Arquivo mensais:maio 2018

Mercado imobiliário sai com sequelas da crise e FGTS é crucial, dizem agentes do setor.

O mercado imobiliário está saindo da mais severa crise com sequelas que incluem um déficit habitacional de 7,7 milhões de moradias, disse nesta terça-feira o economista-chefe do sindicato do mercado imobiliário Secovi-SP.

“Estamos assistindo o mercado imobiliário brasileiro sair de sua pior crise e com muitas sequelas”, afirmou Celso Petrucci, durante seminário sobre a modernização do credito imobiliário promovido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) em São Paulo.

Ele destacou que a habitação de interesse social foi um dos poucos segmentos que resistiu aos efeitos da recessão, com 500 mil a 600 mil unidades entregues por ano via Minha Casa Minha Vida, um programa financiado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Mas o interesse de outros setores da economia nos recursos do FGTS vem gerando preocupações entre participantes do mercado imobiliário.

“Precisamos coibir os usos propostos para o FGTS que desviam o fundo do propósito definido em sua criação, que é a habitação de interesse social”, afirmou a arquiteta e conselheira do conselho curador do fundo, Maria Henriqueta Arantes.

Segundo ela, o FGTS colocou no mercado cerca de 1,236 trilhão de reais entre 2008 e março de 2018.

A Caixa Econômica Federal é o agente operador do FGTS e se encarrega juntamente com o Banco do Brasil das contratações do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV).

“O BB atua como coadjuvante da Caixa em habitação de interesse social”, disse o gerente-executivo de crédito imobiliário do BB, Lúcio Bertoni. De acordo com ele, a carteira de crédito imobiliário do banco atualmente soma cerca de 50 bilhões de reais. “Nosso compromisso é fazer 20 por cento do MCMV”, acrescentou.

No caso da Caixa, o superintendente nacional da rede executiva e negocial de habitação da instituição, Henrique Marra, observou que está no radar a busca de outras fontes além do FGTS para financiamento de habitação de interesse social.

Fonte: www.dci.com.br

Os 20 melhores edifícios do mundo.

Os 20 melhores edifícios do mundo

O Instituto Real de Arquitetos Britânicos (RIBA) revelou os 20 edifícios distinguidos com os Prémios RIBA de Excelência Internacional 2018 e finalistas ao Prémio Internacional RIBA.

Os Prêmios RIBA de Excelência Internacional 2018 foram atribuídos a edifícios de 16 países diferentes, contemplando moradias, edifícios academicos, edifícios culturais e religiosos e edifícios de grande altura.

Estes projetos são também finalistas do Premio Internacional RIBA 2018, que distinguirá um edifício caracterizado pela excelência de design, ambição arquitetônica e impacto social. Os projetos serão avaliados por um júri internacional de arquitetos de renome, urbanistas e designers.

A lista de finalistas inclui o Museu de Art Audain, no Canadá, a Torre Bancomer BBVA, no México, o Buendner Kunstmuseum Chur, na Suíça, a casa de campo Capitão Kelly, na Austrália, o edifício da Universidade Central Europeia, na Hungria e a Escola da Fazenda Canuanã, no Brasil.

São igualmente finalistas o Centro de Aprendizagem Lanka, no Sri Lanka, o Museu de Artes de Nantes, o Museu Voorlinden, na Holanda, a Mesquita Sancaklar, na Turquia, a antiga igreja de Vilanova de la Barca, o novo edifício da Universidade de Amesterdão, e o edifício Floresta Vertical em Itália, entre outros.

Fonte: www.engenhariacivil.com

Edifício A Noite, o ostracismo perto do fim

A novela protagonizada pelo Edifício A Noite, primeiro arranha-céu da América Latina, ganhou novos capítulos, mas pode estar perto de um fim. Depois de anunciar a venda do prédio, em setembro de 2016, e descartar a ideia poucos meses depois, na semana passada a União informou que um edital de alienação do imóvel deverá ser divulgado ainda no fim de maio. Inaugurado na Praça Mauá em 1929, ele teve seus tempos áureos nos anos 1930 e 1940, quando abrigou a Rádio Nacional e foi sede de multinacionais e consulados.

