Arquivo mensais:outubro 2018

Inteligência artificial substitui corretor de imóvel e entende humor do comprador.

Tecnologia desenvolvida pela startup brasileira Hypnobox já é utilizado por mais de 30 construtoras

Uma tecnologia de inteligência artificial usada por construtoras na hora da venda de apartamentos é capaz de reconhecer o humor do comprador e agendar visitas a imóveis.

Desenvolvida pela startup brasileira Hypnobox, a tecnologia é um chatbot, uma espécie de atendente virtual, que faz a vez do corretor de imóveis numa interação virtual.

Desde o seu lançamento, em 2017, a tecnologia já foi utilizada por mais de 30 construtoras, entre elas MRV, Tenda, Helbor, Gafisa e Tecnisa, e fez mais de 12 mil atendimentos a possíveis compradores. “Não tiramos o corretor da jogada, mas a tecnologia faz o primeiro atendimento ao cliente”, afirma Vinícius Freitas, responsável pela área de marketing e vendas da Hypnobox.

O chatbot responde as dúvidas de um interessado no imóvel e mostra as principais informações, como a planta e as comodidades próximas ao apartamento (farmácias, shoppings e escolas). Para entender o humor do comprador, ele faz perguntas que permitem identificar interações positivas e negativas. Ao final, uma visita ao imóvel pode ser agendada.

A startup brasileira foi fundada em 2010. Seu principal produto é um sistema de atendimento ao consumidor que funciona no modelo de computação em nuvem. O público-alvo, desde o início, foram as construtoras.

Fonte: www.istoedinheiro.com.br

Ralphe Manzoni Jr

Empresários da construção pedem respeito à democracia em manifesto dito apartidário.

Representantes do setor negaram que o posicionamento seja uma reação direta a declarações polêmicas de pessoas ligadas às candidaturas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)

Na reta final da disputa pela Presidência da República, os representantes de 31 associações da construção civil e do mercado imobiliário publicaram nesta quarta-feira, 24, nos jornais, uma carta aberta com as principais reivindicações do setor destinadas aos candidatos. A lista tem 15 itens, sendo o primeiro deles a “observância irrestrita à Constituição” e o último, a “defesa firme e obstinada da democracia”.

Apesar de declarações polêmicas de pessoas ligadas às candidaturas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) nas últimas semanas – citando o fechamento do Supremo Tribunal Federal e propostas de mudanças na Constituição, por exemplo – os empresários negaram que o posicionamento seja uma reação direta a tais manifestações, mas sim uma defesa de ideais que se espera que prevaleçam em qualquer governo.

Construção

Uma das dúvidas que paira sobre o setor para o próximo governo é se o Ministério das Cidades será mantido. Foto: Werther Santana / Estadão

“Estamos sendo apartidários”, salientou Luiz França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), uma das entidades que assinou o documento. “O comunicado é o que desejamos para toda a nação, independente de quem ganhar a eleição. Ele não tem viés de defender ou criticar nenhuma das candidaturas”, esclareceu.

A lista de reivindicações também pede segurança jurídica, respeito aos contratos e defesa do direito de propriedade, temas sensíveis às empresas de incorporação e construção, que têm perdido dinheiro por conta dos distratos e das ocupações de terrenos.

Enquanto isso, o setor segue no aguardo na aprovação do projeto de lei que regulamenta as rescisões de vendas, parado no Senado. Dados da Abrainc registraram a ocorrência de 30,9 mil distratos no acumulado dos últimos 12 meses no País, o equivalente a 26,6% das vendas brutas. “Esperamos que o projeto possa ser votado ainda neste ano”, estimou França.

Na mesma linha, o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, afirmou que o comunicado nos jornais não busca endossar nenhuma candidatura, mas sim defender “princípios e ideais”. “Publicamos o manifesto agora por entendermos que é um momento oportuno, a poucos dias das eleições”, explicou. Questionado se vê risco de uma ruptura no funcionamento institucional com a eleição de Bolsonaro ou Haddad, ele minimizou a possibilidade. “Acredito que nenhuma das candidaturas oferece risco nesse sentido”, sintetizou.

O presidente do Secovi-SP acrescentou que esteve reunido com Paulo Guedes e Marcos Cintra, integrantes da equipe econômica de Bolsonaro, e fez um alerta sobre possíveis efeitos colaterais da proposta simplificação tributária com a criação de um imposto sobre valor agregado (IVA). Segundo Amary, o IVA tende a incorporar impostos que hoje não incidem sobre a comercialização de imóveis. “A simplificação tributária é bem-vinda, mas pedimos que essa reforma não traga aumento da carga no nosso setor”, afirmou.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, também tem mantido uma agenda próxima dos candidatos à Presidência da República, e insistido em temas como segurança jurídica, melhora no planejamento de obras e incremento da oferta de crédito.

“É preciso entender que empresas não tem conseguido crédito”, afirmou Martins, explicando que o estoque de imóveis residenciais tem caído devido ao baixo volume de lançamentos, uma consequência da falta de financiamento bancário, especialmente para empresas de pequeno e médio porte. Para o presidente da CBIC, é necessário haver uma aproximação de empresas e bancos para aprimorar garantias e demais mecanismos de concessão de empréstimos.

Cidades

Uma das dúvidas que paira sobre o setor para o próximo governo é se o Ministério das Cidades será mantido. E, em caso positivo, quem ocupará a pasta. O programa de Bolsonaro, por exemplo, prevê o enxugamento ou fusão de ministérios, mas ainda não se manifestou especificamente sobre a pasta das Cidades. E nenhuma das candidaturas deu sinais de quem poderia comandar o ministério.

