Arquivo mensais:setembro 2018

‘Tijolos’ de isopor tornam imóveis mais arejados e diminuem ruídos.

Segundo a empreendedora Dayana Almeida, a proposta também não produz resíduos, já que blocos são colados. Cinco casas deste com o modelo diferenciado de tijolo estão sendo construídas em Rio Preto (SP).

Casas estão sendo construídas em Rio Preto com blocos de isopor e concreto — Foto: Dayana Almeida/Arquivo Pessoal

Não é novidade que o noroeste paulista é conhecido pelas altas temperaturas e, para criar ambientes mais arejados, cinco casas estão sendo construídas com blocos de concreto “recheados” com isopor, em São José do Rio Preto (SP).

De acordo com a empreendedora Dayana Almeida, a proposta torna o ambiente termo-acústico, ou seja, mais arejado e com menos ruídos externos. O método também não produz resíduos, já que os blocos são colados e não utilizam argamassa como no caso da construção de uma casa com um tijolo comum.

“O bloco é de um metro e equivale a sete blocos de cerâmica, o que traz praticidade e não causa sujeira. O isopor também veda a umidade e a acústica e a praticidade é grande porque os blocos são colados com cola polimérica, então não há o uso de betoneira na obra”, explica Dayana em entrevista ao G1.

Blocos de isopor revestidos com concreto tornam ambientes mais arejados e diminuem ruídos externos — Foto: Dayana Almeida/Arquivo

As casas serão construídas no bairro Menezes e o alicerce é comum, igual aos das casas com tijolos tradicionais. No entanto, a empreendedora garante que é possível levantar as paredes de uma casa feita com os blocos de concreto e isopor em quatro dias.

“É muito mais fácil construir porque economizamos uma pessoa, já que não há o uso de argamassa. São dois serventes e um pedreiro, enquanto um passa a cola, os outros colocam o bloco. É tudo muito rápido. Por exemplo, em uma casa feita em 40 dias, nós conseguimos entregar em uma semana. A economia com a mão de obra é reduzida ao final da obra.”

Já em relação aos blocos, Dayana afirma que é praticamente o mesmo valor da construção com tijolos tradicionais.

“Para mim, a principal vantagem é a temperatura. Só de chegar em uma casa arejada no noroeste paulista é maravilhoso. Os proprietários da franquia são de Rio Preto, conheceram o produto em Minas Gerais e trouxeram a franquia pra cá justamente por conta da temperatura daqui.”

Cinco casas estão sendo construídos com blocos termo-acustícos em Rio Preto (SP) — Foto: Dayana Almeida/Arquivo Pessoal

Dayana conta que a ideia surgiu quando adoeceu e teve de ficar de repouso. Uma amiga estava na Europa e começou a mandar fotos das estruturas diferenciadas dos imóveis.

“Lá a parede é colocada inteira por um caminhão muck. Eu achei a ideia interessante e decidi estudar e adaptar para implantar no Brasil”, lembra. “Hoje já temos casas construídas com os blocos em Minas Gerais, na África, Estados Unidos e agora em São José do Rio Preto (SP)”, conclui.

Fonte: https://g1.globo.com

Por Heloísa Casonato, G1 Rio Preto e Araçatuba

Fôlego para econômicos e ano difícil no médio padrão.

Social. O New City, de 6 torres e 600 unidades, oferece itens de lazer como piscinas, quadra e playground Foto: Ilustração/Econ

Econ cresce com habitação social e Toledo Ferrari dribla redução de projetos com obras

Os juros altos para os financiamentos com base no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e os efeitos da crise econômica do País sobre a renda dos consumidores deram o tom no mercado imobiliário em parte do ano passado e inibiram os lançamentos do segmento de imóveis de médio e alto padrão, especialmente no primeiro semestre. Mas o alto déficit habitacional e os subsídios do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) mantiveram em crescimento o segmento de imóveis econômicos.

A Econ Construtora, focada no desenvolvimento de unidades de cerca de R$ 200 mil, expandiu em 24% o número de apartamentos lançados em 2017 na comparação com o ano anterior – todos enquadrados nas condições do programa habitacional MCMV. Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), a companhia colocou no mercado sete empreendimentos residenciais e 2.162 unidades no ano passado, com valor geral de vendas de lançamento (VGVL) de R$ 494,4 milhões. Esses resultados, que representam área construída de 174 mil m², a colocam na 9ª posição entre as maiores incorporadoras e na 7ª posição entre as principais construtoras de São Paulo.

A Econ também teve expressivos números de venda em 2017. De janeiro a dezembro, negociou 3.693 apartamentos – seu maior volume de comercializações em sete anos, segundo a diretora de incorporação, Gil Vasconcelos. “Mesmo com crise, a demanda continuou no segmento econômico, porque os imóveis são de primeira necessidade”, explica.  A executiva destaca que a linha de crédito dos empreendimentos do MCMV, subsidiada, foi a única que viabilizou realmente as aquisições imobiliárias no ano passado. “No SBPE (para imóveis acima dos R$ 240 mil na cidade de São Paulo), o juro estava muito alto”.

