Arquivo mensais:agosto 2018

Por que fundo imobiliário pode ser boa opção nesse momento.

O fundo imobiliário se coloca como uma das opções para quem pretende diversificar as aplicações, em cenário de juros baixos, apesar do ambiente de incertezas político-econômicas que tenderia a manter a economia rodando com o freio de mão puxado. A sugestão é dirigida principalmente para os investidores que olham para o horizonte mais longo, mas apostam na reação em curso no setor imobiliário, que poderia caminhar com as próprias pernas, antes mesmo da recuperação mais vigorosa da economia.

Existem bons motivos para entrar em um fundo imobiliário neste momento, apontam especialistas. É uma alternativa ao fraco desempenho da renda fixa, porque a remuneração fica atrelada ao rendimento do aluguel e à valorização do imóvel. Ainda que seja uma aplicação de renda variável, em que o investidor não tenha a garantia de receber o que investiu mais determinado rendimento. O desempenho depende da valorização das cotas, de acordo com a oferta e a procura, e também do retorno proporcionado pelo imóvel que dá lastro ao fundo.

André Freitas, sócio da Hedge Investments, gestora independente de cinco fundos de lastro imobiliário com patrimônio total de R$ 1,5 bilhão, analisa o setor de acordo com seus dois ciclos: o ciclo imobiliário e o ciclo econômico.

Ciclo imobiliário

Ele explica que a severa recessão do período de 2014 a 2015 teve forte impacto no mercado imobiliário, inibindo não apenas a alta de preços, como também levando à desvalorização dos imóveis. O segmento ficou com os preços reprimidos e, ao mesmo tempo, com retração na produção e na oferta, condições que por si só favoreceriam uma retomada do setor.

Segundo o gestor, alguns sinais permitem afirmar que o ciclo imobiliário já virou positivo. Ele comenta que em 2013, antes da recessão econômica, o metro quadrado de imóveis corporativos de alto padrão para locação na cidade de São Paulo chegou a 100 dólares. Atualmente, é possível encontrar o mesmo tipo de unidade por algo entre 35 e 40 dólares. “Isso coloca a cidade entre as 50 mais baratas em todo o mundo”.

A redução do nível de imóveis desocupados é mais um indicador. A vacância, que chegou a encostar em 30% na fase mais aguda da crise, recuou para algo em torno de 21% e fica ainda menor, perto de 15%, no mercado de imóveis corporativos de alto padrão. Para Freitas, o aumento de procura por esse tipo de imóvel é indicação de aquecimento dos negócios que pode redundar em mais empregos, mais consumo e, portanto, na reativação da economia.

Ciclo econômico

Já em relação à virada do outro ciclo do mercado, o econômico, há muitas dúvidas, segundo o analista. A recuperação e a velocidade do processo de retomada da atividade dependerão do presidente que vier a ser eleito em outubro e do novo Congresso. Da disposição do governo em atacar o problema fiscal, com o encaminhamento das propostas de reformas, e da disposição de deputados e senadores para aprovar as medidas.

O ajuste das contas públicas é condição necessária também para a atração de capital estrangeiro para investimento no mercado brasileiro, um desafio que cresce com a elevação dos juros nos Estados Unidos. “O Brasil precisa ser capaz de provar que terá viabilidade fiscal para atrair o investidor”, reforça Freitas.

O desafio que se coloca ao novo presidente é grande, mas o gestor se diz otimista com o cenário econômico de curto prazo. Ele até acredita na viabilidade da aprovação da reforma da Previdência pelo atual Congresso, sob o argumento de que o País não tem outra alternativa para sair do buraco fiscal.

É com essa perspectiva e dadas as condições do mercado imobiliário que o executivo vê o fundo imobiliário acenando com boas perspectivas de ganho e riscos diluídos. Ele lembra ainda que a volatilidade de uma aplicação em fundo imobiliário tende a ser menor que na bolsa de valores. Na composição de uma carteira diversificada de investimentos, em relação à parcela a ser destinada para a renda variável ele recomenda 50% em fundos imobiliários e 50% em ações.

Como escolher

Para o especialista, ao escolher um fundo imobiliário, o investidor deve ficar de olho no tipo de lastro da aplicação, o tipo de imóvel e seu potencial de ocupação e retorno com alugueis, seja um imóvel corporativo, um shopping ou ainda centros logísticos.

