Arquivo diários:6 de setembro de 2018

Onde estão e quais são os 10 prédios mais caros do mundo?

Seis países concentram as mais luxuosas edificações do planeta. Boa parte atende grandes grupos hoteleiros

Juntos, eles custaram quase 160 bilhões de reais. São os prédios mais caros do mundo, segundo levantamento da revista Global Construction. Três estão nos Estados Unidos, dois na China, dois em Cingapura, dois nos Emirados Árabes e um na Arábia Saudita. O mais valioso é o Mecca Royal Hotel Clock Tower, cuja construção passou de US$ 15 bilhões, cerca de 60 bilhões de reais. Entre os dez edifícios, oito foram construídos sob encomenda para se tornarem hotéis. As exceções são o corporativo One World Trade Center, em Nova York-EUA, e o residencial Princess Tower, em Dubai, nos Emirados Árabes.

Veja os 10 prédios mais caros, e por qual motivo custaram tanto:

1. Abraj Al Bait, em Meca, Arábia Saudita: US$ 15 bilhões (R$ 60 bilhões)

                                                                                     Abraj Al Bait: fachada possui o maior e mais alto relógio do mundo.
                      Crédito: Divulgação

Com 601 metros, o Abraj Al Bait é o hotel mais alto do mundo. Tem área construída superior a um milhão e meio de m2 e capacidade para receber 100 mil pessoas. Também conhecido como a Torre do Relógio Real de Makkah, o complexo foi projetado pelo grupo arquitetônico Dar Al-Handasah, no Líbano, e possui o maior e mais alto relógio do mundo, com 530 metros de altura e 43 metros de diâmetro. O objeto pode ser visto a mais de 30 quilômetros de distância. A torre que sustenta o relógio foi construída com estruturas mistas de concreto e aço, enquanto a base do prédio utilizou concreto armado. O luxo da obra, que começou em 2004 e foi concluída em 2012, fica evidente em suas paredes revestidas com folhas de ouro.

2. Marina Bay Sands, em Marina Bay, Cingapura: US$ 5,50 bilhões (R$ 22 bilhões)

                    Marina Bay Sands: o resort mais caro do mundo. Crédito: Divulgação

O Marina Bay Sans é o resort mais caro já construído. São três torres conectadas, cada uma com 55 andares. O empreendimento ocupa uma área de 155 mil m2, que contempla também um cassino. O complexo de edifícios é de 2010. Foi projetado por Moshe Safdie e executado pela Ssangyong Engineering and Construction. Durante a execução da concretagem de suas fundações, foram lançados 1.200 m3 de concreto por dia.

3. Resorts World Sentosa, Cingapura: US$ 4,93 bilhões (R$ 19,7 bilhões)

               Resorts World Sentosa: maior oceanário do mundo. Crédito: Divulgação

O empreendimento Resorts World Sentosa, construído pelo conglomerado malaio Genting Group, consiste em hotéis, cassino e outras estruturas voltadas ao entretenimento, como o parque temático Universal Studios. O oceanário ocupa uma área de 81 mil m2 e é o maior do mundo, com mais de 100.000 animais de mais de 800 espécies. Embora a construção inicial tenha sido concluída em 2009, o Resorts World Sentosa segue em expansão, incluindo a adição do The Marine Life Park em novembro de 2012.

4. Emirates Palace, em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos: US$ 3,90 bilhões (R$ 15,6 bilhões)

            Emirates Palace: piso tem 110 mil m3 com 13 diferentes tipos de mármore
            Crédito: Divulgação

Inaugurado em 2005, e projetado pelo arquiteto britânico John Elliot, o sete estrelas Emirates Palace, em Abu Dhabi, serve de palácio oficial para os convidados do governo de Abu Dhabi. A estrutura abrange uma área total de 850 mil m2. Entre suas luxuosidades, o palácio inclui 110 mil m3 de 13 tipos diferentes de mármores da China, da Índia, da Itália e da Espanha.

