Arquivo diários:9 de outubro de 2018

Remediação de áreas contaminadas para empreendimentos.

Remediação de áreas contaminadas para empreendimentos

Remediação de terrenos contaminados contribui para melhoria da saúde pública Créditos: Shutterstock

Descontaminação de solo abre oportunidades de investimentos em novos terrenos para incorporadoras.

Enfrentando a escassez de terrenos, principalmente, em áreas urbanas, torna-se cada vez mais necessário para as incorporadoras analisar todas as possibilidades de incorporação. Uma delas, que envolve um trabalho complexo de análise técnica, é a remediação de áreas contaminadas.

“Muitos terrenos que estão localizados dentro da cidade eram antigas fábricas que estão se mudando para o interior, depósitos de lixo ou antigos postos de combustível. Só que esses terrenos, devido à atividade industrial de décadas, por exemplo, possuem solos contaminados”, explica Rodrigo Cury Bicalho, advogado especializado em direito imobiliário e sócio do escritório Bicalho e Mollica Advogados.

De acordo com Bicalho, que ganhou o 23º Prêmio Master Imobiliário em 2017, na categoria “Soluções Jurídicas” com o trabalho “Remediação de áreas contaminadas para empreendimentos”, hoje, na cidade de São Paulo já existem aproximadamente 2 mil áreas reabilitadas.

Para utilizar esses terrenos para o mercado imobiliário é preciso, primeiro, realizar um plano de remediação que deve ser aprovado mediante a agência ambiental de cada estado. Essa análise deve identificar que tipo de contaminação compreende aquele terreno e estabelecer como que a área vai ser tratada para que sejam atingidos os padrões de contaminação aceitáveis.

Cada área tem um determinado grau de contaminação e um tipo de contaminante. Para que essa remediação seja feita, existem algumas técnicas que podem ser adotadas. A incorporadora precisa então analisar com a sua consultoria ambiental quais são elas e se são viáveis de realizar, do ponto de vista de prazo e de custo.

“A remediação acaba sendo também um dos custos do empreendimento, além da própria construção, compra do terreno e aprovações. E também é preciso verificar se o tempo necessário vai ser compatível com o desenvolvimento do empreendimento. Isso significa que essa análise ambiental acaba sendo fundamental para as incorporadoras tomarem a decisão de comprar ou não o terreno”, explica o advogado.

Ainda é preciso verificar se existe viabilidade para remediar o terreno. Por exemplo, existem terrenos em que somente a iniciativa privada não conseguiria remediar toda a área necessária, como na região de Jurubatuba, perto das represas, no sul de São Paulo.

“A contaminação de água, por exemplo, que já permeia áreas muito grandes e está em subsolos de diversos terrenos. Então, é quase impossível você reabilitar um terreno porque essa água está em comunicação com um lençol de contaminação muito maior. Ainda que se fizesse a remediação, ainda assim, você ficaria eternamente tentando, precisaria de um plano integrado com os outros proprietários, com governo”, explica Bicalho.

Remediação de áreas contaminadas e legislação

O trabalho premiado de Rodrigo Cury Bicalho teve como um dos pontos falar sobre a questão da legislação brasileira. De acordo com o advogado, existe um entendimento de parte do Ministério Público de que a remediação que está prevista na lei e que é aceita e regulamentada tanto pelo Conama no Brasil inteiro, quanto pela Cetesb em São Paulo, seria ilegal. “Eles entendem que a remediação deveria ser integral, ou seja, até você ter uma eliminação integral dos contaminantes e não nos níveis que eliminam os riscos à saúde humana, como é previsto na lei”, explica Bicalho.

Porém, o trabalho demonstra que o posicionamento que o Ministério Público prevê, inclusive, que quem não fizer isso tem que reparar os danos, além de ser tecnicamente inviável, praticamente inviabilizaria a remediação porque as empresas incorporadoras teriam um custo muito alto para esse trabalho, e deixariam de comprar essas áreas contaminadas para tratá-las, assim continua o risco para a sociedade.

“Felizmente, o próprio Tribunal de Justiça, nas decisões existentes até agora sobre o tema, das ações diversas propostas pelo Ministério Público, tem decidido no sentido de que a legislação é válida e as normas previstas na Cetesb e no Conama devem ser seguidas”, complementa.

Fonte: http://www.mapadaobra.com.br

Entenda como a arquitetura influencia a valorização das cidades ao redor do mundo.

Hoje, as maiores empresas do mundo possuem menos de 30 anos. E, em apenas três décadas, o mundo mudou de forma drástica. Os que souberam seguir a mudança alcançaram outro nível de desenvolvimento.

Grandes indústrias como Google, Facebook, Amazon, Apple, Netflix, entre outra gigantes, estão procurando se estabelecer em cada canto do mundo. Cada executivo enviado para a construção de uma nova sede, opta por cidades que possam oferecer oportunidades e mostrar que estão de portas abertas para o futuro.

Conheça os projetos de algumas dessas, e como isso mudou totalmente o cenário do mercado imobiliário daquela região.

Singapura 

Tudo levava a crer que seria apenas mais uma pálida cidade no sudeste asiático. Sem recursos naturais, pobre de solo para plantio e um índice de desemprego nas alturas em meados dos anos 60. Após sua independência, os dirigentes de Singapura perceberam que para prosperar deveriam ter uma mentalidade de mercado aberta, fácil e dinâmica. O objetivo era conseguirem atender aos mais diversos interesses globais. E deu muito certo.

