Arquivo diários:16 de agosto de 2018

Casas pensadas para idosos diminuem riscos de acidentes domésticos.

G1 entrevistou arquiteto que deu dicas para melhorar a vida das pessoas da terceira idade. Aumentar largura de portas e deixar objetos visíveis facilita rotina dos moradores com mais de 60 anos.

Arquiteto deu dicas para melhorar a mobilidade nas casas (Foto: iStock/Divulgação)

Mais de 7 milhões de idosos vivem no estado de São Paulo, o que representa 15,9% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o aumento do número de pessoas com mais de 60 anos, a sociedade precisa se adaptar para oferecer qualidade de vida aos idosos.
 
E pensar em residências para pessoas da terceira idade é uma das necessidades mais importantes. As casas precisam de adaptações ou devem ser projetas com total acessibilidade.
 

Em entrevista ao G1, o arquitetoEduardo Rodrigues, de Sorocaba (SP), pontuou as mudanças possíveis para realizar em uma casa e os objetos que devem ser evitados para prevenir acidentes.

Casas pensadas para idosos diminuem riscos de acidentes domésticos (Foto: Pixabay)

“Quando vamos planejar as casas agora avisamos os clientes sobre o envelhecimento, focamos o projeto a longo prazo, o que facilita a vida no futuro e não requer grandes reformas”, afirma o especialista.
 

O primeiro ponto destacado pelo especialista é a iluminação dos ambientes onde vivem os idosos, que podem ter problemas na visão. Em corredores, por exemplo, a luz superior – do teto – pode não ser suficiente, por isso a recomendação é instalar balizadores.

Os balizadores são luzes fixadas na parede, como pequenas luminárias, e ajudam a iluminar o caminho do corredor de um cômodo a outro. “Como alguns já enxergam menos, tem dificuldade na visão é ideal que os locais sejam muito bem iluminados”, afirma Eduardo.

Em portas de correr, como as que dão acesso a sacadas e varandas, a melhor opção é de trilhos embutidos no piso, de modo a evitar quedas. Os cuidados com o solo também incluem pisos antiderrapantes, que garantem maior aderência ao caminhar.

Cozinhas com prateleiras facilitam a visão dos objetos (Foto: Pixabay)

Tapetes e mesas de centro podem ser vilões das pessoas idosas, e aumentam o risco de acidentes. As mesas de centro devem ficar próximas de alguma das paredes e os tapetes podem ganhar fixadores de silicone nas pontas.
 
Em casas com idosos que se esquecem com facilidade das coisas ou têm Alzheimer, os objetos devem estar o mais visível possível, como em estantes e prateleiras, ao invés de armários fechados na cozinha e sala.
 

A largura das portas muitas vezes torna-se um empecilho quando o idoso possui dificuldades de locomoção e precisa de andadores ou cadeira de rodas.

Box pode ser aumentado com porta de vidro (Foto: iStock)

“Aumentar as proporções de portas para passagens de uma cadeira, por exemplo, já melhora a movimentação. A maioria das pessoas pensa que as portas maiores são muito mais caras, mas nem sempre é assim, além do custo benefício”, diz o arquiteto.
 

Nos banheiros o cuidado deve ser redobrado. Eduardo Rodrigues contou que um dos artifícios usados atualmente é deixar o box mais amplo, de modo que o vaso sanitário fique dentro dele. A divisão entre o assento e a área do chuveiro fica por conta de uma porta de vidro com dobradiças.

Fonte: https://g1.globo.com

Decreto estabelece que novos empreendimentos residenciais deverão prever acessibilidade.

 
 

Novos empreendimentos residenciais no país deverão incorporar recursos de acessibilidade em todas as áreas de uso comum, já as unidades habitacionais devem ser adaptadas de acordo com a demanda do compradores. Os condomínios terão prazo de 18 meses para se adaptar às novas regras estabelecidas pelo Decreto 9.451, cujas diretrizes regulamentam a Lei Brasileira de Inclusão.

O decreto estabelece que os compradores dos imóveis podem solicitar à construtora, por escrito, até o início da obra, a adaptação razoável de sua unidade, informando sobre os itens de sua escolha para instalação na residência. As construtoras e incorporadoras estão proibidas de cobrarem valores adicionais pelos serviços. 

O documento define também que 2% das vagas de garagem ou estacionamento vinculadas ao empreendimento sejam reservadas para veículos que transportem pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. O texto é resultado de negociação com associações da construção civil e das pessoas com deficiência e foi objeto de consulta pública nacional e várias audiências públicas. 

Além das unidades residenciais, já foram regulamentados os artigos da LBI que tratam das micro e pequenas empresas; arenas, teatros e cinemas e unidades do setor hoteleiro, entre outros.

Fonte: www.archdaily.com.br

por Romullo Baratto