Arquivo diários:18 de julho de 2018

Lapa e Vila Sônia são os bairros que mais se verticalizaram.

Ainda assim, regiões com maior predominância de apartamentos estão na região central, com destaque para República, Higienópolis e Santa Cecília.

Área central da cidade é a mais verticalizada, segundo o portal Zap FOTO: WIKIPEDIA

Os bairros Lapa e Vila Sônia, ambos na zona oeste, foram os locais em que os prédios mais substituíram as casas na capital paulista nos últimos dez anos. É o que indica um levantamento sobre imóveis residenciais divulgado pelo portal Zap na semana passada.

Nas duas regiões, foi registrado um crescimento de 16% dos empreendimentos verticais no período. Também tiveram altas expressivas os bairros Santo Amaro (15%), Vila Andrade (13%) e Barra Funda (12%).

Já o recorte por região da cidade mostra uma mudança maior na zona oeste, com uma evolução de 7% dos apartamentos, enquanto as zonas sul (5%), norte (5%) e leste (4%) marcaram avanços inferiores.

De acordo com a porta-voz do estudo, a proximidade de corredores de ônibus e estações de metrô foi determinante para a construção de prédios residenciais nos últimos anos.

“O mercado imobiliário acompanha o Plano Diretor da cidade de São Paulo, que prioriza a verticalização em locais que ficam perto do transporte público”, afirma Cristiane Crisci, gerente de inteligência de mercado do Grupo Zap.

A tendência para os próximos anos, segue ela, é que esses empreendimentos apareçam em áreas que possuam novas estações de metrô e corredores de ônibus. “É o caso das proximidades da Avenida Ibirapuera”, exemplifica. Na região citada pela especialista, foi lançada no começo deste ano a Estação Moema da Linha 5- Lilás.

Mais prédios

Apesar do crescimento registrado recentemente, Lapa e Vila Sônia não aparecem entre os bairros mais verticalizados da cidade. No topo dessa lista, estão República e Higienópolis, no centro da cidade, onde 97% dos imóveis são classificados como apartamentos.

Em seguida, aparecem os bairros de Santa Cecília (96%), Itaim Bibi (95%), Paraíso (95%), Bela Vista (94%), Sé (93%), Moema (93%), Vila Nova Conceição (89%) e Vila Olímpia (88%).

Na ponta oposta da tabela, estão Anhanguera e Jardim Ângela, que não possuem nem 1% de seus imóveis verticalizados, além de Parelheiros (1%), Marsilac (2%), Cidade Ademar (3%), Grajaú (4%), Pedreira (5%), Cidade Jardim (8%) e Ermelino Matarazzo (8%).

Segundo Cristiane, a predominância de apartamentos no centro da cidade está ligada ao desenvolvimento histórico paulistano. “Foi nessa região que os primeiros prédios foram construídos”, diz ela.

Entretanto, a entrevistada afirma que em bairros de evolução mais recente, como Itaim Bibi e Vila Olímpia, a construção em ritmo elevado compensou o início mais tardio da aposta na verticalização.

Sobre a periferia da cidade, Cristiane diz que programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, podem acentuar a presença de prédios no futuro.

Fonte: https://www.dci.com.br

Renato Ghelfi • São Paulo

Mercado imobiliário de São Paulo mantém bons resultados em maio.

Foto: Divulgação Mercado imobiliário de São Paulo mantém bons resultados em maio.

Conforme apurado pelo Secovi-SP, o mês não refletiu os efeitos negativos da greve dos caminhoneiros. Contudo, especialistas do mercado pensam em rever as expectativas de crescimento para o ano.

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou em maio a comercialização de 2.158 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado representa aumento de 19,8% frente às 1.802 unidades vendidas no mês anterior. Comparado ao volume de 2.170 unidades comercializadas em maio de 2017, houve ligeira queda de -0,6%.

No acumulado de 12 meses (junho de 2017 a maio de 2018), foram comercializadas 27.307 unidades, um aumento de 59,6% em comparação ao mesmo período de 2017 (junho de 2016 a maio de 2017), quando as vendas totalizaram 17.108 unidades.

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou o lançamento de 1.721 unidades residenciais em maio, resultado 45,7% superior ao de abril de 2018 (1.181 unidades) e 35,1% inferior ao de maio do ano passado (2.651 unidades).

Em 12 meses (junho de 2017 a maio de 2018), foram lançadas 30.369 unidades residenciais na capital paulista, volume 38,9% acima das 21.871 unidades lançadas no período anterior (junho de 2016 a maio de 2017).