Após sair dos holofotes, o prédio viveu um longo período de ostracismo. Com a recente revitalização da área, o aspecto de abandono da construção, cuja fachada apresenta pichações, infiltrações e rachaduras, passou a contrastar com a beleza do entorno. E ideias sobre o destino da propriedade começaram a surgir: já foi anunciado que ela deveria ser transformada em hotel ou em um empreendimento residencial de luxo.

À ESPERA DE UM EDITAL

Em estilo art déco, o edifício tem 22 andares e 102 metros de altura e, segundo a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), foi avaliado em R$ 120 milhões, R$ 17 milhões a menos que o preço estimado em 2016. O motivo? O imóvel foi “desvalorizado”, diz o órgão, que não divulgou os detalhes sobre a licitação do prédio, que vem sendo esvaziado desde 2012. Os últimos ocupantes do endereço foram a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que mantiveram ali apenas alguns setores.

Em setembro de 2016, a SPU havia informado que o processo de alienação do edifício ainda estava em andamento e que a licitação teria um formato de permuta por área construída – a empresa vencedora teria que oferecer, em troca, um prédio para a instalação do INPI e da EBC, órgãos que ocupavam o imóvel na época. Ainda não foi esclarecido se o novo edital manterá a obrigatoriedade. Atualmente, os 1.100 funcionários do instituto, que ficou sediado na Praça Mauá entre 1970 e 2009, estão num prédio da Rua Mayrink Veiga.

Há três semanas, os poucos funcionários do INPI que ainda davam expediente no 3º andar do prédio limparam suas mesas. Apenas algumas caixas com processos de pedidos de patentes permanecem em salas do pavimento. Somente funcionários da limpeza e seguranças batem ponto por lá.

JOIA A SER RECUPERADA

Segundo o coordenador de planejamento do INPI, Pedro Burlandi, a determinação é que todo o prédio esteja vazio até dia 31 de dezembro, quando ele será devolvido à SPU. Em 2016, a presidência do instituto cogitou permanecer no prédio e bancar as obras de restauração, mas, com a decisão de União de se desfazer do bem, a ideia foi descartada.

“Para facilitar o processo de esvaziamento, desde março fomos concentrando o que restava de pessoal e documentos no 3º andar. Todo o restante do prédio está fechado, sem energia elétrica. Os andares dos antigos estúdios da rádio estão intransitáveis, porque não têm iluminação” explica Burlandi.

Se para o mercado imobiliário o Edifício A Noite perdeu valor, para arquitetos e urbanistas ele ainda é uma joia a ser recuperada. Construído em estrutura de concreto armado – um grande avanço para a época -, o arranha céu surgiu no espaço antes ocupado pelo Liceu Literário Português. Ele foi projetado para receber o jornal “A Noite”. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2013, o prédio leva a assinatura dos arquitetos Joseph Gire (autor do Copacabana Palace e do Hotel Glória) e Elisário Bahiana (calculista do Palácio Gustavo Capanema, no Centro) e é considerado um dos símbolos da arquitetura art déco carioca. As marcas do estilo atualmente só podem ser vistas em detalhes na fachada e nas portas do edifício, já que o imóvel está fechado. Lá dentro, a escada caracol em ferro é outro exemplo art déco.

“Pode-se dizer que a arquitetura moderna brasileira, se não nasceu no Edifício A Noite, foi gerada no prédio. Durante alguns anos, no início da década de 1930, ele abrigou o escritório de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, que recebeu um estagiário de nome Oscar Niemeyer. Este fato destrói os argumentos de alguns críticos de arquitetura, que colocam a vertente modernista de Costa/Warchavchik como “inimiga” do art déco. Isso nunca existiu. Eram apenas duas vertentes do que à época se chamava “moderno”. Le Corbusier teve pavilhão na Exposition International des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, Paris 1925, que consagrou o art déco” diz Marcio Roiter, presidente do Instituto Art Déco Brasil.

Apesar de o edifício ter sido projetado para receber o jornal “A Noite”, os altos custos do empreendimento levaram o proprietário a vender o prédio.

