Arquivo diários:17 de outubro de 2018

Sustentabilidade é a nova tendência no alto padrão.

Busca por imóveis que oferecem máximo de conforto, mas racionalizando os recursos naturais, tem crescido no mercado imobiliário. Construtoras e incorporadoras oferecem diferenciais que incluem o reaproveitamento de água, uso da energia solar para geração de eletricidade ou até mesmo implantação de energia eólica.

Tecnologias de sustentabilidade são a nova tendência dos empreendimentos imobiliários de alto padrão. Essa novidade vai ao encontro de um novo perfil de consumidor, que está cada vez mais exigente e específico em suas necessidades e objetivos, como também a uma crescente preocupação com o meio ambiente e uso racional dos recursos.

Como a construção civil já está, há alguns anos, de olho nos impactos à natureza, o segmento tem desenvolvido tecnologias e processos que permitem ter alta qualidade de vida, mas sem agressão ambiental. Nesse sentido, construtoras e incorporadoras oferecem diferenciais que incluem o reaproveitamento de água, uso da energia solar para geração de eletricidade ou até mesmo implantação de energia eólica. Em consequência disso, o Brasil já é o quarto país com mais construções sustentáveis no mundo, segundo uma pesquisa da Green Building Council (USGBC), organização não-governamental (ONG) que visa fomentar a indústria da construção sustentável.

De acordo com Ricardo Teixeira, especialista em mercado imobiliário e CEO da URBS RT Lançamentos Imobiliários, o mercado oferece aquilo que o comprador exige. “A procura por imóveis sustentáveis está em constante crescente. Já é uma necessidade e uma exigência do novo comprador”, explica.

Em Goiânia, por exemplo, o Kingdom Park Residence – maior edifício residencial da região centro-norte do Brasil – está sendo construído nas proximidades do Parque Vaca Brava e oferece uma série de inovações sustentáveis. A torre de luxo, com apenas um apartamento com medida de 487,16 487,76 m² por andar, oferece uma série de inovações sustentáveis. Hugo Alexandre Araújo, engenheiro responsável pela obra que tem previsão de entrega para dezembro de 2019, destaca cinco dessas tecnologias que trazem, além de conforto, mais racionalidade na uso de recursos naturais.

Vidro com consciência energética – Segundo o engenheiro Hugo Alexandre, este recurso irá compor a fachada do empreendimento e fará com que os apartamentos absorvam menos calor e reflitam a incidência da luz solar. “A utilização dessa ferramenta faz com que o morador tenha um conforto térmico maior, fazendo com que se diminua a necessidade de uso do ar condicionado”, explica o engenheiro, ao relembrar que o Kingdom terá 173 metros de altura e será todo revestido em pele de vidro.

Sistema de ar condicionado VRF – A torre será entregue com toda a estrutura física e de cabeamento para a instalação do sistema VRF (do inglês “variable refrigerant flow”, cuja tradução é “vazão de refrigerante variável”) é um modelo de ar condicionado desenvolvido especialmente para edifícios comerciais e residenciais de médio e grande porte. Possui um mecanismo multi-split, composto por um condensador de ar condicionado externo ligado a múltiplos equipamentos internos que podem operar individualmente em cada ambiente do apartamento. O sistema é conhecido por ter máquinas mais modernas e eficientes no consumo de energia elétrica.

Segundo Hugo Alexandre, o grande diferencial nesse sistema VRF é a combinação de tecnologia com sistemas de controle microprocessados, aliado à combinação de múltiplas unidades internas num só ciclo de refrigeração. “Sua instalação é muito simples, mantém a arquitetura sem alterar as características do empreendimento, produzindo um baixo nível de ruído e baixo consumo elétrico”, explicou.

Aproveitamento da água da chuva – Outra medida sustentável adotada no projeto do Kingdom e que irá gerar economia é o aproveitamento da água da chuva. O empreendimento será capaz de armazenar até 60.000 litros de água. A coleta ocorrerá junto às lajes da cobertura e por meio de tubulações específicas e será conduzida para armazenamento em reservatórios localizados no subsolo. A água pluvial armazenada será destinada à limpeza de áreas comuns e manutenção de jardins.