É preciso avaliar ainda a taxa de administração. A cobrança de algo entre 0,8% e 1,0% ao ano pode ser considerada razoável, acima disso pode comprometer o desempenho, que depende também da competência da equipe de gestão do fundo.

Fonte: https://economia.estadao.com.br

Regina Pitoscia

Uso de drones aumentam a eficiência na construção civil.

Empresas da Rede Construção Digital discutem aplicações desta tecnologia no setor

Crédito da foto: Divulgação

Os drones, criados inicialmente para missões militares e de espionagem, vêm ganhando utilizações das mais variadas no mundo corporativo e social — até para gravação de vídeo em casamentos. Na construção civil, as pequenas aeronaves não tripuladas, também chamadas “vans” (na sigla em inglês), são consideradas soluções viáveis para reduzir o tempo de obras e fornecer informações para os softwares de edificações.

“Equipados com sensores, os drones podem ser usados para capturar uma enorme gama de dados, tornando mais eficientes vários processos da construção”, diz Roberto de Souza, engenheiro idealizador da Rede Construção Digital. Esta iniciativa reúne 32 empresas do setor, entre construtoras, incorporadoras, projetistas e fabricantes, para debater como as novas tecnologias podem melhorar processos.

De acordo com Souza, os trabalhos de inspeção, que costumam demorar semanas, agora serão realizados em apenas alguns dias. “O mapeamento da área a ser construída é outro processo da construção que pode se apropriar de análises dos drones, por meio de modelos em 3D ou simulações em realidade virtual gerados pelas imagens aéreas”, considera o engenheiro.

No dia a dia da construção, os drones auxiliam desde processos de segurança do trabalho e inspeção de obras a até lançamentos de empreendimentos. Neste último caso, as construtoras ou incorporadoras produzem fotos e vídeos das imagens aéreas captadas pelos veículos.

As aeronaves não tripuladas já são usadas em trabalhos de inspeção, mapeamento de áreas e processos de segurança no trabalho, mas um grupo de empresas estuda a viabilidade de novas aplicações. Crédito da foto: Divulgação

Novos projetos

Após a análise do uso de drones pela Rede Construção Digital, foi criado um grupo para estudar a viabilidade de novos projetos com essa tecnologia. AutoDoc, Gafisa, França & Associados, Saint-Gobain, CTE, Alphaville Urbanismo, Maply e EmDrone discutirão três iniciativas sugeridas e selecionadas pela RCD: integração de dados coletados por drones com dados de softwares para modelagem de informações (BIM); aferição da qualidade entre o planejado e o executado em obras; integração entre softwares e drones para gerarem “as built” — controle do que foi construído — e revisões de projetos.

A união de empresas da construção civil é necessária em um processo de reciclagem do setor, diz Roberto de Souza. “Cada período necessitou de questionamentos. Nos anos 1990, o debate dentro da construção civil girava em torno da qualidade, as certificações. Já no começo dos anos 2000, veio a questão da sustentabilidade. Agora, é hora de pensarmos na transformação digital.”

Fonte: https://www.jornalcruzeiro.com.br

Água: como sair dessa crise?

Racionamento de água em nossas torneiras é assunto intermitente. Mas passou muito pouco tempo desde a última crise hídrica para voltarmos a falar no assunto em São Paulo, trazendo preocupação dentro e fora dos condomínios. Um de nossos muitos erros de previsão permitiu que, em passado recente, projetássemos nossos imóveis sem adequação para os hidrômetros individuais nos condomínios. Esse erro está cobrando seu preço agora: o equipamento reduz em cerca de 30% a conta de água.

Não é tudo. A ausência do hidrômetro individualizado nos condomínios dificulta nosso combate ao desperdício desse bem finito que, em algum momento do futuro, deixará de ser um valor hereditário.

Essa recente crise hídrica, que a mídia chamou de “seca histórica”, foi importante para nossa conscientização. Muitos condomínios trocaram as mangueiras pela vassoura que “lava” tudo a seco. Houve mais atenção dos moradores na hora do banho, nas pias e nas faxinas. Mas não foi o suficiente. Será necessário um novo tratamento de choque. Esse tratamento não está apenas nas mãos do usuário, mas também do poder público. Campanhas governamentais de conscientização não podem fazer segredo da realidade. Se a situação é dramática, o tom deve ser dramático.