Fonte: economia.estadao.com.br

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

“Uberização” nos anúncios de imóveis muda o mercado de venda e aluguel.

O mercado imobiliário começa a enfrentar os mesmos desafios que os táxis, hotéis e restaurantes tiveram com a chegada de plataformas, como o Uber, o Airbnb e o iFood, que conectam os serviços ao cliente final por meio de tecnologia (aplicativos, em especial). A passos lentos, mas que tendem a acelerar, novas empresas baseadas em tecnologia oferecem agilidade no processo de locação ou venda.

Cada qual com suas especifidades, a proposta geral destas plataformas é ser um espaço que une as duas pontas finais da transação imobiliária. Os modelos já são usados em outros países, mas há algumas peculiaridades. A mais óbvia é que há uma grande diferença entre comprar um lanche e comprar ou alugar um imóvel.

Além disso, o mercado imobiliário no Brasil é bem tradicional, e há dúvidas sobre o suporte prestado por estas empresas aos clientes. Mesmo assim, os novos modelos, bem como a tecnologia, têm obrigado os corretores a mudar a forma tradicional de fechar negócios.

Entre os novos modelos que existem hoje, há o UpEstate e o Quinto Andar, que conectam inquilino a locador sem a necessidade de garantias locatícias nem da formalização no cartório. Já o Appzinho tem anúncios para compartilhamento de casas, além do tradicional aluguel de imóveis e quartos. Outra agência imobiliária nessa linha é a Livima, cuja proposta é o pagamento de um taxa única para anunciar a unidade, sem cobrança de comissão.

O sócio-fundador da Livima, Felipe Bogoricin Braga, diz que vê potencial no Brasil, onde o uso de aplicativos é grande. Ele acredita que isso inclui uma abertura para o mercado imobiliário.

“Nossa equipe vem de um mercado imobiliário tradicional e sentia dificuldade em burocracias que eram ineficientes. O serviço de corretor é muito caro e nem sempre o atendimento tem qualidade“, afirma.

Como não há comissão nas vendas (que varia de 4% a 6%), nem na locação (de dois aluguéis, geralmente), a equipe dele recebe um salário e o desafio é vender ou alugar o quanto antes o imóvel. Na agência virtual, o anunciante paga uma cota única, a partir de R$ 594 — pode aumentar, conforme os serviços solicitados. A empresa se compromete a fazer negócio em até 24 meses. Segundo Bogoricin, a média de tempo é de três a nove meses.

‘Concorrência desleal’

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Rio (Creci-RJ), Manoel da Silveira Maia, afirma que o novo modelo não chega a preocupar as corretoras e imobiliárias, mas critica o que considera uma concorrência desleal, e a insegurança para o cliente.

“Este tipo de negociação pode prejudicar o mercado e o comprador. Não se pode lançar um preço vil e prejudicar o mercado de uma forma geral. E, se essa empresa quebrar, o cliente não sabe nem onde fica para cobrar. É preciso criar um mercado que tenha solidez. Pode ser comum nos Estados Unidos, mas, aqui não é.”

Já o presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Carlos Samuel de Oliveira Freitas, acredita que os novos modelos digitais fazem parte de uma mudança natural de vários setores e, no caso do imobiliário, obriga as empresas tradicionais a se adequarem e a oferecerem um serviço mais aprimorado. Isso é bom para o cliente.

“Ainda não sabemos o sucesso que estes aplicativos terão, mas o que acontece é que boa parte dos proprietários não quer ter uma relação direta com o inquilino. Há lugar para todo mundo no mercado imobiliário: as tradicionais e as startups”, pondera Freitas.

Um outro ponto, segundo ele, é que, embora existam muitos novos modelos aparecendo, estes não têm a expertise para dar assistência durante o tempo de contrato ou para lidar com problemas na locação ou pós-venda:

“Por mais simplificado que seja o aplicativo, em um contrato de locação, há o fechamento do negócio, o decorrer do contrato e a devolução. É esse conhecimento da resolução de conflitos que as imobiliárias têm a oferecer.”

Assim como Freitas e Maia, o professor do MBA em Negócios Imobiliários da FGV, Paulo Porto, acredita que a intermediação em contratos imobiliários nessas plataformas digitais ainda é imatura. Mas ele acredita que as empresas precisam se atualizar, especialmente em relação à tecnologia.

” A tecnologia vai substituir o trabalho do corretor. Isso é para mais de 15 anos, mas já vemos alguns sinais, como atendimentos primários feitos por máquinas ou filtro de imóveis realizado por um sistema nas próprias imobiliárias. Antes, isso era feito pelo corretor.”

A saída para o profissional é se reinventar. Porto destaca que os sistemas podem substituir processos burocráticos, mas não a inteligência. Ou seja, para se manter no mercado, os profissionais imobiliários terão que oferecer cada vez mais um atendimento mais refinado e completo.

Segundo ele, isso significa deixar de ser apenas um vendedor, ou “empurrar” um imóvel, para ser uma espécie de consultor de negócios imobiliário que traz a solução para o cliente.

“Isso inclui ajudar a achar imóvel, pensar no orçamento, fazer a ponte com banco ou agente financeiro, com escritório de arquitetura e com lojas de decoração, por exemplo, assim como passar informações sobre documentação e cartório”,  diz ele, que completa:

“Hoje, infelizmente, há muitos corretores mal preparados. Eles precisam buscar aperfeiçoar as técnicas de atendimento ao cliente e vender uma solução, não apenas o imóvel.”

Redes de compartilhamento e colaboração

Plataformas digitais permitem criar filtros extremamente específicos, como a busca de veganos para dividir uma casa, a procura por apartamentos que recebam animais de estimação, ou imóveis próximos a áreas de ‘agito’.

