Arquivo diários:2 de maio de 2018

Processo de venda do patrimônio da União vai começar por Alphaville.

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Famosos pelas casas de alto padrão, os condomínios de Alphaville e Tamboré, nos municípios de Santana do Parnaíba e Barueri, em São Paulo, foram os escolhidos pelo governo para iniciar o processo de venda da fatia que a União detém nos terrenos.

Ali, a maioria dos que têm residência nos mais de 20 condomínios espalhados pela região divide a propriedade com a União. Quase todos os terrenos do local têm contratos de aforamento, pelos quais os particulares detêm 83% da propriedade do terreno e a União os outros 17%, que agora serão vendidos.

O presidente da Associação de Moradores de Alphaville 3, Guilherme Martinez, conta que região era de propriedade da família Penteado, tradicional em São Paulo, que, na partilha de bens, em 1937, dividiu a área em seis partes, uma delas reservada para possíveis pagamentos de impostos. A partir de 1967, com a valorização da área em função da rodovia Castelo Branco, os herdeiros da família, explica Martinez, fizeram o contrato de aforamento com a União do terreno, que depois virou condomínios e zonas comerciais e industriais.

Morador de Alphaville há mais de 20 anos, Martinez diz que a disputa jurídica da cobrança da taxa de foro que os proprietários são obrigados a pagar à União nunca foi resolvida e que muitos devem aproveitar para comprar a parte do governo. Além do IPTU, ele paga uma taxa anual de foro de R$ 1.200,00.

Só nessa região de São Paulo será colocada à venda a parcela da União em 48 mil imóveis. O processo vai começar com a implantação de um projeto piloto, que deverá envolver cerca de 4 mil imóveis na área industrial de Alphaville. Pela lei em vigor, quem pagar à vista tem desconto de 25%. O valor poderá ser parcelado em 60 vezes. Técnicos da Secretaria de Patrimônio da União do Ministério do Planejamento farão as avaliações das áreas para definir o preço que os atuais foreiros terão que pagar.

Segundo o secretário de patrimônio, Sidrack de Oliveira Correia, os imóveis industriais deverão ter negociação mais fácil. “É uma ‘cidade’ e todos querem fazer a remissão”, prevê.

Patrimônio

Num esforço para identificar o seu patrimônio, o governo, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), está fazendo as demarcações das áreas da União. Hoje, a União tem 655 mil imóveis cadastrados. Mas menos de um terço do patrimônio total da União em todo o País – 23,71% – é cadastrado.

“A política que o governo está adotando é demarcar todo o patrimônio”, diz o secretário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: https://istoe.com.br

Conheça um.

O orçamento de obras é uma das etapas que mais causa dores de cabeça aos profissionais da construção civil. Por envolver itens e serviços que muitas vezes não podem ser quantificados numericamente, muitas vezes os orçamentistas acabam produzindo um orçamento simples e raso, que não corresponde à realidade do projeto que vai ser construído. Resultado: obras atrasadas e prováveis prejuízos para a construtora.

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O que é o orçamento de obras?

De maneira geral, um orçamento de obras é constituído pelos custos com a mão de obra aplicada, materiais utilizados, equipamentos e subempreiteiros contratados (se houver). Por isso, os menores dos itens devem ser indicados, juntamente com suas respectivas quantidades: caminhões/sacos de cimento e areia, quantos pedreiros, carpinteiros e ajudantes deverão ser contratados, por quanto tempo e por qual salário, o valor do aluguel ou compra de equipamentos e por aí vai.

É extremamente importante, pois significa identificar previamente o custo global que esta obra deverá resultar ao seu final e assim poder identificar se o empreendimento é viável ou não. Com o orçamento em mãos é possível tomar as decisões adequadas para o cumprimento de custos e prazos. Quando não se tem o orçamento o custo final da obra passa a ser uma incógnita e, com isso, se tornar uma desagradável surpresa.

De acordo com as fases do projeto, pode-se alterar o orçamento conforme a definição de seu escopo e detalhamento.

Geralmente, dependendo em que fase se encontra o projeto, o orçamento pode ser classificado em estimativa de custo, orçamento preliminar e orçamento analítico ou detalhado.

Itens de um orçamento

Um orçamento – desde que bem executado – não se resume apenas à obtenção de preços, custos e cálculos. Ele possui uma abrangência maior, servindo como base para a realização de tarefas como:

  • Planejamento de compras
  • Parcerias com fornecedores
  • Índices de acompanhamento
  • Metas de desempenho ao longo das obras
  • Definição do tamanho das equipes alocadas para cada fase/serviço das obras
  • Elaboração do cronograma físico-financeiro

Como quantificar os componentes do orçamento?

A quantificação dos materiais necessários para cada serviço deve ser feita com base nos desenhos fornecidos pelo projetista, considerando-se as dimensões especificadas e suas especificações técnicas – por exemplo, ao se medir a área de piso de um apartamento, deve-se separá-la por tipo de revestimento a ser utilizado.

Principalmente no caso dos materiais – necessários para a fundação, estruturação, acabamento, cobertura ou em outra fase da obra – o orçamentista também precisa levar em conta as perdas e desperdícios que naturalmente acontecem.

Custos diretos e Custos indiretos

Custos diretos

Os custos diretos de uma obra se referem aos custos que estão diretamente relacionados com o serviço a ser executado. São custos diretos os gastos com os materiais, equipamentos e mão de obra.

Para a determinação dos custos diretos é realizado uma composição de custos em que é mostrado todas as quantidades e índices de insumos e mão de obra.

Existem algumas tabelas de composição de custos prontas, realizadas por empresas públicas e privadas para estabelecer um padrão dos serviços levantados em obras.

Custos indiretos

Os custos indiretos são aqueles que não estão necessariamente relacionados com os serviços executados em campo.

Por exemplo, o presidente da empresa não está diretamente ligado aos serviços de obra. Porém, ele recebe o seu salário e este deve ser previsto em orçamento.

Os custos indiretos são os gastos com a administração central da empresa ou escritório central, custos com despesas administrativas, com taxas de seguro e riscos.

Fonte: civilizacaoengenheira.wordpress.com