Segundo Gil, a velocidade de vendas dos lançamentos da Econ em 2017 alcançou, em média, 70% no primeiro mês de negociações. Mas apenas metade das comercializações realizadas pela construtora envolveu empreendimentos nessa fase. Os principais produtos são empreendimentos de 300 unidades, ao preço de R$ 5 mil/m². Os imóveis têm 40 m² de área útil, dois dormitórios e vaga de garagem, voltados especialmente a consumidores de primeira aquisição.

O destaque entre os novos produtos da Econ é o complexo New City, na Rua Brigadeiro Godinho dos Santos, na zona Norte da capital paulista. Teve seis torres colocadas à venda no ano passado, com 600 habitações de interesse social (HIS) e 300 habitações de mercado popular (HMP). E, mesmo no segmento econômico, conta com itens de lazer, como churrasqueira, piscinas de adultos e infantil, playground, quadra, bicicletário e salão de festas. A Econ apostou em campanhas promocionais para reduzir seus estoques de unidades de médio padrão – outro segmento em que atua. “Vendemos bem”, diz. Do total, 1.884 unidades eram só de estoque.”

Renda. 

O ano de 2018, com taxas de juros mais baixas, reacendeu o ânimo dos incorporadores. “As bases econômicas para a retomada do setor estão tomadas”, avalia o diretor comercial da Toledo Ferrari, Carlos Eduardo Toledo. Segundo ele, as taxas de financiamento imobiliário vão ficar mais competitivas na medida que a Selic se mantiver em 6,5%. “A grande questão do País na média renda é a retomada da renda dos consumidores. Então, o emprego e a economia têm de melhorar.”

Ele conta que, mesmo passado o momento mais acentuado da crise no setor, 2017 ainda foi um ano duro para os lançamentos de médio e alto padrão. As incorporadoras apostaram, segundo Toledo, em campanhas promocionais para dar vazão a estoques e conferir mais competitividade aos produtos novos. “Os preços já chegaram nos parâmetros mínimos. Não há mais espaço de redução, e devemos ter uma retomada a partir do segundo semestre”, prevê. Ele ressalta que empreendimentos próximos de estação de metrô e com baixa metragem, além de prédios de alto padrão, pela baixa oferta de produtos para este segmento no mercado, já apresentam alguma valorização. “No ano que vem, devemos ter uma condição melhor.” 

Para vencer um ano em que o desemprego se manteve alto, a renda comprimida e os juros altos, dificultando lançamentos, a Toledo Ferrari deu ênfase aos negócios como construtora. Chegou a atuar em mais de 20 canteiros em 2017, incluindo obras incorporadas por outras companhias. “Equilibramos duas atividades (construção e incorporação). E, nessa crise, a construtora ajudou bastante nos problemas do mercado. Tínhamos grande volume de obras contratadas. Eram empreendimentos lançados em 2013 e 2014, antes da crise.” Segundo dados da Embraesp, a Toledo Ferrari fez oito lançamentos em 2017, com nove torres e 1.261 unidades. Com VGVL de R$ 802 milhões, terão área construída de 175 mil m². Ficou na 9ª posição entre as maiores construtoras do mercado de São Paulo em 2017.

Fonte: https://economia.estadao.com.br

Divisor de águas.

Diferentemente das contas de gás e luz, que costumam ser individuais, dividir a despesa da água conforme o consumo de cada morador é questão antiga e das mais complicadas para se chegar a um consenso. Isto porque a solução não é tão simples.

No caso de imóveis antigos, embora não haja obrigatoriedade de medidores individuais, a obra é cara, longa e, às vezes, pode até não funcionar direito.

Hoje, de maneira geral, o condomínio recebe uma conta única e faz o rateio do consumo entre as unidades por fração ideal ou por unidade.

A gerente de gestão predial da Estasa, Anna Carolina Chazan, explica que, nos condomínios com individualização, o rateio é feito de acordo com o consumo medido em hidrômetros separados. Com a obra principal pronta, o custo de hidrômetro e sensores por unidade ficará em torno de R$ 300.

“Já em um condomínios que ainda não têm a individualização da tubulação, os preços para instalar o sistema variam de R$ 1 mil a R$ 16 mil por unidade. Depende muito da estrutura da construção de cada edifício.”

O advogado Hamilton Quirino explica que a Lei Complementar 112 tornou obrigatória em imóveis novos, desde 2011, a instalação de medidores de consumo de água individuais, por unidade, nas edificações multifamiliares, comerciais e mistas no Rio. O Habite-se, inclusive, passou a ficar vinculado ao cumprimento desta nova obrigação.

Em 2016, foi sancionada outra Lei (13.312/16), Federal, que determina que a partir de 2021 todas as edificações novas no país deverão ter hidrômetros individuais.