Uma tendência nas plataformas digitais é a do modelo de compartilhamento colaborativo para o aluguel. Isso significa tanto parcerias como a que a Livima faz com cartórios e corretoras, por exemplo, como também usar o espaço digital para reunir interessados por nichos bem específicos, como o Facebook já faz há algum tempo.

A partir desse espírito colaborativo, surgiu o Appzinho. Esse site nasceu do Apezinho, um blog criado há cinco anos por Daniela Pereira e suas filhas Fernanda e Gabriela. A página reúne dicas para quem vai morar sozinho pela primeira vez.

Segundo Daniela, a ideia de reunir pedidos para locação e venda veio da demanda dos próprios clientes, que são em sua maioria de jovens e usam estas comunidades virtuais.

A diferença é que, além do tradicional imóvel inteiro e do quarto para alugar, a plataforma conecta moradores que queiram dividir um apartamento. Nessas buscas, os interessados normalmente apelavam para as redes sociais.

Outro ponto são os filtros específicos que selecionam imóveis a partir da vista, do verde no entorno, da permissão para se ter animais de estimação ou da proximidade de áreas de “agito”. Para quem vai dividir, há até filtro de busca por casas com moradores veganos ou vegetarianos.

“É cada vez mais comum romper a intermediação em um serviço de uma pessoa física para outra. É uma forma de se adequar a uma nova realidade financeira e tornar o processo mais acessível a todos” disse Daniela.

Ela tem parceria com corretoras também, que usam seu espaço para anunciar. Segundo ela, até o final do ano não haverá cobrança para pessoas físicas. A ideia é entrar primeiro no mercado para depois cobrar um percentual sobre o valor da oferta.

 

Home office: dicas de decoração para montar um escritório confortável e funcional.

Foto: Marcelo Donadussi – Divulgação

Trabalhar em casa requer um espaço bem iluminado e tranquilo, onde você possa se concentrar sem se distrair com as atividades domésticas. Das cores da parede à mesa mais adequada, o décor faz a diferença para ter um escritório mais funcional e confortável.

Um bom exemplo é este projeto construído em 12 metros quadrados no pátio de um apartamento antigo, assinado por 0E1 Arquitetos: tem acesso independente, mas também ligação com a área privativa e cores claras e neutras que valorizam a luz natural.

Os arquitetos e sócios do 0E1, Ana Cristina Castagna, Anna Carolina Manfroi Gabriel Giambastiani e Mario Guidoux, listaram cinco dicas para quem quer organizar um gabinete novo.

1. Ter um espaço isolado é fundamental

Para a concentração em períodos longos, o ideal é estar longe do que pode trazer distração. Por isso, um home office deve estar afastado ou ter a possibilidade de ser isolado dos espaços de lazer e descanso, como sala, TV, cozinha e quarto. Ter uma bancada de trabalho na sala funciona mais para poucas horas de uso.

Foto: Marcelo Donadussi/Divulgação

2. Garanta uma fonte natural de luz

Embora seja necessária iluminação artificial eficiente, como lâmpadas de led no teto e uma boa luminária de bancada, a luz natural permite a ativação do ciclo circadiano, que protege os olhos e auxilia na regulagem do sono.

Foto: Marcelo Donadussi/Divulgação

3. Vista-se para trabalhar e crie uma rotina

É essencial tirar o clima de domingo do seu home office. Para isso, estabeleça uma rotina de horários e postura para o trabalho, como se fosse sair de casa.

4. Preste a atenção na ergonomia

Invista em uma mesa com dimensões adequadas – que deve ter até 75 centímetros de altura. A cadeira precisa ser confortável, adequada à sua estatura: a dica é optar por um modelo regulável. Nunca trabalhe no sofá.

Foto: Marcelo Donadussi/Divulgação

5. Prefira cores neutras

Invista em os tons neutros e evite cores vibrantes, como amarelo, vermelho ou verde, justamente por trazerem uma sensação de agitação. Fica cansativo para períodos de trabalho muito longos, além de serem reflexivos demais com algumas intensidades de luz. E ainda podem distorcer o resultado de quem trabalha com elementos gráficos ou com cores.

Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br

Fechado há um ano e meio, o mirante do Martinelli continua sem turistas, sem projeto e sem prazo para reabrir.

O mirante do Martinelli. Foto Tiago Queiroz/Estadão

O edifício Martinelli é um dos melhores pontos para ver a cidade de cima. Tem uma vista sensacional do centro, tem a incrível história do edifício que já foi o mais alto de São Paulo e ainda é grátis. Ou melhor, era. Porque o mirante continua fechado.

O fechamento aconteceu em março de 2017, após uma tragédia em que um rapaz caiu lá de cima. Desde então, não há notícia oficial sobre o destino do local.

Mandei uma mensagem para a Secretaria de Comunicação da Prefeitura e para a Secretaria de Urbanismo, que é a responsável pelo prédio, para ter certeza. Recebi a confirmação de que não há projeto, nem prazo para a reabertura.

Na foto de Hildegard Rosenthal, na década de 1940, o Martinelli desponta imponente no centro.

É claro que há coisas mais prementes no Brasil e na cidade. Mas vale a pena lembrar que lugares como esse são parte da nossa memória e são pontos turísticos que deveriam ser valorizados.

Eu levei meus filhos lá para cima, quando eram pequenos, e a visita valeu ótimas conversas. Na saída, é só atravessar a praça Antonio Prado e o programa fica completo com os inevitáveis doces portugueses da Casa Matilde.

