais realistas;
      • Mais praticidade e economia de tempo para o consumidor e corretor de imóveis já que vão visitar apenas os imóveis que o cliente gostou de fato;
      • Redução do investimento em plantões de venda;
      • Menos contatos gerados, mas muito mais qualificados;

8. Clientes Detetives

O que é?

A crise de confiança dos consumidores aumenta e leva a um maior envolvimento emocional. São céticos aos produtos produzidos em massa e às motivações das empresas responsáveis por estes produtos. Não é suficiente apenas responder os clientes, as empresas precisam e devem fornecer provas, ainda mais que os consumidores possuem muito mais informação a seu alcance e podem investigar sem esforços.

Exemplo de produtos / empresas :

      • Grande corporações criando produtos com cara de artesanais falsos desmascaradas por consumidores;
      • Crescimento do mercado de cervejas verdadeira artesanais;
      • A campanha do supermercado Super-U (França), que usou o Snapchat para demonstrar o frescor de seus peixes, relatando desde o barco de pesca até o peixe no mercado pronto para consumo. Muito inteligente pois o Snapchat Stories tem apenas 24h, confirmando que o peixe é realmente fresco

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Crescimento da preferência por imobiliárias de bairro, menores, com atendimentos mais próximos e menos reclamações na internet;
      • Pessoas realizando várias buscas sobre sua empresa antes de comprar de fato o seu produto.
      • Além do Reclame Aqui e o Youtube aparecer muito bem no Google, outro tipo de site que aparece muito são sites jurídicos como o JusBrasil. Se você tiver processos de clientes ou membros de sua equipe, isso vai prejudicar sua imagem e a confiança que ainda nem estava estabelecida. Experimente colocar seu nome completo no Google, ou o nome de sua empresa e veja o que aparece.

9. Personalização ao Máximo

O que é?

O aumento da economia compartilhada, com os pioneiros Uber e Airbnb, está reduzindo o desejo de possuir bens. A mudança de foco da posse para à experiência está mudando os padrões de compra e fazendo com que as pessoas queiram participar da criação, design e construção dos produtos.

As pessoas desejam não apenas personalizar produtos produzidos em massa, mas moldá-los às suas preferências individuais. Faz algum tempo que muitos proporcionam escolher entre diferentes cores, padrões e detalhes, mas os “I-Designers” (designers digitais) trazem isso para um novo nível, em vez de escolher algo que é o mesmo, querem criar algo com os quais eles se conectam, algo que é verdadeiramente único.

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Cresce a importância da personalização das plantas, infra, e atendimento, mas como a pesquisa diz, não basta apenas possibilitar a personalização do tipo de piso, por exemplo, isso não deixa de ser algo “personalizável de forma massiva”.

 

10. Os Sobreviventes

O que é?

Apesar da economia global ter melhorado, com o aumento da renda e a queda do desemprego, a diferença entre ricos e pobres é altamente visível, e aqueles que estão com baixos salários e altos custos de vida ainda estão lutando para enfrentar a austeridade. Quem está no fundo da pirâmide infelizmente permanece atolado na pobreza.

Exemplo de produtos / empresas :

      • Na Europa, surgem “supermercados sociais”, que vendem alimentos com datas de validade reduzida, etiquetas incorretas ou embalagens danificadas com descontos de até 50%; Exemplos o supermercado dinamarquês Wefood e o Nifties, do Reino Unido;
      • Forte expansão global dos mercados de desconto como Aldi e Lidl, e das lojas de variedades de desconto como a Daiso que tem 2.800 lojas no Japão e mais de 4.000 lojas em todo o mundo (inclusive no Brasil).

E os impactos no mercado imobiliário?

      • Como sabem, ainda há grande deficit habitacional do Brasil, dando forças para programas como Minha Casa Minha Vida;
      • Importância da facilidade de pagamento;
      • Investimento em práticas e tecnologias que reduzam o custo de construção. A polêmica é que muitas delas podem significar automatizações, o que pode refletir em aumento do desemprego e consequentemente em aumento desta camada social;
      • Enquanto até a tendência 8 falamos de situações relativamente “elitizadas” aqui mostramos um outro cenário, fazendo com que profissionais do mercado imobiliário precisem de fato entender todas as camadas sociais e seus comportamentos para de fato atingir os públicos;

Quem tiver interesse, este é o link para o relatório completo da Euromonitor. Bom proveito!

Fonte: http://www.marketingimob.com

Por Mariana Ferronato