Arquivo diários:4 de junho de 2018

Terceirização imobiliária ganha cada vez mais espaço no Brasil.

Já tradicional nos mercados americano e europeu, o modelo se consolida por aqui e promete crescer fortemente nos próximos anos.

Na prática, a terceirização funciona assim: uma empresa precisa colocar uma nova fábrica ou um centro de distribuição, ou mesmo um escritório, em operação e, em vez de comprar o terreno e construir as instalações arcando com todos os custos e riscos, que não são do seu negócio principal, procura um parceiro especializado que possua empreendimentos prontos ou que possa construir áreas otimizadas para as atividades de sua empresa. Caso sua operação necessite de uma infraestrutura específica, esse parceiro consegue construir o prédio de acordo com as necessidades do negócio e alugá-lo à empresa interessada.

Geralmente, essa operação customizada se torna uma boa alternativa porque oferece uma série de vantagens operacionais e financeiras ao locatário. Recurso imobilizado na obra, gestão de inúmeros fornecedores, burocracias para aprovação e expertise no desenvolvimento dos projetos são apenas algumas das razões que têm feito as empresas optarem pela terceirização de soluções imobiliárias (veja quadro).

Foi o caso da John Deere, fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas, que terceirizou a construção do seu Centro de Distribuição, de Treinamento e de Inovação em Campinas (SP). O centro tem cerca de 77 000 metros quadrados e está instalado no Parque Corporativo Bresco Viracopos, vizinho ao aeroporto e muito próximo às rodovias Anhanguera e Bandeirantes. O diretor de Operações de Peças da John Deere para a América do Sul, Ilson Eckert, lembra que o investidor especializado em soluções imobiliárias para o mercado corporativo, a Bresco, assumiu desde a concepção até a execução da obra. “O resultado foi uma expansão completamente integrada e operacional, sem interrupções nos serviços aos nossos concessionários e clientes”, afirma o executivo.

Centro de Distribuição, de Treinamento e Inovação da John Deere, localizado no Parque Corporativo Bresco Viracopos

 

De acordo com Maurício Geoffroy, diretor Comercial e de Marketing da Bresco, empresa que atua no mercado de terceirização imobiliária, referência na locação de galpões e escritórios e cuja equipe já realizou mais de 60 operações que superam 2 milhões de metros quadrados de área construída, esse mercado vem se consolidando e crescendo nos últimos anos. “E deve crescer ainda mais, pois, nesse período de retomada da economia, é uma excelente alternativa para quem precisa expandir suas operações e não deseja imobilizar grandes volumes de capital em imóveis”, comenta. O executivo aponta ainda que, com os valores de locação em baixa, essa opção fica ainda mais atrativa para as empresas.

 (ABC/Abril Branded Content)

O que os especialistas afirmam – e as pesquisas comprovam – é que ainda há bastante espaço para crescimento dessa modalidade no mercado brasileiro. De acordo com a pesquisa Global Corporate Real Estate, realizada pela JLL Consultoria Imobiliária, há pouco mais de quatro anos, cerca de 56% das empresas na América Latina ainda administravam suas atividades imobiliárias internamente, contra uma média global de 25%.

O estudo conclui que, apesar da recente saída do momento de retração econômica, as companhias já vêm investindo na expansão de suas atividades e isso exige um foco maior na ampliação de suas estruturas. Por isso, a recomendação para que as companhias busquem as melhores soluções com os investidores do ramo.

Por fim, o diretor Paulo Casoni, da JLL, ressalta que é preciso cautela na escolha do parceiro investidor, mas confia no crescimento do modelo nos próximos anos.

Antes de terceirizar, é preciso escolher parceiros investidores que:

● tenham flexibilidade e agilidade na hora de realizar contratos e montar estruturas;
● contem com equipe de especialistas que deem suporte ao desenvolvimento do projeto;
● desenvolvam projetos sustentáveis que respeitem o meio ambiente e as comunidades do entorno e que proporcionem bem-estar aos usuários;
● comprovem solidez de mercado, estrutura acionária de credibilidade e time com experiência que vislumbre qualidade dos imóveis e relações perenes.

Fonte: https://exame.abril.com.br

Por que esse pode ser um bom momento para comprar imóvel?

Resultado de imagem para Por que esse pode ser um bom momento para comprar imóvel?

Alguns dados concretos indicam ser essa uma boa hora para a compra de um imóvel. Tanto para quem pretende investir no setor como para quem está em busca da casa própria.

O mercado imobiliário vem de uma ressaca de três a quatro anos e começa a ensaiar reação há alguns meses. Um movimento que vem sendo detectado por diferentes setores desse segmento, e permite dizer que há ofertas a preços convidativos.

Uma rápida retrospectiva dos últimos dez anos traz uma compreensão melhor do atual cenário. No período entre 2008 e 2014 houve uma forte valorização dos imóveis no País, ressalta o diretor comercial da Setin Incorporadora, Evanilson Bastos. Depois disso, lembra ele, os preços só caíram, houve retração tanto na oferta como na demanda de unidades.

