Arquivo mensais:julho 2018

Copa no Catar terá metrô na porta e cidade-inteligente.

País está em obras desde 2007 e tem 1,4 milhão de trabalhadores envolvidos nas construções dos estádios e outras infraestruturas

Oito estádios, uma linha de metrô que alcança 211,9 quilômetros e uma cidade-inteligente. É isso que o Catar está preparando para a Copa do Mundo de 2022. As obras começaram em 2007, pois Doha concorria com a cidade do Rio de Janeiro para sediar os jogos de 2016 e acreditava que seria a escolhida. Não foi, mas o plano olímpico serviu de base para que o país ganhasse a concorrência para sediar a Copa de 2022.

Projeção mostra como serão as estações de metrô no Catar, para a Copa do Mundo de 2022
Crédito: Supreme Committee for Delivery & Legacy

A implantação de uma das mais modernas linhas de metrô do mundo será 100% finalizada até 2021. O cronograma de obras está 60% concluído e inclui a etapa mais difícil, que são as perfurações de 113 quilômetros de túneis. A construção está a cargo da Qatar Rail, que, junto com as demais infraestruturas que envolvem a Copa do Mundo, atraiu 1,4 milhão de trabalhadores imigrantes para o projeto. No caso do metrô, a novidade é que as estações estarão interligadas a cada um dos estádios do mundial de 2022.

O comitê organizador do mundial assegura que o torcedor poderá assistir a dois jogos por dia, em dois estádios diferentes, se quiser. A maior distância entre os estádios é de 55 quilômetros, toda ela coberta por linhas de metrô. Além das conexões com as principais estruturas da Copa, o sistema de transporte urbano do Catar estará também conectado com o aeroporto internacional e com uma linha férrea que liga seis estados-membros da Liga Árabe.

A ferrovia de 1.940 quilômetros será servida por trens de alta velocidade, que atingem até 200 km/h, interligando Omã, Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein. As obras começaram em 2008 e estão sob a responsabilidade da empresa ferroviária alemã Deutsche Bahn (DB), ao custo equivalente a 130 bilhões de euros (cerca de 650 bilhões de reais). O projeto inclui duas linhas independentes – uma exclusiva para passageiros e outra somente para o transporte de cargas.

Lusail, a cidade-inteligente para 390 mil pessoas, ficará pronta em 2020

Só a rede de metrô do Catar tem orçamento de 35 bilhões de euros. São quatro linhas: Vermelha, Verde, Ouro e Azul, somando 85 estações. Com 98,5 quilômetros e 30 estações, a Linha Vermelha funcionará entre a cidade de Al Khor, no norte, e a cidade de Mesaieed, no sul, passando por Lusail. A Linha Verde, no sentido Leste-Oeste, se estende por 65,3 quilômetros e tem 31 estações, passando pela Cidade da Educação, perto de Doha, e pelo setor industrial do Catar.

A Linha Ouro percorre a parte histórica do país, com extensão de 30,6 quilômetros e 20 estações. Já o trecho mais curto é o que engloba a Linha Azul. Ela é semicircular pelo centro de Doha, com extensão de 17,5 quilômetros e quatro estações. Todas transpassam os estádios, cujo mais emblemático é Lusail. Além de ser o maior, com capacidade para 86 mil lugares, e de receber a abertura e a final da Copa, o estádio estará integrado à cidade-inteligente de Lusail.

Projetada para receber 200 mil moradores fixos e outros 190 mil que vão trabalhar na cidade, mas residir em outras regiões do Catar, Lusail está com 80% de sua infraestrutura pronta. A um custo de 44 bilhões de euros, o projeto é o mais impactante entre os que envolvem a Copa de 2022, cujo custo final, estima-se, chegará a 200 bilhões de euros. Lusail tem previsão de ficar pronta em 2020.

Conheça os oito estádios da Copa 2022

Al Thumama (40 mil lugares):

Al Bayt (60 mil lugares):

Ras Abu Aboud (40 mil lugares):

Al Wakrah (40 mil lugares):

Al Rayyan (40 mil lugares):

Qatar Foundation (40 mil lugares):

Khalifa International Stadium (40 mil lugares):

Lusail (86 mil lugares):

Percorra virtualmente a linha de metrô que ligará os estádios da Copa do Catar:

Entrevistado
Supremo Comitê da Copa de 2022 (Supreme Committee for Delivery & Legacy) (
via assessoria de imprensa)

Contatos
http://www.sc.qa/en/contact
http://www.lusail.com/

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

TJ-SP autoriza distribuição de panfleto com publicidade travestida de notícia.

Não cabe à administração municipal proibir a distribuição de panfletos que unam publicidade e informação. Isso porque ela é essencial para a sobrevivência econômica das mídias. Com esse entendimento, a 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu o recurso de uma empresa contra multa aplicada pelo município de São Paulo.

A autora da ação foi multada por distribuir uma publicação com conteúdo jornalístico,

Empresa foi multada por distribuir folheto com conteúdo jornalístico, mas que tinha como pano de fundo a publicidade de lançamentos imobiliários.

mas que tinha como pano de fundo a publicidade de lançamentos imobiliários.

A imposição da multa, em R$ 5 mil, teve como base a Lei Municipal 14.517/2007, que proíbe a veiculação de qualquer tipo de material impresso com mensagens publicitárias em vias públicas da cidade.

Para o relator do caso, desembargador Marrey Uint, o dispositivo proíbe a divulgação de material exclusivamente publicitário, mas não “coíbe a exposição de informação juntamente com a publicidade”.

O desembargador também considerou que o “jornal” já está no mercado há nove anos e não veicula mensagens exclusivamente publicitárias. As notícias, segundo ele, levam o leitor a conhecer mais o bairro, “mas daí a se concluir que o material em estudo é exclusivamente publicitário e deve ser proibido, há longo caminho a ser percorrido pelo legislador infraconstitucional regulador”.

