Arquivo diários:27 de novembro de 2018

Modelo sustentável para Minha Casa Minha Vida terá energia solar e 98% do esgoto tratado no local.

O protótipo, realizado pelo Tecpar, tem 44m² e atinge ao mesmo tempo condições do Minha Casa Minha Vida e metas de desenvolvimento sustentável da ONU.

“Um protótipo da nova Casa Sustentável, desenvolvida pelo Tecpar. Foto: divulgação

“Habitações sociais e tecnologias sustentáveis”: o paradigma de duas áreas que não costumam se cruzar foi quebrado com o novo protótipo da Casa Sustentável apresentado nesta terça-feira (9) pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Com 44 m², a ideia é que os custos da casa possam enquadrá-la nas condições de construção dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Ao mesmo tempo, o objetivo do projeto é torná-la o mais sustentável possível, produzindo sua própria energia elétrica e tratando o esgoto produzido.

A iniciativa integra o projeto Smart Energy Paraná, e foi realizada em uma parceria da Tecpar com a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Nove soluções sustentáveis

A residência inclui sala, dois quartos, cozinha e banheiro. São nove principais medidas sustentáveis aplicadas na casa: iluminação LED, ventilação cruzada, painéis fotovoltaicos, aproveitamento de água da chuva, tinta com baixo nível de Compostos Orgânicos Voláteis, chuveiro com vazão de 8 litros/minuto, vaso sanitário com descarga de dois tempos, telhado branco (para refletir o calor) e madeira de reflorestamento certificada.

“Além disso, 98% do esgoto gerado é tratado na própria casa e a água que sai não polui. Esse sistema ainda utiliza pneus, um resíduo de descarte complicado na natureza, e restos de construção”, destaca o diretor-presidente do Tecpar, Júlio Felix.

Segundo Felix, a estimativa é de que essas soluções façam o orçamento de construção da residência ser apenas 5% maior do que o de uma casa convencional — o custo da construção do protótipo foi de R$ 99,6 mil, financiados pela Seti. Além disso, elas abrangem sete dos 17 objetivos sustentáveis do milênio — a chamada Agenda 2030, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que estabeleceu metas a serem cumpridas para diminuir o impacto humano sobre o planeta.

Para o secretário de Desenvolvimento Urbano, Silvio Barros, o desafio é transferir as soluções sustentáveis que já funcionam em edifícios públicos para residências particulares de baixa renda. “Cerca de 15% do custo da vida útil de um edifício é a construção. Os 85% restantes são a sua manutenção ao longo do tempo. Quando você investe um pouco mais na construção e torna esses edifícios sustentáveis, a gente reduz a manutenção de uma forma muito significativa. Se você faz uma casa que gera a própria energia, a economia de luz já representa um impacto muito positivo”, acrescenta.

Próximos passos

O protótipo, construído dentro do campus da Tecpar em Araucária (PR), passa agora por uma fase de testes. Segundo Barros, essa etapa inclui validações e estudos de eficiência a serem realizadas pelo Tecpar, verificando, por exemplo, se os painéis de energia solar realmente atendem as necessidades de uma família de quatro pessoas.

Além desta unidade, outras duas Casas Sustentáveis com mesmo projeto serão construídas para dar esse feedback. Uma será construída no campus da Tecpar em Jacarezinho (PR) e outra pela Cohapar na Região Metropolitana de Curitiba. “Com as três, nós temos condições de fazermos um estudo estatístico dos resultados e ter um projeto que vem a ser imediatamente incorporado para os conjuntos habitacionais do Paraná”, aponta Felix.”

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br

Imóvel com banda larga por fibra óptica vale até 11% a mais.

 

Parcerias entre construtoras e operadoras para levar Internet rápida até a tomada dos apartamentos valoriza os imóveis e aumenta a satisfação dos compradores

Depois de comprar o apartamento dos seus sonhos, finalmente seu time chega à final do campeonato de futebol. É a deixa perfeita para convidar os amigos para inaugurar a varanda gourmet e ver o jogo. Tudo vai muito bem até que, logo no primeiro tempo, seus vizinhos gritam gol. Na sua TV, a bola ainda está sendo disputada no meio de campo. Só alguns segundos depois é que você pode finalmente comemorar: ufa, o gol foi do seu time.