Em conjunto residencial, a conta de água responde atualmente por cerca de 15% da cota mensal e é a segunda maior despesa do empreendimento. Perde apenas para mão de obra e encargos. Continuando o desperdício, logo será a primeira das despesas.

Com ou sem o hidrômetro de medição individualizada, economia de água é uma pauta que jamais deveria sair do foco. Deveria ser prioridade para síndicos, conselho consultivo, moradores e funcionários. Junho e julho de 2018 foram dois dos meses mais secos dos últimos anos.

A seca portanto ainda está nas mãos de São Pedro. Não vamos repetir as dicas de economia que os órgãos públicos divulgam. A melhor dica é o estado de alerta de usuários e fornecedores. O alerta inventa novas perguntas. Por que o hidrômetro individual não conta com incentivos fiscais?

O mercado imobiliário deveria dar um valor específico para cada item de venda apregoado nos anúncios de lançamento. Ao lado de “espaço gourmet”, academia e outros argumentos de venda, por que não a menção aos hidrômetros?

O Estado de São Paulo – onde está o maior contingente da população consumidora do País – possui apenas 1,3% do total da água doce do território brasileiro. No caso dos condomínios, são cerca de 40 mil apenas na Capital, 45 mil na Grande São Paulo e 50 mil no Estado.

Praticamente todos têm algum tipo de desperdício de água. Esta é a situação no Estado de São Paulo, mas a crise da água é planetária. Há rios que não conseguem mais chegar ao mar solapados pela terra. A agricultura consome a maior parte da água existente para nossa sobrevivência na Terra. Mas não podemos recuar a fronteira agrícola porque água é comida.

Como vamos sair dessa?

Hubert Gebara é Vice-Presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP e Diretor do Grupo Hubert

Fonte: http://www.ademi.org.br

Financiamento fácil.

O mundo é digital. O que era um tendência hoje é tão presente que até o financiamento imobiliário pode ser feito online, pelo computador ou por tablets e aplicativos no celular. De olho nesse mercado, que cresce à medida em que as novas gerações vão se tornando compradores de imóveis em potencial, os bancos investem nos canais digitais. Alguns já oferecem as duas opções, como Banco do Brasil e Santander, e outros estão desenvolvendo suas primeiras plataformas.
 
A opção online pode tornar os processos mais ágeis e cômodos para o comprador. Em geral, tanto em computadores quanto pelos aplicativos, o digital oferece boa parte do processo para a concessão do crédito imobiliário, como simulação, aprovação de crédito e contratação do seguro, assim como o envio de documentos, da proposta e do contrato. Este, claro, ainda tem que ser assinado no banco, e o registro da compra deve ser feito no Cartório de Imóveis.
 
Mas, segundo o diretor de crédito imobiliário do Bradesco, Romero Albuquerque, em breve o registro do imóvel também poderá ser feito online.
 
“É um passo para o qual os cartórios estão se preparando. Isso vai reduzir o tempo do processo de 30 dias para cerca de três dias” afirma ele.
 
 
CRESCIMENTO GRADATIVO
 
No Banco do Brasil, o aplicativo para operações de crédito imobiliário começou a funcionar em dezembro do ano passado e tem tido crescimento gradativo. De lá para cá, foram realizadas 850 propostas somente pelo app, que somaram negócios de aproximadamente R$ 50 milhões.
 
Em junho, as operações pelo celular representaram 5% dos contratos firmados. E, segundo o banco, do total de operações, 267 foram formalizadas no início do segundo semestre – o que correspondeu a 45,8% das 583 contratações do canal mobile no primeiro semestre.
 
No caso de Itaú Unibanco e Caixa Econômica Federal, os aplicativos para crédito imobiliário ainda estão em estudo, mas ambos já oferecem a possibilidade da contratação via internet.
 
Mas quem não é tão adepto da tecnologia pode ficar tranquilo. O bom e velho papo com o gerente ainda deve durar algum tempo.
 
“De forma geral, o crédito imobiliário é muito emocional. É o maior crédito da vida de uma pessoa. Então, o contrato tradicional ainda vai continuar” – diz Romero Albuquerque, do Bradesco.
 
 

Você sabe qual é a duração de um edifício?