Por esse motivo, o magistrado determinou que, até o trânsito em julgado, o poder de polícia da administração municipal não pode impor restrições ao material produzido pela empresa.

Decisão comemorada

Segundo o advogado Breno de Paula Stefanini, do escritório Braga Nascimento e Zilio Advogados, a decisão impactará diretamente na forma como as incorporadoras e imobiliárias fazem o marketing de seus lançamentos.

“A decisão é realmente muito boa para as incorporadoras, porque o TJ-SP entendeu que é válida a distribuição de jornais nas vias públicas, que contenham matérias jornalísticas, mas que têm como pano de fundo a propaganda imobiliária”, explica.

Fonte: https://www.conjur.com.br

Por Fernanda Valente

Bairro planejado, projeto ousado.

Construtoras ignoram a crise para lançar empreendimentos de portes gigantescos, que passam de 15 mil unidades e investimentos de R$ 2 bilhões, fazendo nascer novas cidades dentro das metrópoles. Por que esse modelo voltou à moda?

Vertical e horizontal: o bairro Caminhos da Lapa está sendo construído em São Paulo pela Helbor e pela Tegra e vai ultrapassar as 2 mil unidades e os R$ 2 bilhões de investimentos (Crédito: Divulgação)

É natural creditar o caos das grandes cidades brasileiras, nas últimas décadas, ao crescimento desordenado e à ausência total de planejamento urbano. Por isso, um fato pouco conhecido fora do setor imobiliário é surpreendente: o de que algumas das mais tradicionais e agradáveis partes da capital paulistana surgiram como bairros planejados e foram elaborados por uma única empresa, a britânica Cia. City. A multinacional foi responsável por desenvolver, como empreendimentos privados, o Jardim América, o Alto da Lapa, o Pacaembu e o Alto de Pinheiros, na primeira metade do século 20.

A companhia, com isso, se tornou o principal personagem da indústria imobiliária da cidade – e continuou fazendo bairros planejados, em menor porte, até 1992, quando entregou o City Jaraguá, na Zona Norte da cidade. Na mesma época, viu outros projetos surgirem, como foi o caso de Alphaville, em Barueri, nos arredores da capital paulista, na década de 1980. Desde então, esse tipo de modelo de lançamento minguou tanto na “terra da garoa” como em outras grandes capitais do País, principalmente devido à falta de terrenos adequados e de uma boa demanda.

Nova luz: o projeto dos sonhos de Meyer Nigri, fundador da Tecnisa, é concluir um bairro (Crédito:Letícia Moreira/Folhapress)

Agora, a maior cidade do País e outros centros imobiliários importantes estão vendo, mesmo em meio a uma grave crise que persiste na economia e no setor de construção, uma explosão de bairros planejados e dezenas de milhares de unidades anunciadas. Os pioneiros são o Jardim das Perdizes, bairro de apartamentos de alto padrão, na Zona Oeste de São Paulo, da Tecnisa, fundada por Meyer Nigri; e o Nova América, da Buriti Empreendimentos, em Campinas. Em Recife, o primeiro bairro planejado pernambucano, o Reserva do Paiva, teve investimento planejado de R$ 2,6 bilhões, em 18 anos, para abrigar 40 mil pessoas. No Rio de Janeiro, a Vila Olímpica, construída pelo Carvalho Hosken, para abrigar os atletas durante a Olimpíada de 2016, se tornou o Ilha Pura, com 31 torres em sete condomínios. Todos eles entraram em fase final de planejamento na virada da última década, durante o último boom imobiliário brasileiro, e depois sofreram com lançamentos realizados durante o auge da crise econômica.

“Quando lançamos o Jardim das Perdizes em 2013, num momento eufórico do mercado, enxergávamos um horizonte mais curto, de até seis anos”, diz Fabio Villas Bôas, diretor-executivo da Tecnisa. “Mas isso foi postergado. Mesmo assim, existe uma grande vantagem de podermos criar as condições da região, em vez de ser apenas um condomínio isolado dentro da cidade, trazendo os problemas de um bairro já existente, de segurança ou de falta de água.” O Jardim das Perdizes se destaca por ter uma grande praça acessível, conceitos de sustentabilidade, iluminação mais econômica e eficiente de LED e câmeras de segurança que identificam as placas dos carros que circulam por ele. Mas, cinco anos depois do início de sua comercialização, foram lançadas apenas 14 das, pelo menos, 28 torres previstas, e metade do valor geral de vendas (VGV) de R$ 7 bilhões projetado.

Esses casos poderiam ser a senha para que outros projetos similares fossem postergados. Mas não é isso o que está acontecendo, e o novo perfil traz iniciativas para a baixa renda. A mineira MRV Engenharia, atualmente a maior construtora da América Latina, está entregando o seu mais ambicioso projeto, o Grand Reserva Paulista, em Pirituba, na capital paulista. Trata-se de um grande empreitada ligada ao programa de moradia popular Minha Casa, Minha Vida. É um investimento de R$ 1 bilhão previsto para um VGV de R$ 1,6 bilhão e 7.296 unidades em 51 torres.

Oportuno: o maior projeto da Helbor, do CEO Henry Borestein, nasceu da ideia de juntar um terreno com o da Tegra (Crédito:João Castellano / Ag. Istoé)

Outra empresa de capital aberto, a Helbor, em conjunto com a Tegra, lançou outro projeto para faixas de renda popular, o Caminhos da Lapa, também em São Paulo, com previsão de 2 mil unidades e mais de R$ 2 bilhões de investimentos. Com as 800 primeiras unidades lançadas, o VGV já atingiu R$ 443 milhões. A Helbor, controlada pela família Borestein, ainda tem outros dois projetos em sua cidade de origem, Mogi das Cruzes (SP), que somam mais de R$ 600 milhões de VGV. Maior do que todos esses há ainda o Reserva Raposo, do grupo Rezek, com 18 mil unidades de baixa renda e mais de 120 torres. Deve ser entregue só na próxima década e se constituir no maior projeto da história da capital paulista. A título de comparação, em 12 meses, até maio deste ano, foram vendidas 27,3 mil unidades em toda a cidade de São Paulo por todas as incorporadoras que atuam no mercado.