5. Cosmopolitan of Las Vegas, em Las Vegas, EUA: US$ 3,90 bilhões (R$ 15,6 bilhões)

     Cosmopolitan of Las Vegas: uso de elementos pré-fabricados em sua construção.
     Crédito: Divulgação

O Cosmopolitan de Las Vegas é um luxuoso resort de cassinos e hotel. Possui duas torres com 184 metros de altura cada uma. Foi construído pelo Duetsche Bank e mais tarde vendido à Blackstone Group Corporation, com sede em Nova York, por US$ 1,73 bilhão – menos da metade de seu preço original atualmente. O projeto estrutural das duas torres utilizou elementos pré-fabricados de concreto para dar agilidade à obra.

6. One World Trade Center, em Nova York, EUA: US$ 3,80 bilhões (R$ 15,2 bilhões)

                        One World Trade Center: consumo de 150 mil m³ de concreto
                        Crédito: Divulgação

O One World Trade Center foi inaugurado em 2014 para substituir as Torres Gêmeas. O edifício corporativo abriga 71 andares de escritórios.

7. Wynn Resort, em Las Vegas, EUA: US$ 2,70 bilhões (R$ 10,8 bilhões)

     Wynn Resort: cachoeira artificial com 44 metros de altura, em concreto armado
     Crédito: Divulgação

O Wynn Resort é o sexto maior hotel do mundo. O empreendimento começou a ser construído em 2001 e concluído em 2005. Há um projeto para expandi-lo a partir de 2020, ao custo de US$ 1,5 bilhão (R$ 6 bilhões). Sua área atual é de 2,5 milhões de m2 e serão acrescentados mais 142 mil m2 com a ampliação. O hotel tem uma cachoeira artificial com 44 metros de altura, construída em concreto armado.

8. Venetian Macau, em Macau, China: US$ 2,40 bilhões (R$ 9,6 bilhões)

                              Venetian Macau: fachada em concreto aparente e vidro
                              Crédito: Divulgação

O Venetian Macau é o maior cassino do mundo e também o sétimo maior edifício do mundo em área útil (167.640 m2). Inaugurado em 2007, foi projetado pelo escritório de arquitetura Aedas e HKS Inc., onde predominam o concreto aparente e o vidro ao longo de sua fachada.

9. City of Dreams, em Macau, China: US$ 2,40 bilhões (R$ 9,6 bilhões)

                     City of Dreams: complexo ganhou prédio projetado por Zaha Hadid
                     Crédito: Divulgação

 

O City of Dreams é um complexo de quatro torres (Crown Tower Hotel, Hard Rock Hotel e Grand Hyatt Macau I e Grand Hyatt Macau II). O empreendimento abriga mais de 200 estabelecimentos comerciais e uma área de 128 mil m2 de cassino. A expansão não para. Uma quinta torre, projetada pela arquiteta Zaha Hadid (in memorian), foi inaugurada em 2017.

10. Princess Tower, em Dubai, Emirados Árabes: US$ 2,17 bilhões (R$ 8,68 bilhões)

                                  Princess Tower: segundo prédio mais alto de Dubai
                                  Crédito: Divulgação

Inaugurado em maio de 2012, o Princess Tower, com seus 414 metros de altura, é o edifício residencial mais alto do mundo. Em altura, só perde para o Burj Khalifa, em Dubai. Possui 763 unidades residenciais. O empreendimento pertence à Tameer Holding Investment. O consumo de concreto se aproximou dos 90 mil m3.

Entrevistado

Reportagem com base em levantamento da publicação Global Construction

Contato: info@bizclikmedia.com

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Fibra de Carbono na Construção Civil.

Hoje vamos falar sobre um material que vem cada vez mais ocupando espaço nas obras de reforma e retrofit, a Fibra de Carbono. Ele traz como principais vantagens a agilidade, praticidade e alta resistência, isso tem atraído cada vez mais demanda por essa solução em obras de reforço estrutural.

Esse material vem sendo aplicado principalmente em obras que exigem reforço estrutural, que se fundamenta no aumento resistência das estruturas de concreto armado.

Essa solução é necessária quando as construções, antigas ou não, estão sujeitas a sobrecargas não previstas no projeto original ou quando a edificação vai passar por alguma intervenção que possa fragilizar a sua estrutura.