A praça Antonio Prado, vista de um dos andares intermediários do edifício Martinelli. Foto: M.Calliari

Na verdade, a Prefeitura poderia colocar uma lanchonete lá em cima do mirante; poderia também promover a guia oficial aquele simpático ascensorista que contava histórias do prédio; poderia colocar vidros de proteção como no Terraço Itália ou lunetas como no Empire State Building, em Nova York. Poderiam até pensar em cobrar ingresso, se isso fosse melhorar a experiência dos turistas. Mas preferiram não fazer nada mesmo, e um ano e meio já se passou.

O pior de tudo é que o mirante só havia sido reaberto em 2010, depois de três anos de reformas. E, depois de sete anos aberto, fechou de novo. Numa outra ironia, o Martinelli abriga a Secretaria de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo, o que quer dizer que os arquitetos e técnicos que poderiam fazer um projeto estão a um elevador de distância.

É triste ver que algo que está ali, prontinho para fazer, a custo irrisório, com alto valor simbólico, mas que sucumbe diante de prioridades difusas e burocracias.

Há sempre uma razão para algo não ser feito, mas o fato é que o mirante do Martinelli vem se juntar ao Museu do Ipiranga, que continua fechado depois de quatro anos, sem que a reforma tenha sequer começado, para nos lembrar que dá trabalho manter aquilo que construímos.

Fonte: sao-paulo.estadao.com.br

Moradia compartilhada ganha espaço e garante receita aos incorporadores.

Empresas como Gamaro e Mitre lançaram, este ano, empreendimentos exclusivos para aluguel voltados à geração millenial, que apresenta comportamento compatível à partilha de serviços.

A geração millenial ainda não tem condições de adquirir imóveis
FOTO: FOTOS: DIVULGAÇÃO E DREAMSTIME

Em função da baixa procura para a compra de imóveis durante a crise, incorporadoras encontraram na moradia compartilhada uma forma de garantir o faturamento. Seguindo tendências estrangeiras as empresas atingem, principalmente, a geração de millenials.

Este é o caso da incorporadora do Grupo Mitre, que inaugurou em agosto deste ano o Share Student Living, empreendimento voltado exclusivamente para moradia estudantil por meio de aluguel. Localizado na região da Consolação, na cidade de São Paulo, o edifício conta com cinco tamanhos de apartamentos a partir de 25m². O local conta com serviços de limpeza, academia, lavanderia, áreas de lazer, bicicletas compartilhadas, salas de estudo e aluguel de carro.

Acostumados com o desemprego e recebendo salários escassos, a alternativa dos millenials foi partir para os compartilhamentos, principalmente utilizando a tecnologia. “Para que haja a condição de compra do imóvel é preciso que o mercado responda com oferta de emprego para este público, juntamente com a movimentação da economia”, analisa a gerente de financial advisory da Deloitte, Ana Carnaúba.

Diferente do empreendimento da Mitre, que aceita somente estudantes, a Gamaro inaugurou, em julho deste ano, o Kasa, um edifício de moradia compartilhada voltado tanto para universitários quanto para executivos. O imóvel está localizado na Vila Olímpia, em São Paulo, e próximo a faculdades e centros empresariais. A incorporadora disponibiliza dois tipos de apartamentos: um individual (com apenas uma cama) e um compartilhado (com mais de uma cama), ambos com 64m².

No Share Student Living, os serviços já estão inclusos no preço do condomínio – com exceção do aluguel de carros e da lavanderia. Já no Kasa, todos os serviços são pagos à parte de acordo com as necessidades de uso de cada morador. “Não são todas as pessoas que utilizam academia, vagas de estacionamento e lavanderia, por isso achamos mais justo baratear o condomínio oferecendo somente o básico”, explica o gerente geral do Kasa, Renato Marostega.

Para administrar o empreendimento, a Mitre conta com parceria da Redstone Residential, operadora de residências estudantis presente nos EUA e no Canadá. No caso da Gamaro, a gestão é totalmente realizada pela própria incorporadora. Segundo Ana, é preciso cuidado ao gerenciar negócios deste tipo: “É uma receita que deve ser cautelosa, porque a empresa é responsável por garantir a qualidade a longo prazo e evitar a evasão de aluguéis”, ressalta.

A Mitre investiu em torno de R$ 45 milhões no primeiro empreendimento com a marca Share Student Living e pretende construir mais unidades, uma delas no bairro do Butantã, também em São Paulo. Para a especialista em negócios imobiliários, Paula Farias, a taxa de retorno para as incorporadoras acaba saindo acima da média de mercado: “Ao invés de apenas vender os imóveis na planta ou após a inauguração, as empresas conseguem aplicar o aluguel sobre a valorização, que tende a crescer.” Segundo índice da Fipe Zap, o retorno médio anualizado do aluguel foi de 4,4% em agosto de 2018. Já para Ana, este investimento, diferentemente de apartamentos construídos para venda, conta com retorno a um prazo bem maior.

Tendência ou não?

A cultura brasileira, segundo ambas as especialistas, prega uma necessidade de adquirir a casa própria. “Incorporadoras e imobiliárias ainda enfrentam a barreira da ideia de que comprar imóveis ainda é necessário, tanto para o futuro quando por questões de necessidade”, comenta Paula. Entretanto, para Ana, esta tendência é passageira e está mais ligada à necessidade de uma geração do que a uma mudança por escolha: “O discurso mostra que, futuramente, pretendem adquirir bens como imóveis.”

Fonte: www.dci.com.br

Giovanna Bueno Dagnino • SÃO PAULO

Sustentabilidade é a nova tendência no alto padrão.