Juros e incertezas

Além dos efeitos diretos da crise financeira que atingiu o País e travou o mercado de imóveis, é importante traçar um paralelo com a taxa de juros, que nesse período zanzava entre 12% e 14% ao ano. Fator que tornava atraentes as aplicações financeiras e o crédito muito caro.

Hoje, a situação é inversa: “Os juros nos financiamentos imobiliários estão abaixo de 9% ao ano, há uma confiança maior do consumidor final para comprar a casa própria”, afirma o diretor. “Ao mesmo tempo, como caiu o rendimento no mercado financeiro, cresce o interesse dos investidores pelos imóveis”.

Acrescente-se a isso o fato de estarmos em um ano de eleições, que traz uma gama de tensões políticas e incertezas econômicas, abrindo espaço para o crescimento de ativos reais, como imóveis, considerados então como um bom refúgio para o dinheiro.

No primeiro trimestre desse ano, o volume de vendas na Setin se apresenta 30% superior em relação ao mesmo período de 2017. “Os preços dos imóveis ainda estão defasados, a oferta é grande, há boas oportunidades e oferta de crédito”, constata Bastos.

No caso de quem levanta um financiamento para a compra de um imóvel, o que representa assumir um compromisso no longo prazo, de 15 a 30 anos, o diretor argumenta que “as incertezas já foram maiores”. Na sua opinião, pelo nível das taxas, preço acomodado e pela situação macroeconômica melhor, o nível de risco é menor.

Reação desde 2017

Para Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), essa reação foi detectada pelas pesquisas do Sindicato já no terceiro trimestre de 2017, e consolidada de outubro do ano passado e março deste ano. “É um crescimento consistente”, ressalta o economista. “Depois de anos de demanda reprimida, há uma grande aderência aos lançamentos. Está ocorrendo uma redução na perda real no valor do imóvel e uma valorização nominal das unidades”.

Não é possível antecipar nem quanto nem quando vai ocorrer uma alta expressiva dos preços, segundo Petrucci. “Esse é um bom momento para a compra. É possível fazer um bom negócio, especialmente para quem tem uma parcela de 20 a 30% do valor do imóvel para dar de entrada”.

Consumidor final

Maior movimentação nas operações com imóveis foi percebida também pelo Grupo Zap Viva Real, que mantém um portal com 5 mil ofertas, em todo o País, fazendo uma ponte entre incorporadoras, imobiliárias e o consumidor final.

Houve um aumento de 9% na procura por unidades residenciais usadas, no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período no ano passado, informa, Cristiane Crisci, Gerente de Inteligência de Mercado, do Grupo. “Quem pretende comprar um imóvel hoje encontra uma ampla oferta, diz a gerente. “Há imóveis usados, os lançamentos, e as unidades novas que estão nos estoques das incorporadoras, com preços atraentes”.

Pesquisa realizada em abril com usuários do portal Zap Vila Real revelou que, no primeiro trimestre do ano, o comprador conseguiu descontos em torno de 13%, em relação ao valor pedido inicialmente. A procura maior é por imóveis para moradia, 61%, enquanto os 39% restantes são investidores, que pretendem obter renda com aluguel. Entre os participantes do levantamento, que haviam comprado imóveis nos últimos 12 meses, 59% fecharam negócio com imóveis usados.

Esse estudo sobre o comportamento do mercado imobiliário foi iniciado pelo Grupo em 2014, e de lá para cá a percepção dos usuários sobre os preços mudou bastante. Na ocasião, a parcela dos compradores que considerava os preços “altos ou muito altos” era de 84%. Esse porcentual caiu para 45% na última pesquisa. Ao mesmo tempo, houve um crescimento dos que consideram os preços “baixo ou muito baixos”, de 4% para 17%.

“Nas grandes cidades, como São Paulo, Rio, Porto Alegre ou Campinas, há um interesse maior do comprador por unidades de 2 e 3 dormitórios e também pelos apartamentos menores, com um dormitório, mas com boa localização”, afirma a gerente.

Em São Paulo, é possível identificar ainda uma retomada de negócios com as unidades de alto padrão, “muito provavelmente, em função do baixo nível de lançamento nos últimos anos, e demanda represada”. Paralelamente, segundo ela, os estúdios localizados próximos a shoppings e estações do metrô, sem garagem, é cobiçado pelo público mais jovem em busca de facilidade com serviços e mobilidade.

O fato de a Caixa Econômica Federal ter voltado a financiar até 70% do valor imóvel é outra fonte de estímulo para o aquecimento dos negócios. “Essa dinâmica puxa os outros bancos, a inflação baixa e estável e sinais de crescimento do PIB aumentam a confiança do comprador”, pontua Crisci.

Fonte: http://economia.estadao.com.br

Por – Regina Pitoscia