Os bairros planejados são projetos que representam as empreitadas mais ambiciosas da história de suas empresas, e com a capacidade de decretar o sucesso ou fracasso de suas organizações pelos próximos anos. São planos que podem levar mais de uma década até serem concretizados. “O modelo é um negócio de oportunidade, que o empreendedor tem a sensibilidade de perceber a demanda habitacional do país e trabalhar com os dados demográficos da região”, diz Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, o sindicato da habitação. O problema do grande número de quebras de contratos que fizeram explodir os estoques até o ano passado, garante o especialista, passou. “Agora, não temos mais a questão do excesso de estoque concentrado em obras já lançadas, ou mesmo dificuldades do comprador contrair crédito. O problema é de confiança”, afirma Amary. “O momento ainda é de incerteza política e de impacto econômico que a greve dos caminhoneiros estendeu, tirando a confiança do comprador.”

Mas por que, mesmo sem o País ter deixado a crise para trás, empreendimentos tão grandes saem do papel? “Nossa matéria-prima é o terreno”, diz Sérgio Paulo Amaral dos Santos, diretor-comercial da MRV, dono do projeto em Pirituba. “Essa era uma área muito cobiçada que o Santander leiloou 10 anos atrás. Depois que compramos, levamos oito anos para aprovar o projeto. Mas vale a pena porque em São Paulo é cada vez mais difícil comprar grandes terrenos perto do centro.” As vantagens são também a proximidade de uma estação da rede ferroviária e de um shopping center. A MRV ainda entregará uma creche e um batalhão da Polícia Militar.

Pioneirismo: a Vila dos Atletas da Olimpíada de 2016, que se tornou a Ilha Pura da Carvalho Hosken, no Rio de Janeiro, foi um dos primeiros bairros da nova leva (Crédito:Tomaz Silva/Agência Brasil)

Serão R$ 60 milhões investidos em equipamentos públicos, projetos sociais e urbanização. “Vamos ter cabeamento subterrâneo, coisa que só a Avenida Paulista e a Rua Oscar Freire, partes nobres da cidade, possuem”, diz Santos. Tanto investimento durante a crise não assusta. “A faixa da Minha Casa, Minha Vida tem acesso muito grande ao crédito e sucesso garantido”, diz o executivo. “Ainda temos um ganho de escala.” A MRV lançou 1,5 mil unidades no primeiro ano de vendas, desde março de 2017. Mas o projeto está apenas no início: dois dos 25 empreendimentos que o Grand Reserva inclui estão iniciados.

O negócio de oportunidade é apenas um dos benefícios percebidos pelas empresas que embarcam em projetos tão ambiciosos. O Caminhos da Lapa, da Helbor e da Tegra, nasceu quando as duas empresas perceberam que lançariam na mesma época dois empreendimentos um de frente para o outro numa área anteriormente fabril, e resolveram juntar os esforços, em sociedade dividida meio a meio. “Em vez de dois projetos, resolvemos fazer um gigante”, diz Marcelo Bonanata, diretor da Helbor. “Poderíamos promover uma transformação urbana, com mais apelo e história para contar.” Dessa forma, esforços de marketing que poderiam estar pulverizados em diversos empreendimentos foram concentrados. Também é mais fácil direcionar o corpo de vendas para um projeto de longo prazo, o qual vai conhecer melhor com o tempo. “E, no meio do caminho, podemos ir mudando de acordo com o mercado”, afirma ele. “A demanda é muito cíclica e sazonal.”

Desde que a Helbor começou a tratar do projeto, no começo desta década, o mercado mudou de pedir apartamentos grandes, que passaram a ficar muito custosos, para unidades menores no centro da cidade. Agora se notou uma lacuna de projetos de dois a quatro dormitórios que o Caminhos da Lapa espera preencher. Se os bairros planejados da atualidade encontrarão a demanda esperada, só será possível saber em alguns anos. Mas, até lá, certamente muitas regiões serão completamente transformadas por essas empresas.

 

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br

SP: prefeitura quer atrair 140 mil moradores para o centro.

Proposta deve ser levada à Câmara em 2019, e sugere restrição de estacionamento nas ruas de comércio e obras no entorno da ferrovias.

Das fábricas do Belenzinho às repúblicas estudantis de Santa Cecília, passando pela Rua 25 de Março, o Minhocão e a Cracolândia. A área central até pode ser pequena em relação ao território paulistano (2%), mas certamente é uma das mais heterogêneas e com maior oferta de emprego e transporte público.

Diante disso, a Prefeitura pretende levar ao menos mais 140 mil novos moradores para 11 distritos do centro expandido. E as transformações podem ir além: com restrição de estacionamento nas ruas de comércio intenso e novas obras habitacionais no entorno da ferrovia.

A ideia é revisar as diretrizes da Operação Urbana Centro, de 1997, que não contempla parte da legislação atual. O objetivo é claro: aumentar em pelo menos 53,8% o adensamento da região, indo de 130 habitantes por hectare para 200 hab/ha – média que já vale para Santa Cecília.

Rua na região da Estação da Luz, em São Paulo Foto: Fernando Pereira / Secom/ PMSP / via Fotos Públicas

Para alcançar isso, a gestão Bruno Covas (PSDB) lançou no dia 10 a proposta do Projeto de Intervenção Urbana (PIU) Setor Central, aberta para consulta pública até segunda-feira. Após a fase de consulta e audiências, o projeto de lei será enviado para a Câmara Municipal em 2019. “A infraestrutura já é capaz de abrigar densidade demográfica muito maior, independentemente de investimento”, diz Leonardo Castro, diretor de Desenvolvimento da SP Urbanismo, responsável pelo PIU.

