Arquivo diários:27 de julho de 2018

Lei do distrato pode baixar valor do imóvel na planta.

No entender do mercado imobiliário, novas regras vão reduzir especulação e construtoras poderão deixar de precificar riscos de prejuízo na venda.

Hoje, incorporadoras precificam o prejuízo do distrato, elevando o valor do imóvel.
Crédito: Divulgação

Consultores e advogados especializados em mercado imobiliário entendem que o valor dos imóveis na planta pode baixar se a regulamentação do distrato virar lei. Uma das razões é que, com regras mais claras, as construtoras tendem a retirar do valor a margem que amortizava riscos de desistência. Outro motivo apontado pelos especialistas é o de que a lei tende a atrair para os imóveis na planta os consumidores que buscam um patrimônio e não um ativo.

No entender do mercado imobiliário, sem a lei do distrato o segmento de imóvel na planta está muito afeito à especulação. Haja vista que os compradores que adquirem o bem como forma de investimento são os que mais recorreram à justiça para desfazer contratos e reaver a quantia paga. Motivo: a unidade comprada na planta não valorizou de acordo com a expectativa. Já prevendo essa reação do investidor, as construtoras precificavam o prejuízo no modelo de venda na planta.

Com a lei tirando do imóvel da planta a característica de negócio de risco, ela favorecerá quem, de fato, busca esse tipo de transação imobiliária para adquirir um bem para morar, dizem os especialistas. Consequentemente, entendem, ajudará a diminuir os distratos, que, em 2017, segundo a Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), atingiram 13,9 mil contratos de venda de imóvel em todo o país.

Significa que 44,9% das unidades vendidas nesse período foram devolvidas para as construtoras, pelas seguintes razões: inadimplência, desistência ou falta de condições do comprador para honrar o pagamento. “As quebras de contratos causam um enorme prejuízo ao setor. Quando a empresa paga o acordo firmado no distrato, ela é obrigada a interromper ou desacelerar a obra. Há casos de incorporadoras que entraram em recuperação judicial. Quem se prejudica, na verdade, é aquele cliente que realizou todos os pagamentos e ficou sem ter seu imóvel entregue na data prevista, correndo o risco até de não recebê-lo”, alerta Luiz França, presidente da Abrainc, em seu artigo “O impacto social dos distratos”.

Comissão de Assuntos Econômicos do Senado barra texto aprovado na Câmara

Texto aprovado na Câmara foi rejeitado pela CAE do Senado: mercado imobiliário segue em compasso de espera. Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto de lei que regulamenta os distratos de imóveis no Brasil agora tramita no Senado. Em 14 de junho de 2018 chegou à Comissão de Assuntos Econômicos. No dia 10 de julho, por 14 votos a 6, a CAE rejeitou o projeto de lei da forma como foi aprovado na Câmara. Os senadores contrários ao projeto insistiram que a redação prejudica o consumidor que ficar desempregado e não tiver condições de continuar a pagar as prestações do imóvel. Já os favoráveis à proposta alegaram que as regras atuais geram insegurança jurídica e abrem espaço para especuladores obterem ganhos financeiros, prejudicando construtoras e o setor da construção civil.

A proposta, com parecer contrário, segue para o plenário do Senado, que poderá aprová-la ou rejeitá-la definitivamente. Ainda não há data para a votação. Se houver recuo, fica como é hoje, ou seja, quem comprar um apartamento ainda na planta e desistir do empreendimento antes de receber as chaves poderá encontrar dificuldades para desfazer o negócio. Não há uma lei que regulamente o direito de distrato. No entanto, com base no Código de Defesa do Consumidor, e em decisões da justiça, os consumidores têm recebido parte das parcelas pagas, além de multa de 10% a 15% do valor pago à construtora até o momento do rompimento do negócio.

Pelo projeto de lei aprovado na Câmara, se o comprador do imóvel na planta cancelar o contrato, seja por falta de condições de pagar ou desinteresse em manter o negócio, poderá arcar com multa de 25% a 50% (para os contratos sob regime de afetação) sobre os valores já pagos ao incorporador. Dos valores pagos, o vendedor poderá reter 5% como indenização pelas despesas com comissão e corretagem. O restante da verba paga, cerca de 75%, deve ser devolvido ao consumidor.