Você já se perguntou qual é a duração de um edifício? É estranho falar sobre a duração de uma construção quando colocamos, lado a lado, prédios que foram construídos séculos atrás e continuam de pé e os que foram construídos recentemente, mas já estão interditados. Isso ocorre porque a duração depende de vários fatores intrínsecos à construção e ao ambiente em que o edifício está.

 
duração de um edifício
Imagem: buildinglogix.net

Duração de um edifício, em média

O tempo médio estimado é de 50 a 100 anos. Alguns podem durar mais de 60 anos sem apresentar qualquer problema. Se você já começou a fazer as contas de quantos anos tem seu prédio, não precisa surtar. Deve-se levar em conta um grande número de fatores para saber, em média, quanto tempo um edifício dura.

Um grande problema atual é a redução de custos. A qualidade do material usado também interfere no processo. Um prédio que antes era construído com material de qualidade e para durar 150 anos seria, atualmente, construído com menor custo e com estimativa de 50 anos de duração. A qualidade está dando lugar à quantidade.

duração de um edifício
Imagem: safetycodes.ab.ca

Outro fator é a condição ambiental à qual o edifício está sujeito. Ventos, chuva, sol, umidade e fungos interferem na duração dos prédios. Nos Estados Unidos, por exemplo, as construções da Costa Leste são feitas para suportar furacões e ventos fortes, enquanto as da Costa Oeste precisam sobreviver a terremotos. O tempo de recorrência desses eventos é levado em consideração na hora de construir.

Durabilidade e manutenção de cada componente

A manutenção também é importante. Se for analisada cada parte da construção separadamente, é possível chegar a vários tempos diferentes, o que indica, mais ou menos, a necessidade de manutenção. Os telhados de aço podem durar 20 anos, os de amianto 40 anos e os de barro resistem por séculos.

Já as tubulações de metal duram em média 20 anos, enquanto as de PVC chegam a 50 anos. Os vidros, azulejos, tijolos e cerâmicas em geral possuem durabilidade indefinida.

duração de um edifício
Imagem: hindustantimes.com

Em uma construção, a tinta é uma das primeiras a apresentar os sinais de degradação e, com 5 ou 10 anos já é preciso renovar. Ela é a primeira proteção de um edifício.

O concreto e as vigas podem durar entre 50 e 100 anos. O problema é quando o cimento presente na sua composição absorve gás carbônico e gera uma mistura ácida e corrosiva. Claro que há exceções, como o caso do concreto romano que nós já mostramos aqui no Blog da Engenharia.

Assim, para prorrogar a duração de um edifício, é preciso ficar atento na hora da manutenção. As vistorias também devem ser frequentes, com o objetivo de identificar possíveis problemas e realizar a correção antes que seja tarde demais.

Referências: Independent; Mundo Estranho; Linkedin.

Fonte: https://blogdaengenharia.com

Escrito por: Larissa Fereguetti

Novo ciclo imobiliário já começou, mas poucos perceberam.

Marcos Kahtalian, na Feira de Imóveis 2018: abordagem sobre os novos mercados, os anseios e os desejos dos consumidores. Crédito: ADEMI-PR

Novo ciclo imobiliário já começou, mas poucos perceberam. Na era do mundo digital, dos veículos compartilhados e do coworking, construir e vender imóveis vive outra realidade.

O mundo muda a uma velocidade muito rápida, e com ele o mercado imobiliário. Há um novo ciclo já em andamento, que, embora passe despercebido, já influencia o modo como se constroem e se vendem empreendimentos habitacionais e corporativos. Isso ocorre não apenas em outros países, mas no Brasil – principalmente, nas capitais mais relevantes do país.

“Questões comportamentais estão mudando o mercado. A maioria talvez ainda não tenha percebido, pois são mudanças muito repentinas. Trata-se de um conjunto de tendências que já influenciam na compra de imóveis”, revela Marcos Kahtalian, sócio-diretor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, em palestra na 27ª edição da Feira de Imóveis do Paraná, realizada de 15 a 19 de agosto, em Curitiba-PR.

Kahtalian elencou as tendências comportamentais que vêm influenciando na forma como o consumidor se relaciona com os imóveis. Segundo o palestrante, o surgimento de aplicativos que disponibilizam o compartilhamento de veículos já causa impacto, inclusive, no modo de construir.

“Existem compradores que não fazem mais questão de vaga de garagem. As salas comerciais estão cedendo lugar ao modelo de coworking. O coliving já é realidade em cidades como São Paulo-SP e Porto Alegre-RS. A casa na praia virou uma lembrança dos tempos da vovó. Hoje, o consumidor tem a possibilidade de ter sua casa na praia em qualquer lugar do mundo, através do mercado de multipropriedades”, elenca.

