Arquivo diários:21 de setembro de 2018

Se economia reagir em 2019, vão faltar imóveis à venda.

Mercado imobiliário precisa atingir o equilíbrio entre lançamentos e estoque, sob o risco de faltarem imóveis se o país crescer 3% ao ano. Crédito: Paulo Fridman/Bloomberg

Levantamento da CBIC aponta que, mesmo com um crescimento moderado, estoque atual pode se esgotar em 12 meses

Apenas 2% dos imóveis postos à venda no país atualmente são lançamentos. O que construtoras e incorporadoras estão conseguindo negociar no cenário de crise são seus estoques. Dados da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) indicam que há atualmente 124 mil unidades já construídas para a venda, em todo o Brasil – considerando exclusivamente edificações residenciais. Diante deste cenário, se a economia retomar o crescimento entre 2019 e 2020, muito provavelmente faltarão imóveis novos para serem vendidos no país.

O levantamento da CBIC aponta que o estoque atual, considerando o ritmo fraco da economia, levaria 12 meses para se esgotar. Se não houver reposição, em setembro de 2019 não existirão mais imóveis novos já construídos à venda. Esse esvaziamento pode acelerar se o país voltar a crescer a um ritmo de 3% ao ano. Pior: não há lançamentos para compensar, pois em função do impasse sobre a lei do distrato as construtoras estão preferindo não lançar a venda do imóvel na planta. Há ainda o fato de que um edifício habitacional, por exemplo, leva pelo menos três anos para ficar pronto.

Pelas projeções, se as construtoras voltassem a produzir a todo vapor a partir de 2019, os estoques só seriam regularizados em 2022. Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, se por um lado os números mostram que as empresas estão conseguindo vender seus estoques, por outro ele vê risco de desequilíbrio no mercado. Celso Petrucci, presidente da comissão de indústria imobiliária da CBIC, avaliza a opinião do presidente. “Digamos que o presidente eleito seja comprometido com as reformas e o país cresça 1,5% em 2019 e 3% em 2020. Isso já é o suficiente para faltar imóvel no mercado”, diz.

Um dos riscos do desequilíbrio entre estoque e lançamentos é a alta do preço dos imóveis

O Brasil já viveu cenário semelhante em 2010, quando o país saiu de um crescimento negativo do PIB em 2009 (-0,1%) para 7,5% no ano seguinte. Isso ocasionou o consumo muito rápido dos estoques das construtoras e impactou nos preços dos lançamentos, que cresceram de 35% a 40% em cidades como São Paulo-SP, Rio de Janeiro-RJ e Brasília-DF. Para que fosse revertida a tendência de fim dos estoques com baixo nível de lançamentos, teria que haver uma inversão na política restritiva de crédito adotada pelos agentes financeiros, juntamente com a aprovação do projeto de lei que busca regulamentar o distrato e encontra-se, atualmente, parado no Senado.

Outro passo importante para que os lançamentos voltassem a crescer para compensar o fim dos estoques seria a retomada em um ritmo mais acelerado do programa Minha Casa Minha Vida. Assim, estima a CBIC, haveria um equilíbrio entre venda de estoques e lançamentos. Hoje a balança está fora do prumo. No primeiro semestre de 2018, foram vendidas no país 55,3 mil unidades de estoque e, no mesmo período, houve o lançamento de cerca de 25 mil unidades, porém, nem todas colocadas à venda ainda. Além disso, das que foram abertas para negociação, apenas 2% acabou efetivamente comprada. “É preciso trabalhar para retomar esse equilíbrio”, afirma José Carlos Martins.

 

Confira a íntegra do estudo

 

 

Entrevistado

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com base no estudo Indicadores Imobiliários Nacionais, do 1º semestre de 2018 (via assessoria de imprensa)

Contato: comunica@cbic.org

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

 

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Gigantes imobiliárias revelam que 22 apartamentos já foram comprados com Bitcoin no Brasil.

 

A Tecnisa é uma das maiores e mais inovadoras empresas do mercado imobiliário brasileiro e, desde 2014, aceita Bitcoin como forma de pagamento para os imóveis e empreendimentos vendidos e administrados pela empresa. No entanto, demorou cerca de três anos até que a criptomoeda pudesse ser realmente usada por consumidores na compra de unidades imobiliárias da empresa.

Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa, destaca que somente com o “boom” das criptomoedas em 2017, quando o Bitcoin atingiu a sua maior alta histórica, chegando a ser cotado a quase US$20 mil, é que os primeiros BTCs foram convertidos em apartamentos, como no caso de uma unidade vendida por R$280 mil, todo pago com BTC e que, segundo Busarello, foi a unidade mais barata paga com Bitcoins até agora.

Além desta unidade, o diretor revela também que outros 16 apartamentos já foram vendidos pela empresa no Brasil com pagamentos feitos em BTC.

“De Novembro do ano passado até agora, vendemos 16 apartamentos dessa forma. Aa pessoas que ganharam dinheiro com a valorização do bitcoin quiseram dar liquidez ao investimento”, disse Bussarello, ao jornal Folha de São Paulo.

Quem também aceita Bitcoin como forma de pagamento para empreendimentos é a construtora Valor Real, que passou a trabalhar com BTC em setembro de 2017 e revela que desde a integração da criptomoeda, seis unidades foram vendidas desta forma. No entanto, diferente da Tecnisa, a empresa revela que, em geral, as criptomoedas são usadas para pagar o valor da entrada do empreendimento e o resto é pago em reais.

Alexandre Lafer, coordenador do grupo de novos empreendedores do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário), aposta no crescimento do uso das criptomeodas no setor.

“Arriscaria a dizer que nos próximos cinco anos teremos um volume bastante expressivo de transações imobiliárias utilizando a tecnologia de blockchain”, afirmando que, como tem mostrado o criptomoedas fácil, a tendência não é não é apenas o uso das criptomoedas como forma de pagamento, mas para tokenizar empreendimentos e torná-los mais acessíveis ao público, principalmente os não bancarizados, a proposta é digitalizar o ativo. O apartamento ganha uma espécie de escritura digital, um algoritmo inviolável que faz com que ele possa ser transformado de maneira livre. Isso dará maior abrangência e agilidade ao mercado, afirma Lafer.

Fonte: www.criptomoedasfacil.com