Arquivo diários:10 de julho de 2018

Automação residencial é uma tendência?

Automação residencial permite ao morador o controle de forma remota de itens de sua casa
Créditos: Shutterstock

Tecnologia facilita a rotina dos moradores e auxilia em questões como segurança e eficiência energética.

Para facilitar o dia a dia dos moradores a automação residencial tem se fortalecido, principalmente, nos empreendimentos de alto padrão. Melhorias no controle de segurança, nas utilidades domésticas e, até mesmo, eficiência na economia de energia, podem ocorrer quando se opta por inserir essa inovação tecnológica no seu empreendimento.

Para realizar a implantação de sistemas de automação residencial, no entanto, é preciso preparar a equipe da incorporadora e realizar altos investimentos iniciais em equipamentos. Como a etapa de implantação se dá em projeto, é preciso se atentar aos projetistas que executarão esse processo. Nesse aspecto é possível tornar mais eficiente as questões energéticas, utilizando aquecimento solar ou sistemas de reuso de água, por exemplo.

Pensando na necessidade de otimizar o tempo das pessoas, que cada vez mais buscam reduzir períodos realizando tarefas domésticas, o oferecimento da automação residencial é a estratégia para atender a demanda de mercado que consegue visualizar aspectos positivos quando compara custo x benefícios.

Tecnologias da automação residencial

Acreditando na importância da automação residencial para melhorar a rotina dos clientes, o Horizonte Flamboyant, empreendimento da Emoções Incorporadora, GMP Incorporação e GPL Incorporadora, investiu em itens que garantem uma personalização do projeto. Essa personalização foi o diferencial principal do empreendimento.

O empreendimento tem automação tanto nas áreas privativas quanto nas áreas comuns. Na área comum, por exemplo, existe um sistema de controle de supervisão. “Como a gente tem vários pavimentos de lazer, no 3º e no 23º há o controle da área comum em que é possível ligar e desligar o ar condicionado da academia ou a luz que o usuário esqueceu acesa no ambiente, de forma remota, explica Deborah David Rios, coordenadora de projetos da GPL Incorporadora e Construtora.

Outra questão ligada aos processos de automação envolve aos problemas relacionados à água no reservatório superior. Se for constatado pelo sistema que há algo errado com o bombeamento da água para o reservatório superior, o modo de automação será acionado automaticamente. E caso a água esteja acabando, o sistema também é responsável por identificar esse problema. “Tudo isso gera economia e uma gestão mais fácil do empreendimento”, ressalta a coordenadora de projetos.

Já com relação aos itens privativos, uma tendência de automação é a entrega de ar condicionado, iluminação e sonorização envolvendo a tecnologia – ou seja, também controlados remotamente. Na prática, no Horizonte Flamboyant a previsão é que o cliente compre só o equipamento e possa desfrutar de todo o sistema automatizado. “No caso da iluminação, temos um sistema de controle que se chama cenas, que eu consigo pulverizar essas cenas do ambiente. Eu posso ligar, por exemplo, a luz da sala com 20% a 30% de energia para manter aquele clima romântico”, explica Deborah.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br

Materiais recicláveis para sua construção.

Alternativas sustentáveis são incorporadas por construtoras para preservar meio ambiente e gerir economia na obra Créditos: Shutterstock

Plástico verde, oriundo da cana de açúcar, e outros métodos de reaproveitamento diminuem impactos ambientais

Em busca de certificações sustentáveis, como LEED ou AQUA, ou até mesmo por conta da consciência ecológica que está impactando as indústrias, os materiais recicláveis estão sendo implantados tanto nos canteiros de obras quanto nos produtos imobiliários que estão sendo entregues.

“Quando se fala em reaproveitamento, 80% do aço da construção civil usa material reciclado; o alumínio usa 70% de material reciclado; cimento usa 13,6%; vidro usa 18%; uma série de produtos que a gente usa na construção, são compostos de materiais reciclados”, afirma Fabio Villas Bôas, coordenador do Comitê de Meio Ambiente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

Algumas alternativas de implantação podem ser feitas na reutilização de materiais ou na própria concepção deles, como no caso de plásticos verdes, oriundos da cana de açúcar. O método, evidenciado por Villas Bôas, foi desenvolvido por empresas do ramo de tubos e conexões e hoje o material é utilizado como grelhas que tampam ralos e passagens de empreendimentos de grandes construtoras, como a Tecnisa.

Outra forma de reaproveitamento de materiais pode ser evidenciada nos playgrounds dos empreendimentos. É possível utilizar um piso feito de material reciclado, que usa restos de pneu, peças plásticas com problemas de fabricação e são transformados em peças parecidas com pavers. “Esse piso feito de material reciclado é usado para amortecer os tombos das crianças. Então, quando elas caem nele, não se machucam”, explica o representante do SindusCon-SP.

Todas as obras podem receber materiais recicláveis, basta se planejar para isso. Um exemplo de mudança de conceito e posicionamento do setor ocorreu com a questão das madeiras. “Hoje as madeiras são totalmente reutilizadas, principalmente, para a produção de calor nas padarias em fornos. Então, existem empresas especializadas que segregam essa madeira”, destaca Villas Bôas. Essa madeira, no entanto, tem que ser limpa e isenta de pregos. Ela é recolhida por essas empresas, triturada e transformada em ferragens.

Demolição

A questão da demolição durante a execução da obra também precisa ser considerada e pensada para minimizar impactos ambientais e gerar menos entulho possível. No caso do Jardim das Perdizes, por exemplo, o coordenador técnico de Meio Ambiente do SindusCon-SP conta que foi realizada uma grande demolição, sendo derrubados algo em torno de 36 mil m² de prédios antigos.

A solução para minimizar os impactos e reduzir custos foi britar todo o material demolido na própria obra, transformando aquele material em agregados para os subleitos das ruas. “Existem algumas camadas que você usa sobre o terreno natural para melhorar a camada de suporte do pavimento. Então, nós usamos esse material e isso tem um ganho gigantesco, porque, normalmente, a gente usaria brita. Eu teria que extrair na pedreira e em segundo lugar esse material iria para um aterro, que também polui mais. Nós acabamos usando ele para um fim comercial e obtendo ótimos resultados”, ressalta Villas Bôas.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br