Portanto, por enquanto, temos que trabalhar com a legislação municipal”, diz Hamilton Quirino.

Mudança na assembleia

Segundo o diretor da Precisão Administradora, Ricardo Chalfin, a implantação dos hidrômetros individuais rende uma economia de até 40% no valor pago, além de o morador ganhar também com a valorização do imóvel.

“O consumo se torna mais controlado. Outra vantagem importante é a facilidade de diagnosticar vazamentos, uma vez que o consumo é monitorado.”

Para mudar as regras da medição de água, é necessário que seja feita uma assembleia e calculados os custos de instalação e manutenção (a leitura deve ser feita por uma empresa terceirizada).

Hamilton Quirino diz que não há lei prevendo quórum para tal mudança, mas que na prática são mesmo os 2/3.

“As convenções, geralmente, são omissas a respeito. Na prática, tem sido aplicado o quórum qualificado de dois terços dos condôminos, por uma interpretação do Código Civil.”

Fonte: http://www.ademi.org.br

O nascimento de um prédio, do papel ao concreto.

Prospecção de terreno, pesquisa de mercado, tipo de projeto, alvará: saiba todos os passos para o nascimento de um empreendimento.

Fachada do empreendimento Bandeira, na Vila Madalena. Foto: Pespectiva/Nortis Incorporadora

Você, morador de um prédio, já se perguntou o motivo de o edifício ter as características que tem, de ter ou não área de lazer, acabamento de luxo ou mais simples, de ter sido construído no bairro onde está?

Em tese, nada é por acaso em um empreendimento. Desde a escolha de terreno até pormenores de acabamento, passando por áreas comuns e tipologias, todos os detalhes que compõem o que virá a ser um lar são pensados e planejados para responder às expectativas do futuro morador.

Com auxílio de entidades do ramo de incorporação, a reportagem listou os cinco passos principais de um projeto, do campo das ideias até chegar ao estande de vendas.

DNA da empresa.

Cada construtora ou incorporadora possui uma especialidade. Por isso, antes de começar a incorporar, a empresa já tem certo direcionamento, definido de acordo com seu perfil, estratégia, filosofia ou DNA. Os diferentes termos significam uma coisa só. “É a definição do mercado em que a empresa atua”, diz Alexandre Suarez, diretor da Mar Incorporações.

A Mar, por exemplo, trabalha com o segmento de alto padrão e sabe que seu público está, na maioria, em bairros das zonas sul e oeste, como Jardins, Moema, Pinheiros, Itaim e Vila Olímpia. A partir da definição de “marca” da empresa, é possível identificar regiões onde procurar terrenos interessantes para implantação de um projeto que atenda ao gosto dos perfis imaginados de futuros compradores, além de média de preços de comercialização de imóveis nessa área geográfica.

Croqui conceitual do Bandeira. Foto: Fábio Valentim/Una Arquitetos

Prospecção de terrenos.

Uma vez definido o campo de atuação, é hora de procurar terrenos viáveis para o futuro empreendimento. Este é um passo importante, já que, de acordo com o diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Reinaldo Fincatti, “a matéria-prima da construção civil é o terreno incorporado”.

Muitos fatores determinam o que, para os incorporadores, é um bom terreno. Boa infraestrutura no entorno, segurança da área, topografia, vista panorâmica da cidade e tráfego de carros e pedestres na rua escolhida são alguns. Para o sócio da Moby Incorporadora, Eduardo Carvalho, o terreno tem de ter cidade em volta. “Precisa ser um lugar agradável para sair a pé, passear com o cachorro.”

O diretor da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, ressalta a importância de conferir eventuais contaminações de solo no lote desejado. “Terrenos que já abrigaram postos de gasolina ou fábricas podem estar contaminados. Incorporador bom é aquele que deixa o terreno saudável.”

A empresa identifica a legislação em vigor na área do terreno e o zoneamento em que ela está enquadrada. O Plano Diretor e a Lei de Zoneamento definem todos os parâmetros urbanísticos para o desenvolvimento da cidade e interferem no projeto. “O plano e a lei determinam o potencial construtivo do empreendimento”, diz França. Terrenos em locais que as regras permitem maior potencial construtivo – em regiões com boa oferta de transporte público, é permitido construir até quatro vezes a área do lote – são mais procurados e, portanto, mais caros.

Com oferta de terrenos escassa, as empresas precisam, muitas vezes, partir para a estratégia de “formar terreno”, ou seja, comprar áreas contíguas até atingir a metragem ideal para poder erguer o empreendimento pensado. Conseguir conciliar as vontades de todos os donos de lote para venda simultânea pode ser complicado. “Esse é o desafio da montagem de área em São Paulo”, afirma Daniel Toti, diretor da Nortis Incorporadora.

Maquete física de estudo do Bandeira. Foto: Una Arquitetos

Estudos e planta.

