Arquivo diários:6 de dezembro de 2018

Especialistas estão prevendo “boom” imobiliário no País.

Criador e dirigente máximo da Cyrela Brasil Really – uma das gigantes na área das incorporadoras e construtoras, operando em 16 estados, 66 cidades brasileiras, além da Argentina e Uruguai -, Ellie Horn, está antevendo um grande “boom” imobiliário no País em 2019. “Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado”, afirma, ressalvando que é preciso ajustar alguns pontos da economia para o bem-estar do mercado.

No entanto, Horn está convicto: com a retomada da economia e com uma solução para a devolução de imóveis, que está em fase final de tramitação no Congresso, o setor vai viver uma virada de mesa a partir do ano que vem. A companhia já sente os efeitos da recuperação do País e acumula em torno de R$ 800 milhões em vendas de outubro a novembro de 2018. “Há muito tempo não tínhamos esse sabor. É muito gostoso ter clientes na porta, vender e assinar contratos”, festeja.

CAPACITAÇÃO

De olho nessas projeções e atento ao potencial e também às deficiências do segmento no Estado, o Sindicato dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul realizou em outubro o I Congresso Imobiliário, com um tema muito sugestivo: A Hora de Se Reinventar. O evento trouxe palestrantes renomados para fomentar a capacitação e a integração dos profissionais imobiliários. Segundo o organizador de evento, Rodney Junior, o Estado tem carência em capacitações imobiliárias.

“Temos quase 10 mil corretores inscritos no Creci/MS e estes quando querem se aprimorar buscam treinamentos em outros estados, justamente por essa razão estamos promovendo esse congresso, trazendo profissionais multidisciplinares que proporcionarão um novo olhar para profissionais daqui”. O reaquecimento do setor, no entanto, já se desenhava no primeiro ano do governo de Reinaldo Azambuja, quando decisões certeiras conseguiram restabelecer a confiança na economia e assim garantindo a retomada dos investimentos.

EVOLUÇÃO

O mercado imobiliário nacional manteve a trajetória de recuperação dos lançamentos e das vendas de moradias nos últimos meses e tende a continuar com bom desempenho neste fim de ano, de acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Os lançamentos de novos projetos totalizaram 21,463 mil unidades no terceiro trimestre de 2018, avanço de 30,1% em relação aos mesmos meses de 2017.

No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, os lançamentos atingiram 102,552 mil unidades, ante 85,602 mil unidades no acumulado dos 12 meses anteriores. As vendas alcançaram 26,187 mil unidades no terceiro trimestre de 2018, crescimento de 23,1% em comparação com igual período de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, foram vendidas 118,462 mil unidades, ante 93,500 mil no acumulado dos 12 meses anteriores.

Como resultado de vendas maiores do que lançamentos, o estoque de imóveis residenciais novos recuou 13,8% em um ano, chegando a 118,590 mil unidades. Desse total, 23% são unidades na planta, 47% em obras e 30% prontas. Se mantido o ritmo atual de vendas, o estoque seria suficiente para abastecer o mercado por 14 meses.

Fonte: http://www.folhacg.com.br

Por Brayner Silva

Câmara aprova projeto que dobra multa para quem desiste de imóvel na planta.

Se sancionada por Michel Temer, nova regra permitirá que as construtoras fiquem com até 50% dos valores pagos pelo comprador; hoje, limite é de 25%.

Para os parlamentares que defenderam o aumento da multa para quem desiste de imóvel na planta, a proposta traz segurança jurídica ao setor de construção de imóveis

 

Nesta quarta-feira (5), a Câmara dos Deputados aprovou a versão do Senado para o projeto de lei que aumenta a multa para quem faz um distrato imobiliário, isto é, desiste de comprar um imóvel na planta. Para entrar em vigor, a mudança ainda precisa ser aprovada pelo presidente Michel Temer.

Hoje, as construtoras cobram de 10% a 25% de multa sobre o valor pago por quem desistiu da compra do imóvel na planta . O projeto aprovado pela Câmara, porém, flexibiliza essa margem, permitindo que a empresa responsável pela obra possa ficar com até 50% do dinheiro pago pelo comprador que desfez o negócio ou apenas parou de pagar as prestações do imóvel.

A mudança nas regras vale para imóveis que estão sob o regime do patrimônio de afetação , ou seja, não estão registrados como patrimônio da construtora, que abre uma empresa exclusivamente para administrar o empreendimento. Essa modalidade de contrato corresponde à maioria dos firmados no País e busca assegurar a continuidade e a entrega das unidades em construção, mesmo se a construtora falir.

Nada muda para os imóveis que estiverem no nome da empresa responsável pela obra. Nestes casos, o limite da multa continua sendo de 25%.

O projeto aprovado na Câmara também legaliza a tolerância de 180 dias de atraso sem multa para construtoras entregarem o imóvel ao comprador. Passado este prazo, de acordo com a nova regra, o comprador tem direito de pedir o distrato e ser restituído do valor que já pagou à empresa, além da multa prevista no contrato que firmou.

Os parlamentares que defenderam o projeto destacaram que a proposta traz segurança jurídica ao setor de construção de imóveis, que, bem como o País de forma geral, passa por uma crise e tem fechado postos de trabalho.

Entenda o distrato imobiliário

É importante que a pessoa interessada em comprar um imóvel na planta analise muito bem o contrato que firmará com a construtora e, caso seja necessário, consulte um advogado

O distrato imobiliário , seja ele de imóveis comprados na planta ou de terceiros, é o encerramento de uma relação jurídica estabelecida entre um comprador e um vendedor. Quando uma dessas partes que acabar com o vínculo criado pelo contrato que firmou, deve notificar o outro lado e elaborar um distrato contratual.

Além disso, é indispensável que as duas partes estipulem previamente – em contrato – as condições sob as quais esse encerramento se dará. É preciso discutir, por exemplo, uma previsão para a devolução dos valores pagos até o momento do distrato e o valor da multa a ser quitado pelo desistente.

No caso de um imóvel na planta, a situação é um pouco mais delicada. Além da multa cobrada pelas construtoras, que pode até dobrar se o projeto da Câmara for sancionado por Temer, os contratos de compra desses imóveis ainda preveem despesas administrativas e a devolução dos valores pagos pelo comprador da mesma forma que os recebeu, isto é, em parcelas.

Para evitar transtornos, é importante que a pessoa interessada em comprar um imóvel na planta analise muito bem o contrato que firmará com a construtora e, caso seja necessário, consulte um advogado que possa aconselhá-la sobre o tema. O comprador deve conhecer os riscos que corre e saber que eventualmente pode perder muito dinheiro se desistir do negócio.

Fonte: economia.ig.com.br