Os dados do cálculo são, contudo, referentes ao Censo de 2010, anterior ao atual movimento de jovens de classe média se mudando para apartamentos pequenos em alguns bairros do centro. Nesses casos, o foco majoritário está na Santa Cecília e na República, como o entorno da Praça Dom José Gaspar e do Largo do Arouche. Com o PIU, a ideia é diversificar a faixa etária, o tamanho das famílias e a classe social de quem habita a região.

O plano abrange, em trechos ou na totalidade, Cambuci, Liberdade, Consolação, Santa Cecília, Bom Retiro, República, Sé, Brás, Pari, Belém e Mooca. “A Prefeitura tem o entendimento de que morar no centro não é só morar na Sé e na República, mas também em Campos Elísios, Pari, Barra Funda”, diz Castro.

A média é de 2,5 habitantes por domicílio no centro, enquanto a municipal é 3,14. Em 2010, 447,6 mil pessoas viviam na região, mas estimativa de 2014 aponta que há 823 mil empregos formais.

O reflexo disso é trazer vida noturna para os bairros que tem movimentação apenas no horário comercial e de segunda a sexta-feira. “Parte do centro adormece no período noturno, vai ficando vazio, perigoso. Queremos pessoas circulando também no período noturno, consumindo, trabalhando, resgatar essa ‘vibração'”, aponta Castro.

O objetivo é elevar o número de habitações no entorno da ferrovia e da Marginal do Tietê, além da Baixada do Glicério. A proposta da Prefeitura descreve os locais como de “grandes dimensões subaproveitadas e extensões de terras públicas passíveis de transformação”.

Nessas áreas, os moradores seriam compradores de apartamentos classe média e beneficiados por programas habitacionais. Uma das alternativas de fomento é retomar a cobrança de outorga onerosa, instrumento de cobrança pelo uso do solo, nos locais onde foi suspensa com a Operação Urbana Centro. Hoje, em algumas partes, não é preciso pagar para construir até o coeficiente máximo (que pode chegar a quatro vezes a área do terreno). Outra possibilidade é o programa federal Minha Casa, Minha Vida.

Locais vazios

A Prefeitura ainda estima que há 33.149 domicílios vagos no centro, cerca de 14,6% do total disponível. Nesses locais, o adensamento ocorreria, além de construir em lotes dispersos, com o reaproveitamento dos imóveis, por restaurações e reformas.

Dentro disso, está a ideia de fixar Perímetros de Requalificação Integrada de Imóveis Tombados, o que inclui incentivo ao restauro e à reforma. Uma ideia é criar regulações de padrão para reduzir a necessidade de autorizações prévias para intervenções em imóveis tombados.

Uma das ideias é criar regulações padrão para reduzir a necessidade de autorizações prévias para fazer intervenções nas centenas de imóveis tombados. Dessa forma, se propõe a ideia de construir em terrenos de bens protegidos, mantendo o bem original na frente e a nova construção na parte de trás.

Possibilidades

Mudanças urbanísticas no centro já são discutidas há décadas, segundo Simone Gatti, representante do Instituto de Arquitetos do Brasil na Comissão Executiva da Operação Urbana Centro. Segundo ela, a ideia de “revitalizar” se intensificou principalmente na década de 1990, período em que se investiu na potencialização de espaços culturais, como a Sala São Paulo e a Pinacoteca. “Foi uma medida bem inocente, não conseguiu tratar a questão da precariedade”, aponta.

Para ela, o ponto central da discussão precisa ser a qualificação de moradia para a população que vive de forma precária na região – como moradores de cortiços, ocupações, em situação de ruas e até de favelas (como a do Moinho).

Simone afirma que a suspensão da outorga acabou “subsidiando indiretamente” a classe média em vez de ser um recurso de interesse público, para o transporte coletiva e a habitação social, por exemplo. “Apesar do desaquecimento, o mercado imobiliário está dando conta da demanda da população de classe média, e isso está acontecendo naturalmente.”

O professor de Urbanismo da Mackenzie Antonio Claudio Fonseca considera que incentivos para adensar o centro são essenciais. “É de uma insustentabilidade uma área com infraestrutura total com pouca gente morando”, diz.

No caso do entorno da ferrovia, por exemplo, ele aponta que equipamentos públicos e privados são formas de atrair moradores, tais como shoppings e centros culturais. “Cada vez mais gente está de novo falando em morar nas áreas centrais, coisa que há 10, 15 anos não se ouvia.”

Eduardo Della Manna, diretor do sindicato do mercado imobiliário Secovi-SP, aponta como “fundamental” a manutenção na outorga gratuita para construir em parte dos bairros do centro (no Bom Retiro, por exemplo, ela é cobrada), podendo ampliá-la para imóveis de uso misto, isto é, que têm comércio e serviços no térreo.

Segundo ele, hoje, a procura é maior por regiões “mais qualificadas” do centro, como o entorno das Praças Dom José Gaspar e da República. Ele defende ainda a ampliação do coeficiente máximo de construção, que, hoje, é de quatro vezes a área do terreno na cidade, especialmente nas áreas mais degradadas, como a Luz. “Poderia se criar uma regra diferente para a região central, para construir 15, 20 vezes a área do terreno.”

Prefeitura estuda limitar vagas de estacionamento

No entorno de polos comerciais (como Santa Ifigênia e 25 de Março), a Prefeitura estuda limitar a oferta de vagas de estacionamento, o que pode resultar na criação de bolsões com edifícios-garagem e a redução de vagas junto ao meio-fio. Dentro disso, a ideia também é ampliar as áreas de desembarque e carga e descarga.

Próximo a essas áreas, o estudo propõe as melhorias viárias previstas no “Apoio Urbano Sul” da Lei 16.541/16, que, inclui o alargamento de vias fora do miolo comercial, como as Avenidas do Estado e Celso Garcia.