“Há várias curiosidades sobre o imóvel. Ele originou uma disputa entre Rio e São Paulo sobre quem teria o mais alto edifício. Acrescentando mais andares ao seu arranha-céu, (Giuseppe) Martinelli ganhou a parada (com o Edifício Martinelli, na capital paulista)” conta Marcio Roiter, acrescentando: “O mirante do último andar (do A Noite) era tão visitado quanto o Pão de Açúcar. Os turistas desembarcavam no Porto e subiam para avistar a Barra da Tijuca e até a Serra dos Órgãos”.

PALCO DE ESTRELAS

Para o vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-RJ), Lucas Franco, a construção tem um grande simbolismo para as histórias da arquitetura e da cultura da cidade. E, independentemente do destino do prédio, seu passado deve ser levado em conta. O arranha-céu foi endereço de empresas como Philips e PanAm, das agências de notícias La Prensa e United Press Association e dos consulados dos Estados Unidos e do Canadá. Mas foram os estúdios da Rádio Nacional, famosa pela produção de radionovelas, que guardaram as melhores histórias do lugar. Por lá, brilharam estrelas como Franciso Alves, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba, Marlene e Cauby Peixoto.

“Ele é de um enorme valor histórico. Foi o primeiro edifício produzido em concreto armado na cidade, foi o primeiro arranha-céu do Rio, inaugurando o conceito de skyline no Centro. Sem contar que, por abrigar a Rádio Nacional, ele é valioso do ponto de vista cultural. Há quem defenda que seja transformado em museu”, diz Lucas.

 

Fonte: http://www.ademi.org.br

O Globo, Simone Candida

Prédio high-tech inspirado no iPad está perto de ser concluído em Dubai.

THE PAD, O EDIFÍCIO HIGH-TECH DA OMNIYAT, EM FORMA DE IPAD. ENTREGA ESTÁ PREVISTA PARA O FINAL DESTE ANO. (FOTO: DIVULGAÇÃO JAMES LAW CYBERTECTURE INTERNATIONAL HOLDINGS LIMITED)

Edifício tem paredes de realidade virtual, banheiros com sensores para monitorar a saúde e sistemas de som ambiente e iluminação que se ajustam ao humor dos moradores

Depois de doze anos de obras, de uma série de atrasos e contratempos, está finalmente chegando ao fim a construção do prédio com cara de iPad desenhado pelo arquiteto James Law, de Hong Kong, para a Omniyat, de Dubai. De acordo com reportagem publicada pela Business Insider, a previsão é de que o projeto seja entregue até o final deste ano.

Conhecido como The Pad, o edifício tem 24 andares, 253 apartamentos e a forma de um iPad preso a uma estação de recarga. Foi construído com uma inclinação de 6,5° e envelopado em mais de 2 mil painéis de led, que podem ser programados das mais variadas formas e com diferentes cores.

Com vista para o Burj Khalifa – edifício mais alto do mundo –, o prédio ganhou fama não só pelo design, mas também pela promessa de incorporar em sua estrutura tecnologias digitais de ponta. Entre elas, estão paredes próprias para projeções de realidade virtual, banheiros com sensores para medir indicadores de saúde – temperatura, peso e pressão – e sistemas que adaptam automaticamente o som e a luz ao humor dos moradores.

Law, o arquiteto que o desenhou, é um entusiasta da mistura de aço, concreto e vidro a novos materiais e tecnologias digitais que permitam oferecer aos moradores uma experiência mais interativa com os imóveis. O estilo de arquitetura que pratica é definido por ele como cybertecture.

Agora vai?

Esta é pelo menos a terceira vez que uma data para entrega do The Pad é anunciada à imprensa. O edifício foi lançado inicialmente em 2006. Com a crise financeira mundial de 2008, e o desaquecimento do mercado imobiliário de Dubai, o projeto foi interrompido. Só seria relançado cinco anos mais tarde, em 2013. Desde então, já foram divulgadas expectativas de conclusão para o início de 2016 e para 2017. Em tempo: a julgar pelas fotos disponíveis, o prazo de entrega parece agora mais realista.

 

Fonte: https://epocanegocios.globo.com

Casa-móvel autossuficiente começa a ser vendida comercialmente.

