Arquivo diários:7 de março de 2018

Dez itens que sumiram ou que devem desaparecer das casas nas próximas décadas.

A decoração é uma forma de expressão que leva e traz elementos ao longos dos anos. Alguns deles permanecem por décadas, outros têm curto prazo de validade. Uma forma interessante de relembrar o que se usava ou estava na moda tempos atrás, além de folhear revistas, é assistir a novelas ou seriados. A maior parte das mudanças nas residências, no entanto, são resultado da transformação da rotina das pessoas que, nos últimos anos, têm priorizado o senso estético, mas não abrem mais mão da funcionalidade e da praticidade para o dia a dia.

Conheça dez itens que já desapareceram das casas ou serão raridade em algumas décadas:

Lareira de tijolos na parede

A icônica cena de alguém sentado em frente a uma enorme lareira com um chocolate quente na mão remete a aconchego e, por isso, ter uma na sala, mesmo que você não morasse em uma região fria, era puro glamour. Hoje em dia, a lareira de parede cai bem apenas em pousadas de charme na serra e em casas de campo.

Lareiras se restringem hoje a pousadas e casas de campo (foto: Pixabay)

Quarto de empregada

Cômodo comumente visto nos apartamentos com mais de 20 anos, a dependência de empregada acabou virando depósito, escritório e até quarto do segundo filho. Com a diminuição da área dos apartamentos e a maior demanda por diaristas, tem sumindo das plantas.

Área social com desnível

Grandes apartamentos nas décadas de 80 e 90 demarcavam sua opulência por meio de desníveis entre as salas de estar e jantar. Pouco funcionais, estes degraus entre ambientes representam, acima de tudo, um obstáculo para crianças e idosos.

Carpete

Quem nunca teve um ambiente com carpete em casa? Ou não se lembra da sua limpeza com água e vinagre, que deixava a casa cheirando por dias? Muito trabalho para pouca função. Direcionado a projetos específicos hoje em dia, o carpete acabou saindo de cena das propostas de decoração, dando lugar ao piso laminado.

Carpete é usado em projetos específicos

Cozinha separada da sala

Cozinha integrada ao ambiente social já não é mais tendência, afinal, o ponto de encontro da família e amigos sempre acaba por lá. Foi-se o tempo em que a cozinha era um espaço separado do resto da casa. Bancadas e ilhas voltadas à sala de jantar ou estar já fazem parte do dia a dia das pessoas.

Banheira de hidromassagem

Quem nunca se deparou com uma foto no álbum de família de várias crianças se esbaldando em uma banheira de hidromassagem numa época em que não se falava em economia de água? Sonho de consumo em décadas passadas, as banheiras de hidromassagem atualmente têm se restringido aos hotéis.

Cortina com varão e ilhós

São inúmeras as opções de cortinas e persianas para compor os ambientes. Aquelas que deslizam sobre varões, com ilhós nos tecidos já ficaram para trás. Mais modernas, as cortinas correm em trilhos, que podem ou não estarem escondidos em meio ao gesso.

Diversas opções de cortina têm deixado varão com ilhós para trás (foto: Pixabay)

Bidê

Dia desses, meu filho de três anos e meio se deparou com um bidê em uma casa antiga e me perguntou para quê servia, pois nunca tinha visto um. Atualmente, está tão em desuso que praticamente sumiu dos banheiros, por falta de espaço, além de ter sido substituído pela ducha higiênica. Alguém sente falta?

Churrasqueira na varanda

Nas últimas décadas, as varandas ganharam dimensões generosas para se tornar a área de convivência da casa, na maior parte das vezes, com direito à churrasqueira. A maioria dos moradores, no entanto, prefere fechar e integrar a varanda ao estar para ganhar mais espaço, o que tem feito com que esta parte “externa” tenha sua área diminuída em empreendimentos mais modernos.

Garagem

Os studios, que têm invadido as grandes cidades nos últimos anos, dispensam o uso de vaga de garagem privativa. Em seu lugar, há a opção de valet, bicicletário e até de carro compartilhado, afinal, trânsito e o gasto com uso do automóvel também têm afastado os motoristas da direção.