Para Antonio Claudio Fonseca, professor de Urbanismo da Mackenzie, o pedestre e o transporte público devem ser prioridade. Além disso, possíveis mudanças e restrições podem ser possíveis desde que não exclua quem realmente precisa do transporte por carro, como pessoas com dificuldade de locomoção ou que usam o automóvel na exercício de sua profissão.

Dentre os estudos de transporte público para a área, está um projeto de Linha Circular de bonde, desenvolvido pelo escritório Jaime Lerner e anunciado pelo ex-prefeito João Doria (PSDB) em 2017. O veículo passaria em dois circuitos, que envolvem espaços culturais, polos comerciais e outros pontos atrativos do centro, estando conectados às estações de Metrô e trem, além dos terminais de ônibus, do entorno.

Quais são as próximas etapas?

Após a consulta pública, feita paralelamente com reuniões com entidades associações, a Secretaria Municipal de Licenciamento e Urbanismo, elaborará o PIU Setor Central, que passará por nova consulta popular e, então, será discutido em audiências públicas. A ideia é ter a versão final em dezembro, a qual deve, depois, ser enviada para votação na Câmara Municipal de Vereadores no segundo semestre de 2019.

Além do Setor Central, outros 13 PIUs estão em processo de proposição, andamento ou implantação na cidade, com focos distintos, que vão da Vila Leopoldina, na zona oeste, aos terminais de ônibus Capelinha e Campo Limpo, na zona sul, e Princesa Isabel, no centro.

No caso do PIU Setor Central, até as 12 horas de quinta-feira, 26, apenas três pessoas haviam tido a contribuição aprovada na consulta pública. Dentre os temas comentados, estão a exclusão do Bexiga da área de atuação do projeto, incentivos para restaurar bens tombados, iniciativas para acolher a população em situação de rua e ampliação de ciclovias.

Fonte: https://www.terra.com.br

Lei do distrato pode baixar valor do imóvel na planta.

No entender do mercado imobiliário, novas regras vão reduzir especulação e construtoras poderão deixar de precificar riscos de prejuízo na venda.

Hoje, incorporadoras precificam o prejuízo do distrato, elevando o valor do imóvel.
Crédito: Divulgação

Consultores e advogados especializados em mercado imobiliário entendem que o valor dos imóveis na planta pode baixar se a regulamentação do distrato virar lei. Uma das razões é que, com regras mais claras, as construtoras tendem a retirar do valor a margem que amortizava riscos de desistência. Outro motivo apontado pelos especialistas é o de que a lei tende a atrair para os imóveis na planta os consumidores que buscam um patrimônio e não um ativo.

No entender do mercado imobiliário, sem a lei do distrato o segmento de imóvel na planta está muito afeito à especulação. Haja vista que os compradores que adquirem o bem como forma de investimento são os que mais recorreram à justiça para desfazer contratos e reaver a quantia paga. Motivo: a unidade comprada na planta não valorizou de acordo com a expectativa. Já prevendo essa reação do investidor, as construtoras precificavam o prejuízo no modelo de venda na planta.

Com a lei tirando do imóvel da planta a característica de negócio de risco, ela favorecerá quem, de fato, busca esse tipo de transação imobiliária para adquirir um bem para morar, dizem os especialistas. Consequentemente, entendem, ajudará a diminuir os distratos, que, em 2017, segundo a Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), atingiram 13,9 mil contratos de venda de imóvel em todo o país.

Significa que 44,9% das unidades vendidas nesse período foram devolvidas para as construtoras, pelas seguintes razões: inadimplência, desistência ou falta de condições do comprador para honrar o pagamento. “As quebras de contratos causam um enorme prejuízo ao setor. Quando a empresa paga o acordo firmado no distrato, ela é obrigada a interromper ou desacelerar a obra. Há casos de incorporadoras que entraram em recuperação judicial. Quem se prejudica, na verdade, é aquele cliente que realizou todos os pagamentos e ficou sem ter seu imóvel entregue na data prevista, correndo o risco até de não recebê-lo”, alerta Luiz França, presidente da Abrainc, em seu artigo “O impacto social dos distratos”.

Comissão de Assuntos Econômicos do Senado barra texto aprovado na Câmara

Texto aprovado na Câmara foi rejeitado pela CAE do Senado: mercado imobiliário segue em compasso de espera. Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que regulamenta os distratos de imóveis no Brasil agora tramita no Senado. Em 14 de junho de 2018 chegou à Comissão de Assuntos Econômicos. No dia 10 de julho, por 14 votos a 6, a CAE rejeitou o projeto de lei da forma como foi aprovado na Câmara. Os senadores contrários ao projeto insistiram que a redação prejudica o consumidor que ficar desempregado e não tiver condições de continuar a pagar as prestações do imóvel. Já os favoráveis à proposta alegaram que as regras atuais geram insegurança jurídica e abrem espaço para especuladores obterem ganhos financeiros, prejudicando construtoras e o setor da construção civil.

A proposta, com parecer contrário, segue para o plenário do Senado, que poderá aprová-la ou rejeitá-la definitivamente. Ainda não há data para a votação. Se houver recuo, fica como é hoje, ou seja, quem comprar um apartamento ainda na planta e desistir do empreendimento antes de receber as chaves poderá encontrar dificuldades para desfazer o negócio. Não há uma lei que regulamente o direito de distrato. No entanto, com base no Código de Defesa do Consumidor, e em decisões da justiça, os consumidores têm recebido parte das parcelas pagas, além de multa de 10% a 15% do valor pago à construtora até o momento do rompimento do negócio.

Pelo projeto de lei aprovado na Câmara, se o comprador do imóvel na planta cancelar o contrato, seja por falta de condições de pagar ou desinteresse em manter o negócio, poderá arcar com multa de 25% a 50% (para os contratos sob regime de afetação) sobre os valores já pagos ao incorporador. Dos valores pagos, o vendedor poderá reter 5% como indenização pelas despesas com comissão e corretagem. O restante da verba paga, cerca de 75%, deve ser devolvido ao consumidor.