Nesta fase, o projeto é definido. “Pesquisamos in loco os lançamentos e os prédios em construção na região e vamos ao banco de dados de imobiliárias. Temos de saber tudo: a velocidade de vendas, o preço ofertado, o tipo de produto que está vendendo mais e as características tipológicas”, comenta o diretor da Benx Incorporadora, Luciano Amaral.

Com a pesquisa de mercado, o incorporador identifica as demandas da região e começa a moldar o empreendimento. Público-alvo, tipologias das plantas e áreas de lazer são definidos. “Se pensamos em um perfil familiar, colocamos brinquedoteca, por exemplo. Se são unidades menores, oferecemos lavanderia coletiva, espaço para coworking”, conta Toti.

Nessa fase, também é definido o valor geral de vendas (VGV) do empreendimento. Ele se refere ao valor projetado pela soma potencial de venda de todas as unidades do conjunto. O preço é calculado de trás para frente. O incorporador analisa quanto o futuro comprador estaria disposto a pagar em um imóvel naquela região e, assim, define os gastos de obra. “É um processo inverso. Não é o valor da construção que determina quanto os clientes vão pagar, mas o que os clientes estão dispostos a pagar é que determina qual vai ser o custo de construção”, diz Suarez, da Mar.

Entre os gastos de obra, é necessário prever valor do terreno, materiais de construção e mão de obra, além de, se for o caso, pagamento de outorga onerosa (taxa cobrada pelo Município que permite edificar acima do limite).

Perspectiva Artística Final do Bandeira. Foto: Nortis Incorporadora

Organização e aprovação.

Com terreno prospectado e projeto decidido, é hora de organizar toda a papelada do empreendimento para aprovação na Prefeitura. O tempo médio de emissão de alvará para obras é de 500 dias. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), no entanto, diz que, com a aprovação do novo Código de Obras e Edificações, esse período deve diminuir.

Além disso, foi sancionado neste ano o projeto Aprova Rápido, que promete reduzir o tempo de emissão em terrenos com mais de 150 metros quadrados para até 130 dias.

Entre os itens analisados pela Prefeitura estão: atendimento às leis de acessibilidade e medidas de segurança, sustentabilidade, distância de edificações vizinhas, potencial construtivo da área e enquadramento na Lei de Zoneamento.

Rumo ao lançamento.

Uma vez aprovado na Prefeitura, são realizados os ajustes finais, além de projetos complementares, como hidráulico, elétrico, fundações e paisagismo. Também é aqui que a equipe de marketing começa a moldar a identidade do empreendimento para publicidade.

“Fazemos a divulgação usual, nas ruas e em veículos de comunicação. Além disso, temos de ter uma presença muito boa na internet, produzindo conteúdo interessante por lá”, comenta Carvalho, da Moby. O estande de vendas é montado e, finalmente, chega o momento de fazer o lançamento.

Fonte: https://economia.estadao.com.br

Por Jéssica Díez Corrêa, especial para o Estado

Envidraçar varanda demanda cuidados.

Profissional da ABNT afirma ser essencial dar atenção a requisitos técnicos e de segurança ao se decidir pela alteração do terraço

Dano. Má vedação em sacada de Daniela Lopes causou vazamento. Foto: JF DIORIO/ESTADÃO

É difícil, atualmente, visitar um estande de vendas imobiliário e não dar de cara com a réplica de um apartamento decorado, na qual há uma bela varanda integrada à sala de estar, com piso nivelado à área interna, móveis planejados e sacada envidraçada.

A tendência não é puramente estética, mas tem a ver com o melhor aproveitamento da área útil do imóvel. “Os apartamentos estão cada dia menores e as varandas cada vez maiores. As pessoas já compram a unidade levando em conta esse espaço”, diz a gerente de atendimento da Mario Dal Maso Administradora, Alessandra Muniz.

Além de contribuir para aumentar a área, o vidro na varanda atenua barulhos da rua e barra poluição, ventos e chuva. O modelo de envidraçamento mais utilizado é o 100% retrátil, com folhas de vidro que deslizam em trilhos e se amontoam nas laterais, possibilitando que o espaço fique totalmente aberto.

O envidraçamento, no entanto, pode até trazer perigo aos condôminos, se o serviço não for bem executado. O diretor da Manager Gestão Condominial, Marcelo Mahtuk, lembra a vez em que um vidro caiu do alto de um prédio e atingiu um carro que estava estacionado. “Vemos casos de placa de vidro que cai em piscina, em cima de carro, em áreas comuns. É um risco enorme”, comenta o arquiteto e coordenador da equipe que escreveu a norma NBR 16.259, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Rodrigo Belarmino. A diretriz regulamenta os procedimentos necessários para o envidraçamento de varandas.

