Arquivo diários:10 de setembro de 2018

Esta larva pode ser a solução para acabar com a poluição por plástico no mundo.

Uma cientista do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha pode ter encontrado a solução para a poluição que as sacolas plásticas causam. A alternativa é algo inusitado: larvas. Isso mesmo, esses pequenos bichinhos vão ser capazes de degradar produtos baseados em polietileno.

Em todo planeta aproximadamente 80 milhões de toneladas de polímeros sintéticos são produzidos anualmente — e demoram mais de 100 anos para se decompor na natureza. Isso tem causado um grande estrago ao meio ambiente, e soluções como a larva podem ajudar e muito a natureza.

O mais curioso é que esta descoberta aconteceu por acaso, Federica Bertocchini que é bióloga evolutiva é pesquisadora no Instituto de Biomedicina e Biotecnologia da cidade espanhola de Cantabria também é apicultora nas horas vagas. E quando removeu as larvas parasitas dos favos de mel em sua colmeia, ela colocou as lagartas em um saquinho plástico e quando percebeu ele estava cheio de buracos. Junto aos pesquisadores Paolo Bombelli e Christopher Howe, do Departamento de Bioquímica da Universidade de Cambridge, ela realizou experimentos.

No primeiro teste, Federica e Paolo colocaram 100 larvas em uma sacola plástica comum, as larvinhas então, começaram comer o plástico, em menos de 40 minutos surgiu vários buracos na sacola. Depois de 12 horas, tudo havia sido reduzido a pouco mais de 92 miligramas — uma incrível taxa de capacidade biodegradável, de 0.13 mg por dia.

Nos testes seguintes, os pesquisadores trituraram as lagartas em uma pasta, colocando-a sobre os polímeros sintéticos. O resultado foi semelhante, indicando que os produtos químicos no intestino do bichinho são responsáveis pela ação. “Se uma única enzima é responsável por este processo químico, sua reprodução em grande escala usando métodos biotecnológicos deve ser viável. Essa descoberta poderia ser uma ferramenta importante para ajudar o mundo a se livrar dos resíduos de plástico de polietileno acumulados em aterros sanitários e oceanos”, comentou Paolo.

Ainda há muito estudo, mas os cientistas já pensam em criar uma solução em escala industrial para gerenciar resíduos de polietileno. “Estamos planejando implementar esta descoberta de forma viável para se livrar dos resíduos de plástico, trabalhando para uma solução para salvar nossos oceanos, rios e todo o ambiente das consequências inevitáveis da acumulação de plásticos”, afirmou Federica.

Fonte: http://engenhariae.com.br

Por Any Karolyne Galdino

Conheça as tendências no mercado de construção civil.

Tecnologias avançadas e projetos sustentáveis são alguns dos destaques

De 2015 a 2017, o setor da construção civil amargou números negativos provocados pela crise econômica que assolou o país. Agora, no entanto, a economia se recupera lentamente. Se, em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) teve uma queda de 6%, em 2018, espera-se um crescimento de 2% – um aumento tímido, mas que já sinaliza uma recuperação. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O reaquecimento do mercado, por sua vez, traz novas perspectivas e formatos de trabalho, com o emprego de mais tecnologia e projetos voltados para o meio ambiente e para a sustentabilidade. O objetivo é maximizar os resultados por meio da otimização e das facilidades proporcionadas pela tecnologia.

A internet das coisas (IoT) é uma das tendências para este ano. Ela pode auxiliar o rastreamento, em tempo real, de equipamentos (como as betoneiras) e colaboradores, para proporcionar maior segurança e produtividade nas obras. Aplicativos e softwares, realidade aumentada e virtual também fazem parte das inovações para o setor.

Todo esse conjunto tecnológico é capaz de agilizar os processos e a comunicação dentro dos canteiros, além de transformar os ambientes em locais mais funcionais e inteligentes. Engenheiros e arquitetos tomaram posse desses dispositivos, seja em construções residenciais ou em edifícios públicos e privados.

Na esteira das novas tecnologias, uma que ganha destaque é o Building Information Modeling (BIM), um método de construção que faz a análise de dados dos edifícios e oferece informações minuciosas de cada detalhe da construção para engenheiros, arquitetos, planejadores e responsáveis pela compra de materiais. Dessa forma, todos os profissionais podem ver a atualização do modelo do edifício em tempo real e adicionar mais dados. O BIM trabalha com modelagens em 3D.

Quando se fala em inovação no setor de construção civil, um aspecto que não pode faltar são os edifícios projetados com base em boas práticas para o meio ambiente. Um conceito que vem sendo empregado nos últimos anos e que deve ser uma tendência também para os próximos anos é a construção enxuta (lean construction, em inglês).

A mentalidade nesse tipo de construção é utilizar os recursos de forma otimizada por meio de um planejamento detalhado e consolidado. O foco é evitar desperdícios e outros problemas que podem comprometer o resultado final da obra. Nesse modelo, os profissionais procuram, por exemplo, comprar os materiais necessários para uma determinada fase da construção, e não para o projeto inteiro de uma vez.

Outras soluções são empregadas para a execução de um projeto sustentável. Os tijolos inteligentes reduzem o custo e economizam energia, e as impressoras 3D produzem obras mais limpas e imprimem peças reutilizáveis, diminuindo o desperdício de materiais. Nesse campo, também estão as cidades inteligentes.

Elas utilizam soluções tecnológicas capazes de transformar o ambiente urbano e lidar com problemas clássicos dos cidadãos. O objetivo é oferecer melhores serviços, principalmente de mobilidade urbana, além de utilizar com mais eficiência a energia, visando um mundo mais sustentável.

A segurança também é um ponto muito valorizado pelos construtores. Para auxiliar em um maior controle, nada melhor do que introduzir ferramentas tecnológicas nos canteiros de obras. Os sensores exercem um papel fundamental na coleta de informações sobre aspectos inerentes à situação corporal dos funcionários, além de prevenir panes e situações de risco com a coleta de dados sobre os equipamentos.

Por fim, pode-se citar a preocupação com a captação e manutenção de novos clientes por meio de ferramentas e processos que controlem a expectativa e aumentem a satisfação do consumidor. Os drones podem auxiliar nesse objetivo, já que fornecem imagens das obras de ângulos pouco convencionais, chamando a atenção de potenciais clientes.

Obviamente, nem todas essas tecnologias estão ao alcance de todas as empresas de construção civil do país. Algumas requerem um investimento elevado e, portanto, não podem ser adquiridas em grande escala. Apesar disso, é possível utilizar softwares de gestão e aplicativos para otimizar os processos, reduzir riscos e aumentar a produtividade de todos os colaboradores envolvidos em uma obra.

Fonte: http://capitalnews.com.br

Por Letícia Emori