 

Entrevistado
Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc)
Agência Senado

Contatos
abrainc@abrainc.org.br
agencia@senado.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Profissional de marketing: guia prático para sobreviver.

Nunca pare de estudar e leve a sério seu network. Na opinião de um especialista, essas são as habilidades fundamentais para os novos tempos.

Quando se escolhe uma profissão, espera-se que grande parte de seus conhecimentos sejam adquiridos na faculdade e nas especializações. Mas, para um profissional de marketing hoje em dia, não é bem assim.

O uso crescente da tecnologia transforma as ferramentas disponíveis a todo momento. Novidades chegam sem aviso e tornam obsoletos alguns recursos indispensáveis até então. Se você é profissional da área e sente na pele essa realidade, bem-vindo.

Para Romeo Busarello, CMO da Tecnisa e especialista na Digital House, o marketing é uma área de conhecimento efêmero e, portanto, não se pode parar de estudar. Além disso, é preciso combinar o conhecimento com uma atenção redobrada ao zeitgeist (expressão alemã que significa “espírito do tempo”).

O especialista participou do Digital Summit 2018, evento da Digital House que reuniu palestrantes das mais diversas áreas de tecnologia e inovação.

Se, hoje, o mundo está abandonando o analógico, o profissional do marketing precisa fazer o mesmo – ou será ultrapassado. “Se eu não tivesse digitalizado minha alma, eu não conseguiria me manter no mercado”, diz Busarello, que atua na área há 32 anos.

MARCAS VIRAM EMPRESAS DE DADOS

Recentemente, o supermercado Pão de Açúcar passou a oferecer promoções por meio de seu aplicativo para celulares.

Disponibilizando ofertas tentadoras, tornou-se o app mais baixado dos últimos oito meses na loja brasileira da Apple, com 12 milhões de downloads. Se atingir a marca de 40 milhões, um “mero” aplicativo de celular passará a servir como veículo de mídia, emparelhando sua entrega à de um grande canal de televisão.

Citada como exemplo pelo especialista, a marca é um exemplo de inovação. Busarello aposta que, em cinco anos, o aplicativo valerá mais que a própria empresa-mãe – e assim, acompanhando o zeitgeist, o Pão de Açúcar passará a ser uma empresa de dados.

A responsável por uma mudança como esta é a área de marketing. Mas é preciso implementar a inovação em todas as áreas. O mercado está mudando e tudo aponta que negócios tradicionais se tornarão plataformas. Isso já vem se consolidando em diversas áreas, com grandes cases de sucesso.

No varejo, há o Ebay e o Enjoei. Na mídia, o YouTube. Na propaganda, o Google e o Craiglist. Nas finanças, o PayPal e o Kickstarter. Na hospedagem, o Airbnb e o TripAdvisor. Nos transportes, o Uber e o Cabify. E assim por diante. “Ou você é marca ou mercadoria. E nunca foi tão fácil ser marca”, afirma Busarello.

FAÇA CURSOS E LEVE A SÉRIO O NETWORKING

Para não perder o compasso da evolução da sua área, Busarello dá algumas dicas para o profissional de marketing. Uma delas é atualizar-se sempre, com cursos de boa qualidade. A outra é praticar o que ele chama de “hora bar”: explore seu network, encontre colegas para conversar. Nem precisa de cerveja! Um cafezinho já funciona.

O importante é trocar conhecimento com profissionais diferentes, chamar colegas para conversar e discutir as novidades do momento com especialistas. “Meu maior patrimônio como CMO hoje é meu LinkedIn”, afirma.

Enquanto você marca o próximo encontro para falar de novidades do mundo do marketing e encaixa na agenda mais um curso de atualização, não se esqueça que o que importa é o seu próximo passo como profissional.

“Tudo o que você fez até agora não importa perto do que ainda irá fazer”, afirma Busarello, baseando-se na filosofia de Mike Krzyzewski, ou Coach K, um dos mais famosos treinadores de basquete dos Estados Unidos.

Como Krzyzewski, Busarello acredita que “a próxima jogada” é o que mais importa. “Não pare. A mudança favorece a mente preparada”, diz.

Fonte: https://br.digitalhouse.com

Cartão-postal de Praga, Dancing House agora abriga hotel de luxo.

Prédio arrojado, também conhecido como Fred and Ginger, tem 21 quartos e muito design.

O prédio conhecido como Ginger and Fred, em Praga, agora abriga um hotel – Petr David Josek / AP

RIO – Diariamente, o Dancing House, o arrojado prédio projetado por Frank Gehry e Vlado Milunic, em Praga, recebe a visita de uma multidão de turistas. Poucos talvez saibam que é possível dormir nesse cartão-postal. O edifício, também conhecido como Fred and Ginger, agora abriga um hotel de luxo.

O Dancing Hotel tem 21 quartos com vista para o Rio Moldava, para o Castelo de Praga e outros pontos do centro histórico da capital da República Tcheca. A decoração segue o design moderno de toda a construção, inaugurada em 1996 e cujo formato remete a um casal de bailarinos, como Ginger Rogers e Fred Astaire.

Ambos, aliás, batizam os melhores quartos do hotel. O Fred Deluxe Room (31 metros quadrados) e o Fred Royal Suite (65 metros quadrados) ficam na torre direita, de concreto, que simboliza o dançarino. Na torre esquerda, que representa a atriz, feita de vidro e aço, estão a Ginger Suite (47 metros quadrados) e a Ginger Royal Suite (70 metros quadrados).