 

Entrevistado
Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc)
Agência Senado

Contatos
abrainc@abrainc.org.br
agencia@senado.gov.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Profissional de marketing: guia prático para sobreviver.

Nunca pare de estudar e leve a sério seu network. Na opinião de um especialista, essas são as habilidades fundamentais para os novos tempos.

Quando se escolhe uma profissão, espera-se que grande parte de seus conhecimentos sejam adquiridos na faculdade e nas especializações. Mas, para um profissional de marketing hoje em dia, não é bem assim.

O uso crescente da tecnologia transforma as ferramentas disponíveis a todo momento. Novidades chegam sem aviso e tornam obsoletos alguns recursos indispensáveis até então. Se você é profissional da área e sente na pele essa realidade, bem-vindo.

Para Romeo Busarello, CMO da Tecnisa e especialista na Digital House, o marketing é uma área de conhecimento efêmero e, portanto, não se pode parar de estudar. Além disso, é preciso combinar o conhecimento com uma atenção redobrada ao zeitgeist (expressão alemã que significa “espírito do tempo”).

O especialista participou do Digital Summit 2018, evento da Digital House que reuniu palestrantes das mais diversas áreas de tecnologia e inovação.

Se, hoje, o mundo está abandonando o analógico, o profissional do marketing precisa fazer o mesmo – ou será ultrapassado. “Se eu não tivesse digitalizado minha alma, eu não conseguiria me manter no mercado”, diz Busarello, que atua na área há 32 anos.

MARCAS VIRAM EMPRESAS DE DADOS

Recentemente, o supermercado Pão de Açúcar passou a oferecer promoções por meio de seu aplicativo para celulares.

Disponibilizando ofertas tentadoras, tornou-se o app mais baixado dos últimos oito meses na loja brasileira da Apple, com 12 milhões de downloads. Se atingir a marca de 40 milhões, um “mero” aplicativo de celular passará a servir como veículo de mídia, emparelhando sua entrega à de um grande canal de televisão.

Citada como exemplo pelo especialista, a marca é um exemplo de inovação. Busarello aposta que, em cinco anos, o aplicativo valerá mais que a própria empresa-mãe – e assim, acompanhando o zeitgeist, o Pão de Açúcar passará a ser uma empresa de dados.

A responsável por uma mudança como esta é a área de marketing. Mas é preciso implementar a inovação em todas as áreas. O mercado está mudando e tudo aponta que negócios tradicionais se tornarão plataformas. Isso já vem se consolidando em diversas áreas, com grandes cases de sucesso.

No varejo, há o Ebay e o Enjoei. Na mídia, o YouTube. Na propaganda, o Google e o Craiglist. Nas finanças, o PayPal e o Kickstarter. Na hospedagem, o Airbnb e o TripAdvisor. Nos transportes, o Uber e o Cabify. E assim por diante. “Ou você é marca ou mercadoria. E nunca foi tão fácil ser marca”, afirma Busarello.

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Para não perder o compasso da evolução da sua área, Busarello dá algumas dicas para o profissional de marketing. Uma delas é atualizar-se sempre, com cursos de boa qualidade. A outra é praticar o que ele chama de “hora bar”: explore seu network, encontre colegas para conversar. Nem precisa de cerveja! Um cafezinho já funciona.

O importante é trocar conhecimento com profissionais diferentes, chamar colegas para conversar e discutir as novidades do momento com especialistas. “Meu maior patrimônio como CMO hoje é meu LinkedIn”, afirma.

Enquanto você marca o próximo encontro para falar de novidades do mundo do marketing e encaixa na agenda mais um curso de atualização, não se esqueça que o que importa é o seu próximo passo como profissional.

“Tudo o que você fez até agora não importa perto do que ainda irá fazer”, afirma Busarello, baseando-se na filosofia de Mike Krzyzewski, ou Coach K, um dos mais famosos treinadores de basquete dos Estados Unidos.

Como Krzyzewski, Busarello acredita que “a próxima jogada” é o que mais importa. “Não pare. A mudança favorece a mente preparada”, diz.

Fonte: https://br.digitalhouse.com