Arquivo diários:1 de março de 2018

Juro do financiamento imobiliário recua só 14%, enquanto Selic cai pela metade.

Foto Daniel Teixeira/AE

Os juros do crédito imobiliário não acompanharam a forte queda da taxa básica da economia brasileira nos últimos anos. Enquanto a Selic caiu quase pela metade, a taxa média dos cinco maiores bancos do País para o financiamento da casa própria teve uma redução de apenas 14%. A Caixa Econômica Federal, líder nesse mercado, é hoje a instituição que cobra os juros mais altos.

Entre novembro de 2016 e janeiro deste ano, a Selic passou de 13,75% para 7% ao ano. No mesmo período, a taxa média cobrada por Caixa, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander caiu de 11,24% para 9,69% ao ano, segundo levantamento feito pela empresa Melhortaxa, plataforma que cruza informações de crédito imobiliário.

Isso significa que num financiamento de R$ 258 mil, em 30 anos, contratado em novembro de 2016, o consumidor pagaria, ao final do período, um total nominal (sem considerar a inflação) de R$ 724.771. Se o cliente contratasse o crédito em janeiro de 2018, pagaria, ao final do financiamento, R$ 669.438. O valor representa uma economia de 7%, apesar de a Selic ter recuado 49% nesse intervalo.

O Banco Central deu início ao ciclo de queda da Selic no fim de 2016 – em fevereiro, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa chegou ao patamar histórico de 6,75% ao ano.

Desde o começo dos cortes, os bancos também reduziram os juros do financiamento imobiliário, mas em ritmo menor. De outubro do ano passado para cá, no entanto, eles frearam ainda mais o repasse do corte para esse tipo de crédito e a taxa média ficou praticamente inalterada.

O movimento de redução dos juros no crédito imobiliário foi puxado pelo Santander Brasil que, em uma ofensiva à concorrência, cortou sua taxa para um dígito e foi seguido quase que de maneira instantânea pelo Itaú Unibanco. Na sequência, Bradesco e Banco do Brasil também baixaram suas taxas, colocando-se, assim, à frente da Caixa.

Justamente o banco estatal da habitação, dono de uma fatia de 65% do mercado de crédito imobiliário, ficou na lanterna, com os juros mais altos do segmento, sendo o único ainda a manter taxa de dois dígitos. Com dificuldade para cumprir regras bancárias internacionais a partir de 2019, a Caixa busca alternativas para reforçar o capital do banco em cerca de R$ 15 bilhões. A Caixa não comentou.

“Há um ambiente de baixa competição no setor devido às limitações para empréstimos da Caixa Econômica, que é líder do mercado”, afirma Rafael Sasso, sócio da Melhortaxa. “Também há uma a cautela dessas instituições, de olho nas incertezas econômicas à frente, com eleições.”

Os empresários da construção civil esperam que o ambiente de competição fique mais forte e estimule o prosseguimento no corte das taxas para reaquecer a venda de imóveis.

“Quando a Selic subiu, os bancos elevaram as taxas do financiamento. Mas não vimos movimentação para repasse na mesma intensidade na queda da Selic”, diz o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: www.istoedinheiro.com.br

Conheça a supermadeira que pode substituir o aço.

“Esse novo método de desenvolver a madeira fornece um material que é 12 vezes mais forte que a madeira convencional e 10 vezes mais resistente.”, disse Liangbing Hu, membro líder do time que conduziu a pesquisa da UMD, que foi publicada no dia 08/02 pelo renomado periódico Nature. “Esse material pode ser um forte competidor para o aço ou até mesmo para outras ligas de Titânio, pois é muito forte e muito durável. Pode ser, sobretudo, comparado ao material de fibra de carbono, porém tendo um custo muito menos elevado.”. Hu é professor de Ciência dos Materiais e Engenharia e faz parte do departamento de Inovação da Universidade de Maryland.

“O material é forte e resistente, o que é uma combinação de fatores não muito comum na natureza.”, disse Tang Li, líder colaborador da equipe, e também Samuel P. Langley, professor associado da Universidade. O seu time obteve por meio de ensaios as propriedades mecânicas da madeira densa. “É tão forte quanto o aço, porém cerca de 6 vezes mais leve. É preciso 10 vezes mais energia para ser fraturado do que a madeira natural. O material pode, inclusive, ser moldado e conduzido no começo do processo conforme necessário.”

Os cientistas fizeram também um teste balístico com a madeira natural e com o novo material de madeira criado. Ao atirarem contra o anteparo feito de madeira natural, o projétil o atravessou por completo, já ao atirarem contra o anteparo feito do novo material, o projétil parou na metade do caminho.

“Esse tipo de madeira pode ser utilizado em carros, aviões e até mesmo construções, ou seja, em qualquer local onde é utilizado aço.”, disse Hu. A pesquisa dele vem explorado a as capacidades e limites da nanotecnologia em madeira natural. O seu grupo, anteriormente, criou também uma lista de tecnologias emergentes da nanocelulose advinda da madeira.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com

Tradução feita por Renan Melo.