Foto – Ecocapsule / Divulgação

Às vezes, falamos de projetos tão interessantes e futurísticos que parecem que eles nunca vão sair do papel. Felizmente, nos surpreendemos positivamente. Este é caso do projeto Ecocapsule, uma casa que gera toda a energia que precisa e pode ser levada para qualquer lugar do mundo, que acaba de fazer sua estreia internacional.

Foram lançadas 50 moradias para clientes que vivem nos Estados Unidos, Japão, Austrália e União Europeia. Quem vê de fora não imagina que as minúsculas casas têm tantas vantagens: sua superfície é coberta por placas fotovoltaicas, uma pequena turbina eólica e ainda é capaz de coletar e filtrar sua própria água.

Foto – Ecocapsule / Divulgação

Em forma de cápsula, a casa é feita com fibra de vidro e aço e pode acomodar até duas pessoas. Esta é uma tendência bastante comum em alguns países, como nos Estados Unidos. O interessante é perceber o esforço dos escritórios de arquitetura em tornar esses pequenos espaços residenciais em verdadeiros oásis autossustentáveis.

A turbina eólica produz 750W de energia limpa, enquanto os painéis solares embutidos produzem 880W. A energia é armazenada em uma bateria e o “microhome” ainda pode ser conectado a uma tomada externa, caso seja necessário energia adicional.

Foto – Ecocapsule / Divulgação

A Ecocapsule se encaixa em qualquer contêiner de tamanho padrão e também pode ser transportada através de reboque para qualquer lugar do mundo.

 

Como morar em uma casa minúscula?

O projeto foi pensado inicialmente para ser uma habitação temporária. Cientistas e fotógrafos da natureza selvagem fariam parte do público alvo. Mas, todo o potencial da cápsula foi sendo percebido ao longo do tempo. A casa-móvel é capaz de oferecer o mesmo tipo de conforto disponível em uma residência tradicional.

Os moradores contam com torneiras, chuveiro quente e banheiros equipado com vasos sanitários com descarga. A água, assim como a energia, também é obtida de maneira sustentável. Sua forma esférica é otimizada para recolher a água da chuva e do orvalho. O recurso passa por um filtro e pode ser usado para o consumo humano. O mesmo sistema serve para limpar água de outros mananciais.

Foto – Ecocapsule / Divulgação

A segunda série de produção em massa estima-se que seja até o final de 2018. Para saber valores e mais informações, confira o site da empresa.

Fonte: http://ciclovivo.com.br

5 dicas para encontrar seu próximo imóvel pela internet

Tecnologia traz facilidades, mas requer alguns cuidados adicionais

A internet tem sido uma das principais formas de se buscar e comprar imóveis, movimento impulsionado por dispositivos móveis. Em 2018, 59% das buscas de imóveis estão sendo feitas em celulares, de acordo com o Google. Em todo o mundo, 20% das buscas já são feitas por voz. Com a tecnologia, fica mais fácil procurar um local para morar. Apesar disso, alguns cuidados são necessários para que você faça um bom negócio. Confira cinco dicas para encontrar seu próximo imóvel pela internet:

1 – Converse com um consultor de imóveis

A primeira dica é sempre buscar o máximo de informações possíveis. Um corretor é um profissional especializado que poderá te ajudar no desafio de encontrar um bom imóvel de acordo com suas necessidades por meio da internet. Segundo Guilherme Blumer, diretor nacional de marketing online da Brasil Brokers, é necessário analisar com cuidado as informações de cada anunciante e fazer muitas buscas. “O volume de ofertas é muito grande e a variação de preços pode ser discrepante”, diz. “Quanto mais informações você tiver, melhor será seu processo de escolha”, complementa.

2 – Busque em sites especializados

A busca pelo Google vai te trazer muitos resultados interessantes. No entanto, a chance de sucesso é ainda maior se você fizer pesquisas em sites especializados em venda e compra de imóveis. Esses portais, por exemplo, possuem uma especificidade maior de filtros e categorias, além de ser uma plataforma exclusivamente para este fim. Com essa medida, você terá mais foco durante a pesquisa por um imóvel para morar.