Singapura possui em torno de 5,6 milhões de habitantes, sendo 3 milhões de estrangeiros. A sua diversidade étnica não só influencia na economia (que só vem expandindo), mas também na sua arquitetura única.

A cidade possui temperatura média de Cuiabá, com a umidade de Manaus. Eles não querem que o clima seja um obstáculo para o desenvolvimento. Então, criaram estufas que dão a impressão de ter ar condicionado pela cidade toda.

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Aos poucos Singapura foi se embelezando, e chamando a atenção de quem vinha de fora.

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Só que Singapura quer ir ainda mais longe. Existe projeto de construção de um noivo bairro. Todo verde, integrado, com água por todos os lados, com inúmeros lugares para lazer (teatros, auditórios, parques)… A ideia é que esta nova população, com 20 mil apartamentos, adote um novo estilo de vida. A previsão é que o novo empreendimento fique pronto em 2030. Nisso, os corretores e imobiliárias estão bem ocupados ajudando a fazer esse novo futuro acontecer.

Singapura percebeu que pode concorrer com qualquer grande metrópole do mundo, oferecendo uma qualidade de vida diferenciada e atraindo esses investimentos de forma eficaz.

Nova York

Em Manhattan, próximo ao Madison Square Garden, existe uma garagem onde ficam estacionados os vagões de trens que saem de Manhattan em sentido New Jersey. Uma área enorme, e sem objetivo, pois Nova York havia perdido para Londres a oportunidade de sediar as Olimpíadas de 2012 – e o projeto inicial de construir um estádio ali, morreu.

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Então, o ex prefeito da cidade, Michael Bloomberg, idealizou a construção de um novo bairro nesta região. Era a soma de vários fatores: mais moradores, mais impostos, mais investimento privado e mais desenvolvimento.

Nasce então o Hudson Yards, um desenvolvimento imobiliário que está em construção desde 2012, e 50% já concluído. De acordo com a revista Fortune, é “uma cidade dentro de uma cidade”, e é o maior projeto de construção civil da história dos Estados Unidos. Avaliado em 20 bilhões de dólares, será um centro comercial e residencial, possuirá prédios com 50 a 100 andares.

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Houveram algumas exigências das autoridades municipais: a garagem deve continuar funcionando, deve existir uma bela estação de metrô, uma grande praça aberta, um centro cultural e uma grande obra de arte para embelezar ainda mais o bairro. A incorporadora responsável aceitou o desafio e ofereceu o melhor resultado possível.

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Vessel, como é conhecida essa obra, pode se tornar um dos pontos turísticos mais registados de Nova York.

Em tempo recorde, Nova York ganha um novo bairro, que atrai novas empresas, prédios muito mais modernos e um novo ponto turístico.

Hudson Yards é a prova de que com o trabalho efetivo da política pública e da arquitetura para potencializar o mercado imobiliário, qualquer cidade pode construir projetos incríveis.

Pequim

Pequim vem surpreendendo não só em sua economia – já que a China está prestes a se tornar a 1ª economia mundial. Mas já vinha mostrando sua capacidade arquitetônica desde os jogos olímpicos de verão de 2008.

Mas hoje ela surpreende com uma nova área chamada de Jianwai Soho. A construção é dos anos 2000, mas surpreende por ser um conglomerado de condomínios (apartamentos e escritórios) com áreas multi comerciais no térreo. É uma área de 700 mil m², onde a arquitetura surpreende pela possibilidade de se circular entre os prédios.

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São Paulo

No Brasil costumamos ter o chamado “complexo de vira lata” onde tudo parece ser mais difícil e não funciona. Mas São Paulo conta uma história incrível de ousadia nos anos 50 e 60, e possui uma relação direta ao que vem acontecendo na China, nos EUA ou em Singapura.

Foi a soma de um poder público que não criava tantos obstáculos, uma elite bastante viajada e ambiciosa e vontade de agitar o mercado imobiliário. Por conta disso, São Paulo hoje possui inúmeros prédios que envelheceram muito bem. A exemplo dos prédios do Vale do Anhangabaú e os edifícios Copan e Itália.

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Esse investimento aconteceu na época em que o número de habitantes de São Paulo dobrava a cada década. Justamente porque São Paulo possuía escasso transporte público e por isso todo mundo preferia morar na área central. Pois era lá que existia emprego, bondes e cinema (a opção de lazer preferida da época).

A área que hoje é o Conjunto Nacional na Av. Paulista, ocupava antes a área de uma única residência. Hoje esse empreendimento possui 3 grandes blocos com áreas comerciais e residenciais. E no térreo uma grande área como uma praça coberta, com obras de arte, livraria, cafeterias, etc. É um dos prédios mais vivos da cidade.

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O mercado imobiliário, com o incentivo certo, consegue modificar o futuro de uma cidade, ou o rumo de um país. Influencia na maneira como as pessoas vivem, trabalham, viajam e sonham. Por isso cada pessoa desse setor tem um papel importante em como isso é aplicado, seja do corretor ao arquiteto, do engenheiro à incorporadora.

O mercado imobiliário vive de tornar sonhos possíveis, e é aí que reside a maior beleza deste negócio.

Fonte: www.zappro.com.br