Arquivo diários:11 de junho de 2018

Futuro de prédio na Avenida Indianópolis ainda é incerto.

Em 2011, o histórico prédio que já foi sede da fábrica de pordutos óticos DF Vasconcelos, na Avenida Indianópolis, foi vendida por R$ 22 milhões. O imóvel, de 1947 e que conta até com uma cúpula para observação astronômica, havia sido comprado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo – o Creci/SP. Em 2013, um projeto de reforma com proposta de preservação dos espaços chegou a ser apresentado, com promessas de detalhamento posterior e acompanhamento das obras…

Mas, quase sete anos após a aquisição do imóvel, o Creci ainda não tem sequer previsão de início das obras, muito menos de transformar o endereço em sua sede própria administrativa.

Procurado, o Creci informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que a demora na apresentação pública do Retrofit se justifica pelas indefinições na Lei de Zoneamento na capital. Em especial, o problema está na permissão de ser construído ali um auditório.

Vale destacar que a sede fica no coração de um bairro de uso estritamente residencial, o Planalto Paulista, onde não pode haver comércio ou prédios. Uma sede administrativa até pode funcionar ali, com algumas limitações.

O Creci, que planejava inclusive recuperar a cúpula com observatório e abrir o espaço para visitação da comunidade, uso por estudantes e envolvimento com o entorno, agora admite até a possibilidade de desistir do projeto e vender o imóvel, como já vêm apontando alguns rumores que circulam pela região.

De acordo com a assessoria de comunicação, o CRECISP poderá “eventualmente vender o prédio, caso essa seja a alternativa que melhor atenda as necessidades dos corretores de SP e da sociedade”.

O Conselho nega que o imóvel que ocupa um quarteirão inteiro na esquina com a Alameda dos Guainumbis, esteja abandonado.

“O prédio não está abandonado. Está em uso efetivo pelo CRECISP desde a sua aquisição. Só não temos lá instaladas unidades administrativas”, diz a nota da entidade, depois de questionamento pelo jornal São Paulo Zona Sul. acrescentando que cerca de 80 funcionários diariamente circulam por aquela unidade.

Efetivamente, foram realizados especialmente leilões de automóveis usados pertencentes à entidade no endereço da Avenida Indianópolis.

O Creci também tem cuidado da segurança e manutenção da área. “Dispomos de vigia 24 horas, monitoramento com câmeras de vídeo com imagens gravadas à distância proporcional regulamentada. O prédio contou com desratização, dedetização, carpinagem contante e acompanhamento para evitar focos do mosquito da dengue”.

Outra ação desenvolvida na área do imóvel foi a iluminação de led na Alameda Irerê, paralela à Av. Indianópolis, que teria sido proporcionada pelo Creci para, segundo a assessoria “ tentar afastar a prostituição do local”.

Por fim, o Conselho de Corretores de Imóveis paulista, com atuação em todo o estado, admite que não há um cronograma previsto ou definição dos planos futuros.

“Dependemos das alterações do Plano Diretor e da lei que interfere no uso de solo naquela região, que se encontram em tramitação na câmara.”, conclui a nota.

DF Vasconcelos

A antiga fábrica de equipamentos óticos foi construída em 1947, quando a Indianópolis era ainda uma estrada de terra batida em região completamente deserta.

Ali eram feitos equipamentos de precisão como microscópios, telescópios e outros produtos óticos. Só na segunda metade do século XX foram mais de 50 mil microscópios cirúrgicos. Em 2010, a empresa mudou-se para a cidade de Valença e passou a manter no prédio da Indianópolis apenas alguns vigias, que foram definitivamente removidos de lá em setembro de 2011, quando a venda foi concretizada.

 

Fonte: http://jornalzonasul.com.br

Texto: Ully de Andrade Nambu

 

Enfim, leis incentivam reúso de água em edificações.

Reúso da água começa a se transformar em política pública no Brasil. Crédito: Divulgação

Projetos que tramitam na Câmara dos Deputados estimulam empreendimentos que reutilizam águas pluviais e águas cinzas em suas instalações

Projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados busca incentivar edificações que contemplem o reúso de água. O objetivo é dar prioridade a projetos com essas características, quando construtoras pedirem financiamento na Caixa Econômica Federal. A proposta também define taxas menores de juros. No caso de ambientes residenciais, como condomínios de casas e apartamentos, as linhas de crédito para projetos que contemplem sistemas de reúso vão possibilitar aumento de 65% no limite financiável, redução de 25% na menor taxa de juros do mercado e prazo de 30 meses para o início do pagamento.

O projeto de lei foi aprovado no começo de maio na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e será incluído na Política Nacional de Gestão e Manejo Integrado de Águas Urbanas, que abrange o tratamento e o reúso de águas pluviais (chuvas) e das chamadas águas cinzas (chuveiros, lavatórios, banheiras, tanques e máquinas de lavar roupas). A proposta tem caráter conclusivo e agora será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, não passará por votação em plenário, salvo solicitação contrária dos partidos, e seguirá para o Senado.

Os empreendimentos habitacionais de interesse social também poderão contar com subsídios do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS). O texto do projeto de lei sugere ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destine 0,5% de seu orçamento anual ao financiamento de projetos com essas características.

Paralelamente ao projeto de lei sobre reúso da água, tramita na Câmara dos Deputados a Política Nacional de Racionalização e Combate ao Desperdício do uso da Água. Segundo o texto, terão prioridade para receber recursos de convênios com a União os municípios que instalarem equipamentos de controle de consumo de água em edifícios não-residenciais de uso público, como prédios comerciais, escolas públicas e privadas, hotéis, motéis e clubes. Entre os equipamentos a serem usados, estão torneiras para pias, registros de chuveiros e válvulas de mictórios que sejam desligados automaticamente quando não estiverem em uso.

Proposta também sugere uso de água do mar em equipamentos sanitários

A política prevê ainda torneiras com acionamento restrito em áreas externas e vasos sanitários com volume de descarga reduzido. Também fica prevista a captação, nos edifícios, de água das chuvas para regar jardins e lavar veículos, calçadas e pisos. A proposta ainda estabelece, como objetivos na nova política nacional, a promoção de campanhas de conscientização dos consumidores sobre o uso eficiente da água e a integração com as políticas de saúde, meio ambiente, saneamento, recursos hídricos e de desenvolvimento urbano e rural.

O tema reúso da água também levou a Comissão de Desenvolvimento Urbano a aprovar projeto de lei que permite o uso de água do mar em equipamentos sanitários das instalações prediais das cidades litorâneas do país, como tanques, privadas, pias e tubulação correspondente. A proposta ainda incentiva o uso da tecnologia de dessalinização de água do mar e da água salobra (aquela que apresenta nível de salinidade intermediário entre a da água doce e a da água salgada).

Entrevistado
Reportagem com base em informações da Agência Câmara

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