3 – Use a busca avançada

Normalmente, esses portais especializados possuem busca por localidade, número de cômodos, preços, tipo do imóvel, entre outros filtros. Quanto mais específico você for, mais sucesso você terá na empreitada de encontrar um local para morar. Para saber do que você precisa, portanto, é necessário que antes você faça uma lista com as características que você quer ter no seu próximo imóvel para que você possa preencher esses campos de busca.

4 – Tenha muita atenção às informações

Quando for pesquisar sua nova casa ou apartamento, tenha muita atenção aos detalhes do anúncio. Procure pela data da oferta e confirme se o preço disponibilizado está de acordo com o prazo estipulado pelo anunciante. Certifique-se que o local informado na descrição realmente é o local exato do imóvel (para atrair compradores, pode ser que o lugar informado não seja o exato, e sim o aproximado).

5 – Agende uma visita

A pesquisa pela internet é um passo muito importante para você selecionar os imóveis que mais gostou. Apesar disso, a visita ao imóvel é imprescindível para saber se o que você leu na descrição do anúncio e as fotos tiradas condizem com a realidade. Problemas estruturais também só são descobertos com um olhar mais atento e presencialmente.

Fonte: https://www.agoravale.com.br

Secovi-SP prevê alta nas vendas de imóveis após cassação de liminar.

O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) reafirmou suas projeções para o mercado imobiliário na capital paulista após o julgamento que cassou a liminar que vetava o direito de protocolo.

O sindicato prevê que, em 2018, os lançamentos de novos projetos imobiliários devem permanecer estáveis em comparação com 2017. Por sua vez, a projeção para as vendas é de alta de 5% a 10%.

“Não vamos mudar a projeção. Se tivesse decisão contrária da Justiça, iríamos rever os números. Com a decisão favorável ao setor, a expectativa continua a mesma”, afirmou Flávio Amary, presidente do Secovi, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. De acordo com cálculos do Secovi-SP, cerca de 18 mil unidades deixaram de ser lançados desde fevereiro por conta da paralisação do licenciamento.

Amary disse esperar que a partir desta quinta-feira, 17, a Prefeitura de São Paulo volte a trabalhar normalmente. Ele ponderou que, após a paralisação, a retomada dos licenciamentos na Prefeitura pode sofrer alguma lentidão, devido à grande quantidade de projetos parados.

“Pode até ser uma retomada lenta, mas sem impedimentos maiores. O gargalo, se houver, será retomado rapidamente. Não quero ver o lado negativo agora”, afirmou.

A Secretaria de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Fonte: http://www.jb.com.br

Justiça derruba liminar que impedia direito de protocolo.

Edifícios em São Paulo: direito de protocolo garantido (Bruno Niz/Veja SP)

Se o instrumento continuasse suspenso, quase 20 000 apartamentos deixariam de ser comercializados

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) derrubou nesta quarta-feira (15), por 16 votos a 7, a liminar que vetava o direito de protocolo na capital paulista.

O instrumento é praticado há anos e garante que projetos encaminhados para licenciamento possam ser validados seguindo as regras vigentes antes de mudanças na legislação, como ocorreu em 2016, quando a prefeitura alterou as regras da Lei de Uso e Ocupação do Solo, mais restritiva em alguns pontos.

Caso o direito de protocolo continuasse suspenso, cerca de noventa empreendimentos imobiliários teriam o lançamento interrompido. Ao todo, quase 20 000 apartamentos, que correspondem a mais de 11 bilhões de reais em vendas, deixariam de ser comercializados este ano, segundo estimativas do Secovi, o sindicato do mercado imobiliário.

O Ministério Público, que ajuizou em fevereiro deste ano uma ação direta de inconstitucionalidade, defende que as licenças deveriam respeitar as leis atuais apenas na Zona Especial de Proteção Ambiental (Zepam), mas a Justiça entendeu, ao conceder a liminar, que a medida deveria valer para todas as regiões da capital.

Fonte: https://vejasp.abril.com.br

Com juros menores e mais crédito, construção civil recupera o otimismo.

Setor projeta expansão de 10% no número de vendas e lançamentos

Na semana passada, uma delegação de empresários brasileiros esteve no Azerbaijão, ex-território soviético na região do Cáucaso, para vender otimismo e centenas — talvez milhares — de opções de investimento no Brasil. O objetivo principal foi mostrar aos investidores locais que existem grandes janelas de oportunidade, especialmente depois da recessão econômica dos últimos anos, que deixou o Brasil mais barato em relação aos principais países emergentes.

