Arquivo diários:6 de junho de 2018

Saiba como usar o FGTS para diminuir o peso da prestação no financiamento imobiliário.

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço pode ser usado para reduzir valor das parcelas. 

Que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser usado no financiamento da casa própria, muita gente sabe. Mas as vantagens de utilizar o saldo do fundo podem ir além da hora de fechar o contrato no banco. Durante o pagamento do imóvel, essa fonte de recursos tem sido apontada como uma excelente ajuda para quitar as prestações e até diminuir o saldo devedor em negócios feitos pelas regras do Sistema Financeiro Habitacional (SFH), que envolve a compra de imóveis de até 800 mil.

O advogado Francisco Antonio Stockinger, sócio da Duarte Stockinger Advogados Associados, adianta que essa medida é uma boa segurança especialmente para quem anda no vermelho e pagando juros altos em outras pontas.

“Usa-se o FGTS para abater a parcela, e o dinheiro que sobra pode ser utilizado no pagamento de cartão de crédito, cheque especial”, explica.

Alex Matuella, gerente regional da Superintendência Regional da Caixa em Porto Alegre, explica que isso é possível quando se trata do único imóvel e no valor limite previsto no SFH. Ele recomenda que cada caso seja discutido com o banco em que foi feito o financiamento, considerando o orçamento familiar e as próprias condições do financiamento.

Neste segundo semestre de 2018, a Caixa Federal, um dos principais agente financiadores imobiliários do país, espera um aquecimento na busca pela casa própria, muito em razão da queda de 1,25% na taxa de juros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) — de 10,25% para 9% ao ano — e pela aceitação do que se chama interveniente quintante, a quitação de um imóvel que foi dado como garantia em outro financiamento.

Tire suas dúvidas sobre o uso do FGTS no abatimento da dívida do financiamento

Posso usar o FGTS no pagamento do meu apartamento financiado?

Sim, desde que haja recolhimento, há pelo menos três anos, das parcelas do FGTS, na mesma empresa ou empresas diferentes, e que o financiamento tenha sido obtido pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH). Há duas formas de abater os valores do financiamento. Uma delas é usar o saldo do FGTS para reduzir o valor das prestações. Neste caso, o saldo do fundo é dividido em 12 vezes. Esse resultado é o que poderá ser reduzido de cada prestação, sendo que esse abatimento pode ser de até 80% do valor dessa parcela. Também é possível abater o que se tem no FGTS do saldo devedor. É a amortização, que pode ser feita de dois em dois anos. Isso vale para apartamentos dentro do SFH, com valores de até 800 mil. Essas transações podem ser feitas a partir do segundo ano de pagamento do financiamento em uma agência da Caixa ou pelo telefone Caixa na Mão.

A partir de que prestação valeria a pena usar o FGTS para abatimento?

Os depósitos do FGTS são remunerados na base de juros de 3% ao ano, acrescidos da variação da TR, o que vem a ser muito baixa se comparada aos juros cobrados em cartões de crédito ou mesmo do cheque especial. Então, se a pessoa possui dívidas, é melhor pagar as prestações do financiamento com os recursos do FGTS e utilizar o dinheiro das prestações que deixou de pagarpara saldar as dívidas.

De quanto em quanto tempo posso retirar o dinheiro do FGTS para abater prestações do financiamento?

Via de regra, a cada dois anos, porque se consegue um saldo no fundo mais consistente para o abatimento.

Se eu tenho uma quantia em dinheiro e, utilizando o que tenho no FGTS, posso quitar o financiamento, devo fazer isso ou é preciso considerar alguma variável antes da decisão?

Sob todas as hipóteses, de acordo com o advogado Francisco Stockinger, é vantajoso o saque dos recursos do FGTS, pois mesmo que a pessoa não seja devedora, aplicações financeiras rendem mais do que a remuneração do fundo.

Se eu tenho um apartamento já quitado, cuja compra não foi via financiamento, e agora quero comprar outro melhor sem financiamento, eu poderia usar o FGTS no negócio? Em que condições isso pode ser feito?

Isso é possível, respeitando as regras do SFH, que exigem que seja o único imóvel do requerente na região e que o FGTS não tenha sido movimentado para operação similiar nos últimos 24 meses . Ou seja, seria preciso vender o imóvel quitado e, depois, fechar a compra do outro. Os bancos também cobram uma taxa de avaliação do imóvel.

Se tenho um apartamento, cujo financiamento ainda não foi pago totalmente, mas faltam poucas parcelas, eu poderia usar o FGTS para comprar outro imóvel em outra cidade, financiado?