Busca por imóveis que oferecem máximo de conforto, mas racionalizando os recursos naturais, tem crescido no mercado imobiliário. Construtoras e incorporadoras oferecem diferenciais que incluem o reaproveitamento de água, uso da energia solar para geração de eletricidade ou até mesmo implantação de energia eólica.

Tecnologias de sustentabilidade são a nova tendência dos empreendimentos imobiliários de alto padrão. Essa novidade vai ao encontro de um novo perfil de consumidor, que está cada vez mais exigente e específico em suas necessidades e objetivos, como também a uma crescente preocupação com o meio ambiente e uso racional dos recursos.

Como a construção civil já está, há alguns anos, de olho nos impactos à natureza, o segmento tem desenvolvido tecnologias e processos que permitem ter alta qualidade de vida, mas sem agressão ambiental. Nesse sentido, construtoras e incorporadoras oferecem diferenciais que incluem o reaproveitamento de água, uso da energia solar para geração de eletricidade ou até mesmo implantação de energia eólica. Em consequência disso, o Brasil já é o quarto país com mais construções sustentáveis no mundo, segundo uma pesquisa da Green Building Council (USGBC), organização não-governamental (ONG) que visa fomentar a indústria da construção sustentável.

De acordo com Ricardo Teixeira, especialista em mercado imobiliário e CEO da URBS RT Lançamentos Imobiliários, o mercado oferece aquilo que o comprador exige. “A procura por imóveis sustentáveis está em constante crescente. Já é uma necessidade e uma exigência do novo comprador”, explica.

Em Goiânia, por exemplo, o Kingdom Park Residence – maior edifício residencial da região centro-norte do Brasil – está sendo construído nas proximidades do Parque Vaca Brava e oferece uma série de inovações sustentáveis. A torre de luxo, com apenas um apartamento com medida de 487,16 487,76 m² por andar, oferece uma série de inovações sustentáveis. Hugo Alexandre Araújo, engenheiro responsável pela obra que tem previsão de entrega para dezembro de 2019, destaca cinco dessas tecnologias que trazem, além de conforto, mais racionalidade na uso de recursos naturais.

Vidro com consciência energética – Segundo o engenheiro Hugo Alexandre, este recurso irá compor a fachada do empreendimento e fará com que os apartamentos absorvam menos calor e reflitam a incidência da luz solar. “A utilização dessa ferramenta faz com que o morador tenha um conforto térmico maior, fazendo com que se diminua a necessidade de uso do ar condicionado”, explica o engenheiro, ao relembrar que o Kingdom terá 173 metros de altura e será todo revestido em pele de vidro.

Sistema de ar condicionado VRF – A torre será entregue com toda a estrutura física e de cabeamento para a instalação do sistema VRF (do inglês “variable refrigerant flow”, cuja tradução é “vazão de refrigerante variável”) é um modelo de ar condicionado desenvolvido especialmente para edifícios comerciais e residenciais de médio e grande porte. Possui um mecanismo multi-split, composto por um condensador de ar condicionado externo ligado a múltiplos equipamentos internos que podem operar individualmente em cada ambiente do apartamento. O sistema é conhecido por ter máquinas mais modernas e eficientes no consumo de energia elétrica.

Segundo Hugo Alexandre, o grande diferencial nesse sistema VRF é a combinação de tecnologia com sistemas de controle microprocessados, aliado à combinação de múltiplas unidades internas num só ciclo de refrigeração. “Sua instalação é muito simples, mantém a arquitetura sem alterar as características do empreendimento, produzindo um baixo nível de ruído e baixo consumo elétrico”, explicou.

Aproveitamento da água da chuva – Outra medida sustentável adotada no projeto do Kingdom e que irá gerar economia é o aproveitamento da água da chuva. O empreendimento será capaz de armazenar até 60.000 litros de água. A coleta ocorrerá junto às lajes da cobertura e por meio de tubulações específicas e será conduzida para armazenamento em reservatórios localizados no subsolo. A água pluvial armazenada será destinada à limpeza de áreas comuns e manutenção de jardins.

De acordo com o engenheiro Hugo Alexandre, esse reaproveitamento também contribuirá para reduzir as enchentes.A coleta ocorrerá junto às lajes da cobertura e por meio de tubulações específicas e será conduzida para armazenamento em reservatórios localizados no subsolo.

Apartamento preparado para automação – Todos os apartamentos do Kingdom Park Residence serão preparados para receber a automação residencial. O engenheiro Hugo Alexandre destaca que essa tecnologia, além de tornar o imóvel muito mais moderno e prático, também permite que o morador faça o uso racional da eletricidade.

Ele explica que isso ocorre porque o sistema automatizado permite a programação para redução de consumo da corrente de stand by do imóvel. Assim, quando o morador sair de casa ou quando for dormir, o comando interrompe o envio de energia para os equipamentos. “Ao executar essas tarefas em horários programados, mesmo não estando em sua casa, a automação permite otimizar consumo de eletricidade, sem interferir no conforto”, pontua o engenheiro.

Hugo Alexandre destaca ainda que o fato das luzes acenderem de maneira gradual aumenta a vida útil das lâmpadas em até dez vezes, gerando economia de materiais e serviços. Ele explica ainda que ativação do módulo de áudio/vídeo do sistema de automação permite controlar a temperatura do ar condicionado evitando gasto excessivo de eletricidade. “O sistema de automação avalia a diferença de temperatura e por meio de módulos solicita o aumento ou diminuição da potência do ar condicionado”, justifica.

Recirculação de água parada – O Kingdom terá em seu apartamentos aquecimento de água por meio de aquecedor a gás, atendendo às pias da cozinha e varanda gourmet, lavatórios dos banheiros e todos chuveiros da unidade. Normalmente, a água quente parada na tubulação perde naturalmente calor para o meio ambiente e ao liberar a água no ponto de consumo ocorre desperdício até a chegada da água aquecida, jogando literalmente “água pelo ralo”.