Quase no fim da turnê, na quinta-feira passada, a viagem ganhou um sabor especial para Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, maior sindicato da habitação do Brasil. Ele recebeu, em primeira mão, os números que comprovam o reaquecimento da indústria da construção civil. Pelos cálculos do Secovi, as vendas em março alcançaram 2.613 unidades residenciais novas na capital paulista. O resultado representa alta de 80,5% em relação às 1.448 unidades comercializadas no mês anterior. Comparado ao volume de 1.233 imóveis comercializados em março de 2017, o crescimento foi de 111,9%.

“Esse desempenho mostra que a recuperação do setor está em curso, impulsionada por medidas macroeconômicas acertadas que estimulam a confiança e criam um momento de oportunidades”, afirmou Amary. “Reação semelhante também foi observada em diversas regiões do país, com impactos em diferentes segmentos.” Em todo o Brasil, ainda pelos dados do Secovi, no acumulado de 12 meses (março de 2017 a fevereiro de 2018) foram comercializadas 25.349 unidades, um aumento de 60,4% comparado ao mesmo período de 2017, quando as vendas totalizaram 15.804 unidades.

 

O mercado imobiliário nacional, segundo Celso Pertrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), terá expansão de 10% em lançamentos e vendas neste ano. “Se a reforma da Previdência tivesse sido aprovada, teríamos expectativa ainda mais otimista”, diz Petrucci. Em 2017, os lançamentos de imóveis aumentaram 5,2% na comparação com o ano anterior, para 82.343 unidades, segundo a CBIC. As vendas cresceram 9,4%, para 94.221 unidades. Por região, foram registradas altas no Nordeste (29%), Centro-Oeste (22,7%) e Sudeste (7%). Na região Norte, as vendas tiveram queda de 30,9%. No Sul, a retração foi de 4,5%.

 

Confiança

De fato, em grande parte do país, mesmo que não apresentem desempenho proporcional aos números de São Paulo, é visível uma recuperação, alimentada especialmente por uma percepção generalizada de melhoria do ambiente de negócios. De acordo com o Índice de Confiança da Construção (ICST), elaborado pela FGV/Ibre, o ritmo de expansão acompanha o cenário já observado no fim de 2017, que fechou em 81,1 pontos. Trata-se do maior nível desde janeiro de 2015.

Segundo a coordenadora de Projetos de Construção da Fundação Getúlio Vargas, Ana Maria Castelo, os resultados do primeiro trimestre de 2018 mostram que a confiança do setor está aumentando para fechar março com alta relevante, aos 82,1 pontos. “O crescimento da economia deve melhorar o crédito para a indústria avançar, e o contexto político será muito importante para essa retomada, já que os efeitos da Lava-Jato abalaram a confiança nacional”, disse.

Os números são positivos não apenas no segmento de vendas de imóveis novos, como também no de usados e de aluguéis, segundo o presidente do grupo Zap Viva Real, Lucas Vargas. Para ele, a queda das taxas de juros e a restauração das linhas de crédito para a compra da casa própria, especialmente com o aumento do limite de financiamento da Caixa de 50% para 80%, estão reaquecendo o mercado. “Tradicionalmente, o setor da construção demora mais tempo para se recuperar de crises, já que os ciclos, do lançamento do empreendimento até a entrega das chaves, são mais longos”, afirma Vargas. “Mas estamos confiantes que esse crescimento irá se manter pelos próximos meses.”

Uma pesquisa feita pelo Zap Viva Real mostra também uma reversão na queda de preços dos imóveis – um termômetro claro de aumento da demanda. De acordo com o levantamento, os preços das unidades residenciais, que perderam feio para a inflação em 2015 e 2016 (com quedas reais de 8,5% e 5,5%), passaram a cair apenas 3,3% a partir de 2017, e, no primeiro trimestre de 2018, diminuíram o ritmo de queda real para os 2,5% anuais.