Isso depende da região em que fica o imóvel pretendido. A Caixa, por exemplo, considera um zoneamento feito pelo IBGE que, em alguns casos, permite que uma pessoa com um imóvel próprio em uma cidade compre em outra. Nesses casos, é preciso comprovar, por exemplo, que se está trabalhando e residindo há mais de 12 meses na cidade do imóvel pretendido. A recomendação é consultar o banco.

Comprei um imóvel via financiamento na cidade X, consegui quitar a dívida, posso usar novamente o FGTS para comprar outro imóvel no mesmo município? Quais as regras para isso?

De acordo com Alex Matuella, considerando as regras do SFH, isso só seria possível com a venda do primeiro imóvel comprovada por escritura e matrícula no Registro de Imóveis.

Meu companheiro (a) e eu compramos um apartamento financiado, podemos usar o FGTS dos dois no abatimento das parcelas?

Sim, desde que haja reconhecimento de união estável. Tanto no abatimento de parcelas quanto na amortização do saldo devedor, os dois têm de integrar o contrato de financiamento. Se o financiamento foi feito no nome de apenas um, o outro não poderá colaborar com seu FGTS nos abatimentos.

Como as contas inativas do FGTS podem ser utilizadas no abatimento do financiamento?

Podem ser utilizados os saldos existentes até dezembro de 2015, desde que tenham um mínimo de três anos de contribuição ao FGTS, que o financiamento tenha sido concedido por meio do SFH e e que a amortização abranja um período de 12 meses.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br 

Por: Caixa e Francisco Antonio Stockinger, sócio da Duarte Stockinger Advogados Associados

Tem robô na linha: conheça as vantagens, aplicações e desafios dos chatbots.

Atendentes virtuais já permitem reservar um quarto de hotel, ajudam a pedir pizza, tiram dúvidas de correntistas e até ajudam na venda de imóveis.

*Por Rafael Meireles Yoshioka

Você pode até não saber. Mas deve ter conversado recentemente com um robô. Não aqueles dos filmes de ficção científica, que falam com uma voz metálica, mas com um chatbot, programa que utiliza os recursos de inteligência artificial para interagir com os humanos de forma cada vez mais natural, seja por texto, seja por voz.

Segundo a consultoria Grand View Research, esse setor tem crescido anualmente com uma taxa de quase 25% ao ano. E para 2025, sua estimativa é de que ele movimente US$ 1,23 bilhão. Já o instituto de pesquisas Juniper Research destaca as reduções de custos para as empresas que essa tecnologia deve proporcionar nos próximos anos: nada menos que US$ 8 bilhões por ano em 2022.

Essa tecnologia, que teve seus primeiros experimentos na década de 1960, evoluiu muito nos últimos anos, se transformou em uma alternativa para melhorar a experiência do usuário e agora está presente nas mais diferentes aplicações, seja em sites, aplicativos ou em redes sociais, como o Facebook. Hoje, eles já tiram dúvidas do consumidor sobre vinhos, encaminham pedidos de pizza, permitem reservar um quarto de hotel, informam a previsão do tempo, tiram dúvidas de correntistas e até ajudam corretores de imóveis a aumentar o volume de vendas – caso do Chatbox, ferramenta desenvolvida no Brasil.

E como isso funciona? Vamos pegar o exemplo do robô para venda de imóveis.

Ao adotar ferramentas de atendimento virtual é possível utilizar o chatbot para pré-qualificar os clientes. O atendente virtual entrevista previamente o possível comprador e consegue, graças ao recurso de inteligência artificial, entender sua intenção de compra e direcioná-lo, então, ao corretor. O resultado é que a conversão entre “lead” e venda, quando pré-atendida pelo robô, chega a uma taxa de conversão 8 vezes maior.

Essa tecnologia tem um grande potencial, mas precisa superar alguns desafios para se tornar cada vez mais presente e manter o seu forte ritmo de crescimento. Em primeiro lugar, é preciso desenvolver chatbots que aprimorem cada vez mais sua capacidade de aprender com o usuário, conhecendo seus hábitos, entendendo suas demandas e melhorando sua interação.

Também é preciso que haja uma profunda integração com a base de dados das empresas, que o robô “converse” com o CRM da companhia, para utilizar todo esse volume de informação já adquirida. E, como toda tecnologia em ascensão, é necessário forte investimento das empresas em segurança, para que os clientes tenham confiança na hora de fornecer seus dados.

O uso dos serviços de chatbot está apenas começando, mas suas possibilidades são quase ilimitadas. Com certeza, ainda vamos conversar muito com robôs…

*Rafael Meireles Yoshioka é CEO da Hypnobox, empresa que oferece soluções e serviços para o mercado imobiliário destinadas a aumentar a produtividade e a eficiência no processo de vendas

Fonte: https://www.segs.com.br

Plano gera conflito com vizinhos da Ceagesp.