Perigo. Folhas de vidro de apartamentos vizinhos caíram em área do apartamento de Marta, trazendo riscos a sua segurança. Foto: FELIPE RAU/ESTADÃO

O caso da dentista Marta Lazzarini, de 67 anos, que mora em um condomínio em Santa Cecília, ilustra bem esse tipo de situação. Seu imóvel, localizado no primeiro andar, é o único do prédio com uma área estendida, transformada em varanda depois que a moradora entrou em acordo com a administração para fechar a local com vidro no teto e nas laterais do espaço.

No entanto, em duas ocasiões, placas de vidro de varandas de unidades de andares superiores se soltaram e caíram no espaço de Marta. “Todos os problemas que tive foram causados por terceiros. Não adianta economizar e contratar uma empresa qualquer”, diz a dentista, que desembolsou R$ 40 mil para envidraçar a área.

A Apoio Manutenção de Sacadas, empresa de assistência técnica, lista os problemas vistos com mais frequência: má vedação entre as lâminas, vidros descolados, mal fixados ou trincados e roldanas quebradas.

‘Inundação’. Moradora do Panamby, a pedagoga Daniela Lopes, de 48 anos, encarou uma infiltração em sua sacada. “A varanda não foi bem vedada. Percebemos que era recorrente: quando havia uma chuva mais forte, ficava tudo molhado”, conta. Ela, então, acionou a empresa responsável pelo fechamento para consertar o estrago.

A historiadora Agatha Antunes, de 29 anos, tem um problema do mesmo tipo no apartamento onde vive, em Santa Cecília. O envidraçamento deixou vãos nos cantos da varanda e a água entra cada vez que há temporal. “Acaba molhando e manchando o tapete e as cortinas. Por conta disso, temos de mandar lavá-los com frequência, o que aumenta nossos custos.”

Água. ‘Quando havia uma chuva mais forte, ficava tudo inundado’, conta Daniela Lopes. Foto: JF DIORIO/ESTADÃO

De acordo com Belarmino, as recomendações da ABNT não são seguidas, ocasionando esse tipo de situação. “A maioria dos fornecedores não faz os projetos de acordo com a norma. É uma luta no mercado, pois as empresas não levam a sério.”

Na instalação de vidros na varanda, os condomínios costumam exigir que as contratadas forneçam uma anotação de responsabilidade técnica (ART) assinada por um engenheiro. De acordo com Belarmino, isso não é suficiente. “O que recomendamos é que os projetos de envidraçamento já sejam elaborados seguindo as normas. Isso deve estar previsto em ata”, afirma. Além disso, ele aponta que as administradoras poderiam fazer um trabalho melhor de fiscalização do serviço, autorizando a entrar no prédio apenas empresas que seguem a norma.

O diretor de condomínio da Associação das Administradoras de Bens, Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic), Omar Anauate, chama a atenção para a necessidade de manutenção dos vidros na varanda. “O condômino deve estar sempre ciente de que a manutenção é individual, e de que a responsabilidade também é dele, caso aconteça alguma coisa.”

A Motta Envidraçamento, que trabalha no segmento, oferece aos clientes um manual de utilização, conservação e limpeza das sacadas envidraçadas. “São cuidados básicos que o consumidor pode ter e que aumentam a vida útil do produto, diz o diretor Ricardo Mota.

Assembleia deve padronizar procedimento para envidraçar sacadas

De acordo com Omar Anauate, diretor de condomínio da Aabic, o fechamento de sacada é comum nos empreendimentos novos. “É colocado em pauta na primeira ou segunda assembleia, quando os compradores começam a reformar as unidades.” A aprovação é feita, geralmente, pela maioria dos presentes na reunião – não é necessário quórum mínimo – e costuma ocorrer sem grandes problemas.

Durante a assembleia, também é definido um projeto de envidraçamento, feito por empresa especializada a pedido da administradora ou síndico. Cor e espessura do vidro, cor e material do caixilho (peça na qual se encaixam as janelas), quantidade de folhas de vidro e material, modelo e cor das persianas são alguns dos itens padronizados. Todos os moradores devem seguir as orientações estipuladas no projeto, para que não haja alteração de fachada. A empresa que prestará o serviço, no entanto, é de escolha de cada condômino.

Fonte: https://economia.estadao.com.br

Por Jéssica Díez Corrêa, especial para O Estado

Se economia reagir em 2019, vão faltar imóveis à venda.

Mercado imobiliário precisa atingir o equilíbrio entre lançamentos e estoque, sob o risco de faltarem imóveis se o país crescer 3% ao ano. Crédito: Paulo Fridman/Bloomberg

Levantamento da CBIC aponta que, mesmo com um crescimento moderado, estoque atual pode se esgotar em 12 meses

Apenas 2% dos imóveis postos à venda no país atualmente são lançamentos. O que construtoras e incorporadoras estão conseguindo negociar no cenário de crise são seus estoques. Dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) indicam que há atualmente 124 mil unidades já construídas para a venda, em todo o Brasil – considerando exclusivamente edificações residenciais. Diante deste cenário, se a economia retomar o crescimento entre 2019 e 2020, muito provavelmente faltarão imóveis novos para serem vendidos no país.