De acordo com o engenheiro Hugo Alexandre, esse reaproveitamento também contribuirá para reduzir as enchentes.A coleta ocorrerá junto às lajes da cobertura e por meio de tubulações específicas e será conduzida para armazenamento em reservatórios localizados no subsolo.

Apartamento preparado para automação – Todos os apartamentos do Kingdom Park Residence serão preparados para receber a automação residencial. O engenheiro Hugo Alexandre destaca que essa tecnologia, além de tornar o imóvel muito mais moderno e prático, também permite que o morador faça o uso racional da eletricidade.

Ele explica que isso ocorre porque o sistema automatizado permite a programação para redução de consumo da corrente de stand by do imóvel. Assim, quando o morador sair de casa ou quando for dormir, o comando interrompe o envio de energia para os equipamentos. “Ao executar essas tarefas em horários programados, mesmo não estando em sua casa, a automação permite otimizar consumo de eletricidade, sem interferir no conforto”, pontua o engenheiro.

Hugo Alexandre destaca ainda que o fato das luzes acenderem de maneira gradual aumenta a vida útil das lâmpadas em até dez vezes, gerando economia de materiais e serviços. Ele explica ainda que ativação do módulo de áudio/vídeo do sistema de automação permite controlar a temperatura do ar condicionado evitando gasto excessivo de eletricidade. “O sistema de automação avalia a diferença de temperatura e por meio de módulos solicita o aumento ou diminuição da potência do ar condicionado”, justifica.

Recirculação de água parada – O Kingdom terá em seu apartamentos aquecimento de água por meio de aquecedor a gás, atendendo às pias da cozinha e varanda gourmet, lavatórios dos banheiros e todos chuveiros da unidade. Normalmente, a água quente parada na tubulação perde naturalmente calor para o meio ambiente e ao liberar a água no ponto de consumo ocorre desperdício até a chegada da água aquecida, jogando literalmente “água pelo ralo”.

Para evitar isso o projeto prevê o isolamento térmico dos ramais aéreos de água quente e a implantação de “anel” de recirculação de água quente conectado a equipamento apropriado – SMARTSTART (a ser adquirido futuramente pelo cliente). Isso permitirá a recirculação da água fria parada na tubulação até o aquecedor, mantendo assim a água aquecida no momento da utilização. O equipamento opera de maneira automática, por meio de programação ou manualmente, evitando gastos desnecessários com o aquecimento de água.

Energia eólica – O Kingdom Park Residence irá adotar um inovador sistema de geração de energia eólica, que irá suprir a necessidade de eletricidade demandada na iluminação das áreas comuns da torre.

O principal componente do sistema será uma turbina eólica RAZEC 266 de eixo vertical, própria para áreas urbanas, pois apresenta baixa velocidade rotacional, baixíssimo nível de ruído e é adequada para ventos turbulentos e com direção variável. O sistema será instalado no topo do prédio e totalizará 187 metros de altura. Esse sistema, inicialmente, não estava previsto no projeto, mas foi incorporado após os empreendedores do Kingdom perceberem a potencialidade da região para a geração desse tipo de energia.

“É uma ação de preservação e conscientização ambiental, que está de acordo com o que o nosso público deseja. O Kingdom é um prédio de luxo, mas o maior luxo que podemos oferecer para o futuro é a qualidade de vida”, destaca o executivo. Ele explica também que ainda não sabe ao certo quanto de energia poderá ser gerado pelo sistema. “Precisamos esperar a instalação para que os testes tenham início. Porém, estamos muito animados”, finaliza.

Fonte: www.segs.com.br

Escrito ou enviado por  Fernando Cappellesso

Pesquisa Secovi-SP do mercado imobiliário apresenta bons índices em agosto.

Foto: Divulgação Pesquisa Secovi-SP do mercado imobiliário apresenta bons índices em agosto

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou que em agosto de 2018 foram comercializadas 2.581 unidades residenciais novas. O resultado é 67,4% superior em comparação às 1.542 unidades vendidas em julho; e 38,4% acima das 1.865 unidades de agosto de 2017.