A demora na transmissão, você logo descobre, ocorre porque seu vizinho é cliente de uma operadora de TV que utiliza fibra óptica e você não. No fim do jogo, a alegria pela vitória do seu time acaba ofuscada pelo “atraso” tecnológico.

Quando você comprou e equipou o apartamento, pensou em muitos detalhes: na economia de água e de energia, em equipamentos que gastam pouca eletricidade, no modem mais moderno para garantir wi-fi em todo apartamento… Mas não observou um detalhe fundamental: como levar a banda larga para dentro do seu imóvel.

O dilema só aumenta quando a opção é por uma casa inteligente, com sistemas de iluminação, ar-condicionado, vigilância, controle de eletrônicos e até a distribuição de mídia (imagem e som) para todos os cômodos – tudo controlado pelo celular. As casas inteligentes exigem conexão de banda larga e a fibra óptica é a melhor opção para quem procura qualidade e confiabilidade.

Segundo dados recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), oito em cada dez novos acessos são feitos por conexões que utilizam fibra óptica. Em julho, o Brasil contava com 30,5 milhões de conexões ativas, o que significa uma adição líquida de 1,65 milhão de novos assinantes desde janeiro. E, segundo o relatório, a maioria dessas adições ocorre em conexões por fibra óptica, que somaram 1,36 milhão de acessos – um crescimento de 82% das redes. Ao todo, o País conta com 4,4 milhões de conexões em fibra óptica, ou 14,4% do total de 30,5 milhões.

No entanto, apesar de popular, a banda larga por fibra óptica ainda enfrenta vários obstáculos até chegar dentro da casa do cliente. Dutos entupidos, falta de espaço, restrições estéticas para a colocação de equipamentos na fachada ou nas áreas comuns são alguns dos empecilhos encontrados para quem quer modernizar seu acesso à Internet. Por isso, engenheiros, arquitetos e empreiteiros vem apostando na adoção de redes FFTx, preparando os empreendimentos para oferecer a melhor conexão possível.

Como as redes habituais (metálicas) não dão mais conta de transmitir tantos dados quanto necessários, estão sendo amplamente adotadas as redes do tipo PON (Passive Optical Network), chamadas redes FTTx. O nome “Fiber To The x” (em português, “fibra até o x”), significa que há uma fibra óptica ligando um ponto ao outro, onde o x pode ser B (Building ou prédio), C (central, gabinete ou Cabinet), N (Nó ou Node) ou H (Casa ou Home).

Mais do que melhorar o acesso à Internet, o acesso à banda larga pode agradar o bolso, também. Estudo da consultoria norte-americana RVA LLC, o “Relatório de Fibra Norte-Americana para Casa e Análise e Previsão Avançada de Banda Larga para 2021” – realizado com 4,5 mil propriedades – mostra que se as operadoras são autorizadas a instalar redes FTTH no imóvel, seu preço pode subir até 11%. Além disso, compradores aceitam pagar até 2% a mais e locadores pagam até 15% a mais por imóveis com FTTH já disponível.

As vantagens aos compradores não se limitam à valorização extra do imóvel. No modelo adotado no Per, o consumidor poderá exercer a livre escolha, já que a operadora que ele escolher terá facilidade e segurança para conectar o habitante rapidamente à rede externa. Com isso, poderá desfrutar de forma imediata da conexão de alta velocidade e bom desempenho, streamings em tempo real, aproveitar vídeos em 4k e – melhor –, ter vários dispositivos conectados à uma rede de alta velocidade simultaneamente. Além de ficar preparado para a IoT (Internet das Coisas), você poderá comemorar o gol do seu time junto com o vizinho.

Fonte: www.aecweb.com.br