Para evitar isso o projeto prevê o isolamento térmico dos ramais aéreos de água quente e a implantação de “anel” de recirculação de água quente conectado a equipamento apropriado – SMARTSTART (a ser adquirido futuramente pelo cliente). Isso permitirá a recirculação da água fria parada na tubulação até o aquecedor, mantendo assim a água aquecida no momento da utilização. O equipamento opera de maneira automática, por meio de programação ou manualmente, evitando gastos desnecessários com o aquecimento de água.

Energia eólica – O Kingdom Park Residence irá adotar um inovador sistema de geração de energia eólica, que irá suprir a necessidade de eletricidade demandada na iluminação das áreas comuns da torre.

O principal componente do sistema será uma turbina eólica RAZEC 266 de eixo vertical, própria para áreas urbanas, pois apresenta baixa velocidade rotacional, baixíssimo nível de ruído e é adequada para ventos turbulentos e com direção variável. O sistema será instalado no topo do prédio e totalizará 187 metros de altura. Esse sistema, inicialmente, não estava previsto no projeto, mas foi incorporado após os empreendedores do Kingdom perceberem a potencialidade da região para a geração desse tipo de energia.

“É uma ação de preservação e conscientização ambiental, que está de acordo com o que o nosso público deseja. O Kingdom é um prédio de luxo, mas o maior luxo que podemos oferecer para o futuro é a qualidade de vida”, destaca o executivo. Ele explica também que ainda não sabe ao certo quanto de energia poderá ser gerado pelo sistema. “Precisamos esperar a instalação para que os testes tenham início. Porém, estamos muito animados”, finaliza.

Fonte: www.segs.com.br

Escrito ou enviado por  Fernando Cappellesso

Pesquisa Secovi-SP do mercado imobiliário apresenta bons índices em agosto.

Foto: Divulgação Pesquisa Secovi-SP do mercado imobiliário apresenta bons índices em agosto

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou que em agosto de 2018 foram comercializadas 2.581 unidades residenciais novas. O resultado é 67,4% superior em comparação às 1.542 unidades vendidas em julho; e 38,4% acima das 1.865 unidades de agosto de 2017.

No acumulado de janeiro a agosto, foram vendidas 16.124 unidades – 46,7% acima das 10.991 unidades do mesmo período do ano passado.

Agosto registrou a segunda maior quantidade de unidades residenciais novas vendidas do ano. “O mês apresentou também um forte ritmo de vendas, demonstrado pelo indicador VSO de 13,4%, o maior do ano”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

O crescimento das vendas foi potencializado, sobretudo, pelo bom desempenho de comercialização dos imóveis econômicos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, de 1 ou 2 dormitórios. “Este produto atende principalmente a demanda das famílias que buscam adquirir a primeira casa própria, e que se encaixam nos parâmetros do programa”, ressalta Petrucci.

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em agosto, 1.410 unidades residenciais lançadas, resultado 46,4% inferior ao de julho (2.629 unidades) e 10,7% abaixo do mesmo mês de 2017 (1.579 unidades).

De janeiro a agosto, foram lançadas 12.107 unidades residenciais na capital paulista, 16,0% acima do registrado no mesmo período do ano anterior (10.437 unidades). Os lançamentos do ano continuam inferiores às vendas.

Passados dois terços do ano, o mercado imobiliário vem demonstrando sinais positivos de recuperação. “Mas é necessário nos prepararmos para o futuro”, alerta Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP. “A falta de calibragem da Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo ainda prejudica a viabilização de novos projetos”, complementa.

Para o presidente da entidade, Flavio Amary, apesar das incertezas no cenário político, ocasionadas principalmente pelo período eleitoral, os dados do mercado vêm comprovando que existe demanda e que o setor tem muito a produzir para atendê-la. “No médio e no longo prazo, as perspectivas são positivas. Até porque, os presidenciáveis reconhecem a importância da indústria imobiliária como forte indutor da economia e importante gerador de emprego e renda”, afirma o dirigente.

Imóveis econômicos – Do total vendido nos oito meses deste ano, 39% foram de unidades econômicas (6.253 unidades). Houve crescimento da participação desse tipo de imóvel comparativamente com o mesmo período do ano passado, que era de apenas 14% (1.593 unidades).

“Apesar de a participação percentual dos outros mercados ter diminuído, saindo de 86% para 61%, houve um aumento de 5% na comercialização, se compararmos as 9.871 unidades vendidas este ano com as 9.398 unidades do ano passado”, explica Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP.

Nos segmento econômico, foram identificados 3.080 unidades ofertadas em agosto – 18,5% do total disponível da cidade de São Paulo (16.692 unidades) –, 875 unidades vendidas, 411 lançamentos e VSO de 22,1%.

Os demais segmentos de mercado foram representados com a oferta de 13.612 unidades (81,5% do total), com as vendas de 1.706 unidades, os lançamentos de 999 unidades e o VSO de 11,1%.

Oferta – A capital paulista encerrou o mês de agosto com a oferta de 16.692 unidades disponíveis para venda. Houve redução de 8,8% em relação a julho de 2018 (18.306 unidades) e de 15,0% em comparação a agosto de 2017 (19.630 unidades).

Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se em quase todos os indicadores do mês de agosto. Eles registraram maior volume de vendas (1.594 unidades), lançamentos (885 unidades), oferta (9.268 unidades) e melhor VGV (R$ 508,4 milhões). Os apartamentos de 1 dormitório, por sua vez, tiveram o melhor desempenho de vendas, com VSO de 20,8%. Foram 815 unidades comercializadas desta tipologia dentre as 3.912 unidades ofertadas e lançadas no mês.

