Arquivo diários:7 de dezembro de 2018

‘Preço do aluguel tende a cair’, diz futuro secretário de SP sobre redução de burocracia para novos imóveis.

Futuro secretário da Habitação, Flávio Amary – Charles Sholl/Raw Image/Folhapress

O futuro secretário da Habitação, Flávio Amary, disse que a prioridade de seu trabalho será o combate à falta de moradia para mais de 1,2 milhão de pessoas no Estado de São Paulo. Em entrevista à rádio BandNews FM, ele afirma que uma série de situações leva as pessoas a gastarem mais de 30% da renda com aluguel, o que já configura como déficit habitacional.

Segundo o atual presidente do Secovi-SP, a secretaria vai atuar para reduzir a burocracia na aprovação de novos imóveis e também para dar mais segurança jurídica aos contratos de locação. Ele acredita que, com a maior oferta de moradia, principalmente de baixa renda, o preço do aluguel tende a cair.

Sobre as unidades vazias ou ocupadas em grandes cidades, Amary diz ser possível resolver o problema com parcerias entre o investimento privado e as políticas públicas. O futuro secretário da Habitação conta ainda que terá o diálogo aberto com os movimentos sociais, mas mantendo a ordem e sem desrespeitar leis.

Flávio Amary afirma também que a regularização fundiária é muito importante porque quase 25% dos imóveis no Estado estão em alguma condição irregular. Segundo Flavio Amary, esse tipo de situação acarreta outros problemas na saúde, educação e segurança.

Fonte: www.metrojornal.com.br

Os avanços da construção sustentável.

“As economias em desenvolvimento são reconhecidas pelas oscilações acentuadas de desempenho. Em meio à mais recente onda de crescimento, fortalecida com a entrada intensiva de capital externo no país, a construção sustentável encontrou condições favoráveis ao seu desenvolvimento no Brasil”. Quem afirma é o arquiteto David Douek, diretor da OTEC – consultoria de desempenho, eficiência e sustentabilidade –, nascida simultaneamente à chegada das certificações de impacto ambiental das construções no país. Envolvido com projetos que somados extrapolam os 8 milhões de metros quadrados de área construída, o profissional defende que mais importante do que entender o que despertou esse mercado, é compreender quais são as possibilidades abertas pelos resultados obtidos.

Segundo ele, é fundamental considerar que um dos grandes fatores impulsionadores do mercado da sustentabilidade foram as certificações ambientais, principalmente o LEED (Leadership in Energy & Environmental Design), do USGBC (U.S. Green Building Council), e o AQUA (Alta Qualidade Ambiental), da Fundação Vanzolini. “A possibilidade de comunicar ao público interno e externo, de forma suscinta e objetiva, as ações ambientais implantadas pelas empresas fez com que ganhassem uma envergadura que desafiaria o mais otimista dos visionários”, diz, referindo-se ao terceiro lugar conquistado pelo Brasil no ranking mundial de número de registros do LEED, em pouco mais de seis anos.

“Se este dado é expressivo, considerar que estas plantas vão usufruir de uma economia operacional extremamente desejável, atualmente, torna o dado ainda mais significativo. Em algumas plantas onde atuamos, por exemplo, a economia de energia supera os R$ 2 milhões anuais. Assim, é fácil enxergar que o amadurecimento do mercado de sustentabilidade permite a inserção deste conceito no planejamento das edificações, em um cenário fortemente influenciado pela carência de água e pela pressão nos custos de energia”, aponta Douek. Além disso, no mercado imobiliário, há edifícios comerciais certificados LEED que praticam valores de locação em torno de 50% acima da média de mercado. “Os números falam por si”, comenta.

O PAPEL DAS CIDADES

Muito além das tipologias de edificações sustentáveis, o diretor ressalta que o
planejamento deve se iniciar pelas cidades – afinal, a inserção de qualquer medida de sustentabilidade em edifícios é amplamente influenciada pela organização da cidade. “Determinar a infraestrutura urbana para assegurar o abastecimento de água e energia, a organização do transporte, da habitação e do trabalho, permitindo o equilíbrio entre investimentos imediatos e o custo de manutenção da infraestrutura criada, é fundamental para alcançarmos a eficiência e a sustentabilidade individual”, destaca. Douek ilustra: “não adianta ter reúso de água no meu prédio se preciso levar três vezes mais tempo ao trabalho do que seria razoável. É necessário o equilíbrio. Hoje, acumulamos experiência para saber o que fazer para darmos este segundo passo e escalar o processo”.

Segundo ele, para que o Brasil atinja o estado de desenvolvimento sustentável, é necessário ter bases sólidas, ou seja, criar ou fortalecer os recursos políticos, técnicos e econômicos necessários. “A partir do momento que políticas públicas nacionais incluam estas ações como mandatórias, mudam-se as relações de mercado. Cria-se demanda que justifica investimento, num ciclo virtuoso que leva o país a incluir as metas de desempenho em tudo o que for ambiente construído”, indica Douek complementando: “É crucial entender a sustentabilidade não como um elemento a ser inserido de forma cirúrgica, mas como item obrigatório a todas as ações desenvolvimentistas”.

Esse processo evolutivo conta com profissionais qualificados, na opinião do diretor. No entanto, a educação continuada, de altíssimo nível técnico é necessária para sua consolidação. Ele menciona os grandes projetos de infraestrutura brasileiros, por exemplo, que já têm planejadas mudanças ao longo dos próximos 25 anos, no mínimo. “Tudo isso demanda controle”, alerta.

Quanto ao futuro da construção sustentável, David Douek entende que, embora muito se discuta sobre o momento que o país vive, sob uma ótica de longo prazo, o que está acontecendo é uma fase de acomodação da economia. O Brasil é um país grande com demanda reprimida. Somente em relação à moradia, o país tem uma carência de 10 milhões de habitações. “Considerando que o mercado imobiliário anda em ciclos, a melhor aposta é no crescimento contínuo dos aspectos de sustentabilidade”, afirma para concluir que isto também vale para indústria que, tanto do ponto de vista de sua operação quanto dos produtos que fornece, passa a ter um mercado mais consciente. “O governo também passa a ter uma grande oportunidade ao incentivar de forma mais contundente estas ações. Os investimentos em infraestrutura, previstos para os próximos anos, devem incluir critérios de eficiência e sustentabilidade para majorar os resultados. A viabilidade de qualquer negócio dependerá cada vez mais dos aspectos de sustentabilidade e eficiência”.

Fonte: www.aecweb.com.br