Arquivo diários:9 de março de 2018

Moshe Safdie estabelece novo recorde com o “arranha-céu horizontal” mais alto do mundo

Raffles City Chongqing

Atualmente em construção em Chongqing, na China, o Raffles City Chongqing, de Moshe Safdie, é uma extraordinária façanha da engenharia: um “arranha-céu horizontal” de 300 metros de comprimento apoiado sobre quatro torres de 250 metros de altura. O Raffles City Chongqing estabelece um novo recorde mundial como a “ponte” mais alta do mundo conectando as torres.

Vista Externa do Conservatório. Imagem Cortesia de CapitaLand

O projeto de 1,12 milhões de metros quadrados consiste em oito arranha-céus, com comércio e o Conservatório, uma enorme ponte que liga seis das torres, quatro delas pelo topo e duas torres adjacentes conectadas através de pontes em balanço. O programa contém um shopping center, escritórios, 1400 apartamentos residenciais, flats e um hotel de luxo. O centro da atração é o Conservatório horizontal, onde o espaço público é levado ao alto, com um deck de observação temático e jardins, uma piscina de borda infinita e uma área de alimentação e bebidas. O Conservatório atua não só como uma conexão entre as torres, mas como seu próprio programa, com ruas e jardins internos.

Dentro do Conservatório. Imagem Cortesia de CapitaLand

Para superar a exposição do local a ventos fortes, a estrutura do Conservatório usa rolamentos elastoméricos de fricção avançados e amortecedores sísmicos nas torres. Este tipo de projeto, orientado pela flexibilidade, dissipa a energia eólica de forma mais eficaz que os métodos convencionais, o que representa um avanço na engenharia estrutural de arranha-céus. A estrutura de aço pesa 12 mil toneladas e é envolta em vidro e painéis de alumínio. Para erguer a enorme estrutura, ela foi dividida em nove segmentos. Quatro são construídos no local acima das quatro torres, enquanto os três segmentos intermediários suspensos entre elas são pré-fabricados no canteiro de obras e posicionados por meio de conectores hidráulicos. As extremidades do Conservatório são então montadas em seções curtas a partir das extremidades das duas torres adjacentes. O objetivo é estar completo até meados de 2018.

Projeto em Construção. Imagem Cortesia de CapitaLand

O projeto do Raffles City Chongqing visa a conectividade com as redes de transporte locais e as ruas da cidade. O arquiteto Moshe Safdie inspirou-se na cultura do transporte fluvial da região para criar um projeto que tenta relembrar poderosas velas na água.

O Sr. Lim Ming Yan, presidente e CEO da CapitaLand Limited, descreve o significado econômico do projeto: “Mais do que apenas um prédio, o Raffles City Chongqing é um projeto histórico de renovação urbana que expressa e molda as aspirações de Chongqing enquanto cidade global. Como a planejadora principal deste importante empreendimento, a CapitaLand valoriza plenamente o significado histórico e cultural de Chaotianmen para o povo de Chongqing. Esforçamo-nos bastante para trazer ao projeto os mais altos padrões de habitabilidade, conectividade e sustentabilidade, estudando cuidadosamente as necessidades da comunidade e as características únicas do terreno. Nosso objetivo é criar um vibrante bairro urbano à margem do rio que serve como um portal dinâmico da cidade, adequado à crescente influência econômica de Chongqing.”

O vídeo abaixo mostra a construção da Cidade de Raffles em Chongqing e o resultado final pretendido:

Fonte: www.archdaily.com.br

Via: CapitaLand.

Hub inovador.

 
O Brasil foi o segundo país que mais perdeu produtividade no mundo de 1995 a 2015, mesmo tendo registrado naquele período um boom econômico durante três anos. A crise que abalou o país até o fim de 2017 também foi prejudicial nesse sentido.
 
Mesmo com todas as dificuldades, a indústria da construção registrou avanços em gestão e produtividade, graças a inovações como o BIM (Modelagem da Informação da Construção), que revolucionaram a forma de conceber, projetar e executar as obras. Ao mesmo tempo, em função da crise, o setor sofreu consideráveis perdas em volume de produção e nível de produtividade, que se traduziram na extinção de 1,3 milhão de empregos com carteira assinada.
 
Nos últimos anos, a tecnologia da informação e comunicação evoluiu substancialmente, gerando uma infinidade de soluções. E segue progredindo aceleradamente em segmentos como Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e aplicativos em geral. Para a indústria da construção, o grande desafio consiste em conectar-se com esse mundo novo para inovar e elevar sua produtividade.
 
Aceitando o desafio, o SindusCon-SP lançou, na Construtech, o , primeiro hub de inovação da construção do Brasil. Será um ponto de conexão do ecossistema da construção, unindo os segmentos de indústria, comércio e serviços do setor com universidades, institutos de pesquisa, empresas de tecnologia da informação e comunicação, startups, investidores e entidades de fomento da inovação.
 
Além de gerar e disseminar novos conhecimentos e soluções, a iniciativa vai oferecer cursos, acelerar projetos de startups e promover rodadas de negócios e hackathons (competições visando à busca de soluções tecnológicas), tornando o setor mais inovador, colaborativo e eficiente.
 
Instalado no centro de São Paulo, o SindusCon-SP dedicará 700 m² divididos em três andares, com 160 posições de trabalho, Maker Space e Fab Lab, auditório e espaço de eventos para receber 10 projetos residentes em um ambiente inovador, eficiente e colaborativo. O projeto conta com a consultoria e a execução da Spinafre, empresa especializada em desenho e validação de programas de inovação corporativa.
 
Ao lançar o iCON, o vice-presidente do SindusCon-SP, Francisco Antunes de Vasconcellos Neto, assinalou que as empresas da construção e as cidades têm demandas não atendidas por nenhum modelo de inovação existente. “É necessário evoluir substancialmente em práticas, processos e tecnologias utilizadas, testar novos modelos de negócios colaborativos e qualificar a mão de obra”, afirmou.
 
Com isso, a construção se abrirá a um mundo de oportunidades geradas por um ambiente moderno e colaborativo. Com sua criatividade, os novos protagonistas da tecnologia da informação darão uma contribuição decisiva para a evolução do setor.