Quadra na Vila Leopoldina ao lado da Ceagesp onde Votorantim prepara projeto de intervenção urbana – Adriano/VizoniFolhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um plano urbanístico de empresas privadas para a região da Ceagesp, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, propõe uma troca: a autorização para empreendimentos imobiliários maiores mediante a urbanização de duas favelas da área, além da abertura de vias, criação de um bulevar e equipamentos sociais como creche e albergue para moradores de rua.

Troca que deixou moradores da região reticentes. Isso porque, com as mudanças, parte dos que vivem nas favelas devem ser levados para outra quadra do perímetro.

O espaço afetado fica ao lado da Ceagesp, maior entreposto atacadista de frutas e verduras do país, e junto da marginal Pinheiros. No terreno, há galpões, um hipermercado Carrefour, condomínios, um conjunto habitacional e duas favelas.

A proposta de revitalização é da Votorantim (dona de um terço da área proposta) e das incorporadoras imobiliárias SDI e BVEP, além do Urbem (Instituto de Urbanismo e Estudos da Metrópole), que cuidou da parte técnica.

Há duas favelas na região. A favela da Linha é a maior, com 412 famílias, e tem esse nome por ter crescido num antigo ramal ferroviário, atualmente desativado. Bem próximo, há a favela do Nove (em frente ao portão 9 da Ceagesp), com mais 349 famílias, segundo medição feita há dois anos.

Hoje com uma série de condomínios de classe média alta, a Vila Leopoldina surgiu como bairro operário em uma região industrial da cidade. No início dos anos 1970, favelas formaram-se na região, com pessoas que se mudaram para lá em busca de trabalho na Ceagesp, criada em 1969.

Nos anos 2000, a prefeitura construiu lá o conjunto habitacional Cingapura Madeirite, dentro do escopo do Cingapura, programa municipal de urbanização de favelas. Hoje, há 15 famílias que vivem em situação precária em vielas no entorno desses prédios.

Na região, há também forte presença de moradores de rua e usuários de crack, além de uma pequena cracolândia, acentuada após a polícia fechar o cerco contra a cracolândia do centro da cidade.

Agora, o plano urbanístico prevê recuperar a área com o parcelamento de lotes, abertura de ruas e a criação de bulevar voltado a pedestres e ciclistas, que será o principal espaço de convívio. A medida que mais chama atenção, no entanto, é a construção de moradias para as pessoas que vivem ali, além da reforma do conjunto habitacional. Serão 250 apartamentos no terreno, além de creche, posto de saúde e restaurante-escola.

Os outros apartamentos ficarão em outro terreno, e é isso o que tem causado barulho nas consultas públicas.

Há cinco cenários propostos no projeto apresentado. Três deles envolvem a compra de terrenos privados –e são desaconselhados pela prefeitura. Um quarto propõe construir habitações restantes em um terreno mais próximo ao da Ceagesp, mas é menos recomendado pelo poder público, que aponta entraves.

O cenário mais viável de acordo com a prefeitura –e que provavelmente deve ser escolhido– é usar um terreno da SPTrans (empresa municipal de transportes) na região, hoje uma garagem, onde seria possível construir 526 unidades habitacionais. Como esse local já pertence à administração municipal, a transferência seria bem mais simples.

Essa proposta, no entanto, tem incomodado vizinhos.

Segundo o administrador Carlos Alexandre de Oliveira, síndico de um condomínio no entorno, há uma demanda antiga para que o terreno da SPTrans vire um parque.

“Não somos contra o PIU [Projeto de Intervenção Urbana, instrumento da prefeitura que permite flexibilizar regras do Plano Diretor e implantar a mudança prevista], pelo contrário, somos a favor do cenário B [no terreno da Ceagesp], mas com mais contrapartidas ao bairro. O que a Votorantim está propondo é o mínimo. A empresa tem um terreno grande e tem um problema que é uma favela no meio desse terreno. Essa favela desvaloriza o que eles querem construir lá e eles querem se livrar disso.”

Outro argumento utilizado é que o terreno da SPTrans é contaminado. Segundo a prefeitura, laudos preliminares constataram a presença de contaminantes, mas passíveis de controle e com baixo risco aos moradores.

Oliveira argumenta também que a proposta traz danos ao cofres públicos. O projeto está orçado em R$ 110 milhões, sendo R$ 30 milhões bancados pela prefeitura, como financiamento das moradias populares, e outros R$ 80 milhões bancados pela iniciativa privada. Este recurso vem da outorga onerosa, valor que se paga por construir acima do permitido na legislação – e que é uma antecipação do que seria gasto em 20 anos, calculado em R$ 240 milhões.

Fonte: https://www.mixvale.com.br

Por: Thiago Amâncio