Imóveis com menos de 45 m² de área útil destacaram-se em todos os indicadores: maior quantidade de vendas (1.723 unidades), de lançamentos (686 unidades), de imóveis ofertados (6.577 unidades), VGV (R$ 493,2 milhões) e VSO (20,8%). Unidades com valor de até R$ 240.000,00 lideraram em quantidade de vendas (1.393 unidades), lançamentos (624 unidades) e VSO (24,7%). Na faixa de preço de R$ 240.001,00 a R$ 500.000,00, foi registrada a maior oferta (5.718 unidades).

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

(Redação – Investimentos e Notícias)

Remediação de áreas contaminadas para empreendimentos.

Remediação de áreas contaminadas para empreendimentos

Remediação de terrenos contaminados contribui para melhoria da saúde pública Créditos: Shutterstock

Descontaminação de solo abre oportunidades de investimentos em novos terrenos para incorporadoras.

Enfrentando a escassez de terrenos, principalmente, em áreas urbanas, torna-se cada vez mais necessário para as incorporadoras analisar todas as possibilidades de incorporação. Uma delas, que envolve um trabalho complexo de análise técnica, é a remediação de áreas contaminadas.

“Muitos terrenos que estão localizados dentro da cidade eram antigas fábricas que estão se mudando para o interior, depósitos de lixo ou antigos postos de combustível. Só que esses terrenos, devido à atividade industrial de décadas, por exemplo, possuem solos contaminados”, explica Rodrigo Cury Bicalho, advogado especializado em direito imobiliário e sócio do escritório Bicalho e Mollica Advogados.

De acordo com Bicalho, que ganhou o 23º Prêmio Master Imobiliário em 2017, na categoria “Soluções Jurídicas” com o trabalho “Remediação de áreas contaminadas para empreendimentos”, hoje, na cidade de São Paulo já existem aproximadamente 2 mil áreas reabilitadas.

Para utilizar esses terrenos para o mercado imobiliário é preciso, primeiro, realizar um plano de remediação que deve ser aprovado mediante a agência ambiental de cada estado. Essa análise deve identificar que tipo de contaminação compreende aquele terreno e estabelecer como que a área vai ser tratada para que sejam atingidos os padrões de contaminação aceitáveis.

Cada área tem um determinado grau de contaminação e um tipo de contaminante. Para que essa remediação seja feita, existem algumas técnicas que podem ser adotadas. A incorporadora precisa então analisar com a sua consultoria ambiental quais são elas e se são viáveis de realizar, do ponto de vista de prazo e de custo.

“A remediação acaba sendo também um dos custos do empreendimento, além da própria construção, compra do terreno e aprovações. E também é preciso verificar se o tempo necessário vai ser compatível com o desenvolvimento do empreendimento. Isso significa que essa análise ambiental acaba sendo fundamental para as incorporadoras tomarem a decisão de comprar ou não o terreno”, explica o advogado.

Ainda é preciso verificar se existe viabilidade para remediar o terreno. Por exemplo, existem terrenos em que somente a iniciativa privada não conseguiria remediar toda a área necessária, como na região de Jurubatuba, perto das represas, no sul de São Paulo.

“A contaminação de água, por exemplo, que já permeia áreas muito grandes e está em subsolos de diversos terrenos. Então, é quase impossível você reabilitar um terreno porque essa água está em comunicação com um lençol de contaminação muito maior. Ainda que se fizesse a remediação, ainda assim, você ficaria eternamente tentando, precisaria de um plano integrado com os outros proprietários, com governo”, explica Bicalho.

Remediação de áreas contaminadas e legislação

O trabalho premiado de Rodrigo Cury Bicalho teve como um dos pontos falar sobre a questão da legislação brasileira. De acordo com o advogado, existe um entendimento de parte do Ministério Público de que a remediação que está prevista na lei e que é aceita e regulamentada tanto pelo Conama no Brasil inteiro, quanto pela Cetesb em São Paulo, seria ilegal. “Eles entendem que a remediação deveria ser integral, ou seja, até você ter uma eliminação integral dos contaminantes e não nos níveis que eliminam os riscos à saúde humana, como é previsto na lei”, explica Bicalho.

Porém, o trabalho demonstra que o posicionamento que o Ministério Público prevê, inclusive, que quem não fizer isso tem que reparar os danos, além de ser tecnicamente inviável, praticamente inviabilizaria a remediação porque as empresas incorporadoras teriam um custo muito alto para esse trabalho, e deixariam de comprar essas áreas contaminadas para tratá-las, assim continua o risco para a sociedade.

“Felizmente, o próprio Tribunal de Justiça, nas decisões existentes até agora sobre o tema, das ações diversas propostas pelo Ministério Público, tem decidido no sentido de que a legislação é válida e as normas previstas na Cetesb e no Conama devem ser seguidas”, complementa.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br

Entenda como a arquitetura influencia a valorização das cidades ao redor do mundo.

Hoje, as maiores empresas do mundo possuem menos de 30 anos. E, em apenas três décadas, o mundo mudou de forma drástica. Os que souberam seguir a mudança alcançaram outro nível de desenvolvimento.

Grandes indústrias como Google, Facebook, Amazon, Apple, Netflix, entre outra gigantes, estão procurando se estabelecer em cada canto do mundo. Cada executivo enviado para a construção de uma nova sede, opta por cidades que possam oferecer oportunidades e mostrar que estão de portas abertas para o futuro.

Conheça os projetos de algumas dessas, e como isso mudou totalmente o cenário do mercado imobiliário daquela região.

