Arquivo diários:11 de dezembro de 2018

Estudo mostra que otimismo voltou à construção civil.

Segundo dados da ABRAMAT, desde 2012 a confiança dos empresários do setor no país não era tão animadora

As recentes edições do Termômetro da ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) sinalizam que o otimismo voltou ao setor da construção civil. O indicador é medido mensalmente e capta o ânimo dos empresários com a economia do país. Desde outubro, os dados coletados mostram confiança crescente. Na mais recente edição, de 30 de novembro de 2018, o estudo aponta que 45% das empresas estão confiantes sobre as ações do governo federal para o setor da construção civil nos próximos 12 meses. Esse percentual não era alcançado desde abril de 2012.

Segundo o presidente da ABRAMAT, Rodrigo Navarro, as expectativas em torno do novo governo alimentam o otimismo. “Historicamente, o Termômetro da ABRAMAT só apontou este nível de otimismo em abril de 2012, com indicativos de 66%, e em setembro do mesmo ano, com 58%. Estas ocasiões foram impulsionadas por medidas como o lançamento de obras do PAC e do Minha Casa Minha Vida. Agora, a expectativa de estabilidade econômica e de medidas para a retomada do crescimento alavancam a confiança e o otimismo na indústria de materiais de construção”, afirma.

confiança não se reflete apenas na expectativa de venda, mas de investimento. A recente pesquisa mostra que 73% das indústrias de materiais pretendem investir nos próximos 12 meses. As prioridades são modernização de equipamentos e aumento da capacidade de produção. Das empresas consultadas, apenas 5% se posicionaram com pessimismo sobre 2019. Para consolidar as previsões positivas, a ABRAMAT encomendou outro estudo à Fundação Getulio Vargas (FGV), a fim de medir se o clima de otimismo é de curto, médio ou longo prazo. De acordo com Navarro, o setor vive um momento de “otimismo consciente”.

FGV traça quatro cenários para a construção civil de 2019 a 2022

Pela projeção da FGV, a produção de materiais de construção deverá ter crescimento anual médio em torno de 5%, entre 2019 e 2022. Para chegar a esse percentual, o levantamento traçou quatro cenários:

  • “Tempestade perfeita”
  • “Aos trancos e barrancos”
  • “Superando obstáculos”
  • “Os limites do possível”

Sempre levando em conta o período dos próximos quatro anos, o cenário menos otimista estima 0% de crescimento para o PIB do país, -0,5% para a construção, 0,5% para o varejo de materiais e -2,6% para a indústria de materiais, ou seja, o setor encolheria -2,6% no período.

Já o cenário “Aos trancos e barrancos” prevê crescimento médio de 1% do PIB, de 0,5% para a construção, de 0,75% para o varejo de materiais e de 0,6% para a indústria de materiais, com crescimento geral do setor de 1,85% ao ano. Na projeção “Superando obstáculos”, as variáveis anuais consideradas são: PIB nacional de 2%, crescimento da construção de 1%, varejo de materiais com expansão de 2% e indústria de materiais com alta de 1,5% (4,5% no geral). Para “Os limites do possível”, o PIB cresceria 3% em média; a construção 2%, o varejo de materiais 3% e a indústria de materiais 2,5%.

Esse último cenário, que para a FGV e a ABRAMAT é o mais provável de se materializar, permitiria que a construção civil voltasse a crescer 7,5% em um ou dois anos do próximo quadriênio. Por isso, a expectativa de que a cadeia produtiva do setor cresça, em média, 5% de 2019 a 2022. Já para 2018, a ABRAMAT mantém a estimativa de que o ano feche com crescimento de 1,5% para a indústria da construção, interrompendo três quedas anuais consecutivas (2015, 2016 e 2017).

Entrevistado
ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) 
(via assessoria de imprensa)

Contato: abramat@abramat.org.br

Jornalista responsável: Altair Santos MTB 2330

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br

Você moraria em um prédio de contêineres? Ele acredita que SIM.

Thiago Monteiro, fundador da Haut, contou os planos de criar um prédio formado por contêineres para estimular a mobilidade também nas casas

A Haut está literalmente construindo novos empreendimentos em Recife. Focada no mercado de luxo, a incorporadora está criando prédios com muitos propósitos – e, principalmente, se preparando para o mercado imobiliário do futuro.

Thiago Monteiro, fundador da Haut, esteve no Audaz, evento da StartSe, na quinta-feira (6/12). O arquiteto contou quais as necessidades que acredita que os imóveis deverão ter no futuro, graças às mudanças tecnológicas.

Criada em 2016, a incorporadora já está desenvolvendo prédios focando no impacto que eles terão. “O novo luxo não é o que estamos acostumados. Ele é a construção de experiências, posicionamento, estilo de vida – isso é o que tem valor”, comentou Monteiro.

Por esse motivo, ao construir um empreendimento, a Haut foca não apenas nos prédios, mas também em todos os entornos. “Em um dos prédios, resolvemos transformar os arredores em um parque, para não beneficiar apenas os moradores, mas todos os cidadãos”, explicou o arquiteto.

Mas, apesar das soluções da incorporadora estarem se destacando no mercado, a Haut já está pensando em como será o setor daqui alguns anos. “Ainda estamos na velha economia, não fizemos nada transformador para o mercado imobiliário. Fizemos edifícios que se tornaram objetos de desejo, mas precisamos enxergar a próxima curva”, afirmou Thiago Monteiro.

Dessa forma, a incorporadora passou a estudar os hábitos de consumo dos Millenials e Geração Z. A conclusão é que esses consumidores não irão mais comprar apartamento e carros, e, sim, priorizar o compartilhamento e a possibilidade de mudar facilmente.

Prédios de contêiners

Foi assim que surgiu a ideia de criar a Mob. A empresa é um spin-off da Haut e pretende trazer a mobilidade desejada para os imóveis através de prédios com contêiners. O objetivo é que, independente do lugar do mundo que o morador possa viajar ou se mudar, pode levar sua casa completamente intacta.

O objetivo é que os contêineres funcionem de forma semelhante aos estacionamentos verticais, baseando-se de modo que qualquer andar possa ser movido sem ameaçar os de cima.

Essa iniciativa também resolve outro problema identificado pela Haut: a falta de personalização das casas. “Com o modelo de plug and play, em que plugamos a energia, água, esgoto e ar condicionado no contêiner, consigo transformar a minha casa com os objetos sem passar pelo trauma da mudança, garantindo que continue sendo a extensão da minha personalidade”, descreve.

O prédio também estaria preparado para outras demandas, como barbearia, pub, carro elétrico compartilhado, lavanderia e sala de jogos compartilhadas, spa e até um co-working. “Nós estamos pensando até no táxi-aéreo, em que drones vão levar passageiros. A Uber e a Embraer já estão pensando nisso, por que não podemos estar preparados?”, questiona o arquiteto.

Fonte: incorporacaoimobiliaria.com