Novo conceito de família também influencia no ciclo imobiliário em curso

Para Marcos Kahtalian, está havendo uma redefinição do que é morar bem. “Sai o vizinho, entra o conhecer pessoas. O luxo ostentação dá lugar ao luxo consciente, que implica em morar em um imóvel que permita o reúso de água, que ofereça conforto acústico e térmico, que dê acesso à tecnologia, como a IoT (Internet das Coisas). O novo consumidor está mais atento à experiência de viver e conviver”, diz o palestrante, para quem essas mudanças comportamentais também influenciarão no ciclo de vida do mercado imobiliário, ou seja, a tendência é que as pessoas mudem mais de residência e de local de trabalho. “Elas irão em busca de suas comunidades”, completa. 

O novo conceito de família também influencia no ciclo imobiliário em curso. “A família nuclear foi desfeita, mas não significa que as famílias deixaram de existir. A prova é que, só em Curitiba, ocorrem 11 mil casamentos por ano. O que mudou foi a composição das famílias. Um exemplo: existem muitos casais que não têm filhos, mas têm o pet (animais de estimação). Algumas construtoras atentas a essa tendência já começam a pensar no espaço do pet na planta do imóvel. O mercado passa a atender essas famílias. Há dez anos, quem diria que o segmento de dois quartos iria se tornar predominante no mercado imobiliário brasileiro?”, questiona Marcos Kahtalian, que deixa o alerta: “Se tudo mudou, se mudam as formas de viver e conviver, o mercado imobiliário tem de se ocupar em atender esse novo consumidor.”

Ouça a palestra

Entrevistado

Reportagem com base na palestra de Marcos Kahtalian, sócio-diretor da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, na 27ª edição da Feira de Imóveis do Paraná, promovida pela ADEMI-PR

Contato: ademipr@ademipr.com.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Construção Sustentável: Um desafio para a engenharia.

Amenizar os impactos à natureza durante a produção e pós-construção é o desafio que a Engenharia Civil, como um dos setores que mais consume recursos naturais, tem enfrentado. Pensar no aspecto da sustentabilidade é falar em aliviar a pressão que a demanda da sociedade por recursos naturais causa ao planeta, mensurar o impacto que avanços em construção civil podem ter no ambiente, e propor soluções para se executar uma obra dentro das diretrizes de sustentabilidade.

1-Sustentabilidade

Um projeto sustentável utiliza eco materiais e soluções tecnológicas inteligentes, que promovem a redução de resíduos gerados pela construção, utiliza de forma inteligente e econômica água e energia, proporciona aos usuários um conforto e melhor aproveitamento das áreas. Isso tudo equivale a aplicar boas práticas no gerenciamento de obras, produtividade e economia.

Cada projeto de edificação possui um conhecido “ciclo de vida” composto de etapas desde o início ao fim da obra. O planejamento é etapa essencial para garantir o desempenho mais sustentável do edifício, uma vez que é neste momento que se definem o local de implantação e os objetivos funcionais, sociais e econômicos a serem atendidos pelo empreendimento. Finalizada a etapa de concepção, inicia-se o canteiro de obras, momento em que acontece a realização do empreendimento e quando são percebidos os impactos da construção propriamente dita. Por fim, é representada a etapa de atividades de manutenção e reforma, pois são determinantes para o aumento da vida útil das edificações e no aperfeiçoamento de seus níveis de desempenho.

Com base nas etapas citadas, existem muitas maneiras de minimizar o impacto ambiental antes, durante e após a realização de uma obra, como por exemplo as elencadas abaixo.

  • Tecnologias que permitam redução no consumo de água — como a sua reutilização ou aproveitamento da água de chuva;
  • Sistemas que reduzem o consumo de energia elétrica — como timers na iluminação;
  • Fontes de energia alternativas, como painéis de energia solar.
  • Projetos sustentáveis, como a coleta seletiva de lixo — reciclagem
  • Construção de ambientes verdes, com construções sombreadas à base de materiais biocompatíveis que não agridem a natureza.

Além disso, pode-se atentar para fatores que podem garantir mais qualidade ao resultado final da obra e conferir um selo de sustentabilidade aos projetos, como: materiais sustentáveis, processo produtivo do material e durabilidade.

