Arquivo diários:15 de agosto de 2018

Conheça a construtora que paga moradores para trocar carro por transporte público.

O quanto o carro ajuda na sua vida? Às vezes, parece que um veículo se torna tão necessário para algumas pessoas que elas sequer imaginam como seria a vida sem o automóvel.

Para incentivar os mais apegados a esse conforto, uma construtora americana decidiu pagar os moradores de um de seus empreendimentos que topassem trocar o carro pelo transporte público.

O Melo Group é a construtora de uma família argentina que decidiu encabeçar essa mudança. O projeto escolhido para testar a ideia foi o Square Station, um edifício residencial com duas torres de 34 andares localizado ao lado de uma estação de transporte público, em Miami, Estados Unidos.

Quem se muda para um os 710 apartamentos do prédio usufrui de um benefício ao deixar de lado a vida motorizada. São oferecidos US$ 100 por mês aos residentes que recusarem sua vaga na garagem.

Para os irmãos Carlos e Martin Melo, idealizadores da iniciativa, essa seria uma maneira de evitar que as pessoas deixassem de usar o carro para qualquer deslocamento e, com isso, utilizassem mais o transporte público. A inovação também tem motivação econômica: em Miami, a lei obriga construtoras a oferecer 1,5 vagas de estacionamento para cada unidade residencial.

A ideia vem encontrando resistência entre os moradores, segundo relataram à Fast Company. De acordo com os irmãos, mesmo aqueles residentes que não usam o carro para deslocamentos diários ainda insistem em mantê-lo por uma questão cultural – mas eles são confiantes de que, com o tempo, o incentivo financeiro pode ajudar a mudar essa realidade.

Fonte: https://www.hypeness.com.br

Aumenta número de imóveis sem garagem em São Paulo.

                                          
Acompanhando a tendência de menor uso de carros, principalmente pelas novas gerações, a cidade de São Paulo recebeu 166 empreendimentos sem garagem nos últimos dez anos. É o que indica uma pesquisa do portal Zap divulgada com exclusividade pelo DCI
 
A construção da maior parte dos imóveis aconteceu na região central. Lá, o bairro da Sé recebeu 1.798 apartamentos sem vagas nos últimos cinco anos, superando Bela Vista (1.179) e República (961). Juntas, as três regiões concentraram 63% do total de unidades desse tipo.
 
Na zona leste, o destaque ficou com a Vila Prudente (866 apartamentos). Nas zonas oeste e sul, os bairros líderes foram Barra Funda (1.196) e Campo Limpo (1.022). Na avaliação de Cristiane Crisci, gerente de inteligência de mercado do Grupo ZAP, a tendência é que esse tipo de imóvel ganhe cada vez mais espaço no mercado. Isso porque as pessoas mais jovens estão abrindo mão dos carros e buscando apartamentos próximos a pontos de ônibus e estações de metrô. De acordo com pesquisa realizada pela Deloitte em 2016, a necessidade de ter um veículo era questionada por 55% das pessoas que, naquele ano, usavam serviços de carro compartilhado, como o Uber, no Brasil. 
 
Entre os jovens das gerações Y (nascidos nos anos 80) e Z (nascidos depois de 1990), esse número chegava a 62%. Para Cristiane, a melhora do transporte público paulistano – com o aumento do número de estações de metro na capital, por exemplo – deve acentuar a rejeição dos carros já nos próximos anos. 
 
Pequeno porte 
 
O tamanho médio dos apartamentos sem vaga na garagem não é grande. Para as unidades com um dormitório, a média é de 32 metros quadrados. Para as unidades com dois dormitórios, a média de 44 metros quadrados. Durante os últimos 5 anos, 41% das unidades lançadas sem vagas e com um dormitório tinham até 30 metros quadrados e 59% tinham entre 31 e 45 metros quadrados. Já 92% das unidades com dois dormitórios possuíam entre 31 a 45 metros quadrados. Mais uma vez, a mudança de comportamento das novas gerações seria o principal motivo para a mudança dos lançamentos. De acordo com Cristiane, a preferência – talvez causada pela limitação financeira – dos jovens pelos aluguéis, ao invés das compras, fortalece o avanço dos apartamentos menores. 
 
A especialista diz que os empreendimentos em que estão essas unidades possuem uma área comum pensada para atender as necessidades do dia a dia, como lavanderia coletiva, por exemplo. Os bairros da Aclimação, Vila Mariana, Moema e Vila Madalena possuem o valor médio mais alto do metro quadrado para imóveis sem garagem e com um dormitório. Nessas regiões, os preços ficam em R$ 15.696, R$ 13.081, R$ 12.553 e R$ 12.275, respectivamente. Na ponta oposta da tabela, Itaquera (R$ 5.399) e Cambuci (R$ 6.161) são os bairros com metragem mais barata entre as unidades desse tipo. Já no grupo dos imóveis com dois dormitórios, Itaim Paulista (R$ 4.081) e Butantã (R$ 4.257) registraram os preços mais baixos durante o último triênio. O mercado imobiliário da capital continua instável neste ano. 
 
De acordo com levantamento feito pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), 2.158 unidades residenciais novas foram vendidas em maio deste ano, uma diminuição de 0,6% no confronto com igual período do ano passado. Entretanto, no acumulado de 12 meses (entre junho de 2017 a maio de 2018), foram comercializadas 27.307 unidades, uma alta de 59,6% em comparação com os 12 meses anteriores (entre junho de 2016 a maio de 2017). A maior parte dos especialistas tem projeção otimista para este ano, esperando um avanço das vendas na comparação com 2017. Entretanto, as incertezas referentes às eleições e à trajetória da economia ainda são citadas como empecilhos para um desempenho melhor do mercado.