POR DENTRO DO ‘HOTEL DANÇANTE’ DE PRAGA

Turistas tiram fotos no alto do Dancing House, que agora abriga um hotel de luxo com 21 quartos em Praga, o Dancing HotelFoto: Petr David Josek / AP

O topo da torre da direita, que representa Fred Astaire, com uma estrutura de metal, é uma das atrações do prédio, projetado, entre outros, por Frank GehryFoto: Petr David Josek / AP

Parte dos 21 quartos do Dancing Hotel tem vista para o Rio Moldava, o Castelo de Praga e outras atrações da capital da República TchecaFoto: Petr David Josek / AP

A arquitetura peculiar do prédio, formado por uma coluna de concreto e outra de vidro e aço, é um dos atrativos do hotel, em que cada quarto é único Foto: Petr David Josek / AP

Os dançarinos mais famosos de Hollywood, imortalizados em plena capital da República Tcheca em forma de edifício, também batizam um restaurante francês no topo do Dancing House. O Ginger and Fred Restaurant é independente do hotel e tem menu sofisticado e pratos inspirado na arquitetura desafiadora do edifício. Mas o carro-chefe é mesmo a vista panorâmica.

O Dancing Hotel tem diárias a partir de 152 euros. Mais informações em dancinghousehotel.com.

Fonte: https://oglobo.globo.com

Como o iglu pode proteger do frio extremo mesmo sendo feito de gelo?

 

Construir casas com gelo é uma estratégia tradicional em povos nômades inuítes do Pólo Norte. E, embora não se tenha registros de quando esse tipo de construção foi criado, ele surgiu para manter os esquimós longe do frio durante a noite. Mas, se a neve é gelada, como ela pode manter o ambiente aquecido?

O canal do Youtube It’s Okay To Be Smart contou como funcionam as técnicas construtivas do iglu. E, basicamente, tudo é explicado pelas leis da física. A sensação do frio é gerada ao se perder calor do corpo, o que pode acontecer por convecção, condução ou radiação. Essas três formas de propagação do calor são pensadas na construção do iglu, já que a neve consegue isolar o ar frio de passar pelas paredes.

Formato do iglu não chega a ser uma meia esfera perfeita, mas uma catenária. Foto: Reprodução/Pinterest

Ao contrário do que mostram os desenhos animados, os iglus não têm a forma de meia esfera, mas de uma catenária — espécie de arco que se afunila conforme chega ao topo —, distribuindo o peso dos tijolos de gelo de maneira mais estável.

Mas o principal segredo do iglu está no seu interior. Por dentro, ele é construído em dois níveis diferentes: um mais baixo na entrada e um superior ao fundo. O ar quente, emitido pelo próprio corpo, sobe e fica na parte superior, enquanto o ar frio externo circula na parte de baixo. Estima-se que, quando mesmo com um frio externo chegando a -45 °C, um iglu consegue manter a temperatura interna de -7 °C a 16 °C.

Com o calor, parte do gelo ainda derrete internamente, reforçando as arestas entre os tijolos de gelo e ajudando na retenção do calor.

Assista ao vídeo completo:

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br

por Aléxia Saraiva

Tudo sobre o aumento dado ao limite no financiamento de imóveis pela Caixa.

As novas medidas da CEF buscam aquecer o mercado imobiliário e gerar mais empregos para construção civil.

Ainda que, anteriormente, a Caixa Econômica Federal tenha diminuído o limite para o financiamento imobiliário e, ao mesmo tempo, aumentado os juros dessa modalidade, hoje, dois anos mais tarde, ela volta a aumentar o crédito e a abaixar as taxas.

Foto: DINO / DINO

Como resultado, isso demonstra uma facilidade maior para financiar imóveis e, claro, deve resultar em um aumento significativo da demanda por imóveis no país. O consultor imobiliário da Porto Seguro, Roger Oliveira, explica “o limite para financiar imóveis é fator decisivo na tomada de decisão de um futuro comprador; quando as condições são facilitadas, é esperado que mais pessoas busquem por essa negociação”.

Para financiamentos de R$ 300 mil, em 30 anos, o futuro comprador poderá economizar cerca de R$ 50 mil; para R$ 450 mil, a economia poderá bater a casa dos R$ 75 mil. Esses valores dependem, obviamente, do sistema de financiamento escolhido: ou Sistema Financeiro de Habitação, ou Sistema de Financiamento Imobiliário.

Para o Sistema Financeiro de Habitação, ou SFH, os imóveis podem ser financiados com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS. Existe um limite para essa negociação que varia de acordo com o estado em que o imóvel se encontra – para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, esse valor é de R$ 750 mil; para as outras localidades, o limite é de apenas R$ 650 mil.

Para o Sistema de Financiamento Imobiliário, ou SFI, os imóveis financiados são aqueles que não são contemplados pelo SFH, isto é, para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, são negociados imóveis acima de R$ 750 mil; para o restante do país, acima de R$ 650 mil.

Para o primeiro caso, são negociados imóveis de até R$ 950 mil, cujas taxas de juros mínimas passaram de 10,25% para 9%, ao ano. Para o segundo caso, os imóveis que ultrapassam o limite do SFH ficam com as taxas mínimas a 10%, diferente dos 11,25% anteriores. As máximas ficam em 10,25% para SFH e 11,25% para SFH, por ano.

Para imóveis usados, as regras da Caixa Econômica Federal também foram alteradas e tornaram-se mais viáveis para os futuros compradores. Anteriormente, o limite para financiamento era de apenas 50% do imóvel, mas foi aumentado para 70%, competindo com os 80% dos imóveis novos.

Para Roger de Oliveira, essa é uma medida que também ajuda a aquecer o mercado, “parte-se da ideia de que as pessoas buscam sempre imóveis novos para a compra, mas é algo ilusório: grande parte da população ainda busca por imóveis usados, mas em boas condições”.

Na prática, o aumento do limite para a compra de imóveis usados ainda ajuda na criação de novos empregos e na movimentação do setor imobiliário do país inteiro. “O sonho de ter uma casa própria ainda está muito presente na vida dos brasileiros, não é? Ter uma oportunidade de comprar um imóvel é o que eles precisam”, reflete Roger.

