Arquivo diários:10 de abril de 2018

Como o mercado imobiliário tem usado a inteligência artificial para vender mais.

Ferramentas de IA ajudam a pré-qualificar clientes; Com isso é possível atender melhor e economizar o bem mais valioso para o profissional: o seu tempo

Por Rafael Meireles Yoshioka*

No começo da década, havia no Brasil uma demanda enorme de um mercado imobiliário em ebulição. Por parte das construtoras e incorporadoras, com frequência eram investidos milhões de reais em publicidade e eventos de premiação para vendedores de imóveis (apesar de um sentimento quase unânime de desperdício).

Apesar disso, alguns clientes chegavam a esperar uma semana para receber uma resposta por e-mail de um corretor. Dá para imaginar isso? Você estava comprando um dos itens mais valiosos da sua vida e tinha que esperar tudo isso para receber uma simples mensagem.

O mercado imobiliário, sempre muito orientado ao volume (ou seja, quanto mais ligações, mais clientes e, teoricamente, vendas) havia criado uma cultura no ecossistema de marketing e publicidade totalmente voltado para a quantidade, com termos como mais, maior e mais rápido se transformando em mantras do segmento. Com isso, esquecia que, em geral, mais contatos e menor custo iam na contramão da qualidade, quando falamos em vendas.

Mas a chegada da inteligência artificial ao mercado imobiliário, com o uso dos robôs de atendimento, está alterando esse cenário. Ao adotar ferramentas de atendimento virtual é possível utilizar robôs para pré-qualificar os clientes. O que isso significa? O atendente virtual entrevista previamente o possível comprador e consegue, graças ao recurso de inteligência artificial, entender sua intenção de compra e direcioná-lo, então, ao corretor.

Estudos do setor mostram que apenas 40% das pessoas que entram em contato estão realmente interessadas em falar com o corretor. Com os robôs, é possível atender melhor o cliente e economizar o bem mais valioso para o profissional de imóveis, que é o seu tempo (afinal, esses minutos e horas ganhos resultam em novos negócios e, consequentemente, em mais dinheiro). 

Assim o corretor recebe o chamado lead enriquecido, com dados como nome, e-mail, telefone, como pretende receber o contato do corretor, quanto pode pagar, quando pretende tomar a decisão, o que mais leva em consideração para tomar essa decisão.  

O resultado, em um levantamento feito pela empresa Hypnobox com uma base de 2.200 atendimentos por meio de robôs, indicam que a conversão entre “lead” e venda, quando pré-atendida pelo robô, teve uma taxa de conversão 8 vezes maior. 

tecnologia de inteligência artificial chegou para ficar. E as empresas e profissionais precisam estar preparados para lidar com ela, para atender melhor o cliente e manter a competitividade de seus negócios. Você com o poder da IBM: Saiba como a inteligência artificial projetada para negócios está transformando o mercado   

*Rafael Meireles Yoshioka é CEO da Hypnobox, empresa que oferece soluções e serviços para o mercado imobiliário destinadas a aumentar a produtividade e a eficiência no processo de vendas

Fonte: http://idgnow.com.br

Caixa terá nova taxa de juros no crédito imobiliário.

 

São Paulo. A Caixa Econômica Federal vai reduzir ainda neste mês os juros do crédito imobiliário que utiliza recursos da caderneta de poupança. O corte, no entanto, não levará o banco a oferecer, novamente, as taxas mais baixas do mercado. “Não podemos botar banca se não tivermos condição”, disse Nelson Antônio de Souza, novo presidente da instituição financeira, durante o Summit Imobiliário Brasil 2018. Foi sua primeira entrevista desde que assumiu o comando do banco há uma semana no lugar de Gilberto Occhi, que foi deslocado para o Ministério da Saúde.

O movimento da Caixa de cortar os juros para o financiamento da casa própria vem com atraso em relação aos concorrentes privados que começaram a reduzir as taxas à medida em que o Banco Central cortou a Selic, taxa básica de juros. Entre os maiores bancos, a Caixa é o único que ainda cobra juros de dois dígitos no crédito imobiliário.

A redução já estava em estudo na gestão de Occhi, mas foi impulsionada com a recente decisão do BC de diminuir os depósitos compulsórios – dinheiro que os bancos são obrigados a deixar parado no Banco Central, sem poder usar para novos empréstimos, por exemplo.

“Vamos anunciar (a redução de juros) o mais breve possível. Nesta semana já não dá mais, mas ainda em abril nós queremos divulgar a nova taxa de juros da Caixa no crédito imobiliário”, disse Souza. “Eu diria que a Caixa vai ter taxas compatíveis ao mercado. Não gosto muito de dizer que é a menor. Nós só podemos botar banca se tivermos condições”, frisou, quando questionado se o banco voltaria a oferecer as taxas mais atrativas do mercado.

Gestão

Considerando que deve ficar pouco tempo à frente do banco, já que o Governo deve mudar nas próximas eleições, Souza toma como prioridade dar continuidade ao trabalho que Gilberto Occhi vinha fazendo. Ele ressalta que esse trabalho permitiu um lucro considerável ao banco no ano passado, de R$ 12,5 bilhões (no critério ajustado).

“Mas eu diria que trabalhar em áreas que tenham um balanço social forte, que é o caso da habitação. Vejo também que as PPPs (parcerias público privadas) são outra saída que podemos chegar, mas não sei se teríamos um resultado já em 2018. E sempre colocando esses produtos para setores que gerem emprego e renda”, destacou Souza.

“Esse é o foco. Em harmonia com o Conselho de Administração sob o ponto de vista de utilizar uma política de governo sem, contudo, abrir mão da governança e da consistência de resultados econômicos e financeiros da Caixa”, arremata ainda Nelson Souza.

Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br