Arquivo diários:23 de fevereiro de 2018

“A revolução das Construtechs já começou”, diz CEO da ConstruTech Ventures.

A Construtech Ventures é o primeiro fundo de investimentos do Brasil focado no setor de construção. Bruno Loreto, CEO da empresa, esteve presente na ConstruTech Conference que aconteceu hoje, reunindo as tecnologias mais inovadores na construção e mercado imobiliário.

“A revolução das construtechs já começou. Ela está no presente, não no futuro – já está acontecendo e vai acontecer em uma proporção ainda maior”, comentou Loreto no evento.

É justamente por acreditar na revolução e inovação do setor de construção e imobiliário que Loreto comanda a ConstruTech Ventures. O fundo de investimentos, além de mapear todo o ecossistema das construtechs do país, investe nas startups, ajudando-as na trajetória para o sucesso.

Ao citar que a revolução no setor de construção já está acontecendo, Bruno Loreto traz exemplos de tecnologia que estão cada vez mais utilizadas no Brasil e no mundo. Drones, pré-fabricação e modularização, fotos e vídeos 360º e realidade virtual e aumentada são exemplos. Segundo pesquisa da JBKnowledge, 34% das construtoras dos Estados Unidos já estão utilizando drones na construção; 19,9% está utilizando pré-fabricação ou modularização nas obras e 19,7% utiliza fotos e vídeos 360º.

O empreendedor ainda citou exemplos de startups e empresas estabelecidas que trazem a tecnologia para mudar a construção. São esses:

Drone Deploy

A Drone Deploy é uma plataforma que conecta operadores de drone a empresas de construção. Sem ao menos ter que sair do escritório, a construtora traz uma demanda de serviço, que é realizado por algum dos operadores presentes na plataforma e é entregue na própria plataforma.

AlugaLogo

A AlugaLogo é uma startup brasileira que conecta donos de equipamentos à engenheiros e profissionais do setor para promover o aluguel de equipamentos para obras e reformas. Engenheiros informam detalhes dos equipamentos necessários e locadores enviam cotações até em uma hora – todo o processo é realizado por meio da plataforma.

OpenDoor

A OpenDoor  faz duas coisas muito bem: ela compra e vende imóveis. Você coloca o endereço da sua casa e em algumas horas ela faz uma proposta e se compromete a pagar o valor em alguns dias”, apresentou o empreendedor. A plataforma é capaz de analisar os dados para saber quanto vale o negócio, por quanto pode vender e em quanto tempo.

Point

A startup dos Estados Unidos traz uma inovação ao modificar um serviço já existente: a concessão de crédito. Ao contrário dos bancos, que pedem todo o imóvel como garantia em um empréstimo, a Point permite hipotecar apenas uma fração do imóvel. É uma nova forma de conceder crédito, tendo um ativo real como garantia.

Havenly

Pela escolha de imagens, tal qual utilizada em mecanismos de verificação de pessoas no Google, a startup determina quais são suas preferências em decoração e te conecta com um especialista da mesma categoria.

Chromaway

A Chromaway utiliza o blockchain para registrar transações imobiliárias. O objetivo final é apenas um: eliminar cartórios.

Katerra

A Katerra industrializa o processo construtivo, fabricando modularizações para as construções em indústrias, montando-as na obra. “A obra nada mais é do que um grande lego, gerando um custo 40% menor em um prazo bem reduzido”, comentou Bruno Loreto.

Fonte: conteudo.startse.com.br

SP: projeto prevê bairro no autódromo de Interlagos.

SP: projeto prevê bairro no autódromo de Interlagos

Maior ativo público na lista de privatizações da gestão João Doria (PSDB), o autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, deverá ganhar um novo bairro com prédios residenciais, um complexo empresarial com escritórios e hotéis e até um shopping instalado no meio do circuito da Fórmula 1. Esses são os negócios imobiliários que a Prefeitura propõe liberar para a empresa que comprar o autódromo para valorizar a venda do espaço.

A gestão destinou ao todo três diferentes áreas que ocupam, juntas, 14% dos 960 mil m² do autódromo para que o futuro dono de Interlagos promova seus negócios. A proposta permitirá a construção de até 480 mil m², o equivalente a quatro edifícios como o Copan, prédio emblemático no centro da capital, com torres sem limite de altura. A maior área, de 70 mil m², é a do atual kartódromo Ayrton Senna, que deverá virar um bairro com cerca de 25 prédios para receber até 5 mil famílias.

Como contrapartida, o futuro dono de Interlagos terá de manter a pista oficial para atividades automobilísticas, exigência definida no projeto de lei de privatização do autódromo, instalar um parque público de acesso gratuito dentro do circuito e construir 1.579 moradias populares no entorno.

A proposta foi divulgada há duas semanas pela Prefeitura juntamente com o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Arco Jurubatuba, na zona sul, e ficará em consulta pública até o início do mês que vem, quando poderá sofrer algumas alterações antes de ser enviado para a Câmara Municipal até o fim de março. O projeto precisa ser aprovado em duas votações por 2/3 dos vereadores para virar lei.

Com 78 anos de história, Interlagos foi incluído por Doria na lista de equipamentos a serem privatizados por ser muito custoso e ocioso. Segundo a Prefeitura, o gasto anual chega a R$ 55 milhões, sendo R$ 5 milhões com manutenção e pessoal e R$ 50 milhões com a montagem das estruturas provisórias para o GP de Fórmula 1, além de grandes reformas estruturais. A última, em 2016, custou R$ 160 milhões.

Em outubro do ano passado, Doria disse que queria privatizar o autódromo até março deste ano e arrecadar com ele até R$ 2,5 bilhões. Agora, porém, a meta é concluir o processo neste ano.

Negócio

A destinação de áreas dentro do autódromo para exploração imobiliária foi a solução encontrada pela gestão Doria para valorizar o terreno de Interlagos. Um dos maiores entusiastas da ideia é o presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), aliado do prefeito e com reduto eleitoral na região. Segundo o diretor de desenvolvimento da São Paulo Urbanismo (SP Urbanismo), Leonardo Amaral Castro, os locais e os parâmetros de construção permitidos foram definidos de modo a preservar a visibilidade da pista por quem for assistir às corridas, além do córrego e do lago que existem no circuito.

“Nós apontamos soluções que o empreendedor poderá adotar e, por causa das condicionantes ambientais e visuais, fica muito difícil sair disso que está proposto”, disse Castro. “Tanto a área do kartódromo como a do centro empresarial ficam na parte externa da pista e terão um potencial construtivo maior, com atividades que consideramos articuladas à venda de Interlagos. Já na parte mais sinuosa do traçado, escalonando bem a edificação, cabe um centro de compras com a oportunidade de os clientes assistirem às corridas.”

Para o arquiteto e urbanista Cândido Malta, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), o projeto pode estimular um adensamento prejudicial para uma região delicada da cidade, por causa da presença de dois importantes mananciais, Billings e Guarapiranga – o nome Interlagos faz referência à região suíça “Interlaken”, que significa “entre lagos”.

“É perigoso porque a lei de proteção aos mananciais ainda não definiu um limite para o adensamento dessa região, ou seja, até onde se pode avançar sem que a poluição difusa acabe com os nossos mananciais”, disse Mata. Segundo a gestão Doria, o adensamento proposto foi “conservador” e controla os impactos ambientais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: istoe.com.br