A queda tem variado entre cidades, sendo ainda puxada pelo Rio de Janeiro, onde os preços encolheram nominalmente 4,9% nos últimos 12 meses em decorrência da crise que afeta do estado. Em São Paulo, houve aumento nominal de preços de 1,5% no mesmo período. Florianópolis foi a estrela dos últimos 12 meses, com crescimento de preços nominal de 5,3%.

Locação

No front de locação, os números de 2018 são animadores para os proprietários de imóveis. Apenas nos primeiros dois meses, os preços de aluguéis residenciais da cidade de São Paulo aumentaram nominalmente 2,3%, bem acima do IPCA de 0,7% e do IGPM de 1,5% no mesmo período. Altas expressivas nos valores nominais de aluguel residencial, no primeiro bimestre de 2018, também foram verificadas em Goiânia (4,0%), Salvador (3,8%), Florianópolis (3,4%) e Recife (2,9%). Detalhe: os preços de aluguel residencial vinham caindo mais do que os preços de venda.

Para o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, o setor imobiliário conseguirá crescer de forma robusta quando houver a definição de um marco regulatório para os distratos, como são chamados os casos em que o comprador desiste do imóvel e recebe de volta até 90% do valor pago. “Esse problema é como um câncer no setor e precisa ser combatido”, afirma França. “Em três anos, os distratos geraram 1 milhão de demissões”. Nas próximas semanas, espera-se que a Câmara dos Deputados vote a o Projeto de Lei que poderá definir novas regras para o setor. “Com mais clareza e segurança jurídica, o mercado tem tudo para crescer de maneira consistente”, diz França.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Por: Jaqueline Mendes

Materiais alternativos para aumentar a sustentabilidade no Brasil.

Materiais alternativos para aumentar a sustentabilidade no Brasil

Painéis solares são responsáveis por converter a luz do sol em energia. A alternativa tem sido implantada em muitas obras brasileiras Créditos: Shutterstock

Sustentabilidade deve ser planejada em projeto e estar presente desde o canteiro de obras

Preocupadas com o meio ambiente e com a implantação da sustentabilidade, as incorporadoras têm investido cada vez mais na projeção de empreendimentos sustentáveis. Painéis solares com placas fotovoltaicas, utilização de sistemas de reuso de água, jardins suspensos, sistemas construtivos com menos desperdício em canteiro, são algumas das ações que as companhias têm realizado.

Ao mesmo tempo, para agregar valor aos imóveis, essas empresas estão buscando também conquistar certificações e selos como AQUA, da Fundação Vanzolini e Leed, do Green Building Conciul Brasil (GBC). Cada uma das certificações apresenta uma série de exigências listadas em itens para que o empreendimento que deseja se certificar, preencha. E, caso o edifício faça a solicitação, os responsáveis dentro das entidades fazem verificações nas obras para atestar o cumprimento desses itens.

Manuel Martins, coordenador executivo do AQUA-HQE, explica que os materiais não são sustentáveis sozinhos e que para chegar ao conceito de sustentabilidade em obra é preciso pensar no projeto como um todo. Deve-se considerar desde os impactos em canteiro até o resultado do empreendimento final que será utilizado pelo proprietário. “Existem vários sistemas e várias inovações que ajudam. Mas não há uma orientação do que seja melhor fazer. Isso depende de cada projeto”, explica.

 

Sustentabilidade em materiais

Uma das alternativas sustentáveis aplicadas pela Votorantim Cimentos na produção do seu cimento é o uso de escorias e pozolanas em substituição ao clínquer. Vicente Bueno Verdiani, consultor do departamento de desenvolvimento técnico de mercado da Votorantim Cimentos, explica que, cimentos com maiores teores de adição seja de escorias ou pozolanas, na sua produção, auxiliam na redução da emissão do CO².

Funciona da seguinte maneira: quando se vai produzir o cimento, a sua matéria prima básica é o clínquer, que é obtido por meio da queima da farinha. O processo consiste na calcinação do calcário e nessa queima ocorre a emissão de CO².  Quando se utiliza a pozolana, por exemplo, se substitui na sua composição química parte desse clínquer por uma adição. “Então, se eu coloco 30% de adição de escoria ou 30% de pozolana, eu tiro 30% de clinquer. Logo, eu uso menos clínquer, que é o material que polui na hora da queima”, ressalta Verdiani. Essa é a correlação que auxilia na diminuição da emissão do CO².