O levantamento da CBIC aponta que o estoque atual, considerando o ritmo fraco da economia, levaria 12 meses para se esgotar. Se não houver reposição, em setembro de 2019 não existirão mais imóveis novos já construídos à venda. Esse esvaziamento pode acelerar se o país voltar a crescer a um ritmo de 3% ao ano. Pior: não há lançamentos para compensar, pois em função do impasse sobre a lei do distrato as construtoras estão preferindo não lançar a venda do imóvel na planta. Há ainda o fato de que um edifício habitacional, por exemplo, leva pelo menos três anos para ficar pronto.

Pelas projeções, se as construtoras voltassem a produzir a todo vapor a partir de 2019, os estoques só seriam regularizados em 2022. Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, se por um lado os números mostram que as empresas estão conseguindo vender seus estoques, por outro ele vê risco de desequilíbrio no mercado. Celso Petrucci, presidente da comissão de indústria imobiliária da CBIC, avaliza a opinião do presidente. “Digamos que o presidente eleito seja comprometido com as reformas e o país cresça 1,5% em 2019 e 3% em 2020. Isso já é o suficiente para faltar imóvel no mercado”, diz.

Um dos riscos do desequilíbrio entre estoque e lançamentos é a alta do preço dos imóveis

O Brasil já viveu cenário semelhante em 2010, quando o país saiu de um crescimento negativo do PIB em 2009 (-0,1%) para 7,5% no ano seguinte. Isso ocasionou o consumo muito rápido dos estoques das construtoras e impactou nos preços dos lançamentos, que cresceram de 35% a 40% em cidades como São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ e Brasília-DF. Para que fosse revertida a tendência de fim dos estoques com baixo nível de lançamentos, teria que haver uma inversão na política restritiva de crédito adotada pelos agentes financeiros, juntamente com a aprovação do projeto de lei que busca regulamentar o distrato e encontra-se, atualmente, parado no Senado.

Outro passo importante para que os lançamentos voltassem a crescer para compensar o fim dos estoques seria a retomada em um ritmo mais acelerado do programa Minha Casa Minha Vida. Assim, estima a CBIC, haveria um equilíbrio entre venda de estoques e lançamentos. Hoje a balança está fora do prumo. No primeiro semestre de 2018, foram vendidas no país 55,3 mil unidades de estoque e, no mesmo período, houve o lançamento de cerca de 25 mil unidades, porém, nem todas colocadas à venda ainda. Além disso, das que foram abertas para negociação, apenas 2% acabou efetivamente comprada. “É preciso trabalhar para retomar esse equilíbrio”, afirma José Carlos Martins.

 

Confira a íntegra do estudo

 

 

Entrevistado

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com base no estudo Indicadores Imobiliários Nacionais, do 1º semestre de 2018 (via assessoria de imprensa)

Contato: comunica@cbic.org

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

 

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Gigantes imobiliárias revelam que 22 apartamentos já foram comprados com Bitcoin no Brasil.

 

A Tecnisa é uma das maiores e mais inovadoras empresas do mercado imobiliário brasileiro e, desde 2014, aceita Bitcoin como forma de pagamento para os imóveis e empreendimentos vendidos e administrados pela empresa. No entanto, demorou cerca de três anos até que a criptomoeda pudesse ser realmente usada por consumidores na compra de unidades imobiliárias da empresa.

Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa, destaca que somente com o “boom” das criptomoedas em 2017, quando o Bitcoin atingiu a sua maior alta histórica, chegando a ser cotado a quase US$20 mil, é que os primeiros BTCs foram convertidos em apartamentos, como no caso de uma unidade vendida por R$280 mil, todo pago com BTC e que, segundo Busarello, foi a unidade mais barata paga com Bitcoins até agora.

Além desta unidade, o diretor revela também que outros 16 apartamentos já foram vendidos pela empresa no Brasil com pagamentos feitos em BTC.

“De Novembro do ano passado até agora, vendemos 16 apartamentos dessa forma. Aa pessoas que ganharam dinheiro com a valorização do bitcoin quiseram dar liquidez ao investimento”, disse Bussarello, ao jornal Folha de São Paulo.

Quem também aceita Bitcoin como forma de pagamento para empreendimentos é a construtora Valor Real, que passou a trabalhar com BTC em setembro de 2017 e revela que desde a integração da criptomoeda, seis unidades foram vendidas desta forma. No entanto, diferente da Tecnisa, a empresa revela que, em geral, as criptomoedas são usadas para pagar o valor da entrada do empreendimento e o resto é pago em reais.

Alexandre Lafer, coordenador do grupo de novos empreendedores do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), aposta no crescimento do uso das criptomeodas no setor.