Singapura 

Tudo levava a crer que seria apenas mais uma pálida cidade no sudeste asiático. Sem recursos naturais, pobre de solo para plantio e um índice de desemprego nas alturas em meados dos anos 60. Após sua independência, os dirigentes de Singapura perceberam que para prosperar deveriam ter uma mentalidade de mercado aberta, fácil e dinâmica. O objetivo era conseguirem atender aos mais diversos interesses globais. E deu muito certo.

Singapura possui em torno de 5,6 milhões de habitantes, sendo 3 milhões de estrangeiros. A sua diversidade étnica não só influencia na economia (que só vem expandindo), mas também na sua arquitetura única.

A cidade possui temperatura média de Cuiabá, com a umidade de Manaus. Eles não querem que o clima seja um obstáculo para o desenvolvimento. Então, criaram estufas que dão a impressão de ter ar condicionado pela cidade toda.

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Aos poucos Singapura foi se embelezando, e chamando a atenção de quem vinha de fora.

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Só que Singapura quer ir ainda mais longe. Existe projeto de construção de um noivo bairro. Todo verde, integrado, com água por todos os lados, com inúmeros lugares para lazer (teatros, auditórios, parques)… A ideia é que esta nova população, com 20 mil apartamentos, adote um novo estilo de vida. A previsão é que o novo empreendimento fique pronto em 2030. Nisso, os corretores e imobiliárias estão bem ocupados ajudando a fazer esse novo futuro acontecer.

Singapura percebeu que pode concorrer com qualquer grande metrópole do mundo, oferecendo uma qualidade de vida diferenciada e atraindo esses investimentos de forma eficaz.

Nova York

Em Manhattan, próximo ao Madison Square Garden, existe uma garagem onde ficam estacionados os vagões de trens que saem de Manhattan em sentido New Jersey. Uma área enorme, e sem objetivo, pois Nova York havia perdido para Londres a oportunidade de sediar as Olimpíadas de 2012 – e o projeto inicial de construir um estádio ali, morreu.

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Então, o ex prefeito da cidade, Michael Bloomberg, idealizou a construção de um novo bairro nesta região. Era a soma de vários fatores: mais moradores, mais impostos, mais investimento privado e mais desenvolvimento.

Nasce então o Hudson Yards, um desenvolvimento imobiliário que está em construção desde 2012, e 50% já concluído. De acordo com a revista Fortune, é “uma cidade dentro de uma cidade”, e é o maior projeto de construção civil da história dos Estados Unidos. Avaliado em 20 bilhões de dólares, será um centro comercial e residencial, possuirá prédios com 50 a 100 andares.

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Houveram algumas exigências das autoridades municipais: a garagem deve continuar funcionando, deve existir uma bela estação de metrô, uma grande praça aberta, um centro cultural e uma grande obra de arte para embelezar ainda mais o bairro. A incorporadora responsável aceitou o desafio e ofereceu o melhor resultado possível.

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Vessel, como é conhecida essa obra, pode se tornar um dos pontos turísticos mais registados de Nova York.

Em tempo recorde, Nova York ganha um novo bairro, que atrai novas empresas, prédios muito mais modernos e um novo ponto turístico.

Hudson Yards é a prova de que com o trabalho efetivo da política pública e da arquitetura para potencializar o mercado imobiliário, qualquer cidade pode construir projetos incríveis.

Pequim

Pequim vem surpreendendo não só em sua economia – já que a China está prestes a se tornar a 1ª economia mundial. Mas já vinha mostrando sua capacidade arquitetônica desde os jogos olímpicos de verão de 2008.

Mas hoje ela surpreende com uma nova área chamada de Jianwai Soho. A construção é dos anos 2000, mas surpreende por ser um conglomerado de condomínios (apartamentos e escritórios) com áreas multi comerciais no térreo. É uma área de 700 mil m², onde a arquitetura surpreende pela possibilidade de se circular entre os prédios.

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São Paulo

No Brasil costumamos ter o chamado “complexo de vira lata” onde tudo parece ser mais difícil e não funciona. Mas São Paulo conta uma história incrível de ousadia nos anos 50 e 60, e possui uma relação direta ao que vem acontecendo na China, nos EUA ou em Singapura.

Foi a soma de um poder público que não criava tantos obstáculos, uma elite bastante viajada e ambiciosa e vontade de agitar o mercado imobiliário. Por conta disso, São Paulo hoje possui inúmeros prédios que envelheceram muito bem. A exemplo dos prédios do Vale do Anhangabaú e os edifícios Copan e Itália.

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Esse investimento aconteceu na época em que o número de habitantes de São Paulo dobrava a cada década. Justamente porque São Paulo possuía escasso transporte público e por isso todo mundo preferia morar na área central. Pois era lá que existia emprego, bondes e cinema (a opção de lazer preferida da época).

A área que hoje é o Conjunto Nacional na Av. Paulista, ocupava antes a área de uma única residência. Hoje esse empreendimento possui 3 grandes blocos com áreas comerciais e residenciais. E no térreo uma grande área como uma praça coberta, com obras de arte, livraria, cafeterias, etc. É um dos prédios mais vivos da cidade.

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O mercado imobiliário, com o incentivo certo, consegue modificar o futuro de uma cidade, ou o rumo de um país. Influencia na maneira como as pessoas vivem, trabalham, viajam e sonham. Por isso cada pessoa desse setor tem um papel importante em como isso é aplicado, seja do corretor ao arquiteto, do engenheiro à incorporadora.

O mercado imobiliário vive de tornar sonhos possíveis, e é aí que reside a maior beleza deste negócio.

Fonte: www.zappro.com.br