 

EPDs

Além das certificações e selos já citados sobre sustentabilidade, uma iniciativa nova que está sendo implantada no Brasil pela Fundação Vanzolini é a EPD(Environmental Product Declaration). A EPD é um documento verificado e cadastrado que comunica informações transparentes e comparáveis sobre o impacto ambiental a partir do ciclo de vida dos produtos.

Segundo Manuel Martins, do AQUA, o programa ainda está engatinhando no Brasil, mas a expectativa é de que muitas empresas se adaptem ao sistema e gerem suas documentações. A Votorantim Cimentos é uma das pioneiras no Brasil e gerou sua EPD para seu cimento, confira aqui. “A EPD traz o perfil do produto em termos de impacto ambiental e com isso pode-se olhar esse perfil, comparar com outro produto e escolher o melhor, o que tem menos impacto. Para isso que elas funcionam”, complementa.

 

O que a Certificação AQUA solicita?

De acordo com Manuel Martins, o selo AQUA visualiza conforto e saúde de um lado e baixo impacto ambiental do outro nos projetos. “O projeto precisa ser desenvolvido pela arquitetura pensando no conforto térmico, em uma temperatura interna agradável, em conforto acústico, ou seja, isolamento acústico de modo que minimize o ruído exterior, ruído de um apartamento entre duas unidades, entre outros pontos”, explica.

Há também a questão do conforto visual e do conforto olfativo. O primeiro inclui tanto a iluminação natural que é importante para as pessoas e, também, para a economia de energia, quanto a iluminação artificial equilibrada. Já, o segundo vislumbra identificar fontes de odores tanto externas quanto internas e tentar evitar ou reduzir pela ventilação.

No caso do tópico saúde, a certificação verifica se as redes não causam danos à qualidade sanitária da água, por exemplo, para que tenha sempre água potável em boas condições de uso disponível aos moradores do empreendimento. Nesse ponto, a qualidade do ar também é atestada, verificando os sistemas de condicionamento de ar, a fim de evitar a proliferação de fungos e bactérias por meio deles.

Garantindo essas premissas, é preciso assegurar também que o empreendimento apresente o menor impacto ambiental possível. Existe uma integração do edifício com seu entorno? Há serviços próximos? Transporte público? Todos os aspectos que facilitam a vida das pessoas são positivos do ponto de vista da certificação.

Outro ponto que é considerado é a eficiência energética. Nesse tópico, pode-se considerar a iluminação e ventilação natural como fatores positivos e também a utilização de produtos e sistemas, quando necessários, de menor consumo, que sejam etiquetados nível A do Procel. A questão da utilização da água também deve ser pensada aqui. “Pode-se usar água de chuva para limpeza de áreas externas e para irrigação de áreas vegetais, por exemplo – se for viável captar água de chuva pra isso”, ressalta Martins.

Na questão dos materiais, a primeira coisa a ser vista é se eles funcionam para as suas finalidades. Por exemplo, uma janela precisa vedar chuva e vento, vedar ruído, abrir e fechar e, se possuir norma técnica, estar em conformidade com a mesma. Dessa forma, se verifica a qualidade do produto e depois a facilidade da sua manutenção.

“Se eu conseguir um revestimento de piso ou de paredes que exija menos produtos de limpeza, menos água para limpeza e conservação, que seja de manutenção mais fácil, eu estou economizando para o meio ambiente e para o bolso do condomínio também”, explica o coordenador. Além disso, produtos que contém elementos que agridam a saúde humana não são considerados como sustentáveis.

Também se olha a questão dos transportes dos materiais até a obra. Dependendo da distância e da modalidade do transporte é possível estimar a emissão de gases de efeito estufa. Procurar materiais que estão mais perto do canteiro também facilita nesse sentido.

E, por final, é preciso verificar como aquela obra está sendo realizada em canteiro. Os materiais que vão ser utilizados e o consumo de água entre outros elementos são evidenciados nesse tópico a fim de reduzir gastos e evitar desperdícios.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br