“Arriscaria a dizer que nos próximos cinco anos teremos um volume bastante expressivo de transações imobiliárias utilizando a tecnologia de blockchain”, afirmando que, como tem mostrado o criptomoedas fácil, a tendência não é não é apenas o uso das criptomoedas como forma de pagamento, mas para tokenizar empreendimentos e torná-los mais acessíveis ao público, principalmente os não bancarizados, a proposta é digitalizar o ativo. O apartamento ganha uma espécie de escritura digital, um algoritmo inviolável que faz com que ele possa ser transformado de maneira livre. Isso dará maior abrangência e agilidade ao mercado, afirma Lafer.

Fonte: www.criptomoedasfacil.com

China dá BMW novas para quem comprar apartamentos.

Construtora na China dará Série 3 ou X1 para quem comprar apartamentos ‘encalhados’; o problema é o preço, de R$ 2,5 milhões cada apartamento.

BMW X1 É UM DOS MODELOS OFERECIDOS POR CONSTRUTORA Foto: BMW/Divulgação

Uma incorporadora chinesa está oferecendo modelos da BMW “de graça” para quem comprar um de seus apartamentos em Shangai. A China Merchants Shekou Industrial Zone Holdings Co. está com dificuldades de vender unidades de um novo prédio, onde apenas 25 dos 350 apartamentos foram vendidos. Para tentar alavancar o negócio, “dará” um Série 3 ou um X1 aos compradores.

No entanto, não são apartamentos baratos. Cada unidade custa cerca de US$ 621 mil, ou R$ 2,5 milhões em conversão direta. Quem não quiser receber um carro de “presente”, pode optar pelo desconto referente ao valor de cada BMW.

Queda no crescimento na China

Esse tipo de oferta tem se tornado comum na China. Além de carros, as construtoras oferecem viagens ou mesmo volumosos descontos. Depois do “boom” da economia, as ofertas de crédito diminuíram e os chineses parecem menos dispostos a investir muito dinheiro. Isso tem freado as vendas, principalmente no segmento de alto luxo.

Entre os automóveis o ritmo de crescimento também diminuiu. Em 2017 foram vendidos 28,8 milhões de carros novos por lá. Ainda que o número mantenha a China como o maior mercado do mundo, o crescimento foi de apenas 3% em relação a 2016, a menor taxa nos últimos anos.

Fonte: https://jornaldocarro.estadao.com.br

Como os simuladores podem te ajudar a vender, comprar e alugar imóveis.

Os simuladores estão presentes em cada vez mais segmentos do mercado. Eles são apresentados como soluções online para problemas que exigiam muito mais trabalho e esforço para serem solucionados.

Com o objetivo de permitir que o cliente tenha acesso a informações e serviços de forma menos burocrática, os simuladores chegam como um sistema em expansão e uma ótima ideia para startups. Além de reduzir muito os custos com atendimento e otimizar o direcionamento de clientes, ferramentas como essa auxiliam também em conversões diretas.

É possível encontrar, atualmente, simulações de todo o tipo. Desde áreas como medicina, beleza e bem-estar até na política (simulador de votação 2018). Com o mercado imobiliário não seria diferente, e o segmento já aposta em várias opções para facilitar o acesso do consumidor a diversos tipos de informações. Muitas vezes determinantes para a realização de um investimento.

O melhor é que os simuladores auxiliam as empresas a prospectar pessoas que nem sempre estão preparados para a conversão. Por serem em sua maioria sistemas de simples operação, atraem curiosos que podem, possivelmente, se tornar clientes.

Quais são os tipos de simuladores aplicáveis ao mercado imobiliário?

A variedade é enorme e as possibilidades, quase infinitas. Mas alguns já existem e estão operacionais, por isso merecem destaque, principalmente devido à sua eficiência, que facilita a vida de quem vende, aluga, loca, compra e investe. Veja:

Tendências Imobiliárias

O simulador de tendências imobiliárias tem como principal finalidade oferecer, de maneira atualizada, as informações acerca dos preços de imóveis na região procurada. Com dados precisos e percentuais que indicam o aumento ou redução dos preços, ele é uma ótima alternativa para quem está procurando boas oportunidades de investimento.

Ele ainda permite filtrar os resultados por tipo de imóvel e tipo de gráfico. Além de oferecer dados detalhados relacionados ao número de dormitórios por imóvel e quantos de cada tipo estão disponíveis no bairro ou cidade buscados.

Avaliação

Quem quer vender ou alugar um imóvel próprio pode perder muito dinheiro se não avaliá-lo da maneira correta. Você sabe quanto vale a casa ou apartamento que quer vender? O simulador de avaliação pode ajudá-lo.

É só selecionar o endereço e o sistema gera um formulário para preenchimento de todos os detalhes do imóvel, tudo para que o resultado final seja o mais preciso possível. Mas vale lembrar que isso não substitui uma avaliação formal, com certificado.

Ao final, é entregue um relatório com o valor e mais dados detalhados sobre o imóvel avaliado. Vale a pena utilizar para ter uma noção primária do que esperar para venda ou aluguel.