No acumulado de janeiro a agosto, foram vendidas 16.124 unidades – 46,7% acima das 10.991 unidades do mesmo período do ano passado.

Agosto registrou a segunda maior quantidade de unidades residenciais novas vendidas do ano. “O mês apresentou também um forte ritmo de vendas, demonstrado pelo indicador VSO de 13,4%, o maior do ano”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

O crescimento das vendas foi potencializado, sobretudo, pelo bom desempenho de comercialização dos imóveis econômicos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, de 1 ou 2 dormitórios. “Este produto atende principalmente a demanda das famílias que buscam adquirir a primeira casa própria, e que se encaixam nos parâmetros do programa”, ressalta Petrucci.

Lançamentos – De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em agosto, 1.410 unidades residenciais lançadas, resultado 46,4% inferior ao de julho (2.629 unidades) e 10,7% abaixo do mesmo mês de 2017 (1.579 unidades).

De janeiro a agosto, foram lançadas 12.107 unidades residenciais na capital paulista, 16,0% acima do registrado no mesmo período do ano anterior (10.437 unidades). Os lançamentos do ano continuam inferiores às vendas.

Passados dois terços do ano, o mercado imobiliário vem demonstrando sinais positivos de recuperação. “Mas é necessário nos prepararmos para o futuro”, alerta Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP. “A falta de calibragem da Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo ainda prejudica a viabilização de novos projetos”, complementa.

Para o presidente da entidade, Flavio Amary, apesar das incertezas no cenário político, ocasionadas principalmente pelo período eleitoral, os dados do mercado vêm comprovando que existe demanda e que o setor tem muito a produzir para atendê-la. “No médio e no longo prazo, as perspectivas são positivas. Até porque, os presidenciáveis reconhecem a importância da indústria imobiliária como forte indutor da economia e importante gerador de emprego e renda”, afirma o dirigente.

Imóveis econômicos – Do total vendido nos oito meses deste ano, 39% foram de unidades econômicas (6.253 unidades). Houve crescimento da participação desse tipo de imóvel comparativamente com o mesmo período do ano passado, que era de apenas 14% (1.593 unidades).

“Apesar de a participação percentual dos outros mercados ter diminuído, saindo de 86% para 61%, houve um aumento de 5% na comercialização, se compararmos as 9.871 unidades vendidas este ano com as 9.398 unidades do ano passado”, explica Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP.

Nos segmento econômico, foram identificados 3.080 unidades ofertadas em agosto – 18,5% do total disponível da cidade de São Paulo (16.692 unidades) –, 875 unidades vendidas, 411 lançamentos e VSO de 22,1%.

Os demais segmentos de mercado foram representados com a oferta de 13.612 unidades (81,5% do total), com as vendas de 1.706 unidades, os lançamentos de 999 unidades e o VSO de 11,1%.

Oferta – A capital paulista encerrou o mês de agosto com a oferta de 16.692 unidades disponíveis para venda. Houve redução de 8,8% em relação a julho de 2018 (18.306 unidades) e de 15,0% em comparação a agosto de 2017 (19.630 unidades).

Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se em quase todos os indicadores do mês de agosto. Eles registraram maior volume de vendas (1.594 unidades), lançamentos (885 unidades), oferta (9.268 unidades) e melhor VGV (R$ 508,4 milhões). Os apartamentos de 1 dormitório, por sua vez, tiveram o melhor desempenho de vendas, com VSO de 20,8%. Foram 815 unidades comercializadas desta tipologia dentre as 3.912 unidades ofertadas e lançadas no mês.

Imóveis com menos de 45 m² de área útil destacaram-se em todos os indicadores: maior quantidade de vendas (1.723 unidades), de lançamentos (686 unidades), de imóveis ofertados (6.577 unidades), VGV (R$ 493,2 milhões) e VSO (20,8%). Unidades com valor de até R$ 240.000,00 lideraram em quantidade de vendas (1.393 unidades), lançamentos (624 unidades) e VSO (24,7%). Na faixa de preço de R$ 240.001,00 a R$ 500.000,00, foi registrada a maior oferta (5.718 unidades).

Fonte: http://www.investimentosenoticias.com.br

(Redação – Investimentos e Notícias)