No entanto, vale ressaltar que os critérios de sustentabilidade ambiental para o espaço construído, muitas vezes representam um investimento inicial alto, mas que ao longo da vida útil do empreendimento pode ser minimizado, por meio dos ganhos com eficiência energética, uso racional da água e durabilidade da edificação.

Dessa forma, o esforço em trabalhar a sustentabilidade na construção civil pode se iniciar antes mesmo de ter uma fundação para erguer edifícios, sendo necessário uma visão a longo prazo ou global da construção, lembrando que tais diretrizes citadas são uma forma de orientar aqueles que pretendem construir de uma forma ambientalmente mais responsável.

Fontes:

https://civilizacaoengenheira.wordpress.com

https://noventa.com.br/blog/desafios-da-sustentabilidade-na-construcao-civil/;

http://www.brasilengenharia.com/portal/construcao/9468-tres-desafios-da-construcao-sustentavel;

http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/1693;

 
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Plano prevê mais prédios nas zonas sul e oeste de SP.

Prefeitura quer revisar operações urbanas, afetando áreas na Berrini e na Barra Funda

Algumas das regiões mais verticalizadas de São Paulo devem receber mais arranha-céus nos próximos anos. Para arrecadar tributos estimados em até R$ 5,4 bilhões, a gestão Bruno Covas (PSDB) enviou à Câmara Municipal projeto de lei para liberar maior adensamento no eixo das Avenidas Engenheiro Luís Carlos Berrini e Doutor Chucri Zaidan, na zona sul, e nos bairros da Barra Funda e Perdizes, na zona oeste, por meio de mudanças nas Operações Urbanas Água Espraiada e Água Branca.

Na prática, eixo pode ganhar 1 milhão de metros quadrados a mais – algo como 125 prédios de 20 andares Foto: GABRIELA BILO / ESTADAO

A revisão da Água Espraiada deve ocorrer nesta semana. A da Água Branca foi enviada à Câmara neste mês. É uma saída da Prefeitura para arrecadar mais recursos para investimentos, diante da dificuldade em fazer avançar o Plano Municipal de Desestatização, que privatizará bens públicos. As operações urbanas são regras que preveem que, para empresas erguerem arranha-céus em algumas regiões, elas tenham de comprar títulos públicos, chamados Certificado de Potencial Adicional de Construção (Cepac). Cada Cepac libera uma determinada metragem a mais que pode ser construída. O dinheiro arrecadado é carimbado, e só pode ser usado em obras previamente planejadas dentro da região.

Na área da Chucri Zaidan, onde as avenidas com grandes prédios de vidro convivem com ruas de sobrados, o adensamento é bem recebido. Morador do entorno “desde que nasceu”, o economista Bruno Mori, de 36 anos, acha “positiva” a transformação da região. “Quando eu era criança, esses prédios novos da Chucri Zaidan não existiam, era uma via para ir e voltar (de outro lugar). No passado, isso aqui era uma região industrial, até mais do que residencial”, diz. Mas quem trabalha na área se queixa do trânsito, como o administrador Vitor Vilhena, de 25 anos, que vendeu o carro há alguns anos. “Não queria mais ficar no trânsito, o custo também é muito alto. Hoje, no pico, o ônibus é mais rápido.”

Mudanças

Na operação Água Espraiada, a Prefeitura quer emitir mais títulos. Na prática, esse eixo vai ganhar 1 milhão de m² a mais – algo como 125 prédios, com 20 andares de 400 m² cada. Para mitigar os impactos na mobilidade, prevê novas obras viárias. O “refinanciamento” dessa operação se faz necessário, segundo a Prefeitura, porque os recursos arrecadados (R$ 3,9 bilhões desde 2001, quando foi lançada) já foram quase todos usados, e ainda há obras a serem feitas.

Grande parte das obras pendentes é de moradias populares e há receio, por parte de vereadores, de as novas obras viárias consumirem os recursos já previstos para habitação. Por isso, uma audiência pública ocorreu neste domingo, 19. A Prefeitura sinaliza ter feito uma “lipoaspiração” nessas novas obras viárias, para consumir o mínimo de recursos possíveis, e garantir a destinação às moradias de ao menos 30% de R$ 2,9 bilhões previstos.