Locações

O simulador de locações de imóveis permite ao futuro inquilino saber, em termos de limitações bancárias e/ou financeiras, qual é o valor máximo de aluguel pelo qual poderá fechar um contrato de locação. O cálculo é feito com base no histórico do cliente, e por ser uma parceria entre financeira e imobiliária, já é gerado diretamente um crédito pré-aprovado que pode ser usado caso necessário.

Financiamentos

Prever valores de financiamentos é algo complicado, até mesmo pela grande quantidade de variáveis que podem influenciar, como a TR e os juros. Porém, já existe um simulador para oferecer mais assertividade a quem pretende partir para a compra de um imóvel em longo prazo.

Os próprios sites dos bancos oferecem o serviço, mas vale tomar cuidado com alguns detalhes. Entre eles, utilizar sempre os mesmos dados para realizar a simulação (não alterar valor de entrada ou modo de financiamento de uma simulação para outra) e atentar-se ao CET, ou custo efetivo total, — quanto menor, melhor. Sempre some as parcelas e anote todas as opções que conseguir.

Além disso, também são oferecidas opções de seguradoras que podem afetar o valor das prestações. Para ter certeza do que vale mais a pena é importante entrar em contato com o gerente para questionar as coberturas, e não deixar a confirmação só a cargo do simulador.

Empréstimo com imóvel em garantia

Precisa pagar algum valor de dívida que exceda o seu orçamento? Pedir um empréstimo e oferecer seu imóvel como garantia é uma boa ideia e resulta em taxas e condições mais atrativas por parte do banco ou financeira.

O ideal para simular é ter em mente o valor do empréstimo, a taxa de juros oferecida e o prazo de pagamento. É possível conseguir até 60% do valor do imóvel, em média.

Projeção do IPTU (disponível apenas em Porto Alegre)

Cidadãos de Porto Alegre podem, por meio de um simulador no site da prefeitura da cidade, projetar gratuitamente quais serão os valores pagos pelo próximo IPTU. É só informar CPF ou CNPJ, endereço e inscrição do imóvel — dados que podem ser obtidos na própria guia do imposto.

Há disponíveis também no site informações sobre como é feito o cálculo, para ajudar a esclarecer possíveis divergências encontradas pelo solicitante do serviço. O simulador já leva em conta as margens de aumento programadas.

Como você pode perceber pelas grande gama de opções acima, os simuladores ganham mais espaço a cada dia e facilitam muitas tarefas. Além de possibilitar algumas que não seriam possíveis sem o auxílio em constante evolução dos sistemas de inteligência artificial.

Fonte: https://www.dgabc.com.br

Quais os limites do home office em edifícios residenciais?

Foto: Shutterstock

Saiba o que pode e o que não pode fazer para trabalhar de casa e não ter atritos com o condomínio

O aumento da popularidade do modelo de home office pode causar alguns impactos em condomínios. Você já parou para pensar sobre isso?

O tema tem trazido desafio extra aos condomínios de apartamentos: normatizar a atividade comercial no interior do prédio.

Em geral, trabalhar com computador e telefone nos apartamentos é permitido, mas não se pode, por exemplo, usar áreas comuns para reuniões, a não ser que haja espaço para tal fim, alerta a Lello, administradora de condomínios.

A empresa afirma que tem alertado síndicos quanto a necessidade de orientar os moradores que trabalham em seus apartamentos, de modo a não causar nenhum desconforto aos demais condôminos, como barulho ou entra-e-sai de pessoas no prédio. Mas o que fazer?

O que pode e o que não pode

Primeiramente, a Lello recomenda que é importante que os condôminos observem o que está estipulado no Regimento Interno do condomínio em relação às atividades comerciais. Em geral, trabalhar usando computador e telefone, em atividades que não exijam relacionamento direto com outras pessoas, como traduções, revisões de texto e montagem de planilhas, é permitido, assim como usar o telefone.

No entanto, não se pode usar áreas comuns, como hall de entrada ou salão de festas, para reuniões de trabalho, a não ser que o condomínio disponha de espaço destinado a esta finalidade.

Do mesmo modo, não é permitido nos condomínios usar atividades que gerem consumo de gás ou de água se a cobrança desses itens for coletiva. Angélica Arbex, gerente de Relacionamento com o Cliente da Lello Condomínios, comenta que esse tipo de cobrança é dimensionada para ser doméstica. “Se um morador realiza uma atividade comercial em seu benefício, não pode onerar os demais condôminos com despesas extras”, explica.

Angélica alerta também que não é permitido realizar qualquer atividade comercial que gere excesso de barulho ou presença de prestadores de serviço em horários fora do permitido pelos condomínios. E também não pode, em nenhuma hipótese, fazer qualquer tipo de publicidade do endereço do condomínio como ponto comercial.

“Em tempos de home-office, é importante que os condomínios tenham claro a necessidade de normatizar atividades comerciais, para não comprometer a comodidade e qualidade de vida dos demais moradores”, concluiu Angélica.

Fonte: https://computerworld.com.br