Quanto aos prazos, no entanto, é importante salientar que eles permanecem os mesmos. Para as negociações na modalidade SFH, é possível variar entre 156 e 420 meses (ou seja, de 13 a 40 anos); já para as negociações no SFI, a variação é de 120 a 420 meses (isto é, de 10 a 40 anos).

Impactos no mercado imobiliário

Como resposta às mudanças da Caixa Econômica Federal, o mercado já mostra sinais de aquecimento como reação positiva. “Acredito que tenha sido o momento certo para as mudanças da CEF, porque as pessoas estavam bastante receosas de contrair dívidas agora”.

Principalmente quando se fala na crise financeira ainda presente no país, diante da possibilidade de desemprego, é natural que os brasileiros queiram assumir um financiamento imobiliário. Por essa razão, a redução das taxas e aumento do limite dado pela Caixa é uma medida inteligente para aquecer o mercado.

Além disso, é nítido que, desse modo, ela pode voltar à competitividade no mercado imobiliário. Ainda que ela seja a instituição financeira detentora da maior porcentagem de negociações, cerca de 70%, os juros não eram os mais vantajosos.

Ainda assim, os futuros compradores ainda se veem em uma pesquisa minuciosa para comparar as melhores taxas de financiamento a fim de adquirir condições menos pesadas para o bolso. “Com essas medidas, o ideal é que se aproveite as condições da Caixa Econômica Federal, principalmente porque não sabemos a durabilidade delas; a qualquer momento, ela pode voltar atrás”, alerta Roger.

A reação positiva pode ser vista não apenas no aquecimento do setor imobiliário de forma direta, mas também de toda sua cadeia produtiva, como a construção civil. Afinal, os benefícios oferecidos pela Caixa não apenas incentivam a compra de novos móveis, como, também, estimulam a geração de empregos relacionados a compra e venda dessas casas. A expectativa é de que o ano feche em alta de 2%, melhor do que a relação observada no ano anterior.

Desde os primeiros sinais da crise, a Caixa Econômica vem buscando aumentar a competitividade perante outras instituições financeiras que oferecem crédito imobiliário. Ainda assim, tanto as taxas de juros quanto o limite para financiamento vêm sofrendo oscilações desde 2015; a última redução, no entanto, ocorreu apenas em 2016, quando as taxas passaram para 9,25% no SFH e 10,75% no SFI.

Fonte: https://www.terra.com.br

Website: https://www.gearseo.com.br/

A Perdizes dos anos 1910 a 1940 vira patrimônio da cidade de SP.

Prefeitura homologou o tombamento do Colégio Santa Marcelina e de outros 39 imóveis; do total, a maioria se tornou espaço de comércio e serviços.

Uma idealizada vida campestre, natural e simples” é como o Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) descreve o estilo do antigo chalé do Dr. Homem de Melo, construído em 1910. Essa Perdizes, do início do século passado, hoje escondida por prédios, virou patrimônio. Na quinta-feira, 19, a Prefeitura de São Paulo homologou o tombamento de 40 imóveis no entorno de Perdizes, incluindo espaços na Água Branca e na Barra Funda. Dentre eles, originalmente, 37 eram residências unifamiliares.

Hoje, o modelo prossegue em apenas cinco. Nas restantes, foram instalados escolas e espaços de comércio e serviços, além de duas pensões e residenciais para idosos. O chalé do doutor, dos anos 1910, de bangalô, se tornou uma farmácia em 2014. Hoje vive realidade distinta, em um dos distritos mais populosos da zona oeste de São Paulo.

Mas não é caso isolado. Na região, a maioria da população vive em edifícios, erguidos principalmente após os anos 1970, período em que o Plano Diretor proibia prédios de uso misto. Por isso, o comércio migrou para as casas, explica Lucio Gomes Machado, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). “Tudo que não é usado vira ruína”, pontua. “Já existiu, durante uma certa época, a identificação entre construção antiga e centro cultural, mas isso não tem nada a ver. O importe é continuar vivendo”, acrescenta.

O tombamento reúne imóveis construídos nas primeiras quatro décadas do século 20. Os bens têm estilo neocolonial e eclético, sem assinatura de arquiteto famoso. A exceção é o único edifício tombado, que foi reformado em 1948 por Oswaldo Bratke, autor da sede da Fundação Maria Luiza e Oscar Americano.

Além de sobrados, casarões e afins, também foram tombados o Colégio Santa Marcelina e o Centro de Educação Infantil MMDC. Com exceção da escola e de uma casa, que hoje abriga uma instituição católica, os demais precisam preservar apenas as características externas. Todos foram apontados para preservação por moradores em processos em 2011 e 2016.

Entre os proprietários, a decisão divide opiniões. A aposentada Marilda Carvalho, que viveu 70 dos seus 80 anos em uma residência na Água Branca, discorda do tombamento e diz que a casa é “como outra qualquer”.

“É minha e não posso mexer”, reclama, em relação à necessidade de aprovação para fazer modificações na fachada. O aposentado, Celso Paschoal Moraes, de 71 anos, vê de outra forma. “Para mim não tem diferença. A única deve ser econômica, porque não pode derrubar, mas nunca fui atrás”, aponta. Morador de um sobrado na Barra Funda há 13 anos, herdou o imóvel de um tio. “Hoje não se tem nenhuma pretensão de uma casa durar o que essa dura, com material bom”, elogia.

Ângela Castello Branco, de 41 anos, e Giuliano Tierno, de 40, alugaram um espaço na região justamente pelas características dos anos 1930. Em 2015, fundaram o centro de arte e educação A Casa Tombada, instalado em duas casas geminadas na Avenida Ministro de Godoi. “Estava caindo aos pedaços. Investimos o que tínhamos na reforma, pelo gosto de cuidar da casa”, conta Ângela. “O projeto teve muito esse apelo da casa como elemento central, a sala é uma sala, o quintal é um quintal de convivência. Chamamos os alunos de moradores. É uma outra forma de morar, em torno de ideias.”

Fonte: https://www.terra.com.br