Temos para esse tipo de serviço algumas técnicas disponíveis. A mais tradicional é o reforço com concreto com chapas de aço, que vem ano após ano perdendo espaço para o reforço com fibra de carbono, um processo mais ágil e prático.

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                     Reforço em Fibra de Carbono em apartamento, realizado pela Retrofit Engenharia.

A fibra de carbono é um material altamente promissor, baseado na força das ligações carbono-carbono, no grafite e na leveza do átomo de carbono. Bastante comum fora do país, no Brasil a utilização das primeiras fibras de carbono para reforço e recuperação de estruturas de concreto armado foi há, aproximadamente, 20 anos.

Após isso muitas pesquisas e obras foram feitas em diversos lugares do mundo, tornando essa técnica difundida, segura e, principalmente, viável do ponto de vista econômico.

Benefícios da fibra de carbono

A fibra de carbono é uma mistura de dois materiais: os fios de fibra e a resina, que serve para colar o reforço junto ao concreto. O resultado dessa mistura é um produto com baixíssimo coeficiente de dilatação, extraordinária rigidez, leve, com uma rápida aplicação, estabilidade térmica e com excepcional resistência a todos os tipos de ataque químico.

De acordo com Paulo Murgel, diretor da S&P Reinforcement, a utilização da fibra de carbono reduz entre 60% e 70% o tempo da realização de uma obra. “Após a aplicação, a fibra de carbono chega a 100% da sua resistência em 7 dias. Já o concreto precisa de 30 dias e, portanto, aumenta consideravelmente o tempo da obra”, explica. Segundo o mesmo especialista, a fibra de carbono é mais resistente à tração que o aço: “Além disso, é muito leve, prática, fácil de aplicar e ainda mais limpa”.

Para Marcus Dantas, diretor técnico da Retrofit Engenharia, empresa especializada em reforço estrutural com fibra de carbono e que já utilizou a tecnologia em diversas obras (Aeroporto do Galeão, Copa Start, Via Parque e Rede D’or), o produto é caracterizado por uma combinação de baixo peso, alta resistência e grande rigidez. O seu alto módulo de elasticidade e, de certo modo, alta resistência, dependem do grau de orientação das fibras, ou seja, do paralelismo entre os eixos das fibras. “Por isso, a aplicação do produto exige a contratação de empresa especializada; caso contrário, o seu desempenho pode não ser o esperado”, adverte.

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                        Reforço em Fibra de Carbono no Copa Start, realizado pela Retrofit Engenharia.
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                       Reforço em Fibra de Carbono no Via Parque, realizado pela Retrofit Engenharia.

Casos de aplicação de fibra de carbono

Japão, Estados Unidos e Canadá são referências mundiais na produção de fibra de carbono. A Coreia do Sul e a China também têm fornos para fabricação do produto. No Brasil temos algumas grandes obras que já se utilizou esse material, podemos citar como exemplo:

Viaduto Santo Amaro

O viaduto Santo Amaro, na zona Sul de São Paulo, foi construído em 1969, com 280 m de extensão, 11 m de largura e um vão de 4,3 m. Com o aumento no tamanho dos veículos, o seu espaço passou a não ser suficiente para caminhões e ônibus passarem e esses raspavam o teto constantemente na construção. Os impactos provocaram problemas como infiltração e corrosão nas estruturas metálicas, criando a necessidade de reforço.

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                         Viaduto Santo Amaro.

A fibra de carbono foi utilizada na construção e, além de acelerar a execução da obra, permitiu aumentar a altura do viaduto, já que a lâmina de fibra aplicada no teto da construção tem 1.4 milímetros, sendo mais fina do que o concreto.

Maracanã

Criado em 1950, o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, passou por uma grande reforma para a Copa do Mundo de 2014. Atualmente, tem capacidade para 78.838 torcedores e teve sua estrutura modernizada, preenchendo quesitos internacionais de segurança.

Para receber um público maior, o estádio teve suas arquibancadas, os pilares em forma de Y e suas vigas, reforçadas com fibra de carbono.

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                        Estádio Maracanã.

Fonte: Antônio Augusto Sousa Siqueira, autor do blog Engenharia Moderna

Link do blog: https://www.engenhariamoderna.net/

Fonte: https://civilizacaoengenheira.wordpress.com