Oferta – A Capital encerrou o mês de maio com 17.425 unidades disponíveis em oferta, que é formada por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (junho de 2015 a maio de 2018). Esse resultado foi 4,8% inferior à oferta de abril (18.313 unidades) e 20,7% menor que a oferta de maio de 2017 (21.960 unidades).

Análise – No final do mês de maio, o País foi duramente afetado pela greve dos caminheiros, cuja paralisação das atividades prejudicou a distribuição de combustível, alimentos e outros produtos, causando a elevação de preços desses insumos. “Apesar de as dificuldades de abastecimento terem sido percebidas no setor da construção, o mercado imobiliário de São Paulo ainda registrou indicadores positivos, mantendo a trajetória de retomada observada desde o fim do ano passado”, analisa Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Em maio, cresceram as vendas e os lançamentos em comparação ao mês de abril. No acumulado do ano, as vendas registraram crescimento de 60,9% frente ao período de janeiro a maio de 2017. Nos lançamentos, houve redução de 16,1% em comparação a abril, comportamento considerado normal. Nos primeiros cinco meses do ano, a pesquisa contabilizou 9.713 vendas e 5.257 unidades lançadas.

Econômicos – Os imóveis com os melhores desempenhos no mercado continuam sendo os apartamentos compactos, com até 45 m², de 2 dormitórios, com especial destaque para os econômicos, ou seja, os produtos situados nas faixas de preços do programa Minha Casa, Minha Vida.

As unidades de 2 dormitórios registraram maior quantidade de vendas (1.260 unidades), de lançamentos (868 unidades), de imóveis ofertados (9.434 unidades), com VGV (Valor Global de Venda) de R$ 429,1 milhões. Quando segmentados por área útil, os imóveis com menos de 45 m² apresentaram maior quantidade de vendas (1.151 unidades), de lançamentos (916 unidades), de oferta (6.369 unidades), com VGV de R$ 367,7 milhões e indicador VSO (Vendas Sobre Oferta) de 15,3%.

Por faixa de preço, os imóveis com valor de até R$ 240.000,00 registraram o maior número de lançamentos (489 unidades) e vendas (776 unidades). A faixa de preço de R$ 240.001,00 a R$ 500.000,00 registrou a maior oferta (5.935 unidades).

Visando aprimorar as informações divulgadas, a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP vai acompanhar a segmentação de imóveis econômicos, utilizando os parâmetros do Minha Casa, Minha Vida. “Essa distinção é justificada pela diferença de comportamento desses produtos, que têm enorme aderência junto à população de mais baixa renda”, ressalta Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP.

Neste primeiro levantamento, verificou-se que os imóveis econômicos participaram com aproximadamente 16% da oferta da cidade de São Paulo, ou seja, há 2.766 unidades desse tipo disponíveis para venda, frente ao total de 17.425 unidades. O indicador VSO desses imóveis foi 118% maior do que o restante do mercado. Em maio, o VSO dos imóveis econômicos atingiu 19,8%, enquanto o dos demais foi de 9,1%.

Previsões – As expectativas com as eleições de outubro, aliadas à mudança de projeção do PIB (Produto Interno Bruto), por exemplo, estão influenciando as perspectivas do mercado imobiliário, até então bastante positivas. “Há uma redução do índice de confiança dos empresários e consumidores ainda não refletida nos indicadores do setor, mas que poderá dificultar a retomada iniciada no segundo semestre de 2017 e que estava se firmando nesses primeiros meses do ano”, opina Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Sindicato da Habitação.

O encolhimento da economia, duramente abalada com a paralisação dos caminhoneiros, vai antecipar a revisão de crescimento do mercado imobiliário na cidade de São Paulo e na Região Metropolitana traçado no início do ano. “Quando apresentamos os resultados do setor em 2017, a nossa previsão era de crescimento nos lançamentos e nas vendas. Porém, diante da instabilidade interna, com alta do dólar e indefinição do cenário político, já começamos a repensar esses índices”, adianta o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

Há mais um agravante mencionado pelo dirigente: a rejeição ao Projeto de Lei nº 68/2018, que regulamenta os distratos, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. “Aguardávamos a aprovação deste PL, porque vai proporcionar segurança jurídica para o setor e para os compradores. Neste aspecto, ainda acreditamos que os senadores reconhecerão a importância desta regulação para impulsionar a retomada do mercado, entendendo que a nossa atividade é de longa maturação e alto risco, mas fundamental para o desenvolvimento socioeconômico”, assevera Amary.

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br