As garagens privativas deverão sumir? (foto: Pixabay)

Fonte: http://emais.estadao.com.br

Por Anelisa Lopes

 

De olho no futuro: Entenda o cenário da construção civil em 2018.

Melhora na economia e estabilidade política devem ocorrer para alavancar setor da construção civil
Créditos: Shutterstock

Expectativa é de que o empresariado retome a sua coragem e alavanque a economia com novos investimentos.

Com impacto direto na área da construção civil, a instabilidade da economia brasileira foi o principal motivo para os resultados negativos que ocorreram nos últimos anos. A necessidade de estabilidade no governo, por sua vez, também é fundamental para que possam ser realizados mais investimentos em setores que movimentam obras de infraestrutura e programas de moradia. Se por um lado, a demanda necessita de financiamentos governamentais para compra de imóveis, por outro, as empresas necessitam de financiamentos para realizar as obras e também de uma demanda crescente para investir em novos projetos.

Inadiavelmente, 2018 será um ano de mudanças por conta das eleições. O Sebrae realizou a publicação Cenário Prospectivos: o setor de construção no Brasil de 2016 a 2018 que levanta os dois fatores citados acima e aponta três panoramas do que pode ocorrer nesse ano. De acordo com a visão da entidade, primeiramente, há expectativa de retomada da governabilidade com potencial estabilidade econômica; a política e a economia podem ficar em sintonia, gerando crescimento, na segunda alternativa; ou, no pior dos cenários, pode haver uma recessão econômica em meio à instabilidade política. Segundo informações extraídas do estudo do Sebrae, o PIB da Construção, em um cenário realista, deve crescer 2,6%; em um cenário otimista deve ter aumento de 3,3%; e em um cenário pessimista, deve ter queda de 0,5%.

Análise de Cenário
Para Nielsen Alves, professor de engenharia civil da Universidade Católica de Brasília, os empresários devem criar coragem para retomar os investimentos esse ano. “Desde o ano passado, nós já notávamos as empresas querendo voltar a investir no mercado porque como elas são construtoras ou investidoras, não podem ficar sem construir, e elas ficaram, por exemplo, de 2014 a 2016, paradas”, afirma Alves.

De acordo com o professor, a instabilidade política de 2017 foi a razão pelo adiamento da retomada, porém, a expectativa é de que agora, em 2018, o futuro presidente do país seja pró-mercado, dessa forma, as empresas estão encorajadas a realizar investimentos. O cenário que se pode esperar tende a estar alinhado com a primeira e a segunda expectativa do Sebrae, que demonstra crescimento ou, pelo menos, estabilidade.

Diferenciais para 2018
Com uma demanda mais rigorosa, os projetos em 2018 precisam ser mais assertivos e é imprescindível que as empresas demonstrem aos seus clientes o valor de seus produtos atrelados em normatizações e sustentabilidade. Para Alves, as construtoras têm focado em projetos de alto padrão com uso de tecnologia e têm destacado a utilização da NBR 15575 – Norma de Desempenho da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em seus projetos. “Quando estávamos vivendo aquele boom em que tinha muita gente para comprar, qualquer tipo de empreendimento que fosse feito, vendia. Hoje, a construtora busca conquistar o cliente mostrando que sua obra usa produtos industrializados, normatizados, que atendem, principalmente, a Norma de Desempenho, que é uma norma que entrou em vigor em 2013 e veio organizar a bagunça que era com relação a procedimentos e produtos”, explica o professor da Universidade Católica de Brasília.

Algumas das tendências levantadas pelo estudo do Sebrae e que devem se propagar pelos próximos anos envolvem o aumento no número de mulheres como profissionais do mercado de construção; a concepção de construções sustentáveis; a utilização de construção enxuta; o desenvolvimento de e-learning na cadeia de construção para suprir a necessidade de qualificação de mão de obra; a criação de smart cities; e também, a realização de serviços agregados.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br