Água Branca

No caso da Operação Urbana Água Branca, que existe desde 2013 e inclui os bairros de Perdizes, Barra Funda e Água Branca, a proposta é de uma revisão no preço do Cepac e também na quantidade de certificados que são necessários para construir cada m² a mais.

A revisão daria um desconto de 50% no valor atual. No caso de imóveis residenciais, passarão a custar R$ 700, ante os atuais R$ 1.400. Segundo a Prefeitura, a revisão do preço vai “destravar” a operação. Dos R$ 2,6 bilhões previstos para arrecadação, até hoje a Prefeitura só conseguiu R$ 9 milhões. O principal motivo seria o preço alto do título.

Especialistas

Urbanistas divergem sobre as revisões nas Operações Urbanas Água Espraiada e Água Branca. O consenso é a necessidade de mais recursos para financiar obras.

O engenheiro Claudio Bernardes, representante do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), diz que essa redistribuição na zona sul se encaixa nas necessidades da cidade, “que é um organismo vivo”, mas ressalta a necessidade de obras viárias para mitigar possíveis impactos. Para o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), João Meyer, a questão não é a transferência dos títulos de uma área para a outra, mas se a nova região tem condições de mais adensamento.

Meyer e Bernardes concordam sobre os efeitos positivos com as mudanças da outra operação, a Água Branca, da zona oeste. O professor afirma que a redução do preço do Cepac é uma necessidade. “Se você coloca algo à venda com um preço muito alto, você não vende. E sua arrecadação é zero”, afirma. O representante das incorporadoras diz que “o setor não tem interesse pela operação porque ela é economicamente inviável”, e ressalta as perda para a cidade com os Cepacs parados.

É um entendimento diferente do arquiteto Fernando Tulio Salva Rocha, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Ele ressalta que cada título “dará um desconto de até 85%”, diz. “É uma black friday.” Já a Prefeitura afirma que esse novo cálculo será revisto a cada cinco anos, já imaginando cenário de melhora da economia.

Glossário

Operação urbana

É um instrumento para captar investimentos da construção civil. Cada operação é criada por lei própria. Dentro do perímetro dela, a Prefeitura admite construções em limites maiores do que no restante da capital paulista, desde que as empresas comprem um título imobiliário, chamado Cepac.

Cepac

Cada título imobiliário equivale a uma metragem extra a ser usada pelas empresas.

Fonte: https://sao-paulo.estadao.com.br

Por – Bruno Ribeiro e Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

Construtoras seguram lançamentos e apostam alto em venda no 2º semestre.

 
Com uma postura mais conservadora em relação a lançamentos de imóveis, construtoras direcionam toda sua atenção para a venda de empreendimentos prontos no segundo semestre. Com essa estratégia, a tendência é que descontos agressivos e forte política de marketing esquentem a briga pelo cliente em potencial.
 
Só na cidade de São Paulo, a previsão do Sindicato da Habitação (SecoviSP) é que o número de lançamentos tenha redução de até dois dígitos na comparação com o acumulado de 2017. “Acreditamos que haja redução entre 8% e 10% no volume de lançamentos, resultando em cerca de 28 mil unidades lançadas”, previu o presidente do Secovi, Flavio Amary.
 
Com relação as vendas, a previsão da entidade e que o incremento pode chegar a 17%. “Algo em torno de 25 mil a 27 mil unidades comercializadas”, comentou.
 
De acordo com ele, as previsões mais positivas com relação as vendas está atrelada ao aquecimento verificado no primeiro semestre. “O forte ritmo de crescimento das vendas neste primeiro semestre de 2018 está relacionado à procura do público por imóveis econômicos e compactos, cujos valores são mais acessíveis, às taxas de juros mais reduzidas e à demanda muito intensa”, avalia o vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP, Flávio Prando.
 
Como resultado, as vendas do semestre (12.001 unidades) superaram os lançamentos do mesmo período (8.068 unidades), ocasionando redução na quantidade de imóveis não vendidos em oferta (17.558 unidades). “Considerando que a média mensal de vendas no ano é de 1.345 unidades, seriam necessários 13 meses para zerar a oferta na Capital. Em igual período do ano passado, essa relação era de 16 meses”, observa Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.
 
 
Estratégias – Entendendo que conhecer o cliente é o melhor caminho para garantir vendas, a construtora Trisul tem investido alto em planejamento de mídia para oferecer cada empreendimento para um público específico. Para isso, a empresa desmontou o conceito tradicional de “estande de vendas” e tem ido direto ao público em eventos variados. “Isso quebra o receio que o próprio mercado ajudou a criar ao longo dos anos”, conta o superintendente de marketing da empresa, Lucas Araujo, superintendente de marketing da Trisul, fazendo menção ao receio que o consumidor tem de passar os contatos para o corretor.
 
Nos últimos meses a Trisul fez ações em locais como a Feira dos Campeões Comer e Beber, Expo Noivas, Taste of São Paulo, DW! São Paulo Design Weekend e outros.
 
Ainda esperando o resultado da eleição de outubro, o presidente da Construtora Danpris, Dante Seferian, também faz planos para crescer este ano. Para sustentar essa previsão, ele conta que a empresa triplicou a quantidade de apartamentos lançados; aumentou o landbank, contratou novos funcionários e estima aumento de 50% nas vendas. “Vamos alcançar 1.500 unidades lançadas. A venda de unidades prontas remanescentes também está 50% melhor em comparação com o último período e estamos retomando a contratação de mão de obra.”
 
 
Números animadores – Termômetro para o mercado imobiliário nacional, os negócios na cidade de São Paulo são animadores, ainda que se deem em cima de uma base prejudicada. No período de seis meses, foram comercializadas 12.001 unidades residenciais, 52,1% acima do visto no primeiro semestre de 2017.
 
“O resultado deste ano foi o melhor desde o início da crise econômica do País, iniciada em 2013, e se aproxima da média histórica de vendas do primeiro semestre, de 12,4 mil unidades, calculada no período de 2004 a 2018”, detalha o Secovi, em análise.
 
Os imóveis que se destacaram nas vendas foram os de 2 dormitórios, com área útil inferior a 45 m², e na faixa de preço de até R$ 240 mil. A participação dos imóveis de 2 dormitórios no total das vendas do semestre foi de 67%.  
 

SP tem 3,8 mil lotes residenciais lançados no primeiro trimestre.

Novo estudo será divulgado a cada três meses e vai traçar uma radiografia do mercado de loteamentos no Estado. Região de Campinas concentra quase um terço.

Um novo estudo vai traçar periodicamente uma radiografia do mercado de loteamentos do Estado de São Paulo. Chamado de Pesquisa do Mercado de Lotes Urbanizados, o trabalho foi desenvolvido pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) em parceria com a Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano (Aelo) e a empresa de consultoria Brain – Bureau de Inteligência Corporativa

A pesquisa, que será divulgada a cada três meses, é realizada por meio da coleta de dados de lançamentos, vendas, oferta, dentre outros indicadores importantes para dimensionar e acompanhar o mercado de lotes residenciais novos nas principais cidades do Estado.

O primeiro levantamento revelou que, no primeiro trimestre de 2018, foram lançados 3,8 mil lotes residenciais no Estado de São Paulo. Este total foi distribuído em 10 loteamentos, representando uma média de 380 lotes por empreendimento. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, houve redução de 45% (6,9 mil lotes).

Entre abril de 2017 e março de 2018, um total de 25,2 mil lotes foi lançado, valor 1% superior ao mesmo período anterior (abril de 2016 a março de 2017).

Pesquisa do Mercado de Lotes Urbanizados no Estado de São Paulo foi feita a partir do levantamento de dados das 55 cidades com mais lotes aprovados no Estado. O projeto separa as cidades pesquisadas por Região Administrativa (RA). Conforme resultados, em 2017, a RA de Campinas teve a maior quantidade de lançamentos registrados, com cerca de 8,5 mil dos 28,4 mil lotes de São Paulo. No primeiro trimestre de 2018, a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) concentrou a maioria das unidades lançadas, 28% (1.000 lotes).

O levantamento apurou ainda que no primeiro trimestre de 2018, as cidades pesquisadas tinham 419 empreendimentos com lotes disponíveis para venda, lançados a partir de janeiro de 2012. Esses loteamentos totalizaram 166,4 mil lotes, sendo que 31,1 mil ainda estavam disponíveis para venda em março de 2018. Deste total 10,1 mil unidades (32%) estavam localizadas na RA de Campinas.

Em relação aos lotes em estoque, 76,6% das unidades (23.863) são de loteamentos lançados a partir de janeiro de 2015.

Para conferir a pesquisa completa, acesse o site do Secovi-